Ele disse, ela disse: Meu bem, meus bens.

Com o número de divórcios crescendo a cada dia que passa, uma “estratégia de saída” passa a ser mais e mais valiosa para qualquer casal planejando juntar seus trapos. Sally e Somir demonstram sua sintonia matrimonial conseguindo discordar até mesmo sobre o regime de divisão de bens. Ele defende a separação total, ela a parcial.

Tem de hoje: Qual é o regime de separação de bens mais justo?

SOMIR

Total. Tenho horror a esse lance “Brangelina” de tratar casal como uma amálgama de duas pessoas. Claro que um casamento presume união, mas não se pode esquecer que são duas pessoas diferentes. São duas vidas que se encontraram em certo ponto, e nada garante que não vão se separar num ponto futuro.

No regime de separação total de bens, não existe bem do casal. Ou é de um, ou é de outro, sem dividir só porque a pessoa estava casada quando comprou. Se não tascou o nome na certidão ou recibo, azar. É um modelo que pune quem entrega todo o poder para a outra parte ao mesmo tempo que recompensa quem entende que a vida não para e nada é para sempre.

Eu sei, parece e é meio “lei da selva”, mas é o sistema mais justo porque não limpa a bunda de quem não aprendeu a se manter limpo. Antes mesmo de falar de exemplos de como comunhão comunista… opa, parcial… de bens pode gerar injustiças das grandes, já dá para trabalhar só com o lado ideológico de fazer as pessoas prestarem atenção no patrimônio que estão adquirindo e aprenderem a proteger seus interesses.

Casamentos, casamentos, negócios à parte. Um casal pode viver um relacionamento muito saudável sem essas chatices de contas conjuntas e “tudo o que é seu é meu”. Casamento só é negócio MESMO se você precisa de um apoio externo para fazer sua própria vida, à lá “sai da casa do papai para a casa do marido”. Gente capaz que escolhe não casar acaba chegando num patamar de vida maior que os casados, até porque a chance de filhos diminui. O casamento tem seus benefícios financeiros, mas não é garantia de melhora de vida por si só. SPOILER: Ela gasta muito mais que você para viver num padrão de vida aparentemente idêntico.

Se quando chega a hora do divórcio o casal demonstra que tomou conta das finanças e garantiu o patrimônio de cada um, cada um pega o seu boné e problema resolvido. É mais justo confirmar no divórcio o modo como o casal geriu seu patrimônio.

Comunhão parcial pega a situação que um casal desenvolveu por anos e reduz tudo a um “metade pra cá, metade pra lá”. Meritocracia zero! Se estivéssemos falando de algumas décadas atrás, seria mais razoável considerar que uma esposa, mesmo querendo participar da posse do patrimônio, havia sido impedida pelo marido e/ou sociedade. Mas o tempo passa… Se nos dias atuais levar uma volta dessas e acabar sem nada no seu nome depois de anos de casamento, é porque não se importou ou efetivamente não contribuiu tanto assim.

É bonitinho falar que a abnegação doméstica de uma Amélia da vida contribui para o sucesso do marido, mas porra, sejamos realistas: Quanto recebe uma empregada? Domésticas são contratadas para gerenciar grandes empresas? Não é fazer pouco do trabalho da pessoa, é perceber que vivemos numa sociedade onde a remuneração financeira do trabalho doméstico não é nem um pouco impressionante.

Uma pessoa que abdica de trabalhar por conta própria (nem sempre é devoção ao companheiro, às vezes é acomodação ou “diproma” mesmo…) para ser a “grande mulher por trás de um homem” e se resume a funcionar como uma empregada que faz sexo com o patrão poderia ser substituída por um modelo mais novo sem impactar na capacidade de acúmulo de riquezas do marido.

Atribuir ao relacionamento o patrimônio alcançado é superestimar o impacto financeiro de uma função que efetivamente não gera essa riqueza. Mas não fiquemos neste exemplo de mil novecentos e guaraná de rolha, vamos considerar um casal moderno, onde ambos trabalham.

Alguns trabalhos rendem mais, outros são mais requisitados. Se o marido era CEO de uma grande empresa e a esposa vendia cosméticos no condomínio uma vez por semana, não é razoável dizer que a mansão do casal não existiria se fosse só o trabalho dela? Dividir meio a meio seria beneficiar quem menos trabalhou e menos se preparou para ter esse patrimônio. Isso é justo como? Em troca do padrão de vida, o relacionamento. Mas se o relacionamento acaba…

A vida não é tão simples como “casamento é meio a meio”. Tem gente que investe mais emocionalmente, tem gente que investe mais tempo, tem gente que investe mais dinheiro. E tem quem torre dinheiro com bobagens, investimentos errados e todo o tipo de coisa que não deixa patrimônio (ou que perde muito valor com o tempo). A composição dos bens conjuntos pode ser basicamente o que um dos dois conseguiu salvar das garras do outro. É justo dividir ainda mais isso?

E não vamos nos esquecer de gente que simplesmente resolve se separar para pegar metade do dinheiro do cônjuge e torrar com amantes interesseiros. Imagina alguém levar chifre, perder a pessoa que julgava ser seu par… e ainda por cima ver seu trabalho pilhado no processo?

E como definir se o bem comprado durante o casamento foi realmente um esforço coletivo? Uma composição REAL de 100% de dinheiro de um, que já estava guardado, vira 50% só por causa do casamento. E quem se prepara a vida toda para uma oportunidade e calha de alcançá-la depois de casado? Como garantir que o matrimônio influenciou?

A questão aqui é que comunhão parcial ignora as inúmeras possibilidade da composição do patrimônio a ser dividido. E pode premiar quem nunca sequer se interessou por contribuir nesse sentido. Apoio emocional e dedicação pessoal contam? Claro. Mas isso não é nenhuma garantia de fazer dinheiro. Muita gente feliz e bem casada passa apertada no final do mês…

As pessoas tem que ser incentivadas a prestar atenção na própria vida e compreender o valor de suas contribuições. Isso é bem mais justo.

Para perguntar quem fica com os leitores se eu e Sally nos separarmos, para se ofender por eu dizer que lavar louça não compra mansões, para dizer que o texto da Sally é do baú!: somir@desfavor.com

SALLY

Atenção para a pergunta: qual é o regime de bens MAIS JUSTO? Não perguntei qual é o que você mais gosta, qual foi o que você escolheu ou qual é o que você queria ter escolhido. Vamos parar com essa merda de EU, EU, EU… Aqui falamos de uma hipótese em abstrato. Em um casamento decente, com pessoas que se gostam e se respeitam, qual seria o regime jurídico mais justo? Comunhão parcial de bens!

Na comunhão parcial de bens, os bens que cada um tinha antes do relacionamento continuam sendo de cada um, mas os bens adquiridos depois são de ambos, não importa no nome de quem estejam. Isto porque se presume que duas pessoas casadas se empenham em conjunto para obter um bem. Não que necessariamente ambos contribuam em dinheiro, mas contribuem como podem.

Procurem se lembrar de cada Siago Tomir que vocês leram. Alguém tem dúvidas que se eu não estivesse presente em muitos daqueles momentos Siago Tomir estaria muito fodido da vida? Cada vez que eu arrisquei a minha pele ou que me desdobrei para socorrê-lo, salvá-lo ou ajudá-lo eu contribuí para a aquisição de patrimônio. Cada vez que eu comi pão com ovo para ele pagar uma prestação de carro acima do seu salário eu contribuí para aquisição de patrimônio. Da mesma forma que cada vez que uma mulher cozinha uma marmita e dá para o marido levar para o trabalho, para que este não gaste dinheiro com almoço na rua, ela está contribuindo para que no final do mês ele possa pagar a prestação do apartamento.

“Mas Sally, tem mulher que não faz nada, só gasta o dinheiro do marido e no final quer ficar com metade de tudo!”. Sim, Meu Querido, tem de tudo no mundo. Tem gente que come cocô, tem gente que vota no Tiririca e tem gente que é acomodada e interesseira. Mas a regra geral é: em um casamento há mútua assistência, ambos se ajudam, se não com dinheiro, com apoio, conselhos e cumplicidade. A regra geral é essa, se houver uma exceção, busca-se uma solução excepcional. Se a pessoa casou com uma mulher que não a ajuda em nada, sinceramente, foda-se. Quem mandou escolher mal e continuar casado com uma pessoa assim? Não é por isso que vamos cometer uma injustiça com todas as outras mulheres do mundo, né?

Cada vez que um homem chega em casa de cabeça quente dizendo que vai dar uma porrada no seu chefe e uma mulher escuta seu desabafo, o acalma e o aconselha sobre como conduzir a situação, ela está contribuindo com as finanças do casal. Cada vez que uma mulher arruma uma casa, lava roupa, cozinha e etc, ela está contribuindo com as finanças do casal, já que se ela não o fizesse seria necessário pagar para que alguém o faça. Cada vez que uma mulher dá uma ideia ou uma sugestão profissional ao seu marido ela contribui para a aquisição de bens.

Não me entendam mal, eu sou fã da separação total de bens. Facilita as coisas: o que é de cada um é de cada um, não tem polêmica, não tem disputa, não tem barraco no divórcio. Mas não é o meio mais justo, é apenas o meio mais prático. A grande injustiça da separação total de bens é que quase nunca o proprietário oficial adquiriu aquele bem sem auxílio do parceiro, só é justo em situações excepcionais de pessoas muito ricas. Nós, reles mortais somos injustiçados.
Muitas vezes o parceiro chegou até a contribuir com dinheiro, ainda que indiretamente: Esposa paga sozinha as contas da casa que normalmente são divididas porque naqueles meses o marido teve poucos clientes e não conseguiu arcar com o financiamento do carro e as contas, ou seja, ela contribuiu financeiramente para que fosse viável adquirir aquele bem, mas no fim das contas o carro fica só no nome dele.

Sempre existe algum esforço em comum, nem que seja o da mulher de aturar os peidos noturnos do marido. Senhoras e Senhores, sejam honestos… dificilmente não existe uma mulher por trás de um grande homem. Só o conforto de ter uma parceira para dividir os problemas, para buscar consolo, para ser acolhido já bastaria para justificar a comunhão parcial de bens. Muito mais hoje, onde a maior parte das mulheres trabalha e ainda tem que dar conta de engravidar, criar filho e estar sempre bonita, depilada, arrumada e ser inteligente.

Ao casar com separação total de bens se despreza todo esse esforço em conjunto, todo o apoio financeiro e moral recebido por anos e todos os malabarismos feitos para que a aquisição daquele bem fosse possível. É uma propriedade falsa, que não retrata a realidade da aquisição daquele bem e certamente não faz justiça. Foda-se se o marido só comprou o apartamento porque o sogro emprestou o dinheiro e a mulher fez marmita para ele durante 15 anos, se ele quiser pode dar um chute na mulher e colocar a secretária, 30 anos mais nova, neste mesmo apartamento que o pai dela ajudou a pagar.

É uma visão muito limitada: é proprietário aquele que consta na documentação. Não! Tem que atentar para como o bem foi adquirido. Muitas vezes a outra pessoa também pagou por ele, de forma direta ou indireta. E se no meio do caminho o marido perdeu o emprego e a mulher ficou um ano bancando todas as despesas da casa e pagando a prestação do carro até ele arrumar um novo emprego, é justo que no final das contas ele seja o proprietário? Não me parece justo. Me parece prático, me parece eficiente e eu até casaria em separação total de bens dependendo do caso, mas JUSTO não é. Eu é que pago para não me aborrecer mesmo.

E falo em favor da mulher porque geralmente são elas que saem prejudicadas, mas o inverso também é admissível. Vale tanto para homens como para mulheres. Geralmente as pessoas são mais fortes (no sentido amplo) quando estão em casal, em um relacionamento bem sucedido (se não for bem sucedido, nem case!). Todos se beneficiam. O investimento mútuo é tanto que o dinheiro passa a ser do casal, e não de um ou de outro. Não é a toa que hoje em dia esse é o regime considerado como regra pela lei. Se as pessoas não estipulam o contrário, o casamento é celebrado em comunhão parcial de bens.

Essa coisa de contar até a última moedinha e ficar de mesquinharia com “Isto é MEU porque está em MEU nome” é coisa de gente babaca. Até porque, vamos combinar, hoje em dia poucas pessoas podem comprar um bem de grande porte sozinhas, geralmente despesas grandes só se tornam viáveis (ou ao menos se tornam mais fáceis) quando feitas em casal. Eu não esperava outra postura do Somir, egoísta/individualista/egocêntrico master, mas de vocês eu espero.

Em tempo: quem quer dar golpe não usa regime de bens para isso, quem quer dar golpe faz filho e com isso toma metade dos bens do outro independente de regime de bens.

Para cagar pela boca e dizer que eu sou interesseira, para dizer que o regime ideal é comunhão para os bens do seu parceiro e separação para os seus bens ou ainda para dizer que bom mesmo é não casar: sally@desfavor.com

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Comentários (212)

  • Eu já sou casado há cinco anos no regime de separação total. Na época que casei eu disse para minha esposa que só casaria se fosse nesse regime, ela não concordou, porém, aceitou. Hoje ela tem vergonha de expor a forma que casamos para os outros, e eu sempre tento explicar que foi a forma mais justa, e que se ela se sentir enganada ou prejudicada por ter casada assim, o melhor caminho então seria a separação. O regime de separação total torna o relacionamento do casal mais sincero, pois quem ama não almeja nada em troca. Eu já vi muitos casamentos onde não há amor, e sim o temor de perder bens.

    Casamento é um relacionamento mútuo, pessoas se casam para ajudar um ao outro e os filhos, enquanto casados o mais justo é que dividam os bens para firmar o propósito de um ajudar o outro, porém, se houver separação, é justo que se mantenha o propósito do casamento? É lógico que não, pois obviamente não há casamento, não há sentimento…

    Seria justo eu dividir um bem que adquiri com o dinheiro de uma herança com minha ex-mulher?

    • Eu sei que os bens adquiridos com o dinheiro de herança não se comunicam tanto no regime parcial e muito menos no total. Mas no caso do regime parcial, como que fica as benfeitorias que valorizam o bem? Se não puderem ser separadas? É uma tremenda dor de cabeça e injusto ter que se desfazer de um sonho por questões matrimoniais.

      Minha esposa diz que sou seguro. Eu concordo com ela, mas sou seguro pois tenho ambição para conquistar meus sonhos(ser ambicioso não é o mesmo que ser egoísta). Tenho sonhos de conquistar meus sonhos mesmo que de forma independente(no caso do(a) parceiro(a) não puder ou não quiser ajudar financeiramente). A ajuda emocional não deve ser convertida em valor financeiro(argumentos de vários comentários, inclusive da Sally), pois o amor é recíproco, portanto, se anulam. Ninguém é pago pra amar.

  • Sou mulher e pago as contas aqui em casa pra mim e pro meu marido (vivemos em união estável), ele trabalhava antes mas ficou desempregado há algum tempo. Pago o nosso aluguel e a faculdade dele sozinha, assim como outras contas da casa, enfim, faço o papel que muitos homens já fizeram, e ainda divido os serviços domésticos, pq fizemos assim sempre, desde quando os dois trabalhavam (e assim continuaremos quando ele voltar a trabalhar).
    Agora estou diante de uma oportunidade ótima para comprar um imóvel, e comprarei sozinha, sem colocar o nome dele, resultado: VAMOS AO CARTÓRIO FAZER UMA DECLARAÇÃO DE UNIÃO INDICANDO A SEPARAÇÃO TOTAL DE BENS.

    Apesar de todo o apoio emocional que tenho de meu parceiro, não é ele que se esfola de trabalhar pra pagar tudo e mais as parcelas do novo imóvel. Ele ficou anos sem estudar e por isso perdeu emprego (não acompanhou o mercado), acontece com todo mundo perder o emprego mas no caso dele foi algo plantado e colhido. Então seria justo eu que sempre me matei de estudar e trabalhar dividir os meus esforços com ele? NÃO É JUSTO. O imóvel será meu, no meu nome, sem comunhão nenhuma. Moro com ele porque o amo, e gosto de ter sua companhia e o ajudo a crescer (pagando a faculdade) mas não tenho que dar o peixe a ninguém, dei a vara e ele que pesque seus próprios peixes. Amor não é estar com alguém simplesmente porque ama a presença e apoio um do outro, e sobretudo amar é ajudar a pessoa a ser melhor, e não dar o melhor de mão beijada.

  • Pensando um pouco fora da caixa, caso um homem venha sugerir a separação total de bens eu posso concordar, mas também tenho as minhas “exigências “, tipo: morar em casa diferentes é uma delas, pq fica separado cada centavo e a questão de não ter que cozinhar nem aos domingos, nunca ter que passar uma camisa ou limpar a casa para o outro. Outro ponto importante é a questão de doença e acidentes, a esposa/ marido fica desobrigado de cuidar do outro.

    Essas seriam minhas condições pois penso que se está preocupado (a) com dinheiro e não dividir essa parte tbm não pode querer que o outro dedique seu tempo com vc pq tempo é dinheiro. Ao invés de preparar um jantar para agradar ou cuidar do doente precavido (a) é melhor estudar e trabalhar para garantir o seu sustento.

    Cada um por si. Se se aplica no lado financeiro vamos aplicar no resto. Se não tem direitos tbm não há obrigações.

    • Então não casa! Veja bem estou dois anos com minha namorada e tenho certeza que vou casar com ela e seremos feliz, mas sei muito bem raciocinar em dinheiro x amor, minha mulher gasta muito e eu gosto de juntar e nada mais justo que separação de bens. Esse negócio de dar apoio emocional, ajudar em casa ou sei lá mais o que um homem pode muito bem fazer eu mesmo tenho asma e tenho que limpar eu mesmo meu quarto já que a empregada vem uma vez por semana, quando estou com muita fome a noite eu mesmo faço minha comida, quando minha está muito estressada eu dou apoio isso tudo não é tão relevante como dinheiro… dinheiro é uma garantia futura amor não mesmo amando muito eu espero ficar o resto da minha vida com ela, mas pensar de forma interacional já é de mais. E que nem um caso com mulheres em que vi aqui, tinha uma mulher rica se casou com um cara pobre e ela perdeu um boa grana e foi ao juiz fazer contestação e adivinha? O juiz usou o mesmo emprego para mulheres, ( você tem muito, mas ele tem pouco 50%), a primeira coisa que ela fez foi dizer (não quasem com os homens) o que me leva a pensar que pimenta nos olhos dos outros é refresco! Eu acho justo falar assim que for casar sobre a se paração total de bens e o que for comprado de grande valor propor um acordo de contribuição entre eles, ex: se eu digo que vou comprar um apartamento e ela quiser ajudar de boa tantos % será seu pela sua contribuição no final do cônjuge com os nomes dos dois no contrato simples assim, se fosse um carro que eu comprei seria só meu então, se eu ajudasse ela a comprar um carro, mas não assinei o contrato então só é dela e daí vai, outro explo é que eu invisto desde de cedo não seria justo eu ter que dividir esse dinheiro se ela nem ajuda ou faz o mesmo, mulher sempre gasta mais geralmente e homem sempre juntas mais quem tem que ter mais e quem se força mais. Isso de mais eu dei apoio e homem da não, já que mulheres vem todo os dias reclamar da vida sobre uma besteira que seja e o homem ali do lado… Mulher é cheia de sentimentos, mas quando é algo importante e que afete num instante dar um de esperta, se for para morar separado assim então casa mesmo, vem com esse discurso mais ou mesmo tem muita mulher e homem que não mostram o que fazem no celular e dizem (privacidade)….

      • Cada um tem sua opinião, mas outro ponto que não tem nada a ver com sentimento e sim com justiça, vamos lá raciocinar: num país onde amante tem direitos e filhos frutos de traição tem direitos, quem casa com separação de bens tem menos direitos do que amantes e filhos frutos de traição. É justo isso aí???
        Vamos colocar no contrato pre nupcial infidelidade, etc, danos morais, pq isso afeta a vida das pessoas e a constituição federal garante direitos a essas pessoas aí

      • Lucas, tirando a parte sentimental, se eu casar com separação de bens e meu marido me trair, a amante tem direitos e eu não, se tiver um filho fruto de traição o filho tem direitos e eu não. Moramos num país que dá direitos a estas pessoas, então você justa a esposa/ e ou marido casar com separação de bens, e os amantes e filhos bastardos terem direitos mais diretos dos que os conjuges.

  • Sou mulher, formada, independente, morei e estudei em outro país, falo fluentemente outro idioma, conheço vários países, ainda estudo para ter certificações importantes internacionais, pago minhas contas e nunca fui sustentada por homem e alguns relacionamentos até ganhava mais que eles, me acham e eu tbm me acho bonita, bem esse é o meu perfil. Falando de casamento, que eu nem vejo necessidade de casar no Brasil, se um homem um dia vier a me propor separação de bens, posso aceitar, mas vou deixar bem claro que não vou cozinhar ( nem aos domingos), quebrar um galho e passar a camisa ? No way! Se ele ficar doente o dinheiro dele vai ser para pagar a enfermeira e eu aplico o mesmo para mim. A questão não é o dinheiro e sim a postura da pessoa. Agora nos momentos difíceis a pessoa seja lá homem ou mulher quer um parceiro (a) e na hora de dividir as contas ou os bens não quer?! O ser humano é muito esperto e cheio de tirar vantagem. Eu mesmo sempre percebi quando o cara é interesseiro, acomodado ou sem futuro e pulei fora. Tem gente que fala: “ah mas se ama casa com separação de bens” mas vc tbm pode falar : “ah mas se ama qual o problema de casar com parcial, se quer dividir a vida e as fases ruins Pq não dividir bens ?”.

    Penso que homens e mulheres de bem se não encontram alguém a sua altura, não digo $$, mas caráter e trabalhao duro, melhor ter seus filhos e se dedicar somente a eles ( para quem tem ou sente vontade de ter), e não se casem.

  • Existe a questão da herança que vai deixar para os filhos. Se tem filhos de outro casamento, afinal, ninguém quer deixar o que produziu para filhos de outras pessoas. Nesse caso, no mínimo 25% do que produziu em vida para deixar para os filhos, vai pra o enteado ou enteada.

  • Não acho egoísmo a separaçao total de bens.Alias acho que todo mundo deveria casar assime compartilhar o que quisesse.Meu noivo briga comigo o tempo todo e diz que isso não e ser um casal.Não tenho dormido por isso

    • Pelo visto a filosofia de vida do seu noivo é muito diferente da sua. E ele não respeita muito sua visão de mundo, pois ao dizer que “isso não é ser um casal” ele menospreza suas escolhas e, por consequência, você. Será que ele é mesmo a pessoa certa para você?

  • Ola Bom dia,
    Tenho um relacionamento de 3 anos, estamos casados e morando juntos a 5 meses, meu namorado só queria casar comigo se fosse separação total de bens, a minha mãe nunca concordou com isso, mas eu estava muito apaixonada e queria muito casar , casei dessa forma meio que sem pensar, mas agora isso esta mexendo com a minha cabeça.
    Ele so queria casar desta forma porque no passado ele teve um relacionamento de cinco anos, ficou morando junto com uma pessoa pouco mais de 1 ano e teve um filho, com 1 ano do filho eles não deram certo e ele quis separar, ela colocou ele na justiça e exigindo metade do carro e apartamento que ele tinha na época.
    Com meses apos esse acontecimento agente se conheceu nos apaixonamos e começamos a namorar, queríamos casar, mas ele so queria casar assim, pois tinha medo do que aconteceu com ele no passado acontecer conosco também, ele estava construindo uma nova casa e estamos morando nela.
    Eu sempre deixo bem claro que nao tenho interesse em nada dele, ele me conhece e conhece a minha família, somos todos honestos, nao posso garantir minhas atitudes no futuro mas hoje garanto que nao iria querer nada do que é dele, pelo menos nao com pouco tempo juntos, agora se tivéssemos 10, 20 anos de casados.. acho que seria uma obrigação dividir penso em terminar com ele pois ele duvida do meu carácter.
    Ate acho que nao existe um amor verdadeiro, existe um amor racional, que é quando agente ama , mas nao segue o coração, faz oq nossa razao diz e nao o coração, fico triste e choro muito.
    Sera que eu terei paz? sera que eu serei feliz?

    • HAHAHAHA esse é o ‘amor racional’ feminino…o que me adianta um cara que não vai me proporcionar conforto material? Como eu sei que, um dia, não vou mais gostar dele (ou o sentimento será menor do que a necessidade de ter minhas próprias coisas, e como minha capacidade de gerar riquezas não é lá tudo isso, não é…), preciso me garantir, né não, filhota?

      Se vc realmente gostasse dele, iria mostrar todo seu desapego material, e aceitar a situação numa boa. Mas como vc e sua mãe são apenas sanguessugas com instinto de preservação, e vc está percebendo q essa barca está fazendo água, vc provavelmente vai querer ir atrás de alguém quer realmente te ame$$, né não…

      • Se amantes e filhos fruto de traição tem direiros pq a esposa tem que casar com separação de bens para provar nao ser interesseira!?

      • Tiago, no mundo de hoje as mulheres tem que se preocupar com o seu futuro, na questão de moradia e conforto sim, vc sai da casa dos seus pais e passa a morar com seu marido, dedica a vida a ele ,passa a lavar cozinhar , cuidar dos filhos , e em um belo dia o homem te trai e te troca por outra, aí a mulher volta para a casa dos pais , só com a mala e o filho nas costas, os homens não presta a mulher que tem que pensar nelas antes de tudo

  • As pessoas estão muito mal acostumadas a serem cuidadas pelo estado. Porque o estado tem que se meter no relacionamento entre duas pessoas adultas e capazes. Elas sabem exatamente o que estão fazendo. Separação total de bens não impede que os bens sejam compartilhados, que a aquisição de bens seja feita de forma compartilhada etc etc. Hoje em dia não existe esse negócio de “a mulher fazer a marmita do marido”, não existe essa hierarquia nas relações matrimoniais hoje em dia. Acho o cumulo do absurdo o estado saber diferenciar o que é meu e o que é do meu conjuge. Apenas nós podemos chegar a um acordo de qual foi a participação de cada um na aquisição de cada bem.

    • Sim, esse Estado que se mete em tudo deixa as pessoas infantilizadas, não sabem mais resolver seus problemas, ameaçam processar por tudo. Um nojo!

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    Joelma Rodrigues

    Bem…eu sempre tive uma opinião muito clara e cristalina acerca disso, pois para mim não há divisão mais justa e correta do que a separação total…por motivos óbvios e pessoais!
    Quero dizer que quando li a opinião acerca da separação total de bens, eu vibrava a cada parágrafo, porque eu me sinto sozinha na multidão, já que não encontro ninguém que pense ao menos parecido comigo, e essa opinião que li aqui foi uma descrição de todo o meu pensamento!
    Eu cresci numa casa onde meus pais trabalham, porém as divisões das responsabilidades nunca foram divididas…
    As contas são todas pagas pelo meu pai, desde as de casa quanto a pizza de sábado, os serviços domésticos são responsabilidade do meu pai, mas quando tomei idade de ajudar, sempre ajudei muito…tudo que se relaciona com dinheiro é meu pai que tem que resolver…minha mãe nunca foi parceira! Não paga contas e muito menos ajuda com afazeres domésticos…
    Supermercado, mensalidades escolares, buscar filhos na escola…tudo isso sempre foi feito somente pelo meu pai, além de lazer, roupa e etc…
    Carros foram todos comprados por ele, inclusive os dela…ele comprou um imóvel gigante e colocou no nome dela para ela ter um negócio, para quem sabe ela ajudar com algo…ela simplesmente pegou o imóvel para nada…
    Recentemente ele comprou uma fazenda e um apartamento, que ela diz ser dela a metade porque é justo ela ganhar…mas agora me diga…uma pessoa que não ajuda com 1 real, não investe em nada para a melhoria do imóvel onde vive e no que ganhou do marido, o dinheiro dela é só dela, e o dele é retalhado em contas para o coletivo…direito ela pode ter segundo as leis…mas e o direito por justiça? Não enxergo nenhum.
    Ah…não fale que eu preciso de me tratar…é que vejo inúmeras situações como essas que beiram ao ridículo!

    • O fato da sua mãe ser uma aproveitadora preguiçosa não muda o que a Sally falou: há exceçoes? Sim (sua mãe e algumas outras são prova disso), mas não é por isso que as demais devem ser “punidas” com essa atitude mesquinha de não dar mérito ao valor do parceiro em contribuir com a ascensão do outro.

  • Olá eu e meu marido somos casados a oito anos, no regime de separação de bens! Casei por amar ele, sem pensar muito nesta questão! Aceitei o que ele impôs para casar comigo, me disse que ou casava assim ou não haveria casamento! Ele trabalha muito, e super esforçado e uma pessoa do bem! Temos dois filhos lindos e saudáveis! Tudo que tem diz que e meu tb, tenho uma vida boa ele paga todas as despesas de casa e o essencial para os filhos, ganha muito bem, eu trabalho, ganho 10 por cento do que ele ganha sou 11 anos mais nova que ele , mas ajudo no que posso, sem obrigações! Ele investe praticamente 80 por cento do que ganha, eu ando de carro bom, tenho casa boa tudo custeado por ele! Diz que me ama muito mas que o casamento não e em separação de bens e sim separação com separação de bens! E que não pretende de maneira alguma se separar de mim, mas optou por este regime por ter se ferrado muito para conquistar o que tem! No caso de falta dele tem 3 seguros de vida em meu nome! Recebo aluguel de dois apartamentos dele pois estou com bb pequeno e trabalhando pouco mas sou prestadora de serviços, Tudo que ele tem eu opino nas compras não esconde nada de mim só que temos contas separadas não tenho acesso isso ele não me dá de jeito maneira! Tenho uma casa valiosa no meu nome que ganhei de herança na qual minha mãe vive e estou para receber uma herança grande do meu avô pois meu pai e falecido!
    Porem tenho uma grande insegurança em saber se este homem me ama pois ele só pensa em trabalhar pois diz que pensa muito nos filhos! Vivo angustiada e penso em me separar dele
    Estou muito confusa me ajudem por favor eu amo ele mas as x tenho raiva do que ele me disse e não consigo esquecer ou casa assim ou não vamos casar!
    Este final de semana peguei ele falando para o amigo dele que melhor que viver em união estável e casar para se proteger acredita? Será q tem duas caras? Afff
    Está me manipulando?? Me fazendo de brinquedinho? Ou quer me controlar?
    Eu sou super seria não gasto cuido muito dos meus filhos eles me adoram não vou nem ao salão para cuidar deles vivo só para eles! Será a estou sendo burra? Ou preciso de terapia??
    Me ajuda

    • Voce está delegando uma percepção e discernimento importantíssimos a estranhos na internet. Certamente voce precisa de terapia.

    • Boa noite ! Passo pela mesma situação ,também houvi ou a gente se casa assim ou não se casa.Tenho uma revolta enorme de min mesma por ter aceitado esta situação so para esta ao lado de alguém tão egoísta ,acoselho qualquer mulher que estiver para passar por uma situação desta que não se case ,isso não e casamento e sim mediocridade ,que ama de verdade pensa primeiramente no sentira a outra parte devido as desiçoes ,pena ter visto isso após 5 anos tendo aceitado esta merda !

  • Li todos os comentários, achei bem diversificado as opiniões.
    No meu caso namorei por 8 anos . Antes do casamento, acredito que foi no mesmo dia do cartório que ele comentou sobre separação total de bens. Confesso que fiquei surpresa, pois não sabia ao certo como funcionava, ele me explicou rapidamente na hora como funcionava. Fique com vergonha, mas liguei para meu pai…que falou apenas como funcionava… e no final da ligação perguntou se o meu futuro marido havia sugerido isso… respondi que sim..ele disse: você decide o que é melhor para você… o que vai faze-la feliz! E assim, nos casamos faz um ano. O meu marido é de família rica, mas sempre trabalhou duro, ganha muito bem e tem alguns bens. Eu sempre trabalhei, ganho razoável, minha família é classe média, ou seja, trabalha duro também. Sempre tive uma visão independente, ele me tratar super bem…sou apaixonada por ele e acredito que seja mútuo. Porém…as vezes penso sozinha nessa situação, nunca dependi dele para nada, trabalho feito uma condenada, faço investimentos e tenho um visão que a vida não é romance de novela…e penso daqui a 20 ou 30 anos que os louros da minha juventude irão me deixar… será que ele já pensou nessa situação para ser mais conveniente para ele? No meio do namoro ele me traiu, eu descobri, tentei seguir minha vida, mas ele me pediu para voltar desesperadamente e acabei perdoando… Depois de casados, eu disse uma vez que ele não precisava me dizer o quanto tinha na conta ou se estava comprando imóveis ou qualquer transação. Não quero nenhum centavo. Nunca pedi nada e espero nunca pedir… Mas essa situação me incomoda um pouco, pois eu não esperava…apenas assinei na hora! Nosso casamento é ótimo, contribuo com algumas contas mesmo que sejam bem pequenas em relação ao montante, se for para contribuir mais também não teria problema. Mas sempre pensei que casamento fosse um crescimento conjunto emocionalmente e financeiramente, mas na prática dessa forma ainda não consegui enxergar…Não converso isso com ninguém…principalmente com minha família, que achou estranho a atitude dele, porém não falou nada e respeitou a minha decisão.

    Sally, eu sei que a porra desse texto ficou gigante, mas juro que eu tentei resumir.. rsrs… Poderia me ajudar, por gentileza…. O que você acha?

      • Sally, eu e meu namorado vamos nos casar daqui 15 dias. Estamos juntos ha 3 anos e temos um bebe de 7 meses.. Ha dois anos fizemos uma união estável com separação total de bens. Ele tem muitas propriedades rurais junto com minha sogra, que são heranças, e muitos alugueis de imoveis. Alguns bens em nome dela outros no dele. E eles compartilham a renda. Eu sou formada mas no momento não trabalho, não tenho bens. Só futuramente herdarei de meus pais quando falecerem. Ele sugeriu separação total de bens, não vejo problema pois não casei por dinheiro. Porem exigi uma pessoa para me ajudar e ele quer que eu registre em meu nome. Ha algum problema nisso?

        • Juliana, seria leviano te dar uma consultoria à distância, sem conhecer detalhes da sua situação. Sugiro que procure um bom advogado e converse a respeito, pois eu acredito que você vá sair no prejuízo.

        • 1) Não grite, não somos surdos
          2) A ampliação de possibilidade de alteração é algo recente, observe a data deste texto e veja a discrepância temporal
          2) Ainda que seja aceita, a alteração é rara e excepcional e precisa de decisão judicial para ser válida, apenas mediante alguns requisitos, que não estão presentes no caso

    • Eu casei com um homem que a diferença de idade entre nós era grande. Ele com 56 e eu com 34. No dia do meu casamento fiquei sabendo que iríamos casar em separação total de bens. Acredita! Fiquei muito triste! Na época cursava administração e não deixei ele pagar um centavo pelo curso. Choro todos Os dia. Para ser mais exata 13 anos. Queria muito me separar, mas vou sair com uma mão na frente e outra atrás como dizia minha avó. Penso sempre ….. a casa, os carros, lotes, apto são deles. Não dá para casar assim. Mulheres, penSam muito antes de casar em separação Total de bens. Lavar e cuidar de casa não compra casa e nem carros.

  • Eu por exemplo, me casei com separação total de bens, porque meu marido tem muitos bens da família em seu nome, inclusive do irmão que antes de separar passou grande parte de seus bens para ele. Quando falamos no assunto pela primeira vez fiquei muito chateada, pois morava so, fazia faculdade, trabalhava e almejava conquistar muitas coisas, embora seja de familia pobre sempre trabalhei. Até então sonhava em casar e dividir uma vida, tudo com meu parceiro e se estava na relação é porque havia amor de verdade, nunca tinha parado pra pensar na situação. Noivamos e quando aproximou do casamento surgiu o assunto novamente e dessa vez era uma decisão, percebi que a família dele tinha algum receio, inclusive o irmão traumatizado pelo fim do seu casamento, embora nunca me falaram nada. No dia de assinar o pacto pra minha surpresa vi tudo diferente, sabe telefonemas onde eu não estava a par de nada, ele estranho… não aguentei, me senti ofendida e falei muita coisa, inclusive que ia provar para todos, inclusive pra ele que todo o dinheiro deles não me interessa e o meu amor é verdadeiro. Temos 4 meses de casados e ja o vejo fazendo planos de irmos embora(moramos no interior) para onde a família tem mais bens na capital. Me sinto impotente tanto aqui, quanto la a situação me limita, não trabalharei na minha área e ele continua construindo suas coisas como se isso fosse o suficiente, ele bem. Ele faz tantos planos e usa o termo “vamos ganhar muito dinheiro, construir muitas coisas”. Estou angustiada, sufocada, e ja decidi que so vou embora se for para construir tudo juntos e quero que ele tire todos os bens da familia do seu nome e quero começar do 0. O amo, mas não da pra fingir que estou feliz….

  • Tenho 27 anos e meu namorado tem 47, estamos juntos a 7 anos e a 5 moramos juntos na casa de sua mãe minha sogra!!!
    Agora vamos nos casar, mas ele quer no regime separação total de bens, já eu não aceito, acho justo que seja no regime parcial.. Mas ele enssiste que seja separação total, que nunca vai me desamparar, mas o meu medo é que realmente hoje os casamentos são de porcelana uma pena, e também tem o fato de ele já ter 2 filhas uma com cada mulher.. Hoje trabalhamos juntos eu estou cursando um determinado curso para me manter responsável em uma certa área na sua empresa!! E ele não é rico, mas vivemos numa vida razoávelmente bem!!
    Bom é isso, gostaria de saber como me posicionar diante desta situação. Que esta se tornando muito chata, por que parece que não há a sentimento entre nós, e eu me sinto super ofendida por ele querer casar só com separação total de bens. E eu sei que assim eu não caso!! Só parcial!!

    • Bianca, nesse caso eu te sugiro que não case mesmo. Se já estão brigando por questões materiais antes de casar, sinal que tem algo bem disfuncional nesse casamento.

      • O disfuncional nessa equação é a palavra justiça. Já li vários relatos aqui, onde as mulheres sentiam-se ofendidas, por ter de ‘assinar contratos’, (por óbvio que casamento é um contrato…) onde não receberiam nada, em caso de quebra do mesmo…
        É compreensível este sentimento. Vemos, praticamente todos os dias, casos de gente rica e/ou famosa, separando-se, onde, GERALMENTE, a mulher recebe uma parte do patrimônio do marido, pelos ‘serviços prestados’…então, estas pessoas que estão à um passo do casório, pensam: “Por quê eu tb não posso?”, achando q marido, na realidade, é um tipo de pecúlio de recebimento futuro…

        Sorry, ladies, muitos homens estão acordando…

        Ah, e pra exemplificar o quão hipócrita, algumas pessoas conseguem ser, vamos dar uma olhadinha neste matéria?

        http://omarxismocultural.blogspot.com.br/2014/04/victoria-luckwell-avisa-os-homens-ricos.html

        Bjs de luz ;)

          • Poxa, Sally ! Esperava algo mais sofisticado de você ! Apelar para a velha tática da ” intimidação boiolística” já é um tanto quanto manjada !

            É uma versão da moderna da falácia da argumentação ad hominem, onde o argumentador e não o argumento é atacado.

            Exemplo : Homem argumenta : ” Não é justo as feministas clamarem por igualdade ao mesmo tempo em que mantém menores exigências temporais para se aposentar”.

            Mulher : ” Nossa, mas vc vive criticando as mulheres, vc é viado? vc tem algum problema com mulheres ? Hummm… acho q vc não gosta muito ”

            Proselitismo barato.

            No mais, é o que o Tiago falou. Uma penca de mulheres consegue depenar o marido nas Varas de Família pelo brasil afora, a danada realmente pensa : só eu que não vou me dar bem ?

            E reparem que os argumentos são sempre os mesmos : ” poxa, mas vc já vai casar pensando em separar ? ” Sugiro então que cancelem todos os seguros de automóveis e planos de saúde. Afinal de contas, vcs vivem pensando que vão bater com o carro ou ficar doentes ?

            Para desespero, os homens estão acordando desta merda que é o casamento.

            Paz e Luz !

  • Sally, minha noiva faz questao de um casamento com comunhao universal de bens. Quando falamos pela primenira vez disso eu propuz uma separacao total e ela topou depois de uma longa pausa. Isso foi a alguns anos atraz. A alguns meses atraz eu toquei no assunto e ela disse que nao ligava, mas achava que era quase como uma ofença separação total. A reação dela foi bem dramatica. Agora eu estou propondo a comunhão parcial e ela disse que não abre mão da comunhão universal. Ela esta fazendo alguma chantagem emocional encima disso tambem. Eu acredito que a comunhão parcial apenas protegeria a herança que um dia eu possa vir a receber de meus pais ai no Brasil. Como nos vamos morar no Reino Unido, o local de situação seria o Reino Unido e os bens que estão aqui seguiriam as regras de partilha daqui (aqui não tem uma regra de partilha e sim uma doutrina. Cada caso e um caso a ser analisado pela corte onde eles tentam fazer justiça ao casal dando prioridade a qualquer menor envolvido na disputa (filhos)). Como os bens a serem herdados estão no Brasil, eu acredito que a minha possivel herança estaria protegida num eventual divorcio caso nos casemos com comunhão parcial de bens.

    Como eu devo proceder? O que eu posso dizer a ela para convense-la a optar por uma comunhão parcial?

  • Bom, cheguei a ler todos os comentários e pontos de vista (que por sinal muito bem colocados e esclarecidos), pois essa questão vem me despertando dúvidas e estou começando um relacionamento que supostamente chegará a uma união. Admito que como sou mais nova, (não tendo construído algo ainda, creio que meu pretendente (já estabilizado e com seus bens) não queira casar em comunhão. Partindo do pressuposto de que ele já teria me questionado desde o começo da relação o que eu tinha, começo a desconfiar de um futuro feliz, sendo que o cara dá sinais de que já se interessa no que tenho ou deixo de ter… Realmente começo a me perguntar se é um sujeito assim que quero pra mim, pois esboça intenções de construir família ou coisas do tipo…

    Queria saber como iniciar ou me comportar quando essa situação de fato ocorrer e tivermos que tomar uma decisão sem ter que demonstrar o que seria certo, ou seja, ser mal interpretada quanto ao que de fato deve acontecer em prol do bem mútuo. Pois se pensarmos em separação total ou comunhão universal já estaríamos assinando uma sentença de que não será eterno…
    Não sou hipócrita de dizer que não quero a comunhão universal, já que construiremos uma família e a mãe não deve estar desamparada em nenhum momento, sendo o cara indutor do casamento.. Mas sou orgulhosa..

    Sei lá… Esse assunto com o parceiro pode causar algum constrangimento… Difícil dizer, complicado…

    • Acho que a melhor forma é uma conversa honesta. Não vejo porque falar sobre regime de bens seja uma presunção de que o casamento vai falhar, se ele te falar isso você pode dizer “pessoas morrem”, porque o regime de bens afeta inclusive no caso de morte de um dos cônjuges. Tenta uma conversa sincera, talvez conjugando algum regime com algum pacto pré-nupcial com cláusulas mais específicas vocês cheguem a um consenso!

  • Então imagine a seguinte situação. Digamos que o casal decida pela separação total de bens.
    Decidem comprar um apartamento onde cada um tem um pouco de dinheiro para dar a entrada, e as prestações serão pagas com a renda familiar. Entretanto o apartamento deve ficar no nome de alguém. Não estaria neste caso alguém saindo muito prejudicado, ao jogar seu dinheiro fora pagando por algo que não lhe pertence?

    Claro que não estou assumindo que alguém case pensando em separar, mas merdas acontecem, relacionamentos baseados em amor verdadeiro também acabam. E quando estes relacionamentos acabam, ninguém quer ficar no prejuízo.

    Mesmo no caso em que uma das pessoas ganha mais que a outra. Digamos que o homem adquira um bem cuja prestação leva quase todo seu salário e a mulher mesmo ganhando menos, assume as despesas da casa para que o homem compre seu bem. Não acho justo ela não ter direito a este bem, visto que se não fosse ela ele não teria como comprar o bem e se manter. E se não fosse ele, provavelmente ela não teria como comprar o bem também. É uma relação de parceria.

    • Se ambos forem corretos, vão a um cartório e registram um documento dizendo que ESSE BEM em especial foi adquirido metade por cada um e pronto. O resto dos bens continua regido pela separação total, mas esse será metade de cada um. Mas isso só funciona se ambos forem corretos.

    • Ana, a questão da aquisição compartilhada de bens pelo casal que opta pela separação total de bens é simples de ser resolvida: basta que no título aquisitivo do bem conste no nome de ambos e o percentual de participação de cada um sobre o mesmo; não sendo possível constar essa informação no título aquisitivo, basta fazer um documento particular especificando o bem e o percentual de participação de cada um sobre o mesmo e registrar em cartório (ou tão somente assinarem e reconhecerem as firmas, preferencialmente por autenticidade). Não mistério nisto e nenhum tem seu direito submetido ao do outro.

      E se você contribuir mais do que seu cônjuge, terá mais direito sobre o bem do que ele. Não é justo?!

  • Sally,

    Gostei muito do seu texto defendendo a comunhão parcial, porém não entendi seu primeiro comentário dizendo que se a namorada não gostar, então já é alerta vermelho..achei contraditório.

    Meu namorado quer casar com separação total de bens, mas me cobra deveres, parceria e cumplicidade. Como posso contribuir com isso sabendo que tudo que ele conquistar vão ser de direito único dele? Pra que me desdobrar em 20, ter paciência, deixar de viajar ou jantar fora, pra conseguir um patrimonio apenas dele, tudo pq 90% foi ele q investiu… Eu não concordo… então eu sim to dando um alerta vermelho. Realmente não sei se quero ter o tipo de casamento em que eu tenha que dizer “Opa, vc fez um investimento, ta quebrado e nao pode viajar? Foi mal aí, mas partiu Cancun cazamiga…”Isso é lá casamento uai?E falando de justo, é sim justo eu fazer isso…se nao tenho direito, nao tenho deveres…acho que ambos caminham juntinhos! Ou uma situação…. se o bonitão vai ser egoísta pq sabe que tem 80% da grana e qualquer merda fica tudo pra ele, beleza! Mas então vai ter que tolerar o egoísmo da mulher que viver junto dele…e digo nesse termo, pq parceira que não vai ser né.

    Não sou interesseira e ele sabe disso, já teve PROVAS disso (q nem vou mencionar aqui….) mas poxa, só pq nao to gostando da idéia nao quer dizer q eu to colocando as garras de fora.. é por tudo isso que escrevi e todo o seu texto também. Se ele ta tomando uma decisão egoísta, ele me leva a ser tbm…NÃO que eu queira isso, pq casamento pra mim é ajuda mútua, parceria, e assim vai!!

    Não sei o que fazer!!!help!!!

    • Eu acho que o fato de alguém se incomodar com separação total de bens um sinônimo de problemas. Sinal que a pessoa está pensando demais nos bens ou confiando de menos no parceiro. Um exemplo: se eu tivesse me casado com o Somir certamente teria sido com separação total, mas isso não impediria que ele coloque o apartamento que ele comprou no meu nome, por exemplo. Quando há uma aposta forte e estruturada na relação e no parceiro, você sabe que ele não vai te desamparar. Se há a desconfiança mesquinha que “vou colaborar e não vou ganhar nada” há, na minha opinião, um sinal de algo errado.

      Se o bonitão vai ser egoísta, não case com ele. Procure uma pessoa melhor que você tenha certeza que não vai se portar assim.

      • Eu me importo pq moramos num País que até amante tem direitos de esposa e filho bastardo os direitos dos filhos legitimos, sendo assim quem casa com separação de bens tem menos direitos que os amantes e não é só uma questão financeira, dá para perceber pelos comentários masculinos o egoísmo de achar que a mulher não tem direito a mais nenhum centavo do que ela contribuiu, a questão é se um homem acha que não sou digna por ganhar menos que ele eu tbm acho que ele seja digno de nada bom da minha parte. Não é questão de ter interesse da minha parte é mais por perceber a falta de parceria e egoísto da parte do outro.

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    Flávio N. - poa

    Olá amigos e amigas.
    Achei muito interessante esta discussão. Vocês estão de parabéns. Não desprezo nenhum regime de casamento. Todos os regimes possuem os prós e contras.
    Gostaria de passar o meu caso para vocês. Peço que analisem pelo meu ponto de vista.

    Namoro há cerca de 7 anos, ainda não vivemos junto. Atualmente apenas frequento a casa da família da minha namorada, nos finais de semana.

    Já estou com meu apartamento ficando pronto, a previsão da mudança é Junho deste ano. A partir disso viveremos uma vida a dois. O apartamento é considerado meu pois tive a ajuda dos meus pais para a aquisição. E ela sabe disso perfeitamente.

    Nossa relação é magnífica, só tenho a agradecer por essa relação ser tão sadia e duradoura, não temos discussões e lógico, como temos intenção de constituir família, já temos conversado em alguns momentos sobre casamento e outros assuntos pertinentes a isso, como por exemplo… o regime de bens.

    Eu e minha família possuímos renda maior que a família dela. Temos diversos imóveis alugados e também tenho empresa familiar de pequeno porte. Enfim tenho uma renda atual maior que da minha namorada e uma pretensão futura de ter maiores bens em meu nome, seja adquiridos pelo meu suor do trabalho, ou seja adquiridos da forma de doação de bens pelos meus pais.

    Sabemos que a doação ou herança não é compartilhada no regime parcial de bens. Até aí tudo bem. Mas um imóvel por exemplo que eu receber de doação, mesmo sendo meu, terá a valorização do imóvel e o aluguel do mesmo que, seu eu casar com regime parcial, terei que partilhar.

    Entre outras rendas e bens, que eu adquirir com o meu trabalho da empresa, que em nenhum momento tem a participação dela, terei que partilhar mesmo assim.
    Sabemos que nem tudo são flores, num futuro as coisas podem mudar (não estou casando pensando que as coisas podem mudar) e sim estou colocando em pauta uma realidade dos casamentos que não são sólidos como na época dos nossos pais e avós. Hoje o pessoal casa e separa como se estivesse trocando de carro.

    Minha intenção é casar através do de separação total de bens, até porque ela tem plena convicção que não está casando comigo por causa do dinheiro, e sim por que nos gostamos mesmo.

    Tocar neste assunto sempre exige um cuidado maior, pois lidamos com sentimentos, mas lidamos também com dinheiro. Gostaria de uma opinião de vocês de que forma eu possa chegar a ela e deixar claro as minhas intenções de casar sob a forma de separação total sem que a mesma fique chateada e isso possa ferir de alguma forma a nossa relação.

    Sabemos que a comunhão parcial favorece a união do casal, mas estamos lidando com um futuro meu que consegui com o meu suor e meu trabalho árduo, e não acho justo ter que dividir isso tudo pela metade.

    • Eu acho a separação total menos trabalhosa caso tudo dê errado. E esse apartamento que é seu, se foi adquirido na constância da relação, pouco importa como o dinheiro de quem foi pago, será metade dele na comunhão parcial.

      Sim, é um assunto delicado, mas quem reage mal a um pedido de separação total de bens dá um claro sinal de alerta. Melhor ver a pessoa botando as garrinhas de fora antes de casar…

    • Sua precaução é muito oportuna, Flávio. Não pelo fato de sua situação econômica ser mais abastada do que a de sua namorada, mas pelo fato de que é “comum” hoje os casamentos não serem tão duradouros.

      Ademais, como analisado por Somir, não lógica nem meritocracia no regimes que comunicam bens das pessoas pelo fato do casamento. Ora, o que liga duas pessoas a ponto de tomarem a decisão de viverem juntas maritalmente (ou como conviventes) deve ser o sentimento, o amor. Não há nos ditames do amor a premissa de que duas pessoas que se gostem só se casem se houver meação dos bens de ambos. Isto é até esdrúxulo de se pensar: imagine-se uma conversa amorosa com conteúdo econômico… Não me entra.

      Os regimes em que há comunicação de bens tem, para mim, o intuito de proteger quem for economicamente hipossuficiente dentre o casal, é verdade, mas premia o demérito, a contrassenso. Assim, parece-me que o mais justo regime de bens é, verdadeiramente, o da separação total. Com ele vive-se à plenitude o amor (sem interesses paralelos). Ademais há outros meios de se proteger a parte hipossuficiente, a exemplo da pensão (mesmo assim, até que a pessoa adquira condições de se manter por força do próprio trabalho).

      No seu caso, seu maior trunfo argumentativo é o amor que sentem um pelo outro, ademais, como já disse Sally, “quem reage mal a um pedido de separação total de bens dá um claro sinal de alerta”.

      Boa sorte.

      • Bem sobre seu comentário acho a minha opinião seria igual ao comentario da -Lia 04/12/2012- acrescento apenas a questão q comentou de proteger a parte que tem menos recursos que a grande maioria das mulheres trabalham e pagam suas contas( se não estiver com uma pessoa assim eu tbm desistiria do relacionamento, pois a vida é muito dificil para se escorar em alguém) Mas vamos imaginar que o casal que casa com separação de bens tenha um filho doente tipo down, autismo ou pior e que exija que um dos parceiros precise deixar de trabalhar para se dedicar??? Quem vai sair perdendo vai ser quem deixou o emprego e será que o outro vai ter tanta compaixão de dividir e amparar não só o filho mas tbm o parceiro que abdicou do emprego pela família em casa do fim da relação ?? Se já faz questão de casar com separação de bens agora, sinceramente não acredito… Outros casos que tbm vi foi o casal combinar de casar com separação de bens para evitar burocracia mas combinar que TUDO seria do casal e seria colocado no nome dos 2 independente de quem ganha mais, mas na prática isso não aconteceu e a pessoa embora deu a palavra simplesmente falava ” o que é meu é meu o que é seu é seu”.

    • Eu sou mulher e se tivesse no seu lugar não me importaria em dividir o que fosse construído durante o período que tivéssimos juntos desde que visse que a pesdoa que está ai meu lado é parceira, tem bom caráter, gosta de mim. Não é pq a pessoa ganha menos que ela tem que sair com menos, pense q vcs podem ter um filho doente e quem vai provavelmente vai largar a carreira para cuidar geralmente é a mulher, a sua mãe pode ficar doente, e vc! Pode acontecer de ter que mudar para outro país em funçãp da carreira do outro ( isso acontece com mulheres com carreira tbm). O problema é que o ser humano põe na ponta do lapis cada centavo e esquecem que casamento é união de vidas e tudo que vem junto faz parte dela, agora pq separar apenas o dinheiro??

    • É mas amante e filho fruto de traição tem direitos, será que é justo mesmo casar com separação de bens ái a esposa terá menos direitos que amante!!!

      • Calma lá, o filho lá tem culpa se a mãe ficou com homem casado e o pai foi um escroto?! Vá lá! Parece muita mesquinhez e ninharia da sua parte negar algo pra uma pessoa que não pediu pra nascer naquela condição.

  • Acho que agente naum se casa com a conta bancària das pessoas e se vc qis ficar com ele e achar q investimento financeiro é cozinhar xuxu e aturar o marido sua vida depende dele q simplismente poderia ter contratado uma empregada melhor

  • Então pense neste caso:
    Estudei com afinco durante toda a minha fase escolar, me formei passei no primeiro vestibular, trabalhei e me desdobrei para estudar engenharia elétrica, curso difícil que devido ser integral, como estava trabalhando precisei de 9 anos para me formar, pronto estudei mais um pouco e possuo um salário razoável hoje.
    Minha pretendente, “matou” muitas aulas durante a fase escolar, para namorar, jogar , e só colava em todos os testes, terminou o colégio fez um curso técnico e mais “colas” para passar, isso fez com que nunca conseguisse aprovação em um vestibular, logo foi pagar uma faculdade de baixo nível pois era barato e nem se precisava estudar para passar, não só porque ela escolheu uma carreira mais fácil, que não era integral como a minha, mas o curso que não aplica nem provas mesmo, pagou passou.
    Quando se fala sobre os rendimentos desta área que ela escolheu, ela diz, mas é mais fácil, a outra eu não consigo é muito trabalhosa, tem que estudar muito.
    Ótimo, ela se forma ganha 5 vezes menos que eu, e agora que está na hora de eu formar meu patrimônio, pois até agora foi só esforço, eu caso e tudo que vou adquirir deste salário proveniente do esforço de anos será 50% dela, que nunca quis merda nenhuma com esforço e por isso não tem um bom salário e não conseguirá ajudar em crescimento patrimonial algum.
    Já acho ótimo para ela poder usufruir do que tenho enquanto estamos juntos e claro pretendo que ela possa usufruir até o fim de nossa vida.
    Mas não são só homens que traem ou desistem de relacionamentos, a confiança no meu sentimento eu tenho, mas o sentimento dela somente ela sabe.

    • Não se trata de aptidão técnica, se trata que uma esposa ou um marido contribuem para o crescimento profissional do outro. Só com estudo e aptidão técnica talvez não se chegue tão longe do que com uma pessoa centrada de apoiando, te aconselhando e te dando força nos momentos difíceis. A parte emocional conta, e muito.

  • Eu prego a separação total de bens porque tenho várias amigas bem sucedidas que já levaram ou estão prestes a levar o golpe do baú. É triste como mulher apaixonada fica burra…
    Teve uma que casou com comunhão total, daí o cara se desfez de todos os bens dele antes de pedir a separação, limpou o dinheiro da conta dele e levou metade do que era dela. Deve haver um lugar reservado no inferno para quem faz isso…
    Não conheço ninguém do meu círculo de amizades que tenha de dado mal com a separação de bens, só com a comunhão (seja total ou parcial).

  • Já pensei que o mais justo seria a separação total, mas hoje, vejo na prática que a coisa não funciona assim. O casal de verdade rala junto, então tudo é dos dois. Quando um tá na merda, o outro tá bancando e vice versa.
    Todo o esforço de um casal é para o bem comum, não importa quem acabou se dando um pouco melhor na carreira.

    Existe muita gente fdp como nos casos que o Somir apontou mas não dá pra tratar isso como regra. A partir do momento que vc se junta com alguém, espera o seu melhor.

    O grande problema ao meu ver é a mulher abrir mão da vida profissional por causa do homem. Tenho visto casos próximos onde após uma vida inteira de dedicação a mulher se fode pq o coroa pimpão decidiu curtir a vida com as novinhas. E muitas vezes com a separação total, afinal, o homem tem o sentimento de que conseguiu tudo sozinho na vida. Mas nesse caso a burra foi ela! Quem mandou?

    O mais justo é sim compartilhar o que foi construído junto. Até pq em um caso como esse os dois concordaram que a mulher cuidaria do lar. Que negócio é esse de depois querer dar um pé na bunda da pessoa achando que ela não vale nada.

    Pros casos onde você já entra achando que a outra pessoa só vai querer se dar bem as suas custas, certamente você está no caminho errado. Melhor ficar só.

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    Larissa Grotesca

    Acho que o cerumano que casa com uma mulher porque ela tem a bunda grande ou larga a mulher de toda uma vida que se embarangou pra dar os filhos que ele queria…e até mesmo aquela que ralou pro otário poder ter um trabalho digno e depois levou um pé na bunda….TEM QUE ARRANCAR O COURO!!!

    Porque HOMEM É TUDO FILADAPUTA!!!
    MANUCU HISTÓRIA DE DIREITOS….TEM DIREITO PORRANENHUMA!!

    • Larissa, São Paulo disse para a mulher obedecer ao marido… e Jesus disse que não era pra galera se divorciar, pois o que Deus uniu, que o homem não separe. Daqui a pouco o Pastor reclama e você fica mal na célula.

  • “Eu não esperava outra postura do Somir, egoísta/individualista/egocêntrico master, mas de vocês eu espero.”

    Meu Deus, agora eu vejo. Sai da matrix. Manipulação por todos os lados!

    hahaha

  • Da pra desequilibrar a balança em prol do separação total de bens com um único fato como argumento:

    ‘Mulheres são a imensa maioria beneficiadas com a separação parcial de bens. ‘

    Se fosse mesmo justo, teria um número parecido de homens e mulheres se se dando bem ou mal por este acordo.

  • Não sei se seu caso é parecido com o meu, mas quanto a mim aqui, me daria por muito feliz de estar longe dessa turma.

    Na hora que mais se precisa, quer tirar vantagem ou dá de joão-sem-braço.

    Se for para ter gente assim de “família” chega a ser um favor não ter familiares por perto.

    • Quanto a minha mãe, já está claro pra mim que é inútil eu tentar tal abordagem.

      Para você ter uma idéia de como é tal universo umbigo, ela vivia jogando na cara que eu teria sido o pivô da separação dela e do pai do meu irmãozinho de 11 anos.

      Pior, dizia que era por culpa dos problemas de saúde com os quais eu estava as voltas na época.

      Se tivesse alguma razão, vá lá, mas nos 3 meses lá em Paulínia estava claro pra mim que o relacionamento dela com o cara cedo ou tarde ia desabar, sendo que ela foi me sondar umas duas ou três vezes querendo que eu comprasse casa aqui em Ribeirão pra se aproximar dos parentes dela.

      Se tivesse desconfiado um pouco mais e não estivesse tão f… na época que sai de Franca, duvido muito que tivesse caído na conversinha mole da minha mãe.

      Aguentei 4 anos morando com o meu pai e mais 2 com o meu irmão. Quando tava tomando o rumo de arrumar o meu canto, me chega a folgada.

      A ajuda que ela porventura me dê não compensa a falta de liberdade que tenho aqui, sendo que mesmo desfrutando de uma situação um pouco melhor que no passado, temo que qualquer passo em falso acabe servindo de pretexto para algum golpe por parte dela.

      O que esperar de uma pessoa que diz na maior cara lavada do mundo que se te matar, sai da cadeia pela porta da frente sob o pretexto de legítima defesa?

      • Marciel, deixa ela falar o que quiser, o importante é que VOCÊ saiba que nada disso é verdade e que se trata de uma pessoa que não é má, é apenas doentes. Procure não deixar o que ela diz te abalar. Com certeza ela deve ter algum distúrbio psiquiátrico. Tenha pena, compaixão, é uma pessoa doente que não sabe o que faz. Trate-a com a mesma seriedade que se trata um maluco: com consideração mas sem acreditar em uma palavra do que ela diz.

        • O pior é que a corda acaba sempre arrebentando pro lado mais fraco… No caso, o meu, sendo que ela falseia a história justo para querer convencer que eu é que sou o doido e o incapaz.

          Se fosse pelos papinhos dela (sedenta de dinheiro) era bem capaz de eu acabar me indispondo com os prejuízos, correndo o risco de tomar um prejuizo enorme com os inquilinos aqui.

          No dia-a-dia, mantenho a estratégia de ignorá-la, mas essa para mim é uma solução apenas paliativa. Infelizmente, não dá para eu ficar sempre fugindo do problema.

          Ela já jogou até mesmo os manos da rua aqui pra dentro com a conversa fiada dela, sendo que temo que pela visão parcial que as pessoas tem da questão, eu corra risco de vida caso tente me livrar dessa situação inconveniente com a qual convivo.

          Se o imóvel fosse dela, já tinha saido daqui, mas o imóvel aqui é meu e foi comprado principalmente com o pouco do dinheiro que consegui segurar da herança do meu pai. Não acho justo depois do tanto que aguentei nas mãos seja de mãe, de pai e de irmão entregar tudo na mão beijada.

    • Não conheço muito bem a minha família, são pessoas que desde sempre vejo apenas uma vez por ano. Não dá para conhecer alguém vendo apenas uma vez por ano. Entretanto acredito que em qualquer família sempre exista pelo menos um ou dois meio fdp. Acho que devo comemorar por eles estarem longe.

  • O regime de bens mais justo vai depender muito do caso concreto. Eu e meu namorado vamos optar pela comunhao universal, pois qdo nos conhecemos nenhum de nos tinha nada e tudo qe temos hj, quer esteja no meu nome, quer no dele, foi adquirido com esforço de ambos, ate mesmo antes de morarmos juntos, e agr qe vamos nos casar de fato, foi oqe nos pareceu mais justo. Mas acredito qe ha casos onde a separaçao total seja a melhor opçao, no nosso ate mesmo a separaçao parcial poderia ser injusta.

      • Recebemos muitas críticas de familiares por essa coragem, mas eu não acho qe deveria ser de outro jeito, ja qe todo o patrimônio qe a gnt tem foi adquirido a partir dos esforços de ambos, mas acredito qe de forma geral, a separação parcial funciona bem na maioria dos casos.
        E entrando no mérito dessa história de se for pra pensar em separar, melhor não casar, sinto muito, mas é assim qe funciona. Hoje a maioria dos casamentos termina em divórcio. Ninguém casa pensando em separar, pelo menos ninguém qe eu conheça fez ou faria isso, mas acontece sim, por inúmeros e é melhor pensar na possibilidade, e analisar os prós e contras na hora de escolher o regime de divisão de bens.

        • O grande subjetivismo é: até que ponto cogitar ser possível uma eventual separação é casar pensando em separar?

          Não tenho resposta para essa pergunta.

          • Nem eu Sally!
            Esse assunto é tão delicado. Sou fã da separação total de bens, mas tb acho justo a parcial. Principalmente concordo com o que vc falou: quem realmente quer dar o golpe, o faz de outras formas. Não é dinheiro de divórcio ou herança que muda a vida de ninguém.
            Sinceramente, não sei como eu iria conduzir isso na minha vida. Na dúvida, coloco em prática o que meus pais me ensinaram: correr atrás do que é meu.

            • Acho até que se eu casasse, casaria na separação total, mas acho a comunhão parcial mais justa, independente da minha escolha pessoal. Minha escolha tem intenção de simplificar a vida de todo mundo, não de ser justa.

            • Lichia, quanto à separação total de bens, o problema surge quando, ao longo do tempo, ocorrer um grande desequilíbrio entre os cônjuges. Meu professor de família citou o caso de um conhecido dele, já nos seus 60 anos, que casou nesse regime. Só agora ele se deu conta que, ao morrer, vai deixar a mulher na merda, já que esta deixou de trabalhar há muito tempo por questões de saúde, passando boa parte da vida como dona de casa, e não se dá com as noras, que são bem capazes de influenciarem os maridos a deixarem a sogra na rua, uma vez que, por esse regime, só os filhos serão os herdeiros. Ainda bem que, neste caso, a saída foi o marido deixar em testamento 50% de seus bens, o limite de que ele pode dispor de sua herança, para a mulher.

              De qualquer forma, essa discussão é mais do que oportuna, pois logo vou me casar e estou aprendendo direito de família na faculdade e aqui.

              • Isso é simples de ser resolvido,basta que o mesmo deixe um testamento onde esteja registrado que 50% de tudo será da esposa.

    • Nesse regime, enquanto o casal estiver casado os bens são tratados no regime da separação total (o que é de cada um é de cada um, foda-se o esforço em comum), mas, se o casamento acaba, dividem-se os bens adquiridos na constância do casamento, ou seja, passa a ser regido por regras da comunhão parcial.

      O problema é que neguinho é escroto e desonesto. Neguinho se toca que quer o divórcio, primeiro vende todos os seus bens (jóias, ouro, etc) e só um tempo depois pede o divórcio, de modo a não ter que dividir nada e ainda tomar metade dos bens dos outros. Em tese seria um regime justo, mas no Brasil, onde as pessoas adoram passar a perna, é preciso ter cuidado.

    • Meu professor de família até brincou nesse ponto dos aquestos, sugerindo vender tudo e comprar diamantes, que passam tranquilamente pelo detector de metal de aeroportos.

  • Acho que se alguma coisa é conseguida após o casamento, então é do casal. Mesmo que só uma pessoa trabalhe pra manter a casa (homem ou mulher, indiferente) e o outro só cuide da casa/família, os dois estão remando juntos na mesma direção.

    Sobre coisas do tipo: “Ah, mas se a gente se separar, eu perco meu carro/video-game/computador/maquiagem”, eu tenho a seguinte opinião: se a outra pessoa não faz uso, então ela não vai encrencar na hora da separação. Se for dinheiro, aí divide meio a meio mesmo, que com dinheiro não se brinca.

    Quando eu casei, eu já combinei com a minha mulher: caso a separação ocorra, vamos tentar manter o bom senso em ação. Essa é a parte mais difícil, imagino…

    • Concordo plenamente.

      O problema é que geralmente as pessoas não sabem se separar: deixam o relacionamento chegar a um ponto de mágoa e sujeira que compromete a civilidade ou acabam fazendo merdas como traição. Daí um dos cônjuges acaba saindo muito puto da vida por estas sacanagens somadas à rejeição e começa a fazer questão de bens que nunca usou só para prejudicar o outro como vingança.

      Talvez o segredo seja terminar enquanto ainda há dignidade e respeito, mas isso neguinho não quer, pois se ainda há dignidade e respeito “ainda dá para tentar um pouco mais”.

      • Sallyta, nos casos cabeludos, neguinho arranja “laranja”, testemunha comprada, já vi coisas de arrepiar os cabelos, se eu ainda os tivesse… Os casos fáceis se resolvem com um advogado só, o Juiz homologando acordo. São minoria. Em geral é tenso, complicado, com as pessoas em tempos diferentes, com variados e complexos motivos para a separação, os aspectoms emocionais e patrimoniais embaralhados. Nem sempre rola má fé, às vezes são dificuldades, sofrimento, diferentes momentos do luto pela separação. E tem os que envolvem má fe e muita sacanagem.

        • O ser humano lida muito mal com rejeição. É a porra do apego que os budistas tanto criticam. A raiz de quase todas as merdas desta vida está no apego…

  • Bem esta canção resume o que eu penso.

    It’s A Man’s Man’s Man’s World
    This is a man’s world, this is a man’s world
    But it wouldn’t be nothing, nothing without a woman or a girl

    You see, man made the cars to take us over the road
    Man made the trains to carry heavy loads
    Man made electric light to take us out of the dark
    Man made the boat for the water, like Noah made the ark

    This is a man’s, a man’s, a man’s world
    But it wouldn’t be nothing, nothing without a woman or a girl

    Man thinks about a little baby girls and a baby boys
    Man makes then happy ‘cause man makes them toys
    And after man has made everything, everything he can
    You know that man makes money to buy from other man

    This is a man’s world
    But it wouldn’t be nothing, nothing without a woman or a girl

    He’s lost in the wilderness
    He’s lost in bitterness

  • Qual a vantagem de casar com separação de bens? Facilidade na hora de divorciar. Já casa pensando no divórcio, aff!
    Qual a vantagem de comunhão parcial? Harmonia. Imagina dizer pro outro que nana nina não, o que é meu é meu e sempre será meu, mesmo que a gente more junto, compartilhe tudo, mesmo que a gente se ame. Pô, sem condição, né! Já entra com desconfiança ou com prevenção.
    Se eu tivesse muita, muita grana, nem me importaria de casar com comunhão total, afinal pra eu chegar ao ponto de me casar é porque me apaixonei.
    Acho puta sem nexo tipo geral transar sem camisinha (arriscar a vida pegando aids), mas na hora de casar fica cheio de não me toques. Na hora do fuque fuque vem dizer que confia, na hora de casar fica de frescura.

    • É porque as pessoas prezam e cuidam mais dos bens materiais do que de sua própria saúde. Cabeça de homem é assim… Fode sem camisinha, arrisca pegar AIDS mas se morrer, morre abraçado com seu carro!

  • O justo é o comunhão parcial, afinal se é pra ser egoísta não se deve se juntar com outra pessoa. É pra dividir a vida ou é pra ter uma ficante fixa, mas dinheiro à parte? Nesse caso é melhor contratar um/a garota/o de programa, sai mais barato e mais seguro. A partir do momento que se casa vai ter a vida em comum, então tudo que vier a partir daí é dos dois. A única coisa que eu tenho que não divido ao morar junto é o banheiro que quero um só pra mim e o quarto, isso porque acho brochante imaginar e ficar perto do que o outro faz no banheiro e ronco não me deixa dormir, até a respiração mais forte me perturba.

      • É você mesma postando como anônima. rs
        Casamento é um contrato civil como qualquer outro. Relação amorosa é outra coisa, existe dentro e fora do casamento, assim como existem casamentos com e sem amor. Se você não casaria com um cara que não se dispusesse a dividir tudo com você, são outros quinhentos. É por isso que é facultado aos cônjuges escolher o regime (e o outro cônjuge).

        • Você há de convir que a essência do casamento é a união para construção de uma família (o que nem sempre presume filhos). Casar sem amor é negócio, não é casamento. Estou falando da regra, não da exceção.

        • As mulheres que lêem o Desfavor são inteligentes, então nada mais normal que se identificar com a tia Sally. Tem uma que posta aqui que também parece a Sally escrevendo, acho que é Suellen o nome dela.

          • É verdade, Cris. A Suellen tem o mesmo estilo de escrita que eu, muita gente já veio me perguntar se era um fake meu. Por sorte tenho foto lado a lado com ela para provar que somos pessoas diferentes… hahaha

  • O problema é que os homens analisam o regime de bens tendo como exemplo o casamento do rico e bem sucedido com uma nobody sem profissão e dondoca (mas provavelmente muito gostosa, né?). Aí ficam nessas de: “eu q trabalhei, eu q consegui, ela não contribuiu mimimi”. Na verdade, pessoas que tem essa linha de pensamento tem uma visão deturpada do que poderia ser um casamento, talvez pelo exemplo do casamento dos pais, talvez porque sejam emocionalmente imaturas, e realmente devem atrair esse naipe de mulher. Daí tem que se fuder mesmo! Imagino quão saudável seria um casamento desses, pautado no: o que é meu é meu. Se for pra casar e cada um cuidar de sua vida e seu patrimônio separadamente, não me caso, arrumo colega de quarto.

  • Sally, nisso aí o mais importante é ver as condições econômicas/ profissionais iniciais de cada um dos cônjuges. Se forem equivalentes, podem combinar do jeito que quiserem e será justo. O problema é que raramente são. Então o mais justo é aceitar o que o casal escolheu. Azar de quem escolheu mal, porque cada caso é um caso, não adianta ficar na abstração do “homem médio”. Se você é um CEO e casou em comunhão parcial de bens com uma hippie que faz artesanato, bem feito: metade para ela, para aprender a não ser burro. Esse papo de “por trás de todo grande homem existe uma grande mulher” é um clichê muito sem-vergonha. Se você colocar em ordem inversa, fica assim: “todo grande homem está à frente de sua grande mulher”. Continua concordando?

    • Paulo, um homem que ganha bem e casa com uma mulher que ganha mal em comunhão parcial de bens e BURRO? Desculpa mas pessoas são mais do que suas rendas, a mulher pode ganhar merda mas ser fundamental na vida dele e também ser fundamental para que ele seja profissionalmente bem sucedido.

      • Do ponto de vista da partilha, é burro. Do ponto de vista afetivo, não necessariamente. Mas vocês estavam discutindo partilha, não felicidade conjugal. Até porque no caso discutido, chegou-se ao ponto em que a infelicidade conjugal conduziu à separação, não?

        • Na verdade o texto discute justiça. É mais justo dividir ao meio tudo que foi obtido com esforço de ambos. Não acho certo casar escolhendo o regime de bens já pensando em como será mais fácil de separar…

          • Sallyta, esta é a ÚNICA finalidade de escolher o regime de bens. Para o que mais serve, senão para facilitar as coisas no momento de separar? Porque se não separarem, o regime não muda absolutamente nada.

            • Uma coisa é cogitar a possibilidade de um dia se separar, outra é planejar toda a vida a dois com base na futura separação.

              E o regime de bens pode influenciar caso um dos dois morra, para fins de herança…

      • Sally, exemplifique os atos da mulher que fazem com que o marido seja profissionalmente bem-sucedido. Ela o aconselha nas situações de decisões profissionais importantes? É terapeuta amadora quando ele chega em casa estressado? O sujeito se casou com uma “Coach”? Aliás, todos os homens dos seus exemplos são bebezões casados com mamães. Você conhece muitos casos de bebezões bem sucedidos profissionalmente? Porque as tarefas de organização doméstica que o Somir mencionou podem ser desempenhadas por uma empregada. Teoricamente, depois da separação, sem a sua “Coach” o sujeito despencaria profissionalmente, não é? Ou no seu exemplo ele casou com outra “coach” mais novinha?

        • Rapaz… você nunca teve ao lado uma mulher que seja determinante para o seu sucesso profissional sem ser “mamãe”?

          Não vou citar exemplos da minha vida pessoal, mas dou um exemplo similar: alguém aqui acha que o Desfavor daria certo ou ao menos tão certo quanto dá se fosse o Somir sozinho? Quero dizer, se o Desfavor estivesse só no nome do Somir e a gente brigasse e ele ficasse com o Desfavor só para ele, alegando que pertence só a ele, vocês acham que ele seria bem sucedido tocando esta porra sozinho?

          • Não. Nem você, ou ainda estaria no Sally Surtada, concorda? Mas se vcs se separarem, o Deja fica pro Somir e eu fico pra Vc. ;-)

            • Concordo, sem o Somir eu ainda estaria no Sally Surtada. Por isso eu dividiria qualquer eventual lucro do Desfavor com o Somir mesmo que estivesse tudo no meu nome.

              Em tempo: até segunda ordem, Somir e eu não estamos mais juntos

                • Leitores não são bens!

                  Imagine que o desfavor rendesse X por mês mas estivesse apenas no nome do Somir. Ele levaria esse X por mês sozinho e eu, apesar de tudo que contribuí, sairia sem nada. É uma metáfora que define bem o casamento com separação total de bens.

                    • Para minha surpresa, não se passa um dia sem que alguém me mande um e-mail pedindo para fechar o conteúdo para, em troca, ter mais proximidade com a gente, ver vídeos, etc. Mas relaxa, se a gente tivesse a intenção de cobrar, ao menos de imediato, teríamos escolhido outro assunto para brincar no Dia do Troll. Continua de graça.

                  • Sally, o Desfavor seria uma empresa familiar da qual você seria sócia. Você contribui com metade dos textos. Não é a mesma coisa que lavar cuecas e fazer almoço. Você não “facilita” o desfavor, você escreve metade dos textos. Não é uma boa metáfora.

                    • Paulo, muita coisa que mulher faz pelo marido, ainda que não atue diretamente no seu trabalho, é ainda mais importante, determinante e relevante do que o trabalho em si.

                      Quis dizer que muita coisa que uma esposa faz pelo marido corresponde a metade do seu trabalho, ou seja, corresponde a escrever metade dos textos do Desfavor. O marido sem a mulher seria como o Desfavor só com o Somir.

                    • É que você fala sempre em maridos de merda, que não fazem nada pelas esposas. Não é sempre assim, acredite. Há também casos em que o cara faz mais pela mulher do que ela por ele, casos em que é cada um por si e Deus… me livre!

                    • Achar os homens uns merdas é situação ‘sine qua non’, pra se escrever Sallys surtadas. rs

                    • Pois repare que no último minha crítica foi dirigida nominalmente a uma mulher…

          • Fora que aqui vocês não são um casal, são sócios nessa empresa. O apoio que um dá ao outro é parte do trabalho propriamente dito e não “apoio moral”. A questão é se o Desfavor funcionaria só com uma das pernas e não se o fato do Somir separar-se da esposa faria o texto dele perder qualidade, atrasaria mais as postagens, etc. Aqui você é colega de trabalho, não é esposa.

            • Supondo que eu fosse esposa dele, faria diferença sim.

              Assim como fazia uma puta diferença na vida profissional dele quando eu estava por perto para dar ideias, organizar jantares com clientes, obrigá-lo a se organizar para cumprir prazos e impedir que ele espanque algumas pessoas.

                • A grande merda da interdição é que quando você interdita VOCÊ fica responsável pelo incapaz. Ninguém quer esse ônus, por isso ele continua soltinho mesmo sendo mentalmente incapaz.

                  • Sério mesmo, se fosse tomar como par meus familiares, o Somir estaria mais ou menos no mesmo nível do meu irmão de vinte e alguns anos.

                    Mas presumo que o Somir esteja um pouco melhor, porque bem ou mal se ajeitou na vida, ao contrário do meu irmão que andava mais que a perna e quem tinha de salvar… EU, né?

                    Depois que eu sai de perto que foi ver como as coisas são difíceis… Agora tá meio difícil para se levantar porque os passos pra trás foram muitos.

                    Depois eu é que sou o “incapaz” e o “sem juízo”, mas para ter a situação relativamente tranquila (relativamente porque não posso bobear com vigarista na cola) tive de matar um leão por dia com esse pessoalzinho sem consideração.

            • Não vamos nos esquecer da contribuição do Somir em relação a diagramação, sobretudo quanto à localização de comentários em tópicos antigos. Trouxe outra dinâmica ao blog, convenhamos.

          • Bom, então de acordo com a sua lógica, no melhor dos termos “lusitana”, vc tem de indenizar uma penca de gente pelo seu sucesso profissional, seja ele de qual nível , vamos lá:

            1 – Todos os seus professores – alguém aqui discute que todos eles foram determinantes para o seu sucesso profissional;

            2 – Todos os amigos e /ou pessoas que te animaram ou te colocaram para cima quando vc estava em baixa ou desânimo;

            3 – Se for religiosa, todas os ministros da sua religião que te apoiaram;

            4 – A fabricante de carros ou a prefeitura-estado se usar transporte público, afinal de contas vc não teria ido para escola, trabalho, pós graduação sem eles não é mesmo……

            A lista continua……

            Eu queria ver se fosse o contrário , se vc fosse uma mega CEO, e teu marido não fosse um vagabundo completo, para não cair no estereótipo, mas akele cara folgado… trabalha umas 5, 6 horinhas por dia, dá umas aulas de surf, tira uns 1 500 reais e mora com uma mulher que ganha 12.000 – 15.000….. sendo que vc nunca falou para ele ficar em casa, ele vivia desse jeito pq queria….. aí na separação….. ” é metade meu, são meus direitos ” Ter escravos tb já foi direito, matar a mulher em legítima defesa da honra foi uma causa de absolvição incorporada pela jurisprudência.

            Incorporar o trabalho alheio sem uma contrapartida tem um nome antigo ROUBO , ROUBO, ROUBO, !!!!! Podem chamar de imposto,meação, tributo, alíquota de PIS, compensação por serviços domésticos….. Tá na hora dessa roubalheira acabar !

  • Independente do regime adotado, se os dois tiverem uma ‘cabeça boa’ quando se divorciarem, não haverá briga.. Isso porque os dois adotaram tal regime porque entraram em acordo de alguma forma, seria muita ignorância se os dois se divorciassem, estivessem sofrendo por isso e ainda tivessem forças para fuder a vida do outro. Mas eu sei que é bem parecido com isso que as coisas acontecem…

    • Priscila, nem sei se é a cabeça boa, acho que depende mais das circunstâncias. Se o divórcio é de comum acordo, até quem tem a cabeça meio fodidinha dá conta. Mas quando um não quer, mesmo com cabeça boa, as coisas tendem a escaralhar. Nada pior do que romper uma relação com quem ainda te ama e ter que dizer para a pessoa “Não te amo mais”. Mesmo o mais sensato dos seres humanos dá uma despirocada nessas horas…

  • Concordo com a Sally, apesar de reconhecer que existem as exceções a serem analisadas e que cada um é responsável pelo parceiro que escolheu.
    Há casais que escolhem privilegiar um futuro confortável e para isso começam a economizar dinheiro juntos, juntando o dinheiro dos dois o montante fica maior e os juros compostos são mais bem aproveitados. É justo dividir ao meio, por mais que um tenha contribuído mais que o outro, se não fosse pelos dois não haveria o montante.
    Agora se você escolheu alguém que gasta os talos todo mês, melhor nem casar, mas se ainda assim você aceitar casar é melhor a separação total.

    • Exatamente. Casamento presume união de esforços. Casou com uma descompensada que gasta todo o dinheiro no shopping? Para mim isso não é casamento, é apenas morar debaixo do mesmo teto. Casar é se preocupar com o outro, é batalhar por objetivos comuns do casal, é usar o dinheiro do casal para objetivos do casal.

      • Ah, Sally, um casal assim como vc descreveu ou não se separa ou separa na boa, sem ficar com mesquinharias. Se tudo fosse assim, a Vara de Família fecharia, bastaria homologar acordos e logo se mudaria a lei para que fosse feito em cartório. Partilha e alimentos são um perrengue em boa parte dos casos. Nos casos em que não há confusão, o mais justo é o que o ex-casal decidiu e o Juiz só homologou. O litígio está aí para mostrar que o que um acha justo, o outro acha injusto.

        • Nem sempre, Paulo. Por mais bem resolvida que seja uma pessoa, quando é rejeitada pela pessoa amada é normal um pequeno surto.

          • Exato, você está vendo como a coisa é complicada? Se até os equilibrados surtam nessas horas, imagine os outros. É por isso que existem os regimes de bens: para que de cabeça fria, antes de casar, o casal antecipe a possibilidade de separar e faça um acordo prévio a respeito. E mesmo assim, na hora da partilha, dá rolo.

            • Paulo, os equilibrados surtam mas conhecem limites éticos. Com estas pessoas dá para conversar e chegar a um denominador comum. Dá até para escrever um blog junto da pessoa depois que o relacionamento termina…

          • Soube de um caso de uma mulher bem resolvida que, mesmo tendo recebido do marido muito mais do que merecia quando do divórcio, se matou com os filhos ao deixar o gás ligado, que fez explodir o apartamento em que moravam. O juiz, que convenceu a mulher a aceitar o acordo, teve que se licenciar por conta do baque.

            • Suellen, para uma mulher se matar e matar seus filhos por causa de um divórcio, não creio que ela fosse tão bem resolvida assim não. Tinha algum parafuso solto ali (ainda que circunstancialmente, como por exemplo em virtude de uma depressão)

            • Pois é, meu medo vem daí, de algum parafuso que se solte circunstancialmente…Aqui você tem toda a razão: só se conhece a pessoa realmente em circunstâncias como essa.

              • Mas será que a pessoa já não tinha um parafuso solto antes?

                Independente disso, quando a pessoa surta, a separação é um inferno independente da divisão de bens: a pessoa se recusa a dar o divórcio (o que te obriga a fazer a coisa litigiosamente e esperar anos), a pessoa joga os filhos contra o parceiro, a pessoa extrapola no pedido de pensão, a pessoa persegue, ameaça, pega no pé… Os bens são a menor das preocupações de quem tem um ex stalker. Quem já teve sabe do que eu estou falando…

  • Acredito que o companheirismo seja mutuo, então questões de apoio(ex: comer só ovo, fazer a marmita para o companheiro ou dar conselhos acertados, lavar as vasilhas para a companheira ou aguenta-la na TPM) seriam irrelevantes na hora do divórcio. Quando penso em casamento, vejo troca, cumplicidade, aceder algumas vezes e seu fim não vem para ponderar todos esses momentos até porque isso é muito subjetivo. A mulher tem resguardar seu direito e não esperar o fim do casamento para sair correndo a trás do que é seu e o homem não deve aceitar ser o único provedor do lar(isso normalmente dá merda).

    • Yago, sério que você acha que o esforço feito por uma vida para ajudar, apoiar e viabilizar a aquisição de bens pelo marido deve ser desconsiderado? Que triste.

      Não estou dizendo que mulher tem que ser sustentada, mas você há de convir que uma mulher que tem que parir dois filhos, se afastar do trabalho um ano para cada filho que tem, faltar ao trabalho quando filho adoece, etc, etc, tem menos chances de subir na carreira e por isso é mais compreensível que ganhe menos?

  • Complicado. As coisas não são tão preto-no-branco, aquela pessoa maravilhosa de ontem pode se tornar o monstro de amanhã.
    Quando meu pai casou, minha genitora era um doce de pessoa, segundo ele e outras pessoas da família. Mas foi só se ver com o anel no dedo para mostrar quem ela realmente é. Inclusive fez o q a Sally citou, teve filhos para ter pensão garantida. Isso é fato e era visível enquanto ainda estávamos sobre a guarda dela. Esse “doce de pessoa” chegou a falsificar a assinatura dos próprios filhos para conseguir vender escondido um patrimônio que o pai tinha colocado no nome deles.
    Ela não contribuiu com um centavo no patrimônio, mas até hj tenta arrancar até o q deveria ser dos filhos, dado pelo pai e no que ela não teve a menor contribuição. E sim, para gastar com um amante interesseiro, q por sinal, tbm andou passando suas mãos nojentinhas nessa q vos fala quanto era mais nova.
    É justo isso? Duvido muito. Mas era uma “excelente” pessoa, até s ver garantida. Não se pode ter 100% de certeza de quem vc está escolhendo como par, pq sim, existem akeles q parecem ser ótimos…até poderem mostrar quem realmente são.
    Comunhão parcial de bens é algo bonito e q seria muito justo sim, nos casos q a Sally falou. Mas infelizmente não há garantias. Ninguém em sã consciencia colocaria uma pessoa claramente ruim dentro da própria casa, o problema é q quem quer lucrar com casamento não vai se demonstrar claramente ruim e interesseira.
    Até hj, minha genitora parece ser uma pessoa maravilhosa pra quem vê de fora. Ela se faz passar como uma mãe excelente, injustiçada pelos filhos q s afastaram dela quando cresceram o suficiente para fazê-lo. Dificilmente ela vai contar sobre os maus-tratos, as surras que podiam durar horas, sobre as tentativas de tirar deles as coisas que estão no nome deles, sobre como chegou a conseguir fazer isso, ao falsificar a assinatura deles. Só quem viveu na própria pele sabe.
    É complicado. Separação total de bens pode não ser o ideal, mas é certo que é o mais seguro.

    • Esse caso é uma exceção, quer crer. Em geral casamentos não são (ou ao menos não deveriam ser) assim.

      Desculpa mas uma pessoa não se transforma completamente de uma hora para a outra. Provavelmente essa pessoa deu sinais de como era. Talvez o casamento tenha ocorrido muito rápido e não houve tempo de ver os sinais, talvez a paixão tenha impedido… a questão é que ninguém é tão bom ator a ponto de conviver muito tempo e esconder coisas essenciais de seu caráter.

      Por isso que eu sempre repito que para casar você deve estar atento à pessoa, olhar para seu parceiro e tentar conhecê-lo bem. Se for depender do que ELE TE MOSTRA, você pode ser induzido a erro. Cabe a cada um de nós OLHAR, REALMENTE OLHAR para o parceiro e descobrir ao lado de quem estamos.

      Ok, quando a pessoa é rejeitada ela surta, isso é fato e é normal. Mas até mesmo nessas horas de surto tem que haver um limite.

        • Não, não trabalho com direito de família e não gosto de direito de família. Acho um cu, uma picuinha, acionar o Judiciário para que ele se meta em questões privadas que deveriam ser resolvidas entre os envolvidos com civilidade e bom senso. É quase como em uma briga de irmãos chamar o papai.

  • Bom mesmo é não casar! Mas se tiver de cair nessa armadilha, que seja com separação total de bens! Um não pode ter direito à coisas que foram mérito do outro!

  • Se comunhão de bens fosse justa, não haveriam tantas brigas.

    Sou partidário da coisa “tá em meu nome, é meu”. E nem a pau que coloco alguém na minha casa se não entende e pactua disso.

      • Por essas e outras tendo a concordar mais com o Somir do que com você neste caso. Mesmo nos casos onde os dois contribuem, há uma tendência de cada um querer puxar a brasa para o seu peixe no caso de uma separação.

        Sou favorável a solidarizar-se e a dar o apoio necessário ao conjuge e aos filhos na medida do possível, mas a comunhão parcial tende a ser um casamento mais complicado na hora do imbróglio do que um casamento com separação total de bens.

        Se não me engane, ai o Código Civil se torna um empecilho, pois se coloca que casados sob o regime de separação total de bens não podem constituir sociedade para os eventuais “bens em comum”.

        • Sei lá, parece que vocês todos entram em um casamento já pensando em como sair dele. Com essa mentalidade um casamento não dá certo.

          Não estou recriminando, porque EU TAMBÉM penso assim. Mas eu não casei até hoje justamente por causa disso, porque sei que se for para entrar já pensando em sair dificilmente dá certo.

          • Como já dizia o ditado, o seguro morreu de velho e não custa nada se precaver.

            Sinceramente, acharia mais adequado (ainda que porventura sem respaldo no novo CC) que houvesse a separação dos bens individuais com o seu sendo seu e o meu sendo meu, sendo a partilha limitada a eventuais bens em comum constituidos em sociedade entre os dois conjuges.

            A comunhão parcial de bens também é problemática, seja por investimentos feitos em um bem que o conjuge adquiriu antes do casamento ou por aquisições feitas dentro do casamento em nome de algum negócio que o conjuge porventura já possuia quando do casamento.

            E o pior é que na hora da partilha, cada um tende a querer tirar o máximo de vantagem possível da situação, sendo que em uma separação, a partilha tende a ser uma das partes mais conflituosas da questão.

            A bem da verdade, o ser humano na maioria das vezes é uma m… que pensa só no próprio umbigo.

              • E quem disse que eu penso em casar? Só se for com uma pessoa de muita confiança mesmo, até para minimizar os riscos de arcar com o ônus de uma separação.

                Quem é mordido de cobra tem medo de linguiça, sendo que não quero para mim um relacionamento MERDA como foi o dos meus pais. Se for pra ser daquele jeito, MELHOR NEM CASAR MESMO.

                • Mas se fosse com uma mulher muito rica, e ela quisesse casar com comunhão UNIVERSAL de bens, ou seja, depois do casamento tudo que ela já tinha será seu também, você aceitaria?

                  • Sally… Nesse caso hipotético, aconselharia ela a pensar bem (mesmo que isso viesse em desfavor de um eventual benefício financeiro em meu favor), até porque pra mim, mais importante do que o dinheiro é a confiança.

                    E cá entre nós, não gosto nada da ideia de uma relação desequilibrada onde uma parte depende totalmente da outra, em especial quando a outra parte porventura fique na base da humilhação com a pessoa que está a sombra dela.

                    • Porque você acha que seria viver na sombra ou uma humilhação? Uma pessoa ter muito mais dinheiro do que a outra não é humilhação a meu ver, até porque, quanto dinheiro a pessoa tem não me diz muito sobre ela. Eu não me sentiria desigual ou humilhada se um eventual parceiro meu tivesse muito mais dinheiro do que eu, eu sei o meu valor independente da minha conta bancária!

                    • Sally, ai o problema NÃO É O DINHEIRO em si e sim a ignorância da contraparte, que PODE usar o dinheiro de pretexto para descontar suas raivas e suas frustrações no parceiro.

                      E independentemente disso, eu aconselharia a pessoa a pensar bem antes de fazer essa de casar com comunhão de bens, mesmo que porventura essa seja a pessoa com a qual eu vá me casar.

                      Mesmo se não for o caso e se a despeito da disparidade financeira, houver harmonia e cumplicidade entre eu e essa pessoa, ao menos fico com a consciência tranquila por ter feito a coisa que considero mais correta neste caso.

                      Para mim a confiança e a consciência tranquila valem mais do que qualquer dinheiro.

                    • Supondo que a pessoa tivesse certeza disso e quisesse te dar metade dos bens dela, insistindo na comunhão universal, você aceitaria?

                    • Sally, depois que eu tivesse explicado o porquê de eu preferir cada um com o seu e ela insistisse nisso, ai sim eu consentiria, mas como já coloquei, ai já teria colocado minha posição.

                      Falando sério, não sei se você notou, mas minha mãe se acha no direito de me espezinhar pelo fato de que meu pai não abriu mão de praticamente nada quando da separação e depois da morte do velho não ter prestado muita satisfação disso…

                      Mas queria o que? Ela queria tirar o máximo de vantagem possível na história, sendo que tentou a todo custo isolar a mim e ao meu irmão do meu pai. Não deu certo porque ela foi tão FDP que se queimou comigo.

                      Eu sai disposto a não voltar mais a morar no mesmo teto que ela. Se não fosse pelos vários problemas que se acumulariam mais tarde, não ia nem querer saber de suportá-la sob o mesmo teto.

                      Importante: O casamento dos meus pais era em COMUNHÃO PARCIAL DE BENS e por isso mesmo falo com propriedade da questão.

                    • Sua mãe não tem que reclamar nada com você, ela casou com O SEU PAI e deve resolver essas questões ligadas a casamento COM O SEU PAI!

          • Sally, eu olho onde fica a saída de incêndio de um cinema, mesmo que não queira que pegue fogo. Saber onde fica a saída é um costume saudável, independente de você sair ou ficar. Eu gosto de situações estáveis, não sou de abandonar as pessoas durante as adversidades, mas mesmo assim, acho importante saber onde ficam os para-quedas, as bóias, as máscaras de oxigênio… Esse costume de ler o manual, a constituição (da RID, inclusive), os termos do contrato, é considerado bom-senso em tudo, menos nos relacionamentos, pois neguinha(o) esperneia dizendo: “nossa, então você não confia em mim?! Por certo que você não me ama! Como pode dar certo se no começo você já pensa no fim?!” Aí neguinho(a) põe o rabinho entre as pernas, assina o cheque em branco e toma um balão no fim da história.

            • Uma coisa é olhar onde fica a saída de incêndio, outra coisa é escolher o cinema e o filme que vai ver conforme a melhor saída de incêndio da sala…

              • Mas estávamos falando de regime mais justo, não de escolha de cônjuge… ou você mudou o foco de propósito? Essa discussão só faria sentido se houvesse a eleição de apenas um regime como possível. Do contrário, ela é inútil. Existem diferentes regimes para que o casal escolha o que lhe aprouver. O bicho só pega quando o casal discorda… e isso já é um bom sinal de diferença de valores. Aí, invertendo o chororô “nossa, você casa pensando em separação?!”: se você casa sem pensar em separação, por quê se importa que o regime seja o que o outro cônjuge escolheu? Vocês não vão se separar mesmo, não é? Deixa pra se preocupar depois. Pra que a comunhão parcial? Pra ser mais romântico? Pode ter daminhas, flores e vestidos bufantes…

                • A discussão desta postagem não pressupõe discordância do casal não. A gente queria saber, em abstrato, qual regime os leitores achavam mais justo.

                  • Ah, daí fica tudo relativo, porque a justiça vem do caso concreto. Na abstração vale um casal ideal, platônico. rs. Concretamente, depende de cada caso. A separação de bens só é vantajosa em casos onde a disparidade é muito grande. Colocada assim no abstrato, a pergunta só serve pra conhecer quem responde. :-)

                    • Basta pensar em situações padrão, não em casos excepcionais onde é um muito rico.

            • Grande, Paulo !

              Pelos seus relatos e pela sua experiência em vara de família, acho que você já sabe a resposta, não é mesmo ?

              Lembra de quando éramos crianças , e também na adolescência, quando discutíamos com uma menina e ela começava a chorar ? E nós fazíamos de tudo para aquilo se encerrar. Nos desoncertava ver aquela coisa doce sofrer aos prantos !

              Pois bem. Essa tática milenar apenas vai ganhando contornos mais adultos, mas a essência é a mesma, SAI: RACIONALIDADE , ENTRA: MANIPULAÇÃO EMOCIONAL.

              Quando a racionalidade está tomando de goleada, entra a chantagem emocional.

              Qualquer um que já conviveu com mulher sabe do que eu estou falando. Exemplo clássico .

              Mulher está com cara de cu, cara amarrada, enfezada, vc entendeu a caracterização psicológica. Daí o homem, ao perceber tal semblante, como ser racional que é, questiona : ” Tá tudo bem ? Aconteceu alguma coisa ? ”

              Perguntar se ocorreu alguma coisa, é a atitude mais racional possível, tendo em vista que, pelas regras de experiência, cara feia significa descontentamento com algo ou alguém.

              E a mulher : ” Tem certeza que você não sabe o que aconteceu? “, ” Se vc precisa perguntar, acho que vc realmente não me conhece ”
              Neste momento, o cabra começa a passar aquele turbilhão emocional de mal estar, desconforto e , muitas das vezes, começa a ceder aos apelos de sua amada.

              O que originou a cara emburrada ? Não interessa mais, através da dissimulação e da chantagem emocional a danadinha conseguiu o que queria, muitas das vezes com inversão de culpa.

              Nessahan salva vidas !

              • Estou sem dormir com essa questão.Tenho 03 aptos e ganho mais que meu noivo.Quero a separação total de bens e ele não aceita.Estou confusa ,não sei se sou egoista ou ele que e interesseiro

              • Salva tanto que moldou seu cérebro e agora você como o fã clube desse maluco repete que nem papagaio as mesmas coisas que o seu escritor de auto ajuda barata escreve.

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