Processa Eu!: Animais.

Metade dos que lerão este texto não entenderão a proposta. Observem eu não me importar. Animais são belíssimos filhos de uma puta e podem ser escrotos, sádicos, desonestos e cruéis, tendo a consciência disso e tendo a opção de se portar de forma correta. Animais não são essas criaturas puras e inocentes que estão pintando. Tem bicho que faz, por maldade pura, coisa muito pior do que aquele bandido que neguinho queria prender para todo sempre ou matar, só que se este animal for colocado em uma jaula e usado para descobrir a cura do câncer meio mundo vai protestar. Está na hora de perceber e aceitar que a maldade, a crueldade, o sadismo e a filhadaputez existem em qualquer animal com um cérebro um pouquinho maior. Processa Eu: Animais.

Para quem não está acompanhando, durante todo o ano foram noticiadas descobertas científicas atribuindo sentimentos que até então se acreditavam ser exclusivamente humanos a animais: empatia, noção moral, consciência, compaixão… especialmente nesta semana que se passou. O que ninguém fala é do outro lado da moeda, porque da mesma forma como animais podem ter estes sentimentos até então humanos considerados “nobres”, em contrapartida também podem ser belos filhos da puta por escolha, com a plena consciência de que o estão sendo. Falar só o lado bonitinho é babaquice! É querer fazer de animais criaturas Intocáveis, assim como fazem das crianças, que também podem ser tremendos filhos da puta sádicos mas por serem crianças tem uma presunção quase que incontestável de bondade. Chega. Na hora de julgar a maldade humana todos são super rigorosos e logo falam em prender e em matar. Cadê esse rigor com animais que não prestam? Dois pesos e duas medidas.

Estudos recentes indicam que animais tem autoconsciência, ao menos alguns deles. Animais como alguns primatas, golfinhos e até elefantes se reconhecem quando se olham no espelho. E com autoconsciência vem a tão famosa inveja: a partir do momento que você tem consciência exata do que é, passa a perceber quando outros são mais do que você. Animais como Chimpanzés já deram provas claras de atitudes invejosas, onde detonavam outro membro do grupo sem que isso lhes traga benefício algum, apenas para que o outro membro se foda. Você pode até tentar livrar a barra dos símios pelo argumento de que eles estavam conseguindo uma vantagem na sua luta pela sobrevivência, mas sendo assim, também teria que compreender uma pessoa que furta um banco. Esses primatas compreendem a inaceitabilidade do que fazem, tanto é que fazem escondido.

Macacos também sabem ser dissimulados e enganar colegas e até mesmo familiares. Cientistas perceberam que muitas vezes quando percebem algo que lhes interessa, como por exemplo uma fruta madura, alguns fazem questão de olhar para a outra direção ostensivamente para que o grupo desvie seu olhar para lá e quando ninguém está vendo, ele vai e come a fruta escondido. Outros tem como regra do grupo gritar quando encontram comida para que todos corram e comam, mas tem uns mais sem caráter que simplesmente não gritam e comem tudo sozinhos. E sabem que estão errados, pois se um membro do grupo os flagra ele apanham ou fogem. Sim, isso se chama manipulação. Não é porque é feito por um bicho fofinho que deixa de ser manipulação, animais não são santos, animais não são Intocáveis. Eles tem seu lado negro também.

Golfinhos, aquelas coisinhas fofas, vivem em uma sociedade muito organizada e em algumas situações chegam até mesmo a realizar uma espécie de “votação” para decidir questões do bando. Pior: antes dessas votações alguns golfinhos tentam se aproximar dos outros, muitas vezes presenteando-os, em uma forma rudimentar de suborno. Sim, golfinhos fazem política. Criam laços por interesses, presenteiam por interesse ou até mesmo ameaçam ou atacam por razões “políticas”. E sabem muito bem o sofrimento ao qual estão sujeitando o membro oprimido.

E não, não é apenas para manter o poder e liderar o grupo, eles também tem brincadeiras que expressam claramente um lado sádico, que não lhes trazem qualquer benefício além de diversão: pegam gaivotas que estão quietinha descansando na água e as afundam, enquanto a gaivota se debate. Depois, quando elas estão quase morrendo afogadas, as liberam. Quando um golfinho faz isso, junta um bando de golfinhos para assistir. Também foram constatados diversos comportamentos violentos por parte de machos dominantes, tais como sequestrar fêmeas e até mesmo tentar estuprar machos para provar sua liderança. Obrigam as fêmeas ir com eles para locais afastados e as mantém ali contra a sua vontade. Enquanto o macho que estava com essa fêmea a procura, o golfinho dominante a mantem nesse “cativeiro”. A fêmea dá claros sinais de sofrimento, como emitir sons de socorro e tentar fugir. O macho dominante não se importa e só devolve a fêmea quando ele quer (ou quando consegue o que quer). Ele sabe identificar o sofrimento, pois se “gritos” na mesma frequência forem emitidos em outra situação que não seja esse sequestro, ele sai em defesa do membro do bando porque sabe ser um pedido desesperado de ajuda.

Sequestro, por sinal, é uma prática comum no reino animal. Seja para obter uma recompensa devolvendo o sequestrado, seja para subjuga-lo mesmo. Para quem enche a boca e diz que só o ser humano escraviza animais, tem um documentário bem bacana sobre animais que sequestram e escravizam outros animais. Não sei o nome, mas não deve ser difícil de encontrar na internet. Lembro de um caso especialmente chocante de babuínos que sequestraram filhotes de cães selvagens e os “domesticam” com todo tipo de tortura. Confesso que não tive estômago para assistir até o final. Estes macacos sabem reconhecer o sofrimento alheio, entretanto optam por sujeitar outros seres vivos a sofrimento em proveito próprio. Se fosse um ser humano fazendo isso diriam que ele vale merda. Chega de tratar animais como criaturas que não são responsáveis por seus atos. Os estudos recentes que provam que eles tem consciência e percepção de sofrimento não servem apenas para protege-los de virarem cobaias, serve também para revelar outra verdade inconveniente: animais podem ser cruéis por escolha, cientes de sua crueldade.

Até as FUCKIN’ VACAS, um dos bichos mais bobos que existem, tem seus defeitos de caráter. Vacas se reúnem em grupinhos, formam panelinhas e praticam bullying contra outras vacas. Vacas não apenas tem rixas com outras vacas como ainda são capazes de guardar rancor por anos! Um estudo de suas ondas cerebrais mostrou o quanto elas são competitivas: se uma vaca puder comer a comida de outra vaca da qual ela não goste, suas ondas cerebrais e batimentos cardíacos indicam alegria, excitação. O mesmo não acontece quando elas tem a oportunidade de comer a comida de uma amiga. E sim, vacas brigam entre si e são fofoqueiras, quando se desentendem deixam o grupo todo saber e muitas vezes se unem para ferrar com o desafeto, como por exemplo, impedindo que consiga chegar até a comida. Essa raivinha pode durar bastante tempo e uma vaca toma as dores da outra.

Até mesmo o seu cachorro, aquela coisinha fofa, tem seus momentos de filhadaputez. Não estou falando mal de cachorro, ok? Acho muito normal que qualquer ser vivo tenha o bem o mal dentro dele. O erro é pensar que o cachorro é apenas bondade. Cães tem a capacidade de fazer baixarias. Cães são alpinistas sociais, eles sempre esperam por uma oportunidade para se tornarem lideres do bando. Se você for firme e impuser limites desde filhote, ele vai ser um ótimo amigo, mas se você for frouxo ele vai assumir o comando assim que puder e fatalmente você vai acabar tendo que atender às vontades dele sob pena de uma bela rosnada ou até mesmo de uma mordida. Então, não pense que só porque ele é bonitinho ele é inofensivo, ele quer o poder e assim que você baixar a guarda ele vai tentar usurpar esse poder de você.

Macacos tentam levar vantagem em tudo. Furtam pertences de colegas e chifram amigos. Sim, eles sabem que não devem fazer sexo com aquela fêmea, que ela “pertence” a outro macaco, mas criam situações para envolver aquele macho em uma briga e enquanto ele briga, aproveitam para comer sua fêmea. Por exemplo, tem um caso documentado de um macaco que jogou uma pedra em seu colega que estava dormindo e quando o colega acordou, achou que a pedrada tinha vindo de outro macaco: foi tirar satisfações com ele, acabaram brigando e enquanto isso, o espertinho que jogou a pedra e criou a confusão fazia sexo com a fêmea do que estava brigando. Contra a sua vontade, ao que tudo indica. Estuprar a mulher do amigo vale quanto na escala de canalhice? Há ainda outro caso documentado de um Babuíno que quando percebia que uma fêmea conseguia um alimento interessante (salvo engano tirava uma raiz da terra) gritava simulando o choro do seu filhote, o que fazia com que a fêmea largue tudo e volte correndo até sua cria por achar que ele estava em perigo. Assim que a fêmea corria, o Babuíno pegava a comida para si, se afastava e a comia. Estelionato símio.

Também há casos documentados de macacos que fingem estar doentes. Macacos feridos ou doentes costumam poupados pelo líder do bando durante o período em que estão feridos: não apanhava se fazem merda, não precisam buscar por comida (alguém leva comida até eles) e outros benefícios. Pois bem, um macaco que realmente machucou a perna teve este tratamento especial por semanas e quando sua perna estava ótima, o filho da puta continuou mancando para usufruir das regalias. Veterinários radiografaram o macaco, fizeram outros exames e constataram que ele estava ótimo. Mais: longe do bando, na sala de exames, ele não mancava. Mas quando foi devolvido voltou a mancar. Isso equivale a fraudar o INSS, pois mobiliza todos o grupo para “banca-lo” no período da doença. Macacos tem a possibilidade de ser honestos, mas mentem. Não são casos isolados, há centenas de relatos de macacos passando a perna em colegas e até mesmo em parceiros.

Daí você pode estar pensando que são apenas artifícios para a sobrevivência, que não há maldade. Mas há, o macaco sabe que aquilo que ele está fazendo é errado, tanto que se preocupa em camuflar seus atos, pois se for flagrado certamente vai sofrer consequências. Muitas vezes macacos fazem coisas em interesse próprio que geram sofrimento a outros macacos, como por exemplo matar um filhote de uma fêmea para que ela entre no cio novamente. Ele sabe que aquilo causa sofrimento, macacos são capazes de sentir compaixão e empatia (continue lendo e entenderá) e ainda assim, prefere sujeitar outro macaco a um sofrimento para conseguir seu objetivo. Soa bastante humano, não? O fato do macaco se beneficiar não faz ele menos filho da puta, porque ele sabe a dor que está causando e opta por causar esta dor.

Animais mentem, enganam, trapaceiam e são desonestos. Não estou lendo sua conduta com base em valores humanos, não se trata de antropomorfização. As condutas desses animais foram avaliadas conforme as regras daquele bando. São condutas incorretas perante as normas do bando, não perante as normas humanas, tanto é que em qualquer das situações se o animal fosse flagrado na mentira certamente ele apanharia ou sofreria alguma punição. Não existe uma criatura no mundo que tenha a capacidade de fazer só o bem. Quem tem a capacidade de fazer o bem também tem a capacidade de fazer o mal.

Animais podem fazer o bem, podem sentir empatia e compaixão. Experimentos mostram isso. Por exemplo, dois macacos que não se conheciam foram presos em uma sala onde podiam obter comida apertando um botão. Quando o primeiro macaco apertava o botão ganhava seu alimento favorito. Quando o segundo macaco aperta o botão o mesmo acontecia, porém o primeiro macaco leva um choque. Ao perceber que aquele macaco que estava ao seu lado, por sinal um desconhecido, levava um choque cada vez que ele pedia comida, o segundo macaco passou fome por mais de um dia. Isso é empatia, isso é compaixão. Lindo, mas também acaba gerando responsabilidades. Ser capaz de perceber o sofrimento alheio, ser capaz de se colocar no lugar do outro gera uma série de obrigações, como por exemplo não sujeitar o outro a sofrimento.

A partir do momento que se prova que um animal reconhece o sofrimento de outro animal, ele se torna um filho da puta quando faz o colega sofrer, porque sabe identificar o sofrimento que está causando e ainda assim sujeita outro animal a isso. Muitas vezes sem qualquer ganho secundário que não o próprio sofrimento. Estudos mostram que macacos frustrados ou apenas irritados batem gratuitamente em outros macacos mais fracos, que estavam quietos e não fizeram absolutamente nada. Batem apenas para descontar sua raiva. Mais: o macaco mais fraco que apanha sem motivo guarda rancor e se chegar à liderança do bando um dia dá uma bela surra no filho da puta que bateu nele quando era líder, que a esta altura já está idoso e não tem condições de se defender. Já houve casos onde até expulsou seu desafeto do bando. Porrada, rancor, covardia, vingança. Não é só na sua empresa, tem também no reino animal.

Ninguém é 100% bom, 100% inocente, nem mesmo animais. Quem pode ser bom também pode ser mau. E está ok. Quem disse que para gostar deles eles tem que ser 100% bons? Não acho demérito que animais tenham a capacidade de fazer maldades, de infligir sofrimento sabendo que causarão sofrimento. Muito pelo contrário, os acho mais reais. É hora de encarar a verdade: animais podem ser tremendos filhos da puta, manipuladores, sacanas e desonestos com seu próprio bando, com seus parceiros, com sua família. Ainda assim continuo achando que merecem o meu respeito. O que não pode é esse discurso chato de que animais são pura bondade e a maldade e crueldade toda está exclusivamente na cabeça do ser humano. Negativo! Animais tem entendimento da maldade e alguma vezes optam por praticá-la. Não sei qual é a grande dificuldade em admitir isso.

Quem já trabalhou em um zoológico ou com animais em bandos sabe que sentimentos como sadismo, maldade e crueldade não são exclusivamente humanos. O fato de terem descoberto que animais são capazes de identificar o sofrimento alheio, de se colocar no lugar dos outros, se sentir empatia e compaixão não confere automaticamente essa aura de bondade que estão tentando vender. Muito pelo contrário, se eles identificam o sofrimento alheio e ainda assim o propagam são belos filhos da puta, não? Não estou pregando contra animais, afinal, não tem raça mais filha da puta do que o ser humano, estou pregando contra a romantização da bondade animal, que não é essa coisa toda que falam.

Aquele macaquinho com carinha simpática pode sim ser um estuprador, um sequestrador e ter cometido tantas atrocidades quando o pior bandido que você conhece. Não quero com isso justificar tortura de animais, pois mesmo tendo cometido atrocidades nem gente nem bichos devem ser torturados. Só quero que as pessoas tirem da cabeça esse mundo cor de rosa onde o bicho é sempre bom e o homem é sempre ruim. Quero conferir aos animais uma responsabilidade que eles tem: fazer o mal, cientes de que estão causando dor e sofrimento e sem necessidade disto. Sim, bicho é filho da puta, escroto e sádico. O homem se acha tão importante que demorou séculos para descobrir que não é o único espertão, valentão e sacana da mãe natureza.

Para me paunocuzar com algum discurso pró-animais, para concluir equivocadamente que eu estou fazendo campanha contra animais ou ainda para começar a pregar pena de morte para animais: sally@desfavor.com

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Comentários (88)

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    lucas oliveira naves

    cara simplesmente achei muito boa sua crítica, mas por um lado cristão acho que nos seres humanos corrompemos os animais! pela nossa própria filha da putisse escrota contagiou estes seres irracionais nos escrotos transferimos nossa maldade pros animais acho que sem sombra de duvidas tudo na terra esta corrompido mas acho que Deus nos restaura basta entrarmos em comunhão de novo !!!!!!!

    • Certeza que na Santa Ceia eu levantei, dancei, ralei na boquinha da garrafa de vinho e derramei vinho em Jesus. CERTEZA.

  • Enquanto estudante de biologia e quase-vegan sou obrigado a dizer que: você tá certa. As pessoas continuam querendo tratar a natureza como guia moral, mas ignorando todos seus péssimos exemplos, assim como mantêm o mito do Bom Selvagem, como se as sociedades dos povos antepassados não fossem mais hierárquicas e violentas (comparativamente) que a nossa.

    • Sua opinião tem peso dez! Obrigada por vir aqui opinar, imagino como esse tipo de opinião poderia desagradar os seus colegas de profissão…

  • Sally sua linda, quando teremos o Processa eu!Crianças para competir no páreo?

    Olhe só a minha historinha: ontem eu estava no cinema para assistir “Valente”, numa sessão das 7 (que já se imaginava que não era crianças), eis que uma pirralhinha de 4 anos e sua mãe mala sentam do meu lado… Ok… E quando começou o filme, também começou aquela enxurrada de perguntas “Mãe, e agora” entre outras. Aí eu só fiz o som de SHHHHHH pra menina e ainda tive que ouvir da mãe, uma desqualificada filha da puta, dizendo a seguinte pérola para a sua pimpolha (se certificando de que eu iria ouvir também) “Sabe essa moça aí do seu lado? É uma mal-educada!”

    • Já falei tão mal de criança ao longo desses 4 anos… tem pelo menos uma meia dúzia de Flertando com o Desastre com esse tema, em um deles inclusive sugerindo que criem áreas de lazer proibidas para crianças.

      Faça como eu: cinema só após meia noite e com filme legendado.

      • Bela sugestão…

        E os aborrecentes… Eles merecem um Processa né? Argumento é o que não falta…

        Aliás, quando teremos a campanha em favor da candidatura do meu, seu e nosso Cumpadre Washington?

        • Crianças são piores porque são Intocáveis, mas aborrescentes também são um pau no cu! Gritam, são mal educados, se acham gente e são todos muito feios e mal proporcionados com suas vozes ridículas e sua insegurança camuflada de ousadia. Eles merecem sim!

          Olha, vai ser muito duro convencer o Somir a montar uma campanha DE VERDADE para o Cumpadre. Porque uma coisa é fazer uma campanha para colocar o Pilha na Presidência quando ele NÃO É candidato, outra coisa é fazer uma campanha quando o maluco da vez efetivamente pode se eleger… Vou esperar o Somir estar em um bom dia e conversar com ele com muito carinho.

    • Gato simula o ruido de choro de bebê (o tom) quando quer alguma coisa dos humanos, porque percebem que atendemos de imediato (estamos programados geneticamente para reagir de pronto a esse timbre). Mas ao menos gatos são honestos, não se fazem de bonzinhos. São aquilo ali: te dão atenção quando eles querem.

  • Caramba, adorei saber disso ! Quando a minha universidade voltar da greve vou comentar sobre isso no meu curso (Biologia),com os devidos créditos, é claro, lá muita gente acha bixo fofinho e lindinho que só pregam o bem. Esse lado negro da força eu não sabia.

    Desfavor também é MUITA cultura. Hahahaha

      • Pode deixar Sally, vai ser divertido. Tratamento de biologo com animal é engraçado, embora tenha muitos que afirmam que bixo bom é bixo morto.

        P.S: Se eu te contar que eu sou filiado à Sea Shepherd perco a moral ? Hehehee

          • Meu irmão achou o Desfavor por causa desse texto. Muito legal !

            Pois é a Sea não é igual os Zé Ruelas do Greenpeace.

            AH ! Uma curiosidade: A campanha contra os baleeiros japa desse ano foi un sucesso, eles saíram do porto um mês atrasado e voltaram três meses antes, e o Green disse que a vitoria foi por causa deles. Hahahaha. Paul quase teve uma convulsão ao saber disso.hehehe

            • Adoro o Sea Shepard. Odeio o Greenpeace. Babacas que ficam se pintando e se jogando no meio da estrada não merecem o meu respeito. O Greenpeace só sabe paunocuzar. O Sea Shepard é realmente eficiente: se tiver que tacar fogo no navio, taca. Eu admiro gente assim, gente que realmente FAZ.

              Quase chorei quando recebemos um comentário agradecendo a postagem em nome do Paul.

  • Agora quanto ao artigo em si, que nem cheguei a comentar… Bem, fez por merecer que eu o citasse lá no meu Facebook, até porque ninguém merece mais aqueles chatos do “coitadinho do cachorrinho”, “coitado do gatinho”… Tsc, tsc!

  • Tem uma dica boa para quem quer usar bem a rede Vivo sem gastar muito, que é pegar um chip Vivo do estado onde você mora para receber e um chip pré-habilitável para usar para ligar. O chip para isso é o sem número da embalagem de letra verde.
    Você habilita em um dos DDDs começados por 8 (aqui eu habilitei no 87) e liga no *8486 e pede para mudar o plano do chip de vivo toda hora para vivo escolha pré com bônus em sms. Oculte o id para evitar eventuais retornos, cadastre no vivo sempre ilimitado e faça uma boa recarga. Pronto, você fala pra outros celulares da vivo sem gastar nada além dos R$ 7,50 mensais, liga para fixos locais a R$ 0,10/min e paga cerca de R$ 0,90/min para outros celulares a nível local.
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    Rorschach, El Pistolero

    Confesso que eu não sabia de metade do que a Sally comentou no texto e achei muito interessante o comentário do Hugo sobre a dimensão da consciência dos diversos tipos de animais.

    Considerando que o próprio ser humano não é capaz de trabalhar com conceitos mais abstratos como ética, bondade ou afins, antes dos 11 anos (segundo Piaget), então acaba por ser muito injusto considerar um animal um “filho da puta” por não ter a mesma capacidade.

    E eu sei que não foi isso que a Sally quis dizer com o texto. Ela só quis mostrar que os animais não correspondem a idéia que a maioria das pessoas tem deles, mas acaba sendo uma linha que alguém pode seguir caso leia o texto com um pouco menos de atenção.

    O interessante do texto é ajudar a quebrar essa idéia bizonha de que os animais são boa gente. De alguma forma, a sociedade passou a achar que gostar de animais é igual a ser boa pessoa (não gostar de animais =/= maltratar animais). Eu conheço uma menina que chorava toda vez que um animal morria num filme, fosse um leão, um cachorro, um tigre, um desenho…

    • Mesmo sem entender o conceito abstrato de bondade e etc, o fato de um animal perceber que está causando sofrimento a outro animal e ainda assim levar adiante seus atos é algo reprovável, não? Da mesma forma que eles tentam evitar o sofrimento alheio (então, eles tem a noção deste sofrimento, tem empatia) eles também escolhem provocá-lo.

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        Rorschach, El Pistolero

        Sally, eu já adianto que não sei mesmo absolutamente nada sobre psicologia animal. Sei pouco sobre de psicologia humana, só o que aprendi na escola e o que fui lendo por conta própria depois.

        De novo, eu vou me basear no trabalho de Piaget sobre o desenvolvimento cognitivo humano pra especular um pouco. Piaget disse que o ser humano só alcança a capacidade para raciocinar sobre conceitos abstratos aos 11/12 anos. Também disse que o ser humano só começa a se por no lugar dos outros, aprender a assumir diferentes pontos de vista, depois dos 7 anos +-

        Eu cito essas informações, pra salientar que o tipo de raciocínio “X machuca Y, logo eu não devo fazer X” não é inato nem no ser humano, quanto mais nos animais. Você citou exemplos de dois experimentos no texto (macaco doente no grupo que recebe comida; macaco que escolhe não comer para não machucar o outro) que sugerem que os macacos conseguem perceber o sofrimento alheio. Eu não li os estudos, então vou supor que eles realmente percebem o sofrimento alheio (o macaco do exemplo do choque, por exemplo, pode não gostar dos gritos do outro macaco, por isso não come).

        Mesmo que eles percebam que o outro animal está sofrendo, as implicações que isso gera, ao meu ver, já é algo tão mais complexo, que deve fugir da capacidade deles. Meu ponto é que eu não sei se eles são capazes de pensar que o fato deles gerarem sofrimento em alguém é algo reprovável PARA ELES.

        Isso sem nem partir do princípio de que sentimentos como fúria, inveja, dor, ódio podem embaralhar o cérebro e a consciência humana à ponto de dificultar o nosso raciocínio, imagina o que não deva fazer com o deles

        • Se os macacos se abstem de praticar atos que percebem provocar sofrimento alheio, percebem algo de “errado” naquilo, não importa o nome que se dê. A conclusão dos estudos é que animais sentem empatia e compaixão, não sei se esses são os melhores termos. O fato é que percebem de alguma forma o sofrimento alheio e se procuram evitá-lo, devem ter alguma capacidade de se colocar no lugar dos outros. Se tem alguma capacidade de perceber sofrimento e se colocar no lugar dos outros, são sádicos se optarem por provocar esse sofrimento, ainda mais quando não ganham nada em troca com isso…

      • Mas vale lembrar que o animal não tem nenhuma noção de moral ou de ética. Estas exigem um intelecto mais sofisticado. Assim, seu comportamento é igualmente “inimputável”. A maldade animal não inclui livre arbítrio, ao menos não nos nossos termos. É uma maldade meio assim, capenga.

        • kirk, não é isso que dizem os estudos não. Estão afirmando por aí que animais mais desenvolvidos como golfinhos e alguns primatas tem sim noções de moral e ética

  • Olha, de forma geral até concordo. A única ressalva importante é a maldade animal, na prática, alcança o ser humano infinitamente menos do que a do próprio ser humano. Pra ser sincero só consigo me lembrar dos pit bulls da vida, que de vez em quando almoçam um dono que jurava que ele era inofensivo. Ou um surfista que perde a perninha, embora aí hajam justas razões alimentares. E de qualquer forma, a gente já detonou e explorou tanto e de tantas formas os infelizes que não dá pra tirar a razão dos macacos, golfinhos e companhia. O comportamento animal ainda é bem mais simples e previsível que o humano.

    • kirk, não alcança o homem por razões que independem da vontade dos animais, não por causa de algum sentimento nobre que parta deles

  • AMEI.

    Dois documentários ficaram na minha cabeça… Um que uma macaca (não lembro de que “tipo”) esperava o “marido” sair e ía traí-lo com outro macaco. Quando ela percebia que ele estava voltando, corria para “casa” e fingia que estava dormindo, catando piolho, blabla…

    E um outro das orcas ensinando os filhotes a caçarem focas. Elas batiam todas juntas do mesmo lado do pedaço de gelo onde as focas estavam (desesperadas) até uma delas cair no mar. Os filhotes só assistiam. Depois deixavam a foca voltar para cima do gelo e faziam os filhotes derrubarem de novo. E era só treino mesmo, porque não comeram nenhuma foca, só aterrorizaram as coitadas.

    Li em algum lugar que os animais tem níveis de consciência variáveis, de acordo com o estado evolutivo. Exemplificavam, por exemplo, com o ser humano que nem sempre teve consciência com esse nível que temos hoje, e que um dos primeiros sinais do pensamento “falado” (nossa “voz interna”) foi a criação de “deuses” – atribuição das vozes a outro ser. Dado que macacos são os próximos na escala evolutiva, é capaz de, muito em breve, serem criadas igrejas símias… Chega logo, fim do mundo…

    • Não duvido, mas acho que as igrejas dos primatas serão um pouco mais evoluídas que as nossas. Pior do que está não fica!

  • Será que o assunto TELEFONIA está fazendo por merecer o DESFAVOR DA SEMANA? A temática em cima do “O Caos da Telefonia” está aí.

      • As coberturas são umas bostas mesmo. Tem a Vivo que é a boa mas é cara pracaralho, então eu meus amigos preferimos nos foder um pouquinho nas outras e pagar menos, acho que compensa. A Vivo é a única que se não fizer recarga mensal eles te tomam a promoção que VC COMPROU! A Oi dá bônus diário e a Claro e a Tim dão 50 cents a chamada. Fodace a cobertura, eu prefiro pagar menos!

    • Estão suspensas as vendas de linhas da Claro, Tim e Oi

      Se a coisa chegou a esse ponto, não seria o caso de rever a permanência dessas bostas no mercado brasileiro? Existem CONDIÇÕES que elas devem cumprir para funcionar aqui…

      • Sally, aqui em SP, a suspensão é relativa a Claro. Aí no RJ é a Tim se não me engane. Em cada estado específico, uma das três operadoras citadas está com as vendas sendo suspensas já na próxima segunda.

        • Se a coisa está tão ruim, porque continuar permitindo que empresas que cagam para o consumidor continuem a explorar a telefonia nacional?

          • Por que? Pra início de conversa, o problema é grande demais pro governo querer resolver sozinho. Além disso, tem lobby e possiveis questionamentos que tenderiam a ser uma dor de cabeça enorme.

            Perto do horror que se tinha antes da privatização, a situação, apesar de horrivel, não é tão assustadora.

            A problemática por detrás disso é bem conhecida… Atendentes mal preparados e pouco qualificados, recursos pra lá de limitados em termos técnicos, burocracia, estrutura focada no baixo custo e megalomania no que diz respeito a ações de caráter promocional.

            Não preciso dizer que a combinação é pra lá de aziaga.

          • Pra voce ter uma ideia do horror que era antes da privatização do “Sistema Telebrás” e da criação da Anatel, os telefones na cidade onde o Somir morava tinham SEIS digitos até meados da década de 90… Pior, os prefixos (já limitados) ainda atendiam algumas cidades vizinhas a Campinas, tais como Paulínia, Sumaré, Hortolândia e Indaiatuba por exemplo.

            O valor que se pagava numa linha telefônica FIXA era quase o preço de um terreno num bairro periférico.

            Para manter, até que o custo era baixo (assinatura a menos de 1 real e tarifação adicional limitada aos interurbanos, serviços especiais e ligações para celulares), mas para conseguir uma linha era um sufoco.

            Tinha fila de espera por linhas de celular, sendo que você pagava o equivalente (em valores nominais) ao custo de uma linha controle hoje SÓ PRA PODER RECEBER LIGAÇÕES NO TELEFONE. Para ligar se gastava outro tanto.

              • Espero que as empresas entendam agora que estamos no limite da “expansão”, sendo que agora é hora de “consolidação”.

                As “quatro grandes” tem portfólio para trabalhar com uma gama de serviços bem mais variada que a oferecida hoje. Os problemas nisso são a burocracia e as dificuldades inerentes a implementação dos avanços tecnológicos a nível de país.

                O corpo técnico é bem limitado e mesmo entre o pessoal que lida com as rotinas técnicas, tem aqueles ignorantes que custam a entender a dinâmica da área.

  • Curioso esse seu post…eu te colocava no grupo de freaks defensores de animais…você voltou a subir no meu conceito.

    A sua melhor frase no post todo foi : “Quem pode ser bom também pode ser mau. ”
    Isso é fato. Os seres com cérebro capaz de ter sentimentos de bondade fatalmente terão de maldade também. E isso é normal, sentir não é o problema, o que fazemos sim.

    A pior frase: “O homem se acha tão importante que demorou séculos para descobrir que não é o único espertão, valentão e sacana da mãe natureza.”
    A maioria das pessoas, assim como você, está presa no discursinho politicamente correto que os animais são todos “cuti cuti da mamãe…”. A história mostra o contrário, o homem sempre temeu animais selvagens, só recentemente os progressistas conseguiram convencer um monte de gente que os animais são bonzinhos, que a natureza é perfeita e bucólica. Só quem vive em apartamento em lugares legais acha a natureza um paraíso totalmente pacífico onde plantas e animais vivem em total harmonia.

    Nossos antepassados que exploraram novas terras, matando animais selvagens, limpando florestas para agricultura hoje são execrados como destruidores sem coração. Nenhum de nós estaria aqui teclando em nossos computadores se eles não tivessem tido a coragem de abrir novos caminhos e fundar vilas e cidades. Ou alguém aqui quer voltar a viver na Idade da Pedra? Vai viver com os índios no meio da Amazônia então. Acho até bom, diminui um pouco o trânsito…

    • O homem temia animais selvagens porque eles eram mais fortes e poderiam comê-los, por serem selvagens. Não creio que o homem soubesse que macacos fazem esquemas em bandos para furtar pertences de seres humanos ou que os animais podem machucá-lo por diversão!Acho que o homem tinha consciência da superioridade do animal em matéria de força, mas não do seu potencial de crueldade

      Eu nunca fui PETA CHATA e nunca serei, muito pelo contrário, já fiz até uma postagem dizendo que quem gosta mais de bicho do que gente é mentalmente doente

  • Ps.: Antes de me xingar apontando evidencias e estudos (que são nada mais que estudos, assim como os referentes a causa antropológica do derretimento das calotas polares), quero ressaltar que:

    – Talvez possamos perceber que animais sentem medo, frio, e tem certa percepção do mundo externo. Mas esta percepção nunca poderá ser dimensionada a ponto de se estabelecer uma relação com a consciência humana e na forma como nós sentimos em relação a nossa existência e ao mundo.

    – A consciência animal pode ser medida de acordo com a forma como se comporta no mundo, e isso depende de situações que lhe seja familiares. Voltamos assim quase ao nível do instinto. Por mais que gostemos de nossos animais.

    – Em mãos destes estudos acharia mais interessante um debate acerca dos limites desta tal consciência animal ao invés de uma discussão no âmbito de que animais são filhos da puta e fazem merdas de propósito para irritar os humanos próximos de acordo com suas vontades racionalizadas.

    Daqui a pouco fará sentido a loucura de se pedir “Liberdade para os animais”, como se eles fossem aproveitar essa liberdade de forma poética como imaginam…

    • Hugo, pode ser.

      A base para a maior parte dos estudos são exames que indicam qual região do cérebro se ativa quando os animais fazem determinadas coisas, sobretudo macacos que são bem parecidos conosco. Muita coisa que se acreditava que fizessem com base em medo ou raiva acabou parecendo estar baseada em uma sensação de prazer, de recompensa. Pode estar errado? Certamente. Mas eu acredito, pois já trabalhei com animais e vi coisas que me pareceram crueldade pura, mesmo do ponto de vista das normas do bando.

  • Até hoje eu rio com aquela história do método Cúpula do Trovão de educação animal da tia Sally. Bem, corri atrás daquele vídeo do babuíno com o cachorro. Realista. E o pior é que não dá pra não fazer um paralelo com o humano… De onde vem essa vontade de subjugar o outro? Será que sou “budista” demais?

    • Você achou? Posta aqui!

      Esse papo que só humano escraviza outra espécie é MENTIRA

      A cara dos filhotinhos sendo maltratados é de partir o coração…

  • *aplaudindo efusivamente.

    Só acho que faltou algumas ofensas aos bocós que cultuam animais, algo como “tapado”, “imbecilóide” “inocente” e outras que você sabe melhor que eu.

  • Comecei a ler, e me deparei com “Animais (…) tendo a CONSCIÊNCIA disso…”; então perdi a vontade.

    Espero o próximo.

  • “Vacas não apenas tem rixas com outras vacas como ainda são capazes de guardar rancor por anos! Um estudo de suas ondas cerebrais mostrou o quanto elas são competitivas: se uma vaca puder comer a comida de outra vaca da qual ela não goste, suas ondas cerebrais e batimentos cardíacos indicam alegria, excitação. O mesmo não acontece quando elas tem a oportunidade de comer a comida de uma amiga. E sim, vacas brigam entre si e são fofoqueiras, quando se desentendem deixam o grupo todo saber e muitas vezes se unem para ferrar com o desafeto, como por exemplo, impedindo que consiga chegar até a comida. Essa raivinha pode durar bastante tempo e uma vaca toma as dores da outra”.

    Então nem sempre chamar uma mulher de vaca é agressão gratuita…

  • “Não existe uma criatura no mundo que tenha a capacidade de fazer só o bem. Quem tem a capacidade de fazer o bem também tem a capacidade de fazer o mal.”
    É porque tu não me conhece, Sally. Mas não falo isso pra pagar de legalzona, e sim pra dizer que sou uma OTÁRIA, isso sim. Ou ninguém ainda teve a capacidade de cutucar meu lado filha da puta o suficiente, sei lá. E saiu uma matéria na Super, acho que ano passado, falando sobre a consciência dos animais. Falava de algumas coisas ruins (como as vacas serem fofoqueiras), mas enfatizava as boas, como sempre. De qualquer forma, parabéns pelo texto. ^^

    p.s. 1: apesar do frio, estou indo na academia. Acho que a pior parte é ter que lavar a camiseta na mão, porque só comprei uma muda de roupa até agora. :P Como um sanduíche de pão integral com peito de peru e uma banana e não chego em casa desmaiando de fome, isso significa que é o suficiente, né? Fiz cinco minutos de bicicleta ontem e achei que ia morrer, porque minhas pernas já estavam doloridas e mesmo assim eu insisti, mas acordei relativamente ilesa hoje. Quer dizer que estou ganhando condicionamento físico???? Um rapaz viu minha cara de pateta e me ajudou a colocar as luvas, piranhas gonna piranhar. :B

    p.s. 2: parei de jogar Song Pop com um amigo meu porque ele só me mandava a lista de MPB. Troço chato da porra, eu não sou obrigada! Acho a lista de funk carioca e a de brega hits mais honesta.

    • SE BEM QUE acho que não cortar um guri pentelho (me refiro ao “Fernandinho”) só pra ter o ego massageado é ser um pouco filhadaputa, então eu sou normal, HAHAHAHA

    • Sério, estou com um karma de falar sobre o que a Superinteressante acabou de falar. Vou ter que voltar a ler essa revista para evitar isso (é uma excelente revista, por sinal)

      Você é capaz de fazer o mal. Deve optar por não fazê-lo, o que te torna inteligente e não otária.

      Sim, se você não sentiu fome está de bom tamanho. É o pão integral. Qualquer carboidrato integral é de lenta absorção e fornece combustível para uma hora de atividade sem problemas, impedindo que seu corpo procure combustível degradando os músculos. Quando enjoar do sanduiche coma outros carbos integrais! O fato de acordar bem pode ser um sinal de progresso sim, mas não comemore ainda. Muita gente só sente dor 48h depois do treino.

      Não consigo jogar song pop do meu celular e continuo me recusando a ter um Facebook… hahaha

    • Eu já fiz tanto o bem, sem ser para inflar meu ego, me exibir, apenas por me importar. E de forma que a pessoa que hoje diz pra tantos que não presto nem sabe. Nem como me prejudiquei.

      E George Orwell ficaria orgulhoso, Sally.

  • Eu concordo com isso…
    Tem bicho que é muito feladapu…
    Minha irma tinha um cachorro pug… Cara que cachorro chato.
    Ele mordia a minha cachorra, uma cocker, sempre que a coitada estava brincando…
    Era a bichinha começar a brincar e a merda do pug corer atrás pra morder ou parar-la no meio de uma corrida.

    Ja a cachorra de uma amiga pensa que é gente.
    Eu adoro a bichinha, mas ela simplesmente nao te dá a menor moral…
    Não obedece e se vê claramente que é pq não tá afim.

    Agora o outro lado é muito legal.
    Eu tive uma cachorra que era minha fiel escudeira.
    E tenho uma gata que nos presenteia sempre… vez ou outra aparece uma largatixa, um morcego ou um monte de baratas no meio da sala mortas a patadas…
    Chama para abrir a janela… e reclama e dá patada quando leva um esporro.

    Foi engraçado…porque quando saí do Brasil minha cachorra ainda era meio filhote e não me reconheceu… mas a gata me reconheceu na hora, depois de dois anos fora.

    Eu sei que os macacos sao froid… mas cara, a vida deles é literalmente coçar o saco o dia inteiro. Mente vazia já sabe…. Vamos colocar os macacos pra trabalhar!! hahaha!
    Vamos produzir!!

    Gostei do texto…curioso essa dos macacos maltratando os filhotes de cachorro…

    Good job Sally!

    • Obrigada, Larissa

      Fiquei triste ao saber do PUG fdp, eu tinha a maior vontade de ter um PUG mas agora vou pensar duas vezes. Coisinha cretina! Não podia ver a outra feliz que mordia? Porrada no Pug!

      • Só desmistificando alguns pontos…

        A Pug mordia a Cocker porque cães tendem a manter o “espírito” do bando “calmo e submisso”, usando palavras do Cesar Millan. Excesso de energia e excitação são bem mal vistos porque são sinais de falta de foco, dispersão da matilha e obcessões, que fazem mal ao bando (atrapalha a caça e a rotina) e ao próprio cão. A própria ansiedade que a Cocker mostrava é um problema, na verdade… O ideal seria que ela gastasse energia em passeios e não se excitasse tanto ao ponto de gerar uma reação de outro cão.

        Por outro lado existem cães que não encontram líderes e que acabam sendo elevados à essa categoria. O problema é que muitos deles não estão preparados para assumir o cargo e ficam muito nervosos, ansiosos e acabam agindo de forma violenta e impulsiva, que tb poderia ser o caso. Caberia ao dono dar limites, que a Pug certamente não precisaria corrigir a outra, dado que ela não seria a líder do bando.

        Cães tem um nível de consciência muito baixo, eles não se reconhecem no espelho, tem baixa noção de certo e errado nesse estilo empatia que a Sally citou no texto. Portanto eles não pensam que são gente. Nós que atribuimos características humanas a eles e estragamos eles todos. Geralmente cachorro mimado responde tão rápido ao adestramento e se apega tanto ao adestrador que dá limites, que o dono fica até enciumado.

        Sally, eu não teria um Pug, não por causa do comportamento, que, de forma geral é maravilhoso, mas por causa das restrições físicas, que são VÁRIAS. Já pensou em um Boston Terrier? Tem o mesmo “shape”, mas são muito mais saudáveis…

        • Mas pelo que eu entendi o Pug e o Cocker não eram tecnicamente da mesma matilha, eles só se encontravam esporadicamente. Ainda assim o Pug poderia querer disciplinar um cão que mal conhece?

          O Pug tem problemas de pele nas dobras, né? Tem mais algum? Me disseram que ronca, o que seria um incômodo… O Boston Terrier é o cachorrinho do comercial do Jeta? É um parecido com o buldogue francês? Eu queria um cachorro calmo, tenho um pouco de medo de cães cujos nomes terminam com “terrier”

          • Mesmo sendo de matilhas diferentes, eles tem interações de dominação ou só de convivência. Quando uma matilha encontra a outra, se uma for desequilibrada, sai briga e é provavel que a última seja dominada pela outra. Se as duas são equilibradas eles interagem e vão embora cada uma prum canto…

            O do Jetta é um Bull Francês, mas é parecido (muda um pouco a orelha e as cores, o Boston só tem preto e braco ou tigrado e branco)… O Pug tem o focinho curto demais, tem problemas respiratórios mais frequentemente (além de roncar, soltar mais pum que outros cães e ter que limpar as dobras). Se ele ficar um pouco a mais no sol, ou fizer um pouco de exercícios, pode hiperaquecer e morrer se não for socorrido. Eles (criadores) estão tentando selecionar os com o focinho “um pouco” maior, mas vai demorar anos para eles chegarem aqui. Eu adoro a raça, mas é menos saudável do que o que eu busco num cachorro…

            Os outros de focinho curto também podem ter esse tipo de problema, mas é BEM mais raro do que Pugs, Pequineses e Bulldogs Ingleses, que o nariz é quase “para dentro”, fica embaixo de uma ruga inclusive.

            O Boston, apesar do “terrier” é bem comportado, ganhou o apelido de gentleman canino… :) Tem uma amiga que está grávida e tem dois no apartamento, são uns fofos!!

            Vc não gosta dos peludos?

            • Como vai ser um cachorro de apartamento, teria que ser uma raça muito fenomenal para me fazer lidar com pêlo longo… mas estou aberta a sugestões, desde que não seja poodle, yorkshire, maltês e esses cachorros de madame que te fazem parecer uma viadinha. O que você me sugere para apartamento, que não tenha displasia coxo-femural por causa do chão liso, que não lata muito e que não fique muito doente?

              • Hummm… Algumas sugestões:

                – Papillon: + é pequeno, não late muito, é peludo, mas não precisa de tosa e o pêlo é bem fácil de cuidar (quase não cai nem embaraça). É bem saudável. – não sei se vc vai achá-lo com cara de cachorro de madame… Tem que ter cuidado com anestesias (ele tem mais tendencia a ter reações alérgicas).

                – Shiba: + é super-resistente, fica bem sozinho, quase não late, é super-limpo (comparam ele com um gato). – solta pêlo (tem que escovar), é bem dominante (precisa de um dono pulso firme) e não costuma se dar bem com outros cães.

                – Lhasa Apso: + é resistente, independente, fica bem sozinho, quase não late. – tem que cuidar do pêlo, mesmo que seja tosar, tem cara de cachorro de madame, precisa de pulso firme (bem menos que o Shiba, é bem verdade)

                – Cavalier King Charles Spaniel: + é resistente, late pouco, o pêlo é fácil de cuidar (como o do Papillon). – precisa de uma caminhadinha diária, não é tããão parado como os Bulldogs.

                – Bull Francês ou Boston: + são resistentes, quase não latem, o pêlo é curto. – precisa tomar um pouco mais de cuidado com exercícios e com sol (por causa do focinho curto), soltam pêlos

                Adoro essa parte… se precisar de ajuda, só falar…

                • Estava namorando o Shiba faz tempo, porque tenho paixão por Akitas mas sei que não há a menor condição de ter um Akita em apartamento. O Shiba tem temperamento similar ao do Akita? O Bull francês também é uma opção. Mas os outros eu acho muito “cachorro de madame”, quando começarem com latido fino vou querer jogar pela janela… odeio cachorrinho que late fino, me irrita tanto quanto crianças.

                  • hahaha Se vc ama Akitas, fico sossegada em te recomendar um Shiba… São iguais no temperamento… Tenho alguns amigos que tem Shibas e Akitas, são ótimos!! Mas definitivamente não são pra todo mundo…

                    • Agora fiquei com medo… porque não são para todo mundo?

                      O que eu gosto nos Akitas é que são silenciosos, não latem por qualquer merda e não são estabanados, daquele tipo indigno de cachorro que se mija quando recebe um carinho ou que chora quando o dono não está. Acho Akita digno. Eles também não tem cheiro e não são de ficar fazendo festa para qualquer um: o negócio dele é o dono e só. Shibas também são assim?

                      Olha a exploração: você sabe me dizer quais são os inconvenientes do Shiba?

                      Ahhh… eu queria uma raça que NÃO GOSTE de crianças, assim posso parar de ofender minhas amigas com filhos mal educados pedindo para que elas não os tragam na minha casa porque eles desenham meu sofá com caneta Bic e posso passar a colocar a culpa no cachorro…

                    • Shibas costumam não gostar de crianças… mostram os dentes sem rosnar, sabe aquela levantadinha de lábio??? Bulls costumam gostar porque tem bastante tolerância a dor. Se for por esse ponto, o Shiba ganha… rsss

                      Eles são assim mesmo como vc descreveu: limpos, silenciosos, meio independentes, levam a vida deles sem ser super-dependente de humanos. É um gato em formato de cachorro. Vc chega, ele vem, dá uma abanada de rabo de leve, encosta na perna e vai fazer outra coisa. Fica feliz em estar no mesmo cômodo que vc, não tem necessidade de ficar pulando no colo, subindo na sua perna, lambendo sua boca. É um cachorro do tipo “discreto”.

                      O “problema” do Shiba (fora ter que escovar para evitar a queda de pêlos) é exatamente esse: eles são independentes e por isso tem uma tendência a dominância. São cachorros para pessoas inteligentes, porque se errar mimando demais eles “montam” em cima. Se errar tentando ganhar na porrada, eles podem reagir atacando, são cães que não se intimidam (especialmente os muito dominantes). Tem que ser alguém que ganhe na inteligência mesmo.

                      São como cachorros “de guarda”: vc tem que dar limites claros… O famoso NÃO é NÃO, SAI é SAI. Se, de filhote, vc disser SAI e empurrá-lo do sofá, ou colocar a mão na comida dele, p ex, ele pode rosnar nas primeiras vezes, mas vai se acostumar e crescer como um cachorro educado (nem precisa fazer a cúpula do trovão, é só insistir mesmo).

                      Não é impossível, não precisa ser sargentão e proibir o cachorro de fazer tudo, nem ficar com medo de ser atacada a noite, ou de dar um petisco fora de hora, bem longe disso… Meus amigos que tem dão petiscos, brincam de cabo de guerra, fazem bagunça com eles, blablabla. Só que quando falam PRA FORA, é PRA FORA mesmo. Não tem medo do cachorro, nem os tratam como crianças retardadas… Só.

                      Mas a maior parte das pessoas tem preguiça ou medo ou “falta de tempo” de mandar um filhotinho-fofo-bicho-de-pelúcia descer da cama. As pessoas gostam de falar fininho e acham “bonitinho” um “ursinho” rosnando. Se fosse um desses cachorros “indignos que se mijam quando o dono chega”, não teria consequência, um Shiba é provavel que cause algum estrago se for criado assim. É tipo um Rottweiler, se vc souber cuidar, terá um puta cachorro legal, super confiável, obediente, etc (a comparação é porque Rott é minha raça favorita). Se não é mais um desses cachorrinhos que mordem quando alguém tenta tirá-los do lugar preferido do sofá…

                      Eu adoro a raça, mas eu gosto desses cachorros mais dominantes. Eu tenho terriers em casa e eles não brigam, mas eu sou linha dura com eles. Brinco, faço festa, rolo com eles no chão, mas tem limites claríssimos vigentes e eles acabam sendo até decentes… Se estivessem com a minha sogra (cuja cachorra de fuckin DOIS quilos não deixa ninguém chegar perto da comida) tenho certeza que já teriam mordido alguém (ela inclusive).

                      De qualquer forma, para “minimizar” isso, tb dá para escolher um menos dominante da ninhada, já que eles mostram tendência de como serão desde bebês. Não pode ser nem o que se esconde e grita quando vc o pega, nem ser aquele mais ativo (o famoso “ele veio até mim e me mordeu, foi ele que me escolheu”), que senta porrada em todos os irmãos e nunca fica por baixo nas brincadeiras – esse é o mais dominante, e sinceramente, até para mim é difícil de lidar. Se vc virá-los de barriga para cima e segurar um pouco, os muito dominantes ficam o tempo todo esperneando, reclamando, rosnando e tentando morder. Os medrosos, esperneiam, choram, gritam. Os do meio (de convivência mais fácil) tem momentos de relaxamento e momentos que eles reclamam e tentam morder, alternadamente… É um bom indicativo, que as pessoas costumam ignorar…

                      (sorry pelo post longo… não me dá muita corda que vira livro… )

                    • Carol, muito bacanas as suas dicas! Não quer escrever um Desfavor convidado ensinando as pessoas a escolherem filhotes? Tanto as raças como o temperamento…

                      Está decidido, vai ser um Shiba mesmo. É exatamente o tipo de cachorro que eu quero. Ser marrentinho e dominante não vai ser problema.

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