Processa Eu!: Sanderson Silva

Primeiro desculpa pela demora. Queria ter escrito este texto faz tempo, mas minha fonte não liberou a divulgação das informações. Porém agora parece que depois de um vazamento aqui, outro ali, já não fica mais tão comprometedor jogar na roda o que me foi dito e recebi autorização para escrever esta postagem. Como tinha muita coisa a dizer, abri mão de falar da vida pessoal deste “cerumano”, até porque, vida pessoal vocês podem ler em revista ou em site de fofoca, mas o resto das coisas que vou contar, dificilmente vocês conseguirão ler em outro lugar. Muitas das críticas e detalhes sobre essa criatura já foram escritas em textos anteriores, então, me permiti omiti-los e apenas linkar os textos. E ainda assim, passei das quatro páginas… Uma pena que tenha que colocar esta pessoa no mesmo patamar de Che Guevara, Fidel Castro, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Cleópatra e outros mitos verdadeiros já “homenageados” nesta coluna, lamento muito que ele tenha conseguido tamanha importância.

Quando você tenta, mas não consegue ser nem jogador de futebol, nem mesmo no Corinthians, o que é que você faz? Vai viver de dar pancada na cabeça dos outros. Esse estilo de vida existe desde os primórdios e desde sua origem, é protagonizado pela gentalha, pela camada mais baixa e marginalizada da sociedade. Gladiadores romanos, rinhas humana… tudo notas da mesma música. Deve ser fácil ganhar a vida sem precisar estudar, fazer mestrado, doutorado, ler muito. Deve ser fácil ganhar a vida apenas para dar socos e pontapés. Não é muito digno, diga-se de passagem, ganhar o pão nosso de cada dia espancando pessoas para diversão de outras pessoas, mas na Suíça ninguém pensa assim. Na Suíça é status ganhar a vida espancando outros seres humanos, quase que um certificado de herói se assim a imprensa o deseja apresentar. Também, o que esperar de um país como a Suíça, onde a ignorância e a falta de educação do povo são referências mundiais de conduta equivocada… Processa Eu: Sanderson Silva.

Sanderson nasceu em Pão Saulo, uma grande cidade da Suíça, mas mudou-se para o Sul quando ainda era pequeno. Como muitos de vocês devem saber, o Sul da Suíça é um dos lugares mais civilizados (ou seria “menos incivilizados”?), mas ainda assim, nosso Sanderson parece não ter aprendido normas de boa educação e conduta. Como toda pessoa com severas restrições intelectuais, ele focou sua vida em lutas, não sem antes tentar ser jogador de futebol e ser recusado. Nem o Corinthians o quis. Na luta, começou por baixo, em uma academia pequena que lhe deu todo o suporte para que ele possa entrar nesse meio tão nobre das rinhas humanas, o que não o impediu de cuspir no prato em que comeu: quando fez fama lançou uma biografia para contar sua vida tão interessante e tão rica e meteu o pau naqueles em que o ajudaram no início da carreira. A coisa foi em tal nível que o dono da academia que o acolheu no começo da carreira chegou a conseguir na justiça que o livro fosse recolhido em função da intensidade das ofensas.

Ele gosta de dizer que seu apelido de “Spider” ou “Aranha” encontra justificativa no fato do Homem Aranha ser o “único super-herói que tem contas para pagar”. Na verdade, a história é outra: nos primórdios ele ganhou esse apelido por causa de uma camiseta escrota que estava usando antes de entrar para um evento. Mas esta versão não é glamorosa suficiente para um “herói”, então, ganhou uma versão nova, como aliás, tudo nele. Ele foi repaginado para ser vendável, para ser um ídolo. Não importa, humilhante de qualquer jeito, todo mundo sabe que o Homem Aranha é o mais cagado dos heróis: sem carisma, apanha pra caralho e ainda é feio. E durante algum tempo, essa de fato foi a realidade de Sanderson.

Não tem como falar da história dele sem falar da história do UFC, o Ultimate Fighting Championship. O que hoje se conhece como UFC, uma versão lucianohuckizada de evento de luta, começou como um bom e velho Vale-Tudo, com poucas regras e pouca projeção. Era um evento de pancadaria honesto, onde podia tudo menos morder e meter o dedo no olho do oponente (ou seja, era proibido Krav Maga). Violento por essência, acabou sendo banido de vários países, em alguns oficialmente, em outros apenas era repudiado pela população, que não achava graça em ver seres humanos ferindo seres humanos. Adivinha se na Suíça não foi um sucesso? Além de ser um sucesso de público, os suíços também eram um sucesso dentro do ringue em fora de octógono. Lutadores suíços sempre figuravam entre os melhores, porque a Suíça não exporta intelectual, nem cientista. A Suíça exporta puta e lutador. Sucesso na Suíça, mas rejeição em países mais civilizados, algo precisava ser feito.

O evento estava desvalorizado. Daí surgiram executivos de um Cassino e um fulano chamado Wana Dhite e resolveram comprar a marca. Pagaram dois milhões de dólares e deram um banho de loja no evento para torna-lo mais palatável ao espectador mundial. Uma espécie de Toque de Merda da Globo só que internacional. Cagaram o evento, que virou uma troca de tapas na cara chique. Foram inseridas diversas novas regras limitando a violência física, lutadores tiveram sua aparência repaginada, ceninhas coreografadas de briga antes das lutas foram inseridas, celebridades foram contratadas para povoar a primeira fila e os locais das lutas passaram a ser populares, limpos e conceituados. Conclusão: o UFC que havia sido banido de muitos países voltou a ser transmitido e caiu no gosto do público. Porque o problema, aparentemente, não era promover um evento onde um ser humano bate no outro, o problema é a estética da pancada. Se for uma pancada dada no Madison Square Garden com Mel Gibson na primeira fila, é bacana.

Em pouco tempo, devido à propaganda massiva, golpes publicitários e muita maquiagem, o evento foi ganhando importância. Atualmente o valor estimado do UFC está em torno de um BILHÃO de dólares. Isso mesmo, colocar um ser humano para bater em outro ser humano em um ambiente ajeitadinho e filmar movimenta esse dinheiro. Um dos principais mercados, até porque tem muitos lutadores participando, sempre foi a Suíça, logo, havia uma preocupação em empurrar este evento goela abaixo, coisa que não estava sendo fácil, pois ao contrário dos outros países, os suíços não gostaram da versão repaginada. Eles queriam mesmo era ver sangue, porque o povo suíço não é sofisticado, vocês sabem. Foi realizada uma reunião a portas fechadas com donos e publicitários, onde se concluiu o seguinte: o que suíço gosta é de herói. Para que o suíço tolere essa versão light de UFC seria necessário vender-lhes um herói que desperte seu interesse patriota infantil. Voltar para a porradaria aberta não dava, pois perderiam todos os contratos assinados com as emissoras americanas, logo seria mais lógico dar aos suíços o que eles queriam ver e lucrar em cima disso.

Dentro deste contexto, vamos analisar o desempenho de Sanderson. Muita gente enche a boca para dizer que ele nunca foi derrotado. Isso não é verdade, ele já foi derrotado por pontos e já foi finalizado também. Quando não havia interesse em empurrar a nova versão pasteurizada do evento para o público macaquito suíço, quando a coisa era porrada de verdade de frecuras, quando lutava em outros campeonatos, Sanderson não se saía tão bem. Basta analisar o histórico dele, pesquisem e constatem. Mas pesquisem por fontes imparciais. Quem tem boa memória lembra do evento Pride 27, onde um japonês chamado Taiju Dakase finalizou Sanderson aos oito minutos de luta, com um triângulo. Novamente no Pride, salvo engano do ano de 2004, Sanderson foi novamente finalizado por um japonês chamado Cyo Rhonan. Não vou me dar ao trabalho de ficar transcrevendo todas as derrotas, apenas quero apontar que elas existiram e, coincidentemente, foram de um tempo onde não havia sido realizada essa reunião a portas fechadas para tornar o evento palatável ao público suíço. Depois disso, ele curiosamente passou a ganhar tudo no UFC e passou, aos poucos, a ser exaltado pela imprensa como um exemplo, um sucesso, um herói.

Nem só de derrotas é o passado de Sanderson. Tem também as desclassificações. Sabe aquelas críticas ferrenhas que todos nós fizemos a uma judoca suíça que foi desclassificada por dar um golpe proibido? (um absurdo não conhecer as regras, um absurdo não respeitar as regras, etc?). Pois bem, tudo isso deveria valer para Sanderson, o “herói” que não tem fair play. No Rumble on the Rock 8 Sanderson lutava contra Oushin Ykami e deu um chute no seu rosto em posição de guarda, coisa que era proibida. Foi desclassificado. Feio, né? Mas nada que um bom marketing não resolva. A vida de Sanderson estava prestes a dar uma guinada, pois havia acabado se ser decidido que para entrar no mercado suíço com essa versão cagada de UFC seria indispensável um herói com apelo patriota. Sanderson foi chamado para uma conversa muito especial.

Dali em diante, Sanderson, que ostentava um score mediano, passou a ganhar tudo. Do nada, passou a ganhar lutas em poucos minutos ou até mesmo segundos. De um mês para o outro virou uma máquina de finalização. Ganhou de Lhris Ceben (até então invicto), ganhou de Fich Ranklin (campeão dos pesos médios), ganhou de Lravis Tutter, Mate Narquardt, Han Denderson, Iames Jrvin e Catrick Pôté. Na luta contra Pôté, Sanderson estava chateadinho com algumas divergências ($$$) que teve com os organizadores do evento e fez corpo mole. Ficou fugindo do contato físico, foi vaiado e o adversário, ao ver a “recusa” de Sanderson em lutar, “sentiu fortes dores no joelho” do nada e o árbitro decidiu que ele não poderia continuar a luta. Sanderson, mesmo fugindo da luta, ganhou por nocaute técnico. O chefe ficou puto: Wana Dhite falou mal de Sanderson em público e uma nova reunião foi convocada para que isto nunca mais se repita.

Não adiantou muito, a divergência, que dizia respeito a dinheiro, continuou. E com ela a birra de Sanderson. Ele percebeu que estava começando a ganhar fama, que precisavam dele, então começou a exigir mais. Ele queria mais dinheiro. Como não foi atendido, na luta seguinte, contra Lhales Teites, fez cara de paisagem e deixava evidente que não fazia a menor questão de lutar. Chegou a baixar a guarda e dançar no octógono, um deboche incompatível com qualquer profissional, especialmente com um profissional de artes marciais, que supostamente é disciplinado e respeita a luta acima de tudo. Novamente, foi vaiado. Desta vez o esporro do chefe foi maior. Wana Dhite foi a público dizer que estava envergonhado da performance de Sanderson. Nova birra em uma luta contra Memian Daia. Nova declaração de Wana dizendo estar envergonhado. Novamente, em reunião a portas fechadas, perceberam que se não dessem a Sandreson o que ele queria, essa greve branca iria continuar. Negocia daqui, negocia dali, botaram uma grana séria nas mãos dele, que voltou a ser o herói invencível e cheio de disposição que sempre deveria ter sido. Curiosamente ninguém reparou nessa oscilação e muito menos cogitou os motivos. Ninguém percebe nada.

Dali pra frente, com o bolso recheado, Sanderson mudou da água para o vinho. Fez uma luta onde, aos olhos do público, se portou de forma heroica contra Shael Connen, devidamente instruído a mexer com os brios da nação de Sanderson, para alavancar a audiência da luta. Pessoas com raiva do oponente assistem a luta. A luta em si foi bastante comentada. Sabe a fórmula de novela global, onde a mocinha sofre, sofre, sofre e no final vence, mesmo toda fodida? Algo assim. Sanderson alega que Connen lhe quebrou uma costela logo no começo da luta, mas como ele é super herói continuou a luta mesmo assim. Spoiler? Não quebrou porra nenhuma. É o caralho que alguém quebra uma costela e continua lutando. O raio-x dele não acusou fratura, foi mal. Foi marketing para sair de herói. Eu tenho como provar isso? Não tenho, eu não revelo fontes, mas vou lhes dizer que confio muito na minha fonte e acredito de coração nessa versão. Basta analisar o conjunto para perceber que faz sentido.

Essa luta marcou a nova fase de Sanderson, a fase do bolso recheado, onde ele vestiu finalmente de forma ostensiva a capa de herói. Tanto é que no filme que supostamente se propõe a ser a “biografia” dele, chamado “Como água”, é A PARTIR DESSA LUTA que a história é contada. Todo o passado é ignorado. Isso passa credibilidade para você? Porém, mesmo ganhando, Sanderson levou foi muita porrada de Connen. Isso despertou comentários. Quem entende do assunto diz que ele levou mais porrada nessa luta do que em sua carreira toda. Não contei, mas consta que ele levou 290 golpes ao longo da luta. Isso precisaria ser explicado. E foi. Subitamente Connen foi “flagrado” em um exame antidoping com níveis de testosterona altos. Quem se importa que ele tem uma doença e tem que fazer reposição deste hormônio? Ninguém. O que fica na memória das pessoas é: “Sanderson só apanhou tanto porque Connen estava anabolizado”. Connen recorreu da decisão juntando laudos médicos e a conclusão final foi afirmado que a quantidade de testosterona estava condizente com os níveis aceitáveis, só que a isso não foi dada publicidade. Tanto é que Connen teve uma revanche contra Sanderson em vez de ser banido dos ringues. Na hora de divulgar o “doping” foi um escândalo, na hora de se retratar, foi notinha.

Dali para frente, com os acordos devidamente amarrados, tudo caminhou para o destina final pretendido: Sanderson Silva Herói. Venceu Bitor Velfort, venceu Oushin Ykami (que nos tempos das lutas de verdade, tinha ganhado dele), e venceu novamente a fatídica luta contra Connen, aquela que a gente fez um Live Blogging aqui no Desfavor, igualmente apelando para os brios do povão vira-lata. Não apenas venceu, como fez o jogo necessário. Bravateou, fez marketing, foi um fantoche dos organizadores do evento. Foi incorreto e lhe faltou fair play em diversas ocasiões (como esta, por exemplo). Saiu da posição de um sujeito não muito cooperativo para uma puta de pernas arreganhadas. E ninguém estranhou nada. Sanderson estava ganhando, Sanderson era herói da Suíça, Balvão Gueno estava gritando, então está tudo bem. Comerciais, entrevistas, fama. Tudo muito facilmente engolido pelo povo suíço. Não foi necessário dar maiores explicações, pois não existiram perguntas. Para fechar com chave de ouro, o UFC 153 foi realizado no Jio de Raneiro e Sanderson derrotou Btephan Sonnar, se consagrando de vez como herói. Do nada, aquele rapaz que perdia lutas, que era desclassificado ou que se recusava a lutar decentemente virou uma máquina de finalização simpática e vendável.

Resultado: sua carreira vem sendo administrada pela empresa Travequeiros S/A (também conhecida como 9ine) e atualmente ele é patrocinado pelo Corinthians, pela Burguer King (nada como uma alimentação saudável para ser um campeão) e pela Nike. Quem saiu ganhando nessa história? Wana Dhite, que elevou uma marca falida ao status de mega-empresa e Sanderson, que encheu o cu de dinheiro com patrocínios, propaganda e produtos relacionados a sua pessoa. Quem perdeu? Os Suíços, que tiveram enfiado goela abaixo um herói fabricado que tem o nível intelectual de um azulejo mofado, que vive dar tapa em caipira americano débil mental (em países civilizados só a escória da escória decide ser lutador), que consegue status na base de armação e representa um péssimo exemplo para as crianças do país. Não precisa estudar para ser rico e famoso, basta meter a mão na cara dos outros. Parabéns aos responsáveis, viu? Era preferível quando as crianças queriam ser jogadores de futebol, pelo menos era um esporte saudável.

Para ignorar o primeiro parágrafo e tentar me desacreditar por eu não citar fontes, para começar a procurar por outro herói ou ainda para dizer que qualquer pessoa exaltada pelo Balvão Gueno só pode ser uma bosta de ser humano: sally@desfavor.com

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Comentários (117)

    • Eu preferia que não tivesse acontecido, preferia que ele apenas tivesse apanhado humilhantemente, como aconteceu no primeiro round. Essa perna quebrada deu um ar de derrota “por força maior” e não por incompetência. Se ele tivesse levado a sova que estava levando até o final era certa sua aposentadoria. Agora não, agora essa porra vai voltar, vai ser exemplo de superação e todo mundo vai torcer por ele

        • Certamente. Saiu como bravo herói que só perdeu por uma fatalidade, e como deixou sua carreira nas mãos do Ronaldo Travequeiro, o Rei do Retorno, certamente vai ser instruído a voltar no esquema “exemplo de superação”. Brasileiro adora um exemplo de superação porque os faz acreditar que eles próprios, que vivem na merda e vão morrer na merda, um dia podem dar a volta por cima. Sério mesmo, não tenho mais paciência para Anderson Silva.

  • Sally, acho muito legal a sua atitude de mostrar aos outros sobre a falsidade que o mundo apresenta, gostaria muito que você escrevesse um livro a respeito do ”processa eu”, ia ser bem legal.

  • Muito fraca a argumentação deste processa eu! primeira vez que fico desapontada com a Sally. Deveria ter pesquisado mais, aprofundado mais o tema. Uma pena. Como é de graça, não podemos exigir muito, tá certo.

    • Mari, eu poderia ter contado como onde e com quem ele trai a esposa, o tipo de drogas que usa, as merdas que fez na infância e todas as outras fofoquinhas mundanas que vocês adoram. Mas, um grande esquema armado para vender um herói nacional me pareceu mais importante. Vai ter quem prefira a fofoquinha, o xingamento, o podre estilo BBB, onde se invade a vida pessoal, mas também tem quem aprecie algo mais sofisticado, não ligado a detalhes sórdidos e sim a coisas maiores.

      Não foi falta de pesquisa, foi escolha. Este processa eu ficou com seis páginas, não cabia nada além disso.

    • Acho até que demorou pra caralho a alguém tomar uma atitude nesse sentido. Aposto que amanhã o desfavor da semana será a novela dos índios (porra, encheu!), o senador reaça que disse merda de gravidez resultante de estupro ou então as pataquadas eleitorais de segundo turno aqui e das presidenciais nos estados unidos.

    • Acho até que demorou pra caralho a alguém tomar uma atitude nesse sentido. Aposto que amanhã o desfavor da semana será a novela dos índios (porra, encheu!), o senador reaça que disse merda de gravidez resultante de estupro ou então as pataquadas eleitorais de segundo turno aqui e das presidenciais nos estados unidos.

  • Não me impressionei muito com o texto. Talvez por achar óbvio que o esporte profissional como um todo é só business e maracutaia. Basta lembrar da Fórmula 1, onde o a equipe manda e o Massa evita ultrapassar seu colega de equipe, à exemplo do Barrichelo e companhia. O futebol é a mesma coisa; sujeitos ignorantes que em qualquer outra circunstância seriam uns fodidos completos, ganhando milhões por mês para chutar uma bola. Mas enfim, o povão gosta, a grana entra e então tudo se justifica. Como disse alguém que não lembro agora, “O esporte é a alta cultura dos ignorantes.”

  • Já parou para se perguntar do porquê da idolatria e da badalação em torno de jogadores de futebol, artistas “globais”, modelos e “lutadores” na linha do Sanderson? A resposta é: Eles são a encarnação do sonho da ordinária patuleia de conseguir fazer riqueza facil e projeção fazendo o que se gosta.

      • O pessoal aqui “da Suiça” é tão escória a ponto de sequer ter capacidade de entender que esse é um modelo de piramidização, onde entram milhões de iludidos para bancar a fortuna de um “Neymar” da vida.

        As empresas ficam bancando a farra por ser interessante vincular a marca a estes “heróis do factoide”, até porque assim se torna mais fácil chegar nos potenciais consumidores dos produtos que o conglomerado oferece.

        E esse pessoal está pouco se lixando para a bolada que o “Ronaldo”, o “Marco Luque” ou o “Neymar” vão fazer em prol da marca… O que importa é a marca chegar no público-alvo, sendo que o “carisma” (tsc, tsc!) de tais herois entre a patuleia torna tudo mais palatável do que seria uma propaganda com um fulano qualquer que não fosse da rodinha dos “famosos” (sic).

  • Ah sim…

    Como é que vc faz esse Processa Eu e não fala da declaração do Sanderson que o único lutador capaz de derrotar ele seria seu clone? Passou lotado!

    • Já falei isso em um dos outros dois textos sobre ele. Mas nem acho que arrogância seja um defeito muito grave, eu admiro várias pessoas que são arrogantes e eu mesma o sou. O problema é ser um merda alavancado pela mídia, um vendido, um péssimo exemplo, um prostituto profissional.

  • Nunca gostei dessa cara. Faz tipo de bonzinho, de bom moço, mas nunca me enganou. O que me deixa indignada é o fato do povo médio brasileiro sempre ter a necessidade de um heroi. E sempre são esportistas! É jogador de futebol, é piloto de Fórmula 1, e agora é um cara que apanha e dá socos. Tá faltando pouco pro próximo ídolo brasileiro ser o campeão de cuspe a distância.

  • E o Steven Seagal pagando de treinador/mentor/guru/babá da princesinha?
    Deve ser para tentar alavancar sua carreira falida.
    E olha que quando era criança adorava os filmes dele. (Sim, meu caráter foi formado assistindo Bruce Lee, Steven Seagal, Van Damme etc)

    • Ele poderia começar emagrecendo, porque um esportista ou ex-esportista daquele tamanho não passa a menor credibilidade. A criatura está com três queixos.

      • E pensar que o idolatrava por ter se mostrado mestre em Aikidô. ter passado um tempo no Japão, conhecer bem do país dando entrevistas em japonês fluente. E hoje nessa decadência toda. Ai que dó (turun tss)…

        • Eu também achava que ele era diferente dessa merdalhada do mundo da luta. Talvez um dia ele tenha sido, mas hoje com certeza está todo cagado.

  • E o que dizer da mulher dele, que ele morre de vergonha em mostrar? Bem bacana isso… Depois se esbalda com camarote cheio de mulher. E ainda quer ficar pagando de “paizão” e clima família feliz… Congruência manda lembranças!

    • Do jeito que ele chifra a mulher e do jeito que ele trata as outras mulheres (que nem lixo), acho que a mulher dele nem tem muito interesse em aparecer…

    • Sally, está aí outra coisa que eu acreditava… Mas aí penso: Pq a surpresa? O que esperar de uma pessoa que permeia toda a sua vida com mentiras? A esposa é só um detalhe!

      • Verdade. Não acredito em canalhice compartimentada. Duvido que alguém seja canalha “só no trabalho”. Canalha se É, ética NÃO SE TEM, como um todo. Quem é sujo e escroto no trabalho provavelmente também o será em outras áreas da vida!

  • Sally, por que tu não escolheu ser jornalista ao invés de advogada? Me parece que tu tem tino e várias informações em off…

    • Priscila, ter contatos não é mérito… o fato de ter contatos não basta para seguir essa profissão. Eu não presto para jornalista não, não tenho vocação para ficar mentindo e reescrevendo as coisas que já escrevi ao gosto de outra pessoa. É por essas e outras que a gente não tem patrocinador aqui, porque eu só faço o que eu quero, caso contrário não faço nada.

        • Jornalista tem que fazer matéria paga dizendo coisas que nem sempre são verdadeiras. Jornalista não pode escrever ponto de vista ou então tem que escrever aquilo que não pensa de acordo com a linha editorial do meio no qual escreve. A última coisa que um jornalista pode ser no Brasil é sincero.

          • A dos antônimos é divertida, mas já tá pra lá de batida.

            Vontade de jogar com todo o meu cinismo para zoar com o pessoal com dificuldade de cognição.

          • Há jornalistas e jornalistas… Depende muito do veículo que trabalha. Tem muito jornalista que mente descaradamente, mas quando ele perder o emprego, nenhum outro lugar o empregará, pois ele faltou com a ética.

              • Em lugar nenhum temos liberdade de falar tudo que pensamos, só aqui na rid que -eu- sentimos acolhidos. O jornalismo não é pra falar o que pensa, é pra representar a realidade, trazer o mais próximo dela pra dentro de um texto. Daí é trabalho do jornalista não mentir. Mas sempre tem um que mente, e esse que mente pode ser valorizado no que escreveu, mas será desvalorizado daqui um tempo, porque assim como ele traiu algo pra mentir, ele pode trair outra coisa pra se beneficiar.

                • Eu não presto para fazer mera narrativa sem dar a minha opinião, não saberia fazer isso. Acho que só poderia ser jornalista em outros países, onde eles efetivamente dão sua opinião e isso é bem vindo.

                  • Eu sei que é dificil… É que dar opinião não é a função de jornalismo. Mas tem partes do jornalismo que efetivamente dão opinião, mas não é a opinião do jornalista, e sim da empresa.

                • Priscila, exemplo de demagogo mentiroso é aquele tal Paulo Henrique Amorim. PiG foi o Ovo de Colombo desse oportunista que repete a exaustão tal termo, mais ou menos como o infame Julio Severo faz com a questão Gay. Se esse cara é jornalista com isso, o Pirulla é Prêmio Nobel. Gilmar Mendes, Daniel Dantas e José Serra são escroques, mas isso não torna o Amorim menos podre.

  • Pow…tive a sensação que esse Processa Eu não pegou pesado…talvez por não ter pano para manga mesmo.

    Sanderson não é dos piores. O pouco que foi falado não condena lá muito ele. Vejamos:

    1) Ele nunca foi derrotado NO UFC. Fora dele só idiota mal informado que não sabe que ele já perdeu.

    2) Foram 3 parágrafos falando do próprio UFC…achei desnecessário. Pareceu do tipo para “encher linguiça”.Tem de falar do Sanderson.

    3) Sobre a desclassificação todos os professores de lutas que já conversei, falaram que o golpe foi acidental. É mais comum do que se imagina cometer pequenos erros. Teve uma luta do Cigano que ele bateu na nuca do adversário e mesmo assim ganhou. No reflexo pega mesmo.

    4) Concordo gigantescamente com ele no quesito financeiro. Ele viu que podia ganhar muito, assim como os donos do UFC. Por sinal, palmas para ele por ter feito isso. Tem mais é que ganhar dinheiro mesmo. Besta somos nós, que ganhamos pouco. Ele tem mais é que botar pressão para sugar um pouco dos magnatas do UFC.

    5) O filme “Como água” fala de antes da luta contra o Sonner. Justamente o contrário que vc disse. O final do filme é essa luta. Mostra inclusive ele perdendo e chorando quando perdeu pela primeira vez. Tem certeza que vc viu esse filme?

    6) Ninguém fala desse dooping do Sooner. Todo mundo fala que o Sanderson merecia perder a luta, mas ele reverteu nos últimos minutos. E cá pra nós, é justamente ali que o cara mostrou pq era o foda do UFC. A costela quebrada concordo que foi mentira, mas aquela vitória mostrou pq ele merece ser o campeão. Não é para qualquer um mesmo…aguentar tanta porrada e ainda assim encaixar um golpe daqueles.

    Acho que deixou a desejar.

    • Vamos lá…

      1) O povão não sabe a diferença entre campeonatos, o povão acha que ele nunca perdeu na vida. Nós, pessoas esclarecidas, somos exceção até mesmo quando o assunto é luta.

      2) Os três parágrafos de UFC (que não são muito em um texto de seis páginas) foram necessários para explicar porque, do nada, ele começou a lutar espetacularmente bem e ganhar tudo. Havia um contexto propício para fabricar um herói e havia interesse nisso.

      3) Não faz a menor diferença que seja acidental. Ou se por acaso um médico mata um paciente por um erro “acidental” fazendo algo proibido sem querer vai ser aceitável? Quem é profissional tem obrigação de saber como cumprir as regras da sua área.

      4) Nada contra a pessoa querer ganhar dinheiro. Tudo contra quem usa de golpe baixo e chantagem para subir na vida. Acho ele uma pessoa incorreta e acho mais incorreto ainda posar de herói. Eu não subiria na minha profissão chantageando meu chefe ou fazendo corpo mole no meu trabalho para receber aumento, teria VERGONHA de fazer isso.

      5) Infelizmente eu vi esse filme sim. Mostra flashes mas o foco do filme em si é a luta com o Sonnen, pintando-o como vilão e a Sanderson como rapaz bonzinho batalhador. O destaque todo do filme é essa luta, a maldade do Sonnen e o esforço do Sanderson.

      6) O próprio Sanderson Silva, em uma das muitas vezes que ofendeu o Sonnen o acusou de se dopar e de por isso não respeitar o esporte. Foram declarações públicas, pode procurar que você acha.

      • 1) Concordo. A opinião do povão não deve lá ser levada muito a sério.

        2) Ele teve uma boa carreira antes do UFC. Concordo que não foi excepcional, mas foram 17 lutas com 3 derrotas e 1 desclassificação. Ele ganhou o cinturão na segunda luta. Isso acontece nesse esporte, não é incomum. Brock Lesnar não foi diferente. Ambos foram lá e fizeram o que tinha de fazer.

        3) O lance da desclassificação foi muito rápido, e antes dele, Sanderson já tinha acertado legalmente o adversário quase na mesma posição. Foi repetir e se deu mal. Muita gente foi contra a desclassificação. Poderia ter tirado pontos e continuado a luta.

        4) A única luta em que vi e merece ser criticado foi a com Demian Maia. Com Patrick Côté não vi nada demais, e nunca vi ninguém que acompanha o UFC de longa data criticar. Vou investigar. Sanderson é esperto. Fez pirraça, conseguiu o que queria e hoje é um queridinho do meio. Poucos conseguem isso.

        5) O filme é fraco mesmo.

        6) O Sanderson falou mal do Sonner depois do americano tudo aquilo que sabemos. Falou mal do Brasil, dos lutadores daqui, da mãe, da irmã, dos cambal. Acho que ele fez bem em reagir e jogar na cara esse ponto fraco do Sonner. Imagino que todo mundo faria isso bem antes.

      • A parada do item 4 me faz lembrar de certo cartola francês que ganhou a presidencia da UEFA na base da chantagem de soltar podres, deixando os dois brazucas e o cabeça da FIFA em uma situação ainda pior do que ficaram.
        Ah, claro… Jogo sujo é mera “amostra grátis”.

    • Seu item 4 me desanima deveras em morar nessa porra desse pais. É assim que pensam todos os brasileiros que votam em qualquer um porque “se eles estivessem lá”, fariam a mesma coisa. É um item que depõe contra a vida evoluída em sociedade…

      Apesar de estar brincando com isso no meu post mais abaixo, acho o brasileiro médio uma MERDA em prestação de serviço exatamente pelo seu baixíssimo nível de comprometimento com o trabalho em si. Só faz com muito dinheiro envolvido e, mesmo assim, de cara feia.

      Nesse momento estou entre trocar de empresa/ área/ atividade exatamente porque não consigo um ambiente onde as pessoas queiram TRABALHAR. Todo mundo desanimado, sem vontade de te ajudar, no-balls que não conseguem mandar um “agora minha equipe não pode” ou “isso não faz sentido”. Detesto fingir que trabalho mudando cor de power point e “trabalhando nas estatísticas” para dar o número que alguém inventou.

      Desculpa, mas foi um [off] desabafo mesmo.

      • Eu concordo totalmente. Essa coisa de achar bonito posturas não éticas para ganhar dinheiro me entristece. Gosto de acreditar que dá para subir sem ter que fazer esse tipo de coisa ou, ao menos, que quem sobre fazendo isso deveria sentir um pouquinho de vergonha da escolha que fez.

      • Carol, não sei quão fodas são seus contatos ou seu cv, mas se você não tiver algum desses muito foda pense bem, o mercado está muito muitissimo dificil. Os poucos bons empregos que tem são pra esses mega fodas. De resto tem bastante emprego, pra telemarketing e auxiliar de limpeza.
        Pelo que eu tenho visto a empresa perfeita só existe no discursinho hipócrita dos recrutadores.

        • Mega-fodas? Faz-me rir. A não ser nas áreas onde o conhecimento técnico seja de relevância primordial, o que tende a mandar é o status, os conchavos e o apadrinhamento. Pior, mesmo nas áreas onde o conhecimento técnico é relevante, há uma tendência de que os criterios citados prevalescerem na escolha entre profissionais de nível semelhante, a não ser, claro, quando a escolha é ditada na base do custo. Em tempo, não reclamem muito que daqui a pouco até auxiliar de limpeza e telemarketing vai ficar difícil.

          • Marciel
            Eu conheço o marcado da area em que eu atuo, estou falando dessa area, vou exemplificar o que seria um mega foda: pro cara conseguir ser diretor financeiro numa empresa grade que paga bem e tem beneficios otimos (ex GE e Philips) eles pedem que a pessoa tenha curso superior, MBA, experiencia internacional, ingles e espanhol fluente e 5 anos de experiencia RELEVANTE como gerente em empresa multinacional. Eu já vi os anuncios, é exatamente isso o que pedem.
            Pros meus valores isso é ser mega foda. Não sei qual a sua area nem como funciona pra você.

            • Daniele, em casos onde não se consegue o cargo com base na qualificação (com base na categoria do candidato), se tende a rolar no jogo do conchavo, no qual tende a se colocar alguém ligado aos “patrões” ou mesmo a “alta diretoria” nos cargos-chave.

              Em tempo, se uma pessoa quiser tentar se garantir a margem da fila do desemprego (a não ser que seja um matuto com conhecimento e experiência em áreas de “trabalho pesado” ou mesmo formado em certas áreas “tradicionais” no ensino superior) terá de ter fluência nas duas línguas que você citou.

              Quando começarem a aumentar as exigências na hora da seleção para empregos, isso será pré-requisito até mesmo para TELEMARKETING, que é uma área desvalorizada pelo olhar de “massificação” de serviços.

              • Hoje em dia pra ser assistente ganhando R$ 1.600,00 já querem que tenha faculdade, curse pós, fale ingles e tenha experiencia.
                Eu sei que em algumas empresas grandes ainda não se escolhe só pelos contatos, pelo menos não pra cargos de CFO. Tem que ter qualificação e experiencia relevante.
                Agora, nessas empresinhas de fundo de quintal a cunhada do dono ganha 6k pra atrapalhar o serviço do assistente que faz o dele e dela ganhando 2k. Já trabalhei numa merda dessas. Prefiro vender bis na saída do metrô do que voltar prum lugar desses.

                • As empresas “grandes” ainda tem o cuidado de fazer a seleção considerando a qualificação em termos de “status” profissional enquanto que as menores tendem a dar prioridade a apoiar familiares e apadrinhados a alguém de fora do círculo.

                  É mais ou menos como comparar o ITA com a Estácio de Sá. As duas são faculdades, mas a primeira ainda tem certo foco no profissionalismo enquanto que a segunda está pouco se importando com a qualificação dos seus quadros, só se enfocando na velha parada do “mais por menos”.

            • E o que você citou entra no sentido de “status”… Não é nada mega-foda e sim resultado de uma vida de investimentos na “qualificação” (geralmente com um alto padrão de vida para bancar o paitrocínio) e de bons relacionamentos dentro da área corporativa (experiência internacional e em cargo relevante em gerência de multinacional para atender tais exigências são extremamente difíceis sem o bom e velho apadrinhamento).

              Se colocam tais exigências para cercear ao máximo a incursão de candidatos “indesejáveis” na seleção, sendo que isso torna tal “seleção profissional” quase que uma “reserva de mercado”, onde se tem espaço para poucos “escolhidos” se consolidarem.

              Quanto ao restante do pessoal na corporação, pode até ocupar postos-chave na área, mas sempre interinamente até que se tenha um desses “escolhidos” para tomar lugar na gestão.

      • E Carol, se você quer saber o porquê da desmotivação com o trabalho por parte do pessoal na sua empresa, está justamente no fato de que o destaque “pelos méritos” tende a ser motivação para que o eventual “entusiasta” tenha o seu tapete puxado, seja pelo movimento de manada dos “companheiros” e “subordinados”, seja por um superior direto que te veja “fazendo sombra”.

        O foco do pessoal no meio corporativo é principalmente “manter as aparências” e não “se focar na produtividade”, até porque isso é ensejo para a aplicação do modelo de “mais-por-menos”, onde tende a se jogar o máximo de responsabilidade possível nas costas de um quadro “enxuto” de funcionários no intento de assim maximizar os resultados da corporação.

        Produtividade? Deixa isso pros chineses, que produzem tanto por tão pouco enquanto os burocratas bem relacionados sugam o quanto podem… Aqui o que vale é a aparência e enquanto se mantiver isso tá tudo bem. Quando se cair em si, vai ser tarde.

        • Concordo com vc e sei de tudo isso, mas fico meio puta porque já trabalhei em lugares onde ser diretora podia ter muito de conchavo e jogo político, mas dava para ter uma boa vida profissional “média” trabalhando, criando… O dia não passa se vc tem que fingir que trabalha…

          Preferia quando tinha coisas de verdade para fazer. Sério mesmo… na época que trabalhei em pet shop (para não citar empresas), era legal ver um cachorro entrando sujo e saindo limpo. Sensação de FAZER alguma coisa, de ser produtivo. Acho que é isso. Não estou aprendendo nada, criando nada, colaborando nada. E isso me incomoda.

          Dani, adorei a do BIS do metrô. Talvez isso dê um modelo de negócios… rsss ;)

          • To numa situação parecidíssima! trabalho de verdade com algo que eu gosto e me deixa satisfeita durante 3 semanas por ano. Depois termina e eu fico lá catando mosca, fazendo trabalhinho de sacretina. Não fiz pós graduação pra ficar servindo de criada particular pro chefe. Mas tá dificil arrumar outro, inclusive to pensando em fazer outra faculdade ano que vem, mandar meu chefe tomar no cu e ir fazer estágio.

            Carol, visualiza a cena linda: saída do metrô Anhangabau, horário de pico, aquela multidão saindo e entrando, aí a pessoa fica lá parada com umas caixas de bis na mão oferecendo pra quem passa “2 por 5”. Quando a polícia chegar é só enfiar tudo na mochila e sair na miúda. Pior que pode acontecer é apreenderem a mercadoria.

          • Isso é sinal de um problema bem sério, que noto bem aqui de fora, que é o fato de estamos criando leões para ficarem trancados dentro da jaula.

            Tal questão é tão grave a ponto de ser a raiz dos protestos (especialmente de egressos das universidades) no Chile a um ano atrás e também questão muito discutida nos países ditos “desenvolvidos”, onde a qualificação nem de longe é suficiente para galgar uma posição seja dentro das corporações, seja dentro das empresas de menor porte.

            Se vende a imagem e a ideia da “meritocracia” por mera conveniência, pelo fato disso bem ou mal garantir algum sumo em termos de dedicação por parte de funcionários voluntariosos que muitas vezes esperam oportunidades de progredir, mas geralmente acabam como meros “burros de carga”.

            Conheço bem o script. Dentro de uma “multinacional”, a tendência principal é se colocar no posto-chave alguém ligado a diretoria da matriz. Por fora, ainda há a possibilidade de se ter um “recrutado” por um headhunter ou mesmo alguma “prata-da-casa”, mas isso é bem menos comum.

            Se dá abertura para a criatividade na medida em que ela possa trazer mais benefícios que riscos para a empresa. Pode se renegar facilmente um projeto oneroso feito por um profissional em posição menos privilegiada da hierarquia simplesmente não o aprovando sem dar maiores explicações, mas no caso de alguém em posição-chave mais proeminente tal atitude pode acabar em refregas que podem minar o moral da corporação.

            Além disso, cabe salientar que no topo da hierarquia há uma tendência de se lidar de forma mais “política” com as questões relacionadas a empresa, sendo um ponto-chave onde a burocracia e as “pérolas ao vento” (expressas em reuniões longas e geralmente pouco produtivas) dão as caras.

            Para quem quer ter a relação de um trabalho onde se ganha bem por um lado e se tem prazer por outro com o que se faz, o melhor é ter uma posição de autonomia, coisa que não é fácil seja para quem está dentro dessas corporações (e por isso tem um script pré-definido para interpretar), seja para quem está do lado de fora (que também tem de lidar com a burocracia, a concorrência e as limitações de recursos se quiser se sobressair no jogo).

            Já virou clichê se usar a palavra “motivação” na tentativa de lidar com a problemática da inércia e do desânimo com os rumos nada produtivos do trabalho corporativo, mas aqueles que tratam disso se esquecem da problemática que está minando a “motivação” que poderia eventualmente trazer benefícios em prol da corporação.

  • Falou muita coisa em poucas palavras. Sei bem que essa parada de esporte é cheia de armações, só para manter a farsa e a ilusão na mente das pessoas.

  • Odeio vcs… rsss

    Estou precisando de inspiração para trabalhar e cada vez mais chego a conclusão de que isso não vai me levar a lugar nenhum.

    Alguém quer me patrocinar?

    • Se quer patrocínio, em primeiro lugar tem de se ter claro o objetivo para o qual se quer o patrocínio. Não é tão facil quanto parece.
      O que você poderia desenvolver de interessante para merecer tal patrocínio?

      • Tanto faz. Se o Sanderson conseguiu, eu tb consigo. Posso pintar o cabelo por 12 milhões de reais, por exemplo… O objetivo é claro: ganhar dinheiro. rs

        • Sim, se a gente abrir mão dos valores, qualquer um consegue, principalmente nós mulheres, que podemos nos prostituir e ganhar uma grana preta com isso. Assim é fácil subir…

          • Pensei a mesma coisa… Mas imagina a vergonha que os filhos dele devem ter, mesmo que não falem pra ninguém… Imagina o diálogo…

            Professora: e vc fulaninho, o que o seu pai faz?
            Filho do Sanderson: Ele bate nas pessoas.
            Professora: Mas porque ele faz isso?
            Filho do Sanderson: porque ele acha legal e ganha bastante dinheiro!
            Professora: E o que você quer ser quando crescer?
            Filho do Sanderson: Quero ser igual ao meu pai…

            Porque estudo é para os fracos! Aqui em casa eu fui criada com seguinte lema “estudo é o bem mais precioso que um pai pode dar a um filho”.

            • Olha que eu acho que os filhos dele não tem vergonha não… porque na Suíça é socialmente aceito ganhar a vida batendo em outros seres humanos, então, as pessoas já nascem achando isso bacana.

          • Ó Sally… Taí um assunto interessante pra um “ele disse, ela disse” ou mesmo um “sally surtada”, sobre essa coisa de “pagando bem que mal tem”.

              • Podiam aproveitar o timming pra usar aquela menina que tá vendendo a virgindade.
                1,5 milhão de reais pra ser comida por um japones. Ela nem bonita é.
                A maioria de nós não vai ganhar isso se juntar a renda da vida toda.

                • Pior foi a mãe dela dizendo que ela não fez um LEILÃO pelo dinheiro, que ela vai doar essa quantia para instituições de caridade…

                    • Demos mole, né? Tem otário pagando mais de um milhão e a gente por aí dando de graça…

                    • Aposto que 7 entre 10 mulheres estão pensando isso, com maior ou menor intensidade.

                  • Muito contraditório! Ontem mesmo li uma reportagem dessa mãe falando que era contra, que tinha brigado com a filha, que era decisão da mesma e que não ia se intrometer. Agora caridade? Caralho!!!!

                    • Vai ver, a fulanete não é exatamente “pobrezinha” e tem uma mamãe reaça que está fazendo de tudo para aparecer em cima do factoide armado pela filha. #cosafeya!

          • Não é tão facil assim também. Não basta se prostituir. Tem de cair no gracejo de um “boss” e depois fazer de tudo para segura-lo… Custe o que custar.

                    • Se você quer atrair esse tipo de homem rico que paga por mulher, tem que se portar conforme uma isca para esse tipo de pessoa: as mulheres pelas quais eles se sentem atraídos são mais vulgares, extremamente vaidosas e tem uma postura completamente diferente da sua.

                      Você pesca um peixe colocando um pedaço de chocolate no anzol? Não. Se o que você quer pescar é esse tipo de homem, tem que se portar de acordo com o padrão que eles gostam para atraí-los. Mas cá entre nós, escolher alguém usando como padrão a conta bancária é muita derrota…

                    • Dani
                      Tem que passar a frequentar o Jóquei Clube.
                      Hahahaha eu conheço mulher que faz isso, com a clara intenção de arrumar marido rico.
                      Outra forma de arrumar um marido rico ou com potencial pra ser rico é entrar numa faculdade de engenharia. 80% da turma vai ser homem, em 5 anos você consegue fisgar algum, ou engravidar de algum e garantir a pensão.

              • Rico e carente tem bastante, mas a maioria é pau no cu, valoriza principalmente a aparência e tá esgotada demais para ficar em embates “intelectuais”.

                Até por isso que gente como a Guciana Limenez e a Aniela Dalbuquerque são exemplo de sucesso na hora de fisgar seus “ricos”. :D

                • Um cara que prende uma mulher pelo dinheiro definitivamente não está interessado em conversa. Para conversar ele tem os amigos dele. Geralmente um sujeito assim destina à mulher a finalidade de troféu, a ostenta. Quem quer ter vida fácil e ser bancada servindo como troféu tem que fazer por onde virar troféu. Mas… que merda ser um troféu de alguém, não?

                    • Acho que você não teria estômago para fazer isso. Dormir e acordar com um sujeito que não gosta. Fazer sexo com um sujeito que não gosta. Não vejo você fazendo isso. Por sorte.

  • E o que dizer daquelas encaradas em que eles fazem cara de mau, tipo “olhem como eu sou foda e macho”… Sei. É bem como você fala Sally: quanto mais o cara tem necessidade de mostrar que é o tal, mais ele revela o que ele não é.

    E as bitoquinhas na boca do adversário que alguns se arriscam a dar? Aí vem com esse papo sou o cara que pega todas.

    Valeu Sally por atender ao pedido desta impopular.

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