Ele disse, ela disse: Solução viciada.

Digamos que se crie uma vacina contra os efeitos prazerosos de todas as drogas ilícitas disponíveis no mercado… a droga é suficientemente barata e simples de se reproduzir. Nesta coluna, Sally e Somir vão discutir sobre o papel do Estado a partir dessa suposição. Os impopulares estão convidados a não praticar a abstinência e injetarem suas opiniões na conversa.

Tema de hoje: O Estado pode obrigar a população a tomar uma vacina anti-drogas?

SOMIR

Não! Apesar de compartilhar com Sally a opinião de que não se deve legalizar a maconha, não dividimos exatamente da mesma motivação. Acredito na liberação TOTAL das drogas como medida de evolução social. Qualquer coisa menos do que isso é limpar a bunda com as leis vigentes, com as políticas de saúde pública atuais, e até pior do que isso, ceder ao lobby de gente mais preocupada com conveniência pessoal do que com a sociedade na qual está inserida. Ou faz direito ou não faz.

Pois bem. Já garanto aqui que vou respeitar a premissa da vacina “perfeita”, partindo do princípio indiscutível que todos os efeitos prazerosos das drogas ilícitas nulificam-se após sua administração. Mas tudo o que acontece DEPOIS da premissa está aberto à interpretação. Meu argumento passa pelas liberdades pessoais, evidente, mas também passa pelo exercício fútil de esperar que soluções instantâneas resolvam algum problema nesse mundo. Vamos por doses…

Direito do Estado. A discussão gira sobre a legitimidade do Estado para exigir algo como vacinação compulsória de sua população. Se fosse o caso de um vírus mortal ameaçando a própria existência do Estado, é razoável aceitar um estado de exceção. Mas… e para evitar que as pessoas sintam prazer com drogas ilícitas? O Estado, representante de seu povo, está sob ameaça? Não nego os danos gerados pelas drogas ilegais, mas… É esse o limite para o direito de um ser humano sobre seu próprio corpo?

Eu sei que parece uma causa nobre, mas ela exige uma contraparte horrível: Seres humanos sendo forçados a consumir uma substância que modifica o funcionamento do seu organismo, ignorando suas vontades pessoais SEM QUE ESSAS VONTADES incorram em crime. Atenção: Sentir prazer não é crime. Os crimes possíveis estão todos fora do objeto da vacina… Isso abre precedentes.

E vamos lembrar aqui que a premissa deste texto não define o Estado como entidade honesta, justa, impessoal e… acima de tudo… infalível. O Estado erra, o Estado pode ser manipulado, subornado, pressionado… E se uma das substâncias “malignas” for liberada? Considerando que a vacina é dose única e funciona para sempre, vamos ter uma parte da população perdendo o direito de sentir prazer com ela por causa de irresponsabilidade do Estado. Se a vacina não for vitalícia, aí… aí piora: Porque o sistema vai poder ser abusado de acordo com interesses pessoais.

E se amanhã o trigo que não foi plantado com semente da Monsanto virar substância ilegal? Ninguém vai tomar um tiro por comer pão feito com outro trigo, mas ele vai perder a graça. Parabéns pra todo mundo que abriu as pernas para o Estado, viu? Parabéns mesmo.

Liberdade pessoal. Não tenho a menor pretensão de passar por defensor de situação utópica, pregando liberdade irrestrita e negando que várias das leis que seguimos existem justamente para reprimir essa liberdade em prol de um bem maior. Eu não quero uma sociedade onde a liberdade de matar seja cláusula pétrea de uma constituição, claro que não. Só que botar limite nas pessoas é se equilibrar numa linha que além de tênue, ainda tem o hábito de mudar de lugar durante nossa história. Proibir todo mundo de fazer uma coisa tem um custo muito alto numa sociedade: Tem que ter toda uma infraestrutura que dê conta de prevenir, vigiar e gerar consequências para quem faz o proibido.

E é aí que começam mais problemas práticos. Como é que se obriga milhões de pessoas a se vacinar? O custo exorbitante de produzir e administrar a vacina já existe, esse é o básico. Se não for dose única, isso ainda vai ficar se repetindo inúmeras vezes. Mas tem mais custos, claro. Como saber quando todo mundo já foi vacinado? Como impedir que pessoas escapem? Como punir quem evade a vacinação?

Imagino que Sally esteja pensando num sistema de sanções políticas e econômicas, porque eu duvido que ela aceite obrigatoriedade na “força física”, afinal, isso incorreria em tortura. Não combina com ela, de forma alguma. Mas muito se engana quem acha que punir sem enfiar a porrada não causa problemas também… Não acredite, nem por um segundo, que vai existir algo próximo de unanimidade na população. Vai ter muito dissidente, e alguns até achando válido derrubar o governo na base da bala numa situação dessas (eu, por exemplo… eu não sei dar um tiro, mas ajudo a montar a propaganda para impulsionar o exército revolucionário… povo se amarra numa revolução).

Se o cidadão não pode ser amarrado e injetado na marra (novamente, espero DE CORAÇÃO que esse não seja o plano dela…), vai ter que tirar dele o direito de ser cidadão até que ele se adeque. Vamos ter uma enorme classe de párias, em atrito com a possível maioria de ovelhas que abriram mão do direito ao próprio corpo. Esse choque de classes PODE ser derrubado aos poucos com sorte do Estado, mas pelo perfil “idealista” da recusa à vacina, não vai ser só povão e drogado não. Isso pesa. O Estado perde receitas e controle sobre uma parte da população. É direito do Estado SE AUTO-DESTRUIR?

Para corrigir um problema, vamos criar milhões de outros. Literalmente. A sociedade tem seus limites, e não são canetadas “bem intencionadas” que resolvem as coisas. Como de costume, o plano mais racional é ir com calma e sempre: Ao redor do mundo, o consumo de tabaco está desabando. A guerra contra a indústria do tabaco está dando resultados, e ninguém foi obrigado a deixar de fumar. Mais algumas décadas e a merda vai estar praticamente desfeita e o consumo do tabaco vai voltar aos níveis pré-industriais. Porra… FUNCIONOU! Vai atrás da indústria do álcool e das drogas ilegais agora.

Inteligência resolve o problema das drogas, não truculência. Se um dia essa vacina surgir, é fácil montar um plano: Torne-a grátis, distribua bem, crie VANTAGENS para quem a tomar e mantenha uma campanha agressiva contra as drogas. Pronto. Pra quê obrigar? O Estado não só não tem o direito de obrigar as pessoas, como nem motivo tem.

Para concordar comigo e dizer que também aprendeu sobre a Revolta da Vacina na escola, para dizer que tinha mesmo era que matar todo viciado (não cospe pra cima…), ou mesmo para especular se eu teria a mesma opinião se a vacina fosse contra religião: somir@desfavor.com

SALLY

Supondo que fosse desenvolvida uma vacina que bloqueia os efeitos prazerosos das drogas ilícitas, você acha que o Governo teria o direito de exigir que todo cidadão se vacine?

Sim, eu acharia justo obrigar a todos a tomar a vacina. E dali para frente, toda criança deveria ser vacinada ao nascer. Seria uma forma de solucionar de vez o problema das drogas, que, diga-se de passagem, prejudica a sociedade de tantas formas diferentes que eu nem me atrevo a enumerar. Eu sei, eu sei, em um primeiro momento a ideia causa um desconforto, mas não é tão tirânica quanto parece. É apenas uma vacina contra uma doença, como tantas outras. Isso não me assusta, sabe porque? Porque eu não sou uma viciada. O mesmo não se pode dizer da Madame aqui de cima, que só de pensar em largar um cigarro fica em posição fetal e treme. Viciados são irracionais, perdoem o Somir, ele não sabe o que fala.

Muita gente pode estar pensando: “O Estado não tem o direito de me privar de sentir prazer”. Ué… a única forma de sentir prazer nessa vida é usando drogas? “Prazer não é crime”. Depende do seu prazer. E se o prazer de alguém for estuprar, não é crime? “Mas o estuprador faz mal aos outros”. Muita inocência pensar que uma pessoa usuária de drogas é sempre inofensiva e incapaz de fazer mal a alguém, drogas causam muitas mortes, muito transtorno e muito gasto de dinheiro que poderia ser usado para coisas boas. Aliás, a dinâmica da droga em si já faz mal à sociedade: desde o tráfico até o uso. Antes de vir com esse discurso hippie sobre o que o Estado tem o direito ou não de fazer (em abstrato), já pensou no caso concreto? Já pensou nas pessoas que perderam os filhos para as drogas? Ou pessoas que perderam filhos por causa da violência de um usuário de drogas ou de um traficante? Antes de falar em abstrato, vá para o concreto e converse com viciados, mas viciados MESMO, daqueles que se foderam muito por causa de drogas. Garanto que eles mesmos desejariam ter tomado essa vacina ao nascer.

Não sou contra a diversão, não sou contra o prazer. Mas se o ser humano é um cocô fraco que, via de regra, não consegue usar drogas sem se viciar ou sem fazer merda. Diante dessa realidade, é preciso uma medida que coíba esta conduta. Drogas são nocivas para o usuário e para a sociedade. Eventualmente uma ou outra pessoa conseguem fazer uso meramente recreativo sem que isso prejudique a coletividade? Sim, mas é raro. Assim como eventualmente uma ou outra pessoa conseguem beber e dirigir razoavelmente bem. Nem por isso se permite que pessoas que beberam dirijam. Vamos sacrificar milhões de vidas por ano porque meia dúzia consegue fazer uso não nocivo de drogas? Não, né? Vamos sacrificar o prazer dessa meia dúzia para que milhões não morram. Até porque, como eu disse, drogas não são a única forma de se sentir prazer na vida.

Porque quando se fala em drogas todo mundo pensa no EU, no individual, nos SEUS direitos? As pessoas não compreendem que é uma questão muito maior do que isso? Não compreendem os danos que causa à sociedade, o montante de dinheiro que se gasta anualmente, as vidas que se perdem (muitas vezes vidas de pessoas que não tinham qualquer relação com o evento) e o sofrimento dos próprios viciados que querem largar esta porra mas não conseguem? Ok, a vacina talvez não seja a solução perfeita, mas entre sacrificar o prazer de neguinho que quer descumprir a lei e sacrificar milhões de vidas, eu prefiro a primeira opção. A vacina salvaria milhões de vidas sem causar um mal efetivo a quem faz uso dela, então, tem que ser obrigatória sim. Não precisa usar de violência, de repressão. Não precisa pegar a criança à força e vaciná-la. Basta estipular penas significativas para quem não o fizer. Não proponho uma intervenção estatal violenta nem uma pena corporal. Vacina não é pena corporal, vacina é prevenção de doenças e o toxicômano é um doente aos olhos da lei e aos olhos da medicina.

E se você estava começando a pensar em faniquitar sobre o Estado mandar nas suas escolhas pessoais, pense duas vezes, porque ele já manda muito mais do que você imagina, só que você se acostumou com isso. Você não pode sair pelado na rua se quiser (e isso nem ao menos causa danos a outras pessoas), você não pode fazer sexo no meio da rua se quiser, você não pode fazer inúmeras coisas se quiser e não sofre por isso, porque se acostumou com as regras desde pequeno. Então, não adianta esse discurso de “Não vou deixar o Estado mandar em mim”, porque ele já manda e manda em coisas que causam muito menos mal à sociedade. E se você desobedece, pode ser preso. Vá tomar um banho, pentear esse cabelo e passar desodorante, porque na vida real o Estado manda no cidadão naquilo que é indispensável para manter uma convivência minimamente harmônica e segura. E drogas se encaixam nesse conceito, tanto é que é configuram crime.

Sempre tem um Fulano Falácia para dizer “Daqui a pouco o Estado vai querer definir a cor da minha cueca”. Querido, no dia em que a cor da sua cueca for a responsável pela morte de milhões de pessoas, eu acho que seria válido que o Governo defina a cor dela. Chega dessa babaquice focada no EU. O brasileiro médio não é você, é um Zé Ruela que provavelmente vai acabar viciado e fazendo uso irresponsável de drogas e é essa a realidade que deve ser levada em conta, inclusive para o SEU próprio bem, já que este mesmo brasileiro médio viciado pode acabar matando (mesmo que sem querer) sua mãe, seu pai ou seu filho em decorrência do vício, direta ou indiretamente. Droga não é uma questão individual, é uma questão social. É legítimo um Estado estabelecer restrições à coletividade quando a questão se reflete em números alarmantes de mortes e violência como ocorre com as drogas.

“Mas bebida também provoca morte, então tem que proibir bebida também”. Não tenho dados concretos para argumentar. ACHO que o grosso das mortes relacionadas a bebida são oriundas de acidentes de trânsito e justamente por isso se modificou a lei e hoje não pode dirigir nem mesmo quem bebeu um mísero gole de cerveja. Se for isso, não precisa proibir bebida. Porém, se for comprovado que o consumo de álcool (ou qualquer outra merda) gera uma quantidade alarmante de mortes, SIM, O ESTADO TEM O DIREITO E O DEVER de tomar uma atitude para coibir o uso dessa substância. Inclusive contra o cigarro.

E lembrem-se que não estamos falando em proibição, que é algo muito mais complicado e caro (fiscalizar todas as pessoas o tempo todo é muito difícil). Estamos falando de uma VACINA que apenas retiraria a sensação de prazer causada pela droga ou, se fosse o caso, pela bebida ou pelo cigarro. Sinceramente? Se houvesse uma para cigarro, eu pegava o Somir debaixo de cacete e aplicava nele mesmo que ele nunca mais falasse comigo. “Ah, mas cigarro e álcool não são proibidos, então não tem que proibir droga”. Raciocínio muito bacana. Jack, o Estripador matou um monte de gente e nunca foi preso, então eu posso matar quem eu quiser e não podem me prender. Parabéns por estuprar a lógica.

Vamos parar um segundinho só de pensar no que é melhor para o próprio umbigo e pensar no que é melhor para a coletividade? Porque se for melhor para você mas for pior para a coletividade, mais cedo ou mais tarde essa decisão pode voltar para te morder na bunda. Se existe uma forma, ainda que implique um sacrifício pessoal de cada um de nós, de reduzir os índices de criminalidade, desafogar as prisões, desafogar o Judiciário, reduzir a violência e reduzir as mortes, de forma pacífica, através de uma mera vacina, de uma FUCKIN´ GOTINHA NA LÍNGUA, não vale a pena? Se você acha que não, provavelmente nunca perdeu nenhuma pessoa querida para as drogas ou para a violência oriunda dela.

Para usar qualquer argumento hippie e ouvir um palavrão, para usar argumentos que te beneficiem pessoalmente ignorando tudo que eu disse sobre o bem estar coletivo ser mais importante até mesmo a nível individual ou ainda para dizer que se não mexerem com a sua cachaça pode vacinar os drogados sim: sally@desfavor.com

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Comentários (112)

  • Sabe de uma coisa que mata MUITO mais do que 50 mil mortes diretas e indiretas no mundo?

    Sal e principalmente, açucar! É a pior droga já inventada pelo homem. Talvez cocaína seja mais saudável.

    Acho que seria hora de inventarmos uma vacina pra se acabar com o prazer de se comer estes elementos em qualquer refeição.

    Tudo pelo bem da ‘coletividade’ é claro.

    • Sério Hugo? Que decepção… sua lógica está toda errada. Acho que você não pensou antes de escrever isso…

      Sal e açúcar matam QUEM OS CONSOME. As pessoas tem o sagrado direito de SE matar desde que isso não mate OUTRAS PESSOAS que não tem nada com isso.

      • Minha lógica está perfeita e ainda de encontro a sua no cerne do número de mortos e quanto ao Estado intervir com ação autoritária a 100% da população.

        A questão aqui não é se as mortes são causadas por vc a vc mesmo ou a terceiros; mesmo porque se considerarmos a enorme conivência e ignorância das pessoas quanto as quantidades de açúcar que consumimos, alguem está matando alguem indiretamente.

        Drogas sempre existiram e os seres humanos fazem uso delas desde os tempos mais remotos. Se não for cocaína, maconha, vai ser remédio pra dor de cabeça misturado com alguma coisa, vai ser fanta uva com fandangos de queijo, mas vão surgir outras coisas.

        Anlisando a coisa históricamente, são tão maiores as chances desta ‘solução’ darem errado, quanto a merda que pode dar de o governo intervindo ainda mais na vida da população.

  • Pelo aspecto econômico, que país pode se dar ao luxo de perder de 50 a 200 mil pessoas por ano? Ainda mais se for um país em (eterno sub)desenvolvimento, e envelhecendo rapidamente…

    Mas não se trata apenas dos mortos. Fico pensando também nas pessoas (inocentes ou não) que ficam incapacitadas , nos familiares que sofrerão as consequências (não apenas econômicas, logicamente) disso e por aí vai…

    Diante desse quadro, não consigo priorizar qualquer liberdade individual.

    • Eu li uma vez que para cada pessoa que usa droga ao menos dez (entre pais, filhos, conjuges e cia) são afetados a ponto de ser considerado que sua vida está sendo colocada em risco. Porque o risco também é tutelado pelo direito. O perigo, o risco de vida também deve ser combatido quando ele é de tal porte.

      Liberdade individual tem que encontrar limite na vida dos outros. Não é justo colocar a vida dos outros em risco para ter o direito de praticar uma coisa que JÁ É CONSIDERADA CRIME!

      Ora… foda-se, deixa morrer gente porque eu quero ter o direito de cometer UM CRIME! Que bonito…

      • Essa postagem estava bem meia-boca, mas os comentários em compensação dão muita oportunidade de discutir conceitos interessantes;

        1 – O fato de existir uma LEI não significa que ela seja exatamente boa…nem vou entrar no mérito da lei em relação às drogas, só quero deixar claro que não considero um argumento válido.

        2 – Liberdade individual não pode ter limite na vida dos outros pois por definição é individual e diz respeito somente a si mesmo. Prejudicar outra pessoa não tem nada a ver com isso, as leis devem coibir e punir esse dano, não o potencial risco tirando a liberdade das pessoas. O fato do Direito tutelar o risco só me faz pensar que está indo longe demais.

        3 – Qual o porte do risco de vida que deve ser combatido ? Deixar o filho no carro no sol deve ser combatido? Dar doces para os filhos como o Huggo-Yoggy disse? Sal em excesso ? Onde vai parar isso?

        4 – Você leu uma vez que….sério que é esse seu argumento? Esse tipo de dado costuma ser tão chutado ( não dá nem pra dizer que é estimado) que não dá pra levar em consideração.

        • 1) Claro que o fato de ser lei não significa que seja bom! Jamais foi dito isso. Eu mesma acho muitos crimes intoleráveis, como por exemplo aborto. Acho um absurdo que aborto seja crime! O que foi dito é: se é lei, tem que ser cumprida, independente do que a pessoa acha dessa lei. Porque se cada um for cumprir apenas as leis que concorda, vira uma barbárie. Enquanto for lei, não pode fazer.

          2) Potencial risco não deve ser punido? Então você é contra proibir que pessoas bêbadas dirijam? Porque não é fato matemático que um bêbado vá atropelar alguém…

          3) Olha, não creio que alguém aqui concorde que seja bacana deixar o filho no carro no sol. Inclusive existe tipificação penal para diversos tipos de abandono e negligência com filhos, isso deve ser combatido sim. Mas para mim a coisa fica mais grave quando o risco é abstrato, ou seja, quando qualquer pessoa da sociedade pode ser afetada.

          4) Os dados que eu passei, passei com fonte. Gasta o dedinho pesquisando, eu citei as fontes. Ou quer que eu pesquise e cole tudo pronto para você? Eu hein… vocês são muito preguiçosos.

          • 1 – Domingo fui comer na minha mãe e tomei 2 cervejas. Voltei pra casa dirigindo tranquilo umas 4 da tarde. Se tivesse sido parado numa blitz seria considerado embriagado pois o limite da lei é muito baixo.

            2 – Ontem passei o dia dirigindo no calor de SP, peguei 2 horas de trânsito para levar um amigo ao aeroporto. Na volta pra casa estava muito cansado, era de noite.

            Me conhecendo, sei que o cenário 2 é bem mais perigoso que o cenário 1. E é verdade para a maior parte das pessoas. Então vamos também criar uma lei para motoristas cansados. E para os distraídos. E proibir dirigir após brigar com o namorado ( a). E proibir……………………preencha o pontilhado.

            Mas uma vantagem você tem Sally, a tendência atual é o Estado se meter mais e mais na vida das pessoas, o que você aceita com tranquilidade. Pobres de nós que queremos liberdade.

            • 1) Uma narrativa da sua vida não responde a minha pergunta. A lei se baseia no risco, no brasileiro médio e você sabe que você não é o brasileiro médio, caso contrário não estaria aqui, estaria ouvindo pagode e jogando futebol com uma camiseta amarrada na cabeça enquanto sua esposa e seus 47 filhos fazem um churrasco. Seria muito bom poder fazer lei para gente inteligente e lei para idiotas, mas infelizmente não é possível. Logo, para conter os idiotas que se portam como símios cheirados, os inteligentes tem que se submeter a leis que, talvez, para eles não fossem necessárias.

              • Tsc, tsc, tsc….

                O brasileiro médio tem então 47 filhos? Numa quinta de tarde o brasileiro médio está jogando bola? Acho que não…

                Lindinha, você tem estereótipos na sua cabeça que dá até dó…sinto dizer. O brasileiro médio trabalha pra cacete, muito mais horas do que precisaria se não fosse tão burro e desinformado. A média de natalidade no Brasil baixou para 1,9 por casal, mesmo na favela vai ser difícil achar alguém com 5 ou 6 filhos. Sertanejo é muito mais popular que pagode. Acho que você só acertou no churras e quem sabe futibas.

                Mesmo na sua descrição distorcida não tem muita diferença comigo, eu jogo futebol com camiseta na cabeça e gosto de churrasco.

                Sou contra leis preventivas exatamente porque são feitas com base em estereótipos distorcidos e em uma tentativa de generalizar as pessoas.

                O bem comum é o primeiro passo do autoritarismo. A única defesa contra as ditaduras é a proteção das liberdades individuais. O resto é papinho de progressista. Bj pra você que escreve muito bem apesar de tudo.

                • Eu quis dizer que o brasileiro médio é burro e despreparado, foi um exagero proposital. Aliás, uma das principais características da burrice é trabalhar muito. Quem é foda não trabalha 12h por dia.

    • Suellen, as drogas (em especial as ilicitas) são um negócio que causa mortes e que trazem sério prejuízo a um número X de pessoas, mas por outro lado há um número Y de pessoas que tira proveito e mantém o seu padrão social em muito graças a este negócio.

      Num ambiente social onde as oportunidades de progredir pelos seus próprios esforços ou talentos são relativamente parcas, você tende a ficar tentado a escolher entre uma postura ética “a reboque”, uma postura arriscada com resultados imediatos e pouco sustentável a médio e longo prazos ou uma postura oportunista com vistas a tentar se galgar ao alto do jogo.

      Na primeira posição, você acaba sendo mais um na grande massa, sendo praticamente alheio(a) ao jogo sujo. Na segunda posição, você pode ter com sorte algum sucesso, mas tem de saber lidar com as situações para não ficar a perigo. A terceira posição, que seria a mais confortável, na realidade é muito disputada, sendo um espaço no qual a maioria tem quando muito resultados modestos enquanto que é apenas um ou outro que ao final se garante no alto do jogo.

  • Antes de ler os textos eu ja concordei com o Somir e ainda mais depois de ler.
    Não uso drogas, experimentei maconha uma vez na vida e não sinto necessidade nem vontade de experimentar outras coisas.

    Eu acho que é uma questão de principio. Você pode falar que é universo umbigo se quiser Sally, mas eu quero escolher.

    No Estado em que eu moro drogas são ilegais, mas é so eu fazer 4 horas de estrada e estou na Holanda e fumo uma maconha se eu quiser, mais algumas horas e estou na Espanha, onde eu posso andar pelada. Sim, o Estado manda em mim, mas esse Estado aqui proibe uma coisa, aquele do outro lado talvez não.

    Você falou que viciados de verdade até pediriam para serem vacinados. Então beleza, se eles querem ser vacinados, dêem vacinas. Se uma pessoa da sua familia chegou a um estado onde ele não se controla mais (e é considerado doente, como você falou), a familia pode ter a autoridade de dar a vacina.

    Mais uma vez, eu não uso drogas, mas eu quero ter o sagrado direito de sentir o efeito da droga se eu quiser. E’ como se o Estado me mandasse ser virgem até o casamento. Não, eu tenho o sagrado direito de sentir prazer antes do casamento.

    Existem outras maneiras de fazer a coisa, mas obrigar não é uma delas.

    • Quando o “seu direito de escolher” causa mais de 50.000 mortes por ano, eu acho mais sensato que você perca o direito de escolha para que CINQUENTA MIL PESSOAS sobrevivam. Você não?

      • Essa argumentação é muito “e se fosse alguém da sua familia”.

        Como eu disse e como o SOmir também disse: existem outras maneiras. Obrigar as pessoas néao é algo viavel.

        • “Se for alguém da sua família” é algo excepcional, hipotético.

          A morte de mais de 50.000 pessoas por ano é uma realidade constatada em pesquisa.

          Olha, se você conhece outra forma EFICAZ de impedir essas mortes, conta para a gente e também manda uma cartinha para o Governo brasileiro, pois com a miséria e a desigualdade social daqui, tá difícil de combater…

            • Um grande amigo meu que é delegado de polícia me passou esses dados: as mortes apenas pelo uso da droga em si nem são tão altas (quer dizer, segundo estatísticas oficiais da ONU são 200.000 pessoas por ano, não sei se dá para dizer que isso é “baixo”) mas enfim, até onde eu sei, no Brasil, a morte em decorrência de crimes praticados por usuários ou relacionados ao tráfico é altíssima. Só aqui no Rio de Janeiro cerca de 80% dos homicídios estão relacionados de alguma forma com venda ou uso de drogas.

              • Sally, eu também estava pensando em divagar nesse sentido: teu texto diz muito em relação ao bem “coletivo”, e até concordo contigo. Só acrescentaria que é um tanto complexo/foda isso de conciliar o bem para muitos X nossas escolhas pessoais…

                Pensando nesse suave paradoxo, penso que o estado OBRIGAR a determinada não seja lá a melhor alternativa, embora também não consiga pensar em outras que sejam totalmente eficientes.

                • Ge o estado já OBRIGA uma caralhada de coisa menos relevante… não vejo qual seja o grande estranhamento nisso.

                  E não se engane: não é necessariamente apenas sacrificar um bem estar individual por um coletivo, é para o bem DA PRÓPRIA PESSOA também, já que qualquer um de nós pode morrer nas mãos de um drogado ou de um traficante.

                  • Sim, porque se acabarem com as drogas não vamos mais morrer nas mãos de drogados e traficantes. Eles não vão como cogitei antes fabricar novas drogas e encontrar outros meios ilicitos para sobreviver, incluindo sequestros e latrocínios.

                    OS bandidos que hoje nos matam devido as drogas perceberão que agora que não tem esta fonte de renda precisam começar a estudar, se formar, e levar uma vidinha pacata servindo a sociedade como todos deviam fazer.

                    Lindo Sally. Gostei mesmo.

                    • Huggo (com dois gês), esse é seu argumento? Vamos deixar que continuem as mortes por drogas porque se não podem virar mortes por sequestros e latrocínios? Não vamos lutar contra as drogas que já existem, porque podem vir a criar novas drogas?

                      ok…

                    • Não Sally, este não é meu argumento. Citei isso para que “sem drogas” não haveriam marginais, seja o seu.

                      Quanto aos dois ‘g’s’. Fui sugestão de uma numeróloga. Ela me aconselhou a mudar pois isso conciliava melhor com a posição dos astros não sei de onde e que isso ia me ajudar a ser uma pessoa melhor e mais agradável, inclusive na internet. Não notou?! ;)

                    • Meu argumento nunca foi que sem drogas não haveriam marginais… releia o texto

                      E pare de perder dinheiro para a Aparecida Liberato, isso não está te fazendo bem

              • Era o que imaginava. São dados do tipo PCC. Ou seja, Puta Chute do Cacete…

                Qual tipo de falácia é essa de usar dados forçados pra rebater qualquer argumento?

                • Não, não. São dados oficias da polícia do estado do rio de janeiro. Pode procurar. Os dados na ONU também são oficiais, emitidos em 2012, pode procurar também.

                  • Engraçado isso…quando outro dia citei dados do Mapa da Violência você desmereceu pois não batia com sua opinião e perguntou se EU acho que SP está mais violenta…agora dados da polícia do Rio são confiáveis…entendi.

                    • Não, não são confiáveis não. Na realidade, os números são MUITO MAIORES, a polícia tenta sempre minimizar para parecer que está fazendo um bom trabalho.

                      A nossa diferença é que no meu caso, a margem de erro milita a favor do meu argumento.

                      Mas ok, também citei dados da ONU. Se não acredita na polícia do Rio, a ONU está de bom tamanho?

  • Uma coisa que contrapoe o argumento da excecao e pensar que ha pessoas que sao imunes ao virus da AIDS, entao nao tem problema nenhum espalhar a doenca pra todo mundo.

  • Eu acho que o problema, pelo menos nas drogas mais pesadas, não é a sensação de prazer que ela causa no momento, e sim as crises de abstinência depois. Não é por isso que as pessoas se viciam, porque simplesmente não conseguem mais viver sem elas? Claro que nem todos os usuários são viciados, assim como nem todo mundo que bebe é alcoólatra.
    E também nem todo mundo começa a usar por válvula de escape, tem gente que faz “pra bonito”, ou pra seguir a galera. Que falta vai fazer pras pessoas pós-vacina algo que elas nem sabem como é? Também creio que grande parte das pessoas que usam drogas consomem álcool e cigarro, então que fiquem só neles.

    • Ele é um escroto de marca maior, mas não consigo reunir material suficiente, o filho da puta é blindado. Salvo um crimezinho ambiental em sua casa de Angra dos Reis e um piti por andar sacudindo um relógio caro do lado de fora do carro e ter sido roubado, não tenho mais nada

      • Você já fez Processa Eu por bem menos e com bem menos material.

        Tô sabendo que o factoide do malandrinho do programa da Xuxa foi com a intenção de levantar a moral da “atração” encaixada no sábado a tarde justo com o objetivo de cortarem a onda do mercenário, que além de ser um mala, se acha a última bolacha do pacote.

        A Globo achou que tirando o Luck da Band ia se dar bem e de lambuja ainda tirar uma lasca em cima das marcas ligadas ao H… Devem ter se decepcionando quando viram que o cara veio com as mãos abanando. Ele só se segurou porque foi oportunista o suficiente para se agarrar em outras pessoas lá dentro na hora que sentiu que a nau arriscava de ir a pique e ele consequentemente cairia de boca se não pensasse rápido em uma saida para se manter no jogo.

        Lá dentro, a principal valência dele é a Angélica. Se tiver um processo de separação entre os dois, é quase certo que ele fica com as calças na mão.

          • O do Rarinho (3 páginas) é um que faltou jeito para bater mais forte. O do Sanderson é um que rendeu uma série de páginas com o cara sendo tão mercena quanto o Luck.

            Não podemos nos esquecer do merchand feito pelo Narizinho para a Detestácio, do chifre na mulher e dessa agora de ser pego embriagado ao volante.

            Além disso, seria bom investigar o caso do Vata Lelha, que andou rendendo DENÚNCIA lá no Zibarrices Toaumotivas (sei não, mas duvido nada que o tal Mohamed seja testa-de-ferro do malandro, até porque quando se recorre a Lulu como confiável, é sinal de que o trem foi podre).

            • Em todos esses eu tinha mais de DOIS podres da pessoa.

              Se você quer tanto, porque não faz você? Eu infelizmente não tenho material suficiente, daí prefiro não fazer do que fazer com base em fofoca que eu não sei a fonte…

      • Faz umas semanas o narigudo postou numa rede social todo bravinho porque foi andar de bicicleta na orla de uma praia e quase foi atropelado por um caminhão de cimento. Claro que ele ficou praguejando o pobre do motorista que tava lá fazendo um trabalho pesado pra ganhar milão por mês.
        Fiquei sabendo porque o Rafinha postou no facebook fazendo ironias.
        http://ofuxico.terra.com.br/noticias-sobre-famosos/rafinha-bastos-ironiza-post-de-luciano-huck-no-twitter/2012/10/22-152229.html

        • Adoro…

          Só acho que o Rafinha Bastos está sendo muito sutil nessa jogada de usar o próprio veneno dos hipócirtas: arregaçar e depois pedir desculpas. Muita gente não vai entender

    • Caralho, o Rafinha vai morrer na miséria desse jeito! Todo mundo processa ele, ele é o próprio PROCESSA EU ambulante. Ele deve ganhar muito mais din din com as polêmicas do que perde com os processos, senão era pra ele ficar com a boquinha fechada.
      Sale e Tomir, vcs nunca serão processados porque vcs não tão na moda, vcs são pobres e não tão na mídia. O bom de processar é o Rafinha. O que eu posso fazer pro Rafinha me esculachar e eu jogar processo? Será que se eu chamar ele de Dá Cu na rua ele me dá uma porrada na frente de testemunhas?

      • Não precisa estar na mídia para ser processado não, viu? A gente não é processado porque neguinho sabe que vai perder e vai ser declarado _________ (insira a ofensa que quiser) por sentença.

        Processo só é gratificante quando amedronta o réu, quando intimida. Tá cheio de vizinhos que brigam entre si, não são famosos, se xingam e se processam. As pessoas sabem que se nos processarem vão nos fazer mais bem do que mal: vamos ganhar fama, não vamos ter que pagar advogado e ainda vamos rir muito disso.

        • Acho que deve estar fazendo uma falta informações do tempo em que o “bonitinho” estava lá pelas bandas da Jovem Pan. Talvez tenham podres interessantes o suficiente para turbinar o artiguete, mas como isso representaria “voltar aos anos 90” seria um trabalho pra lá de difícil.

            • Sally, isso demandaria um pouco mais de pesquisa. Se tivesse um pouco mais de contato com o pessoalzinho de Sampa, seria de mais ajuda.

              O podre do H (e essa foi a motivação por trás da contratação do Huck) era que a produção seria independente (aham, sei!) e que ele seria de total responsabilidade de seus produtores.

              A vinheta informando disso aparecia tanto quando o programa era colocado no horário nobre (aproximadamente no mesmo horário que passa hoje o programa do R. R. Soares lá) quanto quando passava a reprise (no início da tarde de “tapa-buraco” na programação).

  • “Não basta achar uma solução mágica, tem que aplicá-la também. O Estado que pode impor a vacina anti-drogas também poderia impor uma anti-questionamento, anti-revolução, anti-iniciativa pessoal… Ou mesmo anti-homossexualidade, anti-ateísmo…

    Tudo com a mesma lógica do “bem geral”. O conceito de bem geral pode diferir de uma pessoa para outra, todo mundo parece saber como resolver todos os problemas do mundo numa tacada só. Todo mundo foi provado errado pelo tempo.”

    Comentário perfeito do Somir.

    E sou à favor da legalização da maconha, eu fumo frequentemente e não sou dependente disso. É algo que faço com os amigos, quando bebo, quando escuto uma boa música, em casa pra relaxar no meu sofá ao som de John Coltrane. Não me afeta pra dirigir, não me torna violento, nem mesmo inconveniente.

    Cada um tem sua visão, sei que a Sally é contra qualquer coisa que modifique suas sinapses, ou contra qualquer pessoa que precise disso… mas ninguém precisa concordar, aceitar, gostar…

    “Aceito, só não fume perto de mim”, acho triste quando me diz isso. E prefiro é que a pessoa já fique longe logo.

    Mas é só a minha opinião.

    • Mas VOCÊ é uma tremenda exceção quando pensamos no brasileiro médio, você sabe disso.

      É a mesma coisa que se eu disser: “Eu acho que todo mundo tem que andar com uma arma na bolsa, porque eu ando armada e nunca feri ninguém, sou super responsável.”

      Como eu sei que o brasileiro médio tem a mentalidade de um orangotango com síndrome de down bêbado, eu prefiro abrir mão de certos privilégios que eu poderia ter (como por exemplo poder matar quem eu quiser – o mundo ficaria melhor se eu pudesse sair matando) e que isso seja proibido a todos, já que se todo mundo tivesse esse direito viraria um caos.

    • Bom, sobre o texto, vou com a Sally porque não acredito que uma vacinação possa dar ao Estado o direito de ser contra outra coisa por “carona” sem uma justificativa para outra ação, mesmo que similar em forma. Não é porque ele proibe matar que tentará criar leis contra andar, falar, se mexer. Não tem justificatva que vincule uma liberação de vacina anti-drogas e uma liberação de qualquer coisa anti-ateísmo.

      Também não acredito que o ser humano privado de uma fonte de fuga da realidade, que ele “despiroque” de vez. Da mesma forma que existiram “modismos” de drogas que passaram por si mesmos (e não houve revolução porque o traficante deixou de vender a droga preferida de alguém), acredito que o ser humano busque outras fontes de prazer e relaxamento.

      Deja, eu amo vc, mas uma frase que eu discordo de 100% das pessoas que se justificam com ela é essa: “Não me afeta pra dirigir”. Eu acho que eu dirijo bem quando bebo, mas quando vejo o vídeo, vejo que meus reflexos estavam sim alterados. Todos os estudos que são feitos sobre esse assunto mostram que sim, que os reflexos são alterados e pioram com drogas lícitas como alcool e ilícitas. Alguns mostram que até o cigarro pode prejudicar o modo de direção.

      Ontem mesmo um cidadão (só que não) estava ao celular e fumando num carro na minha frente. Quase derrubou um motociclista, quase bateu no carro do lado e deixou uns 10 entrarem na frente dele por não andar quando o trânsito andava. Se ele bate no meu carro eu ía ficar umas 20 vezes mais puta do que se tivesse sido um acidente por um buraco, pista molhada ou pedestre desavisado porque ele poderia ter esperado dez fuckin minutos e ter ligado, fumado, virado do avesso, enfim…

      Sei lá, mas eu vejo TANTA desgraceira no meu caminho diário (são quase 100 km todos os dias), e TANTA coisa que poderia ser evitada, que eu não consigo ser favorável… Como a Sally disse, o brasileiro médio é o cara que não dá seta e ainda acha que tem razão…

      Para liberação de drogas teria que ter duas coisas que hoje eu vejo como inviáveis: aumento de penas para qualquer coisa causada/ piorada/ influenciada pelas drogas, com exames obrigatórios. Bateu o carro e matou alguém? Exame de sangue… Se vc assume o risco, tem que pagar por ele. E outra é estabelecer os protocolos de atendimento médico no sistema público de saúde de forma que não onere o resto da população. Porque hoje já é ruim, se fosse liberado seria um pouco pior.

      A própria Holanda deu vários passos atrás em relação à liberação. É complicado… é complicado…

      • Você não entendeu bem! Discorde ao menos com algo que eu realmente tenha desejado dizer.

        Não bebo, nem fumo e saio dirigindo e acho isso um absurdo. Ainda mais que tenho um grande amigo que perdeu alguém vítima daquele deputado Carli Filho…

        Quis dizer que eu faço isso e não saio dirigindo, nem por aí agredindo ninguém, nem nada.

        Agora Sally… acho que já existiu um governo que queria decidir pelo povo o que eles deveriam fazer, agir, como se portar. Tu acredita mesmo nisso?

        Liberdade, sou à favor, mas com leis rígidas e fiscalização para que não vire libertinagem.

        Lembra da lei seca nas estradas? Vapor de água, infelizmente.

        • São coisas diferentes. Jamais vou defender que um governo me diga o que fazer e o que não fazer. O que eu defendo é quem um Estado imponha as restrições necessárias quando algo causa mais de 50.000 mortes por ano. Se uma conduta minha desembocar em algo assim, eu gostaria de viver em um Estado que a proíba.

          • Humm… 50 mil mortes em um ano? Causadas como exatamente? Overdose? Quais drogas? Maconha? Cocaína? Crack? Álcool e o cigarro?

            Nunca confio nesses números.

            Pra mim não são coisas diferentes. Eu tenho e quero ter a liberdade e o direito de usar o que quiser, se eu beber, me drogar e causar danos à terceiros, sejam materiais ou não, que exista punição e pronto.

            “Pago o que consumo, se quiser beber eu bebo, se quiser fumar eu fumo”, como diz a música…

            Sua opinião, meu respeito por ela.

            Mas acho um absurdo.

            Prefiro educar e tornar o povo mais inteligente, culto, capaz de discernir e decidir por si mesmo o que fazer. Consciente dos benefícios e malefícios.

            Já que a idéia da vacina e a obrigação dela foi um pensamento delirante… tudo bem eu expressar esse meu de que seria possível educar todo mundo…

            • Quando o SEU direito de fazer algo coloca a vida de várias pessoas em risco, digo, em uma situação de risco acima do normal, é egoísmo persistir lutando por esse direito.

              Eu sei que VOCÊ provavelmente não causa risco a ninguém, mas a maior parte da população não é você, são marmotas debilóides.

                • Concordamos em discordar. Eu acho que podendo evitar uma quantidade enorme de mortes, não tem que esperar as mortes acontecer quando o sacrifício que se pede em troca é que neguinho cumpra a porra da lei e não use drogas.

                  É proibido por lei, cacete. Porque as pessoas se sentem no direito de achar que podem não cumprir a lei se não concordarem com ela?

                    • Não só podem como DEVEM. Mas enquanto a lei estiver em vigor, tem que ser respeitada.

                    • Consumir é crime? Qual a punição? E foi uma boa idéia minha uma foto fumando em frente um carro da polícia civil? Só pra saber.

                    • Claro que consumir é crime! Leia a Lei 11.434 de 23 de agosto de 2006.

                      Se for apenas consumo, não há pena de prisão. Mas a lei é traiçoeira, muita coisa pode ser enquadrada como tráfico:

                      Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar.

                      § 1o Nas mesmas penas incorre quem:

                      I – importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas;

                      II – semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas;

                      III – utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.

                      Daí a coisa fica mais violenta e você pode pegar até 15 anos de prisão.

                      obs: Ainda tem estas duas modalidades que pegam muita gente desprevenida:

                      § 2o Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga: (Vide ADI 4274)

                      § 3o Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem

                      As pessoas pensam “se eu não vender, não é tráfico” ou “se não for uma quantidade enorme de droga não é tráfico” mas não é assim que a banda toca.

                      Com VOCÊ, não vai acontecer nada, porque você é branco, de classe média e com instrução. Mas com favelado qualquer merdinha dessas é 15 anos de cadeia.

              • Então se supostamente um suposto amigo fosse comprar uma suposta quantidade de 150g para supostamente dividirmos e supostamente usarmos em um suposto churrasco no final de semana, supostamente seria um crime grave, né.

                Só suposições.

                • Depende. Pode dar uma merda grande sim.

                  Não existe UM critério objetivo para determinar se é tráfico ou uso, uma série de critérios são avaliados no momento em que a pessoa é flagrada. Em tese, são critérios até justos, mas na prática…

                  Na vida real, esses critérios são: cor de pele, nível social, capacidade subornativa, aparência, roupas e grau de humildade quando abordado pelo policiais.

                  Supostamente, se essa pessoa hipotética não se emputecer e partir para cima dos policiais com agressões físicas ou verbais, creio que não teria maiores problemas.

                  • É, o suposto amigo não é afrodescendente…
                    De qualquer forma eu fiquei o dia no hospital ontem e eu preciso parar de fumar qualquer coisa, segundo o médico.

                    As artérias no meu cérebro não estão curtindo meu estilo de vida de quem está passando por crise dos 30 e pensa que está em Woodstock.

                    De volta ao Toddy gelado.

                    • DE NOVO? Porra, você já não havia tido um pré-AVC ou coisa do tipo?

                      CARALEO, você precisa urgentemente de uma esposa que te faça ter vontade de cuidar de você mesmo! (vontade = se não se cuidar apanha)

                    • Foi um mini-avc! E estava quase com um inteiro ontem e tal.

                      Preciso é de vergonha na cara, e vou ter. Vou voltar a ser geração saúde. Eye Of The Tiger!

                      Hipertensão é uma merda.

                    • Porque você não casa com o Somir? Assim quem sabe cuida um do outro e vocês param de detonar a própria saúde!

          • Conhece Caio? Esse meu amigo era muito, mas muito próximo do Rafael Yared, morto no acidente causado pelo Carli Filho que ainda está livre…

  • Sale, comofas pra falar com seu anjo?
    Vários posts vc diz falar com meu anjo. É tipo aquele livro do Oausto Fliveira Meu Anjo?

    • Diabo, é uma referência a aquele piti que a Xuxa deu dizendo que os leitores não mereciam falar com ela nem com o “anjo” dela, que no caso seria a filha. Meu anjo é o Somir, para falar com ele basta encaminhar um e-mail para somir@desfavor.com e orar muito para que um dia ele tenha a boa vontade de responder.

      • Diabo, por favor: se ele responder poste aqui. Não sei porque eu acho que a resposta será deveras interessante…

  • Prazer que vicia, que torna a pessoa escravo não é um prazer válido. Se tivesse vacina contra os efeitos “prazerosos” da bebida e do cigarro também deveria ser obrigatório.

    • Mas nem precisava de motivo, eu adoraria ser amiga do Rafinha Bastos apenas pelo que ele é: um escroto farinha do mesmo saco que Somir e eu!

      • Sally, o Rafinha é mais IMAGEM de fodão escroto. Na real, a história é bem diferente, sendo uma pessoa bem séria e até tímida. A apelação foi mais pra alavancar.

        • Não vejo incompatibilidade entre seriedade, timidez e ousadia. Para falar o que pensa, para causar polêmica pela coragem não precisa ser extrovertido nem brincalhão!

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    Rorschach, El Pistolero

    Concordo com o Somir nessa. Se as únicas opções são “ser obrigatório” ou “não ser obrigatório”, fico com não ser obrigatório, já que existem outras maneiras de usar essa vacina para resolver o problema das drogas.

    Absolutizar que TODAS as pessoas tomem a tal vacina é rejeitar os dados das pessoas que usam drogas de forma recreativa e não correspondem um risco para a sociedade.

    O exemplo das bebidas é perfeito. Acidentes de trânsito existem aos borbotões, todos causados pela bebida. Porém, álcool não é proibido para maiores de 18 anos. O que é proibido é beber e dirigir.

    Dessa forma, acho que a medida mais correta seria o Estado usar a vacina em quem é realmente viciado e não tem controle sobre as drogas. É mais fácil (e barato) reunir só os drogados e vacinar do que a população inteira, resolve o problema das drogas e ainda respeita a liberdade pessoal dos cidadãos (desde que eles não comecem a atrapalhar o direito dos outros).

    • Então devemos esperar que a pessoa de fato se vicie, faça alguma merda do tipo matar a minha mãe ou o seu filho, para só depois aplicar uma vacina?

    • Bom lembrar do álcool. O álcool é legalizado, o que criaria dois problemas gigantes caso a vacina existisse:

      1) Se a vacina não compreender o álcool, o consumo EXPLODE.
      2) Se a vacina atacar o álcool, a população toda entra em abstinência de seu maior e mais difundido vício. Boa sorte contendo o povo.

  • Assumindo que exista uma vacina anti drogas, acho que deveria obrigar a aplicaçõa sim. visto que o uso de drogas lícitas ou não não traz nenhum benefício a sociedade.

    Porém como isso ainda naõ existe, acho que deveira tornar o uso crime. Porque se é crime dirigir bebado, fazer com que o trafico gire também deve ser crime. Quanto a punição ao usuário, internação compulsória pelo tempo necessário para desintoxicação.

    Mas tudo isso é conto de fadas.

    • Mesmo que você acredite em subserviência ao Estado como melhor solução, como definir que as drogas ilícitas são exclusivamente danosas para a sociedade? Não tivemos nenhum período histórico depois da organização social que estivesse livre delas para comparar.

      Eliminar a sensação de prazer das drogas não elimina de vez o que atraiu as pessoas para elas desde o começo. A vacina não elimina a necessidade de “fuga” ou a marginalização economico/social. Problemas não desaparecem da noite para o dia, eles vão se adaptando a nova realidade… E se as drogas forem o bode expiatório?

      Se o Estado comete a atrocidade de forçar seus constituintes a tomar uma vacina dessas e os problemas das drogas encontram apenas uma nova “cara”? Pode descambar para algo ainda mais primal.

      • E nem vai ter possibilidade de se tornar realidade tão cedo. Uma vacina contra os quatro tipos conhecidos do vírus da dengue ainda tá na pendura… Imagina então uma vacina “antidrogas”.

        • Nunca vai se tornar realidade. Mas o exercício imaginativo enriquece, aprender a pensar em abstrato é um estímulo interessante para o cérebro. Porque não exercitá-lo? Foi uma proposta fora do convencional de Ele Disse, Ela Disse

  • Obrigar, não. Colocar como método de tratamento, disponível a quem precisar, sim. o fato de obrigar parece ser uma solução muito vantajosa, mas como o Somir disse, nada é tão simples assim. Sou meio de bater na mesma tecla de que (como sou inocente) a educação dá conta desse e de muitos outros problemas. Nos casos mais extremos, a droga está associada a outros fatores de violência como a pobreza e a falta de perspectiva, lacunas que podem ser preenchidas por um sistema de educação e projetos na área. É claro que essa solução não abarca todos os contextos e situações em que a droga faz merda na vida das pessoas. Mas assim a sociedade, aos poucos, vai resolvendo um pacote de questões além das drogas. O Brasil é um cocô nesse sentido – eu sei – e talvez esse quadro nunca se resolverá em um século, mas a obrigatoriedade dá a sensação de que o problema é de fora pra dentro, e penso ser o contrário.

    • A Lei-Seca americana é um exemplo perfeito de como tentar tirar as drogas da equação sem tentar resolver mais nada antes acaba piorando as coisas. Vão ser as mesmas pessoas sem as drogas… Vale a pena abusar tanto da liberdade pessoal por isso?

    • Alexandre, a pessoa é obrigada a não usar drogas pela lei, a vacina seria apenas uma forma de dar efetividade a uma proibição que já existe.

      Garanto que se houvesse uma vacina que impedisse os outros de ESTUPRAR, todo mundo concordaria que deva ser obrigatória, né? Sabe porque? Porque com estuprador ninguém se identifica. Já com usuário de drogas… todo mundo tem seus “vícios” e acaba pensando em causa própria em vez de pensar no bem da coletividade.

      • Eu não concordaria com obrigatoriedade de vacina anti-estupro, nem mesmo com vacina anti-pedofilia. Mas vai ver eu esteja pensando em causa-própria… vou lá estuprar uma criança e já volto.

  • Acho que não existe esse negócio de “liberdade individual” se essa liberdade pode prejudicar outras pessoas.
    Mas não mexam na minha cerveja.

  • Só pode ser o DNA argentino-esquerdista da Sally pra justificar defender uma barbaridade dessas. Vacina compulsória para eliminar o prazer das drogas ?

    Bem vindo Estado Autoritário e Totalitário. Cortesia de Sally Surtada. Uma coisa é brincar de ditador na RID, outra bem diferente é a realidade.

    O fato de o Estado já se meter demais na minha vida não faz com que eu aceite isso facilmente. Se esse raciocínio valer, temos que aceitar o aumento da corrupção de políticos, afinal já se faz isso mesmo…

    Discordo totalmente de que o que é melhor pra coletividade se sobrepõe ao direito individual. Não existe “coletividade”, existem indivíduos. Eu não faço parte nem quero fazer de nenhuma coletividade, isso é coisa de socialista mal-resolvido.

    A maior parte das atrocidades da humanidade, as mais sangrentas ditaduras foram em nome do “bem comum”. Comunismo, Nazismo, fascismo, todos começam com essas causas nobres e esmagando os direitos individuais. É questão de tempo para os donos do poder incluírem causas menos nobres e mais pessoais na pauta do “bem maior”.

    Mil vezes não para uma vacina dessas. E sou contra a libração da maconha e outras drogas no Brasil nos próximos 50 anos no mínimos. Fazemos assim, quando estivermos no topo do ranking da educação voltamos a falar de liberar um baseadinho pra mulecada ok?

    • Não basta achar uma solução mágica, tem que aplicá-la também. O Estado que pode impor a vacina anti-drogas também poderia impor uma anti-questionamento, anti-revolução, anti-iniciativa pessoal… Ou mesmo anti-homossexualidade, anti-ateísmo…

      Tudo com a mesma lógica do “bem geral”. O conceito de bem geral pode diferir de uma pessoa para outra, todo mundo parece saber como resolver todos os problemas do mundo numa tacada só. Todo mundo foi provado errado pelo tempo.

      • No dia em que alguma coisa provocar mais de cinquenta mil mortes de inocentes por ano, eu vou dar o maior apoio para o Estado vacinar qualquer merda que seja

        • A maconha causa mais do que cinquenta mil mortes de inocentes por ano? Porque ela é ilegal e faria parte da vacina.

          “Mas é como um todo!”

          Ok, então podemos agrupar vários elementos que causam mortes, e ao chegar a 50 mil, vacinar compulsoriamente.

          Gordura. Alimentação desregulada mata mais de 50 mil por ano, fácil. Bota uma vacina que estraga o gosto de todas as comidas que não sejam saudáveis. Claro, ninguém mais vai conseguir comer chocolate, quem nascer depois disso nem vai saber o gosto que ele tem, mas é para o bem geral, não?

          “Mas chocolate não é ilegal”

          Cigarro e álcool também não são. E matam mais de 50 mil por ano. E aí, onde fica a linha? É bem geral ou é defesa de próprio modo de vida? O que você gosta e faz mal pode porque você sabe se regular, mas o que você não gosta e faz mal não pode porque os outros não sabem se regular?

          Parece aquela argumentação barata de ser a favor da pena de morte “porque não é assassino”.

    • Garanto que se houvesse uma vacina que impedisse os outros de ESTUPRAR, todo mundo concordaria que deva ser obrigatória, né? Sabe porque? Porque com estuprador ninguém se identifica. Já com usuário de drogas… todo mundo tem seus “vícios” e acaba pensando em causa própria em vez de pensar no bem da coletividade.

      Vai tomar banho, pentear esse cabelo, passar um desodorante e aprender a pensar no bem estar coletivo em vez de pensar feito um hippie que vende gnomos na beira da estrada.

      • O grande e poderoso que da questão é a irrealidade da situação. Porque não existiria vacina como essa que não causasse efeitos colaterais. Na teoria, é muito bonito, mas mesmo que fosse algo do tipo, o Estado não pode obrigar alguém a ter efeitos colaterais de um remédio. Mesmo campanha de vacinação é voluntário, não é? A pessoa as vezes não se vacina pro próprio bem, vai pensar na coletividade?

        • Quem disse que não pode existir uma vacina que não cause efeitos colaterais?

          É evidente que estamos trabalhando no campo da abstração aqui: essa vacina não existe nem vai existir. Mas no tema proposto, seria apenas uma vacina que impede os efeitos prazerosos do uso de drogas.

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