Desfavor Explica: Educando Gatos.

Um erro muito comum que as pessoas cometem (inclusive Siago Tomir) é pensar que ao adquirir um gato o animal vai ser autodeterminar de forma livre e imutável e que não existe nada que o humano possa fazer para educa-lo. Isso é mentira, se alguém te disser que um gato não pode ser educado ou até mesmo adestrado, a pessoa está enganada. Ter um gato não significa deixar o animal livre para fazer o que quiser, gatos precisam de educação e limites.

Evidente que gato não é cachorro e justamente pela enorme diferença que existe entre eles, os métodos usados com cães não costumam dar certo com gatos. Isso quer dizer que um gato não possa sofrer a intervenção humana para moldar seu comportamento? De forma alguma, pode e deve, qualquer animal mal educado é um inferno. Qualquer animal ao qual se permite fazer o que quer é mal educado. Porém a estratégia adotada com os gatos deve ser diferente. Leia o texto e conheça algumas formas de educar e até mesmo adestrar seu gato.

A relação do gato com o humano não se baseia em subordinação/dominação como ocorre com os cães. O gato não se sente subordinado ao dono, por isso, não espere que um gato obedeça com base no medo, na intenção de te agradar ou da violência. Conforme-se que você não vai ter dominância sobre ele, mas pode ter autoridade. E autoridade já basta para educa-lo. Autoridade e inteligência, pois muitas vezes para conseguir o que se quer de um gato é preciso trollar o animal. Sim, você vai precisar de tempo e paciência, se não tem ambos compre uma planta.

A primeira coisa que você tem que saber é que o gato apenas se importa e respeita o ser humano ou animal ao qual ele está afeiçoado. Não espere que visitas ou estranhos consigam algo do gato. Uma vez que estabelece um vínculo de afeição, o gato tende a observar e imitar o ser humano ou o animal ao qual ele se afeiçoa. Quem tem gato e cachorro que convivem harmoniosamente desde pequenos sabe que não raro o gato levanta a perninha para fazer xixi, por ter observado o cão fazer o mesmo.

É por causa desta observação que gatos acabam aprendendo a abrir portas, abrir geladeira, e outras condutas que seriam exclusivamente humanas. Não, ele não é “espertinho”, é um medo imitador. Seu gato está de olho em você e provavelmente vai tentar copiar muitas condutas suas que lhe gerem algum benefício. Ênfase no “que lhe gerem algum benefício”. Um gato dificilmente fará algo com a única intenção de agradar seu dono, isso é coisa de cachorro. O gato faz algo que lhe gere algum tipo de benefício ou recompensa: comida, carinho, brincadeiras, etc.

Então, existem três formas de lidar com seu gato: reforço positivo, premiando quando ele faz algo certo, punição quando ele faz algo errado e trollagem quando a punição se mostra ineficiente. Independente destes três estímulos, existe um exercício para reforçar sua autoridade que eu particularmente sou fã e recomendo que se pratique regularmente: pegue seu gatinho pela pele do pescoço (forma como a mamãe gato carrega seus filhotes), o que por si só já vai deixa-lo em estado de atenção. Depois deite seu gato de lado (recomendam deitar do lado esquerdo do gato, mas para mim tanto faz) e, mantendo-o deitado de lado, coce sua barriga com leves (eu disse LEVES) arranhadas. Se tudo der certo, as perninhas dele vão encolher e ele vai ficar imóvel. Isso reforça sua autoridade sobre o gato, faça de tempos em tempos para que ele lembre bem qual é o esquema na casa onde vive.

O reforço positivo é muito eficiente, mas para isso é preciso que o gato efetivamente faça algo certo. Pode ser um petisco, um carinho ou até mesmo alguns minutos de uma brincadeira que o gato goste. Deve ser imediatamente depois do ato que se pretende encorajar, caso contrário o gato não fará a associação desejada. E cuidado para não transformar o reforço positivo em chantagem: depois que o animal entender que você está encorajando o ato, depois que isso ficar bem claro, recompense algumas vezes sim e outras não, se não periga do bicho só fazer a coisa certa quando ganha recompensa, te chantageando.

No caso de gatos que estão fazendo besteira, é necessário punir. Mas é preciso muito cuidado na hora de punir. Primeiro que a punição tem que ser NA HORA em que o gato estiver fazendo besteira, não adianta punir depois, quando chega em casa e encontra o desastre feito. Se não for na hora, não resolve e ainda causa mais problemas. E mesmo sendo na hora, uma surra, gritos ou demonstrações de ira não tem qualquer eficiência com estes animais. Se o gato perceber que você está se voltando contra ele, ficará chateado e passará a se afastar de você, te respeitando cada vez menos. O máximo de punição física que uma pessoa pode tentar de forma produtiva contra um gato é dar umas cutucadinhas de leve com o dedo na bochecha ou na cabeça do gato, como se estivesse imitando uma patada dada pela mamãe gato. Atenção, a força tem que ser similar a uma patadinha de um gato, não é para sentar o dedo no bicho!

Se estas dedadas de leve não resolverem, você pode tentar uma outra opção para repreender o gato. Trave sua mandíbula fechada e assopre com força. Vai sair um barulho, algo como um “fffffffttt”, similar ao ruído que os gatos fazem quando estão brigando ou se sentindo ameaçados. Alguns gatos são altamente responsivos a esse estímulo sonoro e param na hora o que quer que estejam fazendo. Outros nem tanto. Se o seu gato compreender que esse ruído é sinal de que aquela conduta não será tolerada ótimo, se não, parte-se para a última solução, mais radical: o ataque direto causando mal estar no animal.

Não é para bater, não é para gritar. Lembre-se, você não quer que seu gato tenha medo de você, se afaste de você. Quanto mais ele se afastar, menos vai te respeitar e te obedecer. Por isso, nesta última alternativa, quando o gato estiver fazendo merda, você se aproxima sem olhar para ele, sem dizer uma palavra e borrifa água no corpo do animal. Confesso que quando estou muito puta miro bem no cu, que é para incomodar bastante, mas se você for uma pessoa evoluída, um borrifo de água no tronco basta. Borrifa, vira e sai. Se o gato não perceber que o borrifo partiu de você melhor ainda, o ideal é que a punição tem esteja associada ao ATO e não ao dono. Muita gente não quer ficar molhando a casa e não gosta desta solução, então, uma tática alternativa é jogar as chaves na proximidade do gato. Nas proximidades, não NO gato! O barulho das chaves caindo vai assustá-lo e ele não vai saber de onde veio, só vai associar que quando ele faz aquilo, cai um troço sinistro e barulhento perto dele = não é bacana.

Tudo muito lindo, mas existem situações onde nada disso funciona. Vamos analisar os problemas mais comuns e planejar uma solução específica para cada um deles. A palavra chave é INTELIGÊNCIA, lembre-se, você é mais inteligente que um bicho de quatro patas, use isso a seu favor em vez de apelar para força bruta.

Gatos costumam ser animais limpos e normalmente aprendem a usar a caixa de areia observando sua mãe, dispensando treinamento para isso. Porém existem casos onde algo dá errado, como por exemplo quando a mamãe gato mora em uma casa e faz xixi no quintal e o filhote é levado para um apartamento. Este filhote aprendeu que quando tem que fazer xixi tem que sair e procurar grama, então, é isso que ele vai fazer. Como não vai encontrar grama, ele vai procurar o que houver de mais parecido, provavelmente um fuckin’ tapete. Seu dono vai pensar “Mas que gato filho da puta que eu comprei, ele sempre vai fazer xixi justamente no tapete!”. Não bata, o animal estava bem intencionado. No raciocínio dele, o tapete se adequava ao que lhe foi ensinado.

Muita calma. Primeira coisa que você tem que saber se tem um gato mijão que faz xixi pela casa: existem dois tipos de xixi, aquele normal de quem está com a bexiga cheia e outro usado pelos gatos para efetuar uma marcação de cunho sexual (e não territorial como muitos pensam, mijo territorial é o mijo canino). Você pode observar pela quantidade de xixi: se for muito, é bexiga cheia, se for um esguicho ou uma borrifada, é a marcação sexual, que pode ser realizada tanto por machos como por fêmeas, ocasião em que geralmente eles empinam a bunda e levantam o rabo. Para cada um deles há soluções diferentes.

Vamos falar primeiro do xixi de bexiga cheia. Antes de mais nada, certifique-se de que o “banheiro” do seu gato está adequado às suas necessidades: a caixa de areia deve estar sempre limpa, muitos gatos simplesmente não fazem se estiver suja. Também deve estar a uma distância considerável (mais de 2 metros) do local onde o animal come e dorme, gatos não fazem suas necessidades perto de onde comem e dormem. Se está tudo ok com o “banheiro” do gato, então você deve partir para um tratamento de choque. Confine o animal em um espaço pequeno, onde de um lado esteja sua cama e comida e do outro o banheiro. Como eu disse, gatos não fazem xixi perto de onde comem e dormem, por isso o bichano não vai ter escolha: ou mija na sua cama, ou mija na caixa de areia. Ele vai mijar na caixa de areia, acredite. Deixe o animal nesse regime de confinamento por 5 a 10 dias, isso deve bastar para ele aprender que a caixa de areia é o lugar certo para se aliviar.

No caso do xixi como marcador sexual, que é efetuado tanto por machos como fêmeas, pode ser resolvido com castração. Um pequeno detalhe: nos machos, esta castração deve ser feita antes da puberdade, pois depois que ele viram machos, mesmo castrando existirá uma programação mental para continuar fazendo. Fêmeas castradas em qualquer idade param com essa nojeira. Seu gato macho já é adulto e não foi castrado? Tarde demais para resolver o problema assim. Mas calma, ainda existe um pequeno truque, vamos trollar o gato.

Limpe o xixi, mas em hipótese alguma limpe com cloro, amoníaco ou similares, pois estas substâncias exalam um cheiro que atrai o gato e farão com que ele volte a fazer xixi no mesmo lugar. Depois de limpar, você vai fazer o seguinte: transforme o local mijado ou na cama do gato, ou no local de alimentação. Novamente, gatos não fazem xixi onde comem e dormem, então, aquele ponto crítico onde o animal cisma de fazer xixi pode ganhar uma caminha por cima ou uma tigela de comida, assim ele vai se ver obrigado a não urinar mais ali.

Supondo que a disposição física da sua casa não permita isso (ninguém quer uma tigela de comida no meio da sala), ainda existe uma última cartada: gatos exalam um determinado odor que usam para marcar tudo que lhes é querido: brinquedos, sua cama, humanos etc. É o que se chama “marcas de afeição”. Esse odor vem em sua maioria de glândulas localizadas no rosto do gato. Use isso contra ele.

Vista luvas e pegue uma gaze. Esfregue gentilmente a gaze na área que vai do canto da boca até atrás da orelha do gato (bochechas). Esta gaze vai ficar impregnada com o cheio utilizado pelo gato para marcar as coisas pelas quais ele tem afeição. Daí você vai no lugar onde o mijão costuma urinar (evidentemente depois de limpá-lo) e esfrega a gaze ali. Quando o gato voltar, ele vai sentir o cheiro da marca de afeição e dificilmente vai mijar em algo que ele supostamente “marcou” como sendo precioso e querido. Gato se adestra sim, mas com inteligência e não com pancada. Esfregue o cheiro do gato todos os dias por algum tempo até desacostuma-lo de vez a urinar ali,

Outra reclamação comum: o gato que arranha tudo. Muita gente pensa que gatos arranham de sacanagem ou pelo mero afiar das unhas (o que se resolveria apenas cortando as unhas), mas na verdade quando o gato arranha ele libera um odor por entre os dedos que funciona como uma espécie de “marca de presença”. É a forma do animal alertar que esteve ali, justamente por isso, pela finalidade de marcar presença, gatos arranham os lugares mais visíveis, como o braço do seu sofá.

Resolver o problema dos arranhões demanda vigilância. Quando o gato começar a arranhar, tente uma das técnicas de punição. Normalmente eles só reagem à última instância (borrifo de água ou jogar as chaves) mas tente as mais leves antes, quem sabe com seu gato dá certo. Você vai ter que repetir esta bronca cada vez que o animal começar a arranhar. Uma coisa que pode facilitar sua vida é comprar um arranhador e colocar nas proximidades (ou até mesmo na frente) do local onde o gato costuma arranhar. Geralmente, basta que ele esteja em um local visível que o gato acaba usando-o. Spoiler: prefira os arranhadores verticais, pois os gatos gostam mais. E quanto mais alto, melhor. Gatos normais costumam obcecar com arranhadores altos e esquecem do sofá. Para não ter erro, espalhe uma erva chamada CATNIP, também conhecida como “erva do gato” no arranhador e divirta-se com seu gato se comportando como o Rafael Pilha.

Agora é tarde? O gato já detonou o braço do seu sofá? Calma, ainda há esperanças. A tendência é que ele volte sempre ali, então, a primeira coisa é cobrir a área arranhada com uma superfície bem lisa, pois gatos não acham graça em arranhar coisas lisas. Você pode colar um papel Contact provisoriamente ou improvisar outra solução Depois deixe um belo arranhador vertical à vista e se ainda assim o ataque ao sofá continuar, monte armadilhas para seu gato, coisas que caiam ou que façam barulho quando ele subir no sofá ou chegar perto dele. Já vi gente usando ratoeiras viradas para baixo, mas eu teria medo do gato se machucar. Seja criativo, qualquer coisa que assuste o gato, desde o ruído de uma panela caindo até um estalinho está valendo.

Outra reclamação comum: gato que morre de medo de alguma coisa (barulho, vassoura, violão etc). Não endosse o medo do gato. É comum que as pessoas por pena peguem o animal no colo, o acariciem, o confortem e com isso acabem reforçando a certeza de que aquilo deve ser temido. Faça uma espécie de terapia de dessensibilização. Exponha o animal a uma modalidade muito fraca do estímulo, fraca o bastante para que ele possa tolerá-la, se não vira uma tortura que só reforça o medo. Por exemplo, gatos com medo de barulhos altos: faça um barulho tolerável para o animal algumas vezes por dia e com o passar do tempo vá aumentando gradativamente o barulho até que ele se acostume.

Seu gato não gosta de tomar banho? Normal. Gatos não são mesmo muito fãs de água, sobretudo situações de imersão. Mas talvez você esteja piorando a situação. O que vou dizer agora vale tanto para cães como para gatos: estes animais tem uma dificuldade especial em manter o equilíbrio térmico do corpo, ou seja, quando seu corpo fica muito mais quente ou muito mais frio do que o normal isso lhes causa um tremendo mal estar e uma puta dificuldade para reestabelecer a temperatura correta. Por isso, não se dá banho frio em gato. Sua temperatura corporal oscila entre 38 e 39°, banho frio representa uma tremenda agressão durante e depois. Tente dar banho com água morna e veja se a situação não melhora. Se ainda assim houver estresse, compre aqueles saquinhos para colocar roupa delicada na máquina de lavar e ponha o gato dentro, com a cabeça para fora. Isso permitirá que você o molhe, que o sabão e a agua entrem e saiam sem que as patinhas dele te alcancem.

Outro problema comum: introduzir uma pessoa nova na casa. Gatos não costumam apreciar estranhos, não raro se escondem ou até mesmo se comportam de forma agressiva. Seu namorado foi morar com você e o gato sumiu por dias? Calma, é preciso apresenta-los. Existem um pequeno truque para enganar seu gatinho. Lembra do cheiro que ele exala na área das bochechas, usado para marcar seu objeto de afeição? Pois é, esfregue um algodão ou uma gaze na região que vai do canto da boca até as orelhas do bichano e depois esfregue este algodão na barra da calça ou nos tornozelos da pessoa que está na sua casa. Espere o gato se aproximar e quando ele o fizer, o intruso deve ficar imóvel para não assustá-lo. Repita o processo por vários dias. Com o tempo o gato vai sentir repetidamente essas marcas de afeição na pessoa e passar a tolerá-la melhor.

Agora vamos a dicas para você que ainda não comprou um gatinho mas está pensando em comprar. Uma coisa importante que você deve saber é que o temperamento do gato é definido de acordo com o tratamento dado à mãe na sua gestação e ao filhote nos primeiros nove meses de vida. Estas duas fases são cruciais. Fêmeas muito acariciadas durante a gestação geram filhotes mais propensos ao contato humano. Quanto mais manipulado por seres humanos (evidentemente em experiências positivas) o filhote for nas primeiras semanas de vida, mais afetuoso e propenso ao contato físico ele será. Então, se você puder adquirir um animal de um criador de confiança que tenha socializado corretamente esses filhotes, terá um animal bem mais dócil e carinhoso do que a média.

A “formação de caráter” do gato se dá nas primeiras sete a nove semanas de vida. É nesse período que sua personalidade se constrói. Se ele for habituado a muito barulho nestas sete primeiras semanas, tolerará bem o barulho pelo resto da vida. O gatinho é plenamente moldável nesse período. Quanto mais acariciado e maior o contato com humanos melhor. E se você quiser que ele conviva pacificamente com outros animais, deve acostumá-lo com eles nesta fase. Mas atenção: só vale para aquele animal específico, ou seja, um gato criado junto com um rato desde pequeno não vai atacar AQUELE rato, mas pode atacar outros ratos. O ideal é não separar um gatinho de sua mãe antes de sete semanas de vida, pois nesse período ele aprende coisas cruciais observando-a.

Ao adquirir um gatinho a primeira providência é leva-lo a um veterinário pois ele provavelmente vai precisar de vermífugo, vacina e talvez alguns suplementos alimentares, além de uma consulta para saber se está tudo bem. Sua casa também deve ser avaliada: janelas são um convite para o desastre, pois gatos podem pular mesmo sendo um andar alto. Telas em todas as janelas são essenciais. Um conselho: acostume-o desde pequeno com a caixa de transporte. Deixe a caixa em casa, aberta, com petiscos do lado de dentro. Deixe o animal se habituar com ela sem teme-la. Se você só usar a caixa de transporte para leva-lo ao veterinário ou a viagens ele vai adquirir fobia dela e coloca-lo do lado de dentro vai dar trabalho.

Não recompense ou tolere comportamentos do filhote que não serão tolerados na vida adulta: uma gracinha um filhotinho à espreita pulando na sua perna, mas um saco um adulto fazendo isso. Corte o mal pela raiz. Gato que vai morar em apartamento deve preferencialmente ter nascido em apartamento, caso contrário tudo aquilo aprendido na infância com a mamãe gata se tornará inútil e a adaptação será mais sofrida. E tenha cuidado com a escolha das raças, algumas vem com defeito de fábrica, procure se informar. Por exemplo, os persas de pelagem branca e olhos azuis costumam ter problemas de surdez. Quando mais esbelto e longilíneo for o gato, mais agitado ele será. Quando mais compacto e peludo, mais calmo. Se você quer um gato ativo, um Siamês é uma boa pedida (são ativos e “falantes”). Se você quer um gato calmo, quase que uma almofada, o Persa é uma boa pedida. Se você quer um gato calmo mas acima de tudo dócil e amoroso, nada melhor que um Ragdoll.

Decidida a raça, alguns cuidados devem ser tomados ao escolher o filhote. Teste o filhote da seguinte forma: levante-o pela pele do pescoço, como a mamãe gato faria e se ele reagir com agressividade ou impaciência, pode devolver e esquecer. Deite ele de lado e coce sua barriga, se ele reagir mal, irritado, pode devolver. Deixe o gatinho solto e aproxime-se dele, se ele fugir, pode devolver. Bata uma ou duas palmas fortes perto do gato, se ele se assustar, pode devolver, se ele ficar agressivo pode devolver. Se ele se mostrar curioso, pode levar para casa.

Por fim, como adestrar seu gato. O processo é o inverso do cachorro. O gato vai fazer o comando espontaneamente, quando ELE quiser, e depois que ele fizer você dá o comando e recompensa. Por exemplo, você quer ensinar seu gato a sentar. Você deve esperar que o gato sente voluntariamente, quando ele tiver vontade. Logo depois que ele sentar você diz o comando SENTA e dá um petisco. Se preferir, pode fazer um gesto também, gatos costumam responder melhor a linguagem corporal do que a palavras. Toda vez que ele sentar você dá o comando e o petisco. Vai chegar uma hora, depois de muitas repetições, que ele vai entender e quando você der o comando ele vai sentar sozinho. Recompense. Mas quando ele fizer o comando sem a menor dificuldade recompense algumas vezes sim, outras não para não virar escravo de recompensa.

Com esta tática dá para ensinar o gato a sentar, a deitar, e até mesmo o clássico “Vem!”. Eu conheço um gato que dá a pata a partir desta técnica de adestramento. Gatos também podem ser acostumados a passear de coleira se houver um local seguro para tal. Porém devem ser acostumados com a coleira desde pequenos e a coleira deve ser peitoral, se for de pescoço o gato é capaz de se soltar e fugir. Quando acostumados desde pequenos, gatos demonstram prazer na hora de passear.

Tinha mais coisa, mas já me excedi no limite de páginas. A ideia é mostrar aos donos de gato que não é porque é gato que pode fazer o que quer e que o humano deve tolerar tudo. Gato se ensina, se educa, se pune e até mesmo se manipula. Bote ordem na sua casa, o dono da casa é você. Gato não tem que fazer o que ele quer, gato tem que se adaptar às normas de convivência e higiene de quem paga as contas da casa.

Para perguntar se este texto foi uma indireta ao Somir, para perguntar porque alguém iria querer ensinar seu gato a sentar ou ainda para dizer que você odeia gatos: sally@desfavor.com

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Comentários (1.351)

  • Tenho uma gata de 1 ano e meio que está comigo desde filhote e é super pacata, nunca quis sair de casa, mesmo antes de castrar, adotei recentemente um gato adulto da rua, está tudo bem em casa se não fosse pela mania dele de querer fugir o tempo todo, alias ele foge…já castrei, tentei eu mesma telar o quintal provisoriamente até ter orçamento mas costumo dizer que o gato é um Houdine, sempre encontra uma forma…já tentei brincar até cansá-lo…pasmem já fiquei 2hs direto brincando de vários brinquedos e nada dele cansar ou desistir da rua.
    No momento só poderei telar o terraço devido aos outros 2 gatos resgatados e ainda adaptação e estou pensando em colocá-lo lá, o problema é que minha gatinha já se acostumou com ele, e ela é complicada, temperamental então não fica por enquanto com os do terraço e ele já acostumou conosco dentro de casa…não sei o que fazer…

    • Telas na casa toda: janelas, vão, varandas… não pode deixar um lugarzinho livre. Com o tempo ele se conforma, sem ter por onde sair, e sossega.

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