Atentado nas Olimpíadas.

Estou ouvindo uns rumores de atentado terrorista sendo orquestrado para as OlimPIADAS do ano que vem. Achei bacana falar no assunto enquanto ainda é um embrião, que pode ou não se desenvolver. Parece que escutas, provavelmente dos EUA, estão monitorando atividades nesse sentido. Fala-se de uma bomba a ser colocada nos eventos de maior público. Eu ri. Meus Queridos, nem percam tempo, podem mudar o canal da escuta, não vai ter atentado terrorista aqui no Rio. Não mesmo. Explico os motivos.

Começa com o duro processo de trazer qualquer artefato explosivo para o Rio. Não que a fiscalização dos aeroportos seja boa, como já falei no texto sobre o Galeão, o detector de metais não funciona, já embarquei com canivete, faca e até aparelho de choque dentro da bolsa. O problema maior é o extravio de bagagens. Grandes chances de essa bomba ir parar em outro estado, bem distante do Rio, ou então de ficar perdida em algum depósito no próprio aeroporto internacional, sem identificação e sem uma alma boa que se disponha a achar o dono. Aqueles funcionários maravilhosos que mal falam português…

Claro, sempre tem a chance de a bomba ser detonada quando acomodam as bagagens no avião, considerando a delicadeza com a qual tratam as malas. Jogam as malas com a força de quem está mal remunerado em um aeroporto tão precário que nem ar condicionado decente tem. Numa dessas a bomba explode, levando junto o delicado que acomodou a bagagem. Considerando que as bagagens são colocadas antes dos passageiros, não seria de todo triste.

Supondo que Sr. Terrorista tenha o cuidado de trazer a bomba na mala de mão, não terá qualquer problema no aeroporto, pois o raio-x também não costuma funcionar. E mesmo quando funciona, os funcionários nem olham, estão batendo papo ou olhando o celular. Vai passar tranquilo. Só não sei se sobrevive ao calor do aeroporto, que dia sim, dia também, está sem ar condicionado. Leve-se em conta o fato de que não raro as malas são largadas no sol, a céu aberto, esperando para serem colocadas dentro do avião.

Para quem não sabe, o aeroporto internacional do Rio de Janeiro, que, de tão cagado, ganhou um texto só para ele (tá lá nos textos relacionados), fica no aprazível bairro da Ilha do Governador, um local onde lagartixa anda de guarda-sol. Sua enorme estrutura de concreto pode abrigar temperaturas de mais de 50° do lado de dentro. Quem eu quero enganar? Na Ilha do Governador faz mais de 50° do lado de fora também, alias, no Rio de Janeiro como um todo.

Além do calor, a umidade. E além da umidade, a maresia. As coisas enferrujam aqui em um piscar de olhos, logo, se a bomba sobreviver ao calor infernal, ela vai começar a enferrujar assim que chegar. Isso sem contar com todo tipo de animal repugnante que essa cidade maravilhosa abriga. Não demoraria até um verme raro ou um pequeno réptil entrar na bomba e cagar todo seu mecanismo.Eles estão por toda parte.

Se chover, também compromete todo o processo. Assim como as malas são largadas no sol, também são largadas na chuva. Mas nem precisa, o aeroporto internacional do Rio de Janeiro é um queijo suíço e quando chove, as goteiras abundam. Seria uma questão de tempo até a bomba ser molhada. Claro, sempre tem a chance de, além disso tudo, ela ser roubada. Dá mole no aeroporto do Rio e observa se vagabundo não passa e leva sua mala como se nada, enquanto você está na praça de alimentação lanchando! Se não colocar a mala no seu colo ou amarrada no seu corpo, sempre tem um habilidoso que tenta levar. E, para roubar, o carioca é muito habilidoso.

Mas, ainda assim, por um exercício criativo, vamos supor que a bomba sobreviveu a todas essas intempéries. Sr. Terrorista está saindo do aeroporto com uma bomba funcional nas mãos. Não tem problema. Não vai ter atentado mesmo assim. #NãoVaiTerAtentado, podem espalhar no Twitter.

O primeiro problema se apresenta na hora de pegar um táxi no aeroporto. O coitado do terrorista deve ter lidado com muitas pessoas ruins na vida, mas certamente nunca lidou com taxista carioca. Aqueles que ficam te abordando na saída: “Táxi? Táxi?” e depois roubam todos os seus pertences e te largam dentro de uma favela. Grandes chances de a bomba ser roubada por um taxista, que não saberia o que fazer com ela e acabaria vendendo-a no mercado livre como peso de papel. Se calhar do taxista ser honesto (pausa para rir), tem também a participação especial da polícia carioca.

Não que a polícia vá descobrir o esquema e desmantelar o atentado. Não. A polícia vai é roubar a mala mesmo e acabar levando a bomba junto ao extorquir o gringo e o taxista parados em uma blitz. Só que a polícia consegue ser ainda mais burra e despreparada que os taxistas, talvez acabassem jogando a bomba no lixo, depois de sacudi-la várias vezes próximo a suas orelhas e não entender para que funciona.

Supondo que nesse dia a polícia esteja de folga e ninguém seja extorquido, tem também a criminalidade nativa do local. Aquele trajeto do aeroporto internacional para qualquer local da cidade é permeado por uma favela grande, chamada Favela da Maré, que proporciona não apenas assaltos, como vasta distribuição de balas aos transeuntes. Alias, no Rio, todos os bairros tem uma favela em anexo, mesmo os mais ricos. As chances de ser parado pela criminalidade local seriam altas. Não sei o que os traficantes fariam com a bomba, talvez tentassem jogar bola com ela. Em todo caso, não chegaria a seu destino.

Chegando ao hotel, o traficante continuaria sem garantias. Inúmeros turistas são roubados em hotéis, ainda que de renome. É o que acontece com uma empresa que dá treinamento de excelência mas opera em uma cidade onde a mão de obra humana é deplorável. Não há seleção, não há RH, não há treinamento que livre um estabelecimento da cariocada. Funcionários que passam para comparsas que ficam no entorno do hotel o horário e a condição financeira dos hóspedes é mais comum do que se imagina. Então, a bomba pode sumir até mesmo do cofre do quarto do nosso amigo terrorista ou assim que ele colocar o pé para fora.

Mas, vamos supor que contra todas estas possibilidades, o valente terrorista consiga sair do hotel com a bomba debaixo do braço, em direção ao grande evento. Coitado. Não vai chegar. Vai chegar quando o evento estiver no meio. A cidade vai parar. Já é parada normalmente, imagina com mais três milhões de pessoas o que não vai acontecer! De carro ele não vai, pois as principais vias de acesso estarão fechadas para carro. Táxi ele não vai conseguir, e se conseguir, dobra suas chances do já aventado assalto de taxista.

Vamos supor que ele tenha, vejam vocês que indignidade, ir praticar um atentado terrorista de ônibus. Tenho a convicção que só o sacolejar e as freadas bruscas dos motoristas cariocas detonariam a bomba. Sempre tem também as chances do assalto a ônibus, levam até tênis, imagina se não levariam a bomba. Levariam sim, desceriam do ônibus fazendo embaixadinha com ela. E, nesse caso, acrescento, porque não, a desistência voluntária. Tem coisas que nem terrorista deve suportar e uma delas é andar de ônibus no Rio de Janeiro.

Se, por um milagre ele não fosse assaltado no ônibus nem pegasse um motorista que dirige como um louco psicopata enfurecido, duas coisas muito improváveis, ele seria jogado nas imediações do evento, sem qualquer sinalização e demoraria bastante para encontrar seu destino. Nesse percurso, com certeza se depararia com a fina nata da criminalidade carioca, já estrategicamente posicionada para roubar os gringos, colocando a bomba na mira de assalto mais uma vez.

Sol, calor, umidade, chuva, tudo novamente. Se bobear, tudo em questão de meia hora. Não existe tempo mais bipolar do que o do Rio de Janeiro. Depois disso, quando se aproximasse do local do evento, o terrorista sentiria na pele a falta de educação do carioca no festival de empurra-empurra promovido em qualquer afunilamento. Um misto de falta de consciência do espaço corporal alheio com total desrespeito à dignidade humana faz surgir uma massa que te puxa e te empurra. Nessa a bomba poderia acabar detonada, lembrando sempre que não está excluído o roubo nessa etapa, pois no empurra-empurra sempre tem um que mete a mão na sua bolsa.

A revista não seria um problema. Como qualquer revista em eventos de grande porte, a polícia faz aquele trabalho de excelência de gritar para levantar a camisa. Se a pessoa tiver uma arma no tornozelo ou em qualquer outro lugar, foda-se, a PM carioca quer ver sua cintura. Levantou, passou. Alias, do jeito que as coisas estão, periga o policial perguntar se a pessoa está armada e, diante da negativa, dar a ela uma arma: “Toma, você vai precisar. Tá maluco? Vir ao Rio de Janeiro desarmado?”.

O problema depois de entrar seria chegar ao ponto onde a bomba deve ser colocada. Suponho que o terrorista tenha comprado um assento em um local estratégico para plantar a bomba ali. Bom, SE comprou direito, porque o que tem de ingresso falsificado não é brincadeira, ainda periga de chegar e ter um carioca abusado com o fiofó no seu lugar. Como bebida, até segunda ordem, vai ser liberada (e mesmo que não, neguinho enche os cornos de Skol do lado de fora!), o carioca estará bêbado. Até terrorista tem que ter medo de carioca bêbado. Vai ser um sufoco tirar o carioca do seu lugar. Mais fácil sentar no colo do carioca e se explodir, homem-bomba com assistente!

Se conseguir chegar ao seu lugar e não tiver ninguém, seria bacana ele repensar o detonador. O evento vai atrasar. Fato. E vai atrasar muito. Não tem como programar a bomba não, tem que ser no manual, porque não só o evento vai atrasar, como as pessoas também. Se ele detonar a bomba no horário marcado para o começo, só ele morre. Bate um avião em um prédio comercial no Rio de Janeiro as oito da manhã e me conta se três mil pessoas morrem. Não morre NINGUÉM, no máximo a tia do cafezinho ou a tia da faxina. Aqui é Brasil, minha gente. Aqui é a Bahia do Sudeste.

Não descarto as chances de roubo dentro dos locais de evento. Também não descarto o terrorista tomar um saco de urina nos cornos que molhe e inviabilize a bomba. Nem ter cerveja ou qualquer bebida derramada por um carioca bêbado ou apenas mal educado e sem noção de espaço corporal alheio. E se chover, e chove do nada no Rio, em dez segundos aparecem nuvens negras, vai se molhar, pois carioca não sabe colocar cobertura em grandes construções, vide o que aconteceu com o Engenhão, que nasceu irregular quase despencando e até hoje está fechado. É pedir demais colocar um toldo em um estádio, não vai acontecer.

E olha, mesmo que a bomba detone, vai matar os macaquitos, que líder mundial importante não vem nessa selva e a nossa Presidenta nem deve estar lá por medo de ser vaiada. Então, francamente, desencanem com essa coisa de bomba, a própria cidade se encarrega de ser inviável. Só acho graça em pensar que algum infeliz da NSA teve o trabalho de ter este texto, por conter as palavras “bomba”, “terrorista” e “atentado”. Foi mal aí, gente! Beijo no Obama!

Para dizer que atentado terrorista no Rio significaria um mundo melhor, para dizer que terrorista nem sabe onde fica o Brasil no mapa ou ainda para dizer fazer uma campanha pedindo prioridade para Brasília: sally@desfavor.com

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Comentários (31)

  • Sally e seu senso de humor ácido… Adoro! haha

    Okaay, fiquei pensando por outro lado sobre as possíveis implicações de um atentado terrorista por aqui. Por um lado iria gerar uma onda de pânico geral no brasileiro, quem sabe os aeroportos ficassem mais seguros, e até mesmo a segurança em geral em nosso país. E daí, das duas uma: ou o governo caga de vez em tudo e o povo deixa de acreditar no governo, ou seria uma bela estratégia pro governo se promover ainda mais às custas de querer promover a imagem de uma “pátria segura”. De todo modo, se matar só uns macaquitos BMs não vai fazer muita diferença, tem que acertar o alvo certo: Brasilia! E ainda assim…

    • Sabe o que aconteceria? Dilma sancionaria uma lei proibindo atentados. É assim que o PT “soluciona” as coisas, com letra morta.

  • Por essas e outras, sinto-me feliz por não ter prestado vestibular no Rio quando tive chance…
    Mas iria ser muito engraçado se tentassem fazer um atentado! Eu gostaria de ser uma mosquinha para observar a série de desgraças que aconteceriam com o terrorista encarregado!

  • Vc é um perigo, Sally! Como se não bastasse nos fazer gostar do Alicate, Navalha e Satanás 1 e 2, agora nos faz torcer pro terrorista!

  • Rindo até agora com o “Não há seleção, não há RH, não há treinamento que livre um estabelecimento da cariocada”.

    • Mas não tem mesmo. Eu mesma já fiz o caralho para dar treinamento de excelência várias equipes de funcionários e te digo: NÃO DÁ. É enxugar gelo, está no DNA do carioca.

  • Sally, rachei de rir com o texto e não duvido que tudo o que você descreveu realmente acontecesse se alguém realmente fosse tentar um atentado aqui durante a OlimPIADA, mas… já ouviu falar de C4? Um explosivo plástico muito citado em filmes e que existe de verdade. Parece massinha de modelar, os detonadores podem vir pra cá desmontados ou disfarçados de pecinhas de eletrônicos e uma pequena quantidade pode fazer muito estrago. Olha aí uma boa explicação:

    http://ciencia.hsw.uol.com.br/c-42.htm

    Atenção apara estes trechos:

    “Uma pequena quantidade de C-4 já provoca uma grande explosão. Menos de 450 gramas de C-4 tem potencial para matar várias pessoas e muitos daqueles blocos de C-4 de uso militar (M112), com cerca de meio quilo cada um, conseguem destruir um caminhão. Os especialistas em demolição costumam usar uma boa quantidade de C-4 para fazer um trabalho bem feito. Para uma viga de 20,3 centímetros quadrados de aço, por exemplo, eles usariam de 3,6 a 4,5 kg de C-4.”

    e

    “Infelizmente, tudo indica que o C-4 vai continuar nas manchetes pelos próximos anos. Em razão de sua estabilidade e poder de destruição, ele tem atraído a atenção de terroristas e guerrilheiros de todo o mundo. Como uma pequena quantidade de C-4 consegue causar muitos danos, é relativamente fácil contrabandeá-lo sem que forças de segurança o detectem. O exército americano é o principal fabricante de C-4 e, apesar de manter seu estoque sob rígida vigilância, existem várias outras fontes de materiais explosivos semelhantes, incluindo o Irã, que possui uma história de conflitos com os EUA. Se permanecer tão facilmente acessível, o C-4 continuará sendo uma das principais armas do arsenal do terror.”

      • O C4 aguenta bem as intempéries locais. É um explosivo que depende de um detonador pra ser ativado e ai é que está o complicador.

          • Até onde eu sei, não. C4 agüenta pisões, tiros de fuzil – até com munição traçante -, ser posto direto no fogo, ter cofres jogados em cima e mais um monte de coisa. Para explodi-lo, é necessário inserir na “massinha” um dispositivo de ação rápida com uma pequena carga de fácil detonação – um explosivo de outro tipo – que é acionado à distância com um controle remoto. A detonação dessa pequena carga inicia uma rápida reação química com os estabilizantes do C4 que o faz, efetivamente, explodir.

            • Bem por aí…
              Na realidade, o C4 nada mais é do que uma mistura de TNT, RDX e aditivos plastificantes. Cada um deles tem uma função específica.
              O primeiro componente, o TNT (trinitrotolueno) é uma substância explosiva muito utilizada no meio militar. Isso se deve à alta energia liberada, velocidade de detonação relativamente alta e, principalmente, à enorme estabilidade (afinal, você não vai querer que a granada no seu cinto exploda se você precisar se jogar no chão durante um tiroteio, certo?). É bastante utilizado, também, pelas indústrias ACME nas armadilhas do Coiote para pegar o Papa-Léguas.
              O segundo componente, o RDX (ciclotrimetilenotrinitramina), é outro explosivo, normalmente utilizado em composições. Um pouco (só um pouco – mesmo) menos estável que o TNT, sua principal característica é a altíssima velocidade de detonação, o que ajuda a potencializar o ka-bum, pois faz com que a enorme energia seja liberada em menos tempo.
              Já os aditivos plastificantes têm a função de tornar a mistura maleável, permitindo assim que seja moldada em diversos formatos, até mesmo na hora.
              Como o WOJ disse, ele realmente sobrevive às intempéries naturais, graças as características de seus componentes. Não tenho muitas informações sobre o RDX, mas o TNT pode ser derretido e solidificado novamente sem perder seu potencial, pode ser detonado embaixo d’água, etc.
              A grande dificuldade, realmente, está na detonação. Por serem muito insensíveis, estes precisam de uma outra explosão para se iniciarem. Geralmente, isso é conseguido utilizando-se uma espoleta que contenha um explosivo mais sensível, como estifinato de chumbo, fulminato de mercúrio, ou outros.

  • Sally, cada vez q eu leio um texto seu falando do Jil de Raneiro, eu tenho menos vontade de conhecer esse lugar! E me dá uma puta raiva de turista chileno q eu conheço, falar q vai conhece o Brasil, quando na vdd a passagem é pro Jil… Aff!!!

    • Para conhecer, vale a pena. É uma das cidades mais bonitas do mundo. Mas tem que estar acompanhado de um nativo local, que te ajude explicando como as coisas funcionam e te livre das armadilhas para turista. Já morar, não recomendo.

  • Saudades desses seus textos surtados. Andei até relendo a Semana Anta, que considero uma verdadeira obra prima.
    Brasília como alvo não serve, o Lula diria que foi o ódio dazelite, o Cunha que foi cristofobia, enfim, a cambada de lá só lucraria.
    Fica o Rio mesmo como alvo.

  • Fico pensando na situação em que, depois de cozido dentro do Aeroporto, o terrorista resolva dar um mergulho em Copacabana. Nisso, a bomba é furtada por conta de um arrastão, em que o terrorista é esfaqueado pelos pivetes. O artefato acaba explodindo em alguma comunidade, acionada por uma bala perdida, levando à morte, dentre outros inúteis, todo o grupo Bonde das Maravilhas, o jogador Adriano e mais um dançarino do Esquenta (A tragédia traria também coisas ainda melhores, tal como a cratera aberta pela bomba permitir a polícia localizar o corpo de Amarildo, ou mesmo da Elisa Sumídio, ou melhor, Samúdio, mas isso seria forçar a barra no otimismo).

    Diante desse susto, algum chefe do tráfico (preso ou não) capitalizaria em cima do incidente, ameaçando explodir uma bomba ainda maior em algum evento das Olimpíadas, fazendo com que o prefeito arregasse as calças…desta vez contra a vontade.

    Ou então, a Fabiana Meurer passar pelo mesmo aperto que passou em Pequim ao descobrir na hora da competição que suas varas desapareceram e, no desespero de procurar seu equipamento, se depare com a bomba e seja lançada a uma altura que ela jamais conseguiria treinando…

  • Sally, você conseguiu me fazer torcer pelo terrorista e para que ele tenha um final feliz. Mérito seu pelo talento, e mérito do RJ por parecer uma merda (nunca vi nem conheci, eu só ouço falar…).

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