Tiro no escuro.

+O número de pessoas mortas em incidentes com armas de fogo nos Estados Unidos, entre 2001 e 2011, é mais de 40 vezes maior do que o de mortos em ataques terroristas, segundo dados do Departamento de Justiça e do Conselho de Relações Exteriores americano. Na quarta-feira (30), nove pessoas foram mortas e sete ficaram feridas em um massacre em uma faculdade do Estado de Oregon e, em seguida, o próprio atirador foi morto pela polícia.

O único país do mundo onde isso acontece frequentemente continua dizendo para si mesmo que não há como impedir. Desfavor da semana.

SALLY

É oficial: nos últimos dez anos, americanos mataram mais americanos do que atentados. Há mais vítimas de massacres cometidos por atiradores disfuncionais do que por atentados terroristas. O grande inimigo está dentro de casa, coisa que eles parecem relutar em admitir.

O numero de pessoas mortas em incidentes envolvendo armas de fogo é QUARENTA VEZES MAIOR do que em atentados terroristas. A conclusão que eu depreendo daí é que a população dos EUA está cada vez mais dodói da cabeça, incapaz de lidar com um mínimo de sanidade com frustrações ou seus próprios medos e…que qualquer maluco entra na faculdade por lá.

As facilidades geradas pela internet e redes sociais só acentuam um problema que antes já existia e não era tão divulgado e/ou facilitam a vida de quem já tinha um fiozinho desencapado no cérebro e estava a um passo de cometer uma loucura como essa.

Mas, minha visão parece ser bem diferente da visão do resto do mundo, em especial, dos próprios americanos. Em uma Síndrome de Eduardo Paes, eles acham que a saída é proibir ou restringir o porte de armas. Coitados, conta para eles que o Brasil é um dos países com mais mortos por ferimentos de armas de fogo e tem normas rigorosas a esse respeito. Alô? Estamos falando de MALUCOS, quem pega arma e fuzila colegas na escola ou faculdade é MALUCO, vocês acham que maluco vai respeitar proibição?

Tem que olhar para quem atira, em vez de culpar as armas. Vou repetir, caso não tenha ficado claro: são MALUCOS, por mais que a proibição erradique as armas de fogo do país, ao tirar as armas deles vão encontrar qualquer outra forma de matar.

Lembro-me de ver uma entrevista com um doidinho desses que surtou e saiu metralhando seus colegas de colégio. Faz muito tempo, mas me assustou tanto que lembro até hoje. O fulaninho estava condenado à prisão perpétua. Perguntaram a ele se a proibição de armas de fogo teria impedido o crime e o fulaninho disse que não, que ele estava determinado a matar a todos e que inclusive tinha um plano B, para o caso de não conseguir destrancar o armário que guardava a arma do pai: envenenar a caixa d’água da escola. Certamente teria matado muito mais gente.

Não é o primeiro Desfavor da Semana sobre atiradores surtados que fazemos, na verdade, chega a ser um desafio dar um novo enfoque ao tema depois de falar tantas vezes nele. Não é a primeira vez que usamos esse argumento, mas, não custa repetir: se quiserem que as mortes coletivas parem, hora de olhar para quem atira e não para a arma que usa. Quem mata gente é gente, não as armas.

Sim, outros países conseguiram reduzir os números de mortes por armas de fogo dificultando seu acesso à população, mas não eram países compostos por pessoas idiotizadas, surtadas, infantilizadas, paranoicas, ególatras e, acima de tudo, pessoas que varrem tudo para debaixo do tapete.

Os americanos são os reis da falta de diálogo, de tapar o sol com a peneira, de viver em um mundo de aparências. Em algum momento isso eclode. Não há diálogo com seus filhos, que são criados pela TV, não há contato das pessoas com seus problemas. É um povo de baixa capacidade reflexiva e zero poder de olhar para si mesmo e para sua parcela de culpa. A culpa está sempre no outro, o inimigo sempre vem de fora, é uma versão em escala mundial daquele nefasto argumento “é a inveja”.

Curioso que mais ninguém além deles se surpreende quando vem mais um massacre. Normalmente eu classifico as notícias sobre o assunto para o Top Des como “mais tiros nos EUA” de tão comuns que elas são. Todo o mundo percebe que não está dando certo, e eles continuam com essa cultura de exclusão daquilo que não é perfeito, de líder de torcida, de bolsa para esportistas com corpos sarados, de paranoia e segregação, de patriotismo doentio. Se não mudarem, seus problemas também não mudarão.

A internet e toda a informação e compras online que ela viabiliza, permite dezenas de formas diferentes de matar. E o que é pior: sem que se revele a autoria. O tal envenenamento da caixa d’água, que o atirador condenado citou, por exemplo. Ele disse que conseguiria comprar veneno suficiente para matar a escola toda com facilidade e sabia exatamente que quantidade colocar para que seu gosto não fosse sentido na água, mas fosse letal. Tem certeza que tirar as armas vai resolver?

Muito mais fácil culpar um objeto inanimado do que fazer uma análise do tipo de pessoa que se está criando socialmente. Muito fácil colocar filho no mundo e não criar, para depois culpar as armas, as más companhias ou espiritualidade pelos problemas que se abatem. A sociedade está doente e enquanto não tratarem essa doença, desgraças continuarão acontecendo, de um jeito ou de outro. Enquanto todos não estivermos bem, ninguém estará bem, eu não vou cansar de repetir essa frase, que digo desde 2009 aqui.

Essa fixação por armas que eles tem é sintoma da doença, e não a doença em si. Vivem em um país seguro, que, ao contrário do Brasil, não justifica esse apego a armas de fogo. Mas as querem, as cultuam e as precisam, em função de uma estrutura social paranoica e ególatra, que cultiva essa insegurança imaginária. Eles tem a certeza que são o centro do mundo, que todo o resto os inveja, que vão invadi-los, ataca-los.

Menos, Tio Sam, bem menos. Vocês só são referência de alguma coisa em republiquetas subdesenvolvidas, como o Brasil, país onde as pessoas priorizam conhecer os EUA e Disney em detrimento de conhecer um museu europeu com obras de arte de Michelangelo.Europa, por exemplo, caga baldes para os EUA, tal qual um pastor alemão olhando com desprezo para aquele chiuaua histérico que late e se treme todo.

Os americanos são control freaks. Eles querem ter o controle de tudo, estar sempre preparados. Isso se mistura doentiamente com um patriotismo burro, que faz mães mandarem seu filho único para a morte com um sorriso no rosto. Mas o pior, a meu ver, é que americanos não evoluem. Preocupante. Sua mentalidade sobre de guerras, respeito a outras culturas e estrangeiros parece ser a mesma da década de 80. Feio e grave, até o brasileróide evoluiu de lá para cá. Isso se cristaliza nessa paixão por armas, poder, controle e nessa onda paranoica que auto-alimentam por décadas.

A guerra fria fodeu de vez com a cabeça desse povo. Se a URSS foi a perdedora técnica, os EUA perderam psicologicamente. Nunca mais foram os mesmos depois de viver com misseis apontados para eles. Parecem aqueles sequestrados que ficam com sequelas. Pobre americanos, tão ricos financeiramente, tão no topo do mundo, mas sem paz de espírito nem sanidade mental. São como um corpo forte, musculoso e viril com um organismo doente. Não são dignos de inveja e sim de pena.

Arma de fogo é sintoma. Remova a arma e novos sintomas surgirão de uma sociedade doentia. Se não tratar a doença, nada muda. Talvez até piore.

Para dizer que prefere a gente à Folha de São Paulo, para levar a coisa para um lado político que não existe ou ainda para dizer que neste caso apoia o atirador pois seu objetivo declarado era matar evangélicos: sally@desfavor.com

SOMIR

Quando eu comecei a interagir com outras pessoas na internet, o anonimato era regra. Todos nós em salas de bate-papo e fóruns obscuros, tentando arrancar reações uns dos outros. Isso, claro, antes da era das redes sociais. Era outra internet, completamente. Ao mesmo tempo mais e menos humana. Não se reconhecia ninguém por lá, mas as pessoas eram mais transparentes. Pra quem só começou a lidar com a web consistentemente depois do advento dessas redes, é difícil imaginar como as pessoas se organizavam antes disso.

Não estou maluco, trocando de assunto. É que nesse último tiroteio americano, a mídia deles caiu matando em cima do site onde o atirador supostamente avisou que cometeria o crime, e dissecaram aquela postagem em busca de explicações. O problema: não foi numa rede social. E quando se sai dela, a maioria esmagadora das pessoas não consegue nem conceber como as coisas funcionam. E esse site já está com a péssima reputação de ser onde os atiradores aparecem para anunciar o que vão fazer. Mais uma vez, o maluco saiu da 4chan.

E dessa vez, com requintes de insanidade que estão fazendo espumar de alegria os sensacionalistas de lá: se foi mesmo o rapaz que postou o aviso do que viria a fazer, ele o fez dentro de uma espécie de “meme” do site. Tentando resumir: num dos fóruns da 4chan (um mega fórum essencialmente anônimo), reuniu-se um grupo de auto-intitulados machos beta, brincando de ser autistas e se lamentando por nunca conseguir a atenção de mulheres. Um dos temas recorrentes é uma espécie de “revolta dos betas”, onde eles iriam destruir a sociedade das pessoas normais de forma violenta. Quando a mídia viu isso, pirou! Era bom demais pra ser verdade.

E… é. O problema de quem não entende esse “lado B” da internet é que eles tentam analisar as interações desses anônimos como se eles fossem usuários de redes sociais. Na verdade é uma piada dentro de uma piada dentro de mais uma piada… o grau de “metatrollagem” desse povo é praticamente intransponível para um observador casual. A imensa maioria das pessoas dando suporte a essa revolta dos betas está tirando sarro dos que levam a sério, dos que acham absurdo, e porque não, deles mesmos. Sabe o conceito de piada interna? Eleve isso ao cubo e vai ter os fóruns nos quais a mídia americana está tentando tirar suas conclusões sobre o atirador.

Do ponto de vista de quem conhece a piada, é hilário ver âncoras se referindo ao “hacker conhecido como 4chan” para assustar os incautos. E agora, o fórum de onde veio essa postagem-confissão está se mijando de rir com a repercussão. Estão fazendo até pior, alimentando a mídia com informações ridículas e aumentando a pressão em cima dessa ideia de revolta dos betas só para ver o circo pegar fogo. Você pode até achar insensível brincar com algo assim, e provavelmente está certo. Mas há de se entender que não vai adiantar censurar os trolls, nem mesmo tirando seu acesso às armas, para resolver a situação.

Porque o problema continua sendo os malucos que resolvem matar outras pessoas por suas frustrações. Esses matam pelo Estado Islâmico ou pela Revolta dos Betas com a mesma facilidade. É gente que se perdeu em algum ponto da vida (ou mesmo nunca teve um norte) e que exerce sua insanidade de forma violenta. A internet é sim culpada por fazer tantos desses malucos terem acesso a catalisadores de insanidade reprimida, de encontrarem “mentes parecidas”, mesmo que no meio de uma grande piada fora de controle. Mas é a mesma coisa que culpar a arma pelo tiro. Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas. E a internet não cria malucos, malucos criam malucos.

Se os jornalistas quisessem mesmo pesquisar a fundo a “escola de atiradores” que acusam vez após vez, veriam que não é o anonimato que gera os atiradores, e sim justamente a vontade de não ser mais. Passou MUITO da hora de adestrar a mídia a não falar o nome do atirador, nem mesmo fazer longos perfis psicológicos tentando fazer senso de sua maluquice. Tudo bem que a piada do “placar” que surgiu na 4chan acabou incentivando alguns dos últimos atiradores a matar mais gente que seus antecessores, mas ela só existe se atribuírem a alguém a contagem de corpos.

Acreditam que o anonimato gera essa gente, na verdade é o oposto. Sem os holofotes, os “betas” são uma complexa piada interna, e um “quebra-gelo” para pessoas muito solitárias interagirem um pouco mais. Eu nunca gostei muito daquele fórum específico, mas já tinha lido algumas coisas sobre eles. As pessoas se ajudam, se conversam, dão conselhos e interagem mais ou menos como seres humanos normais debaixo dessa camada de humor incorreto. Os malucos que dizem que vão matar pessoas tendem a ser confundidos com os “menos malucos” que dizem isso como uma espécie de sátira à mentalidade do fórum.

Temos que entender que essa é outra internet. Uma que surgiu antes da era da evasão de privacidade. Quando não estávamos tão conectados, quando a mídia não procurava ativamente por esses perdidos para gerar matérias fáceis (ridicularizando de forma igualmente ridícula algo que nem sabem como funciona), os malucos estavam mais bem guardados. Vivendo em seus mundinhos isolados, próximos entre eles, os desajustados não tinham que lidar com esse admirável mundo novo de fama instantânea. Um mundo onde piadas começaram a ser levadas muito a sério. Se não fosse a mídia e a sociedade como um todo babando para ter sua curiosidade mórbida saciada, essa gente não teria nenhuma vantagem em aparecer.

Não seriam heróis ou vilões. Seriam apenas mais uma piada interna, como, de fato, merecem ser.

Para dizer que não está comendo ninguém e quer entrar pra revolução, para dizer que acredita que não é pra visitar esse site (se o fundo for azul, tranquilo, se for rosa, prepare-se), ou mesmo para dizer que quer saber mais sobre o matador (porra!): somir@desfavor.com

Se você encontrou algum erro na postagem, selecione o pedaço e digite Ctrl+Enter para nos avisar.

Etiquetas: , ,

Comentários (22)

  • Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas.

    Sempre achei que os americanos tinham um parafuso a menos na cabeça. Agora tenho plena certeza. São esses massacres em escolas e faculdades que apenas provam a minha teoria que americano simplesmente não sabe viver sem aceitação dos outros. Para eles, o que os outros pensam de você é mais importante do que o que você pensa de você. A vida é pautada pela opinião alheia. Isso deve dar um empurrãozinho em pessoas com problemas na cabeça, de modo que essa disputa por popularidade e aceitação serve de catalisador para essas situações. Mas para a mídia, a culpa é das armas, quem as empunha é suuuper normal…

    • Concordo, mas acho que esse não é o centro da questão.Eu acho que o brasileiro também baseia seu valor no olhar alheio, mas lida de forma diferente. Aqui ostentam bens materiais e evadem a privacidade criando uma vida falsa, mais bonita e mais legal, para serem admirados por terceiros. Nos EUA, o perfil é outro, apesar do problema ser o mesmo: são intolerantes, raivosos, paranoicos e bélicos. Resolvem a coisa a tiros, seja nos colegas, seja nos países que ousam desafiá-los.

    • Cuidado na hora de falar ”os americanos são…”

      nem todos é claro e talvez nem se consista em uma grande maioria. Americanos são como os brasileiros, só que ricos e com mais pessoas de olhos claros.

  • Muito interessante a visão do Somir. O problema não é o anonimato, é a vontade de sair dele. Simples assim. Cruel assim. Esse desespero universal por fama, ainda que vazia e negativa, é o mal do nosso século.
    “Apareço, logo existo”,
    “Se não sou visto, não existo”

    Nem todo mundo vai sair matando por fama, mas a sociedade está doente. Parecer feliz é, literalmente, muito mais importante do que se sentir feliz. A primeira pergunta que se faz quando se chega a um restaurante ou bar é a senha do Wi-Fi. A vida acontece no celular e não fora dele. As pessoas criam relacionamentos tão intensos pela Internet (como isso é possível???) sem pararem para pensar: “Será que essa pessoa existe mesmo da forma como se mostra?”

    Se trolls piores que vocês começarem a fazer experimentos sociais na Internet usando robôs (como já usam perfis fakes) para enganar as pessoas, quanto tempo elas vão demorar para perceberem que não estão se relacionando com um ser humano?

    Tudo está mudando rápido. Irmãos conversam por celular a uma parede de distância. Na mesa do almoço de domingo, todos estão voltados para os seus celulares, até as vovós! Vocês aqui, por exemplo, odeiam emoticons. Eu adoro! Porque geralmente não tenho nada a dizer além de uma cara alegre ou triste ou espantada para a maioria das pessoas que trabalha/convive/faz curso ou academia comigo e conversa, o tempo todo, pelo celular, quando geralmente eu estou a poucos metros de distância delas e elas podiam falar comigo. Vamos pra balada? Eu respondo com emoji. Vamos pra cachoeira? Eu respondo com emoji. Você viu isso, falou com fulano? Emoji, emoji, emoji. Justo eu que escrevo textão nos comentários não tenho mada além de carinhas para falar. É foda, mas as coisas são como são, não como deveriam.

    • Likes valem mais do que abraços, quantidade é mais importante do que qualidade, redes sociais são o atestado de intensidade dos relacionamentos (porque se você tem amigos, mas não posta foto da balada, você não tem amigo nem vida social. Se você não faz declaração PÚBLICA de amor pra sua mãe no dia das mães (com foto!!!) você não tem uma boa relação familiar.) Se namora, mas não posta a foto de casal feliz, você não é feliz) e a selfie é o nosso novo espelho, só que compartilhado.

      Quero estar errada, mas acho que a audiência de vocês tende a diminuir cada vez mais. O que o Desfavor tem de tão especial é que aqui não importa quem é quem, não interessa quem diz o quê, o que importam são as ideias. Quem suporta isso em tempos de evasão de privacidade voluntária e de disputa de popularidade nas redes sociais? Aqui a maioria não se conhece nem precisa impressionar, manter pose, conquistar. Há pessoas que se identificam com letras (nem sabemos o seu sexo) e que dizem coisas interessantíssimas.

      O que faz esse blog ser pouco popular não são os textos grandes (Siago Tomir, Plantão Pilha, guerra dos sexos, escatologia, Descontos, Desfavor explica coisas que envolvem pornografia e cu (sexo vende!!!), dentre outros temas extremamente populares, mas que só atraem o povão quando alguma celebridade joga o texto na roda do linchamento ou quando um ídolo elogia e as pessoas já chegam dispostas a gostar, mas depois elas tendem a ir embora.

      O problema é que aqui ninguém tem a chance de “brilhar”, porque as pessoas não todas anônimas e não tem o que ostentar ou como aparecer. Essa ânsia pela fama está mudando nossos relacionamentos, nossos interesses, nossas vidas. Os malucos sempre foram malucos e sempre foram a minoria, mas os que tem curiosidade mórbida e se alimentam de tragédias e dão dinheiro para os jornais sensacionalistas são a maioria. Somos nós, as pessoas comuns que escolhemos quem vai ficar famoso e ser cultuado como herói ou vião. O fato de Suzane Richthofen, os Nardoni, o bandido da luz vermelha, Fernandinho Beira Mar e o maníaco do parque não terem caído no ostracismo são a prova de que o fascínio por psicopatas pode ajudar a criar nesses betas fracassados a vontade de brilhar também, da única forma que conseguem, mesmo que depois de mortas.

      Ótimos textos! Análise diferenciada! Parabéns!

      • Eu acredito que nossa audiência tenda a diminuir, pois não trocamos likes nem afagamos ninguém. Mas quem se importa? Queremos qualidade, não quantidade!

      • “Ótimos textos! Análise diferenciada! Parabéns!” Isso que você disse a respeito dos textos da Sally e do Somir também vale para os seus comentários, Marina. Adorei e concordo com cada palavra. E penso praticamente a mesma coisa a respeito desse tema.

  • Por mais que eu seja completamente contra qualquer forma de violência, há de se pensar no contexto também para que se possa dar um julgamento completo. Eu não sei quantos são, qual que seria a porcentagem, mas eu tenho a impressão de que muitos destes jovens sofrem de abusos físicos e emocionais por parte dos seus coleguinhas.
    Sim, os USass é o lugar onde o mais adaptado é o psicopata de alto funcionamento, igual ao Brasil. O mais corrupto e sem vergonha é o que irá enricar e mandar no país, não tem como isso dar certo.

    De fato, a ideia de desarmar a população me parece muito estranha especialmente nos EUA que é um país onde o porte de arma juntamente com a casa própria tem sido considerado como ser livre ou independente. Engraçado que mal aconteceu o massacre e o Bobama apareceu diante das câmeras para falar sobre desarmamento, nem esperou o enterro dos jovens alvejados, como dizem ”nem esperou o cadáver esfriar”. Muito estranho.

    Eu já sofri bullying mas nunca tive vontade de matar ninguém, não desta maneira porca, ;) (uma macumbinha bem feita até que poderia resolver, bonequinho de voodoo e brincar de Jason)

    Não é sintomático que no mundo que em estamos, as pessoas, idiotas e com diploma, se rebaixem ao ponto de tirarem ”selfies” no meio da uti, se bobear até pede para o moribundo sorrir pra foto…

    A democracia e a internet estão relevando a que grau de imbecilidade a ”humanidade” realmente se encontra e não é precipitado dizer que parece ser muito mais alto do que imaginávamos, muito mais.

    • Uma criança que venha de um lar estruturado, com uma autoestima construída, que tenha aprendido a se valorizar e se respeitar, não mata ninguém por causa de bullying feito pelos coleguinhas, que, vamos combinar, existe desde que o mundo é mundo. O problema está em casa, na formação desses jovens.

      • Não acho, perseguição sistemática por motivo sádico existe desde que o mundo é mundo, escravidão também… não vamos relativizar só porque o imbecil do humano médio o pratica desde sempre, velho não é sinônimo pra normal ou mesmo, moralmente aceitável.

        O problema é que existe uma linha muito tênue entre brincadeiras normais, tipo um deboche que dura uma semana e depois passa. ”Bullying” pode e geralmente dura uma adolescência inteira e não tem justificativa racional.

        E quem o pratica ou é retardado de nascença ou é sádico, o pior tipo de ser.

        • Exatamente !

          Era tantas “abordagens” sistemáticas comigo que uma opinião adquirida nunca mudou : lar estruturado tem que incluir afastamentos para bem melhor e longe no máximo de oportunidades possível !

          Não havia apoio (aliás, proporcionalmente fraco) que me compensasse, em muitas vezes eu me sentia à vontade de fato quando (raramente) ninguém estava por perto !

      • Chegando atrasada…
        Sempre tive a teoria de que o jovem norte-americano não tem problema na vida. Eles tem umas crises existenciais bizarras.
        Sally, ainda tomarei chá com todas as rainhas da Europa (Maxima deve ser bem loucona), mas uma bitoca no nariz do Mickey não pode faltar… Hahaha

  • Ironia on/ esse cara é um herói da revolução beta, e quem não enxerga isso só pode ser uma feminazi mal comida ou mangina atolado na matrix / ironia off

    Esse movimento dos machos ofendidos já deu o que tinha que dar, esses malucos anti sociais sempre arrumam algum movimento pra servir de escudo pra suas frustrações e sair matando os outros por ai, não tem nada a ver com ideologia é só uma desculpa pra ser violento e descontar as frustrações em pessoas inocentes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Relatório de erros de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: