O novo professor.

Ensinar mudou de conceito. Infelizmente muitos professores brasileiros ainda não perceberam, e, presos a um conceito antigo, que não se encaixa mais na atual realidade, propagam aulas jurássicas que por óbvio não despertam um pingo de interesse nos alunos. A culpa, é claro, é sempre do lado mais fraco: os alunos são vagabundos, não querem nada com nada ou até mesmo tem déficit de atenção. Não, a culpa é sempre do professor. É ele que tem a obrigação de ensinar e se não alcança seu objetivo, está fazendo algo errado e precisa se reinventar.

Não faz muito tempo, o monopólio do conhecimento era uma realidade. A informação estava trancafiada em livros técnicos, de difícil acesso financeiro e intelectual. O professor era o herói que destrinchava essa informação para o aluno e tentava transmiti-la de forma palatável. Mas, mudança de era, crescimento exponencial e blablabla, hoje o conhecimento abunda e até uma idiota como eu consigo transmiti-lo em um blog, ao simples acesso de um clique.

Pessoas engessadas, endurecidas, inflexíveis, continuam preparando suas aulas pensando em transmitir conhecimento. ESTÃO ERRADOS. Conhecimento, hoje em dia, é algo barato, comum, de fácil acesso. O professor que apenas transmite conhecimento é um merda. E com este parágrafo, espero ter me livrado de todos os professores jurássicos, que ficarão com raivinha de mim e fecharão está página. Beleza, daqui para frente falo apenas para as pessoas que me interessam: quem foi louco ou curioso o bastante de continuar.

O professor que apenas transmite conhecimento está obsoleto na sua função de ensinar. Conhecimento tem às pencas por aí. O Novo Professor, além de transmitir conhecimento, precisa ter outras qualidades, como por exemplo, ensinar onde encontrar fontes confiáveis, ensinar a ter um pensamento crítico em cima daquilo que te é empurrado como conhecimento e, acima de tudo, a função que eu considero mais importante: inspirar o aluno.

Quem aqui não escolheu uma profissão, uma área ou qualquer outra coisa inspirado em um professor? Quem aqui não se interessou ou se aprofundou em um tema inspirado por um professor? Ao inspirar você desperta no aluno a vontade, o amor pelo estudo. É preciso fazer o aluno se apaixonar por aquilo. Todo assunto tem uma abordagem que pode ser considerada atraente, divertida ou chamar a atenção. Basta romper com esse modelo obsoleto de aula que ainda persiste no Brasil.

O professor que apenas transmite conhecimento virou um mero papagaio repetidor, pois hoje, a informação está em todos os lados, inclusive a um clique no smartphone do aluno. Razão pela qual, além de inspirar, ele deve ensinar a pesquisar, a filtrar informações, a conjuga-la com outras para ter uma visão geral do assunto, contextualizar e formar sua própria opinião.

Vai ter quem diga (e com razão) que “ela está achando que é fácil? não é tão fácil assim”, pois alunos de certas idades ou classes sociais podem não ter subsídios mínimos para absorver este conhecimento. Em um país onde alunos chegam à oitava série analfabetos, eu entendo a preocupação. “Não é tão fácil”, uma frase que me emputece desde sempre… Em algum momento eu abri o texto dizendo “Olha, é facílimo ser professor”? NÃO. Eu não disse que é fácil, eu apenas disse que é POSSÍVEL. No dia em que eu compactuar que “não ser fácil” é uma desculpa válida para não fazer alguma coisa tatuo “eu sou medíocre” na minha testa.

Não é fácil. O que, olhado pelo ângulo certo, é ótimo, pois o mérito é maior se conseguir. No mundo “não é fácil” a concorrência é menor, quem não é muito inteiro, muito seguro e muito atualizado nem tenta, por medo. Vai que é tua! O resto está todo acomodado ou cagado de medo de tentar. Não ser fácil só torna a vitória maior conseguir e a derrota menor se, no meio do caminho, falhar algumas vezes tentando. Tem um jeito, sempre tem um jeito. Se você ainda não o descobriu, invista mais na sua criatividade e coragem.

Todo mundo é motivável, inspirável. Até chimpanzés dedicam atenção a algo que acham interessante. Não existe aluno inalcançável. O que existe é aluno inalcançável pela forma que você escolheu de transmitir conteúdo. Lamento informar, mas não é o aluno que tem que se adaptar ao estilo do professor. É o contrário. A missão do professor é passar conhecimento, ensinar a pesquisar, ensinar a ter senso crítico, ensinar a compreender esse conhecimento e inspirar. Se você não a alcançou, a culpa é sua e você precisa se adaptar aos alunos que tem.

Como a medicina estaria hoje se, no passado, cada vez que os médicos se depararam com uma doença que era incurável, tivessem cruzado os braços e usado para sempre o mesmo remédio ineficaz? Estagnados. E é assim que a educação está, inclusive no Macro, em um modelo educacional emburrecido, pensado para formar operários para fábricas, generalista, adestrador. Se cada professor romper com isso, rompemos com o sistema e isso, meus amigos, representa um ganho para todos, eu diria, até de caráter evolutivo.

Não está funcionando? Faça como os médicos, corra atrás da solução, beba de diversas fontes, faça testes, faça pesquisas, bote sua cabeça para funcionar. Professores não devem se ater ao conteúdo, ele deve investir boa parte do seu tempo pensando na estratégia para fazer com que o aluno absorva esse conteúdo e se inspire a buscar mais. Isso mesmo, a forma está ganhando mais importância que o conteúdo, pois o conteúdo está banalizado. Aceita que dói menos, e passa a investir seu tempo 50% em conteúdo e 50% em forma.

E aqui não me refiro apenas a professores concursados, de carreira. Falo para todos os que, por algum motivo, tem a oportunidade de transmitir conhecimento a alguém de forma regular. E, não se engane, você sempre tem algo a ensinar a alguém. Sempre. Sempre tem alguém que sabe menos que você em alguma coisa. E se você se propôs a ensinar, saiba que vem no pacote a necessidade de ser versátil e adaptar sua forma de ensino ao aluno.

Não é criativo? Não consegue pensar em nada outside the box? Investe. Assim como médicos tem que se atualizar quando é colocado no mercado um novo bisturi ou quando um novo procedimento cirúrgico é introduzido, o professor também precisa se aprimorar. Faz o curso de criatividade do Murilo Gun, faz um curso na Perestroika. Não tem dinheiro? De manhã, enquanto se arruma para ir ao trabalho ou até mesmo no percurso, vai escutando o podcast do Murilo Gun, o GunCast, que é de graça e traz insights maravilhosos. Mexa-se, alimente sua criatividade, a expansão da sua mente, saia da caixinha em vez de desistir e se convencer que nada vai resolver. Criativo não se é, não é um dom, é dedicação e investimento pessoal.

E, só para constar, não falo em tese. Cheguei a dar aula em faculdade de direito e sempre, sempre, sempre fazia questão de uma abordagem nova, inusitada, surpreendente. Sempre passei conteúdo de uma forma que ninguém mais fazia. Fiz o que ninguém fazia, o que ninguém nunca fez. Abri portas. Fiz dezenas, se não centenas de experiências com minhas turmas. Experiências do bem, como faço com vocês aqui no Desfavor, para melhor compreender e me adaptar ao público. Por isso eu digo de camarote: teste, improvise, inove, crie. Sem medo. Medo a gente tem que ter é de ficar estagnado, pois essa, meus amigos, é a única receita certa de fracasso nos dias de hoje.

O primeiro passo é buscar conhecimento, como já dizia o ET Bilu. Beba de fontes boas, de gente com um mindset alinhado com essa proposta. Murilo Gun, Thiago Mattos, Felipe Anghinoni. Procure todas as palestras do TED TALKS (tem legendado no Youtube) sobre educação, pesquise o que as cabeças pensantes estão fazendo e falando sobre o assunto, mas não para copiar, e sim para trazer inputs para sua cabeça.Uma frase que um disse, combinada com outra frase que outro disse podem gerar na sua cabeça uma ideia nova espetacular. Para ter outputs é preciso alimentar o cérebro com muitos inputs. Busque informações relacionadas ao assunto e devore-as.

Quanto mais, melhor. Depois você separa o que achou bacana e começa a adaptar para o seu estilo. Nada de copiar. Com o tempo, você vai aprender a combinar boas propostas, mudar algo e transformar propostas ruins em algo melhor e vai desenvolver seu estilo único de motivar, inspirar e transmitir conteúdo para quem quer que seja.

Pois é, não vem sem esforço. Mas na vida, tudo que vale a pena depende de esforço. A boa notícia é: quase ninguém faz isso no Brasil, logo, vai ser muito fácil se destacar em um mar de medíocres. Não tenha medo de ousar, não tenha medo de tentar. Eventualmente pode dar errado? Sim. Mas estagnado você já tem a certeza do erro anyway.

Nada é pior do que ser um professor papagaio, apegado ao conteúdo como centro da sua aula e a avaliações arcaicas que apenas medem o poder de memorização, e não de compreensão dos alunos. Faça esse esforço de mudar seu mindset e se deslocar dessa premissa de transmitir conteúdo como foco principal da aula. Depois faça o esforço de beber de boas fontes para aprender a ser mais criativo e assertivo, inspirando seus alunos. Junte coragem, uma dose de loucura e comece a tentar.

Não existe aluno não-inspirável ou não-ensinável. Se você tem alunos que considera assim, a falha é sua. É sua obrigação ensinar a eles, uma obrigação que chega a ser moral, ética. É fácil? Não é fácil. Mas é possível. Queira ser melhor na sua profissão. Aliás, queira ser O melhor na sua profissão. O que seria de todas as profissões se todos cruzassem os braços e se recusassem a se atualizar? Engenheiros construiriam palafitas, médicos nos tratariam com sanguessugas. Todo mundo rala e se atualiza, porque caralhos o professor está se achando no direito de permanecer estagnado?

Observe sua turma. Observe seus alunos. Beba de boas fontes, gaste tempo e disponibilidade emocional do seu dia planejando como se tornar interessante para eles. Invista em você e na sua escolha de vida profissional. Ou, se não quiser fazê-lo, seja honesto com seus alunos e, acima de tudo com você mesmo, e pare de tentar ensinar. Retire-se. Não se torne um burocrata hipócrita, não tente encaixar um quadrado em um buraco onde agora, só passa um círculo. Retire-se e dê espaço para quem quer construir um mundo melhor, com pessoas melhores e motivadas.

Ensinar não é um dom, depende de esforço, estudo, aprimoramento pessoal, observação, criatividade, coragem e entrega. Do or do not, there is no try.

Para tentar me convencer de que não é possível e ser esculachado, para dizer que quer assistir uma aula minha de alguma coisa ou ainda para usar este texto com o propósito de melhorar e me contar os resultados: sally@desfavor.com

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Comentários (21)

  • Tem um professor da minha faculdade que eu to esperando ele se aposentar pra conseguir me formar, não tem outro jeito. Já repeti a cadeira duas vezes, talvez indo pra terceira. Ele é uma ótima pessoa e muito inteligente, mas a didática… O cara só fica falando e lendo uns 60 slides nada atrativos das 19 às 22 h, não passa um trabalho extra pra ajudar na nota, não sabe usar o portal. Seu fosse só eu e mais uma meia dúzia dava pra pensar que a gente que é burro mesmo, mas todas as turmas dele? Não conheço um só colega de curso que não tenha passado por momentos de desespero pra atingir a média e uma galera repete. Segunda a gente vai tentar falar com ele pra ver se não tenha nada que se possa fazer, já que aparentemente todo mundo foi mal na prova (pra variar).

  • Sally, justamente no dia em que você postou este texto aconteceu uma coisa que me deixou perplexa. Eu trabalho com mídias sociais e gerencio contas de diversos clientes. Um deles é uma editora de livros didáticos voltados para o ensino de línguas nas escolas públicas. Fiz uma postagem na página dessa editora falando justamente sobre a falta de planejamento de professores, uma das principais falhas que levam o ensino à falência. Destaquei a importância de se atualizar, fazer diferente, trazer o universo do aluno para a sala de aula etc.
    Qual não foi minha surpresa quando não uma mas duas “professoras” da rede pública foram comentar cheias de raiva dizendo coisas como “vá se professor então” ” melhores salários, valorização e apoio ninguém dá” “vai fica um dia na sala de aula”.
    Até agora não entendi o motivo da ira delas, se estamos justamente dando dicas para que possam ser melhores em suas profissões!
    Professores que além de estagnados não sabem interpretar um texto ou tirar proveito de uma dica, apedrejando quem tenta ajudar com o argumento de “não é fácil, vai você fazer”.
    Essa é a realidade do ensino no nosso país.

    • Todo mundo sabe qual vai ser o salário quando presta concurso, não é mesmo? Ganhar pouco não justifica fazar trabalho bosta. Acha pouco?Corre atras de coisa melhor! Que tipo de pessoa medíocre se acomoda na merda?

  • Tem alguns pontos que eu gostaria de comentar, alguns pra acrescentar e outros eu vou acabar discordando… sou professora de ciências da rede pública num município de 50 mil habitantes. As escolas são pequenas, mas as salas entupidas.

    Primeira coisa: exigem dos professores aulas inovadoras, que não sejam na base do GLS (giz, lousa e saliva), mas continuam construindo escolas somente com lousa e giz. Não tenho como trabalhar com mídias diferentes, simplesmente pq não é fornecido. Daí vc pode pensar: mas tem o celular deles. Ok, eu uso o celular deles, penei buscando um meio de não ser a chata que manda guardar toda hora, e aproveito o que eles têm. Mas mesmo assim, encontro resistência entre meus colegas que acham que celular tem que ficar em casa por ser proibido na escola.

    Eu passo horas procurando conteúdo interessante pros meus alunos. Na minha aula sobre densidade, eu falo de merda. Pq a merda bóia ou afunda? Faço todo um teatro, conto história, faço rir, e no final, eu passo o conceito. Mesmo pq tenho conteúdo a ser cumprido, e alguns deles eu nem sei pq passar. Mas vou em frente. A aula tem que ser divertida pra mim também. Se sobra algum tempo dela, passo “cultura inútil”, do tipo “pq maio é o mês das noivas” mimimi. Minhas aulas são ‘stand up’, ou então invento bingo de corpo humano, de tabela periódica, de sistema digestório, pra poder dar revisão do conteúdo.

    Enfim, mas além de não ter como dar aula show sempre, tenho que cumprir algumas obrigações. Aluno só guarda o conteúdo com exercícios, e nessas aulas eu sofro. Tenho apostila pra cumprir. Tenho prova pra dar. Mando lição de casa. Dou esporros monstros sobre como se virar sem diploma, e como a vida pode ser difícil sem ele, sempre tentando levantar a moral de cada alminha que está lá dentro da sala.

    Mas sabe o que é pior que eu encontro, e com isso eu não tenho como bater de frente? O aluno drogado, que chega doido na sala de aula 7 horas da manhã. O aluno que vai pra escola traficar, que se eu disser algo, arrumo encrenca com quem está lá fora, com o gerente da biqueira. Aluno que vai pra escola armado, e que eu tenho MEDO. Esses alunos eu não sei motivar. Tem alguns que peitam, que não querem saber… se eu tento fazer alguma coisa, me mandam cuidar da minha vida, e sinceramente, eu não vou virar nome de pracinha pq tentei fazer algo que ele não queria. Só que atrapalha, um cara desse acaba bagunçando, outros entram na bagunça, e eu me vejo apagando incêndios dentro da sala de aula.

    No mais, inovar dá trabalho, é investimento de tempo. Pelo menos é assim que vejo. Eu busco, me divirto, aprendo, leio, ensaio minhas aulas, uso amigos de cobaia, filmo pra ver o que deu certo e o que não deu. E sou professora de ensino fundamental. Pelo menos aqui eu posso falar livremente, que tenho colegas que talvez por terem que dar aula em sei lá quantas escolas, não têm tempo ou não têm interesse em ir atrás. Ser criativo envolve muito mais que vários diplomas debaixo do braço.

    Com isso eu sofro se os alunos não aprendem. E se dá alguma coisa errada lá na frente, de uma auxiliar de enfermagem injetar café com leite na veia de um paciente, eu me sinto responsável por ter feito parte da formação falha daquela pessoa. É isso que professor não costuma enxergar. São cheios de teorias, mas pensam só no próprio umbigo.
    (desculpe o texto enorme, acho que eu precisava desabafar também)

    • Tati, inovar não precisa ser necessariamente com mídia digital. Pode ser levar um objeto, um animal, uma planta, qualquer coisa que desperte interesse e inspire. Não precisa de computador, telão nem coisas caras para isso, só de criatividade. E a aula, para prender a atenção e inspirar, não precisa ser sempre show.

      Sobre alunos armados, drogados e coisas do tipo, você realmente não tem o que fazer. O que se exige de um professor é que ele passe conteúdo, não que eduque e salve da criminalidade. Isso é caso de polícia e você deveria chamar a polícia para lidar com isso.

      E, vamos combinar, se você acha que não tem condições dignas de trabalho, está livre para sair e procurar outra instituição, se for o caso particular, onde possa exercer na plenitude sua função de professora. O que não pode é se acomodar em um lugar onde não dá para trabalhar só em nome de uma suposta estabilidade. A meu ver isso custa caro a longo prazo para você: desgaste, frustração, estresse…

  • Concordo muito contigo, Sally! Mas devo dizer que isso não é lá tarefa fácil, é para poucos. Ok que tenho lá “pouca estrada” nesse sentido, mas já reparei que manter a atenção do aluno, manter o interesse dele pelo tema e inspirá-lo, chegar ao “universo particular dele” as vezes é tarefa árdua, dependendo do conteúdo e da disciplina.

    Já passei um perrengue básico nesse sentido numa aula de língua estrangeira em que fazia de tudo para me aproximar de um aluno pirralho e ele não se interessava de jeito maneira. (Explicando melhor essa história: o piá era criança e estava numa sala com turma de adultos, já começou errado! E foi a coordenadora que “quis assim”, que me impôs, não tive como retrucar.)

    • Ge, ninguém disse que era fácil. Mas é possível. Ainda mais hoje em dia, que dezenas de recursos digitais podem ser usados. Nenhuma profissão é fácil, porque *&¨%$# professor acha que tem o privilégio de fazer tudo do seu jeito, de chegar lá na frente e “fazer o seu”, foda-se se despertou o interesse do aluno ou não? Negativo, professor não tem que ser papagaio repetidos de conteúdo, sua função principal é motivar e inspirar.

  • O sistema atual de ensino está dando errado simplesmente porque não está mais conseguindo cumprir aquilo a que se propõe: os alunos dispõem de muitas fontes de conhecimento externas e aprendem mais fora das salas de aula do que nelas. Nas aulas se transmite pouco conhecimento (comparado à internet), e ainda por cima, por vias obsoletas. Fora delas, há inúmeras maneiras de absorver conhecimento: pela TV, pelo smartphone, pelo tablet, etc. E tudo na velocidade da internet, enquanto o atual cenário de ensino parece subestimar a capacidade dos alunos. Resumindo: o atual sistema não é mais tão atraente porque os alunos não conseguem lidar com a velocidade com que tudo é apresentado: muito lento.

    • E muito professor não está nem aí que a mensagem não seja passada, apenas vai lá e “faz o seu”, sem se importar com mais nada. Hipócritas, que adoram posar de cidadão consciente em manifestação mas na verdade contribuem diariamente para um Brasil pior.

  • Boa noite Sally meu nome é Rosangela tenho urgência em tirar uma duvida c vc.
    Meu email é (roza.bela@hotmail.com), gostaria de saber o seu.
    Agradeço desde ja a atenção.

    • Rosangela, se quiser tirar duvidas, vai ter que ser por aqui, desde o ano passado que não consigo tempo para abrir e-mail.

  • Nada pior que um professor sem didática, as vezes o cara coleciona títulos e mais títulos, doutorado no exterior e tudo mais, mas não consegue ensinar nem uma equação de primeiro grau, eu tenho um professor que sempre procura o jeito mais complexo de explicar qualquer coisa obviamente todo mundo prefere estudar em casa já que não dá pra aprender nada nas aulas dele

    • Falta feeling, falta saber se adaptar, ser flexível, perceber cada público e descer do pedestal da arrogância acadêmica e correr atrás de conquistar cada público diferente.

      Se você é professor, você tem uma missão: transmitir conhecimento e inspirar. Vai tomar no cu quem acha que é só chegar lá e fazer do jeito que acha certo, se não transmitiu conhecimento nem inspirou, você FALHOU e é um péssimo profissional, independente de título pomposo!

      • No ensino médio tive uma professora que não ostentava tão altas qualificações, não era PhD nem tudo isso aí, mas ela tinha a capacidade de te ensinar o conceito de progressões aritméticas e geométricas sem te mostrar uma fórmula sequer. O que só reforça a tese do texto: não é o diploma que você tem que te define um super-professor, e sim o modo como você inspira e instiga o aluno

        • E não são alguns abençoados que tem o dom, TODO professor tem a OBRIGAÇÃO moral e ética de se reinventar quantas vezes seja necessário para ser compreendido e despertar interesse em seus alunos. A maioria acha que tem que chegar lá e dar a matéria, mas não, faz parte do dever do professor prender a atenção!

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