Digno de vaias.

+Imprensa internacional e publicações nas redes sociais destacaram momentos nos primeiros dias de competição em que os fãs locais “estão tratando esportes olímpicos como se estivessem em um Flamengo x Fluminense”, como descreveu um texto da agência de notícias Reuters.

O espírito olímpico não baixou neste terreiro. Os brasileiros sendo brasileiros para o mundo todo ouvir são o desfavor da semana.

SALLY

Em tese, o brasileiro e o carioca se vendem como povo alegre, simpático, amável e hospitaleiro. Em tese. Não são. Já tem vários textos aqui no Desfavor sobre isso. Agora, além de textos, temos exemplos concretos. Os jogos olímpicos foram apelidados pela imprensa internacional como “Olimpíada das Vaias”, uma bela vergonha para quem gosta de ostentar essa fama de gente boa.

Já na cerimônia de abertura vimos o populacho vaiando gratuitamente delegações, de acordo com suas preferências pessoais, rixas e implicâncias, como ocorreu, por exemplo, com a delegação argentina. Obviamente, ninguém ousa vaiar delegação do continente Africano, porque né, é cool não ter preconceito contra negros. CONTRA NEGROS, contra outros grupos étnicos pode e é engraçado e é fator de integração social.

Durante os jogos, a falta de educação massiva não foi diferente. Quer vaiar os seus? Quer vaiar os atletas brasileiros? Acho bem escroto, se você acha que um atleta não merece seu tempo ou sua admiração, apenas vá embora, não o prestigie, não compre sua camisa. Mas, vá lá, fazer falta de educação com quem é de casa eu posso até tentar compreender, mesmo sem aceitar.

O problema é que estão vaiando os convidados. Pobres australianos que só reclamaram de um alojamento de merda onde foram jogados estão tomando vaia. Tem que achar tudo lindo, inclusive o que está visivelmente cagado, se não vira inimigo do brasileiro. A goleira da seleção feminina de futebol dos EUA, Hope Solo, também foi hostilizada por ter postado uma foto em suas redes sociais fazendo piada com proteção contra Zika. Francamente, brasileiro mete o cacete em todo mundo via rede social, mas se fazem uma brincadeira ou crítica de volta, não aceitam e hostilizam. Muita vergonha.

Por sinal, nem precisa de um motivo externo, basta jogar contra o Brasil que vira inimigo. Vimos vaias em diversas competições pelo simples fato dos atletas enfrentarem brasileiros. São pessoas que dedicam sua vida a aquilo, que conseguiram ser os melhores naquilo que fazem entre todos os habitantes do seu país. Um pouco mais de respeito cairia bem. Vaiar pelo fato de atletas estarem enfrentando brasileiros é o cúmulo do fair play.

Chegaram a vaiar um tenista alemão que jogava contra um brasileiro quando o alemão teve que sair no meio da partida por ter torcido o tornozelo. Tá puxado. O coitado do atleta que treinou sua vida toda para aquele momento se machuca, tem que lidar com o que talvez seja a maior decepção da sua vida somado à dor física e ainda por cima sai vaiado, pois não estava apto para entreter os macaquitos que tinham comprado ingresso e queriam ver um jogo? Terrível. O brasileiro não tem noção básica de empatia, é talvez o povo mais egoísta e frio do mundo e adora posar de solidário e gente boa.

Anota aí: tudo que o brasileiro médio faz é movido por motivos (declaradamente ou não) egoístas. É o modo de funcionar da sociedade brasileira, pensar sempre no que é melhor para si em primeiro lugar como norteador, sem pensar nos outros. Tanta religião, tanto discurso de amor ao próximo e na prática, é essa merda. Felizmente isso ainda me choca, esse comportamento eu não deixei entrar em mim. Assim como crianças, não sabem lidar com frustrações e agem da forma que lhes dá vontade, sem considerar normas de educação ou o outro ser humano ao qual vão afetar. É de uma incivilizade (não existe, eu sei) absurda. Depois doam dinheiro ao Criança Esperança e se sentem super solidários e empáticos. Náuseas.

Após um jogo de vôlei, onde atletas tchecas foram vaiadas, uma delas deu uma entrevista que prova que um dos países considerados mais frios em matéria de sentimentos ainda consegue dar um baile de humanidade no Brasil: “Eu jogo há dez anos e nunca vivi isso. É um tipo de patriotismo. Eu acho que não é nada pessoal contra nós, eles só não sabem o limite entre o que é apropriado para o momento e o que não é mais. Nós também somos seres humanos”.

Reparem que os outros países não tratam o brasileiro com raiva, apenas com uma certa condescendência, pena, como se estivessem falando de pequenos animais irracionais, como noticiado na imprensa americana: “Caro Brasil, se você quer ser levado a sério, vaiar e gritar ‘zika’ toda vez que Hope Solo pega na bola não está ajudando”. É pior do que raiva. É pena. Que vergonha profunda que sinto só de morar aqui. Enquanto isso o povão tá achando que está dando banho de simpatia e alto astral por se manifestar dessa forma passional.

As tradicionais incoerências e inconsistências do brasileiro também estão sendo apontadas a rodo. Só para citar um exemplo, após vaiarem uma atleta que supostamente poderia estar envolvida com doping, os brasileiros acabam passando por vergonhas como: “É irônico o público do Rio vaiar Efimova enquanto vibra ao máximo com seu nadador (João) Gomes (Júnior), que tomou suspensão de seis meses por doping”. Toma que é de graça!

E até aqui, falamos apenas de uma questão de educação, que é subjetiva. Eu acho escrotamente mal educado vaiar adversários. Babaca, infantil, falta de fair play. Mas vai ter quem não ache e ok, joinha, viva a diversidade. Só que vaia, gritaria e ofensas também atrapalham a concentração do atleta. É sabido que para muitas modalidades é necessário silêncio para um bom desempenho. Ginastas, por exemplo, são categóricas em afirmar que para executar uma boa série na trave precisam de silêncio. Não a toa que as melhores do mundo se desequilibraram e fizeram séries medíocres.

Então, não é apenas uma preocupação, por assim dizer, com imagem e educação. É também um atestado de ignorância. Em diversas competições os narradores oficiais tentavam acalmar os ânimos e pedir silêncio, para a boa execução da prova. Alguém deu ouvidos? Não. Que vergonha, que vergonha infinita.

Mas a vergonha máster vem dos comentários da imprensa internacional. Como são muitos, vou citar apenas algumas frases para que vocês tenham ideia de como o brasileiro está sendo visto: “Fãs estridentes brasileiros se fazem de surdos para o espírito olímpico”, “No boxe, judô, esgrima ou até no tênis, os torcedores brasileiros estão tratando muitos esportes olímpicos como se estivessem em um Flamengo x Fluminense, uma rivalidade do Rio onde paixões, além de cusparadas e eventualmente socos, costumam voar alto”, “(…) um comportamento em grande parte definido pelo sucesso do país no futebol no passado e dominado por uma atitude muitas vezes ultranacionalista contra quem não veste o amarelo local” e “Em um evento como as Olimpíadas, onde os pagantes vêm principalmente de uma classe média alta e rica acostumada a ser mimada, as ‘batidas no peito’ (dos torcedores) podem ser bem chocantes, até para muitos fãs locais”. Donkey Kong Feelings.

O pior é que nem sequer percebem o papelão que estão protagonizando. Acham que estão fazendo bonito, que estão demonstrando amor pelo país, que todo mundo faz isso, que essa animosidade toda é prova de alegria, alto astral e felicidade. O brasileiro sente essa necessidade incontrolável de fazer barulho para provar que está feliz. Não sei o que merdas eu fiz em outra encarnação para nascer nesta capital mundial do barulho.

Agora vai alguém ousar fazer metade disso (vaias, oferecer colocar um macaco na vila olímpica, agressões, etc) com brasileiro em algum lugar e observem o chororô, o mimimi, a vitimização. Acusações de preconceito, racismo e coisas piores virão em um tom super ofendidinho. Haja saco para o brasileiro viu? Muito orgulho de ter marcado na minha pele que não pertenço a esse grupo.

Para me vaiar, para começar a se declarar de outra nacionalidade por vergonha ou ainda para dizer que animais selvagens costumam fazer barulho quando se reúnem em bandos: sally@desfavor.com

SOMIR

A tentação é olha de volta para o resto do mundo e dizer “bem feito!”. Colocar os jogos olímpicos no Brasil é mais ou menos como dar um skate de presente para seu filho pequeno, notoriamente irresponsável. Sim, a criança pediu, sim, se ela fizer tudo direito vai ser saudável e divertido… mas assim que ela voltar pra casa com um braço quebrado, a primeira coisa que você deveria pensar era “eu dei um skate para ela, sabendo como ela era… o que eu estava esperando de diferente?”.

Então, Comitê Olímpico Internacional, bem feito. Pedido de criança e pedido de Brasil se analisam com algumas restrições. Considerando o tempo que o país teve para se preparar tanto em estrutura como em mentalidade para os jogos, fica evidente que nem uma coisa nem a outra ficaram prontas. Que era esperada mais passionalidade de latinos nem se pode discutir, o clima sempre vai ser um pouco diferente por essas bandas. Pro bem e para o mal, o brasileiro costuma pensar fora da caixa da civilidade esperada em países mais bem educados.

Atletas que se viram cair nas graças dos brasileiros médios devem estar adorando a novidade, posso dizer até com propriedade que quando se tem costume com um entorno mais frio e formal, o calor do brasileiro pode ser contagiante às vezes. Mas a verdade é que essa medida fica desequilibrada numa situação como a das Olimpíadas. São milhares de atletas, em muitas modalidades que o brasileiro mal conhece ou se importa. Se o problema fosse o excesso de carinho e empolgação das torcidas com a maioria dos eventos e seus participantes, eu até concordaria que “gringo não sabe o que é torcida de verdade” e outras frases do tipo que pipocam por aí.

Mas não é isso, o BM, tal qual uma criança entediada e mimada, quer roubar o show para si e criar sua diversão independentemente do que está acontecendo nos esportes que assiste. Não admite não ser o centro das atenções. A não ser que aconteça algo muito especial que consiga prender a débil atenção desse povo, eles vão reinventar o que deveria acontecer naquele evento para algo que os entretenha imediatamente.

Seja berrar impropérios e provocações para atletas que foram inocentes o suficiente para acreditar que por aqui se aceita humor e crítica honesta, seja apenas criar um clima de estádio de futebol em qualquer lugar só para mostrar para o mundo como somos mais quentes que eles. Me passa a impressão daquela pessoa que enche seu perfil nas redes sociais com fotos ostentando felicidade, desesperada por passar a imagem de que está muito bem.

E aí, até a empolgação do brasileiro começa a soar suspeita. Estão fazendo essa bagunça toda para os jogos que estão recebendo ou estão tentando passar uma mensagem de reforço de uma das únicas coisas que são elogiadas sobre eles no resto do mundo? “Olhem para nós, nós somos descontraídos e felizes! Nós estamos nos divertindo!”. O brasileiro vive reclamando da imagem negativa que recebe do resto do mundo, mas não resiste a virar caricatura de si mesmo em qualquer oportunidade.

E até as vaias são reflexo disso, claro que são falta de noção de um povo que só está acostumado com um esporte, onde seus berros descontrolados são até valorizados, mas também uma expressão de inferioridade, como se precisassem de reforço constante de atenção, até mesmo em bandos. O atleta que não os faz sentir representados é uma ameaça à ilusão de estrelato desse povo, e a ameaça é contornada tomando de volta a atenção. Quando o atleta que espera civilidade se irrita, está fazendo esse jogo. A plateia queria ser notada, não são pessoas completas o suficiente para apreciar o momento do outro.

E, para o azar dos que se incomodam por não terem o costume de lidar com essas crianças carentes (em vários sentidos), a indignação costuma funcionar nos seus ambientes naturais. O imbecil querendo disputar atenção com quem se matou a vida toda pra chegar naquele palco esportivo é mau visto fora de lugares atrasados como o Brasil. É até uma medida de como não entendemos nem o começo do que é uma meritocracia…

O povo bagunceiro não tem nem a capacidade de entender que quem merece os holofotes é quem lutou por isso. Por essas bandas, atenção é coisa de quem grita mais alto, algo de momento, jamais construído. O problema real com a plateia brasileira não é a passionalidade em si, atletas com certeza adoram sentir apoio e interesse daqueles que vão os ver competindo, mas nesse esquema muito mais egoísta do BM, a coisa fica estragada.

Talvez não seja uma conclusão consciente de quem está reclamando desse comportamento, mas parece sim que sentem algo errado ali. Quase como notar uma criança fazendo birra e não conseguir se conectar com um sentimento genuíno lá dentro. Ovações e vaias que realmente demonstram uma conexão entre o espectador e o atleta naquela narrativa que o esporte não deixa de ser são parte do jogo sim. São as pessoas se importando, e pra quem se dedica tanto ao ponto de chegar numa olimpíada, deve ser muito bom sentir esse reconhecimento.

Mas quando os brasileiros começam a fazer circo apenas pelo circo, numa forma estúpida de auto-afirmação e medo de notarem a própria irrelevância, isso contamina toda a atmosfera. E aí, torcida fica sendo algo chato em esporte… parabéns, Brasil. Parabéns mesmo!

Para dizer que eu tenho que ser expulso do Brasil, para dizer que pelo menos contra os argentinos é de coração, ou mesmo para reforçar o “bem feito!” para o resto do mundo: somir@desfavor.com

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Comentários (38)

  • “O pior é que nem sequer percebem o papelão que estão protagonizando. Acham que estão fazendo bonito, que estão demonstrando amor pelo país, que todo mundo faz isso, que essa animosidade toda é prova de alegria, alto astral e felicidade. O brasileiro sente essa necessidade incontrolável de fazer barulho para provar que está feliz”.

    Sally, aqui vc fez uma radiografia fiel do povinho daqui de Valsador. É assim mesmo, essa necessidade de fazer barulho pra provar uma “felicidade” falsa, fake… E tome som alto, barulho e pagodão em ônibus, som alto em ônibus e por aí vai. É um povo sem noção… E mesmo no país inteiro a situação se repete – tanto que uma conhecida no face compartilhou uma história, dizendo de pessoas fazendo barulho no ônibus em Curitiba (coisa rara, admito, kkkkk – pelo menos na época na qual eu fui lá, há uns anos) e quando eu disse que era falta de educação zuada em ônibus, ela me recriminou, disse que não era bem assim, que era a “alegria” das pessoas. É foda, quando um país aceita esse tipo de malcriação, de mau comportamento, não me surpreendo nenhum pouco com a situação moral do país, muito menos com a imagem deste no exterior, especialmente em meio a nações civilizadas, nas quais, som alto em coletivo pode dar até em multa e outras penalidades, assim sendo tratados certos tipos de mau comportamento que são admitidos aqui, mas não nesses outros países.

  • Sally e Somir, textos maravilhosamente lapidares. Um horror tudo isso. A macaquice brasileira no mais alto grau, dando espetáculo de vergonha no mundo inteiro, e ainda sim, nas redes sociais deste país lixo, estão aplaudindo e achando liiiiindo as vaias brasileiras e as reações primitivamente infantilizadas afins, que são feitas em atletas só porque estão enfrentando o Brasil, em esportes que necessitam de muita concentração e por aí vai – o mesmo povinho que aplaudiu a macaquita que maltratou o americano no metrô, o mesmo povinho que nem piscou o olho quando o alemão da canoagem morreu, que ficaria todo ofendidinho se alguém chamasse eles de “macaquitos” pelas macacadas que eles andaram fazendo. Terrível, muito terrível. Eu também me pergunto o que fiz em alguma encarnação passada pra nascer nesse grande cu do mundo chamado Brasil…

  • A brasileirada macaqueando na OlimPIADA é que tinha que estar sendo vaiada. Despreparados, desrespeitosos, incultos, metidos a espertalhões, criminosos, papudos, burros de dar dó, incompetentes, e ainda querem reclamar quando alguém critica? Ah, vão se foder!

  • Isso que dá fazer um evento civilizado em plena selva.
    Daí quando nos chamam de macacos, é ofensa racista.
    Se bem q em muitos zoológicos esses mamíferos são bem mais comportados e silenciosos, mesmo sendo seres dito irracionais.

  • Adriana Truffi

    Por incrível que pareça, hoje a torcida me surpreendeu positivamente. Na prova do solo masculino na ginástica olímpica, em que os brasileiros levaram a prata e o bronze, pensei que na hora de entregar a medalha de ouro ao britânico a torcida vaiaria, ou ficaria em silêncio. Mas aplaudiram bastante! Menos mal né? Ficaria feio demais se fosse diferente.
    Em vários esportes vi os atletas pedindo silêncio ou claramente incomodados com o barulho. Também me senti extremamente envergonhada com essa atitude. Será possível que essas pessoas nunca assistiram os esportes que estavam acompanhando? Não sabiam da necessidade de silêncio, quer seja pra não prejudicar a concentração, quer seja pra ouvir as sinalizações?
    Nunca consegui estudar ouvindo música ou com barulho da televisão, tudo tirava minha concentração. Em alguns esportes o silêncio é obrigatório. O cara tá lá mirando no tiro ao alvo, e um bando de retardados gritando feito loucos… Não sei como um não apelou e mirou na testa de um desses imbecis.
    E sobre o que a Sally falou, sobre os brasileiros fazerem piada com tudo, mas não aceitar que ninguém critique o país, vi isto claramente no episódio do biscoito de polvilho Globo, que um jornalista estrangeiro criticou. Não vou nem entrar no mérito se o biscoito é ruim mesmo ou não, porque nunca comi o desta marca. Mas saber que é isso que estão oferecendo pro público comer, sendo que muitas pessoas estão ali do início da manhã até à noite, e pior, principalmente nos primeiros dias de provas, onde estava dando tudo errado, era a única opção de alimento… socorro! Passar o dia a base de água e biscoito de polvilho? Que horror!

  • Desde que abriram os trabalhos pras OlímPIADAS eu não liguei mais a tv ou entrei na internet sem passar vergonha. Micão histórico. Quando eu viajar pro exterior não vou dizer pra ninguém que sou brasileira. O que vão pensar? Felizmente, graças aos meus antepassados italianos, minha aparência engana bem.

  • Parece que vocês leram minha mente. Estava aguardando uma nova postagem sobre a Olimpíada para tocar nesse ponto das vaias. Não vou dizer muito, já está dito no texto. Incrível como só o barulho, o estardalhaço, a exibição, só isso tem valor para o BM. Quer convencer alguém de seu ponto? Fale mais alto que ele. Se ele dobrar o volume, dobre também. Grite até deixar todo mundo surdo. Pronto, você é o melhor, naqueles 15 segundos de fama, você é o campeão do mundo. É assim em todo lugar, na câmara, na escola, na televisão, no estádio, na internet, até na biblioteca.

    O que falta aqui é silêncio, o silêncio que deixa meditar, que deixa refletir. Que permite desenvolver valores como honra, paz, respeito. E o pior é que não estamos nem chegando mais perto, as novas gerações estão sendo ensinadas as tristes lições de que “rótulo”>”virtude” e “eu nunca estou errado”.

  • O Brasil é um baile funk. Se você é do asfalto e aceita comemorar seu aniversário na comunidade, prepare-se para a cultura da favela.

  • Nem para (mínimo do mínimo) “receptivo da América do Sul” o Brasil serve mais, definitivamente !

    (Vivos, anfitriões e muito) Lembrados da Copa de 1950 devem estar sentindo (muitas) saudades…

  • Mas isso era completamente esperado, no país da passionalidade latina ancestral potencializada pela mistura de degenerescência intelectual e moral da escória européia que aqui desembarcou em primeiro lugar, banzo, revolta eterna e irreverência forçada e atrevida dos que foram obrigados a se submeter e indolência e primitivismo extremo dos que foram deixados de lado pra morrer à míngua, desde que suas terras fossem tomadas. Grande diversidade essa!

    BM é uma reação química terrivelmente instável, nem Lorentz conseguiria entender a mentalidade caótica desse animal estranho que é o brasileiro ou de sua subespécie mais perigosa, o carioca, sempre ufanista, louco, desequilibrado e pronto a morrer pelo “seu” Rio de Janeiro. Sobra pra nós, uma pequena elite de gente sensata que é posta no mesmo balaião cheio de merda transbordante que canta que é “brasileiro com muito orgulho e muito amor”.

    Aliás, meio que saindo do tópico, é verdade que alguns prédios no Leblon botaram placas enormes nas portarias pra informar que “aqui, no apartamento XX, morou Fulaninho”? (troque “Fulaninho” por qualquer um desses tiozinhos soporíferos aí, tipo Jom Tobim, Goão Jilberto e similares tão medíocres e enfadonhos quanto). Se for, isso explica muita coisa!

  • E nos jornais sempre botam gente dizendo que é assim mesmo, que brasileiro é passional nos esportes, que os atletas tinham que estar prontos pra isso… em resumo, não sabe brincar, não desce pro play.

    Se não me engano até o Galvão conseguiu ser barulhento o suficiente pra irritar os outros narradores.

  • Sei que vou ser minoria vencida, mas estou indo aos jogos todos os dias, e posso dizer que está melhor do que no Pan. No Pan (eu tambem fui nos jogos todos os dias) passei muita vergonha mesmo. Dessa vez acho que está um pouco melhor. Há muitas explicações para o fato, como arenas vazias, ou talvez até o fato de já ter visto isso, mas o fato é que em algumas competições quem está enchendo o saco são os russos ou norte-americanos. Na esgrima os russos estavam insuportáveis, ainda mais por que havia seletivas rolando ao mesmo tempo que não tinham nada a ver com eles. Eu sei que o erro alheio não justifica o nosso, mas me empolguei e mandei um VAI CORINTHIANS. Pelo menos o non sense tropical ainda tem a sua chance.

  • “O brasileiro vive reclamando da imagem negativa que recebe do resto do mundo, mas não resiste a virar caricatura de si mesmo em qualquer oportunidade.”

    Perfeito, Somir.

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