Dia do Bullying

12 de Outubro: Dia Nacional do Bullying aqui na República Impopular do Desfavor! E para provar que realmente acreditamos no que pregamos, hoje Sally e Somir escolhem um ao outro para infernizar. O bullying constrói, mas primeiro precisa destruir. Então, sem mais delongas:

SOMIR

Normalmente eu aceito o papel de vilão por aqui para facilitar a vida de todos vocês (Gezuiz nos livre da complexidade), mas já que a proposta do dia pede, vamos trazer um pouco mais de realidade para esta situação: Sally está mais do que merecendo sua dose de bullying depois de tantos anos impune.

Sally paga de rainha da organização e dos prazos quando na verdade esse é um efeito eventual da sua verdadeira característica de personalidade: inflexibilidade. Uma pessoa que não consegue lidar com surpresas tende a ser muito consistente mesmo: eu escuto palavrões que ainda nem tinham sido inventados toda vez que sugiro algo novo que interfira com o conjuntinho de regras que ela cismou que temos que ter aqui. Sally não lida bem com mudanças no roteiro, e passa um verniz de organização por cima de seus ataques, para deixar mais apresentável. Parece que não faz diferença um texto original ou uma receita de bolo se for no horário que ela espera. Se o que a importa sair como ela quer, todo o resto é secundário. Incrível como a pessoa é seletiva no que considera excelência.

Ela tem um blog bem organizado e funcional ao seu dispor por quase dez anos, nunca precisou resolver um problema que não fosse postar ou responder comentários, e ainda deve achar que é um duende mágico que organiza essa porra toda, segurar isso funcionando esse tempo todo não é fácil não, mas na cabecinha dela, só o que ela faz dá trabalho. Ela faz tão pouco do problema alheio que nunca se preocupou em aprender nada sobre o funcionamento técnico do blog, com certeza deve achar que é tão trivial que no dia que precisar, aperta um botão chamado “arrumar o site” na interface de administração e tudo vai funcionar.

E vamos apontar o elefante na sala: virou moda dizer que eu acho todos vocês burros, mas quem está aqui desde o começo sabe que se não fosse eu apertando e reclamando, Sally estaria até hoje escrevendo textos falando mal de homem por achar que vocês só se importariam com isso. Eu posso até ter um histórico de cacetar gente burra aqui dentro, mas eu não puxo muito o freio de mão na hora de escrever sobre coisas mais complexas. Prestem atenção nos textos da Sally: sempre tratando vocês como se tivessem acabado de chegar nesse mundo. Explicando tudo do zero. Nesse ponto eu sou o menos presunçoso aqui: parto do princípio que podemos discutir algo além do básico.

E o resultado dessa redução toda pode ser visto em toda coluna “Ei, você!”, com a maioria absoluta das pessoas descobrindo o desfavor através dos textos sobre cu, lagartixas e gravidez. Se o material atrai tanta gente imbecil, será que é o mais apropriado para o público que filtramos com tanto cuidado por tantos anos? Pior, será que esse tipo de “conteúdo de entrada” que ela tem certeza absoluta que é a única forma de postar não reduz a possibilidade de leitores com um pouco mais de conteúdo na cabeça trazerem coisas novas para a gente? Sally gosta de começar discussões, mas fica sem saco rapidamente quando a coisa desenvolve. Mas não é culpa dela, não… eu que sou “inacessível”… pra mim “eclético” é o gosto de quem não tem gosto.

Quem quer versatilidade vai para o Facebook, para ver mil notinhas sobre mil temas diferentes e não pensar sobre nenhum deles. O desfavor não vai concorrer com isso, jamais, mas adivinha se ela aceita a mudança? Em tempos de rede social, blogs são seres diferentes. Quando começamos, o formato servia como “revista de variedades”, mas o mundo mudou. Sally faz pouco de vocês na cara dura achando que só aguentam conteúdo simplificado, e ainda faz um joguinho bem óbvio de jogar a culpa em mim que todo mundo costuma cair.

O que nos leva ao temperamento explosivo, com uma peculiaridade: quem é macaco velho de desfavor sabe que é muito mais seguro discordar de mim do que dela num comentário. Quando respondo, pelo menos vou com o claro objetivo de argumentar e finalizar logo a situação. Quando minha Cara decide que tem certeza sobre o que fala, das duas uma: ou entra num modo arrogante de não querer mais discutir porque a outra pessoa não sabe do que fala (e pronto!), ou entramos num caminho sem volta até uma explosão. Era de se esperar que ela já soubesse a essa altura do campeonato que não consegue lidar com gente obtusa ou excessivamente prolixa, mas não… não se aguenta. Sally é uma fábrica de corda pra gente chata pra caralho. E depois não sabe porque dá merda. É tipo estupro: não é culpa de quem sofreu, mas não podemos ignorar que alguns comportamentos majoram o risco.

Pra entender a Sally aqui no desfavor, basta entender que ela se recusa a lidar com qualquer coisa que saia do script e se amarra em tratar todos aqui como se fossem incapazes de entender qualquer coisa mais complexa do que ELA escreve. E trazendo um defeito meu à tona: se você não percebe como a Sally é condescendente com todos vocês, é burro. Muito burro.

Para dizer que eu demorei pra postar, para dizer que vai concordar com a Sally pra não se indispor, ou mesmo para dizer que eu realmente reclamei de uma pessoa por ser pontual: somir@desfavor.com

SALLY

Hoje tem festinha no Desfavor. Normalmente as pessoas convidam para festa dizendo “Vem, vai ter bolo!”. Grandes merda bolo! Bolo você compra em qualquer padaria. Nossa festa é muito mais legal. Vem, vai ter bullying!

Vamos falar do Somir, uma criatura tão bullynável que mereceu uma coluna própria apenas para isso ao longo destes nove anos. Sim, ele é uma pessoa que teve a capacidade de fazer tantas merdas em um relacionamento que renderam tema para quase dez fuckin’ anos de histórias, no entanto, está aí, cheio de razão apontando o dedo para mim. Quer brincar? Bora brincar. O que eu tenho de bom coração e de disposição para ajudar os outros me falta em verniz social, este texto será uma das coisas mais naturais e fáceis que eu já escrevi.

Desde sempre temos que lidar com a impontualidade da Madame, que sempre acha que ano após ano sempre acha que vai dar tempo de tudo, quando na verdade, nunca dá tempo de nada. Qual é o nome da doença mental que faz com que a pessoa calcule mal o tempo e continue calculando mal o tempo não importa quantas vezes se ferre por causa disso? Na minha terra a gente chama de “burrice”, ou seja, não ser capaz de aprender com os erros, repetir o mesmo erro sistematicamente. Mas não deve ser né? Ele é tão inteligentão! Mais fácil colocar na minha conta e dizer que eu sou muito estressada, inflexível, intransigente.

Vocês já pararam para pensar na molezinha que é o esquema do Somir? Já pensaram se vocês tivessem a prerrogativa de, cada vez que não quisessem ou não tivessem tempo/vontade de trabalhar, mandar um whatsapp para Sally Babaca de Plantão e ela fosse lá e cuidasse de todos os seus afazeres naquele dia? Pois é, ele só tem um trabalho: enviar um whatsapp, um sms, um sinal de fumaça que seja, dizendo que não vai poder postar, que eu cubro o texto dele. Mas ele faz isso soar como sofrido, opressivo e tirano. Um grau de vitimização interessante para quem critica o coitadismo, não é mesmo?

“Aiiiiin, mas eu formato tudoooo”. Sim, verdade. Quer dizer, verdade parcial, pois não sei se vocês repararam, nem justificados os textos estão. Cada linha termina em um lugar diferente, um verdadeiro pesadelo para quem tem TOC com simetria. Daí se presume que a grande formatação é corta-cola e jogar uma imagem no texto. Difííícil, né? Praticamente um trabalho escravo! Formatação é a primeira coisa que se aprende em qualquer aulinha de informática para idosinhos com mais de 90 anos, não é tão difícil assim. Ou é? Deve ser, caso contrário todas as linhas dos textos terminariam no mesmo lugar.

Eu não nego que o Somir escreva bem, caso contrário, nem escreveria um blog com ele. Mas porra, como tudo nessa vida, ele faz questão de que seja da forma mais difícil possível. Quem aqui nunca se pegou pensando “mas que caralho…” no meio dos textos dele? São voltas ao mundo para chegar a um ponto de vista, são sutilezas que fazem meu cérebro doer de tanto tentar encontrar o real significado, são referências obscuras que mais parecem um jogo de adivinhação misturado com teste de Q.I. Ele consegue uma proeza que eu nunca tinha visto: escreve fácil nos termos e difícil no conteúdo, que é a parte principal do texto. Parece que só é merecedor de compreender a maravilha que ele está trazendo quem tem a paciência, tempo e inteligência de pescar suas mensagens cifradas. E, spoiler, na vida pessoal adivinha se também não é assim?

E se você não entende, não concorda ou acha chato, você é burro. É simples assim. O Nós x Eles é falsamente atribuído ao PT, na verdade, Somir começou com isso em 2009. Quando ele nasceu, passou um demônio e disse “Te darei o dom da sutileza cruel! Plim!” e é assim que ele conduz a vida: obrigando aqueles que o cercam a fazer uma musculação mental para compreender coisas simples. Acreditem, até para dizer que está com sede e quer um copo de água ele o faz da forma mais truncada, complicada e cansativa possível. Mas o Mestre da Manipulação sai impune, não é ele o problema, todos nós é que somos burros.

Falemos dos temas sobre os quais ele escreve. Imagina se Vossa Majestade vai escrever sobre algo que fuja a seu elitismo! Não, não, um blog eclético para que? Assim como a Globo alterna os cenários das suas novelas entre Rio, São Paulo e Nordeste, ele alterna seus textos entre nerdice, histórias ficcionais e críticas sociais pretenciosas. Quando quer tapar buraco, faz um Ei Você, que geralmente reúne esses três elementos. Versatilidade é para os fracos, os fortes não apenas restringem os temas, como ainda os selecionam de modo a atrair para o Desfavor apenas virgens de 40 anos, adolescentes que planejam atirar nos coleguinhas em sala de aula e deprimidos no geral.

O que dizer da personalidade cativante do nosso querido Somir? Não sei o que repele mais leitores, quando ele simplesmente os ignora ou quando ele tenta responder. Verdade seja dita, de uns tempos para cá ele vem se esforçando para socializar um pouco mais, o que o coloca, atualmente, na categoria “autista” (antes do ano passado eu classificaria como “selvagem”). Alguns com Síndrome de Estocolmo se sentem tão gratos por ele ter respondido que nem se atrevem a acusar a frieza o distanciamento nos comentários. As únicas vezes em que ele diz como se sente, é quando se sente superior. Morto por dentro não basta, eu diria que é morto, enterrado e em estado de putrefação emocional, mas, o que eu sei da vida? Eu provavelmente sou uma burra.

E a parte de pesquisa que o Desfavor implica, ele ajuda? Não ajuda! Sally, A Escrava Chinesa pesquisa toooodas as notícias da semana, compila tudo e envia para Madame apreciar toda quinta, com as cinco piores notícias selecionadas em vermelhinho, de onde geralmente brota o Desfavor da Semana. Como regra, é a Isaura aqui que também envia uma penca de temas para o Ele Disse, Ela Disse para que a Madame diga com o que concorda e com o que discorda e ainda dá sugestões de temas para os textos dele. Tá pouco? Se, apesar de tudo, “não der” para ele postar, ele tem o desprendimento de simplesmente não postar e foda-se. Não precisa me avisar não, eu não sou dona disso aqui também não, eu sou apenas sua humilde serva, a seu dispor, Mestre! E ai de mim se cobrar: “não deu, ué”, como se fosse uma fatalidade e não uma questão de prioridade. Um doce de pessoa.

Dificuldades e limitações todo mundo tem, não tenho problemas com isso. O complicado é a pessoa negar que tenha uma dificuldade, colocar sua dificuldade/limitação como algo bacana e ainda jogar merda em quem reclama dela. Somir é um elitista esnobe desorganizado mestre em inverter as cagadas que ele faz acusando ou responsabilizando o outro da forma que seja necessária, ainda que para isso estupre o bom senso. Ele tem o dom de afirmar absurdos e injustiças com uma convicção tamanha que você chega a se questionar se está maluco. E se você reclamar ou achar isso ruim, bem, só há uma explicação possível: você é burro.

Para ajudar a fazer bullying contra ambos, para escolher um lado e cacetar o outro ou ainda para fazer bullying com você mesmo: sally@desfavor.com

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15 desfavores sobre “Dia do Bullying

Eu ia dizer que não sou capaz de opinar, mas… É só preguiça de argumentar ponto por ponto mesmo. Mas vamos lá, deixa eu tentar:

1) Concordo que o Somir é um manipulador e escreve de forma truncada até mesmo para os leitores mais exigentes/nerds/que possuem bom conhecimento enciclopédico pra pegar todas as referências que ele põe.

2) Relacionado ao 1, ele sempre trás à tona essa discussão sobre ecletismo x elitismo aqui no desfavor, o que configura uma tônica a respeito das posições dele e da Sally. Eu tendo a preferir a posição da Sally: ecletismo, variedade, linguagem fácil. Se o blog fosse “elitista” e tivesse só os temas que o Somir gostaria de escrever acabaria que ficando chato e sem variedade.

3) Concordo que o Somir me parece um tanto desorganizado e descomprometido com o blog (digo isso com conhecimento de causa de quem lê issaque desde os idos de 2011! Já somos uma família então…), aliás, me lembro daquela época em que a Sally teve que sair por duas semanas sabe-se lá porque e o negócio todo ficou na mão do Somir e virou uma zona! Bahh não dá! Ponto pra Sally em relação à organização e comprometimento.

4) Achei curioso no texto que ambos apontam para o mesmo quando o assunto é discussão/argumentação: se não concorda, chama os outros de burro ou encerra a discussão. Já notei essa tendência mesmo em alguns comentários, mas…

E só pra finalizar: As vezes tenho a impressão de que o Somir é um preguiçoso que não posta textos interessantes, só posta um “ei você” qualquer ou um Des Contos de ultima hora e… Aliás, sentindo falta de algumas colunas tipo os “siagos tomirs aquela do…”

Quanto à organização/layout do site: pra mim está bom, nada a reclamar. Branquinho bonitinho bem limpo. E se fosse pra formatar o texto, que coloque um adentramento de 1.5 no parágrafo porque olha… Aquele bloco de letras saramaguiano quadradinho sem adentramento também não dá não!

Existe um limite dentro do qual eu me disponho a discutir. Perceba que tem texto meu com mais de três mil comentários, todos respondidos. Porém, quando percebo que não há discussão possível, pois a pessoa está fechada ou só quer tumultuar, realmente não discuto, pois sinto que não vai me acrescentar nada, apenas vou alimentar atenção para aquela pessoa.

Realmente esse detalhe é curioso…
O Somir, publicitário, que deveria ter uma comunicação mais amigável com seu público alvo, escreve de maneira truncada e complexa.
Sally, advogada, de quem se esperaria uma linguagem mais formal na linha do juridiquês, escreve de maneira fluida, Leve e compreensível.
Sally, por falar em bulling, teremos resenha do filme do Danilo Gentili que estreou hoje? Adoraria ler!

Adorei…
…Maassssssss
ficou parecendo q a sally é o garoto grandão q bate nas pessoas e Somir o nerd q tenta se defender com cautela pra não gerar mais irá e apanhar mais. Tá com medinho, Somir?

Posso falar a verdade? Eu também acho que o Somir não aproveita tanto as colunas quanto a Sally. E pra mim vocês estão abusando demais desse “ei, você”. Uma vez por mês está de bom tamanho. Onde estão aquelas colunas novas que vocês fizeram votação e depois forçaram para entrarem todas? Completamente esquecidas.
E se por um lado Sally deveria ter aprendido algo de formatação nesse tempo “a semana desfavor” deveria ser revezada, cada semana um listaria as notícias. Certeza que sairia diferente. Por falar em formatação, eu vi que outro dia alguém estava pedindo botão noturno no site. Que noturno o que! Tem é que voltar o fundo preto que o branco é muito amistoso.
E já que é pra fazer bullying, duvido que os textos do Somir atraiam tanta gente assim. A Sally que fez o texto da gravidez que trouxe um monte de chatas, reclamonas, e que quando dizem que não querem ter filhos mesmo eu só consigo pensar ” ainda bem, porque o mundo não precisa de mais um chato como você”. Sério, eu ainda não vi uma pessoa interessante que tenha chegado aqui através desse texto.
Aguardando os xingamentos. (a propósito, Somir: Tiago é pra rimar com diabo ou com viado?)

Não sei o Somir, mas eu fiz um Ei Você em agosto, um em setembro e zero em outubro.

Você acha que deveria ser um por mês ou um meu e um do Somir por mês?

Tomir, vc é um preguiçoso que só quer saber de comer e dormir. Se o blog fosse só seu, teria uma postagem por mês. Vc não respeita horarios e esquece da maioria das coisas. Vai ter que assistir muitos CBM na vida ainda como castigo. E daí que a Sally fala mal de homem? Tudo verdade e vc com certeza se identificou no texto e por isso tá magoadinho. Não cresce nunca, bebezão!

Olha, só por curiosidade, fui pesquisar quantos Sally Surtada postei este ano. Foram dois, um em 24 de janeiro e outro em 20 de junho. Considerando que estamos no décimo mês do ano, dá uma média de um cada cinco meses. Não me parece muito…

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