Começa a semana de comemoração dos 9 anos de desfavor, e com ela, Sally e Somir trazem uma discussão interna para ser definida por vocês, impopulares. O desfavor manteve-se distante de redes sociais até agora, mas há uma oportunidade no horizonte.

Tema de hoje: o desfavor deve ir para o Twitter?

SOMIR

Não. Podemos mexer em várias coisas aqui para melhorar a proposta do desfavor, mas o embargo às redes sociais não é uma delas. Foi numa delas, o finado Orkut, onde Sally e eu nos conhecemos, e temos algumas histórias bacanas por lá; mas os tempos mudaram. Vivemos uma espécie de Velho Oeste da internet, onde as regras ainda estavam meio borradas e as pessoas não tinham se mudado definitivamente para o local. E esse não é mais o caso.

Sally e eu vivíamos num ecossistema de fakes, pessoas com mentalidades parecidas que se congregavam em comunidades por pura “sintonia troll”. Era o tempo disso, onde a vida da internet ainda era uma coisa secundária, mais baseada em interesses do que necessariamente uma versão distorcida da sociedade normal que vemos atualmente. Eu não estou cego pela nostalgia: o mundo mudou e com ele quase toda a mecânica de interação das pessoas nas redes sociais.

Se o Orkut era um mega fórum sobre tudo, onde os temas conversados (por mais rasos que fossem na média) estavam acima das pessoas que conversavam sobre eles, as iterações mais modernas das redes sociais são totalmente focadas em popularidade pessoal. Classificados de gente cuja moeda de troca é o interesse momentâneo por algo que se diz. Tanto que atualmente, tudo é mais efêmero: não importa o conteúdo que você coloque lá, ele some em minutos se outras pessoas não “pagarem” pela sua popularidade divulgando-se junto.

No ecossistema do conteúdo, nós tínhamos um lugar. No da exposição instantânea, nem tanto. Sei que a Sally escolheu o Twitter por ter algumas características mais parecidas com o Orkut nesse ponto de encontrar gente “errada” feito a gente, mas a verdade é que a única coisa que sobrou na internet onde o conteúdo se sobrepõe a quem posta são as Chans, e as Chans (pelo menos as movimentadas) são de uma baixaria sem fim que a maioria de nós não poderia participar tendo uma vida profissional… o Twitter tem seus pontos positivos? Tem sim. Se a sugestão fosse Facebook ou Instagram isso nem estaria em discussão, usaria meu poder de veto e pediria para a Sally fazer um exame temendo por sua saúde mental.

Mas a era da congregação por ideias e conteúdo que cada um pode trazer já foi. Agora as coisas se baseiam em curtidas e popularidade do perfil. Sem contar que agora nossas vidas estão tão integradas com a internet que as redes sociais quase não servem mais para expor o que pensamos sem o verniz forçado de sociabilidade que temos na vida real. Está todo mundo com a cara e a vida arreganhada lá mesmo, então a necessidade de manter uma pose é maior do que nunca. Se no Orkut ainda tínhamos um volume saudável de fakes, pessoas que queriam ser conhecidas pelo seu conteúdo e não pela carinha e fotos da última balada que foram, nas redes sociais modernas as coisas já estão terrivelmente diferentes.

O conceito de “trollagem” no inconsciente coletivo deteriorou-se para animosidade gratuita e covardia, ou para pegadinhas idiotas cujo objetivo é gerar curtidas. Hoje em dia poucos entenderiam o que fazíamos naquele tempo, e os que nunca entenderam estão mais fortes do que nunca: com uma pujante indústria da ofensa e Leôncios por todos os lados prontos para gerar censura e indenizações a cada desvio do comportamento esperado, não é mais uma questão de gente histérica bravateando, ter o conteúdo deletado e tomar processo é uma realidade que não depende mais do mérito da reclamação ou da legislação vigente: se gerar volume suficiente, algum juiz imbecil vai tentar te ferrar por falar umas verdades.

Em outros tempos tínhamos a lei debaixo do braço, hoje em dia não serve mais para alguma coisa. Estamos fazendo a transição para um conceito de liberdade de expressão limitado aos sentimentos alheios e popularidade, e isso não vai ser saudável para o desfavor. Por isso que criamos nossa barreira contra a estupidez aqui: para não arriscar nossa liberdade de expressão. E, claro, para manter um espaço totalmente focado em conteúdo. Acho arriscado e pouco produtivo nos enfiarmos no mar de futilidade da internet de curtidas dos dias atuais. O pêndulo ainda não está do nosso lado, e pode demorar bastante para voltar.

E vamos falar do elefante na sala: costumo gostar de vocês, mas já aprendi que não dá para contar muito com a criação de um ambiente plural de trolls para tornar o projeto funcional de verdade. Ninguém tem obrigação de nada aqui e eu nem estou cobrando isso, só estou apontando um fato: o negócio só pegaria mesmo com mais participação de vocês. E como é muito provável que a maioria de vocês não tenha disponibilidade de misturar seus perfis reais com o desfavor (por bons motivos) ou mesmo de criar e manter perfis fakes para nos dar mais suporte por lá, as chances de realmente conseguirmos fazer o que queremos no Twitter ficam bem menores.

Acredito que é vender o propósito do desfavor muito barato e sem um plano garantido de ação para aprontarmos algo realmente válido. Sem contar que eu não gosto de mudanças e acho brega ter perfil em rede social. A Sally me vendeu bem essa ideia, admito, mas… parece muito ônus para pouco bônus. Na dúvida, ficamos longe de redes sociais. Funcionou até aqui…

Para dizer que eu sempre sou o chato, para dizer que promete que vai cuidar desse filhotinho, ou mesmo para dizer que perderíamos todos os créditos elitistas com isso (eu sei!): somir@desfavor.com

SALLY

Vejam vocês como o mundo dá voltas… O que seria impensável alguns anos atrás está sendo revisto em 2017. Nós, que sempre fomos totalmente contra redes sociais, cogitamos colocar o Desfavor em uma delas. É uma rede social completamente falida? Sim, É uma rede social habitada basicamente por maus elementos que não tem limites? Certamente. É uma rede social que já trouxe bons leitores? Por incrível que pareça, sim.

Quando um texto nosso foi retuitado pelo Danilo Gentili, muita gente bacana veio parar aqui e acabou ficando. Outras pessoas famosas já divulgaram textos nossos no Twitter e também geraram ótimos leitores. Alguns divulgaram com “animus esculachandi” e, ainda assim, trouxeram ótimos leitores também, como foi o caso do texto sobre o lado negro da gravidez. Então, acho que a coisa já saiu do nosso alcance. Desfavor já está circulando pelo Twitter faz tempo e rendendo bons leitores com isso, então, a exposição, que é o lado ruim, a gente já tem, por qual motivo não dar uma passadinha lá para tirar o que esta rede social tem de bom?

A proposta segue na mesma linha de sempre: não buscamos fama, nem hoje, nem nunca. Não teremos patrocinadores ou permuta. Não será um perfil popular, com milhões de seguidores, pois não vamos fazer o menor esforço para isso e, como vocês bem sabem, também não somos agradáveis o suficiente para isso. O objetivo é o mesmo de sempre: experimento social e um link direto em tempo real com os leitores e com pessoas que mereçam a nossa atenção.

Um canal de comunicação direta entre a gente e, mais importante, entre o Desfavor e o mundo. Pensem no potencial do Desfavor ter acesso ao Papa Francisco, a Donald Trump, Rafael Ilha e a outras personalidades mundiais. Pensem com carinho nisso. Desfavor, falando diretamente com Rafael Ilha. Pensem com muito carinho. Quão maravilhoso seria poder ter acesso a cada subcelebridade, a cada famoso, a cada atleta, a cada político que faz uma cagada e dizer a ele resumidamente o que falamos em nossos textos?

Participa quem quer. Lê quem quer. É mais um canal, certamente secundário. Nossa base sempre será aqui e nunca condicionaremos a compreensão de um texto a uma postagem de rede social. Considerando o plus de que ano que vem tem eleição e Copa do Mundo e que poderemos tirar um proveito especial e falar diretamente com candidatos e jogadores. Não fica uma experiência mais divertida se você puder falar diretamente com a pessoa sobre a qual está escrevendo?

Será um perfil administrado em conjunto por nós dois, a ideia é falar pelo Desfavor, de forma despersonalizada, e não falar como Somir ou Sally. Mais do que divulgação de textos (sejamos sinceros, quem lê quatro páginas por dia provavelmente não está no Twitter) queremos propagar algumas iniciativas desfavoráveis, estreitar relações com os leitores e dizer algumas coisinhas para algumas pessoas famosas.

Porém, como qualquer passo importante, queremos ouvir a opinião de vocês antes de tomar uma decisão. Vem sendo assim nesses nove anos e vem dando certo. Não seria diferente desta vez. Estamos abertos a opiniões e até sugestões para melhorar esta experiência, isto é, não precisam se limitar a dizer “sim” ou “não”, podem fazer ressalvas, dar ideias e até nos ajudar neste novo projeto. Ah, sim, importante: se o perfil ficar famosinho mainstream, podemos fechá-lo sem dó. Quem gosta de fama é adolescente, adulto gosta é de ver seriado de pijama.

Quando a moda da vez era blog, não existíamos. Quando a moda da vez era áudio, eramos blog. Quando a moda da vez virou vídeo, viramos áudio. Quando a rede social da vez é Instagram, baseada em fotos, estamos pensando em ir para o Twitter. Percebem o cuidado que temos de esperar uma cidade se tornar fantasma para montar acampamento nela? Sabemos que as coisas que a gente faz e fala não são compatíveis com nenhuma rede social do momento, por isso esperamos que alguma esvazie e nos aventuramos lá, não pela rede social, mas pela mobilidade e possibilidade de comunicação que nos abre.

Se existisse Orkut, certamente estaríamos pensando em ir para lá agora. Infelizmente foi desativado. A segunda melhor opção é o Twitter: fale com quem quiser, no mundo todo. Enquanto Facebook é uma favela virtual, reduto de brasileiro médio ofendido ou emulando felicidade + status e Instagram é o paraíso da fake life e futilidade, hoje, o Twitter é basicamente uma turma do fundão que se recusa a sair da sala depois que a aula acabou e continua tocando o terror lá dentro.

Sim, há muitas pessoas politicamente incorretas em um grau que até a gente balança e se questiona se aquilo deveria mesmo ser dito. Sim, queremos bater um papo com essas pessoas. E sim, sabemos que, apesar de ser povoado pela turma do fundão, o Twitter é uma rede social, portanto é inevitável que levemos algumas pedradas. Simplesmente não me importo, acredito que o potencial de experimentos sociais que o Twitter abre é tão vasto e rico que vale a pena. Cá entre nós, se a gente se incomodasse com pedrada, tinha fechado o Desfavor em 2009.

Já tenho algumas ideias, que podem ou não serem colocadas em prática, dependendo do voto de vocês hoje. Algumas são apenas palhaçada, brincadeira divertida e até infantil, mas outras dão o que refletir. Trollagem hoje em dia virou dar susto em alguém em vídeo no YouTube… queremos resgatar o conceito de Troll de Raiz e fazer algumas trollagens old fashion. Pode não ser muito bonito, mas é muito divertido.

Sei que muitos, inclusive o Somir, terão milhões de especulações sobre o que pode dar errado. Nunca deixei de fazer nada na minha vida por medo do que pudesse dar errado: se der errado se fecha, se desfaz, se repensa ou se adapta. Desistir sem tentar? Não, obrigada.

Há motivos para não abrir um perfil no Twitter, assim como há motivos para não abrir um blog ou para não gravar áudio. Motivos sempre há. A questão é: podemos lidar com eles? Eu sinceramente acredito que sim, e, mesmo que eu esteja enganada, ao menos teremos passado por essa experiência. Experiências novas sempre acrescentam algo.

Muita coisa mudou nesses últimos nove anos e me parece saudável acompanhar estas mudanças. E que bom que tenho flexibilidade mental para mudar de ideia, é como dizem: só muda de ideia quem as tem. Sim, já fiz muito texto falando mal de rede social e de fato continuo achando repulsiva a forma como as pessoas costumam utilizá-las, para evasão de privacidade, para se promover, para ostentar. Só que agora, com nove anos de experiência virtual, eu acho que dá para fazer diferente. Twitter como laboratório social… quem quiser ver isso acontecer, basta dizer que sim nos comentários!

Para não admitir que alguém mude de ideia e apontar uma falsa hipocrisia, para dizer que vota não pelo puro medo de sermos presos ou ainda para dizer que vota sim pela pura esperança de sermos presos: sally@desfavor.com

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Comentários (48)

  • Sally recomendo que vocês experimentem o Twitter por algum tempo. Se realmente não for produtivo basta abandonar a conta. A dinâmica desta rede é bem interessante e certamente vai atrair alguns novos leiores a este seleto clube da internet.

  • Eu sou um analfabeto de twitter. Acho essa rede, na minha visão de leigo, mais um meio de divulgação do que de conteúdo, então, violaria a proposta inicial de ser um blog que não corre atrás de divulgação no meio dos “internautas médios”. Acho que os impopulares podem divulgar o blog lá, mas o próprio desfavor ter um @desfavor não me parece coerente.

  • Sou totalmente à favor, adoraria ver a reação do brasileiro médio diante de conteúdo tão desfavorecido, mas também acho que a conta não duraria muito tempo. Na primeira postagem sobre o Hell de Janegro já haveria um report em massa.

      • Nota: agora o twitter atualizou pra 280 caracteres. E quem é twitteiro raiz (tipo euzinho que to lá desde os tempos antigos) tá reclamando SIM porque já já começam os textões de facebook por lá.

        • De qualquer forma, acho que quem tem esse perfil do lacre não vai ficar lendo quatro páginas nossas. E se ler e lincharem a gente, que se foda, não será a primeira e não será a última vez.

  • Não, por motivos de aqui é o seu maior filtro e pessoas que lá habitam. Boa parcela de pessoas que não gostam não vão simplesmente ignorar, isso só vai gerar trabalho para vocês.
    Em algum universo paralelo o desfavor tomou a pilula azul e foi pro twitter.

  • Essencialmente…voto não; concordando com estes complementos : possibilidades de outros nomes; tipos de controle / interação dos comentários que já há nesta RID; (…) e boas surpresas com melhores listas de assuntos.

    Não tive tanto tempo de conta lá, então listando que os áudios já são o principal item recente, de desafios “tipo” podcast; e que ainda veria vários poréns mesmo se fosse grande o espectro de alguma rede “Orkut 2”.

  • Eu voto sim. Novos tempos, novas possibilidades, se for uma merda apaga, cancela, deleta. Simples assim. (Para quem chiar possa, apesar que quase nunca comentar, estou aqui desde idos do Orkut, desfavorecida véia, como uma boa parcela de vocês).
    Me parece que o desfavor vai virando uma super bolha … Tem muita coisa boa circulando aqui e tem muita gente por aí, isolada, que poderia agregar e ser agregada, mas que nossa bolha não atinge. Para além de um mar de BM tem muita gente nova (as ditas gerações Y, millenials e os caralho) que não tem cabeça de fuinha, que ta com ideias a mil, ou, que vê nossa realidade e pensa “que merda é essa?” mas não tem muito subsídio pra se posicionar a respeito, nem ferramentas para questionar as baboseiras que circulam por aí. Tamos parecendo um clube de velho resmungão com saudade “do meu tempo, que tudo era melhorrrr”. Só entra no clube quem tem carteirinha, que coisa escrota.
    Tenta, Sally. Se for uma bosta, deleta. Sei que vc dobra o Somir. Vejo vcs no twitter =)

  • Wellington Alves

    Sim! Amo o Twitter e conheci o Desfavor graças ao compartilhamento de um dos textos feitos por lá. Acho que o Twitter tem tudo a ver com o Desfavor… é A rede social da ironia, do sarcasmo, do pensamento rápido, da trollagem, será um verdadeiro playground para o Desfavor
    Com todo o respeito, mas os colegas leitores que estão votando ”não”, apenas porque não usam o Twitter, não deveriam achar ruim. Basta continuar lendo normalmente por aqui. Não sejam estraga prazer!

    • Fiz uma estimativa e mais da metade dos nossos leitores vieram de compartilhamento de texto no Twitter. É uma rede social que não tolera gente tipo “Facebook”, mimizenta. As coisas estão bem agressivas por lá.

      • Wellington Alves

        Reli o texto e ao menos vocês não condicionaram a decisão ao voto vencedor, apenas como sondagem para impressões e sugestões. Logo, fazendo-se uma análise qualitativa, vemos muito mais prós que contras pela iniciativa do experimento. Cabe a vocês debaterem e dar-nos o veredito.
        Inclusive, se o @desfavor estiver disponível não vejo porque não usar.

        • @desfavor já existe faz muito tempo, reservamos o nome para ninguém usar se passando pelo desfavor.

          Somir não condiciona decisões à vontade dos leitores, mas eu sim, então, o que vocês decidirem aqui será feito…

    • Não diga que é só continuar lendo por aqui!!!
      Cara, você chegou nem tem tanto tempo e fica querendo mudar TUDO por aqui.
      Reclama dos DesContos, quer audio porque é cego. As pessoas não estão votando “não” porque não tem twitter. As pessoas gostam do Desfavor do jeito que é. Estraga prazer é esse povo que não concorda com as regras e fica querendo alterações. A beleza do desfavor sempre foi que não importa quem os autores são, se são homens, mulheres, travestis, marcianos, qual a idade, onde estão, qual a profissão, não se importarem com a quantidade de leitores, não quererem propagandas. O mesmo vale para os leitores. Se um dia Sally e Somir resolvem que o anonimato deles não é mais importante e querem fazer audio, video, colocar foto, usar o nome real, o problema é deles, façam se quiserem, o blog é deles. Mas que vai fazer o público mudar, vai. O povo quer forçar a amizade, deixem eles escolherem quem eles querem contato. Curiosidade é uma coisa, todo mundo tem.

      Qual vai ser a próxima, não vai ter a Semana Anta porque você é evangélico e não quer?

      Tá vendo, Sally, é esse tipo que o twitter vai atrair. Chatos pra caramba. Mas, bem, os incomodados que se mudem, né?

      • Wellington Alves

        Quem está querendo mudar tudo por aqui? Simplesmente apoiei a proposta da própria Sally.
        Não sei se foi coincidência quando falou de cego e evangélico, ou se acompanha meus comentários no site, pois é exatamente o meu caso. No entanto sempre participei respeitosamente e jamais quis interferir no conteúdo com base nas minhas preferências ou no que acredito. O curioso é que eu é quem levo a fama de reaça! rsrs
        Acho que dar uma inovada ajudaria a oxigenar o site e trazer novos insites. Sair da mesmice sempre gera maiores possibilidades criativas. A essência do site permanece.
        Mas seu argumento final é bom. A Sally deve avaliar se vale a pena atrair novos leitores como eu ou permanecer com leitores como você.

        • Leona alguns comentários abaixo:
          “A propósito, estou sentido falta do barraco anual, com banimentos, já é tradição.”
          voce tá implorando pra ser a próxima né?
          só isso justifica sua agressividade gratuita.

          • Agressividade onde, criatura? O povo quer ir no twitter para trollar, fazer bullying e mais não sei o que e depois vem aqui dar ataque de frescura, vem dizer que não quer mudar as coisas. Se fosse assim, tinha respondido para mais gente. Todo mundo pode reclamar de quem quiser porque os donos disseram que sim. Ainda que vários tenham chegado aqui através do twitter praticamente ninguém se levantou para apoiá-lo. Essas pessoas mal contribuem com um comentário interessante e vem com essa de “ai, novas pessoas vão tazer novidades”. Eu não acho que esteja faltando criatividade para Sally ou Somir.

            Se a Sally quiser me banir, fique a vontade, ela sabe que não vou incomodá-la. Tá precisando de limpeza mesmo, olha o nível de burrice das pessoas. Nem todo mundo que incomoda está sendo desrespeitoso.

            Uiuiui, ficou com medinho e comentou anônima para defender o amiguinho. Você não tem vergonha de ficar chamando atenção das pessoas não? Patético. Porque os donos do blog não disseram nada. Era para dar a sua opinião: quer twitter ou não quer? Desfavor é lugar de debate.

  • Eu também estava pensando em criar uma conta por lá, agora que a poeira está baixando e está deixando de ser moda ter um twitter – tenho aversão a fazer as coisas que todo mundo está fazendo.

    Acho que seria uma ideia interessante. Eu voto sim

  • Apoio a ideia. Caso não funcione, apaga, exclui, esquece.
    Se não estou enganado não existe uma grande burocracia para fazer uma conta no Twitter. Acho que vocês devem fazer uma.

  • Como não tive Orkut, não tenho Twitter, ou qualquer outra rede social, também não me sinto capaz de opinar…

    Mas concordo com muito do que a galera já colocou, em relação às ressalvas. Até acho que fazer um perfil fake seria bastante interessante, mas utilizar o nome do Desfavor dentro do Twitter talvez traga mais malefícios do que trollagens!

  • Nem tenho Twitter, mas não consigo imaginar vocês por lá. Fora que, como já foi dito acima, essas redes sociais estão promovendo uma verdadeira “caça às bruxas” pra combater o que eles chamam de “discurso de ódio” (ou seja, tão censurando descaradamente qualquer um que pense diferente deles). Se vocês tiverem paciência de criarem uma conta nova a cada derrubada…

  • Isso iria acelerar a BMzação do Desfavor…
    Não que eu seja muito superior, mas temo que o nível acabe rebaixando e engolindo a parte do Desfavor que acrescenta, posts educativos e curiosidades. Dependendo, vira CBM e Ei Você a semana toda.
    A internet não vai voltar a ser a mesma de 2008, quando o Desfavor nasceu. Troll raiz e tudo mais…
    Eu parei de comentar (mas continuo acompanhando o blog, semper fi!), mas pra mim a interação dos comentários daqui sempre foi suficiente. Com uma rede social tão direta e dependente de curtidas e retweets, só iria atrair mais carentes que seguem bovinamente Sally e Somir e acham que o pessoal aqui é tudo coleguinha confiável.
    E se eu lembro bem, teve até uma época em que vocês disseram que não estavam dando conta de tantos comentários e emails e já baniram um zilhão de pessoas e comentários, o Twitter seria mais um transtorno.

    voto não!

    • Isso iria aumentar meu trabalho de peneira. Um blog com comentários moderados só BMiza se o moderador pisar na bola. Aqui só fala quem eu permito que fale…

  • Eu super concordei com o Somir ao ler o texto dele. O mesmo ocorreu ao ler o texto da Sally.
    Agora desconfio ser algum tipo de trollagem de vocês para cima dos leitores.
    Acho que depois de levar algumas trolladas, e, principalmente, por terem esquecido do dia do troll, eu fiquei um pouco paranoica.

    Se de fato isso estiver em cogitação, como nunca tive twitter e meu conhecimento sobre a rede é de que existe um limite de caracteres por lá, vou fazer a Gloria Pires, pois não me sinto capaz de opinar.
    E confesso que, embora seja legal vocês quererem a opinião de leitores, eu acho muito invasivo opinar em algo que mudaria mais diretamente a vida de vocês, seja pelo trabalho maior que teriam, seja por possíveis problemas que poderiam enfrentar (vai que consigam o primeiro processo contra o Desfavor?!)

    • eu também estou desconfiada dessa abertura que eles estão dando nessa comemoração do aniversário. Exatamente porque eles esqueceram o dia do troll esse ano e estão a muito tempo sem nos pegar.

      • Não é trollagem não, gente, eu garanto.

        É uma pergunta sincera sem nenhuma pegadinha. Queremos saber realmente a opinião de vocês. Se fosse armadilha eu não viria aqui tranquilizá-los.

    • Não é trollagem, não tem nada obscuro ou qualquer teste envolvendo esta pergunta. É um questionamento sincero, sem segundas intenções.

  • Olha, eu amo o twitter e tal, realmente é uma rede social bem interessante em alguns aspectos, e destaco principalmente a interação que é mais seletiva e mais saudável, isto é: não tem aquelas discussões bobas do tipo bolacha x biscoito como tem no facebook e com direito a ofensas gratuitas. Eu tenho, por exemplo, uma lista lá (sim, dá pra separar os tweets por listas de assuntos) só de literatura e psicanálise, e a interação lá é super bacana entre literatos e psicanalistas.

    Mas enfim… Apesar de gostar do twitter (e de eu mesmo compartilhar alguns textos do desfavor lá de vez em quando), sobre a ideia de o Desfavor ir para lá, não apoio. Acho que pode dar errado, acho que pode esculhambar o negócio. Essa ideia do desfavor como um “local privilegiado” no meio virtual em que se reúnem pessoas com interesses em comum e que pensam fora da caixinha sempre funcionou legal por aqui, por meio do blog. Acredito que isso, de alguma maneira, se estragaria se fosse pra uma rede social de amplo espectro como o twitter (discordo também que ela seja uma rede social falida, viu? Ele tem muito peso!).

  • Twitter tem potencial mesmo. Se até eu, com um perfil fake criado minutos antes do ato, sem foto e nem um puto de um seguidor, consegui fazer a Mônica Iozzi ficar extremamente chateada com uma mensagem mandada a ela, imagina vocês…

  • Voto não. A não ser que o perfil não leve o nome do desfavor.

    Chans da vida e até o reddit são menos mainstream e serviriam como uma rede social para os leitores sem a constante patrulha dos lacradores de plantão.

    Acho que se a ideia é ter acesso à “celebridades” uma conta fake com uma foto de stock model e um nome genérico atingiria o mesmo objetivo, permitiria as trollagens e não colocaria em risco o desfavor.

  • Orkut que era bom, nunca vai existir outra igual. Se vcs querem Twitter, vão lá! Vai tornar mais conhecido o Desfavor. Eu sempre achei que vcs poderiam monetizar o blog com patrocínio. Eu até clicaria nos banner pra dar moral, do mesmo jeito que nunca pulo anúncio dos YT que curto. Ser patrocinado não significa ser mandado, vem quem quer sabendo das regras. Nada mais justo que vcs lucrarem com algo tão bom que nos dão de graça todo dia!

  • Não. Minha implicância nem é com o twitter em si, são os leitores mesmo. “É uma rede social que já trouxe bons leitores?” Nem que você prove eu vou acreditar nisso. Além do mais, eu já vi gente dizendo nos comentários que decidiu apagar suas redes sociais por influência de vocês. Não faz sentido… vai todo mundo retornar para segui-los ?

    O que seriam bons leitores? Eu acompanho os comentários e vejo o que acontece… Tem gente que é previsível, só aparece para reclamar de algo. Incapazes de comentar em outro tipo de texto, de fazer um elogio (sei que vocês não ligam). Por outro lado tem os exagerados, que ficam idealizando. Se vocês disserem que comer cocô de cachorro faz bem a saúde vai ter gente acreditando. Adoro o fato de vocês não deixarem o sucesso subir a cabeça, mas aposto que se vocês fizessem encontro de leitores ia ter histeria, choro, autógrafos, gritinhos e fotos como com qualquer youtuber. Sally pode ser mais inteligente e ter mais qualificação do que muitos, mas ainda que ela tente ficar no mesmo nível insistem em colocá-la num pedestal que ela não almeja.

    “Um canal de comunicação direta entre a gente” “link direto em tempo real com os leitores e com pessoas que mereçam a nossa atenção.” Sally, você parou de responder e-mails porque as pessoas não sabem se comportar e ficam querendo atenção por qualquer motivo. Quebrou a unha, manda um e-mail pra Sally para perguntar o que fazer.

    “Podemos mexer em várias coisas aqui para melhorar a proposta do desfavor” Não tem o que melhorar, Somir. Está bom do jeito que é. Novidades, criatividade não são necessariamente melhorias. Sou super pró a criatividade de vocês (que eu não tenho). Mas eu acredito que vocês vão acabar criando um perfil sim. Covenhamos, Somir, a Sally vai te dobrar. E quanto a esse negócio de trolls no desfavor: isso já era, por ter todo tipo de gente aqui a maioria não é.

    Sim, eu sei. Estou ficando desagradável. Sei lá, acho que o desfavor está ficando muito inclusivo. A propósito, estou sentido falta do barraco anual, com banimentos, já é tradição.

  • Chineque de goiaba

    Hoje em dia, com o Twitter derrubando arbitrariamente qualquer um que não segue a narrativa, vão ter que criar uma conta nova por semana…

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