Porque vou à praia sozinha…

Não vou à praia com homens. Não marco encontros na praia. Quando vou à praia, vou sozinha, para que ninguém presencie a indignidade que protagonizo. Exagero? Não, não é não. Permita-me abrir meu coração e você entenderá meus motivos.

Admiro pessoas que conseguem ir à praia de forma digna. As cariocas, por exemplo, são o mais perfeito exemplo de musas da praia. São divas da areia, que desfilam de forma harmoniosa e graciosa enquanto eu me arrasto toda suada com areia colada pelo corpo. Sinceramente, não sei onde estou errando, talvez sejam os genes gringos gritando “Vai dançar tango, filha da puta, e sai desse calor que seu corpo não foi feito para isso!”. Senta e pega a pipoca que, em homenagem à chegada do verão, vou contar em detalhes minha triste e indigna experiência em praias.

Neste ponto, você pode estar se perguntando por qual motivo eu insisto em ir à praia, mesmo sem gostar. Bem, faço isso para que as pessoas possam olhar para mim sem precisar colocar óculos escuros, graças à minha pele agressivamente branca. Não pensem que eu sou bronzeada, pois eu não sou. É só para tirar o aspecto branco doentio, que é minha cor de fábrica.

Eu moro no Rio de Janeiro, então, acho que posso dizer que tenho alguma experiência em praia. Não é por falta de prática que eu fracasso miseravelmente, é por incompetência mesmo. A partir do momento em que saio de casa para ir à praia, eu viro uma derrota ambulante. Tanto é que nunca, jamais, em tempo algum aceitei marcar um encontro com um homem que me interesse na praia. Não, não. Não quero que vejam o pior de mim, suada, cabelo colado no rosto, vermelha como um camarão, cheia de areia como um bife à milanesa. Marco até na academia, se for necessário, ambiente onde sei me manter atraente. Na praia jamais, praia é minha Kryptonita estética.

A desgraça começa já a caminho da praia: quem foi o filho duma égua que inventou o chinelo de dedo? Aquela caralha de tora que fica entre o dedão e o pobre dedo ao lado vai machucando meu pé à medida em que vou andando e suando. Eu tenho esse probleminha, quando estou suada é possível me matar com uma caneta Bic, minha pele fica mole, a coisa mais fácil de perfurar do mundo. É meu corpo dizendo “me leve, me mate mas me tire daqui que este clima não me pertence”, acho que ele me deixa vulnerável de propósito, para ver se eu morro e acaba com essa agonia quente.

Então, no meio do caminho eu já estou andando como uma marreca, pois o vão entre meus dedos está sendo estuprado pelo chinelo. Qualquer marca de chinelo. Fora que o meu layout não compõe muito bem sem salto, pois além de ter um metro e meio, eu foco em um treino de hipertrofia muscular, então, sem salto eu pareço um gnominho parrudo. A pele, que é branca giz, vai ficando vermelha e, se eu já não andava muito bem pelo estupro dedal, começo a andar pior ainda por ver pontos pretos em função de um calor infernal somado à pressão baixa. 6 x 8 não combina muito com 40°. Se a coisa desdobrar mal, pode acabar até em vômitos, que é para coroar minha indignidade e meu vexame: um gnomo manco e vermelho vomitando na esquina.

Praia gera outra restrição mortal para mim: não se deve ir à praia com maquiagem. Me tirar a maquiagem é como tirar a carne do gaúcho, a putaria do carioca ou axé de Salvador. Não gosto e não fico bem sem maquiagem. Mas, se usar, além da pele ficar toda manchada, chegarei à praia com aquela cara borrada “Why so serious” do Coringa. Então, lá vou eu, pequena, mancando, talvez vomitando, vermelha e sem maquiagem. E suando.

Cheguei na praia. Enquanto as cariocas desfilam de forma lenta e sexy até as proximidades do mar, muitas vezes descalças, eu com meu chinelo assassino e meu pé hipersensível vou pulando feio uma gazela que tomou energético, pois a areia sempre está muito, muito, muito quente e vai queimando meu pé, mesmo estando de chinelo (sempre cai um pouco pela lateral). Pulando e gritando palavrão. Pulando e gritando palavrão. E elas lá, descalças, andando na maior tranquilidade. Essas porras usam ferradura? Vejam bem, não é que eu tenha pé de princesa, eu uso Melissa, o que me garante umas senhoras dumas cracas do atrito do pé com o plástico! Vai ver é meu corpo dando um último aviso desesperado para bater em retirada.

Quando chega ao ponto da areia onde você vai estender sua canga para deitar, as cariocas a puxam da bolsa, sacodem levemente com uma das mãos, como uma donzela que se despede abanando um lencinho e pronto, a canga cai aberta na areia de primeira, permitindo que elas se deitem de forma sensual. A minha? A minha canga (e olha que já testei vários tecidos) parece ter saído da boca do cachorro, toda amassada e por mais que eu sacuda ou tente estender dignamente, sempre cai toda dobrada. Aí eu tenho que me abaixar para estender a ponta que está dobrada e, quando o faço, bate um vento e tira a outra ponta do lugar. Resumindo: são pelo menos cinco minutos de abaixa e levanta tentando ajeitar a canga, colocando pesos nas pontas para ver se ela fica aberta.

A carioca se deita e vai curtir sua praia: conversa com amigos, mexe no celular, escuta música, relaxa. Instintivamente, ela vai girando na canga, trocando de posição, de modo a sair com um bronzeado uniforme, dourado, lindo. A babaca aqui, de tanto apanhar da vida, apelou para o despertador no celular para saber quanto tempo passou em cada posição e a hora de mudar de posição, em uma tentativa desesperada de conseguir um bronzeamento uniforme. Em vão, pois não consigo nem bronzeamento, nem uniformidade.

Minha melanina não enche um dedal, então, a mãe natureza estipulou que Sally vem em duas cores: branco e vermelho. Cabe a mim escolher uma das duas – e vai do branco ao vermelho em dez minutos, tá? Se ao menos fosse um vermelho homogêneo… mas não, a parte da frente sempre queima mais que a parte traseira, a parte superior do abdômen sempre queima mais do que a inferior, o lado direito sempre queima mais do que o lado esquerdo. Saio um mosaico vivo, mesmo que cronometre o tempo que passo em cada ângulo me expondo ao sol.

Para piorar, meus biquínis parecem sofrer de epilepsia, é praticamente impossível que fiquem no mesmo lugar. Já tentei comprar as melhores marcas, não tem jeito, todo biquíni se mexe em mim. Isso faz com que eu fique com diversas marcas desconexas de biquíni, parecendo que usei um modelo com quatro alças. A carioca não, ela pode sambar, jogar frescobol ou fazer bungee jump na praia que fica com aquela marca única, definida, intacta de biquíni. Sem sacanagem, nem com bronzeamento em spray eu consigo uma marca de biquíni decente.

Existe algum campo eletromagnético que a ciência ainda não descobriu que mantém o biquíni totalmente aderido ao corpo da carioca. Por mais que eu amarre o meu em um grau gangrenante (sim, já fiz), se ousar arriscar um frescobol é certeza de peito de fora, cofrinho de fora, ou ambos. Para ser bem sincera, quando estou na praia estou sempre tensa, tentanto evitar de fazer movimentos bruscos, inclusive respirando de forma mais comedida. E mesmo assim, já mostrei mais do que deveria em diversas ocasiões.

Aí vem o mar. De tempos em tempos a carioca se levanta e dá um mergulho gracioso no mar. Obviamente quando é comigo tem mais uma aura de videocassetada. Nunca acerto o timing e sempre acabo tomando uma arrebentação de onda na cara, que além de me encher de areia, acaba tirando meu biquíni do lugar, o que me deixa toda molhada, gritando e me cobrindo com as mãos. E isso é na ida e na volta, pois na hora de sair do mar a mão natureza sempre me contempla com uma ondada na bunda, que é para deixar bem claro que ali definitivamente não é o meu lugar.

A carioca sai do mar como uma sereia, desfilando lentamente, as gotas de água escorrendo gentilmente pelo seu corpo dourado, passando a mão por entre os cabelos de forma a penteá-los. Eu saio encharcada, branca e brilhante, tipo um filhote de foca. Tomando ondada na bunda e, ai de mim se pensar em colocar as mãos por entre meus cabelos para penteá-los, minha mão fica presa lá tipo armadilha para caçar urso, pois meu cabelo, em contato com água do mar, fica pior do que palha de aço. Ir à praia é ficar desgrenhada, pois quando entra em contato com a água do mar, meu cabelo entra em fúria, fica duro, inacessível.

Voltando do mar, você fica de pé, esperando o corpo secar um pouco para voltar a deixar na canga. Em dois minutos as cariocas estão secas e com cabelos esvoaçantes novamente. Eu não, eu demoro em média uma meia hora para secar minimamente, enquanto isso, do meu biquíni pinga água como se eu estivesse fazendo xixi. Claro que, neste ponto, meu biquíni também está cheio de areia, parece que eu caguei uma duna. Então, lá fico eu, com esse look Pampers (no caso, com direito a vazamento), vítima do vento que joga mais e mais areia no meu corpo molhado. Areia esta que vai demorar semanas para sair, não importa quantos banhos eu tome. Já disse isso antes, mas vou repetir: qualquer dia desses meu cu vai produzir uma pérola.

Eu realmente não sei como as cariocas conseguem: pode estar o calor que for que as filhas da puta estão sequinhas, com cabelo esvoaçante ao vento, de pé na areia sem um grão de areia colado no corpo. Eu estou suada, mas suada mesmo, aquele suado que você sente o cu suar, gota de suor escorrendo nas costas, gota de suor salgado pingando no olho e comprometendo a visão. Suada, com o cabelo todo colado na cara e nas costas e com uma crosta de areia colada no corpo todo. A mesma brisa suave que faz o cabelo das cariocas esvoaçar de forma sexy interage comigo apenas me cobrindo de areia, com uma predileção pela região dos olhos. Eu consigo a proeza de entrar areia no olho usando óculos escuros.

Definitivamente, o Universo está mandando um recado claro: você não pertence a esse lugar, não volte mais aqui. Deve ser para bem, para me evitar um câncer de pele ou coisa do tipo. Melhor respeitar, se não pela questão da saúde, pela dignidade mesmo. Não há condições de ser vista neste estado. Praia, para mim, sempre foi e sempre será uma atividade solitária.

Para dizer que dependendo do tamanho do biquíni nem vão perceber o resto, para dizer que este mesmo grau de desastre acontece quando as cariocas saem na noite ou ainda para me perguntar como ser digna na academia: sally@desfavor.com

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Comentários (73)

  • Oi, acabei parando no seu blog por motivo de desespero de ir à praia kkkkk. Tô há duas horas tentando decidir. Os motivos? Bem, pensa numa pessoa enorme de gorda, vivendo no Rio e seus corpos lindos. Aí, dieta, mudança, mais de 50 kg perdidos, malha , malha , malha, bracinho tá legal, peito se garante, pernas só elogios…mas a região do peito pra baixo é uma coisa meio Geleia dos Caça-Fantasmas e boneco da Michelin com uma reduzida.
    Tá um calor do inferno hoje. Eu tenho o dia livre. Pensei, vamos lá, garoto, tenha uma corpo e vá à praia. Então:
    1. Já fiz 18 selfies de corpo todo pra julgar se tomo coragem ou não;
    2. As pesquisas no Google nos últimos 10 minutos incluem: “como ir à praia sozinho”; “praias mais vazias do Rio no meio da semana”; “como descobrir os check-ins de conhecidos (para não ir aonde eles estão);
    3. Já pensei coisas do tipo: “é meio-dia, todo mundo trabalha, tudo bem que o sol tá nível câncer, mas vou ficar só duas horinhas no máximo”; “se for vou sem almoçar, né”; “que roupa eu uso?”, “cara, tem partes do meu corpo que não veem o sol desde o naufrágio do Titanic”
    Resultado: acho melhor esperar mais uma semana..

    • Marco, você não tem que deixar de ir à praia por preocupação com o corpo. Foda-se, ninguém paga suas contas!

      Mas se você estiver muito branco, recomendo que vá antes das dez da manhã ou após as 15h, porque o sol do Rio tá de matar…

  • Praia, pra mim, é um negócio complicado. Quando vou a uma, só fico sentada na cadeira, com os pés na areia e olhando pro mar. Odeio tomar sol, tenho gastura de entrar no mar, meu cabelo fica feio… Prefiro curtir uma piscininha de boas (pelo menos é mais limpa).

    Uma vez, quando criei coragem pra entrar no mar, enfiei meu pé em alguma coisa lá dentro. Quando vi era uma sacola plástica. Broxei.

      • Aí é que tá. Não curto me bronzear. Fico embaixo do guarda-sol o tempo inteiro. Por isso minha relação com a praia é meio conturbada (a última vez que fui a uma foi em 2009). (-_-“)

  • Poxa Sally, que dó de ti! Fiquei imaginando a cena enquanto lia o texto… haha

    Mas de um desagrado compartilho contigo: o tal do cu suado, que realmente ninguém merece! Aliás, confesso que nunca fui chegado em praia, em calor, em aglomeração de gente etc etc não, viu? Sou mais um chalezinho de madeira no meio da serra.

  • Sally, sobre ficar com o corpo cheio de areia: li em um site desses de “life hacks” que salpicar talco de bebê nas áreas afetadas ajuda. Pelo que vi, parece que o que o talco de bebê faz é remover a unidade da pele, fazendo com que a areia “descole” mais facilmente. Vale um teste?

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    Christiane Smith

    Eu tambem sou bixo de goiaba e pra mim a invencao dos milenios e o auto bronzeador…uso o mais escuro e me transformo na divina Globeneuza!!!

  • Ps.: “…Cheguei na praia. Enquanto as cariocas desfilam de forma lenta e sexy até as proximidades do mar, muitas vezes descalças…”
    Sally, vc escreveu esse texto de baixo do sol , vermelha , desidratada, com um chinelo assassino te torturando na praia ? Pq essa imagem aí quase não vejo rs . As cariocas estão mais pra vem inverno do q pra “vai verão” . Enfim, melhoras.

  • Adoro praia, mas as do Rio não são boas. Talvez salve a praia da reserva, mas a água é gelada é muito forte. Gosto de ficar em quiosques com os amigos . Praia sozinha tem graça ? Acho deprimente ainda mais com toda essa tragedia q narrou rs.
    Ps.: falando de algo trágico vcs poderiam comentar o clipe da Anitta . Quando vi pensei em vc na hora. Não sei se viu , mas começa com a imagem da buzanfa dela . Uma bunda caída é cheia de celulite e depois só piora. Torcendo por comentários com áudio tipo Cinderela baiana❤️.

    • As praias do Rio são uma MERDA. Sujas, tolete boiando, gente mal educada, agua gelada, caco de vidro na areia… É para fins estéticos mesmo

  • Sofro de todos esses males que você sofre. Cabelo seco, manchas de todos os tons pelo corpo, cara tostada, areia por tudo. Gostaria de saber onde tem cápsulas de elegância praial pra vender. Mas se você não quiser caminhar pra chegar até a praia, venha conhecer a praia do Cassino. Aqui você pode entrar com carro e tudo na orla, estacionar a 2 metros da água, montar acampamento, fazer churrasco e estuprar os ouvidos alheios com músicas de mau gosto. Pesquise no Google que maravilha é

        • O caso do jacaré foi excepcional, eu lembro que ter acontecido uma vez só. Mas antes fosse comum, talvez espantasse a gentalha que se acumula pra ficar fedendo, fazendo bagunça e sujando tudo. Embora você possa fazer seu acampamento à beira mar do lado do carro, energúmenos deixam seu lixo todo na areia. A praia já não é muito bonita (tem exceções, alguns dias nem parece o Cassino de tão clarinha que a água fica), ainda tem essa poluição visual e sonora pra terminar de cagar tudo

  • Eu transpiro pra cacete! Muito mesmo! É só ficar ao livre num dia de sol, nem que seja só pra caminhar ou até ficando parado num ponto de ônibus, que eu já fico todo suado. E, dependendo do tanto de calor, do tanto de tempo em que fiquei na rua ou do tanto que me movimentei, chega a pingar! Isso sem falar na minha pele – que normalmente é em um tom “branco escritório” – ficando toda vermelha e ardida e o desconforto da roupa ensopada grudada no corpo… Definitivamente, eu não fui feito pro calor. E, se eu um dia for pro Rio, acho que vou até entrar em combustão espontânea.

  • Vamos resolver o problema da Sally:
    – chinelo: se o de dedo não dá certo está na moda aqueles tipo Rider
    – biquini: fita isolante também vai fazer sucesso. E ainda vai economizar!
    – vômito: isso não é falta de hidratação não? Vai comprar uma água de coco
    – areia e água: já tentou se sacudir como um cachorro? Talvez resolva.

  • Credo, Sally, só uma palavra pra você: autobronzeador. Mais saudável, prático e digno.
    Marca de biquíni é brega demais, se você precisa disso pra não destoar do padrão, fuja dessa cidade dos infernos!
    E lembrem-se, garotas, calcinha molhada na praia é ambiente propício para fungos.

    • Morgana, sempre fui fã dos autobronzeadores, mas de uns tempos para cá não encontro mais no mercado. A explicação que me deram é que foram proibidos, por fazer mal à saúde por causa da química que continham. Você tem ideia se isso é verdade?

      • Estranho, aqui no RS encontramos diversas marcas, em qualquer farmácia. Há poucos dias estive na minha dermatologista (uma médica muito boa, que proíbe o uso daquelas câmaras de bronzeamento) e ela falou de uma marca de autobronzeador (aqui do estado) que ela usa (eu também uso).

        Um exemplo é esse site que é de uma rede de farmácias daqui, vende produtos de marca própria e outras marcas: http://www.panvel.com.br
        Tem entrega para todo o Brasil. O autobronzeador dessa marca é baratinho e bom. Muita gaúcha usa.

      • Recomendo melanotan 2, os gringos usam e ficam super bronzeados e nem precisa pegar sol, é só injetar essa substancia com certa frequência.

  • Nossa, minhas condolências…
    Você descreveu a situação tão bem que me imaginei em seu lugar…
    Eu nunca fui à praia (moro no interior) e agora nem quero mais ir, você desromantizou a praia pra mim ):

  • Será que quem descende de europeus sua mais? Pq suo igual um animal. Já reparou que carioca não sua? Tá verão, chove, eles põe o moletom e ficam secos. Revoltaaa! Não vou a praia nem fodendo! Torrar no sol pra mim é uma tortura. Podem zoar à vontade me chamando de fantasma.

    • Sim, cariocas não suam. Talvez não tenham glândulas sudoríparas, merece uma análise científica. Talvez sejam pecilotermicos evestejam sempre na temperatura ambiente, vai saber…

      Acho que nosso corpo não tem tantas ferramentas para lidar com o calor, por isso suamos tanto.

      • Não sei se essa hipótese é válida, pois também sou branquinho europeu e não suo. A não ser que, de fato, eu fique exposto no sol ou faça atividade física intensa do tipo dançar, correr, pular. Mas no geral, no dia a dia, não costumo suar, as vezes até ocorre de poder usar a mesma camisa mais de um dia porque nem fica cheiro.

        • Mas Ge, qual é a temperatura do seu dia a dia? No meu dia a dia (inclusive no fuckin inverno), eu convivo com 40°.

          • Depende da estação, eu diria. Tu já deve saber que aqui no sul é inverno ou inferno, né? rs
            No verão as vezes rola uns 29, chega a 32 aqui em Curitiba, com uma singela sensação de 36.
            No invernão rigoroso lá de julho varia entre 5 a 15 graus no decorrer do dia, raramente chega a zero, mas chega. Na primavera e outono, ditos dias “normais”, do “dia a dia” varia entre 18 a 24. Ahh, adicione o fato que eu trabalho quase sempre debaixo de ar condicionado também, então.. Não suo mesmo! rs

      • O suor é pra manter a temperatura do corpo, e se pro seu corpo o padrão é o frio, acho que faz sentido suar mais.

        (só tô autistando aqui, nem sei se tem algum embasamento)

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