Dimensões.

Eu poderia fazer um texto leve, focado em humor ou sobre um assunto comum, mas como estou cobrindo o Somir, achei mais pertinente falar sobre um assunto difícil, incompreensível e sobre o qual ninguém tem muita certeza, afinal, provavelmente era esse tipo de conteúdo que vocês estavam esperando para hoje. Desfavor Explica: Dimensões.

Para aqueles tem já tem um conhecimento aprofundado sobre o assunto, minhas mais sinceras desculpas pelas inúmeras simplificações grosseiras, é apenas uma tentativa didática. Além disso, seguindo a nossa proposta de sempre trazer um novo ponto de vista, tem opiniões e achismos meus permeados no texto, pois se fosse para dar informação seca eu colava um link da Wikipedia aqui. Então, sejam gentis e não me massacrem. Peguem o que for útil, o que discordarem joguem no lixo.

Tecnicamente, dimensões são parâmetros utilizados para descrever os fenômenos observados. Por favor, não vá embora, eu juro que vou explicar de uma forma mais palatável! Todas as dimensões existem e estamos em todas elas, porém, conseguimos perceber apenas algumas. O que nos faz perceber ou não cada dimensão ainda é muito controverso e polêmico e como só tenho quatro páginas, não dá tempo de entrar nesse assunto.

A primeira dimensão, é como se fosse a ligação entre um ponto e outro, ou seja, é como se fosse uma linha desenhada em um papel, apenas a “largura” de um objeto. A segunda dimensão é o que torna o objeto… bidimensional (dããã). Para se bidimensional, um objeto precisa de duas coisas: largura e comprimento. O cinema comum é 2D tem largura e comprimento, é nossa forma padrão de ver filmes. Perceber a terceira dimensão corresponde ao espaço, ou seja, além de largura e comprimento, o objeto ganha profundidade. Por isso nos filmes 3D as coisas parecem sair do plano e saltar na tela.

Estas três dimensões fazem parte da nossa vida. No geral, se aceita bem que elas existam e todos nós conseguimos percebê-las. São concretas em nossa mente, você consegue ver, sentir, perceber a largura, o comprimento e a profundidade. São conceitos com os quais nunca brigamos, pois sempre nos foram ensinados desde pequenos. Temos consciência delas e estamos aptos para lidar com elas.

Ok. Joinha. Três dimensões é bacana. Mas não parou por aí. Uma quarta dimensão vai dar início a um longo processo de danação mental que nos acompanhará até o final do texto: o tempo. Ou, mais precisamente, a duração do tempo, ou seja, aquela cronologia que te permite ver um bebê se tornar um adulto e depois um idoso, a “ordem cronológica”. E aí entra um complicador: nós, seres humanos (ao menos a maior parte, inclusive esta involuída que vos fala), ainda não temos a total percepção desta dimensão. Ela existe, ela está lá, mas não temos total consciência dela, por isso, não podemos transitar no tempo, estamos presos à ordem cronológica.

Vamos tentar melhorar isso aí, antes que comece a sair fumaça das nossas orelhas: pense em cada dimensão como uma frequência, ou seja, como uma percepção nossa. Quando você não consegue se elevar naquela frequência não consegue percebê-la, tal qual um apito para cães, que você assopra e não escuta absolutamente nada, enquanto cães escutam. Mas, o fato de você não perceber, não quer dizer que não te afete. Se amanhã você entrar sem querer em um lugar radioativo, não vai perceber a radiação, mas pode ter certeza de que existirão consequências. E quanto menos percebemos, menor é o controle que temos sobre a forma em que aquilo nos afeta.

Recapitulando: nós, seres humanos, temos a capacidade de perceber de boa as três dimensões. Estamos equipados (corpo e/ou alma, como quiserem) para perceber e transitar/conjugar por estas três dimensões. Maaaaaas… o fato de conseguirmos ver e sentir estas três dimensões, não significa que não existam mais. Existem e todos nós estamos nelas, só não as percebemos. Estão “acontecendo” neste exato minuto e talvez nos afetando, mais do que a gente imagine. Não é feitiçaria, é física quântica. Sim, eu sei, dá uma taquicardia. Tamo junto.

Como dito, a quarta dimensão está relacionada com o tempo. Hoje, nossa estrutura social é pautada no tempo cronológico, esta porra que nos escraviza. Porém, se o ser humano conseguir transcender (perdão, me falta outro termo) e lograr percepção/consciência da quarta dimensão, ele passará a interagir com esta quarta dimensão como interage com as demais: vendo, percebendo e conquistando a opção da escolha, ou seja, poderá percorrer pelo tempo sem precisar ficar preso a ele de forma linear. Latejou o cérebro?

Vem comigo, outra vez: dimensões = diferentes perspectivas/consciências de perceber a realidade. Temos consciência de 3 dimensões. Não ter percepção/consciência da quarta dimensão nos impõe limites temporais. Se tomarmos consciência da quarta, o tempo cronológico (passado, presente e futuro) deixa de existir, pois podemos transitar pelo tempo sem restrições, “controla-lo”. Pense em um leão que nasceu no zoológico e passou a vida toda enjaulado. Um dia, seu treinador esquece a porta da jaula aberta mas o leão não foge. Foi opção? Não. O leão simplesmente não consegue perceber ou ter consciência de que existe essa possibilidade, esse “mundo lá fora”, pois nunca entrou em contato com ele. Está preso sem saber que está preso, acreditando que aquela sua realidade é tudo que existe.

Então, grosseiramente comparando, isso acontece conosco também. No dia em que conseguirmos perceber a quarta dimensão, não seremos mais obrigados a experimentar o tempo na ordem cronológica obrigatória de hoje. O tempo continua existindo, mas é relativo: não teríamos apenas “uma linha do tempo” como temos hoje (cronologia) e sim uma imensidão de tempo (como se fosse um “tempo 3D”) pelo qual poderíamos transitar sem ficar presos nessa linha. Não me abandonem, por favor, eu prometo que o texto melhora.

Importante: esta progressão de consciência de uma dimensão para outra não tem cerimônia de graduação, baile ou diploma. Ela pode inclusive acontecer por alguns segundos apenas. Você pode estar de boa percebendo as três dimensões conhecidas e, por um instante, por motivos longos de explicar, você tem uma percepção momentânea da quarta dimensão e depois cai novamente para a percepção das três dimensões novamente. Digo mais: pode “escorregar” para uma percepção em qualquer outra dimensão, como por exemplo a sexta dimensão, mesmo sem nunca ter passado pela quarta. Um rompante, vai e volta e não entende ou não sabe explicar o que aconteceu. Existem especulações sobre fatores que desencadeariam esse tipo de experiência, mas não é o tema do texto.

Como na quarta dimensão se transita de uma forma mais ampla no tempo, diversas “realidades” podem coexistir: em uma delas você atravessa a rua correndo e chega do outro lado, em outra não chega a tempo e é atropelado e morre na hora e em outra é atropelado mas não morre. Em uma realidade você pode ser um matador de aluguel, na outra um dentista e em outra um cientista. Tudo depende da infinidade de combinações feitas.

Assim, a cada momento, uma série de variáveis define o que vai acontecer no momento seguinte. Eu escolho o próximo passo sem restrição cronológica, isso me permite criar “vários eus”, pois consigo me deslocar no tempo de forma ampla, criando inúmeras possibilidades. Eu sei que é difícil, pois quebra uma das nossas maiores certezas atuais: o tempo cronológico. Mas depois de algum esforço, você começa a se acostumar com a ideia e conseguir começar a visualizar.

Para desgraçar só um pouquinho mais a sua cabeça antes de começar a melhorar: há teorias de que, além de nós, o planeta também tem um padrão vibracional e dimensões (papo técnico: Ressonância de Schumann) e, vejam vocês, estudos indicam que a frequência energética do nosso planetinha está, assim como nós, na terceira dimensão. Porém, indicam também que ela está migrando para a quarta dimensão. Há até quem defenda que o processo já aconteceu e que algumas pessoas mais sensíveis já sentem alguns efeitos físicos desta transição.

Nós, apesar de nos acharmos muito importantes, somos meros parasitas que vivem no planeta, uma espécie de piolho do mundo. Então, por esta teoria, o campo eletromagnético da Terra influencia diretamente no nosso. Logo, ou a gente se adapta e transcende para a quarta dimensão junto com o planeta ou… vai ficar difícil. Seria como tentar plugar um aparelho 110V em uma tomada 220V. Está comprovado? Não, é controverso. Mas, para quem acredita, já existem sinais de que começou e graças a essa necessidade de reacomodação, muita danação vai acontecer em 2017, 2018 e 2019, para que possamos dar o start de repensar algumas coisinhas.

Existem diversos caminhos para tentar perceber outras dimensões, desde autoconhecimento, religião, meditação, drogas e até o estudo da física quântica. Cada qual tem que descobrir o seu, aquele com o qual entra em ressonância, aquele com o qual se identifica e, nada impede que você use todos, conjugue alguns ou até mesmo crie um novo caminho só seu. Então, se começar a levar uns tapas na cara fortes da vida, reflete aí. Como o caminho não é o objeto deste texto, vou retornar às dimensões.

Recapitulando mais uma vez: Dimensão = perspectiva, consciência, percepção da realidade. Hoje só percebemos as realidades das dimensões 1, 2 e 3, mas tudo indica que caminhamos para perceber a 4, pelo visto, por bem ou por mal. E agora o pior deste texto já passou: temos consciência de que existem outras dimensões/realidades, que não conseguimos ver/perceber, então, o grande perrengue disruptivo, a grande quebra estuprante de paradigma, já começou a ser assimilada. Daqui em diante, o processo é mais suave, pois estamos conscientes de que ele existe, portanto, seu entendimento é menos penoso.

Você pode estar se perguntando quantas dimensões existem. Ninguém pode afirmar. Quer dizer, afirmar, todo mundo pode, mas provar que é bom… No geral, o pessoal mais tradicional acredita que existam em torno de 10 ou 11 dimensões. A maluca aqui tem a plena convicção (fonte: Arial 11) de que são 22. Basicamente depende do que você acredita ser a causa/origem das dimensões. Um dia posso escrever sobre isso se quiserem, desde que prometam que não vão me internar. Vamos ser sensatos e trabalhar com dez dimensões. Bora ver o que tá rolando nas outras sem que a gente perceba?

Como dito, na quarta dimensão relativizamos o tempo, então, vivenciamos vários “eus”, várias possibilidades, certo? Pois bem, a quinta dimensão nada mais é do que uma compilação de todas essas versões. Você tem a possibilidade de observar todos os “eus” que foram criados na quarta dimensão, todas as possibilidades, só que ao mesmo tempo, sem ter um colapso mental. É ter a capacidade de ver e compreender todas estas possibilidades simultaneamente. Eu sei, eu sei, a gente não entende nem a porra do logaritmo na aula de matemática, ainda tem um longo caminho para conseguirmos perceber a quinta dimensão… mas que vai ser legal, isso vai.

Além de perceber tudo, a forma como esse tudo nos afeta pode mudar: ao ver tudo, provavelmente é provável que tenhamos uma nova perspectiva. Ao ter acesso a tudo dessa forma integrada, a tendência é que as coisas possam ser vistas com mais clareza (fonte: Comic Sans): provavelmente não vamos nos descabelar por coisas sem importância, por exemplo. É uma aquisição de conhecimento/informação violenta que abre a mente e se reflete em todos os nossos valores. Tendo acesso a tudo, minha aposta é que as coisas ganham um novo valor, uma nova perspectiva, muito mais neutra e com menos sofrimento.

A sexta dimensão seria todas as combinações possíveis que a quinta dimensão pode gerar. Calma, você vai entender. Na quarta dimensão você experimenta “vários eus”, certo? Pode ter você arquiteto, você astro do rock, você médico. Na quinta você integra tudo isso, vê tudo junto, tem uma visão global do que experimentou na quarta dimensão. É como se pegassem todos esses “você”, colocassem em uma folha de papel. Pois bem, na sexta, olha que legal, você pode dobrar a folha de papel, fazendo uma versão encostar ou se misturar com a outra.

Então, além de possibilidades infinitas do que ser, também teríamos possibilidades infinitas de combinar essas experiências. A realidade se dissolve, você é capaz de criar realidade, então, provavelmente, a matéria se dissolve. Não faz sentido precisar de um corpo com este grau de percepção. Em uma simplificação grosseira, na quinta dimensão podemos ver tudo e na sexta podemos transformar/modificar tudo que vemos/vimos. Sim, a sexta dimensão serve para tunar a quinta. Assim a quinta dimensão seria um passo para uma visão ampla e a sexta dimensão seria um ápice da criatividade e experimentação (Fonte: Calibri 12).

Já na sétima dimensão, existe a percepção de que toda aquela visão da quinta e todas as possibilidades da sexta estão inseridas em um universo. E este universo, assim como você, também tem várias “versões”, suas próprias dimensões, ou seja, assim como existem vários “eus”, também existem vários universos, quem sabe, infinitas versões. Então, a sétima dimensão permite a percepção de todos os seus “eus”, de todas as combinações dos seus “eus” e também de todos os universos possíveis. Haja consciência para conseguir perceber tudo isso sem queimar o fusível!

Na oitava dimensão você pode observar não só todos os universos possíveis, mas também transitar entre eles. Se na quarta dimensão o tempo já foi relativizado, na oitava você relativiza o tempo e o espaço, outra quebra de paradigma difícil de imaginar. Você pode se posicionar em todos os “eus” e em todos os universos. Se quebra uma das últimas amarras e você é livre para experimentar tudo da forma como quiser, e não “uma coisa de cada vez” ou “na ordem certa” como fazemos hoje. É um grau de consciência absurdo.

Na nona dimensão, além de ver tudo (tanto “eus” diferentes, como universos diferentes) e transitar entre eles sem restrições, você ainda ganha um poder bônus: assim como na sexta dimensão se consegue misturar diferentes “eus”, na nona você também consegue misturar os diferentes universos, gerando uma possibilidade infinita de experimentação. Desta nona dimensão muitas religiões puxam a ideia de Deus, principalmente do Deus que está dentro da gente, pois quem a alcança ganha uma prerrogativa quase que divina.

Finalmente, a décima dimensão, que para a maioria, é o fim da linha. Na décima, em tese grau máximo de percepção/consciência (discordo, mas quem sou eu?), conseguimos reunir tudo, tudo, tudo em “uma coisa só”, ou seja, condensar todo esse conhecimento, possibilidades e experimentação: integrá-lo de uma forma onipresente, onisciente e ilimitada. Uma forma de assimilá-lo e vivenciá-lo estilo “tudo ao mesmo tempo agora”. Uma consciência plena, por assim dizer. Pela corrente predominante, ao chegar na décima dimensão você zerou o jogo da vida.

E é com base nisso que muitas religiões ou pensamentos ligados a espiritualidade afirmam a unidade: todos somos um e temos que buscar essa unidade. Por esse entendimento, na verdade, todos nós somos o mesmo ser, mas em tempo e espaço diferente, em dimensões diferentes, vivendo as experiências que escolhemos em algum momento viver. Por isso, quando você faz mal ao outro, na verdade está fazendo mal a você mesmo, só não entende por ter compreensão limitada das dimensões. Acreditar nisso é derivar algo de uma teoria de física quântica, fica a critério de cada um.

Meus amores, para encerrar este estupro mental, lembro que, de acordo com a física quântica (e não com a religião), todo nós estamos em todas as dimensões, vivendo infinitos “eus” em infinitos universos. Já está acontecendo, neste exato minuto. Nós é que não conseguimos ver, perceber, algumas destas dimensões. Não temos consciência/capacidade de perceber todas as dimensões, mas elas estão lá e podem nos afetar. E só de você tomar consciência disso, já te coloca um pouquinho mais próximo de conseguir evoluir nessa percepção. Espero ter me feito entender em um assunto tão complicado e espero que os ajude de alguma forma a se entenderem melhor e entender o mundo.

Para dizer que uma orca falando ou um rato lavando o sovaco não parecem mais tão estranhos, para pedir ao Somir para nunca mais furar ou ainda para dizer que eu vou ter que pagar a aspirina que você teve que tomar depois deste texto: sally@desfavor.com

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Comentários (46)

  • O meu ver sobre essa bagunça das dimensões é que a nossa percepção de dimensões é puramente ligada à nossa biologia. Tive uma conversa com alguém faz muito tempo em que ela disse que pra compreender até a Nª dimensão, a gente precisa ter pelo menos N-1 pontos de visão. Nossos olhos são 2 pontos, que formam uma reta e permitem que a gente veja até 3 dimensões. Pra ver quatro dimensões, a gente precisaria ter outro ponto de visão fora dessa “reta dos olhos”, um terceiro olho, por exemplo, na testa. Os 3 pontos formariam um plano e aí a quarta dimensão seria visivel. E assim vai até a dimensão desejada.

    • Faz muito sentido! Então, para conseguir perceber a quarta dimensão teríamos que desenvolver uma percepção diferente, extrasensoroal…

  • Lendo os comentários, parece que você fez de tudo para não atingir a sensibilidade dos ateus todinhos (viúvas de Dawkins) mas não rolou, esse povo nega até a ciência pra validar a crença deles em NADA, amigos vocês estão iguais aos crentes que tanto criticam fé cega sempre é prejudicial, fica a dica.

    • Este texto não é sobre ateísmo ou religião, quanto tinha que falar sobre ambos, falei abertamente e sem papas na língua. Por sinal, tem vários textos meus sobre ateísmo e religião aqui. Este texto é sobre física quântica, uma ciência, uma teoria científica. Acho limitador querer encaixar este texto em religião ou na falta dela.

  • Achei esse texto bem Rick e Morty pra dizer a verdade, resumiu os conceitos de física quântica de forma leve e divertida pelo menos pra mim não foi difícil compreender, Einstein já mencionava essas 11 dimensões em seus estudos, principalmente na teoria das cordas e eu concordo com ele que são 11 mas gostaria de ouvir sua teoria sobre as 22 dimensões.

    É um assunto bem bacana mas é difícil falar sobre isso sem cair em misticismos ou religião e você fez isso muito bem.

    • Obrigada, Darwin!

      É um assunto complicado de entender, pois requer muita abstração e uma abertura de mente de cogitar o incogitável. Não são todos que conseguem romper paradigmas. Infelizmente ainda tem muita gente que atribuí o que não consegue ver ou entender ao divino e acha que meu texto foi religioso. Bora abrir a cabeça, galerinha! Nem sempre o que desafia as leis da sua realidade é religioso!

  • Isso basicamente refutaria tudo o que entendemos como universo, todas as descobertas científicas, em todos os tempos, teriam sido em vão. Mas pode ser uma questão de evolução mesmo. Mudando um pouco de assunto, mas dentro desse mesmo tema, eu queria saber o que tu pensa sobre materialização de partículas?

    • Victor, não necessariamente refutaria o que entendemos como universo, pois é a própria física quântica quem nos dá esse conceito do texto. As descobertas científicas não seriam em vão, talvez tivessem apenas uma função diferente.

      Sobre a materialização de partículas, bem, ainda me falta muito estudo sobre o assunto para que eu possa achar alguma coisa…

      • Sim, afinal a ciência é assim, quebra paradigmas e o que parece absurdo (aos olhos de alguns) prova-se concreto.
        Desculpa por ter sido um pouco duro no primeiro comentário, mas é um assunto que vale o debate!

  • Eu me interesso sobre dimensões/universos paralelos/efeito borboleta desde o final da minha adolescência. So lamento ter um QI que me limita e me impede de estudar esse assunto com a profundidade q eu gostaria, por isso agradeço profundamente qdo me deparo com textos mastigadinhos como este seu, Sally. Alias, o termo “transcender” passei a usar ha não muito tempo, depois de ter acordado um dia de um sonho q não me lembro sobre o q era mas ainda deitada na cama a primeira coisa q veio na minha mente foi: “eu preciso transcender”. Achei estranho e não achei, achei um absurdo e não achei, e fiquei pensando nas tais dimensões o dia inteiro. Eu sou obcecada com esse assunto. Mas não, nunca me achei “especial” ou algo do tipo, acredito q seja algo q todos sentem de alguma maneira ou de outra, mas interpretam ou tentam explicar de diferentes maneiras. Como ha anos joguei a religião fora da minha vida, passei a me interessar pela física, em uma tentativa de validar minhas especulações/teorias.

    • Ligia, reveja esse pensamento de QI limitado. É uma limitação que você está impondo a você mesma. Estudo é algo gradual, quanto mais você faz, mais capacidade adquire de fazer e começa a se aprofundar em tudo. Eu sempre digo que em qualquer situação de não compreensão a culpa é do emissor: se você não entendeu algo, que passou o recado não soube passar ou não é compatível com você.

      Isso que você sentiu, é ressonância. Independente das suas crenças racional, pode surgir uma informação com a qual você entrou em ressonância. Quando isso acontece, vale uma reflexão e um estudo aprofundado para entender melhor. Não deixe de procurar mais informação, tenho certeza que em algum lugar tem alguém falando coisas de uma forma que você vai entender e vai gostar!

  • Perceber essas dimensões deve ser parecido com um surto psicótico , não ? O q vc está falando é só uma outra forma de perceber o mundo e fazer nossas escolhas ou tipo efeito borboleta, onde poderíamos voltar no tempo e fazer um futuro diferente? Ou eu não entendi porra nenhuma ? Aproveitando a doideira, vc poderia escrever sobre dupla fenda. Poderiam fazer um Célio Houto … eu não entendo muito , mas parece um grande desfavor.

    • Ao perceber a quarta dimensão o tempo cronológico não existe, ou seja, você pode transitar pelo tempo como quiser, ele deixa de ser um impedimento. Não existe volta no tempo, pois não existe cronologia. Não existe futuro, pois não existe cronologia.

      Olha, eu não sei como é ver todas as dimensões e também não sei o que se sente em um surto psicótico, então, realmente não sei o que responder.

      Acho que o Somir falaria muito bem sobre a dupla fenda!

  • Acho essa história de “vários eus” uma tentativa de procurarmos uma grandeza que não temos enquanto humanos, parece contos da Disney para adultos!

      • Eu sei, Sally, e até acredito em rápidas visualizações do futuro, seria legal que você continuasse escrevendo sobre esse tema. Porém, a desmaterialização é uma coisa que não tem lógica!

        • E se a matéria, na realidade, nunca tiver existido e for apenas uma criação nossa plasmada nas dimensões mais baixas?

  • Fiquei bem preocupado. A elite pertence a física quântica, a ralé pertence a espiritualidade, mas no final é a mesma coisa. Até você? Não faça isso, senão meu mundo vai cair!
    Pessoal usa drogas ou tem emoções e percepções, mas não esiste isso de univeros paralelos não! Nem 4 dimensão, muito menos décima! Somos menores que um grão de areia, nada mais que isso no universo. Voltem pra real, povo!

    • Não classificaria como elite x ralé e muito menos diria que é a mesma coisa.

      O que eu disse é que, não importa o caminho ou as alegorias, a conclusão final costuma ser muito parecida.

      Eu acredito que EXISTEM, com X, varias dimensões por um motivo: tem respaldo científico.

      Nós não precisamos ser grandiosos para que existam várias dimensões, elas não dependem de você ou de mim.

  • Nossa, Sally! Parece que leu minha mente!

    Outro dia estava conversando com um amigo meu sobre a teoria da quarta dimensão, pois um retardado que estava no RPG que eu jogava fodeu a linha do tempo.

    No meu ver, o ser humano só vai conseguir evoluir quando atingir a quarta dimensão, e só quando atingir a quarta dimensão vai evoluir. Meio paradoxo.

    Se todos os humanos atingirem a quarta dimensão nesse grau de mentalidade, vai dar alguma merda que vai ferrar a linha do tempo e extinguir os universos, sem que o babaca saiba o que fez.

    Agora, vou lá tomar minha aspirina.

    • Barbara, há quem diga que é bom ir transcendendo, pois não é viável ficar em um planteta na quarta dimensão estando na terceira dimensão. Se isso for verdade, quem não se coçar para evoluir não vai continuar por aqui… o que não deixa de ser uma evolução para a raça humana!

    • O texto é sobre física quântica, mas, como eu disse: não importa o caminho ou as alegorias que você coloque na história, todo mundo desemboca mais ou menos no mesmo final.

  • Uma forma bem simples de imaginar a quarta dimensão é marcar um encontro com alguém num café. Você sabe as coordenadas x,y e z, porém se vocês não combinarem a coordenada t, nunca se encontrarão. Ou seja, é como se existissem infinitas fotos 3D em sucessão.. o que chamamos de tempo.

  • Essa escorregada pra percepção da quarta dimensão seria a explicação para o déjà vu?

    Sempre curti mto HQs, séries e filmes que tratam de viagens no tempo e universos/dimensões paralelas, tipo Fringe, Efeito Borboleta, Terminator, X-Men, mas essas outras dimensões estão muito além de qquer ficção conhecida pelo grande público. Gostaria q vc voltasse a explorar o tema noutros textos.

    • Pode ser sim. Não tenho como dar certeza, mas acho bem possível.

      Tem uma teoria que diz que similaridades simultâneas podem causar essas escorregadas de percepção dimensional. Por exemplo, se hoje você está cortando um bife na cozinha e, em outra dimensão você é um cirurgião que está cortando um paciente de forma parecida, isso de alguma forma se linka, você tem essa percepção da outra dimensão por segundos e depois some.

      Vale lembrar que essa percepção tenporaria nem sempre é tom todos os sentidos. Pode ser apenas um cheiro, uma intuição, chorar, escutar algo, sentir frio etc

  • A partir da sétima dimensão, só consegui pensar em uma coisa: uma sala de espelhos. Com a ‘pequena’ diferença que não seria a mesma imagem replicada infinitamente.
    E estou muito curiosa para saber como seriam as outras 12 dimensões da sua teoria….

    • É uma sala se espelhos, mas em constante transformação. Efeito borboleta exponencial.

      Posso fazer um texto sobre as outras se vocês quiserem. Só vai ter que esperar um pouco, pois só voltamos a escolher os temas em março, semana que vem são os leitores que escolhem…

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    Patrícia Assmann

    Adorei o texto…curto física quântica, embora não entenda quase nada hehehe, e os mistérios do universo, que também não dá pra entender muita coisa kkkk. Achei bem interessante e descontraída a forma como tu explicou, deu pra entender o lance das dimensões, mas tá saindo uma fumacinha da minha cabeça.

    • Patrícia, saiu uma fumacinha da minha cabeça também quando escrevi! Isso é bom, nos tira da zona de conforto, faz refletir. Fico muito feliz de ter conseguido me fazer entender em um assunto que eu acho tão complexo!

  • Lendo o texto me lembrei do conceito de universos brana, que existe se não me falha a memória dentro da teoria das cordas. Até já me animou pra deixar a preguiça de lado e finalmente dar uma aprofundada no assunto.

  • Que viagem! Quando vejo pessoas falando que foram a outras dimensões acho bug mental. Vc diz que estamos próximos de entrar na 4, eu espero sentado.

    • Estamos próximos de perceber a quarta, mas já estamos nela, assim como estamos em todas.

      Dica: se você esperar sentado, não vai acontecer…

    • Obrigada, Morgana! Vou escrever sim! Só vai ter que esperar um pouquinho, pois em fevereiro quem escolhe o tema são os vencedores do bolão…

  • “Fonte = arial 11” – hahahaha

    Pohan sally, eu voto pra que os textos nerds chatos do Somir sejam escritos por ti! Muito melhor, vai…

    Sobre a 5a dimnesão: seria uma ideia que flerta com o hegelianismo? Um espírito absoluto que abarca a tudo e todos, que compreende uma integração de tudo o que há numa só unidade? Ou seria essa a 10a dimensão? Deu bug! rs

    E pohan 2, eu estava esperando uma explicação do porque tá todo mundo meio err, meio fodido psicologicamente relacionada às “ondas eletromagnéticas surtando” por aí, quiçá afetando o planeta…

    • Na quinta não é tudo e todos, são as suas diferentes vivência e experimentações compreendidas e internalizadas.

      Sobre a fodeção generalizada, bem, é apenas uma teoria. Faz sentido para você? Você a sente como verdadeira?

      • Se eu disser “astrologia”, tu vai rir? rs
        Não bastassem os cinquenta tons de lua, não sei se tu ouviu por aí essa historinha de que o ano passado foi regido por saturno e esse ano é regido por jupiter – o paizão bonzão do zodíaco. Só que pra piorar só um pouco, saturno saiu de sagitário e entrou em capricórnio e fica pelos próximos 3 anos só pra foder com a vida dos pobres cabritinhos. Mas não é só eles que sofrem, com saturno em capricórnio todo mundo parece sentir um peso a mais nas costas, peso de assumir sérias responsabilidades e se dedicar pra valer ao trabalho. Enquanto jupiter é aquele que “dá uma forcinha”, Saturno é aquele rígido, que só fode, pede paciência e disciplina porque as coisas são lentas. Só que dizem que quando saturno sai ele costuma deixar um belo presente aos seus filhos, relacionado à concretização material e tal.

        Outra tentativa de explicação zoada: na umbanda, esse ano é regido por Xangô, orixá que representa a justiça. Junto com Exú, que representa morte e renovação.

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