Questão de vida e morte.

A abstração sobre o conceito de morte acompanha a humanidade desde o primeiro momento que foi capaz disso. Seguindo essa discussão milenar, Sally e Somir levam a polêmica ao além. Os impopulares não deixam o tema morrer.

Tema de hoje: é possível ter certeza que não existe vida após a morte?

SOMIR

Sim, é possível. E isso vai depender de quão equilibrado é o seu conceito de certeza. Não precisa nem chegar no texto da Sally pra ler que a ideia de ter 100% de certeza sobre alguma coisa é bizarra, eu mesmo estou dizendo isso. Vou além, parece até fisicamente impossível chegar nesse ponto de confiança sobre alguma coisa: se pra decidir que meia você vai usar no dia já existem alternativas, imagine só pra decidir o funcionamento do ciclo de vida e morte no Universo? É complicado mesmo, não estou negando.

Mas eu argumento sobre algo chamado “melhor resposta possível”. A melhor resposta possível para uma dúvida não tem a ver com 100% de certeza, e sim com a escolha mais bem informada que você tem ao seu dispor. No exemplo banal da meia, você pode ter que escolher entre uma mais fina ou mais grossa, de acordo com o clima que está esperando no dia. No calor, uma mais fina, no frio, a mais grossa. Se você sabe em que estação do ano está, se sabe como foi o clima nos dias anteriores, e se se informou sobre a previsão meteorológica com antecedência, vai ter uma resposta muito melhor. Pode ser que o tempo vire durante o dia? Claro. Sempre pode ser. Mas isso torna sua escolha pela meia mais fina ou mais grossa estúpida? Oras, você coletou informações, pensou sobre elas e tomou uma decisão informada: melhor resposta possível.

E pelo jeito que o nosso mundo funciona, com pessoas trocando informações e pesquisando sobre inúmeros temas ao mesmo tempo, a melhor resposta possível não fica mais presa ao que você já conhece. Muita gente já passou por algo parecido, teve a mesma dúvida… e essa informação vai se acumulando. Algumas se acumulam tanto que chega a ser teimosia e/ou burrice ignorá-las.

Outro exemplo bem mais banal que vida após a morte: existe 100% de certeza que cigarro faz mal? Tem gente que fala que não, tem gente que tira exemplos da própria vida para dizer que é exagero, que é complô para controlar as pessoas… todo tipo de baboseira. Será que não tem nenhuma possibilidade do tabagismo não ser tão danoso quanto imaginávamos? A ciência já errou outras vezes. E mesmo pensando assim você realmente acha que com a quantidade de informações avassaladora dizendo que cigarro faz mal, essa possibilidade quase que teórica dele não ser perigoso serve para você tomar a decisão de começar a fumar? Vai arriscar começar a fumar ou não tentar parar por 0,00001% de dúvida sobre a ideia de que faz mal?

Estou usando esses exemplos para te mostrar que de uma forma ou de outra você aplica o conceito de melhor resposta possível na sua vida. E que gera certezas baseadas nele. Não faz nem sentido você não conseguir se posicionar por uma possibilidade ínfima daquilo estar errado, faz? Quando falamos de vida após a morte, tem um fator psicológico afastando muita gente da certeza de melhor resposta possível: o desejo natural e compreensível de não ser apagado quando morre. O medo de tudo acabar e não ter mais o que fazer. Quando você tem 99,99999% de certeza que está escolhendo a meia certa ou que cigarro faz mal, a ideia de estar errado não machuca tanto. Mas, quando o que está em jogo é a sua consciência por toda a eternidade, machuca sim.

E aí, aquela porcentagem minúscula que não te incomoda em todo o resto começa a fazer pressão sobre a racionalidade. Mesmo que com milênios e milênios da humanidade obcecada com a ideia de vida após a morte, não foram produzidas provas minimamente aceitáveis que nossa consciência sobrevive à morte do corpo. Todas as religiões se beneficiariam imensamente com essas provas, a imensa maioria das pessoas teria um peso enorme tirado das costas, inclusive pessoas que tem certeza que não existe vida após a morte como eu. Eu adoraria estar errado nisso, mas… a realidade não parece trabalhar nesse sentido.

E mesmo que me digam que teoricamente eu não posso ter certeza absoluta sobre a afirmação que quando morremos a consciência desaparece junto, ainda não existem evidências confiáveis que sugiram o contrário. Se a gente for deixar de seguir o conhecimento que temos por qualquer pequena margem de dúvida que aparecer, não fazemos mais nada. A informação perde valor e estamos basicamente só chutando o que é real ou não. E não é assim que as coisas funcionam numa espécie que quer evoluir intelectualmente. Com base nas informações existentes, a ideia de vida após a morte é análoga à existência de um deus criador, do papai noel ou de unicórnios. Sim, tudo isso pode existir, mas são afirmações bem complicadas de provar dentro das regras mínimas de pensamento racional necessárias para nosso funcionamento como seres humanos nos dias atuais.

Em tempos onde a informação ficava escondida, vá lá deixar o pensamento supersticioso tomar conta, mas hoje em dia? Ficamos sabendo o que uma subcelebridade está tomando no café da manhã, vocês realmente acham que existe alguma evidência honesta de vida após a morte escondida por aí? Pessoas não funcionam assim, evoluímos para compartilhar conhecimento. A realidade humana não comporta a ideia de que exista alguma forma de consciência que transcenda o corpo.

O método científico moderno está disponível há mais de um século agora… tem gente estudando partículas fundamentais da matéria, os padrões reprodutivos de insetos vivendo em ilhas isoladas, quanto tempo pessoas ficam nas redes sociais… faz sentido que exista um complô para esconder algo como vida após a morte? Se fosse comprovável, já teria aparecido. Infelizmente (eu também quero que minha consciência dure mais que a vida do meu corpo) ninguém consegue mudar a melhor resposta possível sobre esse tema. E isso gera uma certeza sim. Não uma imaginária de 100%, mas uma extremamente real e prática para a vida de 99,99999…%.

Leve a sua vida como se fosse a única que tem, porque não tem nenhuma indicação que a realidade é diferente disso. A melhor resposta possível não é limitante de forma alguma, ela é baseada em reavaliar as coisas de acordo com as informações que você e o resto da humanidade conseguem. Ela sempre vai existir nesse espaço logo antes dos 100%, até porque mesmo se sair uma prova irrefutável de vida após a morte, ainda vai existir uma chance ínfima de termos entendido errado, uma prova irrefutável ainda não configura 100%, porque nada vai configurar.

E… se você precisa de uma certeza maior que a melhor resposta possível, infelizmente não vai encontrá-la na realidade. O grau de certeza que eu sugiro aqui serve justamente para continuarmos buscando informações mais corretas, para continuar no caminho da verdade, até porque se você estiver perdido na superstição e no pensamento fantasioso, vai continuar vivendo com as mesmas ideias e conceitos, ignorando o conhecimento acumulado pela espécie. Construímos nossa capacidade intelectual em camadas, você precisa estabelecer algumas coisas para ter chão sólido para as próximas. Quando se faz a sua fundação em terreno arenoso de fantasia, nenhuma construção fica de pé.

Dá pra dizer sim que não existe vida após a morte. E não precisa ter vergonha dessa certeza, porque tem a base mais sólida de todas as alternativas. Estão tentando provar algo diferente há milênios, e nunca passaram da pseudociência e da superstição.

Para me chamar de chato sem imaginação, para dizer que é sim um complô das funerárias, ou mesmo para dizer que só vai se preocupar com isso quando morrer: somir@desfavor.com

SALLY

É possível ter certeza de que não existe vida após a morte? – Não, certeza eu não tenho. Perceba que a pergunta não é “você acredita em vida após a morte?”. A pergunta é se dá para ter certeza absoluta do não.

A vida após a morte é uma questão que foge ao nosso controle. Até onde sabemos, não podemos fazer nada para que ela exista ou deixe de existir. Por isso, muita gente opta por simplesmente não perder tempo se preocupando com algo que não se pode controlar. Respeito, e, francamente, eu também não me preocupo muito com isso. Não tenho medo do que faço e dos possíveis desdobramentos disso no pós-morte, não sinto medo nenhum de morrer, não faço da minha vida uma busca por essa resposta e não tento convencer outras pessoas sobre a minha visão do pós-morte.

Porém, isso não quer dizer que o assunto não me interesse, que eu não esteja aberta para eventuais respostas ou indícios de respostas. Pelo pouco que se sabe, tudo me leva a crer que esse sistema de reencarnação clássico proposto como “pagamento das dívidas” de encarnações anteriores do espiritismo não existe. O universo (in)felizmente não me parece tão ordenadinho e justiceiro como nossas cabecinhas gostariam.

Mas pode ser que a coisa aconteça de outra forma, uma forma que sequer conseguimos cogitar ou entender agora. Então, certeza absoluta de que não há vida após a morte, eu não tenho, pois minha visão é limitada demais para aventar todas as possibilidades e descarta-las, uma por uma. Deixo a porta aberta para ouvir teorias, estudar a respeito e beber do máximo de fontes que puder.

Se me perguntarem hoje se existe vida após a morte, eu vou responder “não sei”. E acho que qualquer outra resposta é leviana, pois ninguém aqui morreu e voltou para contar. Certeza só tem quem já passou por isso. Já tive Experiência de Quase Morte, onde vivenciei algumas coisas, mas quase morte não é morte. Me recuso a ter certeza de algo que nem a ciência consegue bater o martelo, seria, no mínimo, arrogante.

Tente pensar fora da caixinha. Vida após a morte não é sinônimo daquela coisa brega, estilo “Nosso Lar”. Isso é construção de um país que fabrica os médiuns semi-analfabetos mais bregas do mundo, é mais um retrato da nossa cultura (ou falta dela) do que da vida após a morte. É uma versão adulta do “o cachorro foi para o sítio” ou “a vovó virou uma estrelinha lá no céu”. Mas, quem disse que, dentro da física quântica ou de qualquer outro sistema de pensamento ainda não conhecido/compreendido, não pode haver uma explicação para a continuação da vida após a morte? Algo que ainda não foi percebido ou “descoberto” por sermos criaturinhas toscas?

Uma mudança para outro estado da matéria, uma reorganização energética, uma simples mudança de percepção de dimensão… pode ser qualquer coisa, inclusive algo totalmente desconhecido e incompreensível enquanto estivermos nesta forma humana tosca. Você tem certeza absoluta de que não? Eu tenho minhas dúvidas. Não tenho certeza absoluta nem que não, nem que sim. Depois de morrer, se eu puder, volto e conto. Até lá, sem certezas.

“Mas Sally, se você não tem certeza de porra nenhuma, que diferença faz?”. Faz sim. A forma como você encara esse desconhecido diz muito sobre você e sobre suas escolhas de vida. Deixar em aberto, sem “certezas suficientes” é pactuar com o “não sei”, com o “não tenho resposta para isso”. E, meus amigos, o “não sei” é libertador! Sua vida melhora muito depois dele. Não é apenas uma resposta ou uma palavra, é um mindset, uma forma mental de funcionar.

Quando você adere ao “não sei”, deixa um caminho livre, uma porta aberta para absorver informações e vivências em um estado neutro e isso amplia e aguça muito mais sua visão e compreensão. Certezas são escudos que muitas vezes repelem mentiras nocivas mas também repelem informações que poderiam ser úteis e te acrescentar algo. Não quero escudos. Não preciso deles.

Não quero ter certeza absoluta que sim, nem certeza absoluta que não. Prefiro o caminho do meio. Não sei, estou aberta a ver, aprender e ouvir o que chegar até mim sobre o assunto. Não sou obrigada a ter uma posição, uma convicção, uma resposta. Estou em eterno aprendizado, muito obrigada.

E que bom, parabéns para mim, que evoluí até não precisar mais de certezas para me sentir segura. Que bom que o mundo não precisa ser aquela caixinha fechada com o combo que mais me agrada: Deus, vida após a morte, pecados, karma, dimensões… não preciso ter certeza de nada. Posso viver com a dúvida, pois estou inteira o bastante para não precisar de nenhum tipo de muleta: religião ou certezas, ambas escorando quem não anda bem das pernas, dois lados de uma mesma moeda que não me agrada nem um pouco.

Sempre. Nunca. Certeza. Cuidado com essas palavrinhas. A vida não é tão formatadinha como a gente gostaria. Melhor abraçar a ideia de que não sabemos porra nenhuma e não controlamos quase porra nenhuma e passar a se reger por aí. Se você precisa de uma resposta (seja ela “sim” ou “não”) sobre a vida após a morte, talvez exista um buraquinho aí dentro que deva ser trabalhado. Querer uma resposta, todo mundo quer, eu quero. Mas precisar é sintoma. Você não tem que ter uma opinião sobre tudo, pois, spoiler, você não é tão importante.

É o mesmo esquema de quando se fala em vida alienígena. Tem os que defendem que sim, existe vida inteligente porque ______ (tem água no planeta tal, tem carbono no planeta tal, etc) e tem os que dizem que não é possível porque _____ (não tem oxigênio no planeta tal, a temperatura do planeta tal é muito fria ou muito quente, etc). Meus queridos, já pensaram que o ET pode ser completamente diferente da gente, se alimentar de outra forma, respirar de outra forma e viver em qualquer ambiente que vocês julgam inóspito? Erra quem presume que existem (presumindo que eles precisam do mesmo que nós) e erra quem presume que eles não existem (igualmente presumindo que eles precisam do mesmo que nós).

Se fechar em certezas “suficientes” é fechar seu ponto de vista, seu mindset, sua forma de pensar. A mente começa a rodar nesse “sistema” no automático, a tomar decisões com base nesse funcionamento. Isso vai te tornando uma pessoa mais burra na vida, não pela escolha em si, mas por te deixar menos propenso a observar e absorver conhecimento que às vezes chega de forma muito sutil. Acaba fechando sua visão de forma geral, te limitando.

Temos que exercitar justamente o oposto: ampliar nossa visão, soltar as rédeas do controle de querer entender e explicar tudo. Temos que ter o bom senso de compreender que existem milhões de coisas que estão muito acima da nossa capacidade cognitiva e perceptiva. O “não existe” pode ser um “eu sou tão tosco que não tenho capacidade de ver/perceber/compreender”. Dói no ego, né? Mas mesmo assim, exercitem. Faz bem. Chega de certezas, para sim ou para não.

Para perguntar quando foi que eu virei hippie, para dizer que tem certeza de que eu fumei maconha ou ainda para dizer que no momento o que te aflige é não ter certeza se conseguirá pagar seus boletos: sally@desfavor.com

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Comentários (16)

  • Sally, não sei você virou hippie mas parabéns você tem uma visão muito madura das coisas, admitir que não sabe ou não tem certeza é o primeiro passo para buscar respostas ou deixar que elas cheguem até você, se fechar nessa caixinha de “a ciência disse” é muito limitante afinal dentro da própria ciência existem milhares de contradições e o que normalmente chega até nós é apenas o que há de mais senso comum, o que é interessante para nos manipular via engenharia social, o resto é ignorado, jogado pra debaixo do tapete.

    • Não virei hippie não, mantenho meus hábitos de higiene pessoal e continuo usando maquiagem em excesso.

      É preciso abrir um pouco a cabeça. A ciência não responde tudo e nem sempre responde certo…

  • Primeiro artigo a comentar vocês são alienígenas? Sério porque nada pra vocês é polêmico nada é Tabu nada é proibido entretanto Parabéns foi um ótimo texto mas continuo achando que ter certeza que algo existe ou não existe é acreditar em uma verdade absoluta e de certa forma o ateísmo fica parecido com uma Religião meio que uma contra-religião mas ainda sim uma crença algo que ao meu ver foi construído pois quando se levanta uma bandeira de representação é porque essa bandeira meio que nos define

    • Iago, a proposta do blog é justamente essa: que tudo possa ser dito. Nada é proibido, nada é sagrado aqui.

      Concordo com você, certezas radicais são o outro lado da moeda da religião.

  • Fico com a Sally nessa. Não dá pra ter certeza de nada, nem de tudo. E aliás, quanta arrogância (e coragem?) para com aqueles que acreditam piamente em algo como verdade absoluta!

  • Sobre este tema, tenho um certo ceticismo, fico em cima do muro, pois nunca temos a certeza de nada.

    Porém, foram doutrinados durante tantos anos a acreditar, que parar agora e pensar de outra forma exige discernimento demais para muitos, e que deixam simplesmente o barco andar sem maiores questionamentos.

    O ser humano se apega a tais religiões porque se acreditar que é só no mundo, que não tem alguém ou alguma força superior que o proteja, e depois não irá se encontrar com este ser supremo, a vida não faria mais tanto sentido assim, para quê dar seu melhor, tentar ser alguém melhor, realizar conquistas…ué vou morrer mesmo e depois acaba.

    Seria como um pai premiando um filho por bom comportamento, você foi bonzinho, você reencarna melhor ou vai para o céu, você foi uma má pessoa reencarna em uma pior ou vai para o inferno, e assim sucessivamente, como se precisássemos de um incentivo para nortear nossas condutas aqui, dependendo de suas atitudes, você define seu destino final. É uma forma de controle.

    E também o sentimento de vazio que isso causaria, você nasce só, irá morrer só e termina, a quem você recorreria quando não há mais solução? E depois de muito lutar, simplesmente irá se dissipar como se nunca tivesse existido, isso é doloroso demais aceitar; ainda mais para aqueles que, conforme citado anteriormente, se apegam fortemente ao fato de que um dia verão novamente seus entes queridos.

    Acho que a vida fica mais leve se pensar que sim, existe a vida após a morte, existe alguém te monitorando, guiando seus passos, torcendo por você, mesmo que você duvide as vezes, nos forçando a acreditar em um conto de fadas, e mesmo nesta inexatidão acreditar que tudo termina melhor, será melhor um dia no final, quando morrer.

    E o terror de pensar na hora da morte, idealizar a vida após a morte carrega um certo conforto.

    Costumo pensar que somos movidos pelo sentimento de esperança, é a esperança que movimenta o mundo, de ser, ter, conhecer, ou o que quer que seja, enfim.
    Se não for a esperança, e as crenças mesmo que inconclusas, que sentido isso tudo faria?

  • Não dá para ter certeza absoluta, pois não dá para ter certeza absoluta de nada.
    O que é a realidade? Nossos sentidos nos enganam. Tanto a ponto de em sonhos, por mais que seja absurda a situação vivida, acreditamos ser a mais pura verdade enquanto sonhando.

    • Há questões concretas na vida onde precisamos decidir: fumar ou não fumar? Não há opção de deixar em aberto, ou você fuma, ou você não fuma. Porém há questões que não nos demandam uma resposta, como a vida após a morte e podem ficar em aberto.
      Há questões que foram exaustivamente provadas pela ciência, que sim, pode errar, mas até onde se sabe, há provas, como o fato de cigarro fazer mal à saúde. Há questões onde nunca se conseguiu provar nada, como a vida após a morte.
      Há decisões que precisam ser tomadas na vida, mesmo que na base da melhor resposta possível, como por exemplo calçar uma meia ou um sapato, afinal, ninguém vai sair descalço na rua. Há questões sobre as quais não há necessidade de decidir, como a vida após a morte. Ninguém morre se deixar questões em aberto.

  • Nessa eu fico com o Somir.

    Quando penso na morte de parentes próximos, tento me consolar dizendo a mim mesmo que a morte dói pra quem fica, e que para os mortos, acabou-se tudo, incluindo todos os problemas.

      • Querendo responder, acho que tenho um “meio-termo / quase certeza que não”…

        Me parece muito que acaba-se tudo para os mortos, porém aceito um pouco de dúvida do tipo “e se houver uma explicação incompreensível para que seja algo jamais cogitado ?”…

      • Olha… como o próprio Somir disse, é uma certeza 99,99% real, porque 100%, só imaginária mesmo. Seria algo que abalaria os alicerces do que eu entendo por realidade.

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