Sete a dois.

Quatro anos após o histórico 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2014, Brasil e Alemanha se reencontraram em Berlim nesta terça-feira. A seleção de Tite venceu por 1 a 0, gol de Gabriel Jesus, resultado que restaurou o “orgulho” da equipe, segundo o zagueiro Thiago Silva. Sem citar nomes, o jogador inclusive pediu mais respeito ao time verde e amarelo. LINK


Quer respeito? Ganha um Nobel. O complexo de vira-latas do brasileiro é o desfavor da semana.

SALLY

Além do futebol, a falsa simetria também é uma mania nacional. Vejamos: em 2014, na Copa do Mundo no Brasil, a seleção jogou na semifinal com a Alemanha e perdeu de 7 x 1. Esta semana, a seleção jogou novamente contra a Alemanha, só que em um amistoso que valia absolutamente nada , no qual os rivais jogaram praticamente com um time reserva. E não é que brasileróide tá comemorando uma vitória de 1 x 0 nesse contexto?

Derrotados em casa, na semifinais da competição mais importante e sentem que deram a volta por cima por fazer um único gol em um amistoso que não valia nada onde o rival entrou com um time B. Não caibo em mim de vergonha da reação dos brasileiros.

Eu ri quando o resto do mundo debochou da cara dos brasileiros dizendo que, ok, venceram, mas o placar final estava 7 x 2. Jogador pedindo “mais respeito” à seleção brasileira depois dessa vitória foi a cereja no sundae. É o mesmo que pedir respeito por ter conseguido fazer uma primeira soma em uma prova inteira de cálculo! Daí você vê quão vira-lata é a pessoa, por se achar no direito de colher os louros de uma vitória em amistoso. Este é o brasileiro, não apenas no futebol, um vira-lata nato que se dói por tudo e quer aplauso por tudo. Jogadores falando em “orgulho” e se sentindo heróis nacionais por vencer um amistoso. Tomanocu.

Se ainda tem alguém que ainda não saiba, jogador de futebol de seleção brasileira baseia sua vida, via de regra em: prostitutas, putaria na concentração, bebida, música ruim, ostentação de bens materiais, rabiscar seu corpo com tatuagens escrotas, usar cabelo cafona e cagar na disciplina na hora de treinar por tudo que foi dito neste parágrafo. Uma vitória em um amistoso contra o time reserva da Alemanha não é motivo para clamar por respeito. Respeito se consegue através de postura, ou através de resultados concretos. Nenhum dos dois ocorreu esta semana.

Além disso, o futebol por si é algo tão medíocre que mesmo que ganhem de 47 x 0 na final de uma Copa do Mundo, não merecem glórias por isso. Você só tinha um trabalho: chutar uma bola no meio de duas traves. Glórias e aplausos eu reservo para um neurocirurgião que estudou 15 anos e salvou a vida de uma pessoa operando seu cérebro. Brasileiro fica dando autoestima para esses vira-latas metrossexuais de Cristo e agora eles ficam aí, proclamando seus “grandes feitos”.

Futebol é desimportante. É mero esforço físico, tal qual um cão que puxa um trenó, exceto que o cão gera algo de bom, em concreto, como trazer alimentos ou água para quem precisa. Chega de valorizar um trabalho físico vazio. Se é para valorizar contração muscular, vamos aplaudir bombeiro que entra em casa em chamas para tirar um bebê lá de dentro. Jogador de futebol ganha milhões, vive sua vida de forma bem questionável/não-admirável e ainda posa de ofendidinho querendo reconhecimento por seus “feitos louváveis”. Se esta postura fosse em um país de primeiro mundo, seriam trucidados. E reparem que, assim como jogador, muitos outros “nada louváveis” fazem o mesmo.

Mas no Brasil, né? Não tem Nobel. Não tem mentes brilhantes. Não tem investimento em ciência. Resta exaltar esses símios tatuados que fazem truques com uma bola, caso contrário, não teria o que exaltar do próprio país e brasileiro não suporta a ideia de não ser especial, de não ser muito bom em algo. Tanto é que passa o ridículo de exaltar para o mundo coisas das quais não tem mérito algum, como “belas praias”. Dá muita pena, pois daqui, não percebem a vergonha que passam lá fora.

Há também uma falsa sensação de normalidade, como se no mundo todo fosse assim. Não é. A maioria dos países caga para futebol, dando a ele uma importância mínima. Jogador de futebol é um coitado que não teve coisa melhor para fazer na vida, muitas vezes imigrante, que jamais será mais badalado ou aclamado que um cientista ou alguém que estudou e contribuiu de forma relevante para a sociedade. Só no Brasil um quadrúpede consegue abrir a boca para dizer que o futebol salva o mundo e que se não fosse por ele estaríamos em guerra.

Mesmo nos países onde o esporte é popular, a torcida é muito mais impiedosa, vê jogador como um funcionário que é pago para desempenhar seu trabalho com esforço e resultado, não como heróis intocáveis, vide o que aconteceu com a vergonhosa derrota da seleção Argentina para a Espanha. A atuação vergonhosa (mais uma) do Higuaín rendeu Memes e ofensas sem precedentes. Higuaín entrou nos assuntos mais comentados do mundo e (mais uma vez) foi detonado sem piedade.

Em qualquer outra profissão, função ou ofício (principalmente se for bem remunerado), se a pessoa atua de forma vergonhosa ela é severamente criticada. Mas alguns, como jogadores de futebol, não. Eles são a pátria de chuteiras. Eles sempre têm a redenção, se fazem uma atuação razoável (1×0 de seleção reserva em amistoso não é grande feito, ok?) exigem retratação, exigem aplausos, exigem respeito. É simplesmente ridículo.

Culpa de cada palhaço que não desce o sarrafo como deveria nesses símios vestidos de Armani Exchange. Que os coloca em um pedestal muito maior ao qual eles pertencem. Brasileiro é tão pau no cu macaquito deslumbrado que briga até para defender o Messi, que nem da sua seleção é! “Aiiin, o Messi joga mal na seleção porque tem péssimos jogadores”. Nisso que dá ser “sabe tudo” que fala com achismo e não com conhecimento de causa. Messi está cercado por dez incompetentes porque ele mesmo, Messi, barrou a convocação de jogadores muito melhores. Então, sim, Messi é um câncer da seleção argentina. Percam tempo defendendo os macaquitos de estimação de vocês, que eu não tenho macaquito de estimação e vou sentar o cacete em quem performar mal.

Jogadores de futebol são mero entretenimento e tem sim a obrigação de jogar bem, só fazem isso da vida, ganham muito. Se jogam mal, tem que descer o sarrafo. Como qualquer pessoa, eles estão sim sujeitos a críticas quando performam mal. Já falamos sobre este complexo de Deus muitos anos atrás, quando Ronaldo Travequeiro foi reclamar em público sobre sofrer críticas e parece que nada mudou: estas focas (mal) adestradas para fazer gracinha com bola continuam se achando merecedores de aplausos incondicionais.

Não são heróis. Não fazem nada relevante para a sociedade, afinal, lazer por lazer, existem muitas outras formas (que custam muito menos e acrescentam muito mais). São substituíveis, tem menino na favela analfabeto que faz aquilo também, às vezes até melhor do que o idiota que está em campo. Exigem respeito? Que tal se dar ao respeito e não ficar se atracando com traveco e cocaína, não fazer noitada quando se trabalha com o corpo e render razoavelmente bem no seu trabalho?

Então, desculpa, fazem muito pouco (chutar uma bola: se fosse complexo requereria uma faculdade) para se doerem tanto com cobrança.

Guardem este texto, provavelmente ele merecerá ser relido na Copa do Mundo.

Para dizer que o assunto da semana foi o tiro na caravana do Lula, para dizer que o assunto da semana foi o STF novamente ou ainda para dizer que quer ver as ofensas feitas ao Higuaín: sally@desfavor.com

SOMIR

A seleção alemã de futebol tinha acabado de sair de um vice-campeonato na Copa do Mundo de 2002, perdendo do Brasil na final. O time era obviamente bom, mas estava envelhecido. Em 2004, aconteceu a Eurocopa, e os germânicos passaram vergonha não saindo nem da primeira fase. Foi aí que identificaram um problema com a forma como enxergavam futebol e montaram um plano de longo prazo para arrumar as coisas: aumentariam o esforço nas categorias de base para treinar ainda melhor seus garotos, dentro de uma proposta de jogo bem definida. A ideia era depender menos de talentos individuais e sempre ter muitos jogadores no mínimo decentes para montar seu time. Nas duas copas seguintes, ficaram em terceiro lugar, mas com times cada vez mais renovados.

Em 2014, veio o resultado. Vitória com direito a uma humilhação categórica contra os times que pregavam o exato oposto dessa filosofia. Uma goleada no Brasil e uma vitória na final contra a Argentina, outro time dependente de talentos que surgiam espontaneamente na sua população. Não queriam torcer pelo acaso de nascer um Messi ou um Ronaldo no seu país, queriam ter sempre um time muito forte na média. Se acharem um craque, só complementaria uma base segura e eficiente.

A Alemanha planejou e executou um projeto de futebol em 10 anos que provavelmente vai continuar dando frutos por muitos e muitos anos ainda. Pontos pela capacidade de organização, com certeza. Mas, tem algo a mais aí: os alemães também enxergaram sua deficiência em relação a países como o Brasil e Argentina nesse esporte. São muito bons para criar jogadores nota 7 e 8, mas é discutível se já conseguiram fazer algum nota 10 em sua história. Ao contrário da opinião jurássica ainda em voga na mentalidade do nosso povo, gringo não é tudo perna de pau. Alemães pensam o jogo diferente, e são extremamente eficientes no que se propõem. O Brasil tem mais títulos de Copa, mas a média deles de resultados é melhor. Só que mesmo assim, ainda apanham quando tem um craque muito diferenciado do outro lado. Os jogadores alemães são considerados dos melhores do mundo, mas raramente tem valores individuais que se destacam muito acima dos outros.

Eu tenho uma teoria para isso, e acredito que todo o plano alemão para se fortalecer no esporte também pensou nisso: na Alemanha, os meninos não precisam do futebol como a única chance de subir na vida. Por lá, é muito provável que um menino pobre tenha tanta chance de crescer como um engenheiro, médico ou mesmo um encanador (lá as profissões consideradas menores aqui são bem mais valorizadas). Muitos talentos potenciais para o esporte acabam nunca seguindo essa carreira, simplesmente porque tem muito mais o que fazer e a própria estrutura do país permite sonhos diversificados.

Ao invés de ter todas as crianças tentando ser jogadoras de futebol, temos uma parcela da população que calhou de seguir nesse caminho. A chance de achar alguém extremamente fora da média fica menor. E mesmo depois de entrar para o mundo do futebol, o país ainda mantém portas abertas para esses jovens mudarem de ideia. No Brasil, o menino que passa numa peneira e começa a treinar com um time está literalmente diante da sua única chance na vida, até porque vai negligenciar os estudos e ver a família toda focando nesse mesmo objetivo. Pra cada Neymar que explode e ganha muito dinheiro, dez mil meninos de nomes bizarros seguem para um beco sem saída. O Brasil mastiga e cospe a vida de muitos meninos para conseguir esse tipo de jogador.

A Alemanha não. Não é questão de vida ou morte continuar teimando no futebol. Alguns possíveis craques que poderiam ter estourado caso ficassem mais tempo no esporte acabam indo fazer outras coisas, simplesmente porque tinham a oportunidade. E mais, como todos os salários são maiores, inclusive nas ligas menores, existe um ponto de acomodação bem mais cedo na carreira de qualquer um deles. Por ter um país mais arrumado e mais justo com seu povo, o alemão não entra tão de cabeça assim na loteria do sucesso futebolístico. O que é bom para o país, mas reduz a chance de formar jogadores extremamente diferenciados.

Então, voltemos ao discurso de pedir mais respeito para o Brasil: a resposta é não. Não mesmo! Porque depois de tomar aquela goleada ridícula em casa, o Brasil não mudou nada na sua forma de ver o esporte. A Alemanha acendeu a luz de alerta com um vice-campeonato pra lá de digno, o Brasil fechou os olhos e torceu para tudo dar certo de novo por pura sorte. Tite (o técnico atual) é um excelente profissional, mas só consegue organizar o que já temos: o resultado de uma loteria de meninos pobres. O Brasil e a Alemanha podem ganhar essa Copa, mas cada um vai conseguir isso de uma forma bem única.

A forma dos alemães, muito mais respeitosa. Não só com o esporte, como com seu povo. E em 2022, tenha certeza que os alemães vão estar fortes de novo. O Brasil… bom, vai depender da sorte. O 7 a 1 deveria ter ensinado algo, mas não foi o caso. A piada do jornal alemão dizendo que estava 7 a 2 foi muito mais profunda do que eles mesmos imaginaram…

Quer respeito? Mereça.

Para dizer que até futebol pode ficar chato comigo, para dizer que eu deveria me mudar pra Alemanha se gosto tanto deles (deveria mesmo…), ou mesmo para dizer que agora tem orgulho de novo de ser brasileiro: somir@desfavor.com

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Comentários (14)

  • Sally, eu penso igual a você em muita coisa. MUITA coisa. Mas algumas circunstâncias da vida foram me amaciando, tirando minha acidez, e por isso que eu gosto tanto do Desfavor: tem dias que eu preciso lembrar o quanto eu detesto esse establishment e o quanto alguns aspectos da nossa vida são podres, deturpados ou patéticos.

    Esse texto de hoje me lembrou porque eu ODEIO jogador de futebol. Odeio desde uma copa quando, ao chegarem vencedores no Brasil, os putos ignoraram o caminhão que os bombeiros tinham decorado com material pago do próprio bolso pra subir no trio elétrico de uma marca de cerveja, ficarem bêbados em rede nacional e agirem como macacos literais na frente da autoridade máxima do país (tudo bem que essa autoridade à época era o Loola…). Eles são lixo puro. E não é pra todo mundo ou em todo lugar que eu posso me expressar assim, sob risco de levar pecha de intolerante, amarga ou invejosa.

    • Eu lembro disso, os putinhos trouxeram uma fortuna em coisas compradas no exterior e se recusaram a passar pela alfândega dizendo que eram “heróis nacionais”. Ê Brasil…

      • Ligia e Sally,
        Não que isso seja tão importante assim, mas só a título de esclarecimento: vocês estão relembrando de duas ocasiões diferentes. O episódio dos jogadores subindo no trio elétrico da Brahma com a Ivete Sangalo em vez do caminhão dos bombeiros foi em 2002, na festa pós-penta, aquela em que o Vampeta visivelmente mamado e com a camisa do Corinthians desceu a rampa do Palácio do Planalto virando cambalhotas depois de ser condecorado pelo então presidente FHC. Não é de hoje que os patrocinadores é que realmente mandam na porra toda… Na época dessa Copa realizada no Japão e na Coréia do Sul, a Brahma veiculava a todo momento na TV aquela infame série de comerciais da tartaruga que fazia embaixadinhas com uma lata de cerveja ao som de um jingle cantado com sotaque “pastel de flango”.

        Já o lance da tralha trazida do exterior passando direto pela alfândega sem pagar impostos aconteceu em 1994, na volta da seleção – com minúscula mesmo – depois do suado tetra nos EUA. Como esse título quebrou um jejum de 24 anos, os jogadores, que saíram daqui esculhambados, foram chamados de “heróis” ao retornarem para casa com a taça. E sabe como é, né? BM que é BM – e jogador de futebol verde-amarelo é mesmo tudo BM – quando vai pros “istaduzunidu” sempre aproveita pra fazer umas comprinhas… Lembro até hoje que o Casseta & Planeta fez piada com o fato de só o lateral Branco ter trazido três geladeiras, que tiveram até que vir num avião à parte. Vale lembrar também que esse mesmo jogador era um dos mais criticados pela imprensa antes da Copa e chamou o seu célebre gol de falta na vitória sobre a Holanda nas quartas-de-final de “Gol Cala-Boca”.

  • Esse jogo foi bizarro, mas as reações da torcida foram ainda piores.

    Um jogo entre a seleção brasileira – que, em tese, tá “pronta” pra copa – contra o time B da Alemanha (em toda a escalação, tinha uns 5 nomes do episódio do 7×1), onde o Brasil estava até com o Tite dentro da área, tomando sufoco pra avançar. Isso mesmo, o melhor que pudemos fazer desde aquela chinelada de 2014 foi esse fiasco.

    O que deveria ter gerado um tranco na confiança do torcedor o fez acreditar que o time está de alguma forma pronto…

    Exigir respeito depois de um jogo cagado desses é a epítome do papel de ridículo que o brasileiroide faz mundo afora. Mas é exatamente como vocês descrevem: o BR não suporta o fato de não ser o melhor em algo, mas sequer considera planejamento e organização. Bota tudo na conta do “dom” e da “sorte”

    O Brasil vai perder de novo em 2018

  • Olha, dá para explicar essas atitudes do ponto de vista da retórica: numa guerra ninguém raciona, todo mundo quer um Mel Gibson vestido de Coração Valente para animar a torcida para a guerra, não um intelectual ponderado – mesmo que Thiago Silva, e outros, saibam que estão falando pura groselha.

    De resto, triste é o país que desperdiça dinheiro em projetos de Ciência e Tecnologia sem metas definidas, gasta horrores em saúde e educação sem esperar retorno algum e nem tem uma “reserva do possível”, criação alemã para evitar gastos desnecessários com promessas constitucionais impossíveis de se cumprir.

  • O texto do Somir comparando as realidades brasileira e alemã me deu um mind blown aqui (igual aquele gif)
    Nunca tinha visto por essa ótica, em países desenvolvidos a área esportiva é apenas mais uma profissão, todo mundo de qualquer área/nicho tem maiores chances de ter sucesso ou pelo menos um salário digno. Até há um estímulo para empreendedorismo e coisas assim.

    No Brasil jogar futebol é uma das únicas chances de sobrevivência, junto com ser modelo ou sei lá. E não há nenhum estímulo pra pessoa fazer seu próprio dinheiro, por causa de tanta burocracia e “intelectuais” que repudiam lucro e sucesso profissional e abraçam ideologias que morreram nos anos 1990.

  • Pra quem não sabe: esse Thiago Silva aí que falou em “respeito” é aquele mesmo merdinha que era capitão – em tese, um líder – que não teve colhões na inacreditavelmente suada disputa de pênaltis contra o Chile no Mundial passado, chegando até a cair no choro feito uma garotinha amedrontada. Depois, em outro jogo, já no ano seguinte, contra o Paraguai pela Copa América, esse mesmo bostinha sem hombridade ainda teve a cara de pau de dizer que “não se lembrava” de ter posto a mão na bola e cometido pênalti num lance flagrado com toda clareza pelas câmeras de televisão.

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