Pensando melhor…

O desfavor pode não ser só intelectual, mas normalmente exige um pouco mais de capacidade mental do que a média da internet. Sally e Somir discutem o impacto dessas pessoas que não alcançam nem esse mínimo. Os impopulares pensam.

Tema de hoje: o quanto leitores burros prejudicam o desfavor?

SOMIR

Um grupo é a soma de suas partes. É uma regra matemática universal da qual não dá para escapar… então, se abrigarmos muitas pessoas burras, não tem como evitar a contaminação da nossa média. Não dá para aceitar numa boa. E muito embora você possa argumentar que os indivíduos não vão se afetados diretamente por essa companhia mais limitada, ainda sim tem toda uma questão de qualidade de vida e possibilidade de evolução que se enfraquece sim quando se cerca de gente assim.

Não quero ser aquele tipo de intolerante que acha que vai se tornar algo só porque outras pessoas ao redor são assim. Não me sinto ameaçado diretamente, mas, porra… a vida já é ruim o suficiente com alguns espaços seguros para desenvolvermos alguns de nossos interesses; sem isso seria intolerável. O desfavor tenta não ser espaço seguro ideológico, querendo ver o circo pegar fogo entre opiniões diferentes (mas não sempre as mesmas polêmica midiáticas ad nauseum, porque fica chato), mas tem que ser um santuário mínimo para quem pelo menos se esforça para não falar bobagem.

Tem algo para tirar de cada pessoa? Claro. Toda pessoa sabe algo que eu não sei, e faz bem pensar dessa forma. Mas, isso não quer dizer que toda pessoa valha o esforço de atravessar esse campo minado de opiniões burras e ignorância só por causa de uma pepita de sabedoria. Mais ou menos como dizer que comer cocô pode te dar alguns nutrientes… ok, pode ser, mas alguns nutrientes não compensam o fato de você comer cocô!

Leitores e pessoas burras em geral mais atrapalham do que ajudam, e mesmo naquele esquema “relógio quebrado” (acerta a hora duas vezes por dia), não é consistente o suficiente para agregar valor ao grupo. Na maioria das vezes, vai agir de forma condizente com sua falta de capacidade intelectual e na melhor das hipóteses, gastar o tempo de outras pessoas. Digo isso por experiência própria: ver muita gente burra discutindo algo num local dá uma preguiça enorme de participar.

Quando a quantidade de asneiras, achismos e certezas de pessoas que claramente não tem a menor ideia do que estão dizendo alcança uma massa crítica de estupidez, você sabe que vai ser sugado para dentro se orbitar próximo demais. E ainda na analogia estelar: burrice parece chamar muito mais atenção do que conhecimento aprofundado, é algo que queima com muito mais força e emite um brilho maldito que desestimula outras pessoas de se aproximarem. Pra quê se queimar?

Gente burra também gasta tempo precioso de gente inteligente de outra forma: eles demoram tanto para entender as coisas que cansam quem já entendeu. É irritante para as pessoas normais até ficar ouvindo as coisas repetidas vezes só porque alguém não consegue acompanhar. Claro que não é o fim do mundo e eventualmente é possível aguentar isso, mas quanto mais pessoas burras são admitidas e incentivadas a permanecer, maior a chance delas gerarem esses atrasos. Até a forma como escrevemos os textos é baseada na forma como eles são percebidos pelo público médio. Ter que explicar conceitos básicos toda vez gasta tempo e espaço de textos mais avançados.

Como disse recentemente, estou vencendo meu preconceito contra temas supostamente burros, afinal, tanto eu quanto a Sally somos bem capazes de usá-los como adubo (ha) de conversas mais interessantes. Agora, não dá pra ter as duas coisas livremente: se não vamos ficar presos a elitizar o conteúdo para bloquear o interesse de gente muito limitada, vamos ter que limitar o quanto essa gente é bem vinda de outra forma. Tudo bem que gente burra tende a não entender sutilezas, ou tem algum probleminha de autoestima para não aceitar rejeição, mas se não nos posicionarmos claramente contra elas, podem apostar que elas começam a colocar as asinhas de fora e ocupar espaço de gente que pode nos acrescentar muito mais.

Muito por isso eu acredito que por mais que não tenhamos necessariamente ódio de pessoas burras (afinal, algumas nem tiveram chance de serem diferentes), não devemos aceitá-las de braços abertos não. É um preço muito alto para pouca recompensa. O desfavor deve continuar aceitando pessoas de opiniões muito diferentes, mas não de inteligências muito diferentes. Tem todo o resto da internet e do mundo para abrigá-los. O filtro por conteúdo funciona em termos, mas está faltando mais ação para afastar essa gente do que simplesmente não aprovar os comentários.

Para dizer que eu estou sendo misógino, para dizer que tem medo de ver o “Ei, Você!” dos comentários não aprovados, ou mesmo para dizer que burrice é ser intolerante: somir@desfavor.com

SALLY

Sabe quando algo vai represando, represando, até que, de gota em gota, se torna algo avassalador? Pois é, isso vem acontecendo aqui, no Desfavor. A burrice atingiu patamares avassaladores, onde sequer conseguimos compreender o que está tentando ser dito nos comentários. Após uma discussão acalorada, Somir e eu queremos ouvir a opinião de vocês. Por isso o tema de hoje: O quanto leitores burros realmente prejudicam o Desfavor?

Sim, a burrice é um problema, sim, a burrice é irritante. Sim, cada vez mais pessoas burras procriam e colocam pequenos burrinhos no mundo, fazendo do Brasil uma grande Idiocracy. Mas eu não vejo forma de escapar disso sem punir quem não é burro. Cabe a cada um de nós não dar significado à burrice alheia, apenas ignorar e tirar o que lhe for útil do Desfavor.

O que está acontecendo é meio que inevitável. Durante estes dez anos nós fizemos de tudo, desde truques de configuração até estratégias online, para passar debaixo do radar. Acontece que, com a quantidade de conteúdo que temos, viramos um “alvo fácil” no buscador do Google, que hoje monopoliza a internet. Apesar dos nossos esforços, somos primeiro lugar em pesquisas no Google em muitos temas. Quem está na segunda página da pesquisa Google nem é lido, mas quem está em primeiro lugar acumula todos os cliques. E, acreditem, a demanda por informação via Google é enorme, esse “todos os cliques” é muita gente, em sua maioria, pessoas que tem apenas o cerebelo.

São muitos cliques de pessoas que não sei como conseguem amarrar seus cadarços diariamente. É obvio que os casos “posso me enformar com papel higiênico” a gente corta fora, mas algo sempre vaza. Um comentário burro não precisa ser grotesco, ele pode ser aceitável e até bem escrito. Burrice não é apenas perguntar que tipo de pássaro é a Ave Maria, há infinitas modalidades de burrice, como por exemplo, dizer obviedades, repetir o que já falamos no texto, reforçar o que já falamos no texto, radicalismos, conspirações e tantas outras.

É chato, porém eu acredito que seja um mal necessário, inerente a quem se propõe a distribuir conteúdo gratuito para o mundo. Mas para que eu entenda que é um mal necessário, preciso do aval de vocês, pois se a mim não afeta, pode ser que afete ao leitor. Eu, como leitora, consigo de boa ignorar comentários burros, óbvios ou que não acrescentem nada, porém, seria bastante errado presumir que todos são como eu. Na verdade, quase nunca são. É aquela frase vazia, porém útil neste momento: “cada qual com seu cada qual”. Talvez esteja incomodando ao leitor.

Minha teoria sempre foi a de que tudo é aprendizado. Mesmo na maior das burrices podemos aprender alguma coisa, nem que seja a identificar como gente burra se comporta. Eu tiro aprendizado, experiência, de tudo, porém não estou muito certa de que a maioria das pessoas seja assim. Somir, por exemplo, apenas se irrita e se desmotiva. Se gente burra está irritando e desmotivando leitores inteligentes na hora de comentar, aí a coisa muda de figura. Continuo acreditando com todas as forças que as coisas tem a importância que a gente decide dar a elas, mas não posso pretender que todos concordem comigo nisso.

Se realmente os burros estão tomando conta da área comum e estão espantando cabeças pensantes, ficarei preocupada. Acho que somos todos melhores do que isso, que podemos não nos incomodar com quem pensa diferente ou tem mais dificuldade cognitiva, é pancadinha da cabeça ou tem menos acesso a informação, mas tenho motivos para acreditar que talvez só eu consiga sublimar esse incômodo.

Depois de dez anos interagindo, já conheço o perfil do nosso leitor. Por mais de uma vez vocês abriram mão de conteúdo por medo de sermos invadidos por gente que pergunta se é possível que o cérebro saia pelo nariz ao espirrar. Sinal de que isso realmente incomoda vocês. Sinal de que talvez não dê para ignorar, por mais que eu tenha a convicção de que dá.

Meu ponto de vista: todo mundo tem algo a acrescentar. Eu quero um espaço aberto para todos, por mais irritante que isso seja algumas vezes. A pessoa pode falar 99,99% de burrices sem sentido, mas em algum momento essa pessoa pode dizer algo que seja útil para alguém. A questão é o tamanho do incômodo que essas burrices provocam em quem está lendo de fora.

Para mim é muito fácil, eu tenho o botão de moderação nas mãos, então, quando algo me irrita, eu silencio. Aqui dentro, eu corto o microfone de quem eu quiser quando eu quiser, mas talvez se não tivesse esse poder, também estivesse muito irritada. Talvez, as escolhas até aqui não tenham sido suficientes para calar a boca de quem está realmente enchendo o saco com suas burrices. Somir, por exemplo, está mil vezes mais irritado do que eu, no entender dele, o blog está virando um aterro sanitário intelectual.

Fracassados conspiradores que acham que sabem os “motivos ocultos” de todo evento que acontece, gente que quer consultoria gratuita, gente que vem destilar ódio, gente que não consegue nem usar a barra de espaçamento eescreveassim e tantos outros tipos de pessoas burras costumam ir minando a paciência de todos nós. Vocês já deve ter visto que na maior parte do tempo eu trato bem, mas dependendo do quanto aquela pessoa já encheu o saco, posso ser um pouco grossa nas respostas.

Quando um toma uma patada depois de um milhão de pentelhações, fica aquele silêncio, como que entre irmãos quando a mãe briga com um deles. Parece que fica todo mundo com medo de apanhar, bem quietinho no seu canto. Esse climão é uma merda e com certeza atrapalha o andamento do blog. Mas, faz parte da vida, não é mesmo? Há um limite na hora de emular um ambiente ideal, sempre vai vazar merda do mundo lá fora. Faz parte do jogo… ou não?

Vai do quanto de importância a essas pessoas vocês querem dar. Ou podem, vai saber, tem gente que simplesmente não consegue ignorar o outro. Na verdade, a pergunta hoje não é externa, é interna. Vai do quanto vocês permitem que estas pessoas burras abalem o ambiente, a troca de informação, o aprendizado recíproco. Não é aquele papo rasteiro de toda crítica ser uma confissão, pois se essa excrescência fosse verdade, todos nós seriamos pedófilos. É sobre o quanto vocês precisam ou preferem um ambiente estéril para se sentirem livres para argumentar, trocar ideias e desenvolver pontos de vista aqui no Desfavor.

Esta é uma questão antiga no blog, quem acompanha a gente faz tempo sabe. E é a última vez que trazemos o assunto à tona, porque sinceramente, eu já estou bem cansada dele.

Minha opinião vocês já conhecem: cada um tem uma lanterninha mental que tem o poder de iluminar o que lhe interessa, não devemos dar tanta importância aos outros. Agora eu quero ouvir a de vocês.

Para perguntar qual parte do “Eu não quero cobertura da Fazenda pois vai atrair gente burra” eu ainda não entendi, para dizer que a culpa é minha por ficar comentando clipe de funk ou ainda para ficar em cima do muro, concordar com ambos e ser o pior tipo de burro do universo: sally@desfavor.com

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Comentários (93)

  • Mas… qual é exatamente o problema? Comentários sem conteúdo? Erros de gramática? Argumentação truncada? É isso?

    Imagino que seja uma tarefa realmente desagradável para a Sally e o Somir lerem todos os comentário sem noção que aparecem por aqui – e entendo a frustação do Somir quanto a isso… tem hora que dá vontade de chorar tamanha a preguiça de interpretar um texto que as pessoas tem. Mas o que passa pelo filtro de vocês não tem me incomodado.

    Já temos que ignorar esse tipo de problema em TODOS os lugares da nossa vida – reais ou virtuais: no supermercado, conversas no trabalho, no ônibus, no facebook, no grupo do whatsapp, nos portais de notícias… Qual a diferença de fazer isso aqui também?

    Até porque, ser inteligente não significa ser sensato ou útil. O que mais vejo por aqui é comentário que “chove no molhado” e parece existir apenas para obter simpatia dos donos do blog. Numa vibe “veja! veja! sou inteligente como vocês! posso ser seu amigo?” Alguns, sem dúvida são feitos por pessoas inteligentes, mas tenho dúvidas se são fruto da inteligência ou da carência…

    Resumindo, não acho que tornar o Desfavor um “safe place” da inteligência seja prático ou necessário. E como bônus, a gente se diverte com o nível de “probleminha” de algumas pessoas. Se não divertir, é só passar para o próximo comentário!

  • Não são apenas os burros que estragam o blog. Tem também os attention whore prolixos, sempre tem opinião pra tudo e tempo pra ficar debatendo e retrucando nos comentários, que preguiça.
    Os burros devem ficar sim. De vez em quando façam uma daquelas semanas de limpeza e já era. Se precisarem de ajuda só convocar os espertinhos da moita (nunca vi tanta piada gordofobica boa que nem no texto sobre a Orca Todinho).
    Não tem fórmula mágica, falar que vai banir os burros… qual o critério? Vai sobrar só os que se levam muito a sério.

  • Este é o único lugar que leio os comentários e na maioria das vezes, ainda consigo extrair algo além do texto com as discussões geradas aqui (não que eu seja participativo, longe disso).

    Não acho que o blog tenha perdido qualidade nesse ponto, pelo contrário, acredito que um terreno fértil venha da diversidade de opiniões, pontos de vistas, personalidades e outras características que levam as pessoas a ler o conteúdo, absover e comentar.

    Um fator importante nesse processo de selecionar um grupo, talvez seja justamente ficar preso a esse grupo, restrito sempre aquelas opiniões e pessoas. Outro fator é privar pessoas de realizar um crescimento, pois o conteúdo aqui é muito rico e diversificado.

    Venho aqui diariamente em busca de conhecimento, informações, opiniões e nesses anos todos que acompanho vocês, posso afirmar que boa parte das minhas opiniões eu formei aqui. Cheguei BM, daqueles bem chocho e parte do meu aprendizado de vida devo a vocês.

    • Que relato bacana, Caixote.

      Eu tenho horror a essas panelinhas, esse grupinhos fechadinhos sempre iguais. Eu quero diversidade. Eu quero novidade. Eu quero desafio.

      Aliás, ao menos da minha parte, a premissa do desfavor sempre foi a mesma: levar conhecimento de forma acessível. Conversar com clareza sobre tudo, como se fosse em uma mesa de bar, sem firula, sem rebuscamento.

      Fiquei muito, muito, muito feliz com o seu comentário!

  • Que salseiro, hein, Sally? De novo essas discussões, achei que já tivéssemos superado isso… Povo que sonha com um mundo estático, so sorry, não vai rolar. To vendo que, como vc, serei voto vencido. Acho que sobra muito “querer botar norma” num blog de conteúdo gratuito que ninguém paga mensalidade para poder exigir nada. Bando de fdp presunçoso!
    Falta muita terapia pra geral aí se dando tanta importância, se achando tão inteligente, preocupadíssimos com debates de opinião com anônimos na internet.
    Vocês já filtram as coisas grotescas, e agradeço por isso. O que passa pelo filtro, não me incomoda. Tenho dó de vc gastar seu precioso tempo e argumentos com um ou outro que não mereça, mas é do jogo. Entendo que vc é uma exploradora e quer ver no que vai dar.
    Ainda assim, acho de verdade que vc e o Somir, como donos do site (e por mais que ele esteja aliado ao clube das múmias do desfavor antigo), deveriam definir o que vocês querem e acham melhor fazer. Foda-se o que a galera acha. Sempre vai ter um conteúdo de qualidade aqui, quem quiser vem pegar, quem não quiser, vai pra outro blog. Sério, não é difícil assimilar isso.
    Só sinto que a maioria vai vencer de novo… Uma pena.

  • Tô aqui vendo esse MMA nos comentários e observei que nenhum dos auto aclamados inteligentes apresentou uma proposta concreta sobre como se livrar dos leitores burros, pode ser por QI?
    Leitores comQI 121 e acima poderiam comentar a vontade, entre 90 e 120 teriam os comentários sujeitos à aprovação e 89 pra baixo banidos.

    Anyway, vamos tomar um valium e acalmar os animos. Concordo com quem disse que em casos assim quem decide são Sally e Somir, não tem que ficar perguntando. Quem não gostar que vá cantar em outra freguesia.

  • Gente, chego aqui e tem 60 comentários! Quando vai ver é a caixa de comentários mais maluca ever!

    Queria saber qual a proposta pra medir a inteligência da galera… porque eu sou uma pessoa considerada bem inteligente na “vida real”, mas sinceramente eu acho que não passaria no teste que o povo aqui tá querendo colocar!

    Concordo plenamente com o texto da Sally… e acho que o Desfavor chegou aqui por permitir que todos que se interessassem pudessem participar!
    Mas tô vendo que minha opinião é bem Impopular! Que irônico, não?

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    Dilmo Lula Roscoff

    Sally, os jumentos, que são burros, têm o pau grande. Os japoneses, que são inteligentes, têm o pau pequeno. Se você bobear, um japonês passa na sua frente. Por outro lado, se você der uma de esperto e não deixar um burro passar, ele fica atrás de você. Quem você prefere que fique atrás, um jumento ou um japonês? Então, ser burro é às vezes mais inteligente do que ser japonês. E os burros no Japão, têm o pau médio?

    • Olá Mulher Sapiens, eu saúdo a mandica,

      Sobre o que está atrás, na verdade, sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo muito importante. Compreendo a questão do jumento, porém os bodes são importantíssimos.

    • E, no caso, está fazendo exatamente o que frequentando um lugar que pertence a pessoas que você odeia? Meio masoquista, não acha?
      Percebe que só você sofre com isso?

    • Sagrado direito seu, Meu anjo. Se você se sente assim, recomendo que não volte, não vai te fazer bem frequentar um lugar que você não aguenta mais. Beijos na sua alma, como diria o falecido Mestre D´Alborga.

  • impressão minha ou tá um clima “nós x eles” aqui dentro? os leitores antigos fodasticos e os leitores novos chorume de rede social? que necessidade de se sentir superior, hein?

  • Recado para quem se identificar: não se pressiona pessoas como a Sally e o Somir com “é por isso que fulano saiu”, eles simplesmente não se importam. Mas, fazendo isso, você diz muito sobre aquilo que você se importa e fica vulnerável.

    Deus limita a inteligência mas não limita a burrice.

  • Gente burra é inferior. Não estou dizendo que isso é justo, mas é verdade.
    Eu não gosto de ver gente burra aqui no Desfavor.

  • Na maioria das vezes, a inteligência é algo bem relativo.
    Simplificando: Deixa o leitor BM por aí… A gente pode se divertir.

    • Bárbara, essa é a minha opinião também, mas ao que tudo indica, a maioria quer outra coisa. E eu tenho essa mania de ser democrática…

  • tenho um blog grande e quase da mesma idade do desfavor então acho que posso falar
    não é um clube de futebol, não tem que cativar uma torcida fiel pra sempre. não é derrota perder leitor, para cada um que vai, vem outro. tudo depende do momento de vida da pessoa, do que ela quer conumir
    o autor do blog tem que fazer o que ele gosta, fingir para atrair publico é ridículo. nem eu que vivo da minha marca faço isso.
    galera aqui chegando num ponto quase genocida com a supremacia da inteligência, dá até medo da forma como essas pessoas lidam com as diferenças: quem não pensa como eu é burro

    • É, não sei em que mundo as pessoas acham que existe uma obrigação nossa de manter qualquer padrão que seja. O que mais tem na internet é blog, se a pessoa não gosta do rumo que o nosso tomou, tem muitas outras opções.

      Também não concordo com essa diferenciação burros x inteligentes, porém, parece ser a vontade da maioria. Você é leitor antigo, portanto, deve saber que eu tenho uma tradição em fazer a vontade da maioria…

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    Mamãe, eu quero ser banido......

    Larguem de viadagem e comecem a expulsar todos os burros de uma vez!! Se vai ser nazista intelectual, faz direito.

    • Como assim “depois não sabe”? Isso nunca foi uma questão. Nunca levantamos isso aqui. Nunca nos incomodamos com isso. Você dá importância e significado a isso, nós não. Sinceramente não me interessa porque algumas pessoas foram embora, já que Desfavor é exclusivamente para fazer o que gostamos e não para gerar dinheiro.

      Na verdade, eu acho muito saudável que tenham ido embora se não estão satisfeitos com nosso conteúdo, faz parte da vida. Não vejo nisso uma desfeita nem motivo para mágoas, é natural que pessoas tomem caminhos diferentes. Acho inclusive mais consciente quem pega seu banquinho e sai de fininho do que quem fica aqui sem estar satisfeito.

      Se o recado não estava claro o suficiente, vou ser mais específica: continuaremos fazendo o que nós, donos do blog sentimos vontade, sem a preocupação em agradar a um determinado grupo. Mas, ao contrário do Lula, o choro é livre.

  • GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL! GEL!
    (quem lembra?)

    • Nossa… essa acho que só eu lembro, nem o Somir deve lembrar. PCP Feelings!
      Bom saber que tem gente pré 2009 ainda conosco…

  • complicado comentar nesse clima, quando todo mundo tá berrando para um lado
    dá medo de apanhar se você defender o outro lado que é minoria

    • Só se você se importar com o que um bando de estranhos, desconhecidos, pensam a seu respeito. Nesse caso, você vai se privar de falar o que pensa por medo. Acho uma péssima escolha.

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    Morto Ambulante

    Eu gostava bem mais do desfavor quando tinha um banner com um muro e os brasileiros médios de zumbi tentando entrar…

    • Não concordo que burrice seja contagiosa e também não concordo com essa dualidade de Pessoas Burras x Pessoas Inteligentes, a coisa é um pouco mais sutil do que isso. Mas, de qualquer forma, opinião anotada.

  • pqp leona é chata e burra
    reclama e volta, reclama e volta
    fia, se tu ta achando ruim, ja deixou isso claro. eles deixaram claro que estao felizes com o blog como ta
    vai continuar enchendo o saco? aceita que doi menos
    tem que filtrar por inteligencia urgentemente

    • Não sei se é exatamente isso que a Leona quis dizer… Em todo caso, sobre a sua afirmativa: não vamos mudar o desfavor para “trazer de volta” ninguém, se essas pessoas não tem mais afinidade com nosso conteúdo, o mais saudável é que elas se distanciem mesmo. Novas pessoas que se afinarão com o nosso conteúdo atual virão, como já está acontecendo. Segue o baile.

      Sobre a necessidade de filtrar por inteligência, anotado.

  • alguem tem um plasil? to enjoada dessa militancia pelos bons tempos do desfavor aff
    pior burro é aquele que nao sabe se adaptar, eu até tinha concordado com a sally, mas vendo esse show de horrores nos comentarios mudei de ideia: tem que filtrar por inteligencia sim

    • Gezuiz

      Vocês não estão bem não, né?

      Estão levando tudo a sério demais e se deixando afetar demais pelo coleguinha ao lado. Vamos ter mais serenidade mental, pessoas?

  • voces nao aprendem que nao tem que perguntar nada para leitor? voces tem que decidir o que é melhor pro blog sozinhos, se nao vira essa feira livre!

  • gosto mais do desfavor como é hoje, mas seria uma boa filtrar melhor os leitores sim, assim essas viuvinhas da geraçao processa eu nao enchem o saco de quem esta curtindo o blog

    • Gabi, está em você, que se deixa ter o saco enchido por quem pensa diferente. Mas, em todo caso, estou levando em conta que te incomoda, pode deixar.

    • Então, Juli… querer que as coisas fiquem como estão é querer o impossível. Você vai se frustrar sempre na vida se mirar nesse objetivo. Abraça a impermanência, que você ganha mais.

      Não tem como algo ser linear, igual, por muitos anos e continuar se mantendo saudável. Gente nova entrando é bom, saia do medo. Eu acho curioso que se você fizer uma enquete com todas as pessoas que tem “medo” de novos leitores que chegarão aqui por redes sociais vai descobrir essas mesmas pessoas chegaram aqui por redes sociais. Ou elas se acham um único floquinho de neve especial, uma flor que nasceu no meio do mar de merda de rede social, ou elas estão se dizendo um lixo também.

      O Desfavor, por seu formato de quatro páginas, já é um filtro excelente. Mas, pelo visto, vocês todos parecem concordar, no final das contas, que tem que filtrar mais ainda pela inteligência. Estou anotando todos os recados.

  • Galerinha dá muita importância para os outros, Deus me livre deixar que outras pessoas me incomodem assim…

    PS – Leona chata pra caralho, sempre comentamos isso no grupo, mas nem por isso tem que ser expulsa, é só ignorar

    • É, minha paz, meu bem estar, meu aproveitamento de um conteúdo jamais estará relacionado a outras pessoas, apenas ao conteúdo em si. Eu não dou tanto poder para terceiros, concordo com você.

  • Oba! É pra ser sincera?

    Incomodam, principalmente os arrogantes, como a Leona que acredita que as pessoas que ela achava interessantes são as pessoas interessantes e tá decretado. Lê lá: ela decretou que todo mundo que fazia comentários interessantes está sumindo. Ela sempre tem o diagnóstico, não é a opinião dela, é uma verdade absoluta! Se querem a minha opinião, eu fiquei muito aliviada quando certos chatonildos pararam de comentar. Acho que vocês tinham que filtrar melhor os leitores sim.

    • O conceito de uma pessoa desconhecida me irritar, tirar a minha paz, é meio que alienígena para mim. Juro que estou fazendo um esforço para tentar entender vocês, mas tá puxado…

    • Vocês são burros. Eu nunca achei que minha opinião era unanimidade. SEMPRE tive certeza que tinha gente que não gostava de mim aqui. É obvio que é a minha opinião, foi isso que pediram que desse. Se a Sally quiser me banir já disse que pode ficar a vontade. E são hipócritas também. Porque os donos do blog podem decretar que algo é errado e oa outros não?

  • Já que vocês tão perguntando…

    Incomoda sim, principalmente gente como a “Leona”, sempre reclamando a dar com o pau. Esse papo saudosista do “Desfavor dos velhos tempos” é coisa de gente que não evoluí e quer ver o resto do mundo não evoluir. Eu acho que o Desfavor evoluí e muda pouco justamente por causa desses pau no cu que só reclamam e nunca topam nada novo.

    Daria para ignorar se vocês não condicionassem a evolução do desfavor ao voto desses imbecis saudositas, coisa que infelizmente vocês fazem. Vocês dão poder aos burros (que por sinal se acham muito espertos) que querem manter isso aqui cada vez mais fechado. Tem que divulgar o blog sim, se você quer um clubinho vai fazer curso de pintura!

    • Eu me reservo o direito de não ser mais a mesma, eu me sentiria uma perfeita idiota se fizesse exatamente as mesmas que fazia em 2016 hoje, dois anos depois. Isso nem está em discussão, questões com pauta e conteúdo do blog não são tema no momento. Desfavor vai mudar sempre, quem não mudar junto começa a ter interesses diferentes, se desinteressa e sai. É o círculo da vida, Simba!

      É assim com amizades, com relacionamentos, com quase tudo na vida. Eu não vou me manter estática porque a minha mudança pode não agradar. Eu vou para onde eu sentir que tenho que ir. Quem quiser ficar fica, quem achar que mudou para pior, não fica. Se pessoas sentiram não ter mais afinidade, não gostar, não tem problema algum, pois felizmente eu ganho dinheiro de outra forma, posso me dar ao luxo de fazer, literalmente o que eu quiser aqui. Uns irão, outros novos virão, e assim caminha a vida.

      Sobre o Desfavor estar mudando pouco: o número de visualizações cresce, o que indica que tem mais gente vindo do que vindo. Acredito que seja possível mudar mais, mas também tenho certeza que saímos daquela velha fórmula “Processa Eu” + “Sally Surtada” + “Siago Tomir”, que por sinal, atraiu um sem fim de malucos para cá, muitos dos quais ainda tentam chamar a nossa atenção ou nos ameaçam. Uma época preocupante, felizmente superada.

      Mas em um ponto eu concordo com você: nós damos poder ao leitor sim, e se há uma suposta “maioria burra”, isso pode respingar em todos. Talvez esteja aí o ponto a se corrigir,

      • Pausa: ahh então é por isso que pararam com as publicações dos siagos tomirs? Poxa, eu morria de rir daqueles textos!

        Despausa: sobre esse papinho dos “velhos tempos”, embora muitos caiam com tudo em cima criticando e dizendo que soa conservador etc, por outro lado até entendo o que querem dizer. Afinal, eu também sinto falta dos “velhos tempos” do desfavor, em que tinham muito comentários “inteligentes”, que agregavam ao texto, e rolava um debate saudável e interessante entre os vários membros das antigas. Hoje esses membros sumiram, e realmente, faz falta ver um comentário aqui deles. Faz falta aquele sentimento nostálgico de certo… “pertencimento” a um determinado grupo que, mesmo virtual, te recebe bem, sabe? E é foda tu tentar/querer recuperar isso no presente e por vezes não conseguir, pois sabe que depende não só de ti como dos outros. Fico me perguntando, aliás, porque diachos os membros antigos não comentam mais, se é por medo, se é porque não tem mais nada a acrescentar aos textos mesmo ou se é porque se cansaram do desfavor.

        • Ge, não pararam por nenhum motivo de linha editorial não. É que Somir e eu ficamos juntos um X tempo, ou seja, há uma quantidade de histórias limitadas. Então, por mais merdeiro que ele seja, não tenho dez anos de histórias sobre ele para contar.

          Membros antigos saíram, eu mantenho contato com a maioria. Cada um teve seus motivos, e eu acho super ok. Faz parte da vida. Pessoas novas virão. De certa forma, é uma bela lição de impermanência e desapego. Preocupante seria se fossemos sempre as mesmas pessoas comentando por dez anos, né? Aí sim eu ia me perguntar o que fiz errado.

  • hahhaah! Olha, Sally, não é que não dê para ignorar. Se vejo um comentário idiota em um texto antigo não me afeta. Mas coisas contemporâneas me irritam sim. Tem gente aí que eu não gosto, que eu acho que não acrescenta nada e me irrita um pouco que você fique dando atenção a essas pessoas. Não estou dizendo que é para sair banindo todo mundo que alguém não vai com a cara, porque se for assim… é diferente de, por exemplo, ler um comentário burro no youtube. Lá se X, Y ou Z fazem comentários de bosta eu nunca mais vou ver, então tanto faz. Aqui há uma assiduidade, você responde, a pessoa volta.
    Claro que já tem uns nomes marcados para não ler a não ser que eu esteja de muuuito bom humor. Mas é aquele ditado: “de onde menos se espera, daí que não sai nada mesmo.”

    São como as fezes: só pecisa de um pedacinho para deixar fedendo tudo. Sabe quando falta água e a caixa da descarga não enche? Fica só um pouco de água no vaso e se defecar vai ficar para fora e vai subir o cheiro. Talvez esteja faltando água no desfavor. Se ninguém jogar um balde não vai descer. Nas vezes que houve aqueles banimentos escandalosos você pediu para que te informassem sobre quem incomodava.

    O Desfavor mudou de 2016 para cá. Eu nem acho que a culpa seja só de vocês. O próprio público sai divulgando o blog por aí. Todo mundo que fazia comentários interessantes está sumindo (dá até pra citar os nomes). E quem lia o blog antes disso já percebeu, toda hora está vindo gente aí para dizer que sente falta do desfavor antigo. Eu achei que as coisas estavam mais calmas pelos comentários terem caído.

    • Só para entender melhor alguns pontos:

      – Por qual motivo te irrita que eu dê atenção para certas pessoas?
      – No que o desfavor mudou para pior? (que o blog mude é esperado, ninguém o mesmo de um ano para o outro)
      – Como a divulgação do blog o torna pior?

      • 1- exatamente porque isso faz com que permaneçam
        2- sim, ninguém espera que tudo se mantenha. Eu gostaria que mais gente comentasse sim
        3- ué, se você está dizendo que pessoas com comentários ruins estão caindo aqui, se divulgam mais gente vem, né.

        • Eita porra, estou me sentindo burra. Desculpa mesmo, estou com dificuldade de entender os seus comentários e os de outras pessoas também.

          1 – Por qual motivo a permanência dessas pessoas te incomoda?
          2 – A única coisa que te incomoda é a redução de comentários? Em visualizações a gente deu um salto de crescimento.
          3 – Divulgação gera gente boa e gente ruim. Grandes amigos meus na vida real chegaram aqui através de textos divulgados, eu não toparia abrir mão dessas pessoas em troca de que não cheguem comentários ruins… Se não chegar gente aqui por divulgação dos leitores, como teremos leitores novos? Nós não fazemos propaganda nem temos redes sociais. Eu não quero que isso aqui seja sempre a mesma panelinha de pessoas.

  • Acho que tem que selecionar leitor por inteligencia, mas deve ser um trabalhão pra vocês ter que ler e avaliar todos os comentários. Tem como fazer?

    • Avaliar os comentários a gente sempre avalia, pois este é um blog moderado. Queremos ter certeza de que a privacidade de ninguém vai ser invadida e que um mínimo será respeitado. Por exemplo, comentários onde não conseguimos nem compreender o que está sendo dito não são aprovados.

      Só acho um pouco complicado mensurar inteligência pelo comentário. Como se faz isso? Tem uma escala? Tem uma tabela? O que eu acho burro você pode não achar e vice-versa…

    • Mas isso impede que pessoas “inteligentes” comecem seus próprios argumentos, atraindo também pessoas inteligentes, e interagindo entre si, criando um círculo virtuoso?

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