Circuncisão.

Como vocês sabem, estamos em uma semana patrocinada pelo MIJO (Missão Informativa dos Judeus Online), onde exaltaremos (mediante remuneração) as maravilhas da cultura judaica. O cheque ainda não bateu, mas já estamos treinando um Pastor Alemão, caso seja necessário cobrar a dívida. Não faz mal, mesmo sem pagamento, estamos cheios de gás!

Hoje eu os presenteio com um dos rituais mais interessantes deste povo. Não é todo dia que uma religião resolve mexer no pênis alheio, sobretudo no de uma criança (bem, talvez no catolicismo…). Desfavor Explica: Circuncisão.

Circuncisão consiste no ato de remover cirurgicamente o prepúcio do pênis humano. Tá fino, tá suave. Vamos melhorar? Faz uma bainha no pau, pega ponta da pele e corta fora, para não ficar parecendo um porquinho de gola rolê. Agora sim, agora tá no padrão de qualidade desfavor! Sim, senhoras e senhores, os judeus são um povo tão maravilhoso que escolheram essa forma de marcar os seus e distingui-los do resto: cortando um pedaço do pau.

Quando esta cirurgia é realizada para fins médicos (sejam eles preventivos ou curativos), é popularmente chamada de “fimose” (na verdade, fimose é o problema que leva à cirurgia). Porém, quando é feito como parte de um ritual religioso, com algumas características especiais e fascinantes sobre as quais conversaremos mais abaixo, é chamada “circuncisão”.

Assim, muitos defendem a circuncisão como um “ato higiênico” por sua origem, mas não é verdade. Para higiene existe a fimose, com uma série de “regalias”, como por exemplo, anestesia. Na circuncisão o procedimento é bem mais divertido.

É de cunho religioso, é para “marcar” quem é judeu. Se uma mãe está preocupada apenas em promover higiene peniana, ela não faz esse ritual todo, inclusive porque custa dinheiro. Então, vamos parar de dizer que é por mera questão de higiene. Alias, quem deixa de tomar banho sábado não deveria se vangloriar de higiene…

A explicação mais aceita sobre o surgimento da Circuncisão é a de que Deus instituiu este ato para distinguir o seu povo de outros povos. Porque o quipá, os cachinhos e a esposa comendo no esporro e nas ordens não bastava. Tem que tirar uma lasca do pau para ser um verdadeiro judeu. Não está no coração, não está na alma, não está no espírito. A verdade aparece arriando as calças. Tem como não amar esta religião?

Achei prático. Achei bem prático. Cortando a ponta do charuto você de fato distingue os judeus dos outros povos, caso precise, é abrir o zíper do sujeito e está resolvido. Inclusive acho que a Policia de Israel deveria adotar esta maravilhosa tática em aeroportos e nas fronteiras: em vez de mostrar o passaporte, mostra do “documento”: abre o zíper e mostra a bainha feita.

Talvez esta seja o único motivo válido para pedir nudes para alguém antes de sair com a pessoa. “Manda nudes”, aí se chegar uma foto com a bainha feita, você já sabe que vai jantar uma esfirra do Habbibs e água. Já vai pro encontro preparada, janta em casa antes, e leva também o dinheiro para dividir a gasolina, que certamente será cobrado. Peçam nudes, meninas.

Em sua versão original, a circuncisão deveria ser realizada no oitavo dia de vida, como “um sinal da aliança entre Deus e Abraão e seus descendentes” e de “um rito de inserção no povo eleito, através do qual entregavam a Deus a sua aliança de carne (anel prepucial), mostrando a reciprocidade deste ato de fé no corpo” (Levítico, que, ao contrário do que eu pensava, não é um antibiótico e sim o terceiro livro da Bíblia judaica). Tenho algumas coisas a dizer sobre isso.

Quando eu quero me unir a alguém, eu uso um anel de ouro, mas entendo que ouro seja muito caro e o povo judeu tem uma forte preocupação com economia. Então, se é para selar uma aliança com alguém com baixo custo, bora cortar uma lasquinha do pau (o qual eles chamam “anel prepucial”, melhor termo de todos os tempos!) e pronto. Bacana. Criativo. Econômico. Mas… nota mental: nunca apertar as mãos de Deus, todos os paus judaicos estão naqueles dedos!

Tinha coisa melhor para fazer com esse restinho do que usar como aliança, não é mesmo? Seria um ótimo prendedor de cabelo, pois é elástico, não escorrega e não danifica os fios por ter uma superfície lisa. Mas, não recomendo que vocês comentem isso com o namorado judeu de vocês, pois, pelo que pude perceber, não é um comentário bem recepcionado. Ah sim, também não façam piada dizendo que a música “Everytime you go away”, do Paul Young é a Melô do Rabino, pois, ao que parece, é igualmente reprovável (Everytime you go away…you take a piece of me with you). Viram quantas coisas maravilhosas este povo me ensinou?

Nos primórdios, a circuncisão era realizada pelos chefes da família (de onde entendo, que eram as mães judias que o faziam, espero estar correta na minha interpretação). Com o tempo (e provavelmente com inúmeras amputações penianas), acharam melhor designar uma pessoa com um conhecimento médico mínimo para performar a bainha peniana e gerar o maravilhoso “anel prepucial” que os une a Deus. Sim, eu vou usar a palavra “anel prepucial” exaustivamente, pois ela é muito maravilhosa.

Temos relatos de circuncisões famosas. E não é qualquer subcelebridade não, amigo. É Jotacê. O prepúcio retirado de Jesus Cristo é conhecido como “prepúcio sagrado” e considerado uma relíquia . Há vários milagres e poderes atribuídos a ele. Penso inclusive que, diante desta informação esclarecedora, a frase “o sangue de Jesus tem poder” se tornou obsoleta. Você, leitor, que está bem informado por nossa pesquisa séria e instrutiva, pode começar a proferir “O pau de Jesus tem poder” sem medo de cometer uma gafe. Por nada.

O ritual no qual se faz esse cebolitos de pênis é chamado de Brit Milá. Costuma ser feito em um café da manhã festivo. Neste ritual se realiza o chamado “pacto perpétuo” (deveria ser “pacto prepúcio”, mas tudo bem), e uma vez cortado o capuz do bichinho, não pode mais se revertido, o menino será judeu para todo o sempre. A menos, é claro, que seu filho seja uma salamandra. Uma salamandra de quipá ficaria deveras simpática. Imagina várias salamandras de cachinhos, quipá, de mãos dadas em uma roda cantando “Hava nagila, Hava nagila, Hava nagila, Venis mecha”. Mas eu estou divagando… vamos voltar ao tema.

O encarregado da remoção do prepúcio é conhecido como Mohel. Não é nada muito diferente de uma cirurgia mediúnica do Dr. Fritz, com a diferença que os pacientes do Dr. Fritz não sentem dor. O ritual consiste em fazer umas preces enquanto ranca fora a ponta da pele do pau do bebê.

Sem anestesia. Sim senhores, na modalidade classicona, é sem anestesia. Talvez por isso o homem judeu seja tão neurótico e sofredor, te acontecesse uma porra dessa sem aviso logo nos primeiros dias de vida, duvido que você ia conseguir relaxar pelo resto da sua existência. Então, vamos ter compaixão destes pequenos guerreiros. Sempre que um homem judeu estiver na sua tradicional vitimização diária, pensa que alguém tosou seu pau sem anestesia logo que ele nasceu. Apenas pensem, não toquem no assunto, pois, segundo percebi, piadas deste cunho não são bem aceitas.

Na cerimônia, além do Edward Mãos de Tesoura Yiddish, temos outras figuras neste momento de amputação. Tem o Sandak, que é uma espécie de padrinho, encarregado de segurar a criança enquanto o Mohel passa a navalha no bebê sem anestesia. Não que eu entenda muito de cultura judaica mas… recomendo que seja uma pessoa com mãos fortes e firmes, caso contrário, a cabeça de cima da criança também pode acabara danificada, em contato com o chão.

Tem um casal encarregado de levar a criança até o local da circuncisão: Kvater. Parece uma tarefa bastante simples: dar alguns passinhos com a criança no colo sem deixar ela cair no chão. Eu sou capaz de executar? De forma alguma, nunca me chame para isso, a menos que queriam ver um Bar Mortze. Mas no geral, mulheres normais sabem pegar em um bebê, em vez de segurá-lo como se ele fosse uma bomba.

Então, o panorama geral é o seguinte: A mulher do casal (Kvater) toma a criança dos braços da mãe e a entrega ao homem que levará a criança e a colocará sobre uma cadeira especial cheia de simbolismos que não vem ao caso. O pai então pega o bebê e o coloca no colo do Sandec, onde o Mohel executa a circuncisão.

Assim que corta fora o prepúcio, o nome hebraico do menino então é anunciado a todos (provavelmente aos berros, pois a criança estará urrando de dor). Depois rola uma festinha, enquanto o bebê grita de dor, que é para deixar bem claro para a criança: a vida só começa quando há sofrimento. E tá no lucro, pois antigamente se fazia usando laminas de pedra, agradece que agora é um corte mais suave.

Claro que estou traçando linhas gerais do ritual. Existem variações, conforme a linha religiosa dentro do judaísmo, todas muito fascinantes, diga-se de passagem. Por exemplo, alguns ortodoxos praticam um ritual chamado Metzitzah, onde o Mohel, depois de remover o prepúcio, suga, com a boca, o sangue do corte no pênis do bebê. Sim. Pênis da criança sangrando na boca de um adulto desconhecido. Sim, é isso mesmo.

E o povo do Candomblé leva pedrada na rua por matar uma galinha… (que por sinal, chega morta ao seu prato todos os dias). Tirando a questão da higiene e infecções, pense no que se transforma, emocionalmente, um bebê que teve o pau cortado sem anestesia e chupado por um homem barbado enquanto os pais olhavam e aplaudiam.

É isso, minha gente. Nos resta ter compaixão. Não dá pra pedir que uma pessoa que passe por isso tenha qualquer capacidade cognitiva ou de afeto inteira. Não se pode pedir hombridade, coragem para encarar a vida ou macheza de que foi tão profanado nos primeiros dias de vida. Sejam compreensivos com seus namorados judeus, eles não tiveram qualquer chance de normalidade…

Circuncisão é algo tão sério que se a criança morrer antes do oitavo dia de vida, ela é circuncidada no caixão, para que não seja privada “do sinal distintivo de sua aliança com Deus”. Mas gente… será que na porta para entrar no céu tem que mostrar o pau? “Esse entra, esse entra, esse não! Esse tem prepúcio! Vai pro quinto dos infernos, moleque!”. O céu deve ser um local constrangedor, ainda bem que eu não vou para lá.

É tão fundamental que, se você quiser se tornar judeu depois de burro velho (principalmente burro), será obrigado da fazê-la. Também é feita através de um Mohel, desde que ele seja um cirurgião. Caso contrário, se contrata um cirurgião que fará o procedimento em conjunto com o Mohel. Mas daí me surgiu uma dúvida: e se a pessoa já havia feito uma cirurgia de fimose e não tem a gola rolê no bilau? Como faz? Basta dizer as preces e avisar que o prepúcio já foi?

Consultando (muito discretamente, para não ofender) a comunidade judaica, descobri que não pode ser tão simples. Como assim querem entrar no mundo judeu sem dor e sofrimento? Mindset errado, né? Quando não tem mais prepúcio a tirar, se faz outro ritual, uma versão simbólica, onde se tira uma gota de sangue da pele do pênis, chamada Hatafat Dam Brit. Não tem pra onde correr, ou passa a navalha ou fura.

É amigos, sei que a vida não tá fácil pra ninguém, mas não se queixe da sua, podia ser pior, você podia ser um pênis judeu.

Para dizer que ainda está imaginando as salamandras cantando “Hava nagila, Hava…”, para dizer que também acha que prepúcio daria um bom prendedor de cabelo ou ainda para dizer que roubar gravatas é o mínimo depois de passar por tudo isso: sally@desfavor.com

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Comentários (23)

  • Deve doer MUITO ter o pinto mutilado sem nenhum anestésico. Seria esta prática comparável a mutilação genital feminina? Espero q sim, desse jeito podem proibi-la.

    • Camila, a feminina impede a pessoa de ter prazer sexual pelo resto da vida, então, de acordo com esse ponto de vista, acho que poderia ser comparado com a castração emocional da mãe judia… Hahahahaha

  • Anotação mental: não visitar o Desfavor no restante da semana antes de dormir. Vou sonhar misturando cebolitos, velhos barbudos chupando pau de neném, mãe de judeu negociando o anel alheio…

    • Então deixa eu te contar mais uma coisa… Uma vez fui almoçar na casa da minha ex-sogra. Estava ajudando ela a preparar a comida, quando, do nada, ela tira do congelador o prepúcio circuncidado (guardado com a comida!) e me mostra na maior normalidade.

      Uma boa noite de sono pra você, Bete.

      • E se accabar a luz e tudo descongelar??? Isso nunca aconteceu na vida desse frozen prepucio?
        Eu não conheço nenhum judeu, acho que nunca conheci. Eles são raros ou talvez eu ande num meio social diferente.
        Esse seu ex te emputeceu num grau Alto hein Sally… hahaha.
        Está divertidíssima a semana temática. Parabéns.

  • Islâmicos e castas de evangélicos que seguem costumes judaicos também são adeptos da circuncisão, mas sem o restante do ritual. Médicos não apontam evidências de que a circuncisão tem eficácia em evitar fimose ou dst, até porque é mais prático lavar o pinto e usar camisinha (cujo uso é condenável por vários desses religiosos).Alemanha e Islândia querem proibir a circuncisão em nome da fé porque consideram que essa tortura não deve ser realizada sem consentimento, eu concordo. Talvez nenhum homem consentiria se subeter ao ritual completo.

  • Me lembro de ler um tempão atrás noticia de um Mohel nos EUA que várias crianças nas quais ele realizou o rito (incluindo sugar o sangue) foram diagnosticadas com herpes. Qlq ritual religioso só deveria ser feito por quem pode compreender e escolher se quer ou não.

  • Mas, espera aí… esfirra é prato árabe! Pode não!
    Que susto… pensei que quando não tinha mais prepúcio para se converter eles iam procurar ooutro tipo de anel…hahahaha!

  • “cebolitos de pênis“

    Sally, vc é sensacional! Não consegui ler mais nada depois disso! Depois eu volto pra comentar decentemente!

  • Satã é meu pastor

    Tomara que quando a colonização em outros planetas se efetivar, a humanidade consiga se livrar desse câncer chamado religião e não gaste nenhum dinheiro e material com isso no espaço.

    Bem, sonhar não custa.

  • Credo! Eu não sabia direito o que era circuncisão e agora vejo que eu era feliz. Essa porra não tem risco de infeccionar e dar ruim?
    Desprezo religiões no geral, mas pelo menos no cristianismo eles só dão uma lavada na cabeça (de cima) do ser humaninho e acabou.
    Imagina um BM fazendo circuncisão.

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