Mamihlapinatapai

Mamihlapinatapai é uma palavra que vem da língua Yagan, o povo que originalmente habitava a Terra do Fogo, também conhecida como Patagônia, no Sul da Argentina. Eu já respeitaria este povo pela habilidade de sobreviver com pedras e gravetos em um frio abaixo de zero, mas esta palavrinha me fez gostar ainda mais deles. Pena que estão extintos.

Esta palavrinha de grafia complicada foi “premiada” Guiness Book como a palavra mais sucinta, ou seja, a palavra que engloba a maior quantidade/complexidade de significados do planeta. Como tudo relacionado a tradução, existem diversas versões e polêmicas sobres seu significado e muita divergência, mas, para fins deste texto, vamos usar o significado mais comum.

Quando viajei a Ushuaia (para quem não sabe, a capital da província da Terra do Fogo e da Antártida) resolvi aproveitar e beber da fonte, para tentar entender a fundo o significado dessa palavra. A definição mais aceita é que Mamihlapinatapai significa “ “um olhar trocado entre duas pessoas no qual cada uma espera que a outra tome a iniciativa de algo que os dois desejam, mas nenhuma quer começar ou sugerir”. Ao que tudo indica, o termo era mais usado para pessoas que nutriam algum sentimento de amor romântico, em bom português, casais.

Os Yagans era um povo simples, muito simples, simples nível “raios são castigos de deuses enfurecidos”. Não tinham conhecimento científico, não tinham acesso a informação. Porém, criaram uma palavra que fascina o mundo todo, descrevendo algo que, até então, muita gente sentia e nem percebia ou sentia ou não conseguia expressar. Eles não sabiam de onde vinha esta informação, provavelmente intuitiva, mas sabiam que era real. Então, para passar isso adiante, revestiram de lendas e histórias mágicas.

Dissecando racionalmente, Mamihlapinatapai significa uma espécie de sintonia, quase que telepatia por afinidade, onde duas pessoas, geralmente apaixonadas, desejam a mesma coisa mas ninguém se atreve a dar um primeiro passo, então, ambos torcem para que o outro o faça e de alguma forma isso transparece em uma troca de olhares. É algo que acontece em uma fração de segundos e que nem todos tem atenção ou consciência emocional para vivenciar ou perceber. Não é nada que possa ser racionalizado, é algo de uma ordem que pode ser apenas sentido.

Hoje temos uma certa dificuldade com essa categoria de coisas que não podem ser explicadas racionalmente, que são apenas sentidas. Besteira, emoção e racional não são inimigos, um não precisa que o outro saia para entrar em cena. Mas estabeleceu-se uma polarização até mesmo dentro do nosso corpo, entre cérebro e coração. Spoiler: se você não é Team Cérebro, você será automaticamente considerado um idiota. Então, queria falar um pouquinho sobre isso, antes de retornar ao assunto principal.

Qualquer pessoa que queira parecer inteligente aos olhos da maioria, não vai ter constrangimento em afirmar que, no rol de funções dos nossos órgãos, o cérebro é responsável pelos pensamentos e sentimentos, enquanto a função do coração é bombear sangue. É uma premissa lógica, não é mesmo? Porém, lamento informar, talvez esta premissa esteja um pouco errada. Talvez o coração não seja apenas uma bomba que faz um processo mecânico de abastecimento do corpo. Talvez as coisas não sejam tão preto no branco.

A desconfiança começou com um estudo realizado na Universidade de Cambridge, onde voluntários tinham que tomar decisões em um teste realizado no computador, com 50% de chances de resultados positivos e 50% de chances de resultados negativos, de forma aleatória e imprevisível. Enquanto isso seus corações e seus cérebros eram monitorados.

Ao final, se constatou (meio que de forma acidental) que, quando cada voluntário tomava uma decisão que levava a uma resposta correta (mas antes de ter o resultado da sua decisão), seu coração batia de uma forma diferente. Da mesma forma, quando a escolha levava a um resultado negativo, o coração batia de uma forma completamente diferente, segundos antes de que se revele o resultado e que o cérebro entenda a consequência da escolha.

Então, sem bater martelos, é possível especular que talvez o coração soubesse o que estava acontecendo antes de todo mundo, inclusive antes do cérebro ter consciência. Assim, é possível questionar que, talvez, o racional seja apenas um dos mecanismos disponíveis para avaliar algo, e não o único. Quando comparada a taxa de acerto na “previsibilidade” do resultado (favorável ou desfavorável), o coração deu uma surra no cérebro. Se estamos falando de antever algo, o coração é muito mais preciso.

Este resultado curioso fez com que a questão seja mais investigada. Era fato: o coração mudava seu padrão de batimentos conforme o resultado positivo ou negativo, antes que o cérebro tome consciência desse resultado. Porém, era apenas um “saber” depois que a decisão estava feita ou ele também influenciaria na tomada de decisão dos voluntários?

Ao compilar os dados, perceberam que alguns voluntários acertaram muito mais do que os outros na hora da tomada de decisões, então, resolveram investigar os motivos.

Há uma enorme zona cinzenta nesta parte. Podemos atribuir à intuição, algum tipo sutil de telepatia, paranormalidade, acaso… enfim, nada pode ser descartado e nada pode ser confirmado. Por isso, me atenho ao que foi constatado no experimento, sem qualquer especulação ou juízo de valor. O único denominador comum físico que encontraram nas pessoas que acertavam muito mais que as outras foi a “interocepção”.

Interocepção é a habilidade de perceber e compreender os sinais que o corpo nos manda. Todos nós temos, caso contrário, não conseguiríamos chegar ao banheiro a tempo, não comeríamos a menos que estivéssemos morrendo de fome, não beberíamos água a menos que estivéssemos morrendo de sede. Todos os dias o corpo nos manda vários sinais: fome, saciedade, sono, etc. Porém, existem graus de percepção destes sinais. Algumas pessoas são muito mais atentas ou conectadas consigo mesmas e tem uma interocepção melhor do que outras.
Isso, inclusive, pode ser trabalhado. Não é um “dom” como o qual você nasce, é um conjunto de coisas. Fatores externos podem influenciar também: uma rotina corrida, um estilo de vida mais inconsciente, estresse e tantos outros fatores podem fazer com que certas sutilezas, certos recadinhos que seu corpo te manda, não sejam percebidos. Pessoas centradas, equilibradas, não anestesiadas costumam entender melhor o que se passa em seu corpo.

Em resumo, geralmente o grau de interocepção está ligado ao grau de inconsciência ou consciência geral da pessoa. Quanto mais você se conhece, quanto mais consciência tem de você mesmo, maior sua interocepção.

Pois bem, os voluntários que mais acertavam nessa tomada de decisão em tese, randômica, eram os que tinham melhor interocepção. Ou seja, literalmente, quem mais conseguia ouvir seu coração, não como algo místico e intuitivo, mas sim como batimentos cardíacos. Quanto pior a interocepção da pessoa, mais ela errava nos “chutes” das respostas. Não é que a pessoa tivesse consciência disso: “epa, meu coração acelerou, vou responder a esta pergunta de tal forma”. Não. Ninguém sabe bem como se dá essa sensação, pois é isso: uma sensação, não um pensamento racional.

Disso é possível se perguntar se, talvez, não poderíamos tomar melhores decisões se, em vez de analisar tudo racionalmente com o cérebro, pesando prós e contras com base em pequenos grãos de areia de conhecimento que temos (sabemos muito pouco, aceitem), nos permitíssemos ouvir nosso coração.

E se nos educássemos para perceber/decodificar esse aviso do coração. Não nem mais nem menos válido do que o pensamento racional, é apenas uma via diferente. Dê a isto o nome que quiser: intuição, anjo da guarda, mentor, inconsciente ou, simplesmente batimentos cardíacos alterados. Seja pela prisma da ciência ou da metafísica, parecem existir vantagens em também ouvir o coração. Desde sempre nos ensinaram como treinar e usar o racional, mas nunca nos ensinaram isso. É possível aprender, desenvolver e usar este outro tipo de percepção. Não seria válido ao menos tentar?

“Mas Sally, o coração é apenas um músculo, como ele pode saber algo?”. Calma lá. O coração não é apenas um músculo. Ele tem neurônios. Esses neurônios podem se “comunicar” com os neurônios do cérebro, simplificando a coisa de forma muito grosseira. É possível dizer que há uma interconexão entre cérebro e coração. Então, não é que o coração seja um bichinho mágico autônomo que pensa sozinho. Explico com mais calma.

Se você fizer uma ressonância magnética funcional, um exame que permite visualizar quais áreas do cérebro estão sendo ativadas, vai constatar que ao olhar para a foto de uma pessoa amada, uma área do cérebro se ilumina feito luzes de natal: a ínsula, um pedacinho que está conectado com outros órgãos, entre eles, o coração. Quando falamos em sentimentos, é o cérebro quem processa, mas quem recebe esta informação em primeira mão, é o coração, só depois o cérebro consegue ter a percepção racional e consciente.

Então, eu não estou dizendo que o coração “pensa por si só” ou que acontece alguma mágica mística que faz o coração bater mais rápido. Estou dizendo que, por mais que, em última instância o comando venha do cérebro, por motivos que ainda não entendemos, o primeiro que dá o sinal é o coração.

É por isso, por ser o primeiro alarme que toca, logo, o mais apropriado para nos impulsionar diante de uma boa escolha ou frear antes da merda feita, que devemos ouvir nosso coração. Não tem nada de romance aqui. Não tem nada de religião. Não tem nada de místico. É uma reação do corpo: alteração de batimentos cardíacos, que alguns de nós conseguem detectar na forma de uma sensação e outros não.

É provável que alguns de vocês estejam sentindo uma violenta resistência a tudo isso que estou falando. É normal. Uma série de lixos sociais que colocaram rótulos no coração e na frase “ouvir seu coração” nos fizeram desacreditar dele. Convencionou-se que ouvir o coração, os sentimentos ou a intuição é coisa de gente ignorante que não tem um bom racional à sua disposição.

Decidir com o coração virou crendice popular, ignorância, fantasia. Geralmente vindas da boca de pessoas com menos conhecimento científico ou estudo. Pessoas que haviam percebido a relevância de ouvir o coração mas não sabiam explicar o motivo. Desde sempre, o que o ser humano não entende, ele diviniza, cria uma alegoria para contar, para passar adiante, pois se apenas afirmar algo de forma crua e incisiva, ninguém vai ouvir.

Estas alegorias foram muito úteis para passar informações adiante, por gerações e gerações, mas também causaram danos: quem tem uma mente mais racional tende a desmerecer automaticamente qualquer informação que se apresente revestida de uma alegoria, por presumir que é ignorância.

Assim, o coração e o emocional vêm sendo injustiçados por muitos anos, décadas, séculos. Eles são pintados como uma espécie de “prêmio de consolação” para quem não tem cérebro, para quem não tem o intelectual, o racional bem desenvolvido. Vem sendo pintado de forma antagônica: pessoa racional x pessoa que escuta o coração. Não podemos ser os dois? Não podemos acessar todas as ferramentas que temos para tentar viver melhor e fazer melhores escolhas?

Coração e cérebro não são excludentes, racional e emocional andam de mãos dadas, em equilíbrio, de forma complementar. O que acontece é que muita gente escolhe (ainda que sem perceber) silenciar seu emocional por julgá-lo menos valorizado.

E aí, depois de dar esta volta enorme, eu retorno ao Mamihlapinatapai, ao olhar trocado entre duas pessoas no qual cada uma espera que a outra tome a iniciativa de algo que os dois desejam, mas nenhuma quer começar ou sugerir. Um insight de um povo que vivia coberto de neve e não deveria ter muito mais o que fazer além de observarem uns aos outros.

Esse olhar para o outro desejando que ele faça algo que ambos querem muito mas nenhum dos dois tem coragem de tomar a iniciativa, esse perceber que quer algo, perceber que o outro também quer algo e que quer que o outro tome a iniciativa, pode sim ser explicado pelo coração. Não por aquele coração que é sinônimo de alegoria ou divinização, mas sim por aquele coração que tem neurônios, que está interligado com o cérebro e que sempre sabe antes do resultado quando uma tomada de decisão é certa ou errada.

Então, pegar ensinamentos ancestrais como esse e jogar na lixeira apenas porque vêm revestidos de umas alegorias meio bobinhas, é um baita desperdício. Racionalmente, sabemos que uma fada não assopra o coração de ninguém, que um espírito das montanhas não une as vontades de ninguém, que um unicórnio não faz você perceber nada. Mas, se você parar e se permitir escutar suas emoções, pode ser que, soterrada em uma série de alegorias, encontre alguma verdade nisso. Não é a toa que essa palavra desperta fascínio e identificação no mundo todo. Muita gente já sentiu isso.

Mamihlapinatapai é algo que você só vai sentir se conseguir se livrar desse aterro sanitário emocional que te enfiaram na cabeça, sobre razão ser a rainha da porra toda e emoção ser recurso de idiota. A razão grita, mas a emoção é mais sutil, você tem que calar a boquinha e calar a mente para conseguir ouvir e entender.

Essa sensação chamada Mamihlapinatapai está entrando em extinção, assim como o povo que a criou. Talvez em breve não tenhamos mais Mamihlapinatapai, seja pela escassez de olho no olho, seja pela falta de pudores, filtros e sutilezas no relacionamento. Que delícia ter esse grau de sintonia com alguém de, em uma fração de segundos, conseguir sentir que a pessoa quer o mesmo que você, através de uma troca de olhares, sem que nada precise ser dito. Que pena que esteja se perdendo. Que pena que esteja morrendo por causa da prevalência de crenças limitantes tão bobas.

Então, deixo três sugestões de reflexões com este texto: 1) não é mais interessante menos comportamento de animais no cio e mais Mamihlapinatapai? 2) Não é uma injustiça desmerecer alguma informação ou crença com base na alegoria em que ela está revestida, em vez de focar em ver a sua essência? e 3) Será que muitas vezes o coração não sabe mais e mais rápido que o cérebro?

Para dizer que eu estou cada dia mais louca, para dizer que sente muito Mamihlapinatapai quando estão os dois deitados e alguém tem que levantar para apagar a luz ou ainda para dizer que tá foda de encontrar alguém até para dar uns beijinhos quem dirá alguém para ter afinidade mental: sally@desfavor.com

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Comentários (16)

    • Sim, Thay. Só que quando emoção atrita com a razão, nos ensinam que a razão deve prevalecer e isso desdobra em uma série de problemas…

  • E como se explica quando não queremos sair de casa por causa de um mau pressentimento e no fim acontece alguma merda? Já aconteceu comigo várias vezes. não sei se é intuição, sensibilidade ou o coração. Depois de ler seu texto me sinto menos mal por ouvir os sinais do corpo/coração/mente, a maioria das pessoas faz pouco disso dizendo que é bobagem.

    • Eu não tenho essa explicação. Acho que ninguém tem. Mas isso não significa que não seja real. Quem precisa de explicação para ter validade é o Racional. Não trate o emocional como o racional, são duas coisas muito diferentes.

      Nossa cabeça foi muito condicionada pelo racional, por isso, às vezes erramos a interpretação do emocional: confundimos medo, desejo e outros sentimentos com intuição. Para trabalhar o emocional eu sugiro um curso ou estudo aprofundado em autoconhecimento. Vive-se melhor, é mais um recurso que temos para essa jornada que é a vida!

  • Achei muito interessante a ponte que você fez entre a palavra, a alegoria e a importância dos sentimentos. Texto excelente, como sempre.
    Acho que, com os problemas que temos hoje (falta de senso de propósito, depressões, ansiedades etc.), as pessoas têm começado a perceber que não dá para ignorar as emoções. Tenho visto isso pela popularidade das terapias e de práticas voltadas para o eu, para conhecer melhor o que se sente (como a meditação mindfulness, por exemplo). O papel da emoção tem sido cada vez mais reconhecido em relação a questões como percepção, tomada de decisões, satisfação no trabalho… falta isso se incorporar ao cotidiano com mais força.
    Aliás, certa vez li um texto que dizia que, com a automação do trabalho, as habilidades emocionais se tornariam cada vez mais significativas, ainda que sejam extremamente desvalorizadas hoje. Aqui o link: https://aeon.co/essays/the-key-to-jobs-in-the-future-is-not-college-but-compassion

    • Séculos voltados para uma educação pensada para produzir mão de obra (e não seres humanos realizados), séculos voltados para a supremacia do racional, do materia e da competitividade nos deram essa Geração Fluoxetina, desconectasa de si mesma, sem saber qual é seu propósito na vida. Tudo em nome da “religião” que se tornou o racional.

      Agora veja que ironia, a própria ciência, o tão venerado racional, está começando a provar a importância do emocional… Que tapa na cara!

    • Luísa, trabalhe com o mesmo empenho seu racional e seu emocional. Para zerar o jogo da vida o caminho é o equilíbrio. Pau no cu de quem menosprezar sentimentos, sexto sentido e intuição, não se deixe constranger por estas pessoas!

  • “para dizer que sente muito Mamihlapinatapai quando estão os dois deitados e alguém tem que levantar para apagar a luz”

    Hahahahahahaha!
    Sally, vc consegue se superar a cada post!

  • Bom artigo, Sally. Seria demais sugerir que vocês coloquem links nesse tipo de artigo?

    Hipótese:

    O que se chama de interocepção estaria relacionado a um estado menor de tensão, em uma pessoa que funciona menos egocentrada e mais aberta ao corpo, o que também a torna mais perceptiva ao ambiente. Percebe microsinais, fenômenos de campo e simultaneamente sua mente percebe incongruências nas afirmações erradas, pois seu nível de defesa é menor, diminuindo a necessidade de respostas-refúgio rápidas e fáceis.

    • Somos criados em uma sociedade que nos ensinou a prestigiar o racional e a trabalhá-lo. Durante toda nossa formação escolar aprendemos que quem estuda, raciocina e apreende conteúdo é melhor, é quem vai se dar bem na vida. Na sociedade atual há um desprestígio muito grande de sentimentos, intuição ou como se queira chamar. Isso gera um desequilíbrio que está bem visível: pessoas angustiadas, ansiosas, deprimidas. Pessoas com uma falta de propósito na vida, que vivem para acorda, trabalhar e descansar no final de semana. Pessoas que sentem um grande buraco, que tentam, sem sucesso, preencher com alcool, sexo, compras e outras formas de anestesia vazias.

      Racional é bom, é necessário. Mas tudo nesta vida é equilíbrio. Quando se prestigia só o racional, se entra em desequilíbrio e isso tem um preço. O emocional, o sentimento, a intuição é visto como algo inferior. Não é. Estudos provam que é impossível dissociar um do outro. Por isso, se passarmos a trabalhar esse outro lado também, podemos aprimorá-lo, viver melhor e ainda estar um passinho à frente de 90% das pessoas. Trabalhem esse outro lado também, é um conselho que eu queria ter recebido 20 anos atrás…

      • Interessante esse debate, Sally. Me lembrou a leitura do livro de Daniel Goleman “inteligência emocional”. Se bem que, distorcendo as coisas, a ideia do cara lá no livro é a de que precisamos de uma “educação” no sentido de saber educar nossas emoções, não só saber escutá-las e identificá-las, mas saber o que fazer com elas, isso tudo pela via da… racionalidade.

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