Opressão oprimida.

Ricky Martin concedeu uma entrevista ao Good Morning America, na quarta-feira (13) (…) Pai dos gêmeos Matteo e Valentino, de 9 anos, Ricky ainda disse que gostaria que eles tivessem a mesma orientação sexual dos pais. “Eu não sei, meus filhos são muito novos. Mas eu gostaria que eles fossem gays”, revelou. “É muito especial. A sensibilidade, a forma como eu vejo agora, que eu não tenho mais que me esconder de nenhuma forma. LINK


Falasse o contrário e daria polêmica sem fim. Mas aqui não deixamos passar… desfavor da semana.

SALLY

Eu sei, eu sei, começou a Copa e a abertura foi cagada. Já era de se esperar, abordamos a paumolescência dessa Copa em outro Desfavor da Semana. Mas calma, a Copa tá só começando, ainda tem muita gente para se chocar porque russo não ri para estranhos na rua (que país maravilhoso deve ser!), porque fulaninho foi dar uma de ativista e morreu na paulada ao não respeitar costumes locais (quem vai que se adapte ao outro país) ou por qualquer outra diferença cultural que o brasileiro simplesmente não consegue assimilar ou aceitar. Hoje queremos falar sobre outra coisa, que julgamos muito importante e foi ofuscada pela Copa.

O cantor Ricky Martin, homossexual assumido, deu uma entrevista dizendo que gostaria que seus filhos, dois meninos gêmeos de nove anos de idade, fossem gays. Ele não disso isso em uma mesa de bar para amigos (o que já seria ruim), ele disse isso em um programa de televisão, o que imediatamente desdobrou em manchetes em sites, jornais e revistas.

Opinar, desejar ou esboçar preferência sobre qualquer parte da sexualidade de outra pessoa é uma agressão, sobretudo se esta pessoa tem em si o desejo inerente de não te decepcionar. Assim como é uma atrocidade ver Bolsonaro dizendo que ele quer filhos heteros, é apenas o outro lado da mesma moeda ver Ricky Martin dizendo que gostaria que seus filhos fossem gays. Foi muito equivocado e quase ninguém falou sobre isso, provavelmente pelo medo de ser taxado de homofóbico.

Pais não tem que gostar ou esperar nada além de que o filho seja realizado, feliz e saudável sexualmente, algo que é possível de diversas maneiras, inclusive sendo hetero ou gay. O que os pais desejam, idealizam ou projetam em seus filhos recai sobre as crianças com um peso insuportável. Imaginem crianças de nove anos de idade ouvindo (não tem como esconder nada na era da internet) que seu pai gostaria que eles fossem qualquer coisa que eles não são. Eu sinceramente não tenho ideia de como isso pode assentar errado na cabeça de uma criança.

O mesmo peso e angustia que um filho homossexual sente ao ouvir do pai que gostaria que ele fosse hetero, um filho hetero pode sentir ouvindo que seu pais declarou em público que gostaria que ele fosse gay. Fora a repercussão na vida social dessa criança, com as outras crianças do seu convívio, papai discutindo achismos sobre sua orientação sexual. Não me parece que a cabeça desses meninos vá sair impune dessa. Não é só o machistão babaca quem faz mal à cabeça dos filhos, é qualquer pai que se importe desta forma com a futura sexualidade das suas crianças.

Um mix de sentimentos como culpa, medo de rejeição e se sentir insuficiente pode levar estas crianças a sofrerem diversos tipos de problemas, sofrimentos ou até confusão mental. Mas como ser gay agora é cool, ninguém fala nada. Vai você dizer que quer que seu filho seja hetero pra ver o que acontece (ou pergunta pra Claudia Leitte). Gays erram. Heteros erram. Seres humanos erram. Apontar uma atitude que não achamos bacana em um gay não é ser homofóbico, é ter senso crítico. Homofóbico é criticar alguém pelo único motivo de fazer sexo com pessoas do mesmo sexo.

Orientação sexual não se escolhe, portanto, é cruel desejar que filhos sejam uma coisa ou outra. A verdade é que a sociedade atual parece dar uma atenção doentia ao que as pessoas fazem na hora do sexo. Pouco importa em qual buraco metem, como metem e quantas vezes metem e até se metem. Não fazendo mal aos envolvidos, o problema é só deles. Essa fixação pela atividade sexual do outro, com direito a rótulos que determinam inclusive a forma como a pessoa vai ser tratada, é quase que medieval.

Ricky Martin, ativistão da causa gay, que luta para que se entenda que gays não são piores que heteros, pisou feio na bola. Pisou na bola e ficou por isso mesmo, afinal, ele está do lado socialmente “certo”.

Quem o criticou, o fez pelos motivos errados, como se ser gay fosse algo ruim. Minha Nossa Senhora da Quarta Dimensão, saiam da dualidade, cacete! Não é bom nem ruim, não é certo nem errado. Isso não tem nem que ser uma questão, não tem que ser um desejo dos pais, não tem que ser nada, só diz respeito ao indivíduo! Hetero ou gay, o erro está em pais projetarem expectativas sobre a orientação sexual de seus filhos. Erra Bolsonaro, erra Ricky Martin e erra quem mais o fizer. É escroto com qualquer criança esse tipo de declaração.

Além da orientação sexual não ser critério para rotular ninguém, a vida sexual dos filhos não diz respeito aos pais (e vice-versa). Na verdade, a vida sexual de ninguém diz respeito a ninguém e me parece uma perda de tempo e energia ficar controlando, desejando ou especulando sobre isso. É extremamente doentio que sua felicidade, bem estar ou amor ao seu filho estejam condicionados ao que ele faz com sua sexualidade. A resposta para esse tipo de pergunta é: “Quero que meus filhos sejam felizes, não importa como. Meu papel é fornecer ferramentas para que eles encontrem seu próprio caminho”.

Essa sociedade hipersexualizada ostentativa como é o Brasil, onde todo mundo gosta de fazer parecer que faz muito sexo o tempo todo como se isso fosse grande bosta, onde todo mundo evade o que faz na intimidade, onde todo mundo usa rótulos sexuais para se promover, cria esse tipo de situação com frequência. Posso até estar enganada, mas tenho a impressão de que, no fundo, no fundo, sexo só vira uma questão quando está fazendo falta ou quando está mal resolvido na própria pessoa. Deixem a vida sexual de seus filhos em paz!

Ricky Martin cometeu um tremendo desfavor, mas acontece, quem nunca errou a mão no que disse? A merda maior foi a a opinião pública, que cometeu um desfavor maior ainda aplaudindo uma bosta que ele disse apenas para não parecer homofóbica ou para mostrar seu apoio pela causa gay. ISSO para mim é preconceito. Quando você não critica uma pessoa ou um grupo que erraram, está sendo preconceituoso. Seriam eles tão frágeis ou incapazes que temos que fechar os olhos quando um se equivoca?

É uma nova modalidade de preconceito. Uma espécie de preconceito por condescendência. Mas é sutil demais para ser percebido. Uma pena, detestaria que alguém deixasse de me criticar (e com isso me tirasse a oportunidade de rever meus erros e melhorar) por uma razão tão idiota, no fundo até egoísta: não querer parecer uma pessoa ruim aos olhos dos outros. Ricky Martin, pisaste na bola.

Para provar seu analfabetismo funcional e me chamar de homofóbica, para dizer que é nisso que dá quando Menudo cria filho ou ainda para dizer que esse tipo de coisa bolsonariza cada vez mais o país: sally@desfavor.com

SOMIR

Desde que fiquei sabendo sobre a Escala Kinsey do comportamento sexual, não consegui mais “desver” como ela explica a humanidade muito melhor do que uma divisão entre heterossexuais e homossexuais: basicamente ela sugere que a atração sexual humana acontece num gradiente entre os dois lados. E isso faz muito mais sentido na imensa complexidade humana do que apenas uma chave com duas posições. Nos dias de hoje é estatisticamente mais provável que uma pessoa esteja mais próxima do lado da heterossexualidade, mas mesmo isso não é um valor exato.

Heteros, bi e homossexuais sendo só rótulos que agregam muitas pessoas com gostos variados numa forma fácil de lembrar. Imagino que nenhuma pessoa tenha exatamente a mesma atração sexual que a outra, e se fôssemos usar o grau mais exato de medida entre atração por homens e mulheres na população humana, teríamos umas 7 bilhões de categorias, cada pessoa com sua medida exata. Claro que, na prática, uma variação pequena não vai sequer ser notada entre duas pessoas, mas… isso é importante por um motivo aqui:

Quando você gera alguma pressão numa criança sobre sua orientação sexual, nem você nem ela sabem aonde ela está nesse gradiente. Com um pouco de experiência de vida na área, a pessoa aprende em qual dos grandes grupos se encaixa e consegue encontrar seus parceiros com um pouco mais de confiança, mas antes disso, a sexualidade de alguém ainda é muito… em tese. Ao passar pela puberdade, o “monstro” acorda e a pessoa começa a sentir atração pelo o que vai sentir.

Só que isso não significa exatamente que ela tenha encontrado seu grande grupo. Só que ela está percebendo suas atrações. Até hoje pensamos muito no caso de um jovem predominantemente homossexual sendo pressionado a ser hetero, e os problemas que vem com isso: como ainda tem um resquício de atração pelo sexo oposto no gradiente dela, a pessoa pode até acabar num casamento tradicional, não suficientemente feliz para valer a pena, mas sem aquela certeza poderosa que alguém muito mais alinhado nos extremos tem.

O que eu estou tentando dizer aqui é que a sexualidade humana é complexa o suficiente para “enganar” uma pessoa a se colocar num dos grandes grupos só para se adaptar às expectativas ao seu redor, sem necessariamente ser o que a pessoa prefere. E de forma que a própria pessoa fique confusa, por achar que está no lugar certo só porque tem um resquício de atração pelo sexo que foi pressionada a gostar. As mentiras mais poderosas são ditas com verdades.

Eu não estou achando a opinião de Ricky Martin ou dos incontáveis que disseram isso antes, mas ao contrário, erradas por acreditar que um lado ou outro é melhor, e sim porque demonstra ignorância sobre o funcionamento do ser humano num dos seus níveis mais básicos. Sally falou muito bem sobre como a expectativa dos pais pode ser danosa para os filhos, eu continuo dizendo que é fácil gerar uma confusão honesta nessa pessoa em formação pela variação possível na atração sexual da pessoa.

Não é uma questão de moral, como os outros que criticaram essa opinião costumam fazer, é uma questão de conhecimento humano. Saber olhar para outra pessoa e entender suas peculiaridades, aprender sobre ela e entender suas necessidades. Uma capacidade que deveria estar em todos nós, mas que no caso de pais e filhos, deveria ser obrigatória! A questão fica falsamente polarizada entre times hetero e homo, e o realmente bizarro fica em segundo plano.

Temos que começar a pensar em outras pessoas como seres complexos. Pessoas não são preto ou branco, eles tem muitas peculiaridades e sentimentos conflitantes, sem a liberdade para se entender no começo da vida adulta, vamos continuar tendo tanta gente desorientada sobre a sua própria sexualidade, irritada com o mundo e destilando seu ódio por todos os lados. Vamos continuar tendo bizarrices como gente saindo do armário depois de décadas de casamento ou mesmo saindo com travestis de forma clandestina e arriscada, colocando até mesmo a saúde da sua família em risco… gente que não sabe lidar com o que sente adora fazer besteira e carregar pessoas junto para o buraco.

E isso pode acontecer nos dois sentidos, reprimindo atração homo ou hetero das pessoas. Com o aumento do número de homossexuais assumidos e com o comportamento torto de pressionar filhos (mesmo que por sugestão) a seguir um padrão que não combina com eles, só vamos ter as mesmas bizarrices, mas do outro lado. E tudo continua na mesma, independentemente da atração de cada pessoa. Enquanto não formos no problema real, é tudo paliativo.

Para dizer que o texto foi gay, para dizer que o texto foi homofóbico, ou mesmo para dizer que o texto ficou no gradiente: somir@desfavor.com

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Comentários (11)

  • Gente, que apocalismo!! Tudo mundo gostaria que as coisas fossem assim ou assado, de acordo com as suas preferências, e isso inclui os filhos, quando os tem. Existe uma diferença possivelmente grande entre o Bolsotário e o Ricky, visto que o segundo não deseja forçar os filhos, pelo que parece, apenas esboçou uma preferência e vindo dele, é possível que foi da maneira mais polida possível. Não há comparação. Não podemos desejar que os nossos filhos sejam/se tornem assim ou assado, mesmo que não se tornem, mas quando falamos mal de outrem, é porque gostaríamos que fossem de outro jeito, em outras palavras, se não nutrimos esperanças para os nossos filhos, então/ao menos podemos descontar ”nos filhos dos outros”, foi essa a lógica que eu entendi..

    Agora, Ricky deveria ficar mais atento aos estudos sobre comportamento sexual porque eu acho pouco provável que alguém possa se tornar gay sem ter nascido com alguma gota de predileção homoafetiva no DNA e na maioria dos casos, já se pode deduzir com certa margem de segurança se a criança irá, eu não diria, virar gay, mas SE assumir, que é o mais importante.

    • Eu não vejo diferença do Bolsonaro falando que não gostaria que seu filho fosse gay pro Ricky Martin falando que gostaria que seu filho fosse gay. Acho que ambos criam um peso desnecessário para os filhos, sobretudo por falarem isso em um meio público.

      Os filhos do Ricky Martin são crianças de nove anos de idade. Você consegue se lembrar do que é ter nove anos de idade? Consegue imaginar o que teria acontecido com você na escola se o seu pai tivesse ido à televisão e falado que gostaria que você fosse gay e todos os seus coleguinhas tivessem escutado isso?

      • ”Eu não vejo diferença do Bolsonaro falando que não gostaria que seu filho fosse gay pro Ricky Martin falando que gostaria que seu filho fosse gay. Acho que ambos criam um peso desnecessário para os filhos, sobretudo por falarem isso em um meio público.”

        Concordo parcialmente, mas continuo achando que exageraram neste caso, ou poderiam ter usado outro exemplo de excessos cometidos por homossexuais sobre homossexualidade, pois Ricky apenas expressou a sua preferência e sem com isso querer ofender os heterossexuais OU bissexuais, tal como o Bolsotário ADORA, AMA fazer, é um especialista neste método bm de desqualidade.

        ”Os filhos do Ricky Martin são crianças de nove anos de idade. Você consegue se lembrar do que é ter nove anos de idade? Consegue imaginar o que teria acontecido com você na escola se o seu pai tivesse ido à televisão e falado que gostaria que você fosse gay e todos os seus coleguinhas tivessem escutado isso?”

        Primeiro que eu duvido que os filhos dele estudem em uma escola ”normal”, para pessoas comuns ou não-abonadas. Segundo que se fosse o meu caso, com 9 nove anos de idade, para que eu ficasse preocupado com aquilo que o meu pai disse em seu ”mundo de adultos”, só se eu fosse daqueles superdotados [ou narcisistas] precoces, que já esboçam maturidade desde cedo.

        9 anos de idade ainda é primeira infância, caminhando para o seu fim, mas ainda ali. Acho que esse negócio de ”coleguinhas estarem interessados nas fofocas das suas mamães e dos seus papaizes” só começa quando eles já são pré-indolescentes.

        Ricky não disse ”eu QUERO que os meus filhos ‘se tornem’ gays, do contrário vou espancá-los”, ele apenas esboçou a sua preferência, sem com isso impor qualquer peso a eles.

        Bostonaro pode não ter dito com essas palavras, mas muito perto disso: ”Se ‘virar gay’ eu mato”, ainda que duvide que ele seja capaz de cometer esta barbaridade, no máximo ficaria belém belém.

          • Acho que 9 anos ainda é cedo pra isso, e mesmo que o façam, não será por causa das fofocas dos pais. Quando eu tinha 9 anos, em 96, estava na primeira série, isto é, tinha acabado de sair do jardim de infância, e naquela época, estava ”prio” para o que os meus pais pensavam ou deixavam de pensar ou comentar em seu ”mundo de adultos”, queria que queria um parque de diversões em miniatura, queria que queria o vídeo da Bela Adormecida e acabei com o Toy Story, que de início odiei, rs. Crianças começam a se estragar ainda mais quando começa a puberdade. Não é que problemas de comportamento sádicos entre os ”coleguinhas” ainda não possam acontecer, mas que a sua frequência é bem menor, e muito pouco atrelados àquilo que é dito em uma revista de ”celebridades”. Acho que esse tipo de declaração é, na melhor das hipóteses, e tal como foi dita [de modo polido], gratuitamente irresponsável, especialmente se ele decidiu comentar voluntariamente, sem ter sido forçado ou se sentir forçado a dar qualquer declaração. Mas nada de terrível. Aliás, precisaríamos saber se os filhos dele estudam em uma escola ou se são educados em casa.

            É uma comparação mais do que imperfeita. Não é porque tem pontos em comum que será quase que mutuamente análogos. O primeiro é sempre desproporcional, debochado, doente em seu ódio gratuito. O outro apenas disse que, se pudesse decidir algo sobre o filho, gostaria que fosse como ele.

            Todo mundo que tem filhos, e mais, amigos, [e]ou] namorados, não é preciso parir ou contribuir biologicamente, nutrem esperanças quanto aqueles que compartilham as suas vidas com as nossas. Todos os problemas de relacionamentos partem dessas expectativas.

              • OOps, desculpe-me, eu tinha 7 para 8, faço aniversário em agosto. Mas mesmo se fossem 9 anos mesmo, estamos falando de poucos anos de diferença, e continuaria a não me importar com o mundo deles, dos adultos. No mais o cerne da minha crítica foi a desproporção comparativa, na minha opinião.

                • É que eu já comecei a pensar que estavamos usando termos diferentes, pois o que foi minha primeira série mudou de nome. Hoje a contagem de séries é um pouco diferente…

                  Mas crianças com 9 anos são cruéis sim, viu? Até pequenos gestos normais dos pais viram motivo de chacota. Ele tinha que ter preservado essas crianças.

                  • Eu concordo com isso, e não disse que elas não podem ser cruéis, só que, geralmente, quando são, não é porque ouviram o que os pais disseram, se dão considerável atenção ao mundo social infantil onde, por enquanto, vivem.

                    E por fim, novamente, a minha crítica fundamental não foi pela irresponsabilidade do Ricky, mas pela comparação descabida com o bostotário.

                    Eu, como gay [mais no sentido não-literal, já que costuma ser o oposto, rs], sou totalmente favorável à críticas construtivas contra ”o meu grupo” e/ou contra indivíduos gays que, de alguma maneira, usam essa identidade [das tantas que temos] para fins negativos.

  • Sim, adorei o texto de vcs por apontar mais esta hipocrisia dos tempos de hj, onde tudo seria pretensamente “mais livre”. A onda agora é “oprimidos podem fazer o que quiser”, mesmo se utilizando dos artifícios dos “opressores”. Que vergonha desse Rick Martin, quanta idiotice… Rick tinha tudo pra dizer que deixaria os filhos serem o que quiserem, mas não, escolheu desejar por eles o que seria melhor pra eles mesmos, que patético… E o pior, quase ninguém aponta está incoerência por medo de ser rotulado de “homofóbico”, fosse algum daqueles conservas, tavam todos falando, mas é Rick, gay e celebridade, aí pode tudo…

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