Chocolate belga.

A Copa acabou para o Brasil. Perder não é esse desastre todo e no final das contas, é só futebol. Mas mesmo assim, a forma como a seleção chegou nesse ponto pede um desfavor da semana.

SALLY

A Seleção Brasileira, muito bem representada na pessoa do Neymar, vem sendo esculachada por quase todos os países do mundo. O futebol escroto, espertalhão e simulador recebeu duras críticas e, como sempre, o brasileiro não soube lidar.

Os mesmos brasileiros que sacanearam até a morte cada seleção que foi sendo eliminada, inclusive os mesmos brasileiros que até sacanearam e reclamaram do Neymar, se ofendem quando outras pessoas o fizeram. Nada de novo, é o bom e velho “complexo de vira-lata”.

Neymar é mau caráter, um simulador, desonesto e sem fair play. Um malandrinho, malemolente, cheio das espertezas. Um faniquiteiro desde os tempos que jogava no Brasil, que dá piti e faz técnico experiente dizer que estão “criando um monstro”. Esse Neymar recebeu um banho de loja, uma blindagem de assessoria e um jato de publicidade, mas algo da falta de caráter ainda transborda quando ele está em campo.

Como é, atualmente, o único “ídolo” que o brasileiro tem, até mesmo no mundo dos esportes, o povo projeta sua realização nele e fica muito chateado se alguém o ataca. Se tira Neymar e o Hexa, o Brasil é apenas um país fodido, sem projeção. Muito mato, muita praia, turismo sexual e só. Brasileiro não consegue aceitar que é índio imbecil macaquito para o resto do mundo e se apega, como grande mérito, ao futebol.

E nessa, vários vexames protagonizados pelos HUES de redes sociais foram ganhando contorno durante a Copa. Foram no perfil de famosos de outros países que criticaram o Neymar, de juízes ou de qualquer pessoa que eles entenderam, de alguma forma, que injustiçaram o “Menino Ney” e xingaram, ameaçaram, esculhambaram. “Menino Ney”? Por favor… Neymar é um homem de 26 anos e os brasileiros são uma versão retardada do Homer Simpson, que vão em perfis de ingleses, alemães e franceses e ficam xingando em fuckin´português.

Desde o começo da Copa eu sabia que o Brasil não iria ganhar, assim como muitas outras pessoas também sabiam. Quando apontávamos alguns pontos fracos, algumas adversidades, as respostas geralmente eram de cunho ufanista, patriota é débil mental. A pátria de chuteiras venceria, afinal a “camisa pesa”… entre outras imbecilidades. Assim, aos poucos, vitória atrás de vitória, o brasileiro acreditou no próprio argumento furado e fez o que sabe fazer de melhor: se está dando certo, toca. “Em time que está ganhando não se mexe” é a maior burrice e ode ao comodismo que eu já vi. Se você não mexe, uma hora o time fica defasado, obsoleto e perde.

O clima arrogante, que normalmente é citado de forma atenuada pelo eufemismo “clima de já ganhou”, tomou conta do país após a vitória contra o México. A CBF anunciou publicamente que o hexa seria comemorado no Rio de Janeiro, e não em Brasília. Os brasileiros mudaram seus avatares em rede social para carinhas pintadas de verde e amarelo e passaram a externar sem cerimônia o quanto estavam acreditando no Hexa. Só o Brasil não viu o tombo que o Brasil ia levar, o resto do mundo viu.

Enquanto isso, a Seleção Brasileira era única em toda a Copa do Mundo que não tinha o acompanhamento de um psicólogo. Tem pai de santo, benzedeira, amuleto da sorte, mas trabalhar a cabeça, a mente, nem pensar. Bom, taí o resultado de se escorar no patriotismo e no preparo físico. O preparo mental é tão importante quanto, se não mais. Cuidaram dos corpos (nem tão bem assim, a julgar pelo número de lesões) e esqueceram da cuidar da mente.

Não é uma falha do Tite, é uma falha do Brasil. Recorrente, por sinal. Tirem disso algo de bom e reflitam. O que você faz para cuidar da sua mente? Para nutrir sua mente? Para aprimorar sua mente? O brasileiro se foca em atividades externas, escoradas em outras pessoas, lugares ou objetos mas não trabalha o auto-aprimoramento. Ele acha que se quer muito alguma coisa, na hora vai conseguir dar um jeito. Não vai. Cai do cavalo feio. Só o querer, só o ser malandrinho, espertão, não bastam.

Pois bem, a tal camisa, que pesava, ficou bem levinha ontem, após uma derrota que eu considero vergonhosa para a Bélgica, uma seleção que acaba de tomar um sufoco do Japão. Em diversos momentos ficou clara a falta de preparo emocional do Tite e de toda a seleção. Quando uma coisa saiu do script, não tiveram a capacidade de se reorganizar, de encontrar serenidade internamente e virar o jogo. A Bélgica não é uma seleção excepcional, o Brasil é que não era essa Coca-Cola toda. Nunca foi. Mas a mente do brasileiro é tão rudimentar que ele só percebe o tombo depois que caiu do cavalo.

Esse modo de funcionar da Seleção Brasileira reflete um pouco o modo de funcionar da sociedade brasileira: se apega ao que tem de bom, bota fé, bota otimismo e vai. Vai e, à medida que dá certo, ganha uma confiança inabalável que os impede de ver as placas de “Pare”. Esse deslumbramento os cega. Faz falta mais reflexão, mais autocrítica e mais atenção e aprimoramento interno, coisa que brasileiro ou desconhece e/ou ridiculariza e/ou desvaloriza.

Essa é a típica seleção que acha psicólogo “coisa pra maluco”, que fala que pra pagar consulta com um psicólogo prefere conversar com os amigos de graça em um bar, que acha que como sua vontade é muito grande, quando a hora chegar vai dar um jeito no improviso. Não vai. Só vontade, em uma mente fraca, em uma mente sem autoconhecimento, em uma mente sem muita consciência do que é, acaba impulsionando até para o lado errado. Treinar o corpo e descuidar da mente é colocar cegos para dirigir uma Ferrari. Não tem meio termo, ou você manda na sua mente, ou ela vai mandar em você.

O que pesou não foi a camisa, foi despreparo emocional. O Brasil, que já tinha data e lugar para comemorar o Hexa, volta pra casa. Mas o pior é que volta pra casa sem aprender a lição. Volta para casa, como sempre, colocando a culpa em algo externo: na arbitragem, no adversário, no inferno astral. Neymar deu piti no vestiário, não quis falar com ninguém e ainda fez a descortesia de passar batido pela zona de entrevistas. Vejam bem se isso é postura de quem está centrado e equilibrado.

Lamentável que sejam um povo tão bunda a ponto de focar sua autoestima em onze jogadores de futebol e mais lamentável ainda que não percebam que, como está, não está funcionando. A última vez que o Brasil ganhou uma Copa foi em 2002. O que funcionava em 2002, não funciona mais em 2018, quantas vezes terão que se foder para perceber? Ou se adequam, ou vão continuar protagonizando vexame precedido de excesso de confiança. Na Copa e na vida real.

Para dizer que eu não precisava bater tão forte, para dizer que a culpa da derrota foi do Sam e da Bárbara ou ainda para defender o Menino Ney por se ver espelhado nele em diversos aspectos: sally@desfavor.com

SOMIR

Voltamos ao normal. Esse ufanismo todo só dura enquanto o Brasil tem chances de ganhar a Copa, fora dessa pequena janela de tempo, o brasileiro volta a não se importar mais com a imagem do país. E considerando como ele faz isso durante a Copa, não estamos perdendo muita coisa: brasileiro parece não conseguir separar orgulho de arrogância. A seleção brasileira é mesmo uma das maiores forças que existe no futebol mundial, nada contra encontrar segurança e esperança no time com mais títulos até hoje, mas achar que isso ganha alguma coisa por si só é justamente o que vive nos derrubando.

Até ontem, não tinha muito motivo para fazer a Live, por exemplo. A confiança do brasileiro na vitória era muito bem justificada, pois jogava contra times bem mais fracos, não que fosse invencível contra eles, mas a possibilidade de derrota era pra lá de remota. Quando ficou definido que o adversário era a Bélgica, comecei a ler e ouvir por aí que o Brasil era favorito, ou mesmo muito favorito. Nas entrevistas dos dois times, o Brasil aceitava isso naturalmente e a Bélgica se colocava claramente na posição de azarão.

Quem acompanha futebol e prestou atenção na Copa sabia muito bem que o Brasil não era favorito coisa nenhuma, que teria que arrancar essa vitória dos belgas com muita dificuldade e qualquer resultado era igualmente possível. Se o clima no Brasil não fosse de “formalidade antes da França” e a mentalidade do time e do país fosse de dificuldade extremada, nem acho que teria sugerido a Live. Mas como tinha oba-oba sim, estava na cara que ia dar merda.

Eu até disse isso para a Sally quando estávamos planejando a cobertura: se a Bélgica fizer um gol cedo, o time brasileiro desmonta. Quando a realidade de que seria um jogo dificílimo batesse, o brasileiro demonstraria seu despreparo emocional e não teria mais volta. Caso a Bélgica fosse um time mais frio e seguro como a Alemanha, poderia ter sido muito pior, muito pior mesmo. Para a sorte das carreiras do técnico e jogadores do Brasil, os belgas também estavam muito nervosos e não souberam matar o jogo. No caso deles, mais compreensível: estavam se borrando de medo de sair e perder uma rara oportunidade de reverter a fama de amarelões que tinham.

Mas alguém preparou a mente dos belgas. Porque poderiam ter entrado em pânico ao tomar o primeiro gol e fazer aquela mesma burrice que a Costa Rica fez de se esconder do jogo. Passaram sufoco sim, mas ainda capazes de levar a bola pra frente e capitalizar no desastre emocional que acometeu o time tupiniquim. Talvez a vitória contra o Brasil dê para eles a confiança necessária para ganhar da França, mas seja como for, não imagino os belgas ficando tão desesperados de errar passe de 2 metros como o Brasil fez na adversidade.

Como eu disse, não é como se o time belga fosse uma máquina de controle emocional, eles ficaram nervosos sim, fizeram algumas bobagens quando tinham condições de resolver o jogo e deixaram o Brasil ameaçar até o final, mas tinha um mínimo ali para lidar com a situação. Isso porque sabiam o que poderia acontecer e tinha algum plano para isso. Não precisa muito mais do que isso, humanos são humanos e não dá para esperar controle o tempo todo.

Mas, quando todo o orgulho de um povo está colocado no futebol e dá até medo de olhar para qualquer outra coisa além disso, a confiança vira uma droga: precisa da arrogância para turbinar isso (e confiança é essencial em qualquer esporte), mas se algo sai do script, sobra apenas um lugar estranho e desconhecido da mente onde a dificuldade vira um monstro. A seleção brasileira joga dopada por esse senso de confiança desmedido, só que isso só funciona quando a realidade confirma essa ilusão de superioridade.

Contra times fracos, funciona que é uma beleza. Mas quando o adversário é de um nível próximo, o sucesso da seleção acaba sendo apenas questão de sorte. Sorte das ações beneficiarem o Brasil cedo o suficiente para a ideia de superpotência encontrar respaldo na realidade e estabilizar a mente dos jogadores. Se algo sai errado, e isso é muito comum contra adversários mais fortes, envenena as mentes fracas da maioria dos jogadores. Não tem plano B para ser o melhor time de futebol do universo, não tem plano B de orgulho nacional… se cai isso, mesmo que no comecinho do jogo, não tem de onde tirar uma solução.

Se no passado o Brasil conseguia ignorar todos esses problemas com jogadores que resolviam tudo sozinhos, meio que alheios ao funcionamento do mundo ao seu redor, hoje em dia as coisas não funcionam bem assim. A babaquice deles e a babaquice de quem se torna extremamente arrogante em tempos de Copa vai para cima do time todo com a cobertura da mídia e principalmente as redes sociais. E aí ninguém segura.

E que ninguém se engane: o Brasil não perdeu sozinho, a Bélgica ganhou. Tudo o que eu descrevo aqui é para dizer que apesar de ter jogadores comparáveis com os belgas, os brasileiros eram inferiores por causa dessa mentalidade tosca e da falta de algo a mais para o povo se orgulhar em casa. No final das contas, deve ter sido falta de proteína na primeira infância…

Para dizer que a Copa acabou ontem, para dizer que nossa praga é poderosa, ou mesmo para dizer que está chorando pela folga que não vai ter na terça: somir@desfavor.com

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Comentários (34)

  • Eu tb desconfiava fortemente q o Brasil não levaria o hexa, mas claro q era chamada de “não-patriota” pra baixo qdo dizia isso pra outros brasileiros. E olha q pra mim isso nem é ofensa, hahahaha.
    Mas então, eu moro na Bélgica e acompanho a luta da seleção belga desde a copa passada, e posso afirmar q eles não vêm fazendo feio não, muito pelo contrário. Mas sim, a “camisa pesa” – por mais q a gente ache isso idiota – e mesmo entre os belgas a crença geral era a de que o Brasil sairia vitorioso do jogo Brasil X Bélgica. Quem perguntava pra mim eu dizia q tinha o “pressentimento” de q o Brasil perderia, e os próprios belgas não acreditavam, achavam q a seleção deles, mesmo sendo boa, ainda não era boa o suficiente pra bater o Brasil. Entendendo ou não de futebol, meu palpite estava certo.
    Bélgica ganhou e NENHUM dos meus amigos/colegas/conhecidos belgas tirou onda com a minha cara. Sabem perder e sabem ganhar. Agora, entre meus conhecidos brasileiros, a maioria vai torcer contra a Bélgica logo mais no jogo contra a França. Aquela revanche por puro despeito, sabem? Qto à mim, já estou vestida de “red devil”.

      • Façanhas dos camisas 10 do Brasil em Copas:
        – Pelé: Três vezes campeão, surgiu com apenas 17 anos em meio a uma geração de supercraques brasileiros e foi aclamado Rei do Futebol.
        – Zico: Não ganhou Copa, mas foi a estrela máxima da fantástica seleção de 1982, apontada como a melhor depois da que ganhou o tri em 1970.
        – Rivaldo: Campeão em 2002, foi o último a ser realmente digno da camisa 10 na seleção e foi eleito o Melhor Jogador do Mundo em 1999.

        – Neymar: Virou chacota mundial…

  • Faltou para o Brasil:
    1) Eliminar jogadores como Fernandinho. Foi ridículo como a seleção tomou o primeiro e desnecessário gol.

    2) auto controle emocional como citado no texto.

    3) TRANSCENDÊNCIA. A capacidade de se superar, mesmo com obstáculos de verdade, pois superação é isso. O Brasil não conseguiu, quando a defesa belga se montava, entrar próximo a pequena área com nenhum jogador. Isso porque ninguém tinha peito ou qualidade para entrar no foda-se driblando, a lá Ronaldinho fenômeno e Romário, que se fosse necessário driblava 3 e talvez 4 in a row.
    Faltou aquele ALGO A MAIS.

  • Ri alto da seleção sendo eliminada mais uma vez. Seria melhor se os amarelões tivessem voltado pra casa ao final da fase de grupos, mas… Infelizmente não deu.
    Pior é que a Fifa coloca o futebol sulamericano superrepresentado na copa do mundo e na mudança para 2026 passaram longe de corrigir esse erro. Imagina 6 ou 7 times de 10 se classificando pra copa.

  • …CBF is the new frequent “Feel Good Inc.” (a fictícia hiperempresa de falso bem-estar do videoclipe, de mesmo nome, da banda Gorillaz), ou seja, nem precisava (a Sally) citar 2002 porque (o alternativo) 2005 ainda era tão demonstrativo

  • Eu achei que o Desfavor da semana seria o prefeito do Rio Crivella estar armando pros crentes da Universal furarem fila no atendimento público. Vazou áudio da reunião e fizeram até página no face Vamos falar com a Marcia. Isso não é assunto local, o plano deles é tomar todo o país. Muito preocupante!

    • Chineque de goiaba

      Essa do Crivella eu não estava sabendo. E hoje que um desembargador começou a mexer os pauzinhos pra soltar o Lula e permitir a candidatura à presidência? Se eu fosse o Moro largava tudo, mudava nome e aparência e ia pra outro país com a família.
      Não tem jeito, esse país ou vira uma ditadura socialista aliada à Venezuela, absorvendo os países vizinhos com o passar do tempo, ou vira um Irã evangélico.

      • Gente, anota aí o que eu venho falando por meses:

        LULA NÃO VAI SER CANDIDATO

        O PT SABE, O LULA SABE, TODO MUNDO SABE. JÁ ESTÁ DECIDIDO.

        Fazem esse circo em busca dos desdobramentos disso. Lula sequer está inscrito como candidato e o prazo para se inscrever junto à justiça eleitoral acabou.

        • Já havia anotado, inclusive que a narrativa contra a Lei da Ficha Limpa (mais “circenses” ainda !) já é mais um fracasso do PT no exterior…

          As minhas novas conclusões são que o Moro realmente deveria largar tudo com a família…E que os bolsonaristas continuam perto de “receber” muitos dos Alckministas…

      • Minha gente, essa teoria conspiratória de que os políticos brasileiros estão planejando uma ditadura comunista já deu. Se preocupem mais com esses câncervadores religiosos que juram “salvar o país do comunismo” e “trazer a moral”, esses são mais perigosos e são maioria.

        • Pois é, Saga !

          E isso porque já existe (tanta !) gentinha que rotula qualquer um(a) com aquele “eufemismo” de “descuidado(a)”; daí até terem poder de sentenciarem…

    • Você ainda não parece ser da fixa audiência, então explico :

      A Sally e o Ricardo Boechat (mais justiça esteja constada) tanto avisavam à exaustão do que ainda pode vir de preocupante, inclusive Trio Garotinhos “ressuscitado”Depois a análise somente da Sally em terem (as maiorias) preferido TODOS os anti-Freixo…E eu havia trazido, ainda ano retrasado, o quase visionário alerta do (doutorado /cientista) Pirulla sobre o Crivella ser e sempre ter sido contra a(s) melhor(es) lógica(s)…

      ***** Duplamente angustiante para quem é do RJ, inclusive, mas “o pêndulo virou para lá”…

  • “Uma nação que não tem nada além de seus divertimentos não se divertirá por muito tempo.”
    (G. K. Chesterton)

  • Muito fraca essa copa. A começar que a Itália não foi, a Alemanha perdeu de timinho e a Argentina fracassou geral. Pensei dos br tomarem da França mas não da Bélgica. Acho que a França e a Inglaterra são os melhores de lá. Um absurdo fazerem FERIADO em dias de jogos. Neymar é a cara da vagabundagem brasiloide.

  • Quantos anos de jejum serão necessários pra mudar a mentalidade futebolcêntrica da sociedade brasileira, me pergunto… já vimos que 24 anos não foram o bastante.

    • O Brasil teria que ser uma Inglaterra em querer se transformar em outras áreas (ou pelo menos manter / (re)conceder direitos trabalhistas, tipo pré-66 / Churchill), ou seja, jamais…

  • Aeee finalmente acabou! Me pareceu que as pessoas não estavam muito animadas no início dessa copa, mas conforme foram aparecendo as vitórias começou o barulho. (ontem ouvi uma coisa muito engraçada que eu nem sabia que existia: hino nacional versão funk!) E toda vez que eu vejo VAR eu lembro de Vrau.
    Estou torcendo para a Inglaterra. Queria que a Cisplatina tivesse ganhado da França para chegar a final….

    O que o povo não consegue entender é que esse hexa não vem tão cedo. Assim como Itália e Alemanha não se tornarão penta logo. E suas fontes, Sally? O que disseram dessa vez? Lógico que o Brasil não era essa Coca-Cola toda, era Guaraná Antártica, com aquela propaganda ridícula, haha!

    Mentira que era falta de motivo para fazer o live! Vocês que ficaram com medo de descumprirem o item 7 das resoluções de ano novo (Narrar um jogo da seleção brasileira na Copa ao vivo pelo desfavor) e serem punidos!

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