Bora conversar sobre uma coisinha? Tirar onda malvadinho(a) é ridículo e mentiroso.

Já viram gente que bravateia supostas “malvadezas”? Não me refiro a cometer crimes ou coisa do tipo, e sim a “manter a minha fama de mau”. 1) Apenas parem, é ridículo; 2) se quiserem continuar, ao menos tenham a coerência de ir até o final, nada mais vergonhoso do que tirar onde de mau e peidar feito um pintinho rosa de feira de filhotes quando a hora de colocar o discurso em prática chega. Acredito que todo mundo aqui conhece alguém que, de tempos em tempos solta, como quem não quer nada, uma frase, uma história, uma escolha de vida onde faz questão de deixar “depreensível” que a pessoa é “malvada”, sem coração, fria.

Malvada no sentido de “eu não me importo com ninguém”, “faço mesmo, sem me importar se vai magoar”, “só me importo com as pessoas que eu quero bem, pro resto estou cagando” ou ainda “o mundo é assim, se você for legal as pessoas pisam”. É a única solução que estas pessoas encontram para sobreviver: se dizem malvadões, supostamente não se importam com ninguém além deles mesmos e “os deles”. Só que esse plano tem um problema: é caro de colocar em prática. Requer uma coragem que uma pessoa que sente prazer em bravatear não tem. Se ela precisa desse escudo, bem, grandes chances de que ela seja bem covarde.

Sustentar isso custa caro, muito caro, e é muito trabalhoso. Tem que ter culhões. Tem que estar preparado para ser bem grosseiro, rude, egoísta e até mal educado quando se vive na premissa de que “ninguém me importa”. Tem que saber e ter força para dar uma trava muito forte, fazendo respeitar seus limites. Quer viver assim? Acho bobo e infantil, mas é sagrado direito seu. Porém, viva de fato assim. Que seus atos sejam compatíveis com suas palavras. Só que geralmente, não é o que acontece.

Quem realmente não se importa com nada, com ninguém jamais fica bravateando isso. Muito pelo contrário, essas pessoas tentam até emular que se importam, seja para não sofrer uma violenta rejeição social que atrapalharia seus planos, seja para passar abaixo do radar. Quem é realmente malvadão não é otário de sair falando que é assim.

É aquela velha história que a gente sempre fala: quem precisa bravatear muito sobre alguma coisa não tem essa coisa muito bem resolvida dentro de si. Então, sim, existem pessoas que de fato não se importam com nada além do seu mundo e são malvadões. O que não existe é gente que o faz e fica bravateando sobre isso.

Via de regra o discursinho malvadão cai por terra na primeira oportunidade em que é colocado à prova: quando a pessoa tinha que colocar limites em alguém e não colocou, quando a pessoa tinha que brigar com alguém e não brigou, quando a pessoa não tinha que se deixar fazer de otária e deixou. Aí, podem reparar, seeeeempre tem um motivo para toda aquela malvadeza da pessoa não aflorar. Claro, o discurso continua sempre sendo de falsa superioridade.

“É tão insignificante que eu não me importo”, “Nem percebi, caguei” ou ainda “Não vou me dar ao trabalho”. Porra, então você é um malvadão baiano, não? Bem preguiçoso. Se não se importa, se é indiferente, se não deixa ninguém de fora abalar sua vida (coisa que eu acho louvável), então, cala a boquinha e não fica tirando onde de malvadão dizendo que vai fazer e acontecer se acontecer tal coisa.

“Se tentar falar comigo vai ficar gritando do lado de fora da minha casa, não vou nem abrir o portão”? Joinha. Mas vê se banca, e de fato não abre o portão, apenas chama a polícia e diz que tem um(a) maluco(a) desconhecido gritando na porta da sua casa e está com medo (spoiler: já fiz). Dizer que vai fazer uma coisa e depois fazer outra é feio demais. É patético. Mais do que patético, desacreditado.

Não é apenas ruim para a pessoa, uma vez que no fundo ela sabe que não conseguiu bancar seu discurso e sua autoestima vai pro pé. Também dá um curto-circuito em quem está à sua volta. Mixed signals que não fazem nada além deixar a pessoa que assiste às bravatas em uma grande confusão mental: você assinou um contrato com o Chuck Norris e te entregaram o Pernalonga.

Descumprir o contrato é grave, muito grave. Sem confiança uma relação não é nada. E confiança não é apenas contar que a pessoa não vai beijar outras bocas, confiança é saber que está comprando Braddock e levando para casa Braddock, e não o Pluto. Se você é o Frodo, não fique divulgando que é o Aragorn.

E não me refiro apenas a homens não. Mulher a-do-ra dizer que vai fazer, vai acontecer, que se pegar o homem fazendo tal coisa vai botar para foder. Ok, joinha. Tá no sagrado direito, inclusive acho até didático. Porém se realmente a situação se der, meus amores, cumpram o prometido, caso contrário, além de ficar muito feio, vocês ficarão eternamente desacreditadas. Se quem está com você comprou um discurso Khal Drogo, é estelionato entregar uma Penélope Charmosa.

Quem nunca viu mulher dizendo que se pegar o homem traindo mata, ou vice versa, homem dizendo que se souber que levou chifre vai ter morte? Eu particularmente acho uma bobagem, não tem que matar ninguém, apenas escorraçar a pessoa da sua vida e nunca mais dar um pingo de respeito e consideração a ela, mas… se disse que vai fazer e acontecer, quando descobrir um chifre, faça e aconteça, meu anjo, se não fica palhacitos.

Percebem que até aqui o único pedido é coerência? Se fica vendendo uma imagem de você mesmo, seja coerente nos seus atos. Se não conseguir, observe-se e veja porque diabos você está sustentando uma máscara de algo que você não é.

Agora um segundo ponto: por qual motivo tanta gente precisa dizer que vai fazer e acontecer ou que não se importa com o resto do mundo? Que mecanismo de defesa idiota é esse, que faz com que as pessoa ameacem para não se sentirem ameaçadas ou rejeitem para não serem rejeitadas, e fiquem rosnando feito cão acuado preventivamente?

Queridão: disse que caga para o mundo, que não tem sentimentos, que não está nem aí? Sustenta. Vendeu Rambo, não entrega Barbie. Queridona: disse que se pegar o cara flertando com outra em rede social nunca mais olha para a cara dele? Sustenta. Vendeu G.I. Jane, não entrega Lu Patinadora. Não percam o que vocês tem de mais valioso: sua palavra.

Sério mesmo. Serião. Isso esquizofreniza a pessoa que está ao seu lado e te deixa absurdamente desacreditado. Daí para perder o respeito e admiração é um passo. É difícil respeitar quem não é levado a sério. É difícil levar a sério quem afirma com toda a convicção uma coisa e quando chega a hora da verdade, peida pra dentro e faz outra.

A coisa mais importante que temos é nossa palavra. Sei que no Brasil ela não está muito em alta, mas, se quer se relacionar com uma pessoa que valha a pena, ela provavelmente vai levar sua palavra a sério. Quando você bravateia uma coisa e faz outra a pessoa que está ao seu lado fica confusa, não sabe o que esperar, fica insegura.

Eu entendo que seja uma máscara que uma pessoa medrosa veste para se sentir mais segura, mas o que fica parecendo é que o que a pessoa fala não se escreve, ela perde a moral, a palavra. Pode ser interpretado como uma mentira deslavada, como uma pessoa instável com a qual não dá para contar e outras coisas nada agradáveis. As consequências podem ir bem além da pessoa ficar desacreditada, abre-se uma brecha para quem é realmente Braddock brilhar em cena.

Tem uma frase que eu gosto demais, do queridíssimo personagem Hannibal: “Quando a raposa ouve o grito do coelho, ela sempre vem correndo, mas não para ajudar”. Pessoas que ficam bravateando uma coisa que não sustentam causam atrito. Com isso, a raposa escuta o grito do coelho e… não vem para ajudar. Então, além de fazer um baita papel de palhaço, a pessoa que faz isso deixa uma avenida aberta, o que ela não fez, a raposa certamente vai se prontificar a fazer. Entendedores entenderão.

E, olhado por uma ótica mais de saúde mental e elevação espiritual, que merda de mundo é esse em que essas pessoas vivem, de escassez, medo e insegurança onde é sempre preciso ameaçar, se defender, impor respeito blefando? Onde é, de alguma forma, “bonito” cagar e andar para os outros e ostentar isso?

Esse não é o meu mundo. Que merda que é o seu, recomendo que saia dele hoje mesmo, caso contrário, é só isso que você vai atrair. Pessoas que estão no meu mundo não vão querer ir para o seu viver nele com você, pois seu mundo é um merda. Se você quiser ir para um mundinho um pouco melhor, pode ir abandonando esse pensamento bobo.

Porem, se ainda assim você escolheu viver nesse mundo (e, consequentemente, atrair para si tudo de ruim que ele tem), se comporte conforme esse mundo pede. Seja Braddock. Realmente não se importe com os outros. Realmente bote pra foder. Realmente pise no pescoço de quem te meteu um chifre. Realmente desconsidere qualquer pedido de quem não faz mais parte da sua vida. Se alguém te sacaneou, seja frio, duro e cruel na hora em que for preciso. Seja coerente com tudo que andou falando. Seja autossuficiente. Seja egoísta. Seja aquilo que diz ser. Pode ser que colocando em prática você perceba que isso não é da sua essência.

Se você diz ou se porta de forma a deixar bem claro que não se importa com ninguém que não seja você, que tipo de amizade ou relacionamento acha que vai atrair para você? Pois é, gente que provavelmente também não vai se importar muito com você. E com essas pessoas, melhor ser Braddock, Khal Drogo, Wolverine, pois elas certamente vão comer seu fígado assim que puderem. Talvez nem por maldade, simplesmente para saciar seus desejos egoístas no seu tempo sem pensar nas consequências disso para você. Então, ponha em prática o que você diz, ou será engolido.

Mas o que se vê a rodo são Meu Querido Pônei tentando fingir ser Chuck Norris (por medo, insegurança ou sabe-se la que caralha de danação mental que fez a pessoa vestir essa máscara) e quando chega a hora da verdade, depois de muito bravatear sua fama de mau, de não ter medo de confronto, de cagar para o mundo, é Meu Querido Pônei quem sai para conversar com as pessoas casca grossa que ela mesma atraiu se fingindo de Chuck Norris. Pior dos mundos.

O resultado? A pessoa é trucidada e sai dali com a conclusão de que o mundo é um lugar horrível. Não, meu anjo, horrível é a combinação que você escolheu, de atrair para si gente nessa mesma vibe do que você bravateia, quando, na verdade, na sua essência, você é um coelho albino abanando o rabinho. É bem óbvio que você vai se foder repetidas vezes na vida e não há ninguém para culpar a não ser você mesmo.

Escolhe: abre mão da fama de malvadão, vai conviver com gente de boinha, desarmado ou sustenta a fama de malvadão e bota pra foder.

O mais curioso é que esses pseudo-malvadões ainda vem te paunocuzar insinuando que você, pessoa boa, altruísta, que gosta de cultivar amizades é “inocente”, “boba”, “ingênua”. Ingenuidade é vestir uma máscara que não vai conseguir bancar. Não se venda como Rambo se não puder pegar uma bazuca e trucidar todo mundo aos tiros, pois fica feio demais, você vai apanhar para caralho e quem observa, além de se sentir enganado, vai perder o respeito por ver os outros limpando os pés nas suas costas como um capacho.

Parem com esta merda de achar que o fodão é o malvadão, o que mete medo, o que faz e acontece. Foda é quem é dono de si e não precisa bravatear.

Discorda de mim? Beleza, sagrado direito seu. Mas em uma coisa todo mundo vai concordar: seja o que você diz ser, caso contrário vai causar muita confusão na sua vida e você vai acabar sozinho, sacaneado e desacreditado.

Para dizer que você acha que precisa dessa máscara para se sentir seguro, para dizer que tem medo de ser legal e não ser aceito ou ainda para ficar na defensiva e desmerecer meu texto: sally@desfavor.com

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Comentários (43)

  • Lembrei de um amigo de um amigo meu. O cara cria confusão com todo mundo (principalmente na internet). Mas um dia ele e meu amigo brigaram feio (pelo motivo mais estúpido do mundo e foi ele que começou a discussão toda). Não satisfeito em fazer showzinho ao vivo, ainda mandou uma mensagem privada pro meu amigo dizendo que “não ia mais falar com ele, que não precisava de ninguém pipipi pópópó sou desapegadão”. Meu amigo ficou triste com isso, mas aceitou. Não falou mais com ele, não correu atrás, ignorou-o solenemente (inclusive foi devolver tudo o que esse cara tinha emprestado pra ele) e foi tocando a vida.

    Meses depois esse cidadão aparece com a cara mais deslavada do mundo querendo puxar papo com meu amigo, como se “nada” tivesse acontecido (pra quem pregava que “não precisava de ninguém” ficou feião). Acho que ele só procurou meu amigo de novo porque ele é uma das únicas pessoas que tem paciência pra suportá-lo, pois ele é daquele tipo de pessoa que tá sempre na “defensiva” e precisa se afirmar a todo momento. Dá pena. Se gaba de ter lido 204294 livros, mas não tem o menor tato com o próximo.

    • Fernanda, conheço vários tipinhos assim. Sr. Não Preciso de Ninguém, mas quando você olha de perto, é um poço implosivo de carência. Parece ser justamente um mecanismo de defesa: “olha como eu NÃO SOU carente, olha, olha, eu não preciso de ninguém”. É tão bobo…

  • Sempre achei de uma burrice tremenda ficar ameaçando as pessoas caso elas façam algo que nos desagrade. Uma pessoa inteligente no mínimo iria querer pegar a outra de surpresa quando – e se – tivesse intenção real de sacanear. Dependendo do tipo de ameaça, acho até didático denunciar antes da criatura sequer pensar em cumprir.
    Lamento muito pelas pessoas que acham bonito alardear desapego também. Apego excessivo é horrível, mas não deixar ninguém se aproximar é outra receita para ser infeliz e é um círculo vicioso, fica cada vez mais difícil se abrir para o mundo. Acho que todo mundo tem algo a ensinar e algo a aprender, e a gente perde muito aprendizado quando se fecha demais. Inclusive de autoconhecimento.

    • Paula, tenho horror a gente “não preciso de ninguém”. Fodástico você, meu lindo, não tem nada a aprender com nenhuma pessoa, pode prescindir de toda a troca, sabedoria, experiência ou acréscimo que o outro tenha a oferecer. Uma coisa que eu sempre bati pé aqui é em falar com todo mundo que fala comigo, inclusive por e-mail, e posso garantir que todo mundo tem algo para ensinar, algo que pode ser útil de escutar. Tenho verdadeiro pavor dos que alardeiam desapego excessivo, estão na mesma moeda dos dependentes emocionais, só que do outro lado.

  • Primeiramente : …sinceramente ainda achopoderia(m) sim ter deixado o (antes mais inspirador / clássico !) link abaixo da assinatura ( http://www.desfavor.com/blog/2009/06/sally-surtada-sindrome-da-falsa-superioridade/ )

    ** …Um “porre (!)” que viam arrogância / “ostentação” em umas das vezes que eu me mantia “quieto demais”, mesmo que nunca (!) tenham chegado a conhecer uma (minha) “parente do meio”…

    *** O único com quem fiquei tendo medo de ter “daqueles tipos de aliados” já era falso “pedindo desculpas”…e saiu do “meu” segundo meio “acadêmico” após um ano…

    **** Exatamente FUCKIN’ ONTEM eu vi um que seria “perfeito” em ironizar islâmicos (da França !) se tivesse “completado” o insulto…Mas apenas fingiu não ser arregão, daí bloqueei no meu fake twitter…

    ***** Novas “ondas” : quando até Diomedes Chinaski e FUCKIN’ FIUK expõem “a real” desses tipos, seria mais que na hora desse grupinho adquirir coerência – tá ficando feio mesmo = “apanharam” de respectivos “quase mainstream” e mainstream…

  • Me fez lembrar aqueles caras que postam em rede social foto do Clint Eastwood com a legenda de que são frios, sérios, (“pois sorrir é coisa de gente fraca”), bravos e que o mundo é ruim e os fizeram ser assim. Mas duvido que a maioria é “forte” assim como querem parecer, fica só no desejo mesmo. Como diz o cartunista Ricardo Coimbra “põe foto do johnny cash mostrando dedo médio no avatar e eu já sei q é desses q tem medo até de reclamar do bife mal passado no restaurante”.

    • É ruim para a própria pessoa que é incoerente: ela atrai um “público” que procura por uma coisa que ela NÃO TEM, apenas vende que tem. É questão de tempo até que a máscara não se sustente. Porque merda as pessoas fazem isso???

      • Acho que a questão de autoconhecimento entra aqui também, a pessoa talvez acha que aguenta ou quer ser assim, mas no fim das contas se machuca mais ainda.

        • Sim. Tem gente que acha que se repetir bastante que é assim vai “virar” isso. Não adianta, você finge por um tempo, mas sua essência salta alguma hora, como uma mola comprimida.

      • Honestamente, não sei. Talvez o que uma pessoa assim tenha seja medo – ainda que ela própria não admita – de que o resto do mundo ache seu “verdadeiro eu” desinteressante e/ou insignificante demais. Ou então pode ser que o sujeito nem se conheça direito porque nunca realmente olhou bem pra dentro de si próprio e também não tenha uma personalidade bem-formada e devidamente cimentada em seu âmago, vindo daí uma necessidade de “vestir” uma persona artificial vinda de fora e já pronta, quase que como uma “roupa”. Só que não dá pra mentir pra si mesmo a vida toda e, cedo ou tarde, o rei ficará nu.

        • Provavelmente um pouco de cada.

          Uma bobagem, sempre vai ter alguém com afinidade verdadeira, ninguém é ingostavel. E se a pessoa não está feliz com o que é, faça um trabalho profundo de mudança em vez de vender o que não pode entregar.

      • Acho que a palavra chave do texto pode ser definida como “hipocrisia”. Eu tendo a ver a coisa do ponto de vista cultural e antropológico em sentido amplo: parece que não é de hoje que o brasileiro é hipócrita diante de suas atitudes, ostentam uma imagem que não condiz realmente com o que são de fato, e vivem aparentemente bem assim, e ainda por cima julgando os outros, bem no melhor estilo de “faça o que eu falo, não faça o que eu faço”. Brasileiro parece que já está acostumado, desde muito tempo, a ostentar uma imagem assim. É difícil mudar, mas um exercício necessário.

      • De “BMs falsos : quase mainstream” com certeza (!) encontra-se “de quase tudo”, e acho que já assisti uns que “dizem fingindo agir”…Aliás, acho que vale a pena este quarto parágrafo ( http://fastfoodcultural.com.br/a-vilania-dos-nerds-machismo-racismo-homofobia-123/ ) :

        Agora, do poço de discriminação sem fundo dos nerds, surgiu a mais recente babaquice: Gal Gadot tem peitos pequenos para interpretar a Mulher Maravilha. E Gadot, que está longe de não ser uma mulher padrão, respondeu aos “fãs” com a destreza que eles merecem: usando conhecimento aprofundado sobre o assunto (que os ditos conhecedores parecem não ter). Como ? Simples: vocês sabiam que as amazonas de verdadinha não tinham um dos seios para facilitar o uso de armamento, especialmente o uso de arco e flecha ? É isso aí, elas arrancavam um dos seios para melhorar a empunhadura, tanto no chão, quanto ao cavalgar. Então o que estamos pedindo aqui : verossimilhança, ou estamos chateadinhos por não termos a “mulher perfeita” inexistente desenhada por um dos trocentos artistas da DC ?

        • E pensar que muitos do que se dão ao trabalho de fazer esse tipo de reclamação são os mesmos pega-ninguém que chegam até a tocar punheta pensando num ser meramente imaginário saído de um gibi ou que tem tara de transar com uma cosplayer fantasiada como alguma super-heroína. Triste…

          • O problema está sempre no outro: a mulher “é maluca” (e não o cara que se portou de forma a atrair/permitir isso), o homem é “tudo filho da puta” (e não a mulher que se portou de forma a atrair ou permitir isso). O outro é sempre o culpado, o responsável, o erado.

          • Desculpem-me "meu xxx"

            Eles são muito pega-ninguém mesmo !

            * Aquele eu pré-adulto “largou de inflexibilidade” ainda na mesma época (um dos melhores vídeos de todos os tempos é da Riley Reid, “de cheerleader”, num mesmo lugar que um armário…)

  • Uma coisa que eu sempre faço para tentar entender o caráter da pessoa é comparar o discurso com o comportamento dela.
    Quando as duas coisas não batem, convém um certo cuidado ao lidar com a criatura.

    • Nem sei se é questão de caráter, muitas vezes a pessoa não faz nada de errado ou reprovável, ela apenas emite uma propaganda enganosa sobre ela mesma, sem nem ao menos se dar conta disso.

      Pouquíssimas, eu disse POUQUÍSSIMAS pessoas neste mundo são coerentes e tem plena consciência de quem são e do que podem dar.

  • “Não gosta de mim? Caguei, entra na fila”
    Típica frase da mulher com baixa autoestima. E bem ridículo também pq em todos os casos a pessoa se importa bastante com oq pensam dela. E em todos os casos as outras pessoas é que estão caguando pra ela.

    • Vivemos em sociedade. Cagar para tudo e todos é ficcional, não se vive nem se sobrevive de forma funcional ou saudável assim. Da mesma forma, o outro extremo também é ruim: pautar a vida no que os outros pensam de você. São dois lados da mesma moeda disfuncional.

      Além disso, é uma puta mentira. Cagam porra nenhuma. Esse papo de “não preciso de ninguém” é balela.

  • ‘Não se venda como Rambo se não puder pegar uma bazuca e trucidar todo mundo aos tiros, pois fica feio demais’

    Agora você me deixou com vontade de fazer isso…. Nah, eu não faria. Não tenho uma bazuca. =)

    • Fê, se você faria, você é Rambo. Banca sua verdade, bate no peito e deixa bem claro quem você é.

      O feio é dizer que faz, que acontece, que não vai permitir tal coisa, que vai botar para foder e, quando chega a hora da verdade, amarelar. Damesma forma é um horror dizer que é suuuuuper tranquila e, quando pega intimidade, surtar e cobrar.

      Quebra de contrato é feio demais.

      • Rambo era carente – queria que a pátria o valorizasse, ele que tanto se lascara pelos EUA.
        Rocky era carente – apesar de ser “o maioral”, ele lutava (sempre) pelos que ama e respeita.

        Engraçado todo mundo querer ser “o superpoderoso”, quando todos esses personagens mostram que são fracos por natureza. A força deles, no caso, vem de fora, de estímulos externos que levam à superação.

        • Rocky era um baita perdedor. Esforçado, mas loser.

          Rambo eu vejo apenas como um ressentido. Ficava chateado pela falta de reconhecimento mas convertia isso em ação em vez de choramingar a respeito em redes sociais.

          Mas ambos (e todos os outros) tem um denominador em comum: não se dizem malvadões. Cão que ladra não morde.

  • Sally, você descreveu uma boa parte das pessoas que usam redes sociais em poucas linhas. Parabéns.

    Passei pela seguinte situação com esse tipo de pessoa:
    Conheci uma menina (amiga de amiga) que no Whatsapp dizia que era totalmente independente, que não vivia sem sexo, que não se apegava, que era a fodona, devoradora de homens, coração de pedra, blá blá blá…
    No final o produto não tinha nada a ver com a propaganda. Vou poupar você dos detalhes de quando saímos e dizer apenas que a historia termina comigo recebendo uma cesta toda romântica no trabalho 4 dias depois.
    Resumindo comprei a Barbarella e me entregaram a Minnie Mouse.

    • É FODA.

      UMA VIDA BASEADA EM PROCURAR BRADDOCK E ENCONTRAR TED MOSBY!

      Porque as pessoas são assim? Gente, é questão de tempo até a verdade vir à tona. Chega de bravatas, olhem para dentro, entendam quem são e joguem limpo com os outros, em vez de criar um personagem do que gostariam de ser.

      • “Calma que Piora” : incluo aqueles “montes” de candidaturas Tinder que são do tipo “KKK SOMENTE MEU LADO POLÍTICO” – sim, tive tempão de ler porque testei (e deletei !) antes de tentar (talvez me facilitar com) aquele app em outros estados…

  • Adorei, Sally. Especialmente as analogias com personagens do naipe de “Vendeu Rambo, não entrega Barbie”. É bem por aí mesmo. Quem realmente é ou faz alguma coisa, para o bem ou para o mal, simplesmente é ou faz, sem precisar fazendo estardalhaço por uma mera pose que, na prática, não se sustenta. E quem de nós, infelizmente, já não cruzou em algum momento da vida com gente do tipo que você descreveu aí em cima, hein? Posso até estar falando bobagem, mas achei que este texto conversa bem com aquele dos pseudo-brigões, viu? E o trecho do “Vendeu G.I. Jane, não entrega Lu Patinadora” bem que me deu uma idéia. Quando aparecer um(a) bravateiro(a) falando que vai tocar o zaralho, que não leva desaforo pra casa, que faz e acontece, alguém poderia só cantarolar ou até sem tirar o celular do bolso, pôr pra tocar o jingle da Lu Patinadora bem na hora em que a bravata estiver acontecendo. Pra quem não conhece ou não lembra da tal musiquinha, vejam o comercial: https://www.youtube.com/watch?v=iUSMRhp2SRo. O que será que aconteceria?

    • Não aconteceria nada, cão que ladra não morde. Essas Muié bravateira Sidney Magal (“se te pego com outra te mato”) sempre entubam abuso, chifre e desrespeito.

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