Resgate na Tailândia – Parte 2

“Não temos certeza se isso é um milagre, uma ciência ou o que é. Todos os 13 Javalis Selvagens (nome do time de futebol) agora estão fora da caverna”. Foi assim que a marinha tailandesa anunciou em uma rede social a conclusão do resgate dos 12 meninos e do treinador presos na caverna. Após momentos de muita tensão o caso teve, surpreendentemente, um final feliz.

Após descobrirem onde eles estavam, uma equipe de resgate composta por mais de mil pessoas trabalhou dia e noite tentando traçar o melhor plano para retirá-los de dentro da caverna. Como havíamos dito aqui existia a esperança de encontrar uma abertura pelas laterais ou até pelo solo, de modo a escavar um túnel até os meninos através dessa abertura, para retirá-los sem a necessidade de fazer todo aquele trajeto complicado.

Durante a semana, os Planos B foram se mostrando inviáveis. O topo não poderia ser perfurado, pois não suportaria o peso das máquinas e poderia despencar nas crianças. Perfurar pela lateral poderia mexer na estrutura da caverna e fazer com que ela desabe da mesma forma. Perfurar o chão também seria igualmente inseguro e ainda mais demorado. Então, o que seria a última opção, arriscada e complicada, se tornou a única opção.

Com um plus digno de filme: a meteorologia previa chuvas fortíssimas para os próximos dias. Um resgate planejado, em tese, para quatro meses, teria que ser realizado em poucos dias, pois a quantidade de chuva esperada seria suficiente para encher a caverna toda e matar a todos afogados. Meios alternativos não eram mais uma opção. Esperar não era mais uma opção. Em questão de horas, a única opção se tornou a hipótese mais perigosa: ensinar crianças que nem sabiam nadar a mergulhar como profissionais em 48h e retirar a todos com vida.

Some-se a isso o fato da oxigenação na caverna estar cada vez mais insuficiente, pois se antes eram 13 pessoas, agora tinha muito mais gente lá, pelo menos o dobro, entre mergulhadores, médicos, psicólogos, enfermeiros, etc. Então, esse risco duplo obrigou a uma escolha trágica: seria necessário pedir para crianças fazerem o que nunca foi feito antes: em questão de horas, aprender a mergulhar como profissionais e fazer um trajeto de dificuldade absurda.

Tudo ficou ainda mais crítico quando o mergulhador Salman Gunan morreu após cumprir sua missão de levar oxigênio aos meninos. Salman era um ex-mergulhador de elite da marinha tailandesa. Tinha 38 anos e estava aposentado, mas, ao saber do que tinha acontecido, imediatamente se voluntariou para participar do resgate. Foi aceito por ser um dos melhores mergulhadores que a marinha tailandesa já teve e também por estar em forma, já que, além de mergulhador era triatleta.

Ele levou oxigênio para os meninos, mas, no percurso de volta demorou mais do que o previsto, provavelmente por causa de obstáculos em um caminho de águas turvas, e acabou ficando sem oxigênio. Os colegas tentaram reanima-lo, mas era tarde. Isso reacendeu a discussão sobre a viabilidade de fazer crianças debilitadas e inexperientes passarem por uma travessia tão complicada, onde até mesmo os melhores mergulhadores profissionais poderiam falecer. Mas as previsões de chuva não deixaram muitas opções, se continuassem na caverna, provavelmente o nível da água subiria até afogar a todos.

Ao tomar conhecimento desta situação desesperadora, o empreendedor Elon Musk, fundador da Space-X e CEO da Tesla, informou que reuniria sua equipe para tentar ajudar no resgate. Em tempo recorde construiu um mini-submarino, batizado de “Javali Selvagem”, em homenagem ao time de futebol dos meninos, onde caberia uma criança deitada. Feito do mesmo material de foguetes, com um sistema de oxigenação interno, ele protegeria os meninos da água. A ideia era que uma criança deite e fosse levada pelos mergulhadores, como que em um caixão, até a saída. Nunca foi feito nada parecido. Os testes foram rápidos e rudimentares, feitos em uma piscina. Por isso as autoridades decidiram deixar o mini-submarino como Plano B, para o caso de alguma criança não conseguir fazer o percurso a nado. Além disso, ele não conseguiria cobrir todas as áreas do trajeto, já que algumas eram estreitas demais, mas poderia sim ter sido utilizado em boa parte dele, já seria um alívio para uma criança muito debilitada para fazer um percurso tão longo.

Elon Musk foi pessoalmente até a Tailândia entregar o mini-submarino “caso seja útil”. E ainda teve quem o critique, dizendo que ele estava querendo fazer marketing pessoal. Quem dera se todo mundo que quisesse fazer marketing pessoal tivesse tanta proatividade, consciência e empatia, hein? Criar algo nunca antes feito em horas, de graça, e levar pessoalmente até o local “caso seja útil”? A coisa mais nobre que eu já fiz por alguém nessa linha “caso seja útil” foi empresar uma roupa!

O resgate foi feito todo a nado mesmo. Todos foram medicados com remédios para ansiedade, para evitar que tivessem um eventual ataque de pânico durante o trajeto de saída (o que seria perfeitamente compreensível). Cada menino foi auxiliado por pelo menos dois mergulhadores por todo o percurso, um que ia na frente e outro que ia atrás. Os mergulhadores levaram os cilindros de oxigênio dos meninos, para permitir que eles pudessem nadar com mais facilidade. Uma corda foi utilizada para marcar o caminho correto e guiar os meninos e os mergulhadores.

Nos trechos mais estreitos (partes do percurso tinham 90cm de largura por 60cm de altura, é quase um canal de parto!), os mergulhadores tiveram que tirar o cilindro de oxigênio das suas costas, para passar um de cada vez: primeiro seus tanques de oxigênio, depois o mergulhador, depois o tanque de oxigênio do menino, depois o menino.

Percorreram o mesmo caminho tenebroso de seis horas de duração que a equipe de mergulho fez para chegar até eles. e que matou um mergulhador. Segundo teria dito um dos meninos, era como “mergulhar em café” de tão turva que estava a água. Por incrível que pareça, o resgate mais difícil não foi o dos meninos, e sim de Aek, o treinador. É que enquanto estavam presos na caverna, ele deu aos meninos tudo que tinham de comida e água, portanto, foi o que sofreu mais privações. e ficou com a saúde muito debilitada. Mesmo após o resgate, Aek é quem está com a condição de saúde mais delicada, provavelmente também pela responsabilidade de cuidar desses 12 meninos por tanto tempo.

E aqui vale abrir um parêntese para falar um pouco mais de Aek, já que grandes jornais cortaram e colaram o que eu escrevi no primeiro texto, dias depois, como se fosse uma grande novidade, vamos fornece mais material. Aek sempre cuidou dos meninos como se fossem sua família, quando os pais não podiam leva-los ou busca-los nos treinos, ele mesmo o fazia. Exigia muito deles, inclusive do seu desempenho escolar: se tirassem boas notas na escola eram recompensados com material para o futebol de presente: chuteiras novas, uniforme, etc.

Esse comportamento paternal se repetiu na caverna. Por sua condição de saúde, chegou a ser sugerido que Aek fosse um dos primeiros a sair, mas ele se recusou. Disse que só sairia depois que todos os meninos estivessem do lado de fora. E assim foi.

Sua preocupação já tinha ficado bem clara quando os mergulhadores levaram cartas de cada uma das vítimas para suas famílias. A carta de Aek foi simples: “Para os pais de todas as crianças, elas estão bem, a equipe está cuidando bem de nós. Eu prometo cuidar das crianças da melhor forma possíivel. Quero agradecer por todos o apoio moral. Peço perdão aos pais”. Os pais responderam com outra carta: “Queremos que você saiba que nenhum dos pais está bravo com você, então, não se preocupe com isso”. Um dos pais mandou uma carta onde dizia a seu filho: “Diga ao técnico Aek que não pense demais. Não estamos chateados com ele”. A seus parentes, Aek escreveu: “Minhas queridas tias e avós, eu estou bem, não se preocupem muito. Cuidem de vocês mesmas”. Suas tias responderam: “Estamos esperando por você na frente da caverna”.

Aliás, um alívio cômico: as cartas das crianças. Que criaturas fascinantes as crianças. Imagina você preso no escuro em uma caverna por mais de dez dias, passando privações, sentindo medo… que tipo de carta sombria pode sair de uma situação tão apavorante? As deles são divertidíssimas. Coisas como “não se esqueçam de preparar minha festa de aniversário” ou “quando eu sair, por favor me tragam churrasco” ou “manda o meu irmão me trazer frango frito”. As crianças tailandesas me representam.

Como vocês podem imaginar, não foi um resgate fácil nem rápido. Foram retirados quatro meninos por dia, em três dias de resgate intensivo. E durante esse processo, a operação foi mantida com o máximo de sigilo possível. Os mais de mil jornalistas do mundo todo que estavam no local foram afastados da caverna e recebiam apenas as informações oficiais da equipe de resgate, com o objetivo de preservar as famílias, para que seu sofrimento não fosse documentado e explorado. Um dos jornalistas, inclusive, foi preso por usar um drone para tentar conseguir informações extras.

Os meninos iam sendo resgatados e levados para o hospital, porém os nomes não eram divulgados. A escolha de manter tudo em sigilo, inclusive para os familiares das vítimas, teve caráter cultural: como todos os familiares estavam juntos em um acampamento, as autoridades entenderam que seria rude noticiar quais crianças foram salvas e quais ainda estavam presas, pois isso criaria uma situação onde alguns pais estariam comemorando enquanto que outros continuariam angustiados. Em solidariedade com quem ainda estava mal, os nomes foram preservados.

Isso só foi possível pela cultura do país. Há um ditado tailandês que diz “Evitarás ofender a quem te ajuda pedindo mais do que este lhe dá”. É por esta filosofia que eles se regem, portanto, os pais aceitaram as regras de não saber quem estava resgatado e quem estava do lado de dentro da caverna, se limitando a uma gratidão por tanto esforço para salvar seus filhos.

É considerado “ingratidão” ficar enchendo quem te ajuda de perguntas. Se manifesta gratidão aceitando de bom grado o que te é dito, sem maiores questionamentos. Que povo maravilhoso o tailandês… mesmo diante do que eu considero a maior tragédia pessoal que um adulto pode vivenciar, o risco de morte de um filho, colocam a educação e a empatia em primeiro lugar.

À medida que os meninos iam sendo retirados, eram atendidos em um hospital improvisado, montado na saída da caverna, onde nem familiares nem imprensa tinham acesso. Parece precário, mas este hospital tinha trinta equipes médicas de prontidão. Depois eram levados em uma ambulância até o hospital, ou, se a situação de saúde fosse mais delicada, iam de ambulância a um local onde um helicóptero pudesse pousar e leva-los para um hospital. Em três dias, estavam todos do lado de fora.

Hoje todos os resgatados estão internados em um hospital, mais por precaução do que por necessidade. Estão sendo mantidos em isolamento para reduzir o risco de infecções, seu sistema imunológico não deve estar lá essas maravilhas, então, os pais poderiam contaminá-los. Da mesma forma, eles podem estar contaminados com algo adquirido na caverna e passar para os pais.

Por isso, até descartarem qualquer problema mais sério por exames de sangue, eles só podem ver os pais através de um vidro. É provável que em uma semana sejam liberados, quando seus organismos estiverem fortes novamente. Há rumores de que existem dois casos de pneumonia, o que não seria estranho, depois de passar tantos dias em um ambiente úmido.

Aos poucos, estão reintroduzindo uma alimentação normal, porém estão evitando alimentos muito condimentados, típicos do país. Alguns meninos (os últimos a serem resgatados) ainda estão usando óculos escuros, pois passaram tempo demais no escuro e seus olhos ainda não se adaptaram à luminosidade. Para que não se sintam tão sozinhos, já que não podem ter contato direto nem com os pais, eles estão sendo mantidos todos juntos, no mesmo “quarto” do hospital. Todos foram examinados, receberam antibióticos e vacinas. Segundo os médicos, tudo caminha para um final feliz. Psicólogos estão acompanhando os meninos para ajuda-los a lidar com este trauma da melhor forma possível.

A história é tão incrível que produtores de Hollywood foram até a Tailândia para acompanhar o resgate, já pensando em transformar a história em filme. É o caso de maior comoção desde o acidente nos Andes, onde o avião dos jogadores de Rugby do Uruguai caiu no meio da Cordilheira dos Andes e eles foram obrigados a comer carne humana para sobreviver. Estamos assistindo em tempo real algo que vai virar história.

A comoção foi mundial. Os principais líderes mundiais comemoraram o resgate bem-sucedido após 18 dias de apreensão. A FIFA convidou os meninos para assistir à final da Copa do Mundo de futebol com tudo pago. Não sei se eles estarão em condições de fazer esse tipo de viagem até o próximo final de semana, mas seria lindo ver os 13 entrando em campo de mãos dadas, junto com as seleções finalistas.

O que podemos tirar de lição disso? Cada um tira a sua. A que eu tiro é como estar com a mente equilibrada é crucial, principalmente nas situações mais difíceis. Se estas crianças estivessem presas com um ocidental médio, talvez não tivessem sobrevivido ou estivessem em condições muito piores. Estavam presas com um monge budista com dez anos de prática e se saíram muito bem.

Além disso, como o sentimento de união e positividade, sem necessidade de colocar culpa, fazer cobranças ou se revoltar contra uma realidade que é imposta trouxe serenidade para que todos os envolvidos sobrevivam a 18 dias e um resgate praticamente impossível. A união das famílias, a empatia, a solidariedade, a resiliência… todos excelentes exemplos a serem observados.

Faça um exercício mental e pense como as coisas teriam sido mais tumultuadas e sofridas se fosse aqui. Não no Brasil, mas no ocidente no geral. Temos muito a aprender, e esse aprendizado não está nos livros. Temos que aprender com estas famílias, em sua maioria, analfabetas, mas com infinita sabedoria, que deram um baile e se portaram de forma muito melhor do que eu faria.

Assim como dedicamos uma parte do nosso dia para cuidar na nossa higiene pessoal outra para cuidar do nosso desenvolvimento profissional, outra para nossos relacionamentos, temos que aprender também a dedicar alguma parte do nosso dia para trabalhar e aprimorar nossa mente. Espero que esse caso seja o start para que ao menos alguns de vocês se conscientizem da importância de investir nesse trabalho interno.

A paz de espírito, a serenidade e a felicidade não estão fora de vocês, estão dentro, mas acessá-los é um aprendizado para o qual, infelizmente, não existe escola, vocês tem que ser autodidatas e ter disciplina para se dedicar.

Para dizer que está feliz pelas crianças terem sido resgatadas assim eu paro com essa lenga lenga de autoconhecimento, para dizer que o pão e circo está bombando esta semana ou ainda para dizer que as crianças tailandesas também te representam: sally@desfavor.com

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Comentários (15)

  • Sally, seu texto foi tão alto astral (já que a própria história que narrou é muito feliz) que estou até mal em comentar que vi alguns comentários de pessoas reclamando que o time de resgate não tinha “diversidade”, pois era composto apenas de homens brancos.

    Fiquei pensando quão pequena a pessoa tem que ser pra fazer beicinho por diversidade diante da vida de 12 crianças.

    • Que lamentável…

      O importante era tirar as crianças dali com vida, foda-se cor, credo, nacionalidade ou sexo. As pessoas estão mesmo muito sem noção de prioridade nos dias de hoje!

  • Oi Sally, vc falou no texto bastante sobre auto conhecimento e ferramentas para aprimorar sua mente. talvez um texto no estilo “desfavor explica”, para ajudar os leitores nesse quesito. Eu particularmente gostaria muito de ler algo nesse sentido e poder aprender a ser uma pessoa melhor.

    • Manolo, eu não me acho apta (ainda) a falar de autoconhecimento, mas posso te indicar quem seja: Marcela Leal.

      Ela tem centenas de vídeos no Periscope, Facebook e no canal dela no Youtube, uma escola de autoconhecimento chamada Escola da Liberdade. Ela também dá cursos online sobre isso. Acho um boa forma de começar.

  • “Por sua condição de saúde, chegou a ser sugerido que Aek fosse um dos primeiros a sair, mas ele se recusou. Disse que só sairia depois que todos os meninos estivessem do lado de fora. E assim foi”.

    Diante desse senso de responsabilidade, no caso de alguma criança viesse a falecer durante o resgate, o único medo é que Aek tirasse a própria vida, para compensar a vida perdida sob seus cuidados, por mais que os pais o tenham eximido de culpa.

    Não que eu presuma o que Aek faria, acredito que é o que um oriental faria. Durante o tsunami no Japão, teve um professor que salvou apenas um de seus alunos da enxurrada, por culpa da escola que teimou em bovinamente seguir o plano de evacuação que matou todo o restante da escola. A única diferença é que alguns pais aqui cobraram também o professor por não ter salvado pelos menos mais alguns alunos da sua classe, e ele se enforcou.

  • Espero que faça um filme contando essa história, pois vai ser incrível ver tudo isso.
    Esse Aek deve ser mesmo um cara incrível para ter essas atitudes.

    Minha única reclamação quanto ao Sr. Musk é que ele podia aproveitar a oportunidade e usar umas das suas armaduras do Homem de Ferro e chegar abrindo a caverna com lasers.

    Vai ver ele esta guardando elas pra alguma invasão alienigena.

  • Fiquei especialmente tocada com a história desses meninos, e o que realmente me tocou foi a força mental de Aek. Sempre me simpatizei com o budismo, vou procurar ferramentas para que consiga iniciar a meditação na minha rotina. Não será fácil, mas sinto que preciso trabalhar algumas coisas internamente e a meditação pode me ajudar.
    Poxa, eles poderiam ir à final da copa…pena que os médicos não liberaram.

    • Meditação é apenas um dos caminhos, e nem precisa ser naquele padrão sentado e silencioso, pode ser meditação ativa. Existem muitas ferramentas para trabalhar e aprimorar sua mente, se conhecer melhor e ter mais controle e compreensão de você mesmo e da vida. Comece HOJE, em última instância, acredito que seja isso que faça a diferença entre ser feliz e bem sucedido ou não.

  • Chineque de goiaba

    Jornalista é uma raça desgraçada mesmo… Deus me dibre de virar uma pessoa famosa e ser perseguido por esse bando de urubus, depois acham ruim quando apanham. E só ficam de má vontade com o Elon Musk (como se isso fosse levá-lo à falência) porque ele é bem sucedido e não precisa se encostar na mídia nem em narrativas. O submarino “inútil” com certeza vai ajudar em algo no futuro. Esse algo pode ser outro salvamento ou qualquer coisa aleatória, muita tecnologia do nosso cotidiano foi fruto de invenções para guerra e para a corrida espacial.
    E tomara que Hollywood também não fique assediando demais essas famílias e crianças, asiáticos não tem a mesma cultura ególatra e exibicionista do ocidente. Mas já imagino como seria o filme: iriam enfiar porrada e romance em algum lugar (certeza iam inventar uma acompanhante pro treinador ou transformar o time em misto), meter alguma narrativa nada a ver e teria uma bandeira dos Estados Unidos em alguma cena.

    • Olha, o cara MANDOU O PRÓPRIO CARRO PARA O ESPAÇO, sabe? No cu que ele precisava ajudar esses meninos para se promover. Elon Musk é empreendedor, adora desafios e já provou mais de uma vez que capitalismo pode sim andar de mãos dadas com consciência social. Acho lindo cada vez que ele faz uma coisa dessas, que acaba com a dualidade do “ou ganha dinheiro ou é boa pessoa”. Mas imagina se neguinho vai deixar que minem dessa forma sua tão preciosa dualidade, seu maniqueísmo, seu preto no branco! Óbvio que vão simplificar as atitudes do Elonzão a um “Aiin, ele quer aparecer”. Chega a dar um calorzinho no peito de vergonha de quem diz isso!

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