Somir furou uma postagem, os impopulares deram sugestões… e estamos diante de mais uma Semana Sim Senhora aqui no Desfavor. Sally tomou sua decisão e Somir apontou algumas inconsistências, sugerindo alterações nas regras dela. Os impopulares decidem qual versão vai para o ar.

Tema de hoje: Somir deve ter poder de veto nos pedidos de alteração dos impopulares durante a Semana Sim Senhora?

SALLY

Senhoras e Senhores, no últimos furo de postagem do Somir nós mexemos com o físico dele: dieta, exercícios, parar de fumar. Não foi bonito… mas foi extremamente engraçado. Agora chegou a hora de mexer com a mente e com uma das coisas que ele mais preza: seu trabalho.

Para quem não sabe, nosso queridíssimo e impontual Somir é publicitário, dono de uma agência. Como tal, ele sofre as mazelas da profissão, dentre elas, a que mais o incomoda é cliente que não sabe porra nenhuma de publicidade dando pitaco no trabalho dele, cagando o que ele fez de bom e pedindo alterações em cima da hora, muitas vezes faltando horas para o prazo de entregar o trabalho.

Quem tem algum trabalho relacionado com publicidade ou simplesmente lida com atender pedidos de seres humanos sabe: neguinho é filho da puta, aprova tudo e aos 48 do segundo tempo pede todo tipo de alteração sem sentido. As pessoas são tão imbecilóides que pagam um fuckin´profissional da área, que estudou para isso, e depois ficam alterando o trabalho do cara.

É como se você falasse para o cirurgião que vai te operar: “quero uma incisão deste lado, em formato de coração, e quero que você costure com linha rosa”. Alguém faz isso? Não. As pessoas deixam o cirurgião, que estudou e entende disso, fazer o que achar melhor. Sem noção, né? Pois bem, esta semana todos nós seremos essa pessoa sem noção.

Vamos trazer para o Desfavor, que é o safe place do Somir, o inferno que ele sofre na sua vida profissional: ele será obrigado a fazer uma campanha publicitária para uma marca e vocês irão sugerir alterações. Spoiler: as alterações podem e devem ser o mais “criativas” possíveis. Opinem sem medo, quantas vezes quiserem. Mostrem até onde vai a loucura, insanidade e humor duvidoso de cada um de vocês. Sim, vamos deixar ele maluco.

A dinâmica será a seguinte: a marca de joias australiana Bunda vai vender seus maravilhosos anéis no Brasil e Somir é o publicitário contratado para fazer a divulgação dos anéis da Bunda. Além do humor Tio do Pavê, que, por si só agride profundamente o Somir, nós teremos total liberdade para sugerir alterações no que ele vai apresentar.

Na terça-feira (amanhã) tem texto meu, mas ele apresentará, em uma postagem separada, a proposta inicial da campanha para vender o anel da Bunda no Brasil, através de uma foto.

Nós, Impopulares, seremos os executivos da Bunda e opinaremos nos comentários sobre as mudanças que acharmos pertinentes na proposta inicial. As sugestões são ilimitadas, podem dar quantas quiserem. Ao final do dia, eu escolherei as cinco mais bacanas e passarei, em cima da hora, para que Somir faça e entregue pronto no dia seguinte.

Na quarta, Somir deverá apresentar a nova peça, com as cinco alterações selecionadas, e escrever um texto contando como foi realizar essas alterações, fazendo uma análise como publicitário de como esta peça pode impactar positiva ou negativamente os clientes da Bunda e dando seu parecer completo sobre o resultado.

Na quinta novamente tem texto meu, mas vocês poderão sugerir novas alterações para a divulgação dos anéis da Bunda em postagem específica. Novamente, ao final do dia, eu aprovarei as cinco mais pertinentes, a serem apresentadas na sexta.

Sexta teremos a versão final de divulgação da Bunda no Brasil, acompanhada de um texto do Somir informando sobre as alterações, o poder de alcance que essa peça publicitária terá, o público que ela vai atingir, etc. Uma análise completa do belíssimo trabalho que criaremos juntos. Talvez, porque não, enviar esta imagem para os perfis oficiais da Bunda nas redes sociais, sugerindo a contratação do maravilhoso publicitário responsável, Tiago Somir. Sugiro que vocês divulguem bastante este trabalho. E sugiro que o Somir faça algo muito bem feitinho, pois tem grandes chances disso viralizar. Aí, sabe como é, o trabalho dele vai ser avaliado por um monte de gente, né? Seria uma pena que ele fosse detonado em todas as redes sociais…

Pois bem, apresentada a dinâmica, vem a pergunta de hoje: vocês acham que o Somir deve ter direito de recusar algumas alterações? Ele alega que está disposto a fazer cinco alterações, mas quer o direito a veto, pois algumas podem ser “ridículas demais, impossíveis ou muito trabalhosas”. Ainda segundo Somir, “se a ideia é me foder como meus clientes me fodem todos os dias, que ao menos tenha veracidade, pois eu posso recusar pedidos dos meus clientes”. Vale pontuar que ele disse isso aos berros, no telefone. Achei deselegante.

Meus queridos, estamos falando de punição. Se houver veto em punição, permitimos que o punido torne tudo menos doloroso para ele, e não é essa a intenção, não é mesmo? Para mostrar seu valor, ele tem que ser capaz de criar uma boa campanha com os elementos mais improváveis. É na dificuldade que o bom profissional cresce!

Para quem não conhece o Somir, eu traduzo o que está acontecendo: boa parte dos nossos leitores trabalha direta ou indiretamente com publicidade ou design e Somir sabe disso. Ele sabe que o trabalho dele, que até então permaneceu oculto, vai ser exposto e ele vai ser julgado aqui. Ele está com medo de ser severamente criticado e por isso quer molezinha para vender o anel da Bunda.

O ego enorme dele está putaço em: 1) ter que realizar seu trabalho obedecendo a um bando de leitor leigo ; 2) ter que fazer alterações no seu trabalho aos 48 do segundo tempo ; 3) ter que aturar essa chateação sem ser pago para isso e 4) ter seu trabalho exposto e julgado por todos.

Se dermos poder de veto nas alterações, tudo fica mais fácil, confortável e seguro para ele. Não é isso que queremos, não é mesmo? Pensem em quantas pérolas maravilhosas poderão ser descartadas sumariamente pelo veto escroto e elitista do Somir! Não podemos deixar que ele ignore as ideias maravilhosas que estão por surgir.
Então, em nome de uma semana mais divertida (para nós), peço que votem contra o direito a veto do Somir, para que ele seja obrigado a entubar qualquer alteração, por mais louca que seja, que os leitores venham a sugerir. Quem é bom faz uma limonada com um limão…

Para dizer que já está pensando em pedidos bizarros, para dizer que Somir vai vender o anel da Bunda ou ainda para dizer que seria mais legal se, em vez de texto, fosse um áudio enfurecido dele explicando as mudanças: sally@desfavor.com

SOMIR

Engraçado como pedidos de alteração de último minuto me colocaram na situação de furar texto e vão me carregar até o final da situação… mas eu já sei que vocês gostam mais da punição do que usar o bom senso sobre a realidade da vida alheia. Divirtam-se. Eu me comprometi a pagar o preço e vou pagar.

Contanto… eu não gosto de fazer as coisas mal feitas. Se vamos fazer algo, vamos tentar tirar o melhor disso: se eu tenho que fazer alterações na arte de acordo com os pedidos de vocês (selecionados pela Sally) imitando a danação diária do trabalho criativo publicitário, acho bom seguirmos um mínimo de lógica aqui. Se eu tiver a possibilidade de barrar algumas sugestões, a tendência é que cheguemos num resultado minimamente decente.

Publicitário é uma raça golpista, especialista em porra nenhuma, nem mesmo no que faz… e mesmo assim, somos absurdamente melhores no que fazemos do que o cidadão médio. Então, é complicado assim. Eu vejo muitos estagiários chegando na profissão cheios de empolgação e descobrindo rapidamente o abismo entre o que é uma boa propaganda na mente deles e o que eles realmente conseguem fazer na prática. Dá vontade de abraçar eles quando eles percebem o tamanho da montanha que vão ter que escalar! Eu não abraço, é claro, por medo de contrair millenialismo. Não existe botão no Photoshop chamado “fazer propaganda decente”. Pode procurar…

Claro que essa pressão não vai existir para um bando de franco-atiradores que só querem ver algo engraçado, mas mesmo que você só queira ver o circo pegar fogo, não vai querer estragar tudo nos primeiros minutos. Se eu não tiver algum mecanismo de controle, vocês vão sofrer de “cagação precoce” e estragar tudo. A verdade é que o senso de humor médio é bem bordão e trocadilho… mesmo em públicos mais bem selecionados como o do desfavor.

Duvido que vocês vão ter o mínimo de refinamento para a propaganda não virar uma pichação de banheiro já na primeira leva de alterações. Eu sou obrigado a fazer o que a Sally pedir, mas se os seus pedidos forem apenas para desenhar pintos e excrementos e palavrões, vai ser um tédio para todo mundo já na primeira parte. E honestamente, nem vai ser um desafio para mim. Se eu não puder selecionar um mínimo de qualidade nos pedidos, vocês só vão ter um mané fazendo arte de Photoshop por uma semana e achando o resultado final uma baixaria inútil.

E para quem vier com o argumento merda que quem é bom faz coisa boa qualquer seja a condição, caga num pote, manda para um cozinheiro e manda ele fazer seu jantar com esse ingrediente… toda a graça vinda da danação dos publicitários nesse contexto tem a ver com lidar com pedidos mais ou menos baseados na realidade, mas infernais de transformar em algo bom. Enfiar o filho feio do dono da empresa numa peça de crianças bonitas é um desafio… escrever um palavrão é bobagem juvenil que jamais faria a peça ser aprovada em lugar algum. Fácil de fazer e sem resultado nenhum no final das contas.

Porque na vida real as coisas funcionam assim: uma agência decente fala não para o cliente quando percebe que algo vai estragar a marca dele. A merda é quando a alteração não é tão obviamente errada que dê para assumir esse risco. O diabo está nos detalhes. Se eu rejeitar algum pedido, eu vou ter explicar o motivo para vocês por outro motivo que por bom gosto. Não estou falando de barrar uma cor cagada ou um garoto propaganda hilário, estou falando de barrar coisas obviamente estúpidas que fariam todos tomarem multas ou perderem a certificação profissional por isso.

E se vocês acham que é mais doloroso para mim fazer QUALQUER coisa, não estão pensando direito: ninguém é obrigado a fazer uma boa propaganda quando o cliente manda colocar um ornitorrinco sodomizando um palhaço para vender jóias. Eu achei o desafio era eu ter dificuldades para entregar uma peça boa, não só ficar saciando fantasias nojentas suas na edição de imagens. Se vocês são tão pouco refinados ao ponto de preferir baixaria e maluquice pura ao invés do verdadeiro desafio proposto, eu estou basicamente liberado de entregar qualquer coisa boa. Meu ego sai intacto e a culpa é dos remédios tarja buraco negro que os meus clientes estavam tomando.

Acredito que com algumas regras básicas ativadas, o processo fica realista ao ponto de eu me sentir desafiado a entregar algo decente. E tem outra: sem controle nenhum, vocês vão dar sugestões piores. Sabendo que eu posso vetar, não adianta soltar a criança interior e querer rabiscar em cima do material, vocês vão ter que achar formas sutis de sabotar o material que eu não possa derrubar com argumentos óbvios como “não seria aceito em lugar nenhum” ou “escondeu o produto que era para ser vendido”.

Sally está em modo punitivo, ela não vai pensar direito, só vai querer ver a maior danação possível… então eu não confio nela fazendo o filtro. Por incrível que pareça, eu estou querendo dificultar isso pra mim podendo barrar. A não ser que a verdadeira punição seja me matar de tédio (“claro, vou desenhar o décimo pinto na peça, oh, que sofrimento”) e reforçar meu senso de superioridade, vocês vão precisar de algumas limitações. E eu sou a pessoa mais indicada para colocá-las no lugar.

E que fique claro: eu entendi que tenho que tratar vocês como clientes e respeitar os pedidos de verdade, mesmo que explique porque são horríveis nos textos seguintes. Tudo aqui depende de quão caricato vocês querer que isso seja… decidam o que quiserem, vocês são os clientes. Mas não digam que eu não avisei.

Terça-feira de manhã a peça está no ar para aprovação seja lá o que acontecer.

Para dizer que a minha arrogância não tem limites, para dizer que eu estraguei todas suas ideias, ou mesmo para dizer que não vem aqui para ser exigido: somir@desfavor.com

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Comentários (25)

  • Porra, é a “semana sim senhora”, a única que teria direito à veto aqui é a Sally, mais que isso tem que trocar o nome. Portanto, sou contra o veto do Somir.

  • SEM DIREITO A VETO.

    Meu sonho é ser a cliente que pede alterações, já que na vida real sofro isso. Preciso sentir como é estar do outro lado

  • Ué? Desde quando condenado tem direito de regulamentar sobre a própria pena? Ele tem amplo acesso à defesa… Uma vez condenado aí é com o tribunal não?
    Achei válido todos os argumentos do Somir, mas confio na Sally pra não deixar a coisa descambar pra 5th série interior existente em cada Desfavor.

    Voto NÃO ao poder de veto.

  • Qual é a tara que impopular tem por evangélicos? Sempre que tem punição ou vídeo sugerem algo relacionado a eles. Essa ideia da bunda foi muito melhor.

  • Sou a favor do veto desde que ele especifique que critérios usará para eliminar sugestões, e não poderão ser mudados, e também terão que ser seguidos a risca

  • Furão não merece ter direito de veto. Como diz o funk: Vc tem direito de sentar, de quicar e de ficar caladinha! Esta semana nós somos o STF e vc é o Brasil, ok?

  • Ah, eu sabia que a proposta da bunda ia ganhar… e é para enlouquecer o Somir ou todo mundo junto?
    Eu, se fosse a Sally, pedia logo uma joia dessas em vez de punição. E a cada vez que ele furasse pedia outra! Aí ele ia aprender direitinho, haha! Tô achando que dessa vez vocês querem se aproveitar da gente…
    Mas quanto ao tema: que veto o que! Eu até concordo que não vão sugerir coisas criativas (vide o povo que SEMPRE quer que a punição seja alguma coisa evangélica). O veto virá da Sally, que vai escolher as 5 mais criativas.

  • Poderia ser pior. Há um restaurante que vende wraps de carneiro chamado LAMB ROLLA, localizado na Cidade do Cabo (/turun tss/). Fico pensando no tamanho dos wraps: asiático, normal e Mandela…tem até página no face.

  • Cumpadi Óxito Olivetti

    Somir usando a mesma estratégia desde bebê: chora, esperneia e consegue o que quer. Era pra ser vídeo com trilha sonora e locução, virou imagem. Era obrigatório slogan com humor de pavê, agora isso está apenas subentendido. Pra ficar ainda mais na zona de conforto, quer poder de veto. Daqui a pouco, pede um boquete pra relaxar. Se fosse bom, não se chamava punição. Ninguém acha que a Sally vai selecionar sugestões de pirocas. O interessante da punição é ver como o Somir consegue fazer limonada de pitacos limão. Não há como salvar uma campanha com onze pirocas. Temos publicitários e designers para sugerir coisas cagadas transformáveis. Voto contra o veto!

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