O que você está realmente comendo.

Tudo começou quando estava comprando molho de tomate no supermercado e, em busca da versão mais saudável, peguei um que tinha escrito os termos “molho caseiro” e “100% natural”. Sendo 100% natural, me preocupei com a validade, pois tomates não duram muitos dias. Para minha surpresa, a validade do produto expirava em 2020. A menos que os tomates desse molho tenham vindo de Chernobyl, não existia qualquer possibilidade de um tomate 100% natural ter dois anos de vida útil para consumo.

Isso me levou a uma jornada de estudos e consulta com nutrólogo, pois me alimentar melhor é uma meta pessoal minha e também questão de saúde. Minha busca não era sobre alimentos saudáveis ou sobre comer bem, como normalmente é o foco padrão. Minha busca era: onde estão me enganando?

E descobri que somos muito enganados. Indignada, compartilho o resultado da minha pesquisa pessoal com vocês hoje.

Refrigerante todo mundo sabe que é tóxico e faz mal, seja normal, diet ou light. A grande revelação foi o risco que se esconde na inocente água mineral.

Tem água “pirata” sendo comercializada por falta de fiscalização adequada. Isso coloca nas nossas mãos a responsabilidade de comprar um produto que não faça mal. Para ter certeza da procedência da água mineral, você deve verificar a mina (sim, água mineral vem de uma mina) da qual essa água foi coletada. Se for uma mina desconhecida (e quem aqui conhece alguma mina?) grandes chances que essa água tenha sido coletada de uma torneira qualquer e vendida como água mineral.

Sabendo que existem no mercado águas minerais que são ponche de privada e desconhecendo por completo quais são as minas confiáveis, a única solução para escapar disso é comprar marcas conhecidas e de preferência em estabelecimentos de renome, como grandes supermercados. E, fiquem ligados, água mineral tem prazo de validade, geralmente em torno de um ano da data que foi embalada. Não consuma depois do prazo e não consuma se não tiver prazo de validade indicado na embalagem.

Outra coisa: a composição da água mineral não é sempre a mesma, ela varia conforme a marca (algumas até adicionam substâncias) ou conforme a mina de onde foi colhida. Por exemplo, algumas marcas têm mais sódio do que outras, por mais que não seja uma quantidade expressiva, se você somar com todo o resto de sódio que come, no final do dia, pode sim te deixar mais inchado. Para finalizar, se você tem cálculos renais, talvez não seja uma boa ideia beber só água mineral, dependendo da composição da água e das suas pedras, ela pode agravar o problema. Pois é, nem a água é inofensiva.

E já que estamos falando em bebidas, vamos falar dos sucos. A melhor opção para sua saúde é espremer a fruta e tomar o suco logo depois, pois as vitaminas vão se perdendo com o passar dos minutos. Espremer uma jarra de suco de laranja e deixar na geladeira é desperdício, em cerca de dez minutos as principais vitaminas já se foram. Não podendo beber suco diretamente da fruta, a segunda melhor opção é a polpa da fruta congelada, desde que sem conservantes. Suco de fruta industrializado é ruim, faz mais mal do que bem à sua saúde e à sua dieta. Aliás, nem confiáveis eles são. Mentem na embalagem e no conteúdo.

Explico: para que uma bebida seja considerada “suco de frutas” ela tem que ter um determinado percentual desta fruta em sua composição. Adivinha se respeitam isso? Mais de um terço dos sucos não tem essa quantidade mínima exigida por lei. Então, é basicamente água com açúcar e um quase nada de fruta, sem valor nutricional. Pior do que o suco só o “néctar”, aquela bebida que, além de fruta, água e açúcar, ainda tem corantes e outras químicas. Fique longe disso, apesar de muitos estamparem na embalagem que tem “frutas selecionadas”, “vitaminas” ou o que for, é melhor beber urina do que néctar.

Azeite de Oliva faz bem, é gordura boa, pode comer à vontade? Eu pensava que sim, mas pelo visto, nem tanto. O azeite de oliva brasileiro é um lixo. Primeiro porque acabam misturando outros azeites para baratear a produção, segundo que a lei não obriga a informar a data na qual ele foi fabricado, apenas a data em que ele foi embalado, o que torna muito difícil estimar sua validade. A recomendação que recebi foi de consumir o azeite de oliva em até 20 dias depois de aberta a embalagem. Nem se eu tomasse feito mamadeira, direito do gargalo, conseguiria.

Para que um azeite de oliva seja chamado de Extra Virgem, o azeite deve ter sido extraído da azeitona sem agentes químicos (papo técnico: Se a concentração de ácido oleico for menor do que 1% o azeite pode ser chamado de extra virgem). Adivinha só se fabricante não chama de Extra Virgem um troço cheio de química e todo misturado? Pois é. Não saia consumindo com tranquilidade achando que está tudo de boa. Muito menos cozinhe com azeite de oliva, ele só é indicado para alimentos crus.

Para cozinhar, se puder, use o Óleo de Canola, dos males, o menor. Apesar do azeite de oliva ter uma composição mais saudável, ele não reage muito bem a altas temperaturas, perde suas propriedades benéficas e passa a produzir substâncias perigosas. Óleo de milho e girassol, vendidos como saudáveis, também se transformam em veneno quando expostos a altas temperaturas. Manteiga e banha animal são melhores do que óleo de milho e girassol se você estiver cozinhando com eles.

Outra fraude que me decepcionou foi o iogurte. Iogurte faz bem, todo mundo já deve ter escutado isso. O problema é que o termo virou uma definição genérica de tudo que vem do leite, assim como Gillette virou sinônimo de lâmina de barbear. Mas na verdade, só é iogurte se tiver em sua composição pelo menos 70% de base láctea (leite) e for o resultado de fermentação de alguns tipos específicos de bactérias. Então, se você pegar uma embalagem e tiver açúcar, estabilizante, corante e outras químicas, não é iogurte, é Bebida Láctea, e não faz bem à sua saúde.

Mais um mito: mel é saudável. Sim, mas não no Brasil. No geral, as marcas adulteram o mel, batizando-o com açúcar, fragrâncias, corantes e frutose de milho, entre outros. Fazem isso porque sabem que é muito difícil de identificar estas substâncias no mel, simples testes de laboratório não são capazes de detectar. Só um teste muito específico (papo técnico: teste de carbono) pode dizer se foram adicionadas substâncias químicas ou açúcar ao mel. Por isso, ou compra o mel de produtor rural que não tem infraestrutura para entupir o produto de química, ou melhor nem comer. Esse papo de “vou adoçar com mel que é natural” não procede, você está jogando açúcar, glucose de milho e outras químicas na sua comida.

Pão integral é uma festa do descaso. Pela lógica, o pão seria integral quando a maior parte de sua composição é farinha integral. Só que a ANVISA, responsável por fiscalizar alimentos no Brasil, fez o desfavor de não determinar o quanto de farinha integral um pão tem que ter para poder ser chamado de “integral”. Graças a esta lacuna, basta que o pão tenha alguma quantidade (ainda que mínima) de farinha integral para que possa receber este nome. Olhe sempre a composição, se o primeiro item for “farinha de trigo refinada” (ou enriquecida), este pão não é integral porra nenhuma.

Peixes são saudáveis. Sim, são mesmo. Apesar dos coitados estarem sendo contaminados por mercúrio nos mares e isso de alguma forma também passar para o nosso organismo, eles ainda são uma opção saudável, se você escolher os menores em tamanho. Isto porque, quanto maior o peixe, mais amiguinhos menores do que ele o infeliz deve ter comido, acumulando as substâncias tóxicas que estão nos mares.

Um peixão pode ter comido 50 peixinhos, ou seja, vai ter 50 vezes mais toxinas do que um peixinho que comeu só outro peixinho. Então, tamanho é documento: quando menor, mais seguro. Além disso, existem peixes que contém substâncias benéficas à saúde, que são opções mais saudáveis para a alimentação humana. O problema é que os peixes que fazem bem estão cada vez mais difíceis de encontrar e, por isso, estão vendendo gato por lebre para a gente.

Salmão é bom, salmão tem gorduras boas que reduzem o colesterol. Sim, mas as chances de que você esteja comprando salmão bom são mínimas. O salmão que faz bem é aquele que nada em águas geladas e profundas, cada vez mais raro e difícil de capturar. Esse salmão verdadeiro, custa um preço de 3 dígitos e certamente não é o que nós compramos nem o que nos servem em restaurante japonês. O que estamos comendo é uma coisa chamada “truta salmonada”, que é vendida como salmão ou um salmão de cativeiro, que perde estas propriedades benéficas ao crescer confinando.

As trutas salmonadas também são criadas em tanques, amontoadas, que recebem uma ração com corante para que sua carne branca fique da cor alaranjada do salmão. Dependendo da quantidade, estes corantes podem, inclusive, fazer mal ao ser humano. O golpe é tão profissional que muitas vezes até grandes supermercados são enganados. É que a única forma de ter certeza se é salmão verdadeiro é analisando o DNA do peixe, algo que ninguém vai fazer rotineiramente.

Mesmo que seja salmão de verdade, se for criado em cativeiro, não é saudável. Isso porque os coitados são amontoados em tanques, alimentados com uma ração não muito saudável (para que cresçam rápido) e recebem uma massiva quantidade de remédios, inclusive antibióticos, que acabam sendo ingeridos por tabela por humanos que consomem esse salmão.

A ANVISA não exige que se indique a procedência do peixe, então, quando compramos não sabemos se veio de cativeiro ou da natureza. Você pode tentar diferenciar ambos, mas é difícil: o salmão tem uma cor mais suave, um laranja pastel, enquanto que a truta é um laranja mais vivo e intenso. O salmão é muito mais caro, com preço de três dígitos. O salmão verdadeiro, aquele que nada em águas geladas e profundas, geralmente vem do Alasca e da Rússia.

Se veio do Chile, desconfie, é de cativeiro ou é truta salmonada. Uma última dica: peixes de cativeiro não costumam sobreviver bem a conserva, portanto, se o salmão é enlatado, é provável que seja o original. Mas aí deixa de ser saudável, pois tudo em conserva tem muita química. Adeus salmão.

Atum também é um capítulo à parte. Faz bem à saúde, quando de fato é atum. Só que quase nunca é. Praticamente não se pesca atum no Brasil, mas se permite que outros peixes sejam enlatados como atum. No geral, o peixe que comemos como Atum é um peixe chamado Bonito. E mesmo nos países onde se vende Atum de verdade, ele quase nunca vem puro: as redes que os pescam puxam junto uma série de outros peixes e até mesmo golfinhos. Então, tem de um tudo na latinha de atum, exceto o que queríamos: o próprio atum.

Chocolate faz bem para o coração. Sim, se tiver pouca gordura e pouco açúcar, ou seja, um chocolate meio amargo, e de qualidade. Digo “de qualidade” porque no Brasil, para que um alimento seja chamado de “chocolate” basta que ele tenha 25% da sua composição de cacau, ou seja, ele pode ser 75% gordura e ainda assim será um “chocolate”. Calma que fica pior: o teor de cacau nem sequer precisa ser informado, então, muitas vezes não tem nem como saber o quão “chocolate” é aquilo.

Para piorar ainda mais, muitas vezes nem sequer se usa a manteiga de cacau para fazer o produto, e sim gordura vegetal hidrogenada, aquela gordura trans tenebrosa usada para fazer margarina. A solução é consumir chocolate meio amargo apenas de marcas de renome e que especifiquem na embalagem o quanto de cacau tem ali.

Aliás, fuja sempre da gordura vegetal hidrogenada, em qualquer alimento, ou de seus similares (óleo vegetal hidrogenado, ou parcialmente hidrogenado).

Está com medo do molho shoyu por causa da soja e do sódio? Tenha mais medo ainda. Muitos não contem soja, são feitos de milho, corante e glutamato monossódico. Fuja de qualquer alimento que contenha glutamato monossódico.

Também fuja de alimentos que contenham glucose de milho, um convite à diabetes. Não são apenas alimentos doces, o açúcar, geralmente nesta sua versão mais barata, vagabunda e nociva (eleva os níveis de glicose no organismo vertiginosamente) que é a glucose de milho, ajuda a disfarçar o gosto de merda que os alimentos industrializados têm. Normalmente, nosso organismo rejeitaria violentamente o gosto original dessas lasanhas, embutidos e processados no geral. Banhando esses lixos em açúcar, o sabor fica convidativo para o cérebro. Comemos lixo sem perceber. Pior: lixo que causa diabetes.

Outro veneno do qual você tem que fugir é o sódio, que, assim como o item anterior, mascara o sabor ruim e aumenta o prazo de validade do produto. Tem sódio em alimentos doces e salgados, seja em congelados, em biscoito doce recheado e até em sucos.

E, muito cuidado quando for verificar a quantidade que cada alimento tem de cada substância. Tem uma canalhice de não colocar o valor geral. Por exemplo, em pacote de bolachas recheadas, os bonitões colocam o valor referente a DUAS bolachas. Quem lê de forma desatenta pensa que é o valor do pacote todo e acha que não é tão nocivo. Acaba comendo dez vezes o valor de açúcar e sódio que estão na embalagem.

Meu nutrólogo jura de pés juntos que é ignorância pensar que os hormônios do frango passam para seres humanos. Na verdade, ele classificou como “imbecilidade sem precedentes de gente débil mental”. O que ele afirmou é que o grande problema são os antibióticos que os bichos tomam, por viver em um confinamento massivo, que torna qualquer doença um risco, pois todos podem se contaminar e morrer.

Outra coisa importante: esteja atento à quantidade máxima que pode ser ingerida por dia de sódio (5g, lembrando que tudo tem sódio, até a água que bebemos, então, na comida, você deve ingerir ainda menos), de açúcar (25g por dia, incluindo o que está embutido nos alimentos) e de outros riscos à sua saúde. Eu listaria tudo aqui, mas já ultrapassei meu limite de páginas. Você encontra isso facilmente no Google. Se puder, faça um diário alimentar, você vai ver que comemos muito errado, sobrecarregando o corpo com substâncias que não fazem bem.

Sobre o molho de tomate? A explicação é simples: para que ele se diga “natural”, basta que a matéria prima básica seja natural, mas, mesmo assim, tem toneladas de conservantes e sódio. Não importa se é molho, extrato ou polpa, vem cheio de química. Se você quer um molho saudável amassa uns tomates com alho e cebola em casa que é a única solução.

Para dizer que eu estou arruinando seu prazer em comer, para dizer que se sente lesado com consumidor ou para pedir que eu faça uma continuação deste texto com as informações que deixei de fora por não caberem: sally@desfavor.com

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Comentários (43)

  • Sally,sabe dizer algo sobre o leite?quando pesquiso leio tanto a favor quanto contra,se faz mal mesmo para quem não tem intolerância por exemplo.

    • É super controverso quando falamos de leite puro. Mas acho que todo mundo concorda que esse leite industrializado tem tanta química que não compensa…

  • Sobre comida/bebida, sinceramente eu prefiro nem saber o que tem por trás porque, se eu fizer igual você fez nesse post, vou ficar paranóico e morrendo de medo de tudo. Então se eu to comendo/bebendo algo e não ta me gerando nenhuma reação adversa imediata, eu ligo o foda-se mesmo.

    Quando você falou de água mineral, me lembrou de uma situação minha: aqui no Brasil, por exemplo, água mineral pra mim não tem muita variação de gosto, é quase tudo a mesma coisa pro meu paladar então tomo sem problemas. Ano passado eu fui a trabalho pro Chile e fui comprar umas garrafas de água mineral (pra tomar no hotel porque coisa de hotel é cara) e peguei uma marca lá sem pensar muito. Afinal, água mineral é tudo igual mesmo…ledo engano. Puta bagulho SALGADO! Parecia que alguém tinha jogado salitre na água, pelamordedeus. Me dava um pouco de ânsia de vômito toda vez que eu bebia então bebia de pouco em pouco. Com sorte, a segunda marca que eu experimentei já era mais aceitável e mais próxima do que eu to acostumado a beber aqui no Brasil.

    • Tem uma água aqui no Brasil, que não lembro o nome, mas sei que é da Nestle, que tem um gosto adocicado asqueroso…

  • Sim, vale muuuito a pena!!! Recomendo a todos, apesar de ser voltado ao problema de obesidade infantil, há muitas abordagens sobre estes produtos industrializados comentados pela Sally, além de tantos outros relacionados.
    As entrevistas são ótimas, cases, profissionais diversos (nacionais e gringos), proprietário de ind. alimentos, marketeiros, pais, filhos, e vários envolvidos nessa trama.
    O documentário é nacional e muito bem produzido pela ONG Instituto Alana e Maria Farinha Filmes e ganhou vários prêmios (merecidíssimos), segue link a quem interessar possa:
    https://www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4

  • Tentando melhorar meus hábitos a primeira coisa que observei foi a absurda quantidade de sódio nos alimentos ditos integrais principalmente nas barras de cereal.
    Tomo como referência meu avô 85 anos uma vida cozinhando com banha de porco, sem comer quase nada industrializado e tomando uma dose cachaça pra abrir o apetite, passatempo dele é a horta e as galinhas. Claro que não tem a disposição de antes mas super lúcido e ativo parecendo mais novo que uns 60 por ai.

    • Sim, mas o óleo não é feito à base de três plantas, não é como a coca-cola, que é feito à base de química pura

  • Sally, você já assistiu um documentário chamado “muito além do peso”? Tem abordagens que vem de encontro ao seu texto.
    Recomendo!

  • Que tal publicar novamente o artigo da Suellen sobre a soja, agora que foi ressuscitado, para ele não se perder de novo? Muito bom por sinal, agora entendo porque os leitores sentiam tanta falta.

  • Tá aí outro texto do tipo “eu já sabia”, graças a um namorado que tive que trabalhava com biotecnologia voltada pra indústria alimentícia. Ele me dizia cada coisa dos horrores que fazem com os alimentos que olha… Excesso de sódio nos alimentos é realmente foda, pode foder não só com tua tireoide como teus rins. Glicose e xarope de milho então, noss… Ahh sally, esqueceu de comentar (ou melhor, deixemos pra outro texto, né?) sobre o ácido ortofosfórico ao invés do fosfórico, usado em refrigerantes, os corantes, emulsificantes pra dar liga nos alimentos, e também o ácido ascórbico (vitamina c) usado pra dar coloração viva e avermelhada nas carnes, por exemplo.

  • Ah, prefiro ler sobre o Pilha na Fazenda, pois nestes textos sinto que sou saudável, ao contrário deste aqui!
    Mas falando sério, vai ser ótimo se tiver continuação. Se permite a sugestão, poderia falar também sobre essas ondas de alimentos ditos milagrosos, como óleo de coco, quinoa, sal rosa…

    • Boa ideia, as pessoas acham que comendo esses alimentos estão fazendo muito pela própria saúde e muitas vezes se excedem no que comem ou até deixam de se exercitar. Não tem alimento milagroso, não tem chá que derrete gordura.

  • Pena aquele artigo publicado aqui da soja ter se perdido…lembro que até um funcionário da Embrapa havia corroborado o que eu havia escrito na época. De resto, quanto ao salmão, lembro que, de fato, a Roche fabricava um medicamento exclusivamente para manter a coloração alaranjada típica da carne nos peixes em cativeiro. O princípio ativo desse medicamento era uma substância sintética (não lembro o nome), derivada do petróleo, e também usada na ração de galinhas, para deixar mais laranja gemas de ovos caipiras. Nem um pouco cancerígena, imagina….

  • Quero a continuação sim! conheço pessoas que só consomem produtos diet e integrais achando que é mais saudável, porém acabam comprando mais caro por uma comida lixo que não emagrece nada e nem faz bem.

  • Que tal um texto complementar a este com dicas de como ter uma alimentação mais saudável sem ter que gastar muito com a tal da “comida orgânica”, nem ter que ficar o dia todo na cozinha e nem tampouco só comer coisas sem gosto?

  • Sonho em ter um terreno e viver do que eu plantar. Mas enquanto isso não acontece acho interessante comprar com mais consciência e dar preferencia pelos hortifrutis mais confiáveis. Comprar em legumes, frutas e comer pouca coisa de caixinhas e etc.

    • Quando menos o ser humano alterou aquele alimento, mais saudável ele será. Estou tentando abolir caixinhas, pacotes e latas da minha vida.

  • Uma continuação seria ótima. Conteúdo assim é valiosíssimo.

    Quanto aos produtos que se passam por integrais/saudáveis, vale a dica de ler os ingredientes: eles são listados por ordem de quantidade usada na composição (o que mais tem é relacionado primeiro).

    • Pois é, às vezes um produto é Light, tem menos açúcar mas, para compensar tem uma quantidade de gordura que engorda muito mais do que qualquer açúcar.

      O fato de ser Light significa que ele contém menos de ALGUM item, não de todos. Tem muita coisa light ou diet que engorda e faz mal pra saúde.

  • Curioso para saber sobre o óleo de coco e o sal natural. De resto, a única maneira de se manter saudável é comendo pouco e com alimentos frescos e feitos na hora – o que é cada vez mais difícil.

      • Eu li sobre ela, mas não achei nenhum estudo sério que a embasasse. Ela só se apoia no fato de ser uma gordura saturada, sem mencionar as particularidades dos ácidos graxos do óleo de coco – que fazem com que ele se comporte como uma gordura insaturada quando ingerido.
        By the way, a história das gorduras saturadas serem absurdamente ruis para a saúde é mal embasada por si só e há vários estudos demonstrando que não é bem assim, que o pior mesmo é exagerar em coisas processadas. Ninguém questiona a qualidade nutritiva do leite materno, e ele é 50% composto de gordura saturada, por exemplo.
        Já cheguei a ler sobre um estudo que observou uma piora no metabolismo de pessoas que restringiram demais os percentuais de gordura na dieta e chegaram a ter problemas hormonais, posso passar os links se vocês quiserem. Na minha opinião de leiga, acho que o metabolismo humano é complexo demais para que tudo se resuma aos macros. A única coisa que vi fazer mal universalmente é comida processada.
        Eu pessoalmente me sinto melhor e tenho exames melhores com um pouco menos de carboidratos e um pouco mais de gorduras, embora não faça low carb restrito e preste muita atenção na qualidade do que estou ingerindo. Quero parte dois desse post, há muitos segredinhos sujos no que nos vendem como alimento!

        • Pois é, Paula, o estudo sobre oleo de coco é duvidoso. O que meu médico disse é que tudo depende da quantidade. Como tudo que vira moda, as pessoas começam a consumir desenfreadamente, quando é algo para ser consumido com moderação.

          Sobre as gorduras, o corpo não funciona bem com a supressão total de gorduras, elas são indispensáveis para o bom funcionamento do organismo. Novamente, é questão de quantidade.

  • (…) Para pedir que eu faça uma continuação deste texto com as informações que deixei de fora por não caberem Por mim, já está mais do que pedido, Sally.

  • Sally posso compartilhar esse texto? É incrível como a gente se alimenta mal, essa do salmão já sabia, mas dos “integrais” é de cair o cu da bunda; e eu achando que tava comendo pão integral (e pagando mais caro por isso)…

    • Claro, sempre pode compartilhar qualquer texto daqui. Quando jogamos um texto na internet, abrimos mão do controle sobre ele, ele vira do mundo.

  • a solução MESMO é largar a vida de cidade grande e capitalismo e se dedicar à agricultura de subsistência numa fazendinha longe de tudo, tenho parentes idosos que ainda vivem desse jeito e os véio tão lá com uma saúde de ferro, enquanto a gente come lixo industrializado e respira poluição. cidades com mais de 500 mil habitantes são um erro
    por enquanto podemos fazer a nossa parte procurando comida de verdade, mas pelo que vejo, e espero estar errado, a tendência é que comida de verdade se torne cada vez mais escassa ou luxo de rico mesmo, e os lixos se tornem cada vez mais lixos para suprir a demanda de 10 bilhões de pessoas. não estou falando da teoria malthusiana, estou falando da ganância das empresas mesmo. hoje se produz mais alimentos do que o necessário pra alimentar todos, mas se esses alimentos são de boa qualidade é outra história…

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