Filtro fracassado.

Mais um fracassinho para a minha lista: filtrar os leitores e comentários deixados no Desfavor.

É pelo que você permite que as pessoas digam e façam que você informa a elas como gosta de ser tratado e, pelo visto, eu falhei miseravelmente. Não consigo evitar que gente pau no cu, muito pau no cu, entre, se instale e se sinta no direito de fazer todo tipo de inconveniência. Se fosse só contra a gente, até vai, mas porra, é contra os leitores também. Vai tomar no cu, né? Digo sem medo de exagerar: metade das leitoras do Desfavor, inclusive aquelas que comentam mais civilizadamente, já foi ameaçada de estupro por algum imbecilóide, mas nunca recebeu o recado, pois nós o silenciamos.

Eu tentei, gente. Eu juro que eu tentei. E eu sou atenta, disciplinada, eu acompanho tudo de perto o dia todo na maior parte das vezes.

Existem duas formas de controle: preventiva e repressiva. Na preventiva você deixa bem claras as regras e as consequências para o descumprimento destas regras, fiscalizando constantemente para que as pessoas saibam que se mijarem fora da bacia vai ter alguém vendo. Na repressiva, quando a pessoa viola uma regra, você tem que efetivamente tomar as providências previstas para desencorajar aquele comportamento em quem o cometeu e em outras pessoas, de modo a não ficar desmoralizado.

Sinceramente, não sei dizer exatamente onde errei, mas Desfavor parece ser uma porta aberta para todo tipo de maluco, carente e doente mental. Eu juro que eu tento fazer o controle preventivo, banindo qualquer pessoa que me gere a desconfiança de ser um imbecil, problemático ou doente mental. Toneladas de comentários são excluídos, desenvolvemos até uma técnica para nem precisar ver os comentários de certas pessoas, direcionando direito para a lixeira sem sequer bloquear, de tão recorrente que é esses babacas ficarem voltando aqui.

Com isso se espera que as pessoas que participam consigam depreender qual é a média de comportamento esperado. E não estamos falando de grandes exigências, e sim de coisas básicas como: não é aceitável vir aqui ameaçar as pessoas de estupro, não é aceitável vir aqui e falar sobre assuntos totalmente desconexos com o do texto para faz vazão às suas obsessões pessoais, não é aceitável dizer que vai enfiar uma faca na barriga da pessoa que discorda de você e coisas do tipo. Não é pedir muito, não é mesmo?

Tudo que aprendi nas aulas de criminologia e na faculdade de direito como um todo, bem como nos 15 anos trabalhando na área apontam para uma direção: se você consegue coibir uma conduta na coletividade, a própria coletividade serve como força de coerção para que desajustados não tenham espaço para fazer merda.

Obviamente sempre tem um doente que se excede, mas, em termos gerais, o resto sente constrangimento em sair muito do tom do local. É como estar em um restaurante onde todos falam extremamente baixo: você tende naturalmente a baixar seu tom de voz para não passar vergonha.

Funciona em qualquer lugar do mundo, menos aqui, no Desfavor. Talvez pela falsa noção de anonimato, talvez seja pelo abuso que a gratuidade gera, não sei ao certo, mas as pessoas não têm um pingo de constrangimento e vergonha na cara aqui. Reclamam incessantemente das escolhas de temas, da forma de condução dos textos, de não atendermos suas demandas de pauta, etc. Reclamaram até, vejam vocês, que minha cobertura da Fazenda é muito parcial, pendente pro Pilha. Sim, estamos atraindo comentários de pessoas que levam A Fazenda a sério. Onde foi que eu errei?

Por algum motivo que eu desconheço, já que por inúmeras vezes fui bastante grossa e coloquei limites claros, as pessoas têm a sensação de que eu sou basicamente uma escrava da vontade delas, que vive sua vida em função de atender o que elas querem ler.

Por algum motivo que eu não entendo a pessoa acha que o que ela fala é tão maravilhoso e relevante que enfia sem pudor um comentário sobre Olavo de Carvalho ou sobre roupa no varal em um texto sobre adestramento canino ou física quântica. É uma desconexão com o outro, com o grupo e com o mundo que chega a me comover, só posso imaginar como deve ser difícil a vida e a socialização de uma pessoa tão desconectada e inconveniente.

Como o controle preventivo definitivamente não funciona, sobrou o repressivo. Deixar claro pública e ostensivamente que certos comportamentos não serão tolerados e exatamente o que pensamos de quem se porta dessa forma. É o clássico “pegar pra Cristo”. Quando a pessoa faz uma atrocidade pública, a resposta vem pela mesma via.

Sim, já quebrei o pau feio aqui, sem a menor cerimônia. Sempre tento o preventivo, quando isso não é suficiente, não tenho pudores do repressivo. Como eu já repeti um zilhão de vezes: esta é a minha casa, entra quem eu quero, quem eu não quero coloco pra fora, porque ninguém aqui me paga porra nenhuma e eu não dependo de porra nenhuma de ninguém daqui.

Não sou obrigada a tolerar tudo, não é censura. Censura é proibir a pessoa de dizer algo, ponto. Proibir de falar na minha casa é um direito meu. Pode falar onde quiser, não estou censurando, só não pode falar aqui porque eu vou puxar o plugue do microfone, então, vai falar e ninguém vai escutar. Por mais que a gente repita, não entra na cabeça das pessoas que isso aqui não é uma democracia e… ainda bem, né? Olha o que aconteceu com o Brasi…

O grande problema é: nem chutando a boca de algumas pessoas elas se afastam de você. Pode xingar, esculhambar, dizer com todas as letras que não tem interesse algum na pessoa, que a acha desagradável, chata, desinteressante… ainda assim as pessoas voltam. Voltam para tentar “se vingar”, voltam para tentar “enganar”, voltam pelos motivos mais humilhantes possíveis, forçando sua presença em um lugar onde não são bem-vindas. E não há nada no mundo que a gente possa fazer para combater isso.

Não sei o que mais é possível fazer para desencorajar uma pessoa a continuar vindo aqui se interessar por quem não se interessa por ela, só se for ir na casa da pessoa e bater um papinho bem sincero com ela, todo o resto eu já tentei. Não parece haver repressão virtual eficiente, ou a pessoa tem autoestima, ou ela não tem.

Isso para mim foi muito curioso, pois ao vivo e a cores nunca passei por uma situação assim, de colocar limite agindo no máximo da minha capacidade e a pessoa não entender e insistir em se manter por perto. Obviamente perde mais quem é idiotão de jogar fora seu tempo vindo aqui sabendo que não é bem-vindo, mas não deixa de ser um fracasso meu não conseguir prevenção nem repressão para afastar pessoas indesejadas.

E olha que eu já tentei outros métodos quando os meus não deram certo. Certa época decidi escutar os conselhos do Somir: “aprova tudo, quando a pessoa perceber que não está recebendo atenção, ela cansa e vai embora”. Não, não cansa. Foram meses de imbecilidades sem qualquer pertinência temática com o texto sendo despejados às toneladas, e eu puta com aquilo, e Somir me assegurando que a pessoa cansaria. Não cansou. Por sinal, não cansou até hoje, eu é que puxei o plugue do microfone mesmo, hoje esse tipo de gente fala para ninguém, fala para a lixeira do blog. Um papo reto, retíssimo: assim que deixa o comentário ele cai direito na lixeira.

Tem gente que só que falar. Em suas fantasias, o destinatário está lendo e nada tira isso da cabecinha doentia da pessoa. Dando atenção ou não, ela vai continuar ali se houver um espaço para falar, mesmo que ninguém escute, mesmo que todo mundo repudie. É uma falha básica no cérebro, que distorce a rejeição como burrice de quem não se interessa, negação ou até cegueira. Mesmo que você bloqueie, a pessoa entra com outro IP e continua, porque sim, essas pessoas sempre têm muito tempo livre, provavelmente porque sua vida social é uma belíssima bosta.

Fechar o Desfavor a comentários não é nem nunca foi uma opção, então, era preciso encontrar uma forma de manter isso aqui minimamente limpo e faxinado. Durante muito tempo vigorou o princípio de presunção de inocência: se a gente lia algo dúbio, publicava, por receio de cometer uma injustiça. Os casos bizarros se mostraram muito mais frequentes do que as injustiças, e os problemas e barracos continuaram pipocando.

Não raro as coisas saíam da esfera do Desfavor, o que não deixa de ser uma divulgação, ainda que seja bem deprimente para quem o faz. Página de Facebook criada para odiar o Desfavor, textões em diversas redes sociais, supostas fotos minhas circulando com toneladas de ofensas (coitada daquela moça loirinha…) e coisas ainda mais baixas. Fora os e-mails… Ah, os e-mails… Eu nem abro, mas pelo título você já sente o afeto. Diários. Por anos. As mesmas pessoas mandando desaforos diários por anos. Se usasse todo esse comprometimento para uma boa causa, estavam ricos.

Chegamos em um ponto onde descemos ao nível Fazenda de baixaria, que culminou com a expulsão de uma pessoa de forma tão pirotécnica que tive que fazer uma postagem para explicar aos leitores o que estava acontecendo, pois até o Somir deu vazão ao seu lado favelado e bateu boca nos comentários. Depois disso, decidi que chega, que a presunção de inocência custa caro demais, que a favelice é tamanha que agora a presunção é de culpa e qualquer coisa que indique psicopatia ou desajuste social severo vai ser cortada da raiz. Apertamos, mas ainda sobrou muita coisa que preste.

Mas aí surgiu uma nova era, onde pessoas completamente funcionais, racionais e com conhecimento intelectual começaram a se portar de forma doentia. Não era mais questão de filtrar comportamentos estranhos, como gente que deixa comentário com 150 linhas, com conteúdo discrepante do texto, falando sobre si mesma o tempo todo ou conteúdo monotemático. A coisa ficou mais sutil. Em princípio, achei graça e decidi aprovar, afinal, não eram ofensas gratuitas, tinha todo um argumento ali. Incel frustrado, nerd complexado e outros tipos bem articulados começaram a dar as caras.

Só que dessa vez quem não achou graça foi o Somir. Não teve nem negociação: não seria aprovado nenhum comentário com esse conteúdo agressivo (coisas como ameaças de estupro e coisinhas do tipo) ainda que com uma belíssima argumentação embasando. O mal novamente foi cortado pela raiz e, novamente, as pessoas insistem. E novamente tivemos que apertar mais ainda.

A conclusão é uma só: eu não acho que seja possível ter controle preventivo nem repressivo online. São pessoas que tenho certeza mais do que absoluta que ao vivo não teria coragem de dizer essas coisas ou sequer coisas mais leves. Ao vivo e a cores, provavelmente não teriam coragem nem de olhar na minha cara. E se a coisa virasse um confronto que descambasse para uma ameaça de estupro, no primeiro grito se urinariam. Seria terapêutico levarem surra de uma mulher, uma pena.

O preço desse controle apertado que estamos fazendo agora é reduzir drasticamente o numero de comentários do Desfavor. É chato, eu sei, mas mais chato seria jogar em vocês também o lixo que jogam na gente todos os dias. Nós somos cascudos, são dez anos de ofensas, ameaças e todo tipo de desaforo que vocês possam imaginar, mas não sabemos qual é o estado emocional do leitor que vai ler ameaças dirigidas a ele. A proposta aqui é ser um lugar seguro e não um lugar que tira sua paz.

Em tempos de polaridade, ânimos exaltados e uma dezena de novos grupos de estranhos sociais, eu entendo que a medida é necessária. Prefiro meia dúzia de comentários decentes do que um mar de merda. E se tem uma lição que nós aprendemos é essa: quanto mais se demora para excluir um maluco, mais trabalho ele dá. Hoje maluco não se cria no Desfavor. Nós vamos afrouxar essa corda, mas calma, só quando ela servir para enforcar esses infelizes. Já temos nosso cronograma. Explico com calma.

A tendência é que com a Nova Era Bolsonaro, esse tipo de pessoa comece a sofrer as consequências dos seus atos. Acabou a tolerância hippie, começou a era da agressão física, da porrada e de cobrar satisfações pelo que foi dito pisando na garganta da pessoa. Não concordo com o método, mas já está começando a acontecer. E é surfando nessa onda que eu tento mais uma estratégia, só que desta vez, vou compartilhar antes com vocês.

Vai demorar um tempo e algumas lesões corporais graves para que essa gente perceba que estão sem rede de segurança nesta nova realidade, onde o pêndulo virou, e que agora, se fizerem merda, vão pagar com seus dentes por isso e ninguém vai se compadecer, o povo vai é aplaudir. Mas, quando essa ficha cair, todo mundo vai tomar mais cuidado com as ameacinhas que faz. E é nesse meio termo que vamos soltando a corda aos poucos.

Enquanto esse pêndulo não vira de vez (spoiler: não vai demorar), nosso filtro aqui continua sendo o máximo, mesmo que pra isso a gente zere comentários, tenha texto com 2, 3 comentários. Não ganhamos dinheiro por comentário e o número de leitores cresce a cada mês, então, não fere nossa vaidade nem nosso bolso ter pouca gente opinando. Mas quando virar, quando tivermos certeza que essas pessoas serão caçadas e vão sofrer as consequências do que falaram, vamos soltar a corda com força. Jamais levantaremos um dedo contra ninguém, mas, podem ter certeza, vai ter quem o faça. As pessoas estão de saco cheio.

Sugiro aos retardados que perdem seu tempo com esse tipo de coisa que aproveitem bem, pois está crescendo o numero de pessoas que falam desaforos “anônimas” (todo mundo que deixa comentário aqui é rastreável, só para vocês saberem) e acabam irritando gente demais, gente puta de longa data, gente doida para fazer justiça, que se une, caça a pessoa e lhe enfia a porrada. Já soube de casos de Incels hospitalizados por uma puta duma surra que veio de onde eles nem imaginavam, graças a comentários “anônimos” em blog.

Eu concordo com espancamento de pessoas? Não, óbvio que não. Mas as coisas são como elas são e não como nós gostaríamos que elas fossem. Estamos dando o aviso com uma certa antecedência para que os doentes mentais tenham tempo de se tratar e largar esse vício por bem.

Aceita aí o conselho de quem cravou em 2016 que Bolsonaro seria eleito: se continuarem com essa babaquice de ameaça de estupro, de agressividade online, quando menos esperarem terão agressividade na vida real, não vinda da gente, mas vinda de pessoas que estão de saco cheio. Sugiro fortemente que reflitam, percebam que os tempos estão inóspitos para valentes de internet e parem de encher o saco dos outros, pois isso não vai acabar bem.

Depois que meia dúzia de babacas apanharem, depois que ficar estabelecido que retornamos à barbárie, aos justiceiros sociais, à Idade Média, as pessoas passarão a tomar um belo cuidado com o que dizem, não em questão de opinião, que é e sempre será livre, mas em questão de ficar ameaçando estuprar, “abrir a barriga com uma faca” e tantas coisas desse naipe que hoje são ditas com muita facilidade.

Aí, quando esse pêndulo virar na porrada, os comentários retornarão à normalidade, pois teremos uma força predatória que impedirá pessoas de saírem dizendo que vão jogar ácido na cara, que vão cortar as mãos, que vão estuprar uma menina por 48 horas seguidas. Não será mais tolerável dizer isso, não ficará mais sem consequência. Então, existirá uma regra implícita que, se você passou para deixar um comentário, vai falar sobre aquilo que o texto propõe.

Até então, peço que tenham paciência com esse método fracassado e trabalhoso que foi o único que consegui para manter isso aqui minimamente limpo, e lidem com menos comentários do que o normal ou que o desejado. Já estamos equacionando como e quando implementar o método novo para que ele tenha a máxima eficiência possível. Desfavor: usando o desajuste social a seu favor desde 2009. Não sei se vai dar certo, mas vou tentar.

E se alguém tiver alguma ideia de como lidar com meu fracasso atual filtrando leitores e comentários, vou adorar escutar. Deixa um comentário aqui e vamos debater!

Para dizer que já pode começar a soltar, para dizer que deveríamos mandar esse material que recebemos para a PF ou ainda para dizer que será resistência e se cagar todo quando te cobrarem alguma coisa ao vivo: sally@desfavor.com

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Comentários (34)

    • Passamos por isso e por coisa pior, mas não nos gera qualquer sofrimento, pois temos um botãozinho maravilhoso que cala a boca de quem queremos. A vida fica mais fácil.

  • Sally jamais imaginaria que era algo nessa proporção. Disse em algum aniversário anterior que Desfavor é o único lugar onde leio os comentários e isso continua sendo verdade. Obrigada a vc e Somir pela disposição em oferecer o melhor, coisa que muita gente por ai é paga pra fazer e não faz. Vida longa ao Desfavor.

    • A pessoa só quer falar, e não deve ter quem a escute na vida real, aí vem aqui despejar tudo que pensa sobre os assuntos que a obcecam, não importa o tema do texto.

  • “Chegamos em um ponto onde descemos ao nível Fazenda de baixaria, que culminou com a expulsão de uma pessoa de forma tão pirotécnica que tive que fazer uma postagem para explicar aos leitores o que estava acontecendo, pois até o Somir deu vazão ao seu lado favelado e bateu boca nos comentários. “

    Eu me lembro bem dessa fase! E acho que foi a única vez que li o Somir realmente batendo boca!

    Adorei o resumo: expulsão pirotécnica! Hahahaha!

    Concordo com muito do que a Talento disse! Tambem evito comentar se for apenas pra concordar com algum ponto de vista (a não ser nas segundas).

    No mais, acho que o fato de vc responder todos os comentários, Sally, é que faz os malucos acharem que vc tá ali só por causa deles…

    • Pode ser, tem gente que não está acostumada a ser escutada, quando encontra alguém que escute, monta acampamento ali e despeja tudo na pessoa.

      Esse evento realmente foi a única vez em que o Somir bateu boca e expulsou alguém declaradamente, até eu fiquei surpresa…

  • Hmm agora está mahomeno explicado o porquê dos poucos comentários nos textos. Ainda assim, saudade da época que havia vários comentários, havia maior interação por aqui.

  • Sally, sou leitora antiga e depois das diversas peneiras fui deixando de comentar, pois como já foi dito em um texto do Somir e por outro leitor, às vezes é difícil agregar conteúdo ao que foi dito por vocês, seja por termos opinião parecida, seja pelo conteúdo ser completamente novo ao leitor e exigir mais reflexão do que expressão. E em alguma peneira foi falado sobre comentar somente por comentar e na exaustão que causava essa moderação.

    De repente por isso alguns leitores passaram a avaliar a real necessidade de comentar e aos poucos foram parando.

    Chovi no molhado? Provavelmente sim, mas preferi expressar já que em alguns textos dessa semana foi abordada a diminuição/baixa de comentários.

    Enfim, pode ser que as peneiras tenham tido um pouquinho de sucesso (evitando aquele chat nos comentários).

    • Infelizmente os leitores não avaliaram a real necessidade de comentar não, a gente que corta coisas sem contexto…

      • Olá Sally e todos…

        Acho que as pessoas também acabam confundindo as coisas. As pessoas mantém essa interação e confundem, achando que com o tempo elas também tem alguma voz, algum grau de.. privilégio. E vocês sempre deixaram claro que isso aqui é um blog seu e do Somir. Ponto. Como você mesma disse, ninguém dá as caras quando tem que arregaçar as mangas.

        Eu mesmo cheguei a ver dessa forma equivocada por um tempo, até tomar uma jornalada no estilo que se dá pra educar um cachorro. Tomei uma espécie de block/ban por um tempo, coisa de dias eu acho. Acabei perdendo o tesão de comentar depois disso, me senti meio nivelado ao Marciel.

        Depois que passa a bronca você vê que não é nada disso… e segui lendo as postagens quando o tema era interessante. Mas levei anos pra voltar a ter interesse em fazer um comentário.

        Pena que tenha gente que segue nessa veia psicótica após o choque pra despertar dessa fantasia de um protagonismo, de ter uma importância que não tem. Eu lembro dessa história de abrir a barriga. Aquilo foi horrível, mesmo não sendo comigo diretamente eu me senti estressado com a situação. E lamento saber que isso segue ocorrendo e nesse volume. Parece que vocês formaram uma espécie de random tupiniquim…

        Imagino que o Somir já tenha se informado sobre, já que é fã de tecnologia. Mas talvez vocês conseguissem usar alguma forma de filtro inteligente para detectar o assunto do comentário. Caso ele não tenha tido a oportunidade, procurem por algoritmos bayesianos. Eu uso isso quando preciso categorizar volume grande de informação, na linha chatbot, e é algo que dá pra fazer em linguagens fáceis de manter, tipo PHP. Caso tenham interesse, busquem por bayesian machine learning algorithms. Caso achem que tem aplicação, você tem como me contactar. Eu ajudo.

        • VOCÊ NUNCA TOMOU BLOCK OU BAN. NUNCA!

          O que pode ter acontecido com você (que já aconteceu com outras pessoas, como a Lilith) é que o numero de um IP banido anteriormente foi designado para o seu computador.

          Que mal entendido escroto… Você nunca foi suspenso, banido nem nada do tipo!

          • Olha… Em virtude do conteúdo do comentário que eu fiz e que gerou o evento em questão, eu acho que tomei sim. Se não me engano era uma postagem falando da Dilma, e eu relatei minha experiência na setal óleo e gás em uma obra na refinaria repar, em Curitiba. Sobre como o circo que era a obra virou o inferno na terra depois que Dilma assumiu e colocou a Maria das Graças Foster pra comandar.
            Em como putaria de falta de controle de prazo e custo que vinham da gestão Gabrielli virou o inferno na terra em questão de dias apos a Foster assumir. Ou seja, falei bem de um aspecto da gestão do pt em um periodo que vocês estavam bem faca na caveira com isso, e que tinham deixado claro que não queriam nenhum peteba pau no cu enchendo o saco. Ou seja, confundi as coisas achando que as regras não se aplicavam a mim, como se eu fosse especial. E eu não sou. Vim dar uma de peteba pau no cu e levei a jornalada. Regras são regras. É parte da cultura daqui e eu tenho que respeitar.

            • De jeito nenhum. Primeiro que, se fosse o caso, eu teria te enviado um e-mail explicando e segundo, se você fosse banido, nunca mais poderia postar aqui. Além disso, muita gente passa ou passou pelo Desfavor defendendo abertamente o PT, a Dilma, o Lula e a esquerda e nunca banimos ninguém por isso.

              Não sei explicar muito bem como acontece, porque sou uma anta em matéria de informática, mas certamente deve ter alguém aqui que saiba explicar: os IPs dos computadores não são fixos, eles variam de tempos em tempos e nessa pode calhar de cair no seu computador um IP de alguém que já foi banido. Não sei bem se é IP ou outro tipo de identificação, mas esse é o mecanismo.

              Só percebi que isso poderia acontecer quando a Lilith, que é um amiga muito próxima que eu encontro uma vez por semana para tomar um café, comentou que não estava mais conseguindo postar no desfavor, como se tivesse sido banida. Conversei sobre isso com o Somir e ele me explicou algo mais ou menos assim: os numeros de IP “rodam”, ou seja, seu computador hoje tem um numero de IP, mas amanhã pode ter outro. Se eu bani um zé cu qualquer e um dia esse IP do zé cu foi designado para o seu computador, você passa a não conseguir acessar o desfavor. Quando eram poucos leitores, as chances disso acontecerem eram quase nulas, mas considerando o numero de banimentos que operamos de uns anos para cá, se tornou um risco real.

              Por causa disso desenvolvemos um novo sistema e não banimos mais ninguém, nem mesmo spam de “aumente seu pênis”. Hoje o conteúdo indesejado vai apenas para a lixeira, pois sabemos que pode dar um azar de um IP banido ir parar no computador de um leitor não banido.

              Sério mesmo, se você tivesse sido banido, expulso ou qualquer coisa, seus comentários não seriam mais aprovados. Foi apenas um baita azar.

              • Bom, fico feliz por esse esclarecimento.. e chateado com o mal entendido. Na época não vim chorar as pitangas pq sempre achei indigno quem faz isso… e segui lendo o conteúdo quando tinha tempo. Vcs postam num ritmo que é foda de ler tudo.

  • Tinha mais comentários antes porque a turminha do Marciel (falo assim porque ele não foi o único) vivia comentando umas coisas nada a ver com o texto e postava links em vários comentários separados. O texto tinha 90 comentários e 10 eram “Marciel disse: *link*” “Marciel disse: *link*” “Marciel disse: *link*” etc.
    A aba de sugestões é boa e vi umas sugestões bem decentes, mas os donos do blog não são garçons.

    • Desconta aí também uns 20 comentários pontuais de pessoas que só leram um ou dois textos e não ficaram e pessoas que não tem fogo no rabo pra comentar em todo santo texto.
      A era de ouro dos blogs já passou, agora tudo está se concentrando em Youtube e podcasts. Ler está fora de moda.

  • Comentarios mais agressivos do que nas redes sociais. Esse cara do estupro e da facada já deve ter antecedentes criminais, qualquer dia vai preso, se ainda não está ou se ainda não levou uma dos próprios comparsas…

    • Não creio que vá preso não, esse tipo de colocação virtual não dá cadeia no Brasil. Porém, as pessoas cansam, quando o clima é de agressividade, é de fazer justiça com as próprias mãos, abre-se uma porta perigosa para que a população se sinta no direito de caçar essas pessoas e dar a elas o que eles acham que merecem.

  • Estupro, para mim, é um crime tão abominável e imperdoável que só de alguém ameaçar outra pessoa disso ou desejar que alguém sofra algo assim, merece ser deitado no soco até cuspir todos os dentes da boca. Sério mesmo.

    As pessoas só são valentonas atrás do PC. Ao vivo poucos teriam coragem de falar o tanto de merda que falam na internet. Eu ainda tenho as minhas dúvidas se esses infelizes realmente serão caçados na vida real por causa das besteiras que eles comentam aqui.

    “Já soube de casos de Incels hospitalizados por uma puta duma surra que veio de onde eles nem imaginavam, graças a comentários “anônimos” em blog.”

    Sério isso???? Gente… Não creio!

    • Ainda não são, não em larga escala. Mas está começando a acontecer e tem cara de um movimento que vai pegar. A Era Bolsonaro faz com que as pessoas se sintam mais autizadas a fazer isso, acredito que em breve surjam grupos que se dediquem a isso.

      O caso desse Incell que citei foi emblemático: ele ia pentelhar em vários foruns, vários lugares. Um dia cansaram, rastrearam e deram uma surra que mandou o infeliz para o hospital. Na minha opinião, muito errado. Na opinião do delegado do caso, “muito bem feito”. Ninguém foi fichado ou acusado.

        • Na época saiu na mídia, mas não foi tratado com a designação “incel”. Usaram um termo mais popular, salvo engano, “hater” ou algo do tipo

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    Innen Wahrheit

    E se no lugar da lixeira houvesse uma caixa de areia?

    (Ou dependendo do tipo de bicho que aparecer, iscas com veneno ou armadilha de cola)

  • hahahahahahhahahh!!! “Reclamaram até, vejam vocês, que minha cobertura da Fazenda é muito parcial, pendente pro Pilha.” Aí é caso de burrice crônica. O título do texto é “Pilha na fazenda”. Quer o que?

    Olha, Sally, eu acho que a questão é que vocês dizem que o desfavor é um lugar livre, que vocês não querem mimimi e todos tem que aguentar a opinião alheia. Se vocês dizem que não querem hipocrisia e que aqui pode falar o que não pode no mundo real, uma hora as pessoas chutam o balde.

    Só eu que acho mega bizarro sair enviando e-mail pra quem você nem conhece?
    Bom, e desculpa aí se eu fui inconveniente nos meus comentários.

    • A pessoa pode criticar o quanto ela quiser, mas qual é o analfabetismo funcional da pessoa que não percebe ser uma cobertura total e propositadamente tendenciosa para a defesa do Pilha? Me preocupa que do texto não se depreenda isso…

  • “É pelo que você permite que as pessoas digam e façam que você informa a elas como gosta de ser tratado.” Levarei para a vida ❤️

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