JigCU – Fevereiro

Punir a Sally e o Somir ao mesmo tempo não é uma tarefa fácil. Ela demonstra ser fresca, metódica, certinha. Já ele parece indiferente, irresponsável e alheio ao mundo. O texto do mês de fevereiro me tomou horas de reflexão.

Mas, finalmente encontrei um denominador comum, pesquisando em textos antigos do Desfavor. Ambos odeiam carnaval, principalmente a forma selvagem como as pessoas se comportam durante a festa.

Então, aproveitando a época do ano, resolvi determinar uma postagem temática, para punir ambos na mesma medida e, de brinde, todo mundo! Nesse ano teremos um desfile diferente durante o carnaval: uma compilação de pessoas que escolheram urinar em público, no meio da rua.

Sally e Somir serão os jurados deste desfile e terão que dar notas em vários critérios, justificando a pontuação em pelo menos cinco linhas, sendo específicos, para que se tenha certeza que assistiram mesmo os vídeos.

Quesitos:

DESFAÇATEZ – O quanto a pessoa se preocupou em disfarçar que estava urinando, ou seja, em camuflar o ato que estava praticando de modo a não ser percebido pelo entorno.

FODA-SE – O quanto a pessoa se preocupou com o entorno do local onde estava urinando, ou seja, em procurar um local reservado, tentar se esconder e não ser vista.

POSTURA E ASSEIO – O quanto a pessoa se preocupou em fazer tudo com o máximo de graça, dignidade e limpeza que lhe eram permitidos, considerando a situação.

FAVELICE – Se traduz na desenvoltura da pessoa ao urinar na rua. Ela estava constrangida? Estava orgulhosa do ato? Ela curtiu o momento?

DANO SOCIAL – O quanto aquele conjunto da obra agride os olhos de quem presencia a cena. A pessoa era feia? Estava suada? Quão assustadora foi a cena como um todo?

Pude perceber que na última postagem eles colocaram umas tarjas pretas nas imagens que eu escolhi com tanto carinho. Isso eu não aceito. Em resposta, o texto de hoje terá uma exigência extra.

Após dar notas de zero a dez em todos os quesitos, justificando de forma específica, eles terão que passar por um desafio bônus e julgar com os mesmos critérios, porém sem dizer ou deixar claro (ainda que indiretamente) ao leitor do que se trata. Quem quiser saber o que é, vai ter que clicar e assistir. Repensem as tarjas, ou a coisa vai ficar feia para vocês.

Sem mais,
JigCu


NÍVEL 1

Urinando no carro de reportagem

QUESITO DESFAÇATEZ

SALLY: Dois. Cidadão não faz a menor questão de esconder que está mijando, toda sua postura corporal típica converge para o ato. Ok, ele não sabia que tinha gente no carro de reportagem, mas porra, está na rua! Poderia ter sido mais discreto e, quem sabe, disfarçado melhor o ato. Mas não, ele mija e olha para o mijo enquanto mija.

SOMIR: Quatro. Como estamos no Brasil, o cidadão poderia estar se masturbando também. Não é certeza absoluta o que ele estava fazendo, vantagens e desvantagens de ser homem. Ganha pontos também por ter se colocado entre o carro e o que creio ser um caminhão do outro lado, um transeunte poderia ter achado que tentava abrir a porta do seu carro.

QUESITO FODA-SE

SALLY: Três. Ele tentou. Ele tentou não mijar em um local tão público. Foi para um cantinho e se escondeu atrás de um carro. Infelizmente nem para isso tem competência e acabou urinando em um carro ocupado por jornalistas com câmeras na mão, que documentaram o evento de camarote, ao vivaço. Mas, dentro das capacidades deste cerumano, ele tentou ser discreto quanto ao local.

SOMIR: Cinco. Normalmente carros da Globo (pode-se ver pelo microfone) são identificados exteriormente. A pessoa fica apertada, vê o carro do maior grupo de mídia do país e resolve ir mijar lá mesmo. Algo me diz que mesmo no estupor embriagado carnavalesco, ele viu onde estava mijando e decidiu dar uma marcada no território global do mesmo jeito.

QUESITO POSTURA E ASSEIO

SALLY: Cinco. Fica mais fácil para homem. Cidadão tá de pé, mantendo uma aparente distância saudável do mijo, olhando para o jato de modo a direcioná-lo da forma adequada, pressuponho eu, não urinando a si mesmo e, com alguma sorte, evitando a maioria dos respingos. Coluna ereta, roupas no corpo (apesar de ser uma regata hedionda) e mínimo de exposição de suas partes íntimas parecem coisas básicas mas, acreditem, serão raridades no dia de hoje.

SOMIR: Cinco. Pela posição que ele está em relação ao vidro do carro, pode-se notar que não está tomando precauções básicas para um homem mijando na rua: o jato deve ser direcionado para uma superfície que evite os respingos diretos no chão, como o pneu do carro. Até cachorro sabe disso. Ficou com o pé cheio de spray de mijo.

QUESITO FAVELICE

SALLY: Cinco. Sim, ele foi urinar na rua, mas comparado ao que veremos hoje aqui, até que esboça algum constrangimento, coisa rara, principalmente quando falamos de homens, que parecem achar ter aval social para urinar na rua. Ele fica visivelmente constrangido por meio segundo quando abrem a janela do carro berrando “XIXI NA RUA, AMIGO?”, apesar de logo depois retomar as atividades normalmente.

SOMIR: Três. Eu não aceito ver o meu brasileiro perceber sua falta de educação dessa forma cordial. Isso foi uma falha de criação imperdoável. Deveria ter barraqueado e prometido processar a Globo caso o vídeo fosse divulgado. Sequer continuou com o ato. Ainda ganha pontos por estar mijando na rua, obviamente.

QUESITO DANO SOCIAL

SALLY: Cinco. Não expos partes íntimas, não tirou a roupa, manteve uma postura minimamente digna dentro do possível, não fez atrocidades como cheirar a mão depois e reagiu com a eloquência que a vida lhe permitiu, dentro de suas limitações, quando abordado em um momento tão delicado. Com um sorriso e simpatia, deixou o flagrante mais leve.

SOMIR: Seis. Poderia ser pior, é claro, mas estou adicionando vários pontos extras pelo uso de um cavanhaque falso. Qualquer cavanhaque já conta pontos na categoria dano social, mas um que parece um pedaço de tapete colado no queixo ofende muito mais, afinal, foi uma escolha consciente. Estava fantasiado de Tony Stark pobre?


NÍVEL 2

Urinando e posando para a câmera

QUESITO DESFAÇATEZ

SALLY: Dois. As Mijonas de Cabo Frio não fizeram muita questão de esconder que estavam mijando. Abaixadas em uma posição característica de fêmeas de cães e outros animais, elas urinam sem nenhum constrangimento. Quando acabam, sobrem a calcinha e short com a maior calma do mundo. E quando as pessoas que estão filmando gritam coisas como “Vai aparecer na Globo” rola até pose e sorriso.

SOMIR: Um. Mulher tem problemas sérios de disfarçar qualquer coisa relacionada a mijar. Sempre andam feito pata choca quando estão apertadas e quando tem que realizar o ato, ficam numa posição inconfundível. E a distância que a mijona está do carro é inaceitável como tentativa de esconder o que está fazendo.

QUESITO FODA-SE

SALLY: Cinco. Apesar de estarem urinando na rua em plena luz do dia, podemos observar uma tentativa rudimentar de se camuflar atrás de um carro. Deu certo? Não deu certo, foram filmadas do alto de um prédio, mas dentro das possibilidades de quem está com uma garrafa de Skol na mão, me parece que fizeram o seu melhor para tentar se esconder. E falharam miseravelmente.

SOMIR: Sete. A mulher estava com o cu virado para pelo menos dois metros de calçada. Bunda totalmente de fora. E pior, ainda tinha a amiga com visão privilegiada de tudo! Não se que fetiche mulher tem por ver outras mijando, mas é impressionante como não tem um pingo de vergonha de se aliviarem bem diante dos olhos de outra. Bônus: a rua é claramente movimentada.

QUESITO POSTURA E ASSEIO

SALLY: Quatro. Certeza que urinaram as próprias pernas e saíram banhadas em perdigotos urinários, mas, ainda assim, fizeram uma pose performática ao final, quando acharam que apareceriam em um grande canal de televisão. Subiram a calcinha sem se limpar? Sim, mas posaram para a foto da própria humilhação. Gente que consegue rir de si mesma merece pontos extras.

SOMIR: ZERO! Aquela garrafa de cerveja estava diretamente na direção do jato de urina, não só pegando a que escorria pelo chão, mas todos os pingos que inevitavelmente acertariam até mesmo a boca da garrafa naquela posição. Até ter certeza absoluta que elas não continuaram bebendo daquela garrafa, a nota continua sendo zero.

QUESITO FAVELICE

SALLY: Nove. Não há nada mais favelado do que aparecer a qualquer preço, se exibir para câmera, sobretudo se você foi flagrado em um momento como este. Se eu estou mijando e pessoas começam a gritar essas coisas, minha bexiga se tranca e encolhe até ficar do tamanho de uma moeda de um real. As moças continuaram sua mijadinha de boa, com direito a pose ao final. Ficou claro que não se incomodaram e que até apreciaram o flagra.

SOMIR: Oito. Esse é o brasileiro que eu conheço! Diante da vergonha, coragem para passar mais vergonha! Não só escolheram um lugar onde metade da cidade poderia vê-las, como a mijona ficou longe do carro para aumentar a área de exposição bundal e ainda tiraram onda quando foram flagradas. Ato deliberado de exposição com orgulho.

QUESITO DANO SOCIAL

SALLY: Cinco. Por mais que as Mijonas de Cabo Frio tenham protagonizado um espetáculo deprimente, compensaram com bom humor. Além disso, foi uma mijada dupla, o que divide a humilhação irmãmente, tirando o foco de uma, reduzindo a queimação pela metade. Não foi bonito de se ver, mas perto do que veremos hoje, não foi tão terrível.

SOMIR: Quatro. Sim, ficaram muito expostas. Sim, deixaram uma clara prova da mijada no chão da fuckin’ calçada, sem poder escorrer para o bueiro, mas pelo menos não eram gordas. Se alguém é obrigado a ver uma bunda perdida no meio da rua, que pelo menos não seja uma bunda com um CEP próprio. Joguem pedras, mas é a verdade.


NÍVEL 3

Urinando com populares apontando e gritando.

QUESITO DESFAÇATEZ

SALLY: Cinco. Ela não faz questão de esconder que está urinando, mas deixa transparecer um leve resquício de dignidade, quando faz cara de paisagem, fingindo estar apenas sentada sem calças. Funcionou? Não, populares não apenas gritam, como ainda apontam. Isso a impede de continuar mijando? De forma alguma. Mas ao menos vemos um vislumbre de preocupação, o que, podem acreditar, será coisa rara nos candidatos de hoje.

SOMIR: Seis. Precisamos contextualizar as notas. O simples fato da mulher ter impedido a visão frontal ou traseira do ato já conta bastante. Não estamos mais lidando com gente educada, qualquer pequeno detalhe conta. Aumentou suas chances de ser ignorada pelo grande público. Não funcionou, claramente, mas tentou.

QUESITO FODA-SE

SALLY: Cinco. Era um local público? Era. Tinha trocentas pessoas em volta dela? Tinha. Mas, ainda assim, a Shamu de abadá foi para um cantinho, em uma tentativa primal de menor exposição. Ela dialoga com pessoas enquanto urina? Dialoga. Mas é possível ver que ela não está 100% confortável com a situação na qual se encontra.

SOMIR: Cinco. Perde pontos por colocar uma amiga na frente. Demonstra um mínimo de preocupação. Mas ganha um pouco de volta por não ter noção sobre o próprio corpo: com uma perninha desse tamanho sem nenhuma roupa para disfarçar, provavelmente podia ser vista da Estação Espacial. Qualquer pessoa vendo aquele bloco interminável de adiposidade afro-brasileira teria sua atenção cooptada.

QUESITO POSTURA E ASSEIO

SALLY: Dois. Além de estar em uma posição lamentavelmente antiestética e escorada em uma parede imunda, não existe forma humanamente possível de mijar assim e não urinar os próprios tornozelos. Além disso, a posição está muito rebaixada, o que deixa a pessoa suscetível a toda sorte de respingos. Para completar o desastre, quando ela acaba de se aliviar, levanta e sobe a calcinha sem se limpar.

SOMIR: Um. Se ela pensou naquele lugar pra mijar, todo mundo pensou também. Percebam que logo após sacanear a cidadã, um dos transeuntes vai para o mesmo lugar. Vocês acham que os homens mijam aonde? Na parede onde ela estava com as costas apoiadas! Sem contar que dá pra ver como é impossível não mijar no sapato todo.

QUESITO FAVELICE

SALLY: Cinco. Ela parece entre indiferente a levemente incomodada. Pela linguagem corporal do animal depreendemos que ela encara esta incursão como um mal necessário: sentiu vontade de urinar, o que se pode fazer? Prender e procurar por um banheiro não deve ter sido uma opção ensinada na primeira infância desta pessoa. Ela não está desfrutando com alegria do momento, mas o aceita como natural.

SOMIR: Quatro. Está claramente constrangida pelo ato e ainda pediu uma “parede humana” para evitar ser notada. Esse grau de auto-respeito não combina com a brasileirice necessária para mijar no meio da rua. Perde muitos pontos também por não interagir com os populares chamando sua atenção na parte externa.

QUESITO DANO SOCIAL

SALLY: Oito. O conjunto da obra é grotesco. Uma criatura obesa, oleosa, suada, com roupa neon urinando nos próprios calcanhares escorada em uma parede imunda. E quando termina sobre uma calçola cor de pele esgarçada por cima da região ainda imunda, com populares entoando cânticos e apontando o dedo. O pior é que eu desconfio que a filha da puta mijou na porta de um banheiro, para depois entrar nele.

SOMIR: Seis. Mulher gorda ganha 2 pontos por ser gorda e mais 2 por cada ângulo possível de visão durante o ato de urinar em público. Como ela pode ser vista por apenas dois ângulos laterais, evita tirar a nota máxima. 50% de chance de alguma pessoa não ter visto a cena, então tem esse problema com a nota final dela.


NÍVEL 4

Urinando no metrô

QUESITO DESFAÇATEZ

SALLY: Zero. A pessoa faz questão de deixar bem público que quer mijar mesmo antes de fazê-lo. E quando (infelizmente) o faz, urinando no vão entre a porta e o metrô, ela se arreganha de formas a não deixar dúvidas nem para o Google Earth do que está acontecendo, além de, é claro, gritar anunciando o ato em alto e bom som.

SOMIR: Zero. Não só a cidadã anuncia em alto e bom som o que está fazendo, como ainda busca aprovação popular. Como se todo mundo fosse entender porque diabos a pessoa conseguiu chegar até ali apertada. Depois de pedir aprovação, abaixa as calças sem dó nem pena e mostra o ato para todos dentro e fora do trem.

QUESITO FODA-SE

SALLY: Dez. Acredito que dez seja a única nota possível para uma pessoa que decide urinar no metrô, na frente de outros passageiros. Ela não apenas urina no metrô, como ainda solicita a ajuda de outros passageiros para esta empreitada: ordena que segurem a porta aberta enquanto ela mija no vão entre o trem e a plataforma e grita: “Eu vô mijá aqui mesmo, não tem caô, pode segurar!”. Não contente, quando acaba de mijar solta um “Ai, que maravilha!”.

SOMIR: Tem nota maior que dez? A pessoa claramente não se importa. A única expressão que demonstra antes é de aperto, não tem uma gota de vergonha nesse ser. Coordena-se com o populacho ao redor como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu tenho certeza absoluta que essa mulher caga de porta aberta. Pode até ter se esquecido de mencionar isso em casa depois, não por vergonha, mas por não ser digno de nota.

QUESITO POSTURA E ASSEIO

SALLY: Dois. Apenas por motivos de: ficou claro que este cerumano seria totalmente capaz de urinar do lado de dentro, no meio do chão do vagão, ou até nos bancos. Então, só não vai zerar pela preocupação em urinar no vão, poupando a todos do odor ácido de seu mijo. Pode não parecer muito, mas no mundo dessa gente isso é algum tipo de consideração.

SOMIR: Sete. A gente tem que ser objetivo na análise! Os pés estavam separados e longe do jato, a calça bem longe de qualquer respingo, e tudo caiu no chão longe do trem. E o movimento do vagão ainda ajudou a dar aquela chacoalhada necessária para retirar as gotas que permaneceriam de outra forma. Boa postura, maior nota possível para uma mulher mijando em público.

QUESITO FAVELICE

SALLY: Dez. Cem. Mil. Ostentou aos quatro cantos que iria urinar, paralisou um transporte público para isso, coordenou e mobilizou passageiros para auxiliá-la na empreitada e ainda foi narrando o ato aos berros para quem quisesse escutar. Se existisse um reality show da urina, esta pessoa seria a vencedora.

SOMIR: Nota… DEZ! Não bastasse o fato de que provavelmente teria mijado em cima de todo mundo do vagão caso julgasse necessário, ainda assumiu um risco horrível típico de quem não tem nada a perder: o trem poderia ter saído a qualquer momento, segurar a porta claramente não impede movimento, como ficou claro no vídeo. Ameaçou ser jogada para fora enquanto mijava. Brasileirismo nível 100.

QUESITO DANO SOCIAL

SALLY: Nove. Além da cena tenebrosa, esta porca gerou um atraso no transporte público e talvez tenha danificado os trilhos do metrô. A arrogância e a falta de modos surpreendem, até mesmo para populares. As falas aos berros, a falta de urbanidade e civilidade, a ausência de constrangimento chocam de uma forma que não pode ser desvista. Talvez eu tenha adquirido um estresse pós traumático e tenha dificuldades em andar de metrô daqui pra frente.

SOMIR: Sete. Não é nem de perto gorda o suficiente para uma nota máxima. O ato hediondo que cria a totalidade do dano social da cena, não necessariamente a aparência da cidadã. Poderia ser menos se não tivesse se exibido até mesmo para crianças passando pela estação. E mais um pouco pelo jato ser visível.


NÍVEL 5

Urinando em frente aos banheiros químicos

QUESITO DESFAÇATEZ

SALLY: ZERO. A pessoa simplesmente tirou a roupa toda, mantendo apenas uma calcinha branca, que só chama mais a atenção, por contraste, abriu as pernas feito um compasso, meteu a mãozona, chegou a calcinha pro lado deixando o rego à mostra e urinou em plena luz do dia no meio da rua com pessoas, crianças e carros circulando à sua volta. O gestual em momento algum pretende disfarçar nada, muito pelo contrário, é uma ode ao mijo.

SOMIR: ZERO! Puta que pariu, eu não me choco fácil, mas minha vida está um pouco pior depois de ver isso. Só não digo que ela estava cagando para TODAS as convenções sociais porque estava mijando. Parece que estava procurando o lugar que chamaria mais atenção. Se fosse no Japão, eu teria certeza que estariam filmando um filme pornô bizarro.

QUESITO FODA-SE

SALLY: DEZ. Reparem que a criatura está na frente dos banheiros químicos e prefere urinar na rua. Reparem que a fuckin´polícia está passando pela rua, bem em frente, e ainda assim a escolha é em urinar na rua. Não na calçada, eu disse NA RUA, com carros passando no meio. E quando acaba, ela ainda dá uma sacudida para se limpar. Horror, horror absoluto, hoje à noite não vou dormir.

SOMIR: DEZ! Parece que faz questão de fazer na frente dos banheiros, como se estivesse rindo das idiotas que esperam na fila. Essa pessoa não tem nada a perder. Nada. O ato parece deliberado. Se ela gritasse “abaixo o patriarcado” seria protesto e bateriam palmas para ela pela coragem de enfrentar a sociedade opressora. Só faltou a foto do Bolsonaro embaixo. Puta que pariu…

QUESITO POSTURA E ASSEIO

SALLY: ZERO. MENOS UM. MENOS MIL. A pessoa está descalça no meio do trânsito urinando de perna aberta e de pé, ou seja, metade foi pra perna, metade pro chão e as sobras para a calcinha. Quando acaba ela não se limpa, ela dá uma sacudida corporal para tentar pingar as últimas gotas. Quando acaba, ainda atocha a calcinha no cu, de modo a impregnar bastante com o que restou de urina. Novamente, terei dificuldades em pegar no sono hoje.

SOMIR: Três. Continuo sendo objetivo: uma pessoa dessas não deve ter trava nenhuma para fazer na calcinha mesmo, sem parar. Mas puxou a única peça de roupa presente bem para o lado e manteve as pernas afastadas. Poderia ter mijado nas pernas inteiras, mas manteve o dano concentrado nos pés e tornozelos. Uma pessoa dessas ganha pontos pelo simples fato de não ter cagado ali mesmo.

QUESITO FAVELICE

SALLY: DEZ! A pessoa parece orgulhosa do que está fazendo, ostenta de pé e cabeça erguida uma mijada no meio do trânsito, sem roupa, descalça, na cara da polícia. A desenvoltura e a naturalidade com a qual este ato foi conduzido me faz crer que no seu dia a dia esta pessoa apenas urina assim, porque é preciso muita prática para chegar neste grau de máximo aproveitamento do evento.

SOMIR: DEZ! Não há limites para a cara de pau de uma pessoa dessas. Não só se expos de forma bizarra em plena rua, como arriscou ser atropelada ao fazer no meio da rua. Favelado não conhece o conceito de calçada. Parecia estar se rebelando contra o conceito de filas, achando que suas necessidades são mais importantes do que a das outras pessoas. Favelice perfeita. Intocável.

QUESITO DANO SOCIAL

SALLY: Imensurável. Estou tremendo em posição fetal me perguntando como fazer para ir embora de um país com um povo tão animalesco e desagradável. O vídeo mistura falta de higiene com promiscuidade, feiúra e uma cara de pau sem fim. Quando algo não é aceitável nem mesmo para mendigos, uma linha muito ruim foi cruzada. Porra, os banheiros estavam ali, a um passo! Precisava ter feito isso, filha da puta?
SOMIR: Dez. Podia ser pior se fosse mais gorda? Podia. Mas estamos entrando num universo à parte nesta categoria. Mesmo que ela pesasse duzentos quilos, o ato é tão repulsivo que até mesmo uma modelo tornaria a cena feia. O desrespeito danifica da mesma forma. Ninguém é obrigado a ver uma cena dessas, e eu sinto que essa imagem vai ficar queimada na minha retina por vários anos.


VIDEO BONUS

LINK DO VÍDEO

QUESITO DESFAÇATEZ

SALLY: Um. Ninguém para nessa posição se não for para fazer isso. A pessoa não tem qualquer preocupação, pudor ou consideração com outros seres humanos que podem eventualmente ver esta cena. Sem contar que me parecer ser público e notório que o ato estava sendo filmado. Porém a criatura ainda tenta um resquício de camuflagem escondendo seu rosto (sem sucesso) no seu abadá.

SOMIR: Três. Cidadão está numa posição óbvia? Está. Está com tudo de fora tirando um abadá? Está. Mas pelo menos está protegido pelo manto da noite. Agora, se atraiu a atenção que atraiu, com certeza foi um ato repetido ou no mínimo comunicado com antecedência. O fato da luz da câmera ser a única fonte presente ajuda seu caso, mas não muito.

QUESITO FODA-SE

SALLY: Nove. Considerando que a pessoa está no meio de uma praia cheia de gente, com um foco de luz nos cornos, me parece que ela não está se importando nem um pouco com o entorno. É para ser público, é para ser descarado, é para ser o mais desagradável possível. No dia em que eu tiver algum poder, pessoas assim serão esterilizadas.

SOMIR: Dez. Apesar de estar no escuro, está num lugar completamente aberto, e o olho humano capta muito mais luz que uma câmera de celular. Mas pior de tudo, não desiste do ato por muito tempo da duração do vídeo, demonstrando que havia sim a intenção de continuar com o ato até o final mesmo com tantas testemunhas.

QUESITO POSTURA E ASSEIO

SALLY: Dois. A pessoa se desequilibra quando uma onda do mar bate em partes que me permito não escrever. Deve ter entrado água até o cérebro, se é que existe um. No meio do ato um de seus amigos, ignorando o fato dele estar pelado, monta nele e o encoxa. Durante o ato ele joga areia nos colegas, tal qual símios atiram fezes ou alimentos em seus iguais. Só poderia ser pior se ele tivesse comido ao terminar.

SOMIR: Três. Ganha um ponto pela presença de água. Perde quase todos os outros por ser uma praia. As correntes marítimas não funcionam desse jeito tão próximas da praia! Tanto que os sistemas de esgoto de cidades praianas pelo menos tentam jogar as coisas um pouco mais fundo no mar. Novamente, terrível continuar tentando mesmo com gente próxima.

QUESITO FAVELICE

SALLY: Oito. Utilizar o mar para essas coisas já é ruim o bastante, mas a pessoa decide fazer isso sendo filmada, com os amigos gritando coisas, com a água batendo na bunda, jogando areia nos colegas e sem as calças. Permite closes que feririam a dignidade até de um cão, ri da própria situação e persiste nela. Só não leva dez porque em alguns momentos parece ligeiramente incomodado.

SOMIR: Oito. Qualquer pessoa decente teria corrido dali assim que visse a luz de uma câmera. Continuar tentando soma muitos pontos. Além disso, parece ter tirado toda a roupa da cintura para baixo, mantendo só o abadá e o terrível óculos na testa (que sozinho vale 5 pontos de favelice). Continua brincando com seus amigos símios mesmo naquela posição.

QUESITO DANO SOCIAL

SALLY: Nove. Tirando a questão de matar dos um ecossistema que residia naquele oceano, contamina a praia e faz nossos olhos sangrarem. A pessoa, por si só, feia, traja um abadá em cores fortes, usa óculos escuros à noite e relógio do tamanho de uma cebola, ou seja, já causaria um dano social intenso, ainda mais… nessas condições. Acho que entrei em depressão depois de hoje. Acho que me tornei uma pessoa pior, com pensamentos genocidas.

SOMIR: Dez. Nada perdoa o fato de fazer o que estava fazendo numa praia. Agora eu sei por que gente de cidade de praia advoga usar chinelo até mesmo na água. Imaginem também o terror que seria passear pela praia e ver um cidadão com a parte de baixo do corpo totalmente exposta. E pelas companhias que parece ter, duvido que contribua muito para a sociedade em geral. Eu já era um misantropo antes disso, mas sempre pode piorar…

Se você encontrou algum erro na postagem, selecione o pedaço e digite Ctrl+Enter para nos avisar.

Etiquetas: ,

Comentários (28)

  • Só um adendo: com meu extenso conhecimento sobre coisas de pobre do Rio de Janeiro, digo que aquele vídeo não foi filmado no metrô e, sim, em um trem da SuperVia. A disposição dos assentos, a lixeirinha, as cores, até o aviso sonoro pra fechar as portas… é SuperVia sim

  • Sempre recebo de amigos da polícia vídeos e imagens de gente dilacerada e/ou carbonizada em acidentes de trânsito, queda de avião, queda de prédio, execuções, autópsias etc.

    (Mas até hoje ou para todo o sempre não conseguirei coragem para assistir esses vídeos do CU…)

  • Avatar

    O ser humano tem que acabar

    Certa vez estava trabalhando em um villa mix no posto médico, entrou uma moça no cerco, sentou numa cadeira arriou a calça e mandou uma bela cagada na frente de todos que estavam alí! A maioria homens! Saiu, sem se limpar, de boas e voltou pra festa. Alí minha esperança na humanidade foi enterrado com aquela pá de bosta…

    • E ainda tem gente que se agarra com pessoas desconhecidas em festas e eventos… Não é sobre moralismo, é questão de higiene!

  • Ontem mesmo, voltando pra casa, vi um menininho – ajudado pelos pais – arriando as calças até os tornozelos e mijando na parede bem ao lado da porta de um supermercado. O banheiro do supermercado poderia estar lotado, interditado ou os funcionários podem não ter deixado o menininho usar, mas nada justifica tal nojeira em público. E a cena acontecia bem à vista de quem entrava e saía do supermercado, enquanto a bunda do menininho era iluminada pelos faróis dos carros no estacionamento.

    • Que criança se controla menos todo mundo entende, mas parece que nesse caso os pais cagaram solenemente para a privacidade da criança e qualquer senso de respeito pelo ambiente público. Levasse para um lugar mais escondido pelo menos… depois cresce achando que a rua é banheiro e não sabem por quê.

  • A que mais me impressionou foi a mijona do metrô, primeiro por ser mulher (espécie menos porca que homem), segundo por ser teoricamente um transporte mais limpo. Menos mal que não mijou dentro, foi nos trilhos, pq aqui no Rio é comum ver os bancos traseiros de ônibus mijados, vomitados ou cagados, principalmente de madrugada.

    • Eu sempre achei que as pessoas eram tão limpas quanto a quantidade de pessoas vendo elas, mas aparentemente nem isso se salva mais…

    • Dessa vez, ofende mais o senso de pertencimento à humanidade do que o estético. Eu mesmo estou considerando se posso ser nazista só contra gente que mija na rua…

  • Às vezes me pergunto se o gado realmente gosta dessa macaquice coletiva ou se só participam por costume, piloto automático. Não sei qual das duas possibilidades é a pior.

    • Não sei se tem algum país no mundo onde a maioria das pessoas não enche a cara e faz sexo casual como forma primária de diversão.

  • Rindo e chorando ao mesmo tempo, ainda falam que o Brasil é um país moralista e repressor. Não tem repressão social nem dos transeuntes nem da fuckin polícia, pra evitar a normalização desse comportamento. Por que caralhos as pessoas acham normal depredar e mijar o próprio país em nome de uma festa? Se fosse num lugar fechado tipo um salão, que nem festinha de carnaval da escola fundamental, eu nem reclamava. Mas são eles que vão andar nessas ruas e usar esses metrôs depois.

    • Quase todo mundo que votou no Bolsonaro está na rua se pegando nesse momento. O Brasil, assim como vários outros países pobres, não consegue sustentar uma posição por mais que alguns dias. Povo reacionário até a terceira cerveja…

  • Mas o que importa mesmo é que os canudinhos de plástico foram proibidos e só pode usar glitter biodegradável! Que espetáculo de sustentabilidade e civilidade!

  • Pô, CU, video com aviso de conteúdo impróprio não, que eu não vou abrir conta no youtube pra ver isso.
    Mas a pior foi no metro. Ainda vem um carinha com a desculpa de segurar a porta e fica olhando.
    A que mijou na frente dos banheiros é no RJ? Pra mim aquilo não parece mulher não.
    Foi fraco. Poderia incluir um vídeo do Alicate mijando.

    • Sim, pior é a possibilidade de o segurador de porta não só estar querendo ver uma ppk, mas também ter fetiche por mijo. Talvez até quem filma essas coisas também tenha e bata uma punheta depois que chega em casa e vê a filmagem. A internet fodeu a minha cabeça.

  • Carnaval tinha que acabar. Por que as pessoas botam esses vídeos no YT e não tem nem vergonha de mostrar as caras?

    • O brasileiro é que tinha que acabar! Pode ter certeza de que se o carnaval acabar, eles se portam assim em outros eventos.

      • Não é só no carnaval mesmo! Esses dias estava saindo de viagem em um domingo de manhã bem cedo. Parei para comprar energético em um supermercado 24 horas (que tinha banheiro sinalizado logo na entrada). Do outro lado da rua tinha uma mulher muito bêbada, com roupa de balada, mijando no estilo do vídeo do metrô, ao lado de uma caçamba de lixo, apoiada no namorado ou peguete. Quando estava saindo do supermercado, eles estavam sentados na calçada se beijando. Romântico…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Relatório de erros de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: