Mesmo com nacionalidades diferentes, Sally e Somir sofrem do mesmo mal: estarem presos na América Lat(r)ina. Apesar de concordarem nos problemas médios do continente, não fazem política de boa vizinhança na hora de escolher o menos pior. Os impopulares mostram seu sangue latino.

Tema de hoje: dos países da América Latina, qual o melhor para se viver?

SOMIR

Eu sei que vai ser um choque, mas ainda é o Brasil. Durante um período do século passado, a Argentina era o país mais rico da região, mas via de regra, o Brasil sempre foi o maior em todos os aspectos. Como o meu histórico de textos não vai me deixar mentir, este texto não tem nada a ver com ufanismo, é apenas a constatação que a América Latina é uma porcaria generalizada, e que não tem muito pra onde correr.

É tanta merda acontecendo no Brasil que a gente mal tem tempo de prestar atenção no que acontece pra fora e perceber uma triste verdade: o grau de exigência que pessoas como nós aqui do desfavor (incluindo a maioria de vocês, leitores) com o que constitui um país civilizado e decente não se traduz na realidade da imensa maioria do mundo. A grama do vizinho pode ser mais verde em alguns lugares bem específicos, mas de cada 10 pessoas no mundo, eu tenho certeza que pelo menos umas 7 vivem em algo ainda pior que o Brasil.

Se você espera um povo educado, respeitoso e com interesses intelectualmente elevados vivendo numa sociedade baseada nesses valores, vai se decepcionar com o cidadão médio de virtualmente todos os países do mundo. O brasileiro médio é uma besta, mas só marginalmente pior que o americano médio ou o francês médio. Estamos mais ou menos no mesmo nível de desonestidade e burrice do que a imensa maioria da população mundial: chineses, indianos e africanos médios não tem basicamente nenhuma vantagem sobre nosso povo nesses aspectos.

Não é sobre as fronteiras de um país, é sobre a prevalência de ilhas de civilização decente e grupos numerosos de pessoas inteligentes. E é sob essa ótica que eu começo a comparar o Brasil com o resto dos latinos. Você realmente acha que o argentino ou chileno médios não fazem as mesmas macaquices do brasileiro médio? Que não tem violência, música horrível e moral religiosa confusa fora da nossa pátria?

Tudo depende de você conseguir se cercar de pessoas mais evoluídas, onde quer que esteja. E isso demanda grandes cidades, grandes economias e estrutura suficiente para atrair e manter pessoas bem-educadas. Em diversos pontos da nossa história como continente, outros países tomaram a dianteira da economia regional, mas foram brilharecos. O Chile foi um dos maiores do continente coletando merda de pássaro da sua costa, a Argentina teve um mega desenvolvimento da sua capital por umas duas décadas antes de desabar na mão de um populista completamente doido… no resto da história toda, o único país capaz de manter uma economia minimamente funcional foi o Brasil.

E por isso, desenvolveu-se muito mais. Ainda pouco para os padrões de países realmente civilizados, mas consideravelmente mais do que seus vizinhos. O Brasil tem uma quantidade muito maior de ilhas de civilização que os outros países latinos (talvez só o México tenha algo próximo disso). E isso faz toda a diferença: a Argentina é uma grande cidade próxima do Brasil, de Buenos Aires pra baixo é só favela até chegar no “frio turístico”. Quase todos os outros países da região são basicamente só a capital e mais uma cidade razoavelmente grande concentrando todos os cérebros do país.

O Brasil tem dinheiro e recursos naturais suficientes para ser o ponto focal dos investimentos da região. Se é para viver rodeado de gente semi-analfabeta, que pelo menos seja onde você tem mais chances de ganhar dinheiro o suficiente para ir embora. Se estivéssemos comparando Buenos Aires com Salvador, por exemplo, eu concordaria com a Sally. Mas o Brasil tem muito mais opções. Na comparação entre países, a Argentina é uma economia em frangalhos seguidos há quase um século, e o Brasil é um país que nem o PT não conseguiu quebrar de vez! Precisa ter muita força econômica para resistir ao que resistimos.

Com dinheiro e recursos naturais, você pelo menos tem a chance de encontrar mais cabeças pensantes para conviver. Tem mais área livre para se esconder da gentalha, e é claro, mais opções de tudo o que você quiser. A diferença de tamanho é considerável. No interior brasileiro você acha cidades maiores que muitas das capitais dos outros países latinos. Super bacana ver uma linda cidade turística nos outros países da região, mas vai viver lá, vai… a economia não suporta profissionais de alto nível tão bem como nas grandes cidades brasileiras.

E caso não tenha ficado claro: o Brasil que eu falo é a soma do Estado de São Paulo com a região Sul e partes de Minas Gerais. Pra cima disso é a Lulalândia, só variando a concentração de fuzis por metro quadrado. Mas só nesse bloco já tem mais civilização, dinheiro e recursos que quase todos os outros países combinados. Não tem atalho: precisa ter dinheiro girando para um lugar ser agradável de viver. Para abrir um negócio, para ter um emprego decente, para ter acesso a serviços de qualidade, para conhecer gente com três dígitos de Q.I., etc. Isso aqui não é Escandinávia, é América Latina, não existe um sistema decente já estabelecido, você tem que “comprar” tudo.

Então, por pura probabilidade, o local com mais centros econômicos viáveis por metro quadrado na região é o Brasil de centro-sul. Você pode não gostar de uma cidade e ter mais 10 com mais ou menos as mesmas oportunidades. E se gostar de funk e bala perdida, pode até ir para o Rio. Muito bonito falar de pensadores e escritores do século passado, mas por mais que a produção cultural de vários dos outros países latinos seja mais robusta que a tupiniquim, não é isso que muda sua vida diária. Leia os livros dessas pessoas do conforto da sua casa num país que tem dinheiro para sustentar sua existência.

O povo é 99% baixaria e ignorância onde quer que você for na América Latina. Se quiser mudar para um lugar com concentração maior de pessoas bem educadas, tem que ir para a Europa, EUA ou Japão, não tem atalho. O continente é cagado mesmo. E se for para viver nessa bagunça toda, que pelo menos você possa ganhar dinheiro…

Para dizer que estou numa fase liberalista, para dizer que isso se chama Síndrome de Estocolmo, ou mesmo para dizer que se a Argentina prestasse não estaria colada no Brasil: somir@desfavor.com

SALLY

Entre todos os países bostas da América Latrina, qual é o menos pior para se viver?

Veja bem, sabemos que a América Latina não é o melhor lugar para se viver, mas, partindo da premissa que estamos obrigados a ficar aqui, acredito que, apesar da decadência, o melhor país para se viver ainda seja a Argentina. Não Buenos Aires, essa grande favela a céu aberto, essa decadência em forma de cidade, mas sim algumas cidades pequenas, porém dignas, do país.

Não achava ser necessário apontar os desgraçamentos de viver no Brasil, mas, meu caro colega de blog, por motivos que eu desconheço, parece achar que é o melhor país da América Latina para se residir. Como diria o Away, estou perplecta. Vamos lá, vamos chover no molhado.

O povo brasileiro não tem cultura. O argentino, nas novas gerações, absurdamente comprometidas por um fluxo imigratório que o país não teve condições de suportar, também não, mas as gerações anteriores têm. Isso faz uma diferença, há uma base com a qual se pode trabalhar ali. É um país que foi construído com base em estudo, em inteligência, em gente preparada.

Acredito que a base seja fundamental. Enquanto a Argentina teve uma base de imigrantes, que vinham da Europa para fugir da guerra ou tentar melhores condições de vida, o Brasil teve como base negro ou índio escravizado, que estavam aqui contra sua vontade. Isso reflete na mentalidade da população até hoje e ainda vai refletir por muito tempo.

Na Argentina, quanto mais a pessoa trabalhava, mais ela prosperava. Isso estimula uma cultura de dedicação ao trabalho, de busca pela excelência, de gente que rala com gosto pois sabe que quanto mais ralar, maior será a recompensa. Já no Brasil… o que um escravo ganha se fizer um excelente trabalho? Certos estavam eles em não se esforçar! O país vem de uma cultura de fazer apenas o suficiente e, se der, nem isso fazer, pois não havia estímulo ou recompensa para um bom trabalho. O grande problema é que os tempos mudaram e esse modo de funcionar continuou: patrão é tudo filho da puta, se puder dar uma pernada no patrão opressor, melhor.

Essa base cagada do Brasil ainda contamina tudo: desde o funcionalismo público até a prestação de serviços. E não é algo que se mude do dia para a noite, estamos falando de séculos de demora para que uma nova mentalidade, quem sabe, talvez, tome lugar. Não, obrigada. Odeio viver em terra do jeitinho, do menor esforço, do se dar bem.

Eu falaria do clima, mas acho que como estamos no auge do verão, não preciso dizer muita coisa. Todo mundo aqui deve estar desgostoso com este calor infernal, então, ainda que a danação de ambos os países fosse igual (não é), o fator “calor do caralho” seria um belíssimo critério de desempate.

Sendo muito sincera, o que o Brasil tem mais que a Argentina (além do clássico “se foder”) são riquezas naturais. Só que isso não se reverte de forma alguma em benefício para a população. É ótimo para empresários, para políticos e para outras classes com poder, mas para o povo? Adianta ter petróleo, ter aquífero, ter a riqueza que for se metade do país não tem nem sistema de esgoto? Esse dinheiro não é revertido para o povo, então, do fundo do coração, caguei para essas “riquezas”.

No auge da pior crise econômica que já assolou a Argentina, ainda existem províncias onde o salário mínimo é quase quatro vezes maior do que o brasileiro. A Argentina em profunda crise consegue pagar melhor que o Brasilzão cheio de riquezas naturais. É isso que acontece quando um país é regido pela corrupção e incompetência. Não que a Argentina seja uma grande maravilha, mas igual ao Brasil nesses quesitos… estou pra ver.

Senhoras e Senhores, mil perdões, mas tenho que ser sincera: o povo argentino é mais bonito que o brasileiro e isso para mim é um quesito importante. Gente feia me deprime. Apesar da invasão imigratória que já muda as feições do argentino médio, ainda assim, no saldo final, continuam mais bonitos. E mais bem vestidos. E mais cultos. E mais educados.

Também se come melhor na Argentina, outro fator importante para mim. Eu não sei lidar com as comidas brasileiras. Aqueles restos de porco boiando no feijão, comer bucho de animal, frutas tropicais estranhas, pratos com 4 ou 5 guarnições… não, obrigada. Sobretudo nesse calor dos infernos.

Por sinal, em um país frio se evita todo tipo de transtorno e pestilência de país tropical. Tudo que eu quero para a minha vida são menos mosquitos, menos insetos no geral, menos répteis, menos animais bizarros, menos batuque, menos barulho. No frio as pessoas ficam mais silenciosas e reclusas. E se vestem melhor.

Menos festa, mesmo bagunça, menos oba-oba. Um país praticamente sem carnaval. Um país com um número alto de ateus. Um país com 5 Prêmios Nobel. Um país onde pontualidade é levada em conta. Um país onde há consequências para sair malvestido na rua. Um país que fala o segundo idioma mais falado do mundo e não um idioma que só mais meia dúzia de países (fodidos) falam. Um país que não tem vestibular, que entra na faculdade quem quer estudar.

Argentina é referência em ensino, por sinal, as faculdades de lá estão cheias de brasileiros. Enquanto os índices de analfabetismo do Brasil oscilam em pouco menos de 10%, os argentinos são inferiores a 2%. Ninguém em sã consciência nega a importância da educação para erguer ou reerguer um país. Foda-se que a Argentina não tem recursos naturais, foda-se que agora a Argentina está em crise, as pessoas de lá tem estudo de qualidade e isso pode virar qualquer jogo. Eu acredito que, em última instância, seja isso que conte.

Se você abre mão de segurança pública, saúde pública, transporte público decente, educação pública minimamente razoável e qualquer serviço público de qualidade em troca de mato, água e recursos naturais, recomendo que você vá trabalhar com mineração, caso contrário, vai sair perdendo nesse saldo final.

Para dizer que minha opinião é parcial, para perguntar onde tem um salário mínimo de quase 4 mil reais ou ainda para dizer que moraria até no Suriname para sair do Brasil: sally@desfavor.com

Se você encontrou algum erro na postagem, selecione o pedaço e digite Ctrl+Enter para nos avisar.

Desfavores relacionados:

Etiquetas: , ,

Comentários (31)

  • Li pouco sobre RACIONALIDADE e EMPATIA entre as suas reclamações, o que está subjacente. O que é melhor, uma pessoa muito inteligente mas filha da puta ou do bem mas não muito esperta??

    Inteligência pra vocês =

    – dinheiro
    – gente branca
    – ”conversas inteligentes”

    • Normalmente não é considerada, mas eu peguei essa imagem direto da Wikipédia. Estou apostando em cagada de quem subiu a foto.

  • As faculdades da argentina são tão boas que o pessoal que não consegue passar em medicina por aqui vai pra lá e faz qualquer faculdade meia boca. Nesse ponto é forçar a barra demais dizer q a argentina é boa.

  • Se vc vai se esforçar pra sair de um país merda que não seja pra outro merda. Nao iria para nenhum outro país da América latina.

  • Reparei que no mapa que ilustra a postagem que Belize e Guiana (ex-colônias inglesas), além de nosso “futuro lar impopular” Suriname (ex-colônia holandesa) não estão pintados de verde; não fazendo, portanto, parte da América Latina, apesar da vizinhança e de vários aspectos sócio-econômicos, políticos e culturais em certa medida semelhantes aos dos países com que fazem fronteiras.

    • Pois é, América do Sul não é o mesmo que América Latina! Por isso Guiana e Suriname não estão coloridos, assim como as Falkland e outras ilhas do Caribe (que no caso seriam América Central). Da mesma forma o México é América do Norte e América Latina também.
      Pobre é tudo igual, seja aqui ou do outro lado do mundo.

  • Leitora que nunca se manifestou aqui vindo sugerir um texto! Sally, tava lendo teu texto sobre a inveja como droga do BM e teu olhar sobre a questão é bem foda, mas tem uma coisa: ainda existe muito sim isso de competição feminina, de mulher que a gente acha que é amiga e no fundo (nem tão no fundo assim às vezes…)comemora nossa desgraça. Pois bem, eu ando buscando textos sobre isso mas num geral as pessoas são bem limitadas e abordariam a coisa sob um viés patético de “tua inveja faz minha fama”.. quando o que eu realmente gostaria de ler é a experiência de outra mulher com mulheres invejosas, mas sem essa tosquisse absurda de quase celebrar a inveja numa vibe “beijinho no ombro”. Não é uma questão que é fácil de trazer pra roda mesmo com amigas queridas e homens, não sendo ensinados a competir da mesma maneira e com a mesma intensidade, não tende a compreender bem… Então desculpe o imenso comentário, mas você é a única pessoa que vejo escrevendo algo decente sobre isso. Daí meu pedido! Hahaha. é isso. Amo o desfavor, vocês são sensacionais.

  • Sally que me desculpe mas os argentinos que eu vi no Beach Park, em Búzios, Cabo Frio e Arraial não tem nada de educados e quietos, muito pelo contrário, se comportavam como se nunca tivessem ido à praia, falavam aos berros um dialeto bem diferente do espanhol europeu (xo soy, maxoría…), furavam a fila dos brinquedos, ouviam música de gosto duvidoso na caixa de som num volume capaz de fazer inveja aos produtores de som do rock n rio. Sem contar os argentinos que trabalhavam nas praias de Búzios, todos eles, sem exceção, inventando as mais variadas histórias para se darem bem com o turista desavisado. Sinto muito, a Argentina foi o que foi até o início do século XX, de lá pra cá, o país virou um grande exportador de miseráveis com o ego inflado que ainda não perceberam que o tempo passou e que a Argentina tá bem ruinzinha das pernas.
    Ahhh, mas a Argentina tem gente mais bonita… Se o seu padrão de beleza está relacionado ao padrão europeu, saiba que a Argentina tem menos pessoas de pele escura porque foi feita um verdadeiro genocídio quando a escravidão foi proibida. E, só pra fechar a conta, eles não são chegados a um banho (vide o cabelo e a pele sempre sebentos), tampouco a escovação de dentes (vide a arcada dentária prejudicada da maioria deles).

  • Caralho, esse post foi puro bairrismo de ambos os lados, discordo duramente de tudo que foi dito, tem 3 ou 4 países melhores que o Bostil na America Latina quando o assunto é poder de compra e qualidade de vida entre eles estão Chile, Costa Rica, Panamá e talvez o Uruguai, se quer pessoas bonitas e inteligentes escolha o Uruguai, se quer proximidade com os EUA e coisas baratas escolha entre Costa Rica e Panamá, se quer uma Argentina que deu certo escolha o Chile.

    • Opa, vou abrir minha startup de tecnologia na pujante e diversificada economia uruguaia! Ou ir tentar ganhar a vida honestamente num paraíso fiscal como o Panamá! Esses países que você menciona tem índices melhores por economias limitadas e especializadas, mas não estamos falando de países que exportam bilionários ou grandes empresas. Não tem tamanho ou estrutura para fazer nada a mais. Sim, o Brasil basicamente vende carne, soja e ferro, mas tem tamanho e possibilidades para muito mais que isso. Economia é muito mais do que olhar para um condomínio de velhos ricos e dizer que todo o entorno sustenta isso.

  • Momento chapéu de alumínio: Ninguém me convence que meter à força centenas de imigrantes mal educados e semi alfabetizados em países mais desenvolvidos não faz parte de um plano muito maior. Pra quem não sabe Argentina tem o maior IDH da região.

    Voltando à discussão, dos países latinos sou mais o Uruguai, tem um clima mais moderado e menos gente. Se sua preocupação é economia, o Paraguai tá melhor que a gente em liberdade econômica e facilidade pra negócios. México é interessante pelos pontos turísticos, os caras realmente se esforçam pra preservar as coisas. Mas isso é tudo. Chile é superestimado pacas.

    • Acho que você esqueceu os “milhares” depois do centenas… porque num volume acomodável, imigrante faz bem pra qualquer país, mesmo que seja meio selvagem. Traz coisas novas e normalmente faz os trabalhos que os nativos acham ruim. Em algumas gerações, começam a soltar médicos e engenheiros. Mas, quando é nessa escala insana, não tem integração que aguente. Sally pode falar melhor sobre isso, mas certeza que esse bando de índio contribuiu para a queda argentina.

  • “para dizer que moraria até no Suriname para sair do Brasil”
    Nem a pau! Um shithole que mistura latinos e indianos (e ênfase no shit neste último), único atrativo é falarem holandês, pelo menos deve facilitar um visto de trabalho na Holanda.
    Em termos de clima prefiro a Argentina, mas fora isso não faz muita diferença onde se mora se você é classe média pra cima, tem grana pra escolher morar num bairro melhorzinho, com pessoas melhorzinhas, e pagar o que o Estado deveria fornecer mas não fornece. Dá pra fazer sua própria ilha de civilização.

    • Morar num bairro melhorzinho, não quer dizer necessariamente que as pessoas sejam melhorzinhas. Melhorzinhas em que sentido? Beleza? Nível cultural?

      • Me referia a comportamentos mais básicos, tipo não ouvir música alta, não transformar a calçada num lixão, essas coisas. De resto, não precisa nem me dar bom dia.

  • O sul do Brasil vale a pena. Vcs já foram em Balneário Camboriú? Minha meta de vida: Enrriququecer, sair do Rio e ir morar lá! Brasil tem lugares cagados tipo Rio, cagados ao extremo tipo Salvador, mas o sul salva! Argentina é agradável, o único problema é ter muitos argentinos morando lá! Hahaha, zoas…

    • Algo sobre aquele monte de prédio gigante em construção em Camboriú me dá a impressão de uma mega bolha imobiliária. Pode ser barato ir pra lá assim que estourar…

    • Essa história de clima ameno em Rio grande do cu ou Santa Catarina pra baixo é apenas imaginação coletiva do povo de lá querendo ser europeu.

  • Lendo os dois textos, parece que ficou tipo, o que falta aqui (em cultura), lá não tem (no quesito dinheiro), falando de Argentina e Brasil. O ideal, além de outras coisinhas somadas, é que tivessem as duas coisas, de preferência aqui. Mas cá pra nós, um país que não consegue nem cuidar de um museu caindo aos pedaços e na região supostamente mais rica do país, fica difícil né.

      • Digo que o ideal seriam as duas coisas, dinheiro e cultura, de preferência no Brasil. O Brasil não cuida nem de um museu cheio de cupim, a Argentina não tem capacidade nem de realizar uma final de libertadores com segurança. Dois países igualmente cagados.

        • Acho que em Cuba faltam os dois, não? Sei lá, de repente cultura vai muito além de um povo simplesmente alfabetizado.

          • Eu já fiquei um período em Cuba e é bem legal. o cara q nos levou num passeio em q ele ia pedalando uma bicicleta enquanto nos tirávamos fotos era historiador e ganhava mais fazendo isso. Me senti uma sinhá. Acho q gostei mais do q devia da situação rs
            Vc encontra gente legal pra conversar em quase todas as funções do turismo… o motorista pode ser um engenheiro , o guia um dentista. Fiquei na casa de um médico super educado e atencioso. Para os brasileiros q gostam de “gente humilde” é o paraíso se tiver dinheiro pra gastar .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Relatório de erros de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: