(…) Por isso, assim como precisamos deixar para trás preconceitos que surgiram durante a escravidão, podemos repensar algumas palavras que usamos. A Universa reuniu dez expressões que podem ser consideradas racistas e que deveríamos tirar de nosso vocabulário: (…) Mercado negro, lista negra, ovelha negra. LINK


Não bastava o racismo real, tem gente se esforçando para criar mais! Desfavor da semana.

SALLY

Esta semana teve faniquito para banir algumas expressões consideradas racistas. Transcrevo algumas aqui: denegrir, criado-mudo, fazer nas coxas, mercado negro, lista negra, ovelha negra, mulata, não sou tuas negas, trabalho de preto, doméstica, ter um pé na cozinha, da cor do pecado. Ao que tudo indica, não pode mais usar, se você usa, você é racista ou colabora para disseminar o racismo.

Provavelmente você está tão surpreso quanto eu. Uma mente que pensa que criado-mudo é racista é uma mente que pensa que apenas negros foram escravizados e colocados para servir em silêncio a seus patrões. Eu tenho algo a dizer: em termos históricos, a escravidão do negro durou menos, mas muito menos, que a de outras raças. Em termos históricos, foi um peido, exaustivamente dramatizado. E, só para deixar claro, pois não sou de meias palavras: evocar para si toda forma de escravidão ou é burrice, ou é oportunismo.

Se, por um acaso, alguém está cogitando vir encher o saco reivindicando racismo como sendo apenas contra negros, não venha. Apenas saia, vá ler outra coisa, tipo isso.

Assim como holocausto não matou uma maioria de judeus a escravidão não escravizou uma maioria de negros no mundo. Ainda assim, ambos resolveram se apropriar do evento, cientes de que se qualquer pessoa ousasse contraditar, ela poderia ser imediatamente silenciada e vilanizada.

Mesmo quando se faz referência expressa à cor negra, em palavras como “ovelha negra” ou “lista negra” a ofensa real consiste em pensar que eu ou qualquer outro ser humano será burro o suficiente para associar isso a pessoas da raça negra. Todo mundo compreende o que quer dizer, e de forma alguma desabona negros. Não somos débil mentais.

Existem expressões pejorativas envolvendo todas as cores, como por exemplo, “amarelou” (nunca vi chinês reclamar). A ofensa está na cabeça do ofendido. Se tenho certeza absoluta de que não sou uma coisa, não me ofende que digam isso de mim. Se eu te disser “essa ovelha rosa de bolinhas roxas pendurada na sua orelha é muito escrota” você se irrita ou sente pena de mim?

Escravidão foi uma barbárie, mas pedir tratamento especial por isso ou por qualquer outra coisa do passado é não soltar esse passado. Não soltar o passado é fazê-lo presente. Lamentável que queiram fazer isso presente. É uma barganha barata, manter presente um sofrimento imenso em troca de umas vantagenzinhas sociais. Medíocre.

Quando se pede um tratamento especial, quando se mobiliza uma sociedade para proibir expressões que são de uso comum, aí sim se está sendo racista. E, spoiler, desperta antipatia. Dá uma olhada para quem é o Presidente da República. Dá uma olhada no Congresso, onde um dos mais votados da história é um cidadão que fez uma música cuja letra era “essa negra fede”. Tá dando certo? Tá boa a resposta do povo a essas atitudes? Não está dando certo. Vão continuar? Fiquem à vontade, mas vejo um futuro um pouco desagradável para esse tiro no pé.

Hoje a contratação de negros já é pensada e repensada mil vezes, por medo de que qualquer comentário vire processo ou acusação de racismo. Já trabalhei em mais de uma empresa que não contratava negros por temor que qualquer coisa possa ser mal interpretada e virar um drama. Lógico que é mais fácil atribuir isso a “resquícios dos danos causados pela escravidão” e a racismo, é sempre muito duro olhar para si mesmo e ver que você pode ser o grande responsável pela sua realidade, não o passado, não os outros.

É óbvio que isso não vai aparecer nas pesquisas, pois ninguém é louco de declarar abertamente que não contratam negros porque eles são mimizentos. Mas é constatável analisando o perfil de desempregados X o de empregados no país. Continuem pleiteando tratamento especial por um erro histórico que já aconteceu com todas as raças, com todos os povos, em todos os cantos do planeta se quiserem, adivinha quem vai ser prejudicado? Me digam, o quanto terão que se foder para perceber que estão no caminho errado e dar meia volta?

Não vou parar de usar essas expressões, por entender que elas não são em nada prejudiciais. Eu confio que as pessoas tem discernimento de saber que quando eu digo que “Fulano amarelou, é um cagão” não está implícito que os chineses são todos covardes, assim como confio que as pessoas tem discernimento para saber que quando eu digo que “Fulano está na lista negra de tal jornal” não está implícito que tudo que é negro tem conotação negativa.

NÃO DEVO REPARAÇÃO HISTÓRICA A NINGUÉM, e, juro, minha vontade era fazer um texto usando só essa frase, repetida uma após a outra. Barbáries foram cometidas contra todos os grupos ao longo da história e todos se recuperaram muito bem, obrigada, sem precisar de colinho e tratamento caridoso. Get over it.

Dívida histórica é o caralho, se acham que o Brasil tem alguma dívida (o que eu acho risível), me incluam fora dessa, que meus pais, avós e tataravós (e todos antes) não são nem brasileiros nem portugueses e não tiveram qualquer relação sequer remota com os africanos (vendidos pelos próprios africanos) como escravos ou com qualquer parte deste processo. Não devo nada a ninguém e sou imune a essa tentativa de culpabilização.

Acabar com o racismo? Muito necessário. Mas com essas atitudes só se está aumentando o racismo, de acordo com a minha percepção. Você pode discordar da minha percepção e tá tudo bem, isso não nos torna inimigos. Porém eu vou agir de acordo com as minhas convicções. Não é crime (e nunca será) falar “mercado negro”, portanto, continuarei falando, pois entendo que deixar de falar é que estimula o racismo.

E também entendo que dar significado, remoer e dramatizar o passado é um convite para revivê-lo. Seja lá o que tinha que ser aprendido com aquela experiência, não foi. O mesmo erro está sendo cometido, novamente. A próxima lição virá um pouco mais explícita. Boa sorte aí.

Recomendo resolver a questão enquanto é tempo. Recomendo transcender a questão, integrar isso, superar isso. Sério mesmo, recomendo que façam isso já, no amor, porque se tiver que ser feito na dor, vai ser muito ruim. E isso vale para qualquer coisa que qualquer um de nós não esteja soltando sobre seu passado: solte, ou vai continuar aparecendo na sua vida e cada vez de forma mais ostensiva.

Tem coisa mais séria acontecendo com negros no Brasil e no mundo para gastar tempo e energia convencendo as pessoas a não falar “lista negra” e é desmoralizante que essas questões mais urgentes não sejam tratadas como prioridade. Tenham vergonha nessa cara e vão pra base da pirâmide de Maslow socorrer quem precisa do básico em vez de ficar espanando a ponta, bando de punheteiros intelectuais!

Não é suprimindo palavras que se muda uma realidade, é alterando consciências. Pelo visto, no saldo final, burro mesmo é quem está querendo mudar alguma coisa de fora pra dentro em vez de dentro para fora.

Continuem, continuem assim, achando que estão lacrando, reivindicando, afrontando, que eu já estou preparando minha pipoca…

Para concordar de forma anônima de modo a evitar transtornos, para dizer que agora vai fazer questão de usar mais ainda essas palavras ou ainda para dizer que deixou de ser racismo e passou a ser rancismo: sally@desfavor.com

SOMIR

O governo Bolsonaro já está ficando tão bom quanto prevíamos em criar notícias para esta coluna, mas desta vez tanto Sally quando eu independentemente chegamos à matéria publicada pelo Universa do UOL, e ambos achamos terrível. Já faz tempo que esse site me chama a atenção, para quem não sabe, o Universa é um compilado de blogueiras especializadas em lacração, copiando o modelo americano de Buzzfeed, Vox e Vice. O modelo de negócios do Universa, assim como desses sites americanos, é contratar 99% de mulheres brancas de classe média e alta para chamar todo mundo de racista e misógino com títulos provocativos e gerar muitos cliques.

Por sorte o modelo de clickbait lacrador não funciona no longo prazo, as versões americanas desses sites estão demitindo gente adoidado e fechando operações. Quem lacra não lucra. Mas, enquanto ainda é novidade no Brasil, vamos ter que lidar com isso enquanto for razoavelmente lucrativo. Quando vi a chamada do texto, a foto era de uma mulher negra. Com esse título de expressões racistas que devemos tirar do nosso vocabulário, eu confesso que revirei os olhos, mas ainda havia uma parte inocente no meu coração que me disse: “a moça é negra, deve ter uma visão diferente das coisas que você não consegue perceber sozinho, não custa clicar e ver se tem algo que você deixou passar”.

Cliquei. A foto da mulher negra estava muito profissional… vi o crédito de um banco de imagens. Enganado. Selecionei o nome da autora, coloquei “Universa” junto e pesquisei no Google. Achei o LinkedIn dela. Adivinha só? Branquinha. Clickbait total. O título da matéria era provocativo e a foto que uma pessoa normal presumiria ser da autora (como é comum em chamadas do Universa) era só um truque para fazer pessoas como eu presumirem que era uma mulher negra escrevendo sobre o tema. Tudo bem que eu não acredito que você precise ser de algum sexo ou cor específicos para escrever sobre algo, na verdade, eu nem acredito que você deva se identificar para manter o que escreve puramente como uma ideia, mas… sabemos que não é assim que a maioria pensa. Fazia sentido que fosse a autora na imagem.

Mas é tudo um grande truque para criar um senso de importância em textos de millenials vomitados sem parar por faculdades de jornalismo (quando se dão a esse trabalho). Basicamente, é só pensar numa forma de criticar homens brancos e ocupar uns 10 parágrafos para fazer parte desse movimento. Mas chega de bater nelas: ser blogueira feminista é fracasso o suficiente na vida. Vamos volta ao tema, ou, como você é pior que o Hitler quando diz criado-mudo.

Quando uma árvore cai no meio da floresta, ela faz barulho? Essa pergunta existe para nos fazer pensar sobre a natureza da nossa percepção e a realidade. Em tese, faz barulho, mas se não tiver ninguém por perto para ouvir o som, o fato não é registrado e não muda a vida de ninguém. Virtualmente todas as expressões apresentadas pela autora do texto são uma forma de injetar racismo na sua mente em figuras de linguagem que ninguém usa de forma racista. Quando você fala sobre mercado negro com um amigo negro, nem você nem ele estão imaginando a conexão com pessoas negras.

Todas essas expressões “de cor” são baseadas na ideia da noite, ausência de luz, um medo primal de animais diurnos como o ser humano. Precisa de uma ginástica mental cansativa para conectar pessoas de pele negra com expressões como lista negra! Não só demonstra um desconhecimento preocupante da linguagem para quem se propõe a escrever como profissão, como também infla artificialmente o problema do racismo. Racismo existe, eu diria até que é uma questão fundamental da vida em sociedade humana, todos os povos são racistas até dizer chega e a ideia exige sim uma atenção maior para não criarmos divisões desnecessárias entre as pessoas.

A turma do lacre parece gostar tanto de racismo que o existente no mundo não é suficiente. Precisam criar mais e mais para satisfazer um vício estúpido em censurar outras pessoas. O lacrador médio deriva prazer de se sentir moralmente superior àqueles que estão ao seu redor, e não estão dispostos a se esforçar por isso. Na dúvida, inventam descaradamente comportamentos negativos no resto da sociedade. Algumas expressões realmente nasceram da relação entre mestres e escravos, mas sua utilização deixou de estar relacionada com essa ideia há muito tempo. Só se torna racista se alguém vier colocar racismo de volta nisso.

E esse é o grande trabalho da lacradora da vez: criar racismo onde ele não existe mais e tentar empurrar ele de volta para o mundo. O lacrador só existe como parasita, não consegue viver sozinho. Se ele não criar mais racismo, misoginia e homofobia no mundo, morre de fome. Entendam o seguinte: um mundo melhor não é o interesse desse povo que escreve para o Universa. Um mundo melhor força a maioria delas a procurar um emprego que não envolva travestir sua necessidade doentia de aprovação em provocações baratas na internet e ganhar dinheiro com isso. Um mundo melhor é mais igualitário, e num mundo igualitário, uma garota branca de classe média que teve a faculdade de humanas bancada pelo papai tem que concorrer por atenção e espaço com gente que rala e estuda de verdade.

Por incrível que pareça, lacrador desse tipo depende quase que exclusivamente de comportamentos terríveis de outras pessoas. Por isso que nunca é um convite à reflexão, por isso que mijam em fotos do Bolsonaro ao invés de conversar como gente: a histeria e o pastiche lacrador reforçam o mundo que supostamente criticam, criando aversão no cidadão médio e mais divisões sociais. Depois de milhares de anos de história humana, já sabemos perfeitamente bem que esse tipo de comportamento não serve para convencer ninguém. Eu já passei da fase de colocar isso na conta da ignorância, agora eu enxergo má intenção mesmo. Escrevem sobre as mil formas como você é uma pessoa horrível sem saber justamente para que você internalize isso e saia dessa interação pior do que entrou.

Sem racistas, misóginos e homofóbicos, eu vou continuar vivendo bem. Mas os lacradores? Eles morrem de fome e perdem a única função que tem, a que inventaram e muitos otários pagam para manter. É a única coisa que eles têm, e podem ter certeza que eles vão querer manter a maioria das pessoas assim. Você é racista se nega um direito humano básico a uma pessoa por causa da raça dela. Você não é racista se disser criado-mudo. E eu quero um mundo menos racista. Se você não está sendo, continue com o bom trabalho e não deixe essa gente doente da cabeça te empurrar de volta para o tempo da escravidão.

Ah, trabalho de preto é uma expressão racista sim. Eu percebi isso mais ou menos aos 14 anos de idade. Basta não ser completamente retardado.

Para dizer que esse é o lado negro da internet, para dizer que vai ser chapa-branca e não comentar, ou mesmo para dizer que dizer que alguém está pálido é elogio então: somir@desfavor.com

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Comentários (21)

  • Mostrei esse link do UOL pra um colega de trabalho e a única reação dele foi soltar um “vão se foder!” pra quem escreveu essa “listinha de palavras proibidas”.

  • Uma vez em uma empresa onde trabalhei usei a expressão “dar um 38 na mão de um macaco”, para justificar um equipamento superdimensionado na mão de alguém que não saberia operar…
    …virei o “racista” da empresa até sair de lá.

  • “Se, por um acaso, alguém está cogitando vir encher o saco reivindicando racismo como sendo apenas contra negros, não venha.” Agora a censura a comentários é antecipada?

    • Foi um pedido, meu anjo.

      Sua mente deve estar em um lugar horrível para você ver censura onde não tem. Saia do modo bélico, da dualidade.

  • É bem curioso o fato de os progressistas dominarem as narrativas sociais e até políticas e desmantelarem várias normas sociais que existiam há décadas e ainda se dizerem perseguidos e oprimidos.

  • Depois de anos ouvir isso, só hoje fui procurar no Google o que era fazer nas coxas. Pra mim era perna e não fazia sentido, nunca ia imaginar essa expressão.

  • Sobre o texto de 2009 sobre o Holocausto, por que vocês acham que os outros povos/nações, principalmente os Russos, não se queixam? Será q é porque os Russos se acham muito foda pra admitir que tiveram tantos mortos?

  • Não entendi o seguinte: se a proposta do texto criticado é tão risível, por que lhe atribuir visibilidade aqui?

  • Essa ditadura tá decepcionando demais. Tava na expectativa do Biroliro construir uns campos de trabalho forçado pra mandar essa gente toda pra lá, falta de um trabalho verdadeiro (e de vergonha na cara) resume esses vagabundos aí.

    E eu concordo com o Somir. Fazem isso por mau caratismo mesmo. “Lacradô” vive de alimentar, incentivar e inventar conflito, do contrário desaparece e ninguém sente falta.

    PS: (C)Universa, BuzzFede, Cagada Livre e similares = Áreas cancerígenas da internet.

  • Vou só copiar isto que achei na internet.

    Segue abaixo os grandes chavões e clichês que sintetizam o “pensamento” dos vários idiotas que existem na Internet:
    Se você critica a imprensa, você quer a censura e quer calar a imprensa.
    Se você critica as gravadoras, estúdios de cinema e editoras de livros, você está fazendo apologia a pirataria.
    Se você critica a esquerda ou algum político ou partido de esquerda, você não passa de um burguês, fascista, reaça maldito.
    Se você critica a direita ou algum político ou partido de direita, você não passa de um esquerdopata.
    Se você critica políticos da direita e da esquerda, você é um isentão.
    Se você critica o PT ou algum político do PT, você é um tucanalha ou então um golpista.
    Se você critica o PSDB/DEM ou algum político desses dois partidos, você é um petralha.
    Se você critica o liberalismo ou o Estado mínimo, o idiota logo diz “Por que você não vai pra Cuba ou Coréia do Norte?”
    Se você critica a falta de inteligência alheia (para ser politicamente correto), você é um intelectualoide preconceituoso metido a besta. Aliás, por falar em politicamente correto…
    Se você critica o politicamente correto, você não passa de um fascista, reaça maldito, chato, bobo, feio e cara de limão.
    Se você critica algum homossexual ou a militância LGBFGSTASHAJANSHD (sei lá qual a sigla usada nesse momento), você é homofóbico.
    Se você é homem e diz que gosta de mulher ou é mulher e diz que gosta de homem, você é homofóbico.
    Se você usa homossexualismo ao invés de homossexualidade, você é homofóbico, afinal de contas “ismo” significa doença. Quer dizer então que comunismo, socialismo, anarquismo, capitalismo, vegetarianismo e veganismo são doenças? Bom, talvez sejam mesmo.
    Se você critica quem critica algum homossexual, a militância LGBFGSTASHAJANSHD ou então um heterossexual que se faz de coitadinho e oprimido, você é um “gayzista”. Para quem não é idiota e não conhece a novilíngua dos idiotas, gayzista é a junção de gay com nazista.
    Se você critica o vegetarianismo, veganismo ou algum vegetariano, vegan, você não passa de um onívoro reacionário.
    Se você critica algum nordestino ou algo do nordeste, você é um xenófobo.
    Se você critica alguma religião ou algum religioso, você é um intolerante religioso.
    Se você critica o ateísmo ou então algum ateu, você é um intolerante religioso.
    Enfim, esse é o guia do Lucho de como descobrir um idiota na Internet.

    Que merda de mundo! Parece que todo mundo é feito de cristal. Ninguém pode ser contrariado, ninguém pode ouvir crítica que já fica enfezadinho e já solta o seu repertório de mimimi, que já acha que é busca pela polêmica (peguei um ódio dessa palavra).

    Saiam da bolha, caralho!!

    • Bom resumo. Só faltou aí o “Se você critica qualquer coisa do comportamento masculino, você é feminazi mal comida, chata e que quer a ditadura da buceta. Se você critica qualquer coisa do comportamento feminino, você é machista, misogino e estuprador.”

  • No caso de “mulata” eu penso que se eles não querem que se use essa palavra, que inventem outra. O que não dá é todo mundo ficar se classificando como negro.
    “Nas coxas” eu achava que era com conotação sexual.
    “Ovelha negra”, porque é um animal incomum, né. Acredito que ninguém pense em uma pessoa neste caso.
    “criado mudo”, então, nem se fala. Pra mim não tem nada a ver com negros.

  • Realmente, trazer a política e suas ideologias pro mainstream foi ruim e bom ao mesmo tempo. Bom porque é legal ver mais gente questionando quem está no poder, ruim porque mataram a figura do normie que não entende e não tem interesse por política e ideologias. Em certos contextos sociais é inaceitável ser um “ateu político”, talvez até mais do que ser um ateu no sentido religioso. Mas é aquilo que eu disse uma vez: ser acusado de extremismo não significa que você é extremista e precisa adotar o extremismo. Só segue o seu rumo.
    Por fim, antes de chamar alguém de fascista, olhe para si mesmo e veja se você não está sendo um fascista em casa, com sua família e pessoas do seu convívio.

  • Estava conversando com um amigo justamente sobre isso…e gente do céu, como o pessoal fica chato!viram um dicionário ambulante ”ah,mas você sabia que falar essa palavra significa tal e tal coisa racista?” não tem como não ficar de saco cheio…a tendência é se afastar de gente assim.

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