Mudança social.

Que a sociedade humana não é ideal sabemos há milênios, e mesmo com essa experiência toda, ainda não entramos em acordo sobre o melhor caminho para o futuro. Sally e Somir repetem esse padrão no texto de hoje, os impopulares também.

Tema de hoje: Qual o caminho mais eficiente para mudar a sociedade?

SOMIR

A verdade está lá fora. Lá fora de nós… quando mais estudo e aprendo sobre a humanidade, mais fica claro que a tecnologia é o melhor, senão o único caminho para tornar nossa sociedade mais pacífica, justa e feliz. E aqui é importante já fazer uma distinção entre indivíduo e humanidade como um todo. O indivíduo pode ganhar muito olhando para dentro e aprendendo, mas a imensa desigualdade entre as pessoas torna esse tipo de processo muito complicado em largas escalas.

Educação é importante, mas pessoas muito diferentes aprendem em ritmos diferentes, gerando muita contaminação no processo. Educação e conscientização funcionariam bem num mundo mais homogêneo. Mas sabemos que esse não é o caso: você não consegue andar um quarteirão numa grande cidade sem ver pessoas que tiveram oportunidades completamente diferentes na vida, e que dificilmente conseguem se entender para formar uma linha unificada de pensamento. O conflito é um estado natural da humanidade, por isso é tão complicado gerar mudanças significativas no nosso comportamento social.

Mas, ainda estamos aqui, não? O mundo pode estar cheio de problemas, mas em qualquer métrica que resolvamos analisar, a qualidade de vida do ser humano só melhora com o passar dos séculos e décadas. Todos os indicadores de saúde, educação, prosperidade e paz são melhores hoje do que foram em qualquer outra era passada. Sim, ainda falta muito o que melhorar, mas tem algo que está nos mantendo numa linha crescente de qualidade de vida há milênios. Algo que nenhum outro animal tem e foi o elemento determinante para a completa dominação exercida pela espécie humana na ordem natural: a tecnologia.

Inteligência é uma característica valiosa na evolução, mas outros animais também são muito espertos. Primatas, golfinhos e até mesmo pássaros demonstram capacidades mais avançadas até que muito ser humano por aí. Mas o que a humanidade fez com essa inteligência que mudou tudo: desenvolver ferramentas e explorar recursos naturais de forma consistente, construindo em cima das descobertas de gerações anteriores. O ser humano usa ferramentas como vários outros macacos, mas a cada geração as ferramentas ficam mais complexas. Começamos como eles, usando pedras para quebrar cocos, mas depois de vários milênios, nossas ferramentas conseguem visitar Marte e nos mandar imagens de volta.

Tecnologia não é só criar e usar ferramentas, é uma espécie de evolução paralela bilhões de vezes mais rápida que a que gerou nossos corpos. E ela se provou extremamente poderosa: tudo o que eu disse sobre aumento consistente da qualidade de vida do ser humano pode ser atribuído à tecnologia que desenvolvemos. Fogo, agricultura, roda, domesticação de animais, desenvolvimento de casas, roupas, instrumentos de caça, transporte e transmissão de conhecimento… numa piscadela da evolução natural, a humanidade estava tão longe de qualquer outra espécie que o conceito de cadeia alimentar que regeu o mundo por bilhões de anos já não se aplicava mais para nós.

E as coisas foram avançando numa velocidade cada vez mais rápida. Demoramos muitos milênios de anos para organizar a agricultura, poucos para definir estruturas de organização social, séculos para industrializar, décadas para viabilizar a medicina e anos para conectar o mundo todo! A tecnologia acelera de forma exponencial, pois ela é feita de algo muito mais “leve” do que nossos pesados corpos físicos, a tecnologia corre na velocidade das sinapses cerebrais. E nesse tempo todo, deu de ombros para todos nossos dramas hormonais. A tecnologia não se importa com suas crenças religiosas, suas objeções morais ou mesmo seus incômodos pessoais. Ela foi colocada em movimento assim que nossos cérebros desenvolveram essa capacidade, e foi nos arrastando para frente desde então.

De uma certa forma, é como se a tecnologia fosse uma entidade separada da humanidade. Nossos corpos providenciam a energia necessária para ela continuar avançando, mas ela é mais esperta do que depender de macacos pelados para sempre: os avanços na robótica e na inteligência artificial acontecem sem parar, e não se assustem se da noite para o dia ela acelerar tão rápido ao ponto de ninguém mais entender o que está acontecendo (a chamada singularidade tecnológica, quando uma inteligência artificial assume o trabalho de se melhorar sem participação humana).

Parece até papo de filme tipo Matrix, mas eu não me preocuparia tanto assim: a tecnologia nos permitiu viver mais com menos esforço. Ela pode ser usada para nos fazer mal, é claro, mas se você considerar a média, a quantidade de coisas boas que ela nos trouxe é avassaladoramente maior do que os elementos negativos. Para pessoas de um século atrás, o cidadão médio de hoje vive como um rei. Porque no fim das contas, nós nos importamos com mesquinharias como maltratar e controlar pessoas, mas a tecnologia só quer chegar na próxima etapa o mais rápido possível. Sei que parece insano dizer que a tecnologia existe fora das nossas cabeças e não depende quase que exclusivamente de nossos polegares opositores, mas basta analisar a nossa história: nem mesmo reis e sacerdotes conseguiram pará-la, e não faltam exemplos dessas tentativas.

Não tem poder social humano que vá contra um meio de transporte mais cômodo, uma casa mais confortável, uma comida mais saborosa… mesmo com todas as preocupações relacionadas ao uso de celulares, eles tomaram o mundo todo em menos de uma década, porque essa tecnologia era o que os humanos queriam. Se torna nossa vida mais fácil e agradável, adotamos. E se esse é o caminho que gera avanços mais rápidos, adivinha só essa evolução paralela que é a tecnologia vai preferir? Pode dar errado e meia dúzia de malucos explodirem o mundo? Pode. Evolução não é perfeita, o fracasso é sempre uma opção. Mas não existem motivos sólidos para acreditar que a tecnologia não vá continuar nos providenciando conforto, abundância e paz na sua corrida incessante rumo ao futuro.

E com conforto, abundância e paz disponíveis para a maior parte da população humana, a sociedade muda para melhor. Somos macacos com fome, frio e medo, o resto são apenas abstrações momentâneas. A única forma consistente de estragar o futuro é conseguir frear a tecnologia, mas… boa sorte com isso, gente muito mais poderosa tentou e falhou terrivelmente.

Para dizer que eu sou otimista demais por analisar tendências históricas, para dizer que prefere pensar no todo usando a lógica do indivíduo, ou mesmo para dizer que a verdadeira resposta é o voto (ha): somir@desfavor.com

SALLY

Qual o caminho mais eficiente para mudar a sociedade?

Provavelmente você está esperando que eu diga que é a educação. Pois é, vou ficar te devendo essa. Chegamos a um ponto onde eu não acredito mais que a sociedade como um todo seja resgatável pela educação. Aliás, eu nem acredito que seja resgatável, pois o que precisa ser feito, não será feito: faxina social, eugenia, extermínio de vidas humanas.

E que bom que não será feito, é algo cruel e bizarro. Melhor que sejamos todos extintos e arquemos com a nossa incompetência como raça humana. Falhamos. Destruímos nosso habitat, matamos e barbarizamos uns aos outros, não conseguimos que evolução tecnológica alcance um nível que limpe todas as cagadas que fizemos. Tá joinha, assumamos responsabilidade e sejamos extintos, eu realmente não me importo.

O fato de eu acreditar que a única forma de realmente mudar a sociedade é através de uma faxina social com assassinato em massa não quer dizer que eu concorde que isso tenha que ser feito. Não tem. Mas sim, seria o único jeito. O ser humano não tem mais solução, extermina quase todo mundo e tenta refazer melhor.

Hoje vemos um grau de involução, de barbárie, que me faz pensar que, ao menos metade da população mundial não tem salvação, se não mais. Seja pela falta de estímulo intelectual, afeto ou até mesmo respeito e proteína na primeira infância, seja pelas condições adversas às quais foram sujeitos que impediram seu pleno desenvolvimento, pela violência à qual foram expostos, que levou parte de sua humanidade. Ou são psicopatas, ou são burros demais para qualquer coisa, ou são totalmente superficiais e anestesiados sem consciência de nada, causando danos sucessivos ao planeta, aos outros humanos e a si mesmos.

Não dá para educar essas pessoas por nenhum meio, nem mesmo pelo tecnológico, pois lhes falta base para conseguir compreender e internalizar premissas básicas. São pessoas que estão no subsolo na Pirâmide de Maslow, que não tem o básico do básico em matéria de humanidade, consciência, raciocínio e sentimentos. São cães bípedes. Minto, isso seria uma ofensa aos cães…

Quando a coisa vem muito cagada da origem é impossível fazer esse resgate, ao menos não da forma significativa que seria necessária para mudar a sociedade. Sempre vai ser assim, ser humano escrotizando ser humano, ciclicamente. Os poucos iluminados que não se regem por essa lógica de ataque-defesa, pela dualidade, pelo egoísmo e pelo materialismo poderiam até ficar vivos e tentar fundar uma nova sociedade, repovoando o mundo, mas para isso tem que eliminar o resto, caso contrário, serão trucidados.

Se você acompanha minimamente as notícias sabe em que pé as coisas estão. Pessoas estuprando idosos, crianças, pessoas torturando por prazer, pessoas cometendo todo tipo de atrocidade em uma espiral crescente, sendo cada vez mais divulgada pela Indústria do Medo, que acaba fomentando mais e mais eventos destrutivos como esse. Uma humanidade doente, deprimida, cheia de problemas psicológicos e psiquiátricos, movida à base de remédios para a mente. Não dá, gente, não tem volta.

O grau de danação mental das pessoas é desesperançoso. Não quero dizer com isso que a gente tenha que se matar, basta não participar desse mundo, aprender a se distanciar e ver as coisas de fora, quem saber até achano graça desse animal bizarro que é o ser humano. Faça o seu, mantenha sua mente em um bom lugar e o seu mundo não será esse que a Indústria do Medo joga na nossa cara todos os dias. Porém isso só corrige o SEU mundo, não o todo.

E, vamos aceitar uma verdade: pouquíssimas pessoas sabem e querem trabalhar sua mente para sair desse mar de podridão. A maioria está chafurdando no medo, nas paranoias, no ataque-defesa, na crença na falta. Não dá para desconstruir uma merda tão arraigada, por tantos séculos, em pessoas tão reativas, apavoradas e sem consciência tendo tão poucas pessoas sãs para fazê-lo. Não dá. Para uma sociedade completamente diferente estas pessoas deveriam simplesmente ser eliminadas. Repito: esta é a solução prática, o que não quer dizer que eu seja a favor dela. Sou contra, mas isso não quer dizer que não seja a única solução.

Isso está vindo de alguém que sempre defendeu o ser humano, que sempre teve esperança na mudança e que durante muito tempo acreditou que todo mundo era resgatável. Bem, na real, resgatável todo mundo é, só não temos bote salva-vidas para todos. Não há tempo, não há uma maioria sã para cuidar dos fodidos e não parece haver o menor dos fodidos de fazer um trabalho profundo para melhorar a sua situação. No que depender deles, vão continuar regendo suas vidas com base em horóscopo e na porrada.

Depois de tudo que você já viu aqui, todos os Ei Você, todos os vídeos de pessoas urinando em transporte público… depois de tudo que você já viu aqui nestes dez anos, você consegue achar que essa humanidade tem jeito? Não tem. Já teve, mas passamos do ponto de retorno e agora estamos em rota de colisão. E tá tudo bem, se é esse o destino, eu realmente não me importo. Falhamos como humanidade, arquemos com as consequências.

Temo que o que vamos ver nos próximos anos acabe convergindo para isso que estou falando. Não tem outra saída para a raça humana que não um extermínio em massa, não importa se for promovido pelo próprio ser humano, pela natureza, por aliens ou por doenças. Está insustentável e a quantidade de pessoas que jogam contra a humanidade é esmagadora.

Tomara que o Somir esteja certo, mas a experiência me diz que em matéria de ser humano eu tenho mais conhecimento do que ele, que é excessivamente romântico e otimista.

Para dizer que não se falam coisas deprimentes como esta em uma segunda-feira, para dizer que concorda comigo e ainda acha que deveríamos exterminar sim ou ainda para ignorar a parte que eu disse discordar da aplicação da teoria e me chamar de nazista: sally@desfavor.com

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Comentários (39)

  • Essa ideia de se criar um novo tipo de sociedade teoricamente melhorzinha formada por uma certa seletividade baseada em métodos os mais variáveis, soa meio alguma coisa de fóbico e de vários tipos, não? Parece lembrar alguma coisa relacionada a uma Alemanha de um passado não muito recente.

    • Sim, é nazista. Ninguém está defendendo que seja bonito ou que deva ser feito, apenas que funciona SE quem tem o detonador na mão sabe o que está fazendo.

      • Entendo, mas sei lá, de repente uma sociedade assim, hipoteticamente construída em cima de valores teoricamente xenófobos, já deva nascer doentia, já possa vir com defeito de fábrica, mesmo que hipoteticamente construída por pessoas digamos, brancas, loiras, de alhos azuis, corpos perfeitos, lindíssimas e com QI na estratosfera, mas pode dá certo, a depender do que se queira ou do que se almeja em um projeto assim.

        • Defeitos sempre vai ter, pois o ser humano é falho, mas ao menos seriam defeitos mais suportáveis para quem está com o dedo no gatilho, selecionando.

  • Bem … eu acredito que seria sim a Educação e pela primeira vez ( eu acho) discordo plenamente da Sally .
    Vamos de tecnologia, então , até pq são da mesma família.

  • Se controlassem pelo menos a população da Índia já estaria bom pra mim, tem gente demais e não consigo aceitar que esse país onde as pessoas cagam no meio da rua esteja se tornando uma potência econômica e nuclear.

  • Só a eugenia pode solucionar essa merda, infelizmente estamos caminhando no sentido contrario disso, se liberassem o aborto e tornassem os pobres de baixo QI inférteis já seria uma enorme evolução, não precisa matar ninguém é só liberar a manipulação genética e controlar a reprodução descontrolada de gente disfuncional e com o passar do tempo só pessoas que tem grana para literalmente projetar os traços genéticos de seus filhos irão se reproduzir e isso poderia trazer um enorme salto de qualidade em digamos 20 anos porem como nada disso está sendo feito o destino do ocidente é se tornar islâmico e atrasado, não acredito que a humanidade irá sé extinguir assim tão rápido talvez demore uns mil anos até destruírem tudo de vez.

  • Nossa, complicado comentar sobre esse tema, mas acho que fico com a Sally nessa. Concordo com o argumento aí de que a tecnologia deixa as pessoas burras. É bem difícil fazer com que as pessoas usem a tecnologia “de modo correto” pra que haja, de fato, melhorias na sociedade.

    O problema também é que, se houver um extermínio em massa, pode restar um mínimo de gente burrinha ainda no mundo continuando a fazer o mesmo.

  • O que muda realmente uma sociedade: momentos econômicos favoráveis, aproveitados pelo seu povo. Ficar longe de guerras, só fornecendo recursos; descobrir petróleo que sustentaria seu povo por gerações; ter a maior população do mundo – coisas assim são oportunidades para dar “guinadas” a seu favor, que os líderes (e o povo) tem que aproveitar para fazer mais riqueza (e mais oportunidades).

    Se tais situações vão criar uma sociedade melhor, não sei – mas são oportunidades de melhoria, com certeza.

  • E pelo visto a Indústria do Medo também te atingiu em algum nível, Sally…
    Expurgos do “destino” e da natureza nunca eliminaram só gente burra ou só gente escrota. E tem aquela velha questão, tem muito inteligente com personalidade escrota e muito burro com personalidade de ouro. Apesar de estar longe de ser otimista me inclino mais pra opinião do Somir. Pra mim a tecnologia adestra as pessoas de alguma forma pra pelo menos manter um certo nível de convivência em sociedade, mas não necessariamente as fazem mudar por dentro.

  • Concordo Sally, uma solução seria um extermínio em massa, que não vai acontecer por sinal, ou se fosse feito um controle de natalidade castrando metade da população pra parar de colocar gente na bosta deste planeta. Dava pra melhorar muita coisa se deixassem apenas as pessoas evoluídas geneticamente vivas. Por hora, estou torcendo para que um meteoro caia e nos extermine como os dinossauros.

  • Sou meio cético quando o assunto envolve a nossa espécie.
    De alguma forma os dois textos me remeteram aqui a filmes e séries pós apocalípticas, no qual depois de um quase extermínio da humanidade, sempre acaba sobrando um punhado de gente, e esses poucos gatos pingados que sobram continuam com as mesmas mesquinharias de sempre, e se trucidando por isso.
    Acredito que não seria muito diferente numa situação real de fato. Deixo o otimismo com vocês do desfavor.

    • Ahhh, mas aí depende da competência de quem extermina, né? Me dá esse poder e eu te garanto que não sobra ninguém assim…

  • Eu chamaria a Sally de Thanos, com esse discurso!

    Eu acho que sou minoria, mas concordo com o Somir. E dentro da tecnologia, usando um conceito da Saúde bem esquerdista, temos desde a tecnologia “dura” (máquinas, remédios, a parte mais “cara” do processo) até a “leve” (comunicação, vínculo, acolhimento). Acho que é a tecnologia (nesse conceito bem abrangente) que muda a sociedade, como já mudou tantas vezes ao longo de tantos anos desde que evoluímos do macaco.

  • Eu sou do contra: a tecnologia vai continuar nos ajudando na vida e conseguir segurar esse “possível” colapso por excesso de pessoas ignorantes, ao menos por mais algumas décadas.
    Sempre vai existir gente interessada em conhecimento ou dispostas a fazer trabalhos mais complicados enquanto o cidadão médio fica se exibindo na internet, quantos gênios não nasceram em contextos totalmente desfavoráveis mas depois transcenderam e fizeram a diferença no mundo? Teria que acontecer uma tragédia na genética humana pra deixar a população 100% burra.

    • Eu também acho que a tecnologia joga contra, ela facilita a vida dos imbecis, lembrando sempre que imbecil não necessariamente é uma pessoa burra. Não estamos falando de inteligência e sim de pessoas socialmente nocivas.

  • Estou vendo muita gente patinando aqui na ideia que as pessoas precisam mudar seus comportamentos para melhorar o mundo. Se é assim que você lê a história humana, faz sentido ser tão pessimista ao ponto de achar que só morrendo muita gente.

    Mas, se você lê a história humana mais atentamente, vai perceber que os avanços tecnológicos jogaram fumaça na cara de virtualmente todos os movimentos culturais humanos, forçando-os a se adaptar a uma nova realidade MUITO antes da mentalidade estar madura. O ser humano não estava preparado para ser basicamente nada que a tecnologia nos fez adaptar à nossa rotina. Mas, nos adaptamos do mesmo jeito, e olhando para as estatísticas, nos adaptamos até muito bem.

    A tecnologia permitiu o avanço da mentalidade humana, não o contrário.

    Mas, fica aí preso no medo e no pessimismo se quiser. A informação para te fazer enxergar o que eu estou explicando aqui existe. Graças à tecnologia!

  • Adorei o tema de hoje!
    Teve uma vez aqui que vocês pediram pra sugerirmos temas e eu sugeri esse ( ou algo muito parecido)… concordo com a Sally totalmente. Mas as vezes acho que deveria ser feito sim, de alguma forma. O mundo tem muita gente, muita gente inútil, pra mim é simples assim. E estou assumindo que talvez seja um desses exemplares. Mas o que mais vemos por aí são pessoas estagnadas, ignorantes, verdadeiros pesos mortos nas costas dos poucos bons que restam. Pessoas que passam a vida inteira, inteira mesmo, sem agregar um valor a alguém, sem produzir um nada, apenas aproveitando de tudo o que outros suam para conseguir. Honestamente, não acho que seja a tecnologia a nos salvar não… o mundo não aguenta mais tanto imbecil inútil, tanta gente cuja meta de vida é ter curtida no Instagram, pelo amor de Deus, pessoas que monetizam a descoberta de uma gravidez! De verdade, chegamos num ponto de imbecilidade tão intenso que acredito verdadeiramente que a única saída seja alguma espécie de extermínio.
    Bjs

    • Também acho, Amanda. Não há tempo, estrutura nem pessoal para aprimorar as pessoas inúteis, infelizmente o caminho eficiente seria eugenia mesmo. Porém, é muito errado, é algo que vai ficar apenas no campo do pensamento…

      • Tomara que fique mesmo, isso seria doentio. E não é como se todo mundo no Desfavor fosse gênios de alto QI, senão não teriam tantas edições do “Ei Você”.
        Além disso, a tecnologia pode usar o efeito manada que existe nas populações humanas e tornar certos comportamentos normais em algumas gerações, assim como a mídia faz. Por exemplo, hoje é normal as pessoas saberem, ao menos o básico, como se usa um vaso sanitário, um forno ou um celular. Daqui a algumas gerações, vai ser normal cada casa separar e reciclar o próprio lixo. E nesse ponto também entram nas leis, que estão sempre se renovando, mas aí estarei fugindo muito do assunto.

        • Eu gosto de acreditar que aquelas buscas do Ei Você são de pessoas que caem aqui e imediatamente saem, por não serem capazes de ler quatro páginas…

  • *♥* anonima *♥*

    pelo que vejo os países desenvolvidos conseguiram usar a lógica da pirâmide de Maslow no seu desenvolvimento a longo prazo, o que não está acontecendo nos países subdesenvolvidos, a lógica foi atropelada e isso pode estar sendo um dos maiores freios do desenvolvimento.
    o José da Silva mora numa casa sem forro com esgoto a céu aberto passando no meio da rua de barro e já teve várias verminoses e doenças transmitidas por mosquito mas tem smartfone, smarttv, piscina de plástico e migalhas do governo e pra ele isso basta e consequentemente não vai cobrar seus governantes. dá pra ver isso em outros países subdesenvolvidos também, saneamento básico e água tratada não dá voto.

    • Sim, e o mesmo José Silva, que caga num buraco e o filho morre por falta de comida e remédio é cobrado para ter consciência ecológica, virar vegano e reciclar

  • China = 1984 de George Orwell
    EUA = Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley
    Europa = Soumission de Michel Houllembecq
    Brasil = Fahrenheit 451

  • Desculpe dizer: só vai piorar
    Se você parar para analisar a realidade global vai notar que não é muito diferente de um país em fase avançada do socialismo. Monopólios de grandes empresas vivendo em simbiose com o governo, hegemonia cultural, controle econômico centralizado e manipulador etc etc
    Acho que a questão não é nem mais financeira. Os caras já são podres de ricos, a meta é controlar o povo. Um governo forte, eles aparelham e um fraco eles não se dão nem o trabalho.
    Governos nacionais são apenas um teatro. O mundo já está sob um governo unificado. Bolsonaro, Trump etc estão apenas retardando a implementação formal desse governo global. São líderes de uma resistência mais movida pela fé do que qualquer outra coisa.

  • Eu trabalho com TI. Sinto que eu devia concordar com o Somir, mas não consigo. Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que é a tecnologia que está ferrando cada vez mais com a humanidade. Por um motivo muito simples: Ela impede que a própria natureza faça a faxina social que a Sally prega. Simples assim.
    Para cada humano que se arrebenta tentado fazer algo estúpido e sem sentido (se vcs já perderam algum tempo de vida vendo vídeos de “videocassetadas” devem saber do que eu estou falando) tem uma tonelada de antibióticos e várias especialidades cirúrgicas que vão fazer esse inútil gastar recursos do planeta até o fim dos seus – longos – dias. Para cada criancinha com câncer salva (e eu sei que isso soa muito cruel) mais genes “ruins” são passados para as próximas gerações. Idem para qualquer outra doença de causa hereditária. Temos produtos descartáveis, que maximizam a higiene e o conforto… mas parece que ninguém pensou em como essa praga seria descartada depois de usada. Simplesmente jogaram a responsabilidade “pra galera” e o resultado é a quantidade insana de plástico poluindo tudo. Sem falar do desfavor que é o uso da internet e das redes sociais… que em teoria é a maior oportunidade da história humana em adquirir conhecimento, sem barreiras, sem intermediários… e no fim virou essa coisa lastimável de lacre, memes e “desafios”. Bom… ficaria dias listando os exemplos…vou parar por aqui.
    Eu gostaria de viver sem essas tecnologias? Evidente que não. Mas se pensarmos racionalmente, tornar a vida mais fácil, não está nos tornando melhores. Nem como pessoas, nem como espécie.

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