Música Pior Brasileira.

Que a música brasileira média não é lá grandes coisas, Sally e Somir concordam. Mas na hora de escolher o que mais incomoda na produção “cultural” tupiniquim, não estão afinados. Os impopulares compõem suas opiniões.

Tema de hoje: o que há de pior hoje na música brasileira?

SOMIR

Funk. De longe. Nem dá mais para chamar de funk carioca, porque a coisa já se espalhou país afora, baixaria é um fenômeno nacional. Bom, para falar a verdade, nem funk deveria ser, porque do estilo musical que compartilha o nome não tem nada. Eu sei, eu sei… opinião elitista batida, todo mundo bate no funk. Mas é impressionante como esse arremedo de estilo musical consegue acertar todos os pontos necessários para ser considerado tosco e de mau gosto.

Costuma ser difícil fazer crítica de música porque tem muito de gosto envolvido. Tem alguns sons que simplesmente funcionam na sua cabeça, que racionalmente parecem uma porcaria, mas quando passam pelos seus ouvidos, ativam todos os pontos certos no seu cérebro. Eu vou tentar evitar misturar gosto com argumentos mais sólidos no meu texto, mas é provável que escorregue algumas vezes. Faz parte do pacote de ser humano. Gosto é gosto, e eu com certeza tenho várias coisas no meu histórico do Spotify que muita gente acharia horrível.

Da mesma forma como os riffs repetitivos e a mistura desastrada de rap com rock do chamado New Metal dos anos 2000 tem um poder estranho sobre o meu senso de recompensa cerebral, entendo de coração como alguém pode gostar de um batidão feito para estimular movimentos copulatórios. O que funciona para cada um funciona, e não adianta ficar reclamando: sempre vai ter espaço para diferenças entre as pessoas e seus gostos. Então, vamos deixar claro: isso não é sobre uma disputa de quem tem o melhor gosto.

Isso é sobre o que há de pior da música brasileira. E a partir dessa premissa, eu vou estabelecer duas métricas para calcular qual dos estilos mais fazem mal para a existência do brasileiro em geral. A primeira é a barreira de entrada para o artista, ou seja, o quão difícil é tornar-se capaz de produzir a música e gerar interesse de outras pessoas. Você pode até achar que isso soa perigosamente elitista, e está certo: eu sou um defensor da ideia de que as coisas precisam de um mínimo de dedicação para serem jogadas no universo cultural humano.

O funk está para a música assim como a rede social está para a troca de ideias: é tão fácil participar que até mesmo as pessoas mais ineptas conseguem poluir o ambiente com suas produções. A rede social permite que gente incapaz de conectar ideias básicas e perceber o mundo ao seu redor ganhe plateia e influencie com tanto ou mais força do que gente que estuda e se preocupa com o que fala. O funk é como o movimento da Terra plana ou anti-vacina da música: só existe porque os menores denominadores comuns da humanidade tiveram acesso a uma plataforma para se expressar.

Quando pegar uma batida da internet e gravar palavrões desafinados em cima conta como música, todo o conceito de música sofre. Exatamente como o conceito de troca de informações sofre quando pessoas muito ignorantes podem mandar sua mensagem para milhões de pessoas por vez. Não é sobre gosto, é sobre o trabalho necessário para produzir. Pega o sertanejo mais vagabundo e alguém teve que aprender a tocar uma viola e cantar para ter alguma chance de sucesso. É quase uma questão de educação: a pessoa só vai te mostrar o que criou depois de aprender alguma coisa. No funk médio, isso inexiste. Qualquer pessoa que conheça mais que dois termos para as genitálias humanas é uma funkeira. O barulho que acompanha o funk costuma ser literalmente o mesmo em metade das músicas existentes.

Se isso é música, qualquer coisa é música. Não há aprendizado, tanto que a maioria dos funkeiros famosos não evolui, faz a mesma coisa desde que começou. E isso pune a própria noção do que é música: como pode ser produzido em escala industrial por basicamente qualquer pessoa que não tenha vergonha de se apresentar em público, começa a saturar o mercado e roubar espaço da música que exige um mínimo de trabalho para ser realizada. Não há necessidade de aprender nada sobre música, instrumentos ou mesmo língua portuguesa para acertar um hit. A música como um todo sofre quando o nível baixa dessa forma. Perde variedade, perde dedicação, perde propósito. Funk é uma bunda rebolando e só, mesmo o axé está anos-luz na frente em questão de sonoridade e dedicação à música. Se no mínimo estivessem fazendo rap, aprenderiam algo sobre escrita, sonoridade e uma noção básica de concatenação de ideias.

Mas não, basta falar palavrões. O que me leva ao segundo ponto, que eu acredito ser bem mais polêmico, porque nunca vi ninguém indo por esse caminho: o consumo do funk é uma espécie de vício em pornografia. Normalmente a discussão sobre a baixaria das letras está ligada a um conceito de moralidade de fundo cristão, e nesse ponto eu não estou muito vendido. O problema não é um adulto falando sobre sexo. O problema nem é uma criança ouvindo funk, afinal, se os pais deixam, a criança tem problemas muito maiores do que uma pessoa berrando palavrões por perto.

Só que da mesma forma como vício em pornografia atinge muita gente que fica vendo fotos e vídeos na internet, eu começo a me perguntar se ficar ouvindo de forma compulsiva pessoas descrevendo o ato da forma mais crua possível não é uma espécie de versão sonora da coisa. Vício em pornografia não é um problema porque “Jesus não gosta que você se masturbe”, mas porque vícios sequestram seu senso de recompensa cerebral e começam a te tirar a sensibilidade da realidade. É saudável explorar a própria sexualidade, mas veneno e remédio dependem da dose. Eu começo a acreditar, de verdade, que a hiper-sexualização causada pela obsessão doentia do funk com “fazer sexo sonoro” já esteja mexendo com a cabeça das pessoas. Para cada versão que toca na TV, tem uma versão extremamente explícita que a maioria dos fãs escutam no dia a dia.

Mas é uma comparação sutil: não é como o vício em pornografia tradicional que tira a pessoa do “mercado sexual” e a deixa isolada, a versão musical da pornografia é ouvida em sua maioria por gente que faz muito sexo. Não é como se alguém se masturbasse ouvindo, então não tem a questão da substituição, mas… é estímulo mental relacionado a sexo sem parar na cabeça da pessoa. Tem um elemento de banalização aí que eu duvido que não gere efeitos no cérebro. A pessoa acaba perdendo sensibilidade, precisando de coisas cada vez mais explícitas e provavelmente cada vez mais promiscuidade para dar conta de conseguir a mesma satisfação que sentia antes.

O funk pode ser só um sintoma, mas também pode ser algo que retroalimenta essa mentalidade e torna as coisas ainda piores. Tem algo claramente pornográfico no funk, e pornografia tem uma dose saudável bem pequena antes de virar veneno. Como eu disse, nunca vi ninguém indo por esse caminho de vício de pornografia do brasileiro médio aplicado na baixaria do funk. Sim, quase tudo o que faz sucesso musical no Brasil é sobre sexo e promiscuidade, mas numa comparação: axé é uma foto de nu artístico, funk é um close de penetração. Como eu já disse, eu não vi essa teoria em nenhum outro lugar ainda, só foi algo que veio na cabeça e me fez muito mais sentido do que deveria. Isso não pode ser saudável para esse país…

Para me chamar de elitista virgem, para dizer que funk é sobre drogas e crime também, ou mesmo para dizer que ainda sim é melhor que MPB: somir@desfavor.com

SALLY

O que há de pior hoje na música brasileira?

Olha, a gente gastou bastante tempo pensando nessa resposta, como tem merda. Salvo honrosas exceções, a quantidade de lixo no cenário musical nacional é capaz até de aumentar os casos de câncer de ouvido no Brasil.

Apesar dos pesares, eu acredito que o pior lixo da atualidade seja o Rap brasileiro e suas subcategorias: qualquer música de periferia, de presidiário, supostamente de protesto. Primeiro pela qualidade, que é um lixo, segundo porque é “cultura” totalmente chupada e porcamente copiada dos EUA e terceiro por ser cada vez mais feita por pessoas que não tem muito do que protestar, que apenas vestem a máscara de “do contra”.

Eu não gosto nem de chamar de música. Não tem ritmo essa merda, tem apenas um Mano falando com uma voz forçadamente grossa, recitando tragédia, dificuldade e violência. Tá mais para poesia recitada de forma escrota com batidinha de fundo. Sério, tira o fundo musical e me diz se sobra algo de musicalidade nisso.

Longe de mim achar que funk é uma música boa, mas funk ao menos tem musicalidade, ao menos alguns. Dá para dançar ou, no ruim, no ruim, dá para se divertir. Existem letras de funk muito, mas muito engraçadas, mesmo que seja involuntariamente. Rap não, é pesado, é dramático, é sofrido. Eles se levam a sério, coitados. Não tem coisa mais cafona do que se levar a sério. Se acham os porta vozes da periferia, os lutadores sociais das minorias, os arautos os oprimidos. Haja saco.

Rap virou lacre em forma de “música”. Já foi protesto, já foi denúncia, mas hoje no Brasil é basicamente lacre e vitimização. E musicalmente… já repararam que parece tudo igual? É um convite à enxaqueca ter que escutar os Manos declamando como eles são “pobrão da periferia injustiçado”, sem a menor chance de encontrar uma palavra com plural correto.

Essa coisa Bad Boy, para funcionar, requer uma aura de riqueza. Um Bad Boy rico monta umas gambiarras caras e vira o Batman ou o Homem de Ferro. Um Bad Boy pobre é apenas deprimente. Ficar arrotando em um microfone problemas da sua realidade é uma forma muito pau no cu de desabafar com alguém, você não é assim tão importante, ninguém quer saber o que acontece na sua comunidade, tá joinha?

No Brasil, esse estilo musical virou recurso para desempoderado se passar por durão, bad boy, do gueto. O curioso é que geralmente quem escuta são pessoas muito bem de vida, em seus carrões, cantando sobre problemas que nunca viveu nem vai vivenciar. Isso me cheira a hipocrisia, me parece usar a música para passar uma imagem de badass e, quem precisa passar uma imagem de badass, é bem bunda mole.

A única utilidade que vejo para escutar esse rap nacional é ostentar uma imagem de durão. Não tem musicalidade para se escutar a lazer, cantando junto em uma viagem, não tem musicalidade para dançar, não tem nenhuma performance de palco para tornar um show atraente (só quando um deles é baleado, aí confesso que há um certo grau de diversão nos shows). Como protesto você pode achar supereficiente, mas como música? Não cumpre sua finalidade.

Mesmo quem tenta levar a coisa de forma mais palatável passa vergonha. Planet Hemp com seu “é uma erva natural não pode te prejudicar” deveria tomar cicuta para ver o poder que uma erva natural pode ter. Gente, pra falar sério e profundo tem que ter estudo, bagagem, cultura. Pobre tem mais é que fazer música leve e engraçada, se não passa vergonha.

Mesmo os que tem uma condição melhorzinha continuam uma bosta. Gabriel “O Pensador” (imagina a autoestima cu de quem se proclama O Pensador) com música que mais parece invenção de criança em excursão de colégio se levando suuuuper a sério… Ah, me poupem. Merda por merda, prefiro uma música merda como o funk, mas que ao menos faz piada consigo mesma e não se leva a sério.

Sem saco pro Mano serião dizendo que entrou para o crime porque a sociedade o empurrou para o mundo delituoso, em uma sofrência hip-hop, vitimão, coitadão, porém armado e malvadão. Prefiro o popular alegre que faz piada e ri durante a própria letra do funk: “Tá com fogo na xota / tá com fogo no cu / o bombeeeeeeiro é meu piru”. Sim, eu rio de letras de funk.

Funk aborda assuntos profundos? Não. Mas é criativo, não é chororô social. O cara sabe que sua profundidade intelectual é de uma colher de chá e respeita isso. O cara tá de saco cheio do carro do pastel que passa na porta da sua casa com autofalante estorvando, daí vai e faz uma letra ofendendo o colega: “Marcelo viado / enfia o pastelão no cu / essa porra tá uma merda com esse suco de caju”. Tem coisa mais bacana que ofender o Tio do Pastel que te acorda cedo no final de semana?

Não tem jeito, eu não gosto de gente que se leva a sério, que faz coisas pesadas, sofridas, que fala desde o ponto de vista da vítima. Ode à violência, à bandidagem e ao vitimismo (não necessariamente coexistindo) me enchem o saco e não resolvem absolutamente porra nenhuma de qualquer problema, é mera punhetação social. Chato. Chaaaaatoooooo pra caralho.

Não tem como respeitar canastrões que metem cordões de ouro do tamanho de coleira de cachorro reclamando da vida e colocando a polícia como inimigos. Essa dualidade vitimista, onde todo mundo é culpado (sociedade, Estado, polícia…) menos o babaca coberto de ouro berrando ao microfone é demais para mim. Já deu, já foi. Teve sua importância no passado, mas agora é hora de parar com esse bostejo sonoro e encarar as coisas de uma forma menos coitadista.

Mas, não tem jeito, enquanto tiver o carimbo “do gueto”, um monte de gente que quer passar essa imagem vai continuar escutando e divulgando esse coitadismo recitado. Rap é um “querido diário” com uma batida chata ao fundo. Repito: você não é tão importante, não quero saber dos seus problemas, eu escuto música para me divertir e não para me deprimir.

Para me chamar de insensível, para me chamar de muito insensível ou ainda para concordar comigo neste espaço seguro: sally@desfavor.com

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Comentários (17)

  • Poxa…
    tem surgido muit rap diferente no Brasil
    Uns rap’s acústicos com a batida, mas com voz e violão.
    Acho que a Sally se ateve a exemplos pouco ouvidos atualmente, como Planet Hemp e Gabriel Pensador.
    Tem Sant, Brazza, Rael, Cynthia Luz, Lourena… que não são necessariamente vitimismo social e dualismo.
    Fico com o somir nessa, embora achar divertido a galera gostando de funk.

  • Ultimamente está sendo o sertanejo universitário, em tudo que é canto se ouve, em tudo que é rádio. Mas essa atual “MPB” também enchia o saco, esses alternativos de voz mansa, sanfoninha e ukelele e aqueles versos idiotas do tipo “Você prédio acho tédio”; acho que foi aquela chatice daquele clipe da Banda mais bonita da cidade e o Teatro Mágico que começaram com isso. Outro ritmo que prova que nem toda música de antigamente era boa foi o tal do brega com aqueles chatos do Carlos Alexandre e Paulo Sérgio.

  • Pior música rap, mas no Rio funk é pior pq é em todo lugar , de madrugada, em carros , sempre muito alto e com ruídos. Rap eu nem entendo o q falam e nem tem em todas as festas. Gabriel, o pensador núncios mais vi. Nem sei se está vivo ainda.

  • Eu incluiria o funk ao grupo das “músicas” de favelito, de protesto, de cultura do oprimido. Se não gostar, é um elitista intolerante que não suporta ver o pobre virar protagonista na produção cultural nacional.

    Os dois são fortíssimos concorrentes no principal fator da minha lista na hora de definir qual estilo musical é mais agressivo ao ouvido alheio, o quesito “forçar quem não gosta a apreciar sua música”, mas no fim, o funk ganha. Suas letras escatológicas berradas por um macaco pilhado no pozinho mágico são sempre acompanhadas da onipresente “melodia” do tchu-tchá-tcha-tchu-tchu-tchá e batidas graves altíssimas que simplesmente é impossível bloquear pela natureza do som. Fora isso, concordo letra por letra com o Somir. O funk é um ultraje a quem estuda, se dedica, se inspira para produzir um trabalho artístico.

    Mas também concordo com a Sally na punhetação de ego dos “músicos” que fazem crítica social foda. É um assunto desagradável e o único efeito disso é deixar quem escuta mais revoltado.

  • No meu caso, se não for Jorge Benjor, Tim Maia ou Seu Jorge, eu nem me dou o trabalho de ouvir. Odeio música brasileira de um modo geral, tirando as exceções já citadas

  • Vou com Somir nessa. Não que eu ache que rap seja lá essas coisas, embora ache alguns grupos/cantores “das antigas” razoavelmente decentes. Do new metal desastrado que o Somir lembrou no texto dele, me vem à mente que bandas de new metal em geral são cópias que não deram certo de boas bandas que souberam como fazer essa mistura, como Faith no More e Body Count.

  • Sally pauta sua análise a partir do conteúdo das letras, Somir pauta a dele calcada na relação de comércio e criatividade… Interessantes argumentos.

    Atentando-me à proposta do texto, fico com o Somir nessa. Rap tem alguma melodiosidade ainda, tem um pouco de harmonia, mesmo que a batida seja “sempre a mesma coisa”, pelo menos algo de “poesia recitada” ainda dá pra salvar, independente do conteúdo da letra. E bem, considero nesse sentido que, pelo menos, os caras estão tentando fazer alguma coisa.

    Já o funk… É, de fato, sempre a mesma coisa, tanto em termos de letra, de temática e de arranjo. É algo que qualquer um pode fazer, só ter um computador em mãos e pronto, arruma um sample na internet, escreve uma letra qualquer e está feito. Isso realmente abarrota o mercado musical, como bem o Somir apontou, e deixa outros músicos que possivelmente tenham talento à margem.

    Aliás, falar sobre funk é sempre complicado, porque toca bem na tangente de soar elitista aos outros, sendo que, por outro lado, não dá pra negar o valor cultural e mesmo antropológico que o funk tem na sociedade brasileira, e não é de hoje. Existem estudos interessantes sobre isso por aí.

    • Não é só na letra não. Rap não se pode dançar, não se pode sequer cantar, é um recitado monótono de lamúrias. Funk tem mais diversidade, tem muita música com melodia cantável.

  • Tô em dúvida de novo. Funk é indiscutívelmente pavoroso, mas música “engajadinha”, nesta época que vivemos, também é outro terror. Eu incluiria aí, junto ao Rap, aquelas bandinhas de rock que “lutam contra o sistema”, “contra o capitalismo” e bobagens derivadas, da maneira mais clichê (e hipócrita) possível. O que não falta é “rosquero” na casa dos 30/40 anos que jura que ainda está nos anos 70/80 até hoje.

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    Christiane Smith

    A musical Brasileira ja teve dias muito melhores….o pior do pior hoje em dias sao a “senhoura” com Piroka Pablo Vitar e os sertanojos em geral.Agradeco aos CEUs por ter um oceano que me separa dessas torturas.

  • pior do que isso é considerar Caetano, Gilberto, Chico Buarque e todo aquele povo cirandeiro a salvação da música brasileira.
    MPB é uma bosta. Me dá uma vontade de listar todos eles, mas o comentário ficaria enooooooooorme.

  • Não consigo simpatizar com funk. Parece ser o estilo do menor esforço: ritmo simplório, músicas quase idênticas entre si, e normalmente monotemáticas (todas falam do mesmo tema). Uma ode à falta de criatividade e dedicação para criar algo decente/diferente

  • Você está muito desatualizada sobre o rap Sally. Hoje o rap não é necessariamente de protesto, mas dizer que mesmo assim não gosta é um direito seu.

  • O melhor do … ‘rap’ é que no metrô de SP tem uns… umas criaturas descabeladas com uns pequenos autofalantes que fazem o tutstuts típico do rap, e saem ‘cantando’ pelo trem, usando os passageiros como tema de sua ‘arte’. E depois passando o boné (imundo, diga-se de passagem) para receber uns trocados ou ‘o que o coração mandar’.

    Se eu fosse dar para essas criaturas o que meu coração manda, estaria presa a essa altura. Você indo trabalhar, de saco cheio, metrô cheio, e um infeliz fazendo rap com vc? Ninguém merece….

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