Um incêndio de grandes proporções atingiu nesta segunda-feira a Catedral de Notre-Dame, no centro de Paris, o monumento histórico mais visitado da Europa. Minutos depois do início do incêndio, a torre pontiaguda e o teto da igreja desmoronaram completamente. LINK


A mídia já explicou todos os detalhes sobre o acontecimento, mas ninguém parece ter pensado muito no tema. Desfavor da semana.

SALLY

O texto de hoje poderia ser sobre qualquer outro tema, inclusive sobre o STF e sua tentativa fracassada de mordaça, escolhemos o incêndio que destruiu parcialmente Notre Dame para fins didáticos, mas vale para quase todas as situações: tudo aquilo em que você coloca seu foco expande.

Quando somos colocados diante de um problema, de uma tragédia ou de qualquer situação desagradável temos duas escolhas: ficar olhando para o problema e punhetando (falando dele, se lamentando por ele, sofrendo por ele) ou tentar olhar para uma eventual possibilidade de solução e focar toda sua atenção e energia nisso, ainda que a “solução” em questão seja resignificar sua nova realidade e fazer as pazes com ela.

Por óbvio, o mais produtivo a fazer é focar na solução, porém, curiosamente o ser humano, em especial o brasileiro, parece estar viciado em focar no problema: em tudo que se perdeu, no sofrimento que causou ou em qualquer outro aspecto negativo. Parece idiota, não é mesmo? Quem em sã consciência escolheria o caminho mais sofrido e mais improdutivo? Dá até uma tentação de dizer que muita gente não consegue fazer diferente, pois, se conseguisse, por qual motivo escolheria o caminho mais sofrido?

Só que consegue. Todo mundo consegue, nem que para isso tenha que dizer “não estou conseguindo agora, mas vou procurar qualquer tipo de ajuda e me proponho a mudar minha mentalidade”. Mas não o fazem. Quando uma pessoa está na merda e ali permanece por muito tempo, podem ter certeza de que tem algum ganho secundário muito forte que a mantém ali.

Focar no problema, em tudo de ruim, sofrido e feio que aparece, é uma ótima desculpa para todas as merdas que as pessoas vêm fazendo com suas vidas. Como não beber até cair com frequência em um mundo tão horrível? Como não me anestesiar por horas na internet quando o mundo é tão sofrido? Como não me entorpecer com drogas, futilidades ou evasão de privacidade quando o mundo é tão horroroso? Como não se acomodar e decretar que não tem forças para operar as mudanças que precisa na sua vida?

Convém ao ser humano médio ter um motivo escapista. Não é a toa que todo mundo abraça cada tragédia, cada má notícia, cada prova de que não dá para ter esperanças neste mundo. Isso avaliza a inércia diante das dificuldades que um ser humano normalmente teria, sejam elas de qualquer ordem e lhe permite deitar na sua zona de conforte. “Não tenho forças para criar um filho 24h por dia, vou colocar numa creche”, “não tenho forças para me separar, vou me acomodar em uma relação tóxica”, “não tenho forças para procurar um novo emprego, vou ficar neste mesmo pagando mal”.

Realmente, em um mundo onde se coloca tanto holofote no trágico, no horrível, no problema, você tem o conforto de ser uma vítima e pode se entregar em vez de lutar contra seus medos e dificuldades, lutar para melhorar, para evoluir. Vítimas são recompensadas: elas recebem afago, atenção, são poupadas de críticas.

É um mecanismo silencioso, na maior parte das vezes inconsciente. A pessoa apenas se sente compelida a olhar apenas para o lado ruim, a falar sobre isso, a sentir isso, a hiperdimensionar isso. Só que existe escolha. As coisas tem a importância que a gente dá a elas.

Agindo repetidamente de acordo com esse mecanismo, se cria um vício na mente, que com o tempo aprende a olhar apenas para o trágico, para o triste, para o lado ruim, que é a realidade da maior parte das pessoas hoje. Isso, por sua vez, gera uma constante espiral de medo, desânimo e drama. Pessoas levam uma vida pesada, arrastada, desmotivada, graças a este mecanismo perverso.

Falando a grosso modo, nossa mente se divide em consciente e inconsciente. A mente consciente, coitada, corresponde a cerca de 5%, o resto é tudo inconsciente (para mais detalhes leia esta texto). Então, fica bem fácil saber quem está no comando. Alimente sua mente com tragédia, medo e drama e veja a armadilha que seu inconsciente vai criar para você.

Quando picareta ganha dinheiro de gente desesperada escrevendo livro de autoajuda sobre o poder da atração, omite convenientemente que a mente que cria realidade tem em seu comando majoritariamente o inconsciente. Então, não adianta sentar e mentalizar que quer ficar rico com 5% das suas forças se os outros 95% acham que o mundo é um lugar horrível onde quem ganha dinheiro explora os outros.

Sim, sua mente pode criar realidade (mas não da forma mística como se supõe), mas para que isso dê certo, tem que fazer uma bela faxina no inconsciente. Isso fica bem difícil quando se está cercado de pessoas que só olham para o problema e ficam chafurdando nele, pois esta atitude passa a ser considerada a normal. Qualquer um que saia disso vai ser olhado torto, um preço que poucas pessoas estão dispostas a pagar hoje em dia.

Então, assim estamos: em uma sociedade que insiste em olhar incessantemente para a tragédia, falar dela, consumir cada detalhe, dando a ela importância para que ela expanda. O que isso gera? Mais tragédia. Não por atração mística, mas por criar uma horda de humanos tomados pelo medo, angustia e sabotagem de um inconsciente que vai fazer de tudo para te provar que o mundo é de fato um lugar horrível.

Não se engane, o seu inconsciente tem poder. Pode perpetrar pequenas sacanagens como te fazer esquecer a chave de casa em um dia que você precisava sair mas não queria, como também pode fazer coisas maiores. Ou se muda o mindset e tira o foco na tragédia e sofrimento ou isso vai se manifestar na sua vida de alguma forma.

“Mas Sally, coisas horríveis acontecem”. Sim. E você escolhe como olhar para elas. Dá para rir de tragédia, dá para escolher colocar o foco na solução, dá para escolher resignificar. Mas aí se perde a prerrogativa de ser vítima, de praticar a autoindulgência e de esperar que todos passem a mão na sua cabeça. Aí não dá mais para culpar horóscopo, o chefe que te persegue, a inveja, macumba ou a vizinha chata. Aí você passa a ser responsável por tudo que acontece na sua vida.

E, mais importante, quando não se está tão ocupado olhando para fora, para jogar holofote em tragédia, em ficar degustando catástrofe, em focar no problema, sobra tempo e há “silêncio na mente” para olhar para dentro. A maior parte das pessoas tem pavor de olhar para dentro, preferem se distrair com essas co-criações que materializam.

A feminista histérica presume uma tentativa de estupro porque um cidadão se aproxima dela em na rua à noite, uma pessoa que podia apenas querer perguntar as horas. Ela sai correndo e vai pra rede social fazer vídeo chorando contando que quase foi estuprada. Centenas se solidarizam e sofrem junto neste pacto tácido de indulgência.

Pronto. Já materializou isso na sua vida, pouco importa se aconteceu ou não, isso virou realidade no mundo dela. Enquanto chora e recebe afagos, ela não precisa olhar pra dentro e resolver suas questões. Assim caminha a humanidade, co-criando merda por cima de merda, em troca de ficar na sua zona de conforto: ou não resolve porra nenhuma ou quer que um terceiro resolva.

A mente pode e deve ser treinada: comece a se obrigar a focar na solução e em pouco tempo isso não apenas vira um modo de funcionar automático como também começam a vir cada vez mais soluções e melhores. Isso vai se refletir na sua realidade, da qual, queira ou não, você é 100% responsável.

Não sejam essa pessoa que co-cria merda e não sejam essa pessoa que aplaude quem co-cria merda. Não botem o foco no problema, botem o foco na solução. Se todos os seres humanos estivessem com o foco na solução, a civilização estaria muito mais avançada.

Para dizer que queria os detalhes da tragédia, para dizer que não entendeu absolutamente nada deste texto ou ainda para dizer que não é capaz de solucionar para ficar sentado no sofá enquanto um terceiro resolve: sally@desfavor.com

SOMIR

O fogo que consumiu a estrutura, cuja construção terminou em 1345, com certeza gerou uma imagem poderosa. O mundo todo olhou para Notre-Dame enquanto a fumaça erguia-se sob os céus parisienses. E imagens desse tipo são terreno fértil para a criação de significados. Eu, tomado pela percepção de uma guerra cultural em curso atualmente, comecei não só a sentir um pouco de tristeza por uma estrutura religiosa sendo destruída, como me permiti chafurdar em teorias conspiratórias.

Duas coisas que realmente não deveriam fazer parte da minha mentalidade. Continuo achando que religião é um veneno para a humanidade e que em sua grande maioria, conspirações são coisas de gente que tem dificuldade de pensar no quadro maior. Mas, a imagem do fogo desperta esse tipo de mentalidade. Deve ser algo primal: desde tempos pré-históricos, grandes incêndios são o exemplo mais óbvio da impermanência para o ser humano. O fogo destrói com uma força sem comparações no mundo natural, mas eventualmente se extingue e permite que tudo recomece. Nem ele é eterno.

E é essa noção que passa para a frente na mente humana: quando você vê algo pegando fogo, automaticamente enxerga esse algo desaparecendo e um espaço para algo novo surgindo no lugar. Fogo evoca muitos sentimentos, mas também a ideia complexa da reconstrução. O que eu vi ali foi uma parte da civilização ocidental sendo destruída, algo que só chama atenção por causa dos desafios que ela passa, especialmente na Europa. Uma espécie de degeneração suicida travestida de politicamente correto aliada à aceitação em massa de imigrantes com baixa capacidade e/ou vontade se se assimilarem à cultura local.

A cultura europeia está pegando fogo. Notre-Dame era apenas um símbolo. Tanto que povos diferentes viram esse símbolo de formas diferentes. Cristãos e secularistas (mesmo não sendo religioso, era uma construção histórica) em geral sentiram uma parte da sua identidade esvaindo-se nas chamas, mas muitos lacradores e muçulmanos (a aliança mais inacreditável da história) adornaram as transmissões ao vivo com carinhas sorridentes e piadas. Mesmo que pessoalmente não me importe nem um pouco com piadas e gente rindo da desgraça alheia (eu jamais poderia jogar a primeira pedra…), começou a ficar claro que a maioria esmagadora das pessoas estava reagindo exclusivamente à noção instintiva de renovação relacionada ao fogo.

E como isso pode explicar muito do nosso ambiente cultural. Por mais que o mundo não tenha sido um lugar especialmente pacífico desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a última grande devastação que exigiu um recomeço aconteceu justamente naquela época. Depois disso, os lugares destruídos por guerras quase que sempre não correspondiam à cultura ocidental vigente ou já estavam em condições precárias para começo de conversa. Então, nesse quase século de estabilidade da cultura e do modo de vida europeu/americano, não houve possibilidade de reconstruir o mundo.

Antigamente, todos os impérios queimavam de tempos em tempos. O mundo era um lugar de impermanência violenta constante. Guerras, fomes e desastres naturais forçavam a humanidade a reconstruir não só casas e fazendas, como a sua mentalidade. Culturas inteiras morriam em questão de décadas e eram suplantadas por derivações, evitando concentração extrema de poder e influência. Mas a dita “Pax Americana” estabelecida no mundo no pós-guerra conseguiu congelar esse processo de forma nunca antes vista. Mesmo nos momentos de maior dominância histórica de uma cultura, o povo sempre viveu essas destruições e reconstruções em escalas mais locais. Hoje em dia, as coisas não queimam mais como queimavam antigamente. Toda guerra é de atrição. Notre-Dame queimou, mas quase toda a estrutura principal ainda está lá.

Notre-Dame pode ser reconstruída e ninguém que a visitar daqui a 30 anos vai sequer saber que ela foi estragada por um incêndio. Mas o momento foi grande. Muita gente foi relembrada dessa noção de reconstrução que até então era inerente à humanidade. As pessoas de antigamente sabiam que tudo desabava, pegava fogo ou era destruído numa guerra eventualmente. As pessoas de sociedades mais civilizadas de hoje frequentemente se esquecem. Quer se sentir velho? Muita gente que está fazendo de tudo para mudar a cultura humana nesse momento não tem memória alguma dos atentados de 11 de Setembro nos EUA. Evidente que o caso francês não tem um décimo do impacto, mas também é uma forma de nos relembrar de que tudo acaba.

Tudo acaba e eventualmente, é reconstruído e ou ressignificado. A sociedade atual parece ter uma noção meio distorcida do ciclo, com tanta gente animada com o prospecto de queimar o “mundo do homem branco” para acabar com os problemas sociais. Só que sem a noção de que nem mesmo a destruição é permanente, que todo fogo acaba apagando, não parecem estar vendo que quando o fogo finalmente consumir a cultura vigente, o espaço vai estar vago. E não é o soldado que queima o vilarejo que vai reconstruí-lo depois, são outras pessoas, que podem ou não querer fazer a mesma coisa. Os autointitulados Guerreiros da Justiça Social (o significado de SJW) fazem qualquer aliança com quem quiser queimar tudo também. Mas… quem está pronto para reconstruir depois?

Não estou vendo essa turma se preparando para essa tarefa. Todo mundo focado apenas no problema, olhando apenas para o agora. Alguém vai reconstruir esse mundo. Você consegue enxergar quem?

Para dizer que esperava tudo menos esses dois textos hoje, para dizer que precisamos de mais uns dias de folga, ou mesmo para dizer que eu estou ficando radicalizado: somir@desfavor.com

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Comentários (20)

  • Gostei da abordagem de Sally falando no foco na solução ao invés da tragédia em si, nunca tinha visto por esse lado, focar assim pode inclusive acelerar a resolução do problema. E enquanto estou escrevendo este comentário, as doações à Notre Dame devem estar na estratosfera. Ao menos, a catedral francesa queimou mais no teto, a maior parte dela foi salva, fruto de um trabalho bem pensado dos bombeiros franceses.

    Dito isso, chego à reação de muitos brazucas à tragédia francesa: Um monte de gente enchendo a boca pra tecer teoria da conspiração (uma pior do que a outra), gente dizendo que a França tá assim ou assado, enquanto que não olham pro próprio rabo: Nosso Museu Nacional queimou literalmente até torrar e ainda torrou relíquias da história mundial (e até agora nada de previsão de quando a estrutura do casarão voltará à vida). O povo aqui é assim, sempre vê a tragédia de país alheio (especialmente rico) pela ótica das próprias. O Brasil é um enorme telhado de vidro em assuntos assim, um país literalmente cagado até o talo…

    • O povo está metendo o pau em brasileira que doou dinheiro para a reconstrução… Porra, o dinheiro é dela, ela doa para quem ela quiser!

      • Sem falar que a UFRJ barrava todo tipo de doação de empresários e pessoas ricas, perdemos uma parte da história do Brasil e de vários outros países por causa de ideologia. Pra mim ideologia já devia ter sido classificada como doença mental.

        • A UFRJ recusou a vinda de restauradores europeus para ajudar, disse que só queria ajuda em dinheiro e SE não fosse obrigada a usar necessariamente tudo na restauração. Vai tomar no cu, né?

    • Nunca duvide da capacidade teórica de nerds isolados. Como era esperado, eles não conseguem fazer senso de soluções práticas e complicações de seus mundos ideais. Eles sabem enxergar problemas como poucos. Por isso eu coleto informações de radicais desses dois lados: a direita nerd entrega teses espetaculares, a esquerda lacradora dá perspectiva e realidade para possíveis soluções. Não adianta esperar os dois lados se coordenarem, alguém no centro vai ter que achar o caminho.

  • Sally, vivo aconselhando as pessoas que gosto a focar na solução, e não no problema.

    Mas agora que estou a sós, com esse sertanejo universitário chato tocando ao fundo e, constatando o quanto tem sido mais dificil do que imaginava montar um pequeno empreendimento, pensei:

    “Talvez ler o DESFAVOR me faça bem”

    Valeu mesmo! Focar na solução, e não no problema, é algo que eu preciso dizer para mim mesmo também.

    • Ivo, como estamos cercados de gente que foca no problema o tempo todo, às vezes acabamos arrastados. Eu também preciso me lembrar o tempo todo de focar na solução.

  • “quem está pronto para reconstruir depois?”
    Cada vez mais tenho certeza de que serão os muçulmanos, porque:
    *Religião e cultura se espalhando rapidamente através da procriação, do politicamente correto ou pela força, dependendo do lugar.
    *Dinheiro de sobra e, consequentemente, grande influência na arena internacional.
    *Órgãos internacionais e militâncias em silêncio sobre todas as atrocidades cometidas por eles.
    *E por causa dos itens anteriores eles não tem nenhum freio os impedindo de nada.
    Só não dominaram o Ocidente ainda porque não querem.
    E muito se engana quem acha que o islã só aumentou na Europa, na Ásia e na África e deixou a América latina de lado, só ver Foz do Iguaçu e algumas cidades do interior nordestino. Mas não acho preocupante porque, além de eu ser homem e a única coisa que me afetaria é deixar a barba crescer, acho que os brasileiros são capazes de HUEzar o Alcorão igual fizeram com outras religiões. Os religiosos brasileiros são um bando de putos e viados cobrando moral dos outros, um monte de mina que recebeu mais porra que banco de esperma se dizendo cristã… daqui a pouco tem funkeira se dizendo muçulmana e fazendo clipe rebolando de shortinho com um hijab na cabeça.

    • Eu torço MUITO que o islã venha para o Brasil e o brasileiro médio esculache completamente com a fé como fez com a Igreja Católica e os protestantes. Se Lutero entrasse numa igreja evangélica brasileira moderna, teria um AVC na hora. Talvez o aceleracionismo funcione assim também: deixa pegar fogo e degenerar tudo até nem mesmo os muçulmanos resistirem.

  • O curioso é que o primeiro texto, em sua pretensão de alienação individualista, tenta refutar por antecipação a paranoia reacionária do segundo. Muito interessante.

  • Sally e Somir são mais versados em princípios de terapia cognitivo-comportamental do que a imensa maioria dos meus coleguinhas da faculdade de psicologia. Se um dia quiserem mudar de área, fica aqui minha (não solicitada) sugestão: seriam muitíssimo bem sucedidos.

    • Por uma coincidência (ou não), eu estou realmente tentado a fazer uma pós nessa área. Somando publicidade e psicologia, eu vou ser capaz de montar uma igreja muito lucrativa…

      • Bacana! E se somado a esses dois você fizer uma especialização em economia comportamental, pode crer que essa igreja aí tem muuuuuito futuro.

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