Recuperação?

MEC anunciou contingenciamento total de R$ 1,7 bilhão. Escolas e instituições de ensino superior fazem paralisação de um dia; os 26 estados e o DF realizam protestos pacíficos. O bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) gerou protestos por todo o país nesta quarta-feira (15). Diversas escolas e universidades paralisaram suas atividades. LINK


Somos muito favoráveis à educação, mas não do jeito que está sendo feita aqui no Brasil. Bolsonaro é um imbecil, só que não podemos esquecer quem está do outro lado.Desfavor da semana.

SALLY

Dá para tecer inúmeras críticas a essa greve “pela educação”. O fato de Governo PT ter efetuado cortes iguais ou piores e ninguém ter dado um pio (não é pela educação, é contra o Poket). O fato de manifestação ter virado palanque “Lula livre” e palco de violência e depredação. O fato de mais de 80% dos gastos com educação irem direto para a folha de pagamento de instituições inchadas em vez de serem destinado a infraestrutura e pesquisa. E o fato das centenas de cartazes com erros grosseiros de português escritos pelos professores mostrando que não é esse dinheiro que garante ensino de qualidade.

Mas, tudo isso você encontra na mídia. Tentando seguir a nossa linha editorial de um novo ponto de vista (quase nunca simpático), queremos trocar umas palavrinhas sobre algo que não foi muito ventilado nessa greve e nos debates sobre educação: dinheiro não é o problema. Podem jogar rios de dinheiro que a questão não se resolve. Em vez de olhar para o que pode resolver a questão, continuam brigando por dinheiro.

Não é sobre dinheiro. Brasileiro vive nessa ilusão da pobreza, achando que dinheiro é a solução de tudo, mas não é. Claro que ele é fundamental para ter um ensino de qualidade, porém o Brasil é tão atrasado que existem questões cruciais que antecedem ao dinheiro e não estão sendo solucionadas. Não tem uma forma agradável de dizer isso: enquanto tivermos esses professores merdas, não adianta dar toneladas de dinheiro.

O Brasil é conhecido como um anão intelectual: mesmo alunos de escolas particulares chegam a ter desempenho muito abaixo do da pior escola de países civilizados. Em parte a culpa é do sistema em si, do MEC, da grade curricular, da metodologia de ensino que impõe decoreba, visões distorcidas, assuntos irrelevantes e não estimula questionamento e criatividade, preparando os alunos para se tornarem meros funcionários de fábrica, escravos de um sistema perverso e falido.

Mas, por outro lado, os professores têm culpa sim e ninguém tem coragem de levantar essa lebre. De tanto se vitimizarem, professores viraram uma categoria intocável no Brasil: “coitadinhos dos professores, desempenham um papel importante e ganham pouco, não vamos cobrar nada”. Irmão, por mais de uma vez eu estava ganhando pouco com o que fazia e me virei para fazer outra coisa, então, se professor ganha pouco, que mude de profissão, como eu mesma fiz meia dúzia de vezes, em vez de pedir imunidade social por isso.

E eu sinceramente acho que o professor brasileiro trabalha mal, muito mal. Essa burrice intelectual de se achar um poço de conhecimento, em um meio acadêmico pretensioso e ridículo não os torna bons ou inteligentes. Brasil tem muita Copa do Mundo e zero Nobel, baixa a bolinha aí, que ficar punhetando intelecto e problematizando conhecimento não é mérito, é macaquice.

Começa que ter conhecimento pode ser muito bom para exaltar seu próprio ego em uma dessas biroscas cult que essa gente adora frequentar, mas o bom professor, além de ter conhecimento, sabe passa-lo adiante com simplicidade e didática, prendendo a atenção dos alunos e despertando seu interesse, sem precisar macaquear com violão, musiquinha ou performance artística. Sim, olha que surpresa bacana: dá para transmitir conhecimento de uma forma leve e interessante sem perder sua dignidade!

O professor brasileiro, salvo honrosas exceções, é um hipócrita. Faz seu trabalho mal e porcamente alegando falta de infraestrutura e salário baixo. Tá ruim, irmão? Sai fora. Vai fazer outra coisa. Se ficar, faça o seu melhor, abra portas, seja proativo, crie novidades realmente significativas.

Mas não, são vítimas, os arautos do verdadeiro conhecimento injustiçados pela sociedade e pela folha de pagamento. Vão tomar no cu, estão me ouvindo? Vão tomar no meio dos seus cus, pra cima da gente não! São acomodados sem culhão ou capacidade para recomeçar que ficam se vitimizando em troca de algum benefício egóico como reconhecimento, blindagem a críticas ou atenção. Heróis de meia tigela, a mim não enganam.

Salvo honrosas exceções, professor brasileiro é ególatra pomposo com muito conhecimento e zero didática ou medíocre que já desistiu de promover um mundo melhor e apenas bate ponto e cospe matéria. Parem de tratar esses manés como heróis ou pessoas a serem aplaudidas. Francamente, se nem um cartaz sem erro de português conseguem fazer, falta moral para pedir verba.

O aluno brasileiro todo ano faz vergonha em provas nacionais e internacionais. Chegam até o ensino médio e às vezes até a faculdade sem saber realizar contas básicas ou interpretar um texto. Dinheiro NESSA educação é dinheiro jogado pelo ralo que NÃO CHEGA ao destinatário final, que é o aluno, nem direta nem indiretamente.

O grande desfavor é o país perder tempo discutindo se corta verba ou não corta verba de algo provadamente ineficiente. Em vez de discutir como melhorar esse sistema, como mudar, como obter melhores resultados, as ratazanas intelectuais só querem não ter cortes nas verbas. Desculpa mas quem tá preocupado com dinheiro, a essa altura do campeonato, não está preocupado com educação ou é muito burrinho e cabeça pequena.

A porra do dinheiro novamente monopolizou uma discussão que merecia ser muito mais profunda, séria e transformadora. É por isso que eu sigo firme e forte na minha tese: em um país povoado por esse tipo de toupeiras, só se opera uma mudança significativa se não houver outro jeito: se demolir tudo, para que, na ausência do status quo, seja preciso reconstruir algo novo. Povo cu que só aprende a nadar quando a água bate na bunda!

Essa “educação” que todos defendem hoje, sinceramente, tem que acabar. Para ESSA educação, eu sou totalmente a favor de cortes, pois entendo que, quanto mais dela tivermos, mais danos se causam à sociedade. Não é que ela não surta resultados, ela provoca DANOS à sociedade. Quero ver o sistema todo falir, quebrar, ir ao chão, para, quem sabe, aí sim ver surgir algo novo e melhor.

“Mas Sally, você acha que o Bolsonaro tem capacidade de criar algo melhor?”. O Bolsonaro não tem capacidade nem de tomar uma sopa sem enfiar a colher no olho. A única coisa que ele sabe fazer bem e ir ao Superpop discutir com travesti e com o Rafael Pilha. Mas, fiquem tranquilos, que não vai ser em quatro anos que esse sistema quebra. Ainda falta muito. Não caberá a ele reconstruir nada, apenas destruir. Tenho muita convicção disso, e com currículo; a gente costuma ter uma boa visão/previsão de futuro, os últimos anos foram uma sequencia de acertos.

Não te peço para concordar comigo, pois a minha ideia, que já vem de alguns anos, é louca: colaborar para tudo ruir, de modo a ter oportunidade de começar algo novo da raiz. Essa é a minha linha e nela sigo firme. Só te peço que não partidarize minha meta: foda-se esquerda ou direita, eu quero ver tudo ruindo, para, com o caminho livre, implementar ideias novas. E, para quem quer ver tudo ruir, Bolsonaro é uma excelente ferramenta.

Pensem grande. Não pensem no amanhã nem nos próximos dez anos, pois em matéria de educação, já estão perdidos. Pensem macro enquanto a massa faz seu showmício histérico.

Para dizer que Desfavor acaba de perder todos os seus leitores professores, para dizer que Daenerys também pensa como eu ou ainda para dizer que ainda bem que eu não tenho 3 dragões: sally@desfavor.com

SOMIR

Infelizmente nem tudo pode ser consertado. Por mais que você goste de algo e esteja disposto a trabalhar por ele, alguns defeitos são tão fundamentais que o único jeito é começar de novo. Tenho certeza que se procurarmos bem, vamos encontrar centros de excelência na educação pública brasileira, gente e instituições que fazem valer os recursos aplicados, mas infelizmente, não são a regra, e sim a exceção.

O brasileiro que depende do sistema público começa a ser punido cedo, e eu posso dizer isso porque fiz parte desse sistema no ensino básico e médio. Estrutura precária, falta constante de professores e alunos abandonados à própria sorte, muitos vindos de famílias incapazes de fornecer sequer alimentação para essas crianças. A escola é reflexo da precariedade do país. Dinheiro ajudaria aqui, mas não podemos esquecer que qualquer problema na base reflete nas instâncias superiores. E temos uma história de péssimo ensino na base dos protestos recentes.

O reflexo disso é gigantesco: com a qualidade abismal do ensino público básico, o padrão mínimo esperado das escolas particulares fica menor também. Não precisa de muito para dar a essas crianças uma vantagem sobre as que estudam em escolas públicas, e o mercado faz justamente isso: entrega o suficiente para ser marginalmente melhor com um custo competitivo num país muito pobre. O que eu quero dizer aqui é que a maioria dos brasileiros ou está numa escola pública sem nenhuma condição de ensinar o suficiente, ou está numa escola particular que não precisa ser boa para ser melhor. Poucos privilegiados têm acesso a um nível realmente bom de educação, pagando fortunas por isso.

Essas pessoas crescem, e é essa maioria que mal consegue ler um texto e compreender seu significado que acaba ensinando as próximas gerações. Já dizia o ditado que em terra de cego quem tem um olho é rei, e isso vai se refletindo no nível do nosso ensino: custa tão pouco estar acima do brasileiro médio nesse quesito que o ensino superior está apinhado de professores de baixo nível, muitos deles em universidades particulares apinhadas de alunos sonolentos que só estão lá pelo diploma, não para aprender. Pudera, passaram a vida toda “aprendendo”, entre aspas mesmo. A missão do nosso ensino é empurrar a criança até a vida adulta baseado em certificações vazias para preencher currículos.

O nível dos professores do ensino público superior é um pouco maior? Entendo que sim. É uma profissão mais prestigiada, com salários maiores e um processo de seleção mais restritivo, mas isso não resolve o problema estrutural: o nível médio é ridiculamente baixo. Professores e alunos são resultado de um país que não se importa com aprendizado. Não adianta o professor ser doutor num assunto e ter que dar aula para alunos que não entendem nada do que ele fala. Todo mundo é forçado a correr no ritmo dos mais lentos, e os mais lentos são tantos que mantém a velocidade média do jeito que vemos hoje. O Brasil é uma piada em produção científica e intelectual em relação ao seu tamanho. Grandes mentes aqui parecem mais o resultado de uma loteria do que de um processo consciente. Tanto que várias delas tem que sair do Brasil para não desperdiçar seu potencial.

E num sistema viciado em algo abaixo da mediocridade, sobra pouco ou nenhum espaço para a busca pela excelência. O buraco gerado pela incapacidade de estudar, aprender e ensinar é preenchido por ideologias políticas. Claro que eu entendo a putez de professores e alunos do ensino público superior brasileiro, mas politizar a questão é na melhor das hipóteses uma droga para aliviar os sintomas. Educação capenga coloca no poder gente burra, gente burra gerencia o dinheiro mal, falta de dinheiro sucateia a educação, o ciclo se repete. Bolsonaro herdou um país quebrado por imbecis corruptos, mesmo que ele também seja um, quem colocou o ensino superior brasileiro nessa posição foi justamente o grupo político que defendem nos protestos.

Esse ainda não é o corte do Bolsonaro, esse é o corte do Lula, Dilma e cia. Os analfabetos funcionais que formam seu governo vão causar mais problemas no futuro? Com certeza. Mas neste momento, isso não é político. O viés ideológico que a turma de Bolsonaro está colocando na situação é mero reflexo do viés ideológico instaurado pelos governos do PT: a falta de propósito nos educadores brasileiros causados pelo baixo nível de professores e alunos transformou-se em política. Política é uma espécie de fast-food intelectual: quebra o galho de um cérebro precisando de estímulo, mas no final do dia não tem nutrientes básicos para uma vida melhor.

Duvido que Bolsonaro tenha capacidade de pensar de forma tão complexa, mas cortar verbas do ensino superior agora é cortar fora um membro gangrenado. Quem faz parte dele que me perdoe, mas ele falhou e não pode mais ser salvo. Não tem gente boa o suficiente por lá para validar os gastos públicos. Só o futuro pode ser salvo. A solução é de longo prazo, revertendo o dinheiro que vai para cabos eleitorais e gente sem capacidade de aproveitar o ensino para as próximas gerações. O ensino tem que ser corrigido pela base, formando gerações mais capazes.

Quem tem problema na fundação da casa não pode ficar gastando dinheiro com decoração. De uma certa forma, está na hora de mandar o Brasil inteiro de volta para a escola, porque não aprendeu nada do que deveria. Os protestos são essencialmente políticos e oportunistas. Essa gente não consegue gerar valor para o país nessa configuração. Dar mais dinheiro para quem não sabe o que está fazendo não resolve problemas, nunca resolveu. Vamos começar de novo, porque somos uma piada em comparação com a maior parte do mundo nessa área. Está na hora de assumir.

Para me chamar de Bolsominion (o que eu disse sobre analfabetismo funcional?), para dizer que a verba deveria ser condicionada a um prêmio Nobel por década, ou mesmo para dizer que as Uniesquinas estão contratando: somir@desfavor.com

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Comentários (18)

  • Ê somir, viado. Conheço três véias professoras que todo ano trocam de carro e moram em bairro nobre, dão aula em pública e tratam os alunos como dejeto de ratazana (isto mesmo, não como ratazanas mas como algo inferior: dejeto deratazana). O mal existe meu querido. Tem que combater a corrupção. E as velhas e velhos corruptos do nosso Brazil.
    Acho muito lindo vcs defenderem educação mas chupa meu piru se vcs acham que grana vai melhorar educação. Dinheiro não melhora merda nenhuma. Nunca leu nada de cyberpunk? Se fosse verdade nos E.u.a (os picão ricudo da balada qie tomam vodka russa no bico) não teria bairros inteiros de cracudos e moradores de rua. Vcs são muito ingênuos. Provavelmente e aposto 10 mil reais que é um gordinho barbudo que mora em apartamento e nunca, teve uma expêriencia de morte como a de Harry Potter. NUNCA entraram numa comunidade xD mas pra falar merda é fácio (“facio” pq preciso impor respeito) gordão. A visão é que na favela 2 e 2 são 5. Sua lógica de gordo doritos não funciona lá. Fala em fatos lá eles apontam um oitão na sua fuça, moro maluco?
    Dinheiro não muda instinto
    Coloca uma hiena na sua casa e 50 mil reais na mesa e deixa ela uma semana sem comer pra ver quem ela vai comer, você ou o dinheiro. Morô maluco?
    Já tenho teu endereço gordao, vo te joga pros meus macacos de estimação “se” alimentarem. Falo fei

    • Alguém esqueceu de tomar os remédios…

      Mas, falando sério, o que você escreve é tão incoerente que eu desconfio que se você não teve um AVC enquanto escrevia essa massa disforme de letras, está prestes a ter um. Procure um médico ou um exorcista, não descarto que seja encosto.

      • Outro dia reclamei que estava-se falando pouco do Brasil, me arrependi. Pessoal falta respeito até aqui neste blog democrático e com os autores. Brasil faliu como país, as pessoas aqui são a escoria da humanidade, jamais dará certo.

  • O que dizer de um mundo onde ficam 80 anos batendo cabeça por conta de uma conjectura matemática que pode ser provada algebricamente com matemática de nível médio?

  • Eu tendo a não concordar muito com esse texto, afinal, eu estou no meio acadêmico e sei bem o que é sofrer na pele com falta de recursos, falta de bolsas e falta de incentivo à pesquisa. O problema não é só cortes na educação, antes fosse, o problema é a consequência que isso causa, já que afeta serviços como o RU ou atendimento psicológico ou ortodôntico, coisa que muita gente precisa.

    Mas, por outro lado, confesso que achei no mínimo curioso, após aquela fala do ministro da ed, o fato de os reitores das universidades não quererem prestar contas aberta e diretamente dos gastos com a universidade. Isso significa que, de fato, alguma coisa aí tem, certamente desvios de dinheiro, como já foi descoberto na UFPR, entre outras federais por aí. Neste caso, sim, eu sou a favor de acabar toda essa falcatrua e ter uma distribuição mais digna; o problema é que, com essa “faxina”, muita gente sai prejudicada.

  • O mundo inteiro constatou nossa educaçao tragica. Um presidente que nega a historia, analfabeto funcional (nao sabe explicar a propria carta-renuncia), nao sabe ler um teleprompter ou decorar o proprio slogam de campanha, fora o minimo de civilidade.

  • Pesquisas disseram que “o trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão ou coreano em 20 minutos”, ou seja, educação nao formou mao de obra de qualidade nem uma cultura de produtividade no país. Isso pq a base da educaçao do país é feito por pessoas, e estas sao a classe politica, sao educadores e as familias que tem a cultura da vantagem e do ganho fácil. A pesquisa diz que alem de problemas de educaçao, o brasileiro falta mt ao trabalho, atrasa, e nao tem zelo. Ou seja há um problema de valores, de raiz, e grave, que vem da familia, meio social e é solificado no indiciplinado ambiente escolar.

  • Parei de ler no “O fato de Governo PT ter efetuado cortes iguais ou piores e ninguém ter dado um pio (não é pela educação, é contra o Poket).”

    Essa informação é OBJETIVAMENTE errada. Só ver a lista de protestos que foram feitos contra os cortes na educação do Lula E da Dilma. É só fazer uma pesquisa básica: https://twitter.com/Normose_/status/1128732256393224193 e https://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2015-03-26/protestos-pelo-pais-pedem-que-verba-da-educacao-nao-seja-cortada.html.

    Se a sua opinião não consegue questionar a “teoria” do governo Bolsonaro de que “ninguém reclamou no governo PT”, por que eu deveria ler até o fim? Se o artigo postado aqui não é capaz de checar as informações NA PRIMEIRA LINHA, por que alguém deveria dar crédito ao que foi exposto depois?

    • Parei de ler quando você escreveu “parei de ler”, afinal, só um completo imbecil não continuaria acompanhando o texto que se propõe a criticar nos comentários.

      Viu como a lógica é furada? Claro que não, quem “para de ler” não quer conversar sobre nada, só quer berrar na internet.

      • Publica um texto de opinião cheio de senso comum preguiçoso montado em cima de uma informação objetivamente falsa.

        Apontam que a informação é falsa.

        Em vez de dizer “opa, caramba, realmente, vou rever meus conceitos” diz que errado é… quem apontou a informação errada.

        De “arautos da racionalidade” para neoconservadores irracionais foi um pulo. Desfavor está de parabéns!

        • Leia o texto, a falta de manifestações anteriores em nada define o cerne da questão sobre a inviabilidade do sistema educacional brasileiro e a ideia que continuar financiando instituições superiores já mortalmente danificadas por baixa capacitação e péssima cultura educacional no Brasil parece um grande erro.

          O comentário é um “momento ahá! peguei!” que não interfere na sequência lógica do argumento apresentado. É como você tentasse definir todos os problemas da série Game of Thrones baseado naquele copo do Starbucks que apareceu numa cena.

          Conceder aquele ponto não gera mudanças no que os textos se propõem a analisar. Por isso eu reagi daquela forma quando li o “parei de ler”: o argumento foi ignorado por um detalhe inconsequente, expondo o desinteresse da pessoa na discussão proposta. Se quer briga de rede social, vai pra rede social. Sally já teria te ignorado faz tempo, mas eu sou mais teimoso.

          Você consegue perceber o buraco na sua lógica? Ou ainda está preso na geral berrando contra o time adversário?

    • O desfavor de uns tempos pra cá virou uma espécie de passa pano oficial do Governo. É tanto texto tentando justificar as coisas que esses caras fazem que meu Deus do céu. Petista gritando Lula livre é chato, mas bolsominion tentando defender seu lider e se justificando é tao escroto quanto. Uma pena.

      • O pior é que a gente escreve com todas as letras que não gosta do Bolsonaro, mas é obrigado a concordar com algumas coisas que ele faz mesmo sabendo que ele faz pelos motivos errados. Quem diria que escrever algo num blog seria tão inútil assim?

        Política é complicada. Quer ficar nessa torcida de time de futebol cabeça-oca, achando que na vida real existem mocinhos e bandidos? Volta para a rede social que lá eles estão brincando disso. Aqui não.

  • Sally e Somir: concordo com ambos sem tirar nem pôr e os parabenizo. Imaginava mesmo que vocês fossem tocar nesse assunto dessa maneira. Absurda essa guerra estúpida entre esquerda e direita, com um bando de cretinos politizando tudo e batendo boca por causa de dinheiro quando o buraco é muito mais embaixo. Fiz questão de mostrar o link daqui para um monte de gente e vamos ver quem é que vai se aventurar a ler – e conseguir entender – vocês. E eu devo dizer que, assim que bati os olhos na foto que ilustra a postagem, com erros grosseiros nos cartazes dos protestos, já comecei a desanimar…

    Educação só precisa mesmo é de gente disposta a ensinar e de gente disposta a aprender. E o Brasil não tem – nem jamais teve – nenhum dos dois. Portanto, não adianta absolutamente NADA gastar rios de dinheiro, construir prédios bonitinhos, enfileirar discursos pomposos, implantar “métodos alternativos” de ensino, imitar políticas de outros países que deram saltos de qualidade na área e promover trocas constantes de ministros e de governos. Tudo isso é inútil quando nem sequer aquilo que é o mais básico é feito direito, a mediocridade parece fazer parte integrante do DNA da esmagadora maioria das pessoas envolvidas com educação e o sistema todo está podre desde a raiz! Décadas e mais décadas passam e os resultados em todas as avaliações internacionais deste paiseco na área continuam vergonhosos. E pensar que, nos muitos rincões miseráveis perdidos pelo interior onde a civilização ainda não chegou o quadro é ainda mais triste… Nesses lugares, onde a prioridade máxima é tentar ter o que comer nas próximas horas, o próprio ato de freqüentar uma escola – qualquer escola – ainda é visto ou como um luxo só para meia dúzia de “fio de dotô”, ou como uma frescura de pouca valia nesse cenário apocalíptico, ou como um sonho inalcançável.

    Para encerrar, permitam-me repetir algo que já disse mais de uma vez em comentários antigos e que ainda permanece atual: “Infelizmente, no Brasil, existem três profissões cheias de gente que não se “encaixou” em nenhuma outra, quando o certo seria que esses postos fossem ocupados apenas por quem prima pela excelência. Essas profissões são: professor, funcionário público e policial. Em qualquer lugar mais civilizado pouquinha coisa, apenas os melhores é que se tornam professores, funcionários públicos e policiais, de tanto que essas carreiras são valorizadas e reconhecidas como fundamentais na construção de uma sociedade decente. Aqui, por outro lado, é na base do “não serve pra nada, então vai ser professor/funcionário público/ policial”.”

    Desolador, né?

  • Eu acho que as pessoas decidem ser professoras não pensando na educação. Elas querem ser admiradas, como um ídolo, quando na verdade deveriam se ver como um prestador de serviços. Elas gostam de ter o controle sobre a classe (ainda que não ocorra efetivamente em vários locais), do poder.
    Professor de faculdade, por ser um trabalho paralelo, acaba sendo um dinheiro fácil. Não tem plano de aulas, é diferente de professor de escola. Estes não acho que tenham tanto conhecimento assim. Parece que o contato constante com gente de idade e conhecimento inferior interfere, os deixa meio imbecis.

    A população tem que entender que educação nunca vai ser prioridade de um governo. Todos os candidatos falam isso para conseguir votos, porque é bonito. Educação pública só existe pois é inviável permanecer com um número maior de analfabetos do que os que já temos. E bem ou mal, é uma forma de manter a pirralhada ocupada um a parte do dia, pelo menos, já que criança não pode trabalhar. A culpa é dos professores e dos pais e um pouco do governo. Todo mundo espera demais que este resolva todos os problemas.

    “Trazerá!” Meus olhos!

  • Tudo isso porque? O ministro da educação incendiando a discussão da questão dos cortes vinculando a questões políticas e ideológicas e a imprensa mercenária e sem caráter inflacionando tudo, obviamente com interesses fisiológicos.
    A valência do Bolsonaro está na bancada evangélica, que aliás foi o fiel da balança que definiu o impeachment da Dilma e pode definir um eventual impeachment do Bolsonaro também. Esse pessoal já deve ter notado que o MEC é um dos melhores ministérios pra aparelhar e por motivos óbvios estão de olho nessa boca.
    De duas uma… Ou o Bolsonaro tira o olavete que tá lá e coloca um relacionado a bancada evangélica lá ou então que se prepare pra cair feito a Dilma.

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