Gêneros Musicais – Pop

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Tio Ge explica – gêneros musicais

A pedidos do nosso amigo W.O.J, ali nas sugestões, faço esse texto pra explicar um pouco sobre gêneros musicais. Como tenho uma formação em música, acho que me sinto competente o bastante pra escrever sobre isso. Vou tentar ser bem didático sem entrar em explicações complicadas que ninguém entende, ok?

Em música existem várias formas de definir um gênero, mas as principais são: a partir do ritmo e andamento, a partir da estrutura harmônica, e (principalmente na parte de etnomusicologia), a partir do valor histórico e importância e função social que determinado gênero tem em determina sociedade ou determinado grupo ou tribo. Exemplo: enquanto o canto litúrgico serve para a liturgia, é usado em contexto de missas, a kizomba na África serve para idolatrar os mortos, é usado em contexto fúnebre. O réquiem, por sua vez, na cultura europeia é que assume a mesma função em contexto fúnebre. A kofwshara é usada em contextos de ritual invocação de bruxas na cultura celta, enquanto o waslat é um gênero típico na música árabe para celebrar a riqueza e prosperidade, e o vastadklu é tocado pelos aborígenes na América do norte na época de colheita, e por aí vai.

Gêneros também podem ser definidos a partir do andamento: a polka, com aquele ritmo saltadinho contagiante, tem andamento e compasso 2/4, ou seja, tu sempre conta 1,2,1,2,1,2… e geralmente é executada de maneira rápida. A marcha também tem compasso 2/4 e também é executada de maneira rápida. A valsa, por sua vez, tem o andamento 3/4, tu conta sempre 1,2,3 1,2,3 1,2,3… e o andamento é lento. A mazurka, música popular polonesa e que também existe na Alemanha, também é em 3/4, mas com a particularidade de que o tempo forte é no 3, ou seja, tu conta sempre um, dois, TRES, um dois, TRES… e é um tanto mais rápida que a valsa. A balada, por sua vez, tem andamento em 6/8, ou seja, tu conta sempre 1,2,3,4,5,6 1,2,3,4,5,6… Salvo alguns poucos gêneros por aí, quase tudo que tu escuta nas rádios está em andamento 4/4, ou seja, a contagem é sempre 1,2,3,4 1,2,3,4.

Na música erudita existem formas de classificação bem rígidas que dizem respeito às regras de composição. O minueto, por exemplo, tem que ter um desenvolvimento rápido, poucos contrapontos, tema simples, e não pode durar mais que dois minutos. Já a sonata exige pelo menos três movimentos (algumas tem quatro!), sendo eles um movimento alegro (rápido, vivo e expressivo), um andante (lento, melancólico), e outro allegro. Na sonata é exposto um tema e desenvolvido à exaustão com várias mudanças de tonalidade, cadências, modulações e tudo mais. A sinfonia, bem grosso modo, é uma sonata estendida. E a ópera, pera vocês terem ideia, é um gênero bastante complexo, pois englobam vários outros subgêneros dentro dela. Ela deve conter um recitativo, um prelúdio, uma ária, um soneto, um dueto, o coro de vozes, uma fuga, um interlúdio, o dueto principal, o pós-ludio, entre outros. Alguns compositores (Gonoud e Wagner só para citar alguns), no século XIX desenvolveram tanto o estilo que chegaram a incorporar até ballet, valsa e marcha no meio da coisa. Para citar dois exemplos rápidos, vejamos o ballet inserido na ópera Fausto de Gonoud, e a valsa bridinski na ópera La Traviata.

Pois bem, pra explicar sobre gêneros na música contemporânea (por contemporânea, aqui, estou me restringindo à música do século XX em diante, e qualquer coisa que tu escuta nas rádios), o mais adequado é ir pelo caminho da estrutura harmônica. Toda música contemporânea vai ter os seguintes elementos: melodia, harmonia, baixo pra conduzir o andamento, e bateria pra dar o ritmo. Melodia, bem resumidamente, é o que você canta: pode ser com voz ou com instrumentos que fazem a linha melódica. Harmonia, por sua vez, é aquilo que acompanha a melodia com os acordes. Dá pra fazer harmonia com voz (os chamados back vocais), mas geralmente ela aparece com acordes de guitarra, teclas ou mesmo os strings (violinos).

Bem grosso modo, o que diferencia um gênero de outro é a forma com que esses elementos estão organizados, e principalmente, a forma com que a harmonia se estrutura, a forma com que os acordes estão dispostos e encadeando sequências harmônicas. Daí preciso explicar mais uma coisinha: acordes. Eles são, basicamente, três ou mais notas tocadas ao mesmo tempo, e que acompanham a melodia em tempos específicos do andamento. Existe toda uma teoria sobre formação de acordes, mas vou pular isso. O que é preciso saber, por agora, é que eles são formados pelas notas ou graus 1 3 e 5 da escala, desde que assumindo uma nota qualquer como a nota 1. Exemplo: se eu partir de dó, terei dó-mi-sol como acorde de dó, se eu partir de mi, o acorde de mi vai ser mi-sol-si. Se eu partir de sol, será sol-si-ré, e assim por diante. É sempre 1-3-5!

Escala, resumidamente, é um conjunto de notas agrupados a partir de uma fórmula entre tons e semi tons. Existem trocentas escalas com trocentas fórmulas diferentes (maior melódica, menor melódica, menor harmônica, relativa menor, primitiva, derivada, temperada, pentatônica, hexafônica, noss…), e à medida que for avançando no texto, e de acordo com a necessidade, vou explicando especificamente cada uma. Para entender o bebop, por exemplo, precisamos entender o conceito de pentablues, que vem da pentatônica maior, e por aí vai.

Segue o fato de que cada nota da escala é um grau específico, e cada grau recebe o nome de sua respectiva função harmônica. Mais ainda, cada grau vai gerar seu respectivo acorde que assume aquela função no encadeamento harmônico. E existem regras pra onde cada acorde deve caminhar, se encadear com o quê, enfim. Também vou pular isso, porque é um tanto complexo, é o conteúdo da “harmonia funcional”, uma das disciplinas mais difíceis do curso de música. Pra ficar mais claro, deixa eu desenhar:

1º grau – tônico
2º grau – supertônico
3º grau – mediante
4º grau – subdominante
5º grau – dominante
6º grau – superdominante
7º grau – sensível

Eu posso assumir como 1º grau qualquer nota da escala, mas pra fins didáticos vou partir de dó mesmo: Dó é o 1º grau, chamado de tônico, que gera o acorde de dó maior ou dó menor, e ele tem função tônica no encadeamento harmônico. Sol, que é o quinto grau dele, vai gerar o acorde de sol maior/menor e vai “dominar” dó. Lá, que é o sexto grau, vai gerar o acorde de lá… e assim por diante. Segue o fato também que, por notação e por convenção, os graus são escritos com algarismos romanos, e os acordes e notas são escritos com letras maiúsculas. Partindo de lá, temos A, B, C, D, E, F, G, respectivamente.

É a partir da movimentação de acordes entre os diferentes graus e funções que se estrutura a harmonia de uma música, o que é chamado de “progressão harmônica” e a partir daqui dá pra começar a falar de gêneros. A primeira progressão mais básica que existe é a I-V-I, ou seja, do grau tônico (estado de relaxamento) para o grau dominante (estado de tensão), e retorno novamente para o estado de relaxamento. Mas dá pra alongar essa progressão adicionando um IV antes do V, daí fica I-IV-V-I. O que aconteceu aqui foi que adicionou-se uma meia tensão (subdominante) antes da tensão principal (dominante). Dá pra alongar mais ainda essa sequência adicionando um VII (sensível) antes do I. Daí fica: I-IV-V-VII-I. Esse é um clichê harmônico na música erudita. Outro clichê harmônico existente é o VI-VII-I. Quem nunca ouviu uma música erudita que termina com lá-si-dóóóóó? Pois é. Existem trocentas progressões diferentes por aí (algumas enormes!), e via de regra, cada uma determina um gênero específico.

Agora que deu pra entender o mecanismo, começo a falar do pop, porque ele é o gênero mais irritante fácil de entender. A estrutura do pop é basicamente V-II-VII-III, ou, com algumas poucas variações, V-II-VI-VII, ou V-II-IV-I. Exemplos não faltam: basta ir a qualquer site de cifras por aí e perceber que toda música pop segue o mesmo modelo, não sai disso. São sempre os mesmos intervalos (geralmente entre 3as e 5as), e os mesmos acordes: sol-ré-lá-mi ou sol-ré-lá-si na guitarra e nos teclados. Pra dar um exemplo mais específico de como essas estruturas sempre se repetem: “festa no apê” e “despacito” têm exatamente os mesmos acordes, só muda a ordem. O primeiro é sol-ré-lá-si, enquanto o segundo é si-sol-lá-ré. “Someone like you” de Adele tem os mesmos intervalos entre 5as, só muda a tonalidade pra lá maior.

“Pop” vem de “popular”, a ideia é justamente criar algo que se repita incessantemente e grude como chiclete na boca do povo. Afinal, o “pop” (assim como o pop arte) tem como princípio captar as tendências do coletivo, ou antes mesmo, conquistar a massa pela repetição incessante e fácil de um mesmo modelo.

O que irrita mesmo, se me permitem o posicionamento, é que, em termos de estrutura harmônica, não há novidade. Diferentemente do jazz ou do rock, que há surpresas harmônicas interessantes, no pop isso raramente acontece. Mais ainda, em sua essência (lá nos anos 70/80) o pop era composto por guitarra, baixo, bateria, vocais e algum efeitozinho nos teclados. Na contemporaneidade (e isso sim tem me irritado!) vê-se que tudo é pop, e a delimitação de gêneros começa a ficar complicada.

Exemplo: até algum tempo atrás (idos do final dos anos 1990) a gente tinha essas boy bands por aí como Backstreet Boys ou N’sync ou mesmo Britney, que ainda usavam aquele modelo guitarra-baixo eletroacústico e bateria acústica (hoje é tudo eletrônico, feito com instrumentos virtuais). Hoje inclui-se no pop (assumindo sempre a mesma estrutura harmônica) o sertanejo universitário, o cenário r&b, Lady Gaga e Rihanna com esse pop eletrônico bate cabelo, Adele com suas músicas tristes de dor de cotovelo, Florence + the Machine, Taylor Swift, outra meia dúzia de cantores ditos “alternativos”, e até mesmo o country contemporâneo.

Bem grosso modo, hoje em dia dá pra reduzir quase tudo a uma fórmula pop com essa estrutura de quatro acordes que se repete sempre. Como prova disso, vocês podem conferir no youtube vários vídeos do tipo “50 songs, 4 chords” ironizando isso. Dá realmente pra tocar várias músicas, apenas com os mesmos acordes, só mudando o ritmo e, às vezes, a sequência com que aparecem.

Não nego que algumas músicas, em termos de letras, podem até ser bonitas sim, e alguns instrumentos (mesmo que eletrônicos ou virtuais) são bem bacanas, chamam atenção em termos de timbre “diferentão”, mas continuam sendo pobres em termos de estrutura harmônica. Essa é minha principal crítica ao pop.

Parece-me que a essência do pop também mudou, a concepção não é a mesma daquele pop de Michael Jackson ou Madonna nos anos 1980. Reparem pelos clipes que existem por aí no youtube: são mostrados quase sempre os jovens, curtindo sua juventude como se não houvesse amanhã, sem preocupações, bebendo, baladas, carros; ou, quando não é isso, é alguma coisa depressiva ou dores apaixonadas.

Não dá pra negar, também, que o pop tem lá sua parcela de importância no cenário todo. Em alguns casos específicos (Madonna?) o pop serve mesmo para causar, para chocar, para questionar, e mesmo para ironizar. Serve como discurso político frente a discursos totalizadores.

Apesar de minha crítica particular, não quer dizer que todo pop seja ruim. Existe muita coisa boa por aí, mas um tanto escondida, ou ofuscada, diante de tanta coisa ruim que é colocada pela indústria do entretenimento. Eu, que cursei produção musical, vos digo: não é só de talento pessoal que vive o artista. O trabalho de marketing pesado, foco em grupos específicos, networking do produtor musical, peso no contrato com o selo e gravadora, tudo isso influencia. Então, não pensem vocês que Lady Gaga, por exemplo, é uma excelente cantora só porque está em alta por causa do filme do ano passado, por que não é bem por aí. Existe, se eu posso dizer assim, uma espécie de “ditadores” da moda, grandes empresários midiáticos que ditam o que vai ser tendência ou não no próximo verão. E, vez por outra, ainda tentam resgatar relíquias do passado, como Queen, e agora este ano, Elton John.

Bem, pra finalizar, deixa eu comentar um pouquinho sobre os subgêneros do pop. A começar pelo pop-rock, aqui a diferença fica difícil de estabelecer, mas vamos lá: é a mistura de pop com rock, mantém a mesma estrutura harmônica, mesmos acordes repetitivos, mesma estrutura de refrão-verso-refrão-verso grudento do pop, mas usa bastante guitarras, e geralmente é animado, daí dá o ar de “rock’n’roll”. Dá pra considerar também, por outro lado, que o pop-rock seja um subgênero do rock, sem linhas de baixo marcando presença, nem bateria marcante, apenas com guitarras mais suaves.

Jangle pop: Uma mistura de pop com rock alternativo lá no final dos anos 1950, mas que tem seu pequeno auge mesmo só lá nos anos 1980. Exemplares desse gênero são The Byrds, R.E.M e The Smiths. A diferença aqui é o uso mais melódico das guitarras, sem riffs pesados e com melodias mais agradáveis e fáceis de engolir. Isto é, sem muito virtuosismo vocal. Outra característica é a utilização da guitarra de 12 cordas, que garante maior tessitura melódica já que tem mais cordas pra fazer arpejos (conjunto de várias notas tocadas uma após a outra, do tipo: dó-mi-sol-si-sol-mi-dó) e utilizar os agudos que são claros e sem distorção.

Britpop: Esse é, na verdade, outro sub-gênero do rock que se mistura a uma espécie de cultura/movimento lá nos anos 1990 na Inglaterra. É como se fosse, bem grosso modo, o grunge com aquela pegada de crítica social, só que com letras e arranjos mais calmos. Tem grande influência da geração anterior (Led Zeppelin, Pink Floyd, The Who…), e seus maiores representantes são essas bandas aí tipo Oasis, Blur, Coldplay, Artctic Monkeys, Bloc Party, Keany, Kaiser Chiefs e até um pouco de Muse entra aqui no meio também. Novamente, às vezes é bem difícil delinear bem os limites de um gênero, o mais adequado seria dizer que muitas bandas por aí transitam entre vários gêneros diferentes. Muse, por exemplo, para além do Britpop, pode ser considerado como garage rock ou mesmo alternativo.

K-pop: É a abreviação de “Korean pop”, pop coreano. Mesma estrutura harmônica, mesma fórmula de sempre, muitas vezes com elementos da eletrônica contemporânea. Exemplo é o baixo “fritado” feito com um sintetizador de onda saw (dente de serra) que substitui o baixo elétrico, a batida eletrônica que é um “kick” que faz o papel do surdo da bateria acústica, uma batida 4/4 meio quebrada e um violão acústico fazendo alguns acordes. Daí é só por a voz em cima com algum equalizador e backs vocais com um filtro cutoff (pra dar aquele ar de som de radinho) e está feito. Ouçam BTS ou Loona no youtube e reparem esse tipo de coisa. O gênero nasce lá nos anos 1980, teve seu pequeno auge no começo dos anos 1990, e, aparentemente, nos últimos anos tem voltado com tudo, ainda mais depois da febre de “gangnam style” de Psy. Detalhe que o que conta aqui é o apelo visual: é parecido com as boy bands que temos no ocidente, mas exploram bastante o visual, as vestimentas diferentonas, o cabelo, bem como a dança e a performance no palco.

Bem, é isso. Já ultrapassando o limite de quatro páginas. Nos próximos textos pretendo comentar sobre os outros gêneros sugeridos, tais como rock, blues, jazz, samba, entre tantos outros.

Por: Ge

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Comentários (13)

  • Se me permitem um aparte: sabiam que os nomes das notas musicais vêm de um hino católico a São João Batista composto há mais de 1200 anos? A peça de canto gregoriano em latim era conhecida como “Ut queant laxis” ou “Hymnus in Iohannem”:

    Eis um trecho da letra em latim:
    UT queant laxis
    REsonare fibris
    MIra gestorum
    FAmuli tuorum
    SOLve polluti
    LAbii reatum
    SANcte Iohannes.

    Com o tempo, o UT do primeiro verso e o SAN do último viraram os atuais e SI, respectivamente.

    Ou para ouvir “Ut queant laxis”:
    https://www.youtube.com/watch?v=nK0CE5dIxCc

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    Innen Wahrheit

    Tio Ge,

    Você já teve oportunidade de ouvir alguma produção do Alex Christensen & The Berlin Orchestra? Tecnicamente falando, isto se enquadraria como música pop?

    • Eu adoro os arranjos que o Christensen faz! Me lembra um cara da Juliard School que também fazia, até algum tempo atrás, alguns arranjos pra orquestra de músicas pop atuais, incluindo de Lady Gaga.

      Mas, respondendo tua pergunta, sim, tecnicamente é música pop, a estrutura harmônica é a mesma. A dance music dos anos 90 também bebe no clichê repetitivo do pop com 4 acordes. O que muda é só a roupagem do arranjo mesmo, que pode muito bem se servir de instrumentos voltados para música de câmara ou de orquestra.

  • Muito legal, Ge. Adorei seu texto. É um volume de informação bem maior do que esperava! E com muita coisa que eu não sabia… E, assim como a Mari, eu também estou aguardando pelos próximos.

  • Quem diria que música, algo tão estereotipado como coisa de humanas, tivesse tanta ciência. Aguardo os próximos textos.

    • É, eu nem entrei com profundidade mesmo na parte matemática e física da coisa porque se não iria ficar cansativo e muito teórico. Mas tem muita coisa envolvendo cálculos pesados, e aliás, algumas habilitações em música como a produção musical têm disciplinas de cálculo, física, ondulatória, eletroacústica…

        • É, é assunto que não acaba mais… Tem toda a história de afinação também: o mundo ocidental, por convenção da ISO, é afinado em lá=440hz, mas nem sempre foi assim, e há toda uma teoria da conspiração de que essa afinação nos deixa mal, depressivos, etc, enquanto a afinação em 432hz nos deixa relaxados, enfim…

          Eu pulei bastante coisa no texto porque se não destoaria do tema principal, que é sobre gêneros musicais. Quanto à escala pitagórica, ela é, digamos, o começo de tudo, sem ela não rola os outros sistemas tonais e sistemas de afinação.

  • Muito bom!
    E se tem gente que acha K-pop estranho (tudo que faz sucesso com adolescente é zoado, normal), espera por volta de 2025 ou 2030 quando a moda for cantores indianos e africanos.

    • É, é estranho para nossos ouvidos “ocidentais”, tão acostumado ao sistema diatônico. Lembro-me bem brevemente que alguns anos atrás teve uma novela da globo que a trilha sonora era indiana. Causou espanto e ao mesmo tempo fez sucesso na época. Mas aquilo lá era música indiana comercial radiofônica, não a tradicional música indiana.

      Aliás, para além da música africana que é de uma riqueza que só, a música indiana também é bem estranhamente interessante, já que utiliza umas escalas bem exóticas, com acidentes bem fora do comum e que produzem uma sonoridade bem estranha aos nossos ouvidos. Aliás, há um sistema próprio deles que considera não 7 tons inteiros, ou mesmo 7 tons e 5 semitons, que é o que contempla o sistema dodecafônico, mas sim 22 microtons, é algo surreal de se pensar.

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