Uma brasa para Moro.

Sergio Moro e Deltan Dallagnol trocaram mensagens de texto que revelam que o então juiz federal foi muito além do papel que lhe cabia quando julgou casos da Lava Jato. Em diversas conversas privadas, até agora inéditas, Moro sugeriu ao procurador que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, antecipou ao menos uma decisão, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se ele fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal. LINK


A matéria do The Intercept Brasil continua lançando ondas de choque no país. Mas… choque exatamente com o quê? Desfavor da semana.

SALLY

O vazamento de conversas envolvendo juízes e procuradores da Lava-Jato causou reações descabidas durante a semana: pessoas que acreditaram em tudo antes de qualquer perícia que realmente prove que as conversas são verdadeiras e tem aquele teor X pessoas muito espantadas por ver que o Judiciário e Ministério Público brasileiro não são 100% corretos. Vamos falar de ambos.

É assustador como qualquer “denúncia” que corrobore com aquilo em que as pessoas gostam de acreditar é acatado imediatamente como verdade. As pessoas estão cada vez mais crédulas quando lhes convém, não precisam de provas para formar uma convicção, apenas de uma afirmativa que as agrade. Tudo que se tem até agora são conversas vazadas, sem qualquer perícia, sem qualquer comprovação de que não foram adulteradas. Isso é motivo para dizer: “tem que investigar isso aí com muito rigor”. E só.

Percebam que com isso eu não estou dizendo que as conversas sejam falsas, estou dizendo que não sabemos. Não saber, ao contrário do que muitos pensam, não é “passar pano” nem negar a realidade, afirmar que não sabe quando não há certezas suficientes tem se mostrado, nos últimos tempos, a prova mais valiosa de inteligência que uma pessoa pode dar.

Não se posicionar é motivo de ataque hoje em dia. Ou você vai para um lado da dualidade, ou vai para o outro. Dizer que não sabe, que é preciso esperar uma investigação, que não tem certeza suficiente para apontar o dedo e acusar os outros de coisas graves como crimes é extremamente malvisto nesta sociedade doente e bélica em que vivemos. Quem não se posiciona de imediato sai do mainstream e tudo que sai da regra, da manada, do que a sociedade espera de você, vira motivo para medo e ataque.

Se eu estou na polaridade extrema, chamando todo mundo de filho da puta, de ladrão, de estuprador e tem um mar de gente comigo, além de uma sensação de pertinência, estou protegido pelo bando. Encontrei um lugar seguro onde outros me defenderão, formei uma matilha, dá a falsa sensação de que corro menos riscos. Primeiro por ter um bando comigo, segundo por estar sempre apontando as merdas dos outros, jogando o holofote nos outros, o que torna menos provável que alguém perceba as minhas merdas.

Pronto, me acomodei em um lugar onde eu julgo ser seguro: ofusco meus erros iluminando os erros dos outros e tenho um bando que me dá respaldo. Se chega alguém trazendo uma nova forma de agir, isso ameaça minha zona de conforto: como assim não julgar e condenar de imediato? Não, não pode, eu já construí todo um grupo e uma realidade em torno disso e não quero mudar, esse novo grupo não me parece tão seguro!

E este comportamento não é algo novo. Desde sempre, desde que o mundo é mundo, quem ousou desafiar o mainstream arcou com as consequências disso: foi obrigado a tomar cicuta, foi para a fogueira e tantas outras barbaridades. Só que são as pessoas que saem do mainstream, essa honrosa minoria, as responsáveis por impulsionar os avanços deste mundo. Estes respiros de evolução são os que tornam a humanidade um pouco “menos pior”, século após século. E hoje, quem sai do mainstream é quem não julga, não atira pedras, não reage com raiva e condenação. Mas tem seu preço. Você vai ser considerado um inocente/idiota, um louco ou um filho da puta passador de pano.

Então, se você não é essa pessoa disposta a comprar briga com a sociedade toda, uma pessoa que não se abala por ser chamada de maluca ou de coisas piores, não o faça. Não tem motivo para se sujeitar a uma violência dessas se isso não está na sua natureza. Nem todos tem esse ímpeto combativo, e tá tudo bem. Respeite o que você é, respeite como você se sente, não precisa se fazer mal. Só não jogue pedras em quem o faz, em que ousa desafiar o mainstream saindo da polaridade, da dualidade, pois, no momento o mundo precisa dessas pessoas. Já precisou muito de pessoas combativas (nós mesmos éramos, em 2009), mas hoje esta necessidade mudou.

É bem simples, em qualquer caso desses de histeria coletiva e julgamento, antes de opinar, faça um exercício de empatia e pense como você gostaria que a pessoa que está sendo julgada fosse tratada se esta pessoa fosse ____ (insira aqui alguém que você ama muito: seu filho, sua mãe, seu irmão, seu pai, seu marido etc). Trate a pessoa que está sendo julgada pela sociedade como você gostaria que essa sua pessoa amada fosse tratada se pairasse sobre ela uma acusação. Parece fácil, mas na prática nem sempre é.

Agora vamos para o outro lado: o das pessoas que, por algum motivo estranho, acham que em um país todo cagado, com um sistema corrupto igualmente todo cagado, onde nada funciona direito, onde não há ética e moralidade em instituição alguma nem em seu povo, pensou que Judiciário e Ministério Público eram os super-heróis da sociedade, alçando seus membros à condição de ídolos.

Uma árvore contaminada dá frutos contaminados. Um país corrupto na essência, terá corrupção em todas as instituições. Não que isso justifique corrupção, ela deve ser punida em qualquer instância se for provada. O que quero dizer é: onde está a surpresa? Estão chocados com que?

Estou há cinco anos berrando que o Judiciário brasileiro é um mar de podridão insuportável e que se você tem uma gota de caráter não consegue se manter nele, qual parte não ficou clara? Eu, uma pessoa persistente, que escreve um blog por puro comprometimento há dez anos, sem ganhar um centavo por isso acabei roendo a corda e jogando fora 15 anos de estudo e dedicação ao direito (que me remunerava) por não suportar o estado do Judiciário. Qual é a surpresa ao constatar que qualquer um metido ali pode ser muito podre?

Pois deixa eu dizer uma coisa para vocês: em todos os casos Juiz e Ministério Público se comunicam. Pode? Não pode. Acontece? Sim, acontece sempre. Não é que acontece muito, é que acontece SEMPRE. Em um país incorreto, com um povo incorreto, tudo acaba sendo incorreto. Não tem meia dúzia de heróis que vão salvar a todos. Ninguém salva a terceiros, só você pode salvar a você mesmo. Deposite a esperança de qualquer melhora na sua vida fora de você e, desculpe o termo, você está muito fodido.

Não sabemos se Moro e cia são culpados ou o quanto são culpados, isso vai ser apurado. Mas, se for constatado que eles distorceram o sistema, que agiram de forma incorreta, que faltou ética, não há motivos para ninguém aqui se surpreender, se chocar ou se espantar. Os mesmos brasileiros que se dizem a favor de tortura para obter o paradeiro de uma pessoa sequestrada estão urrando ao ver esses áudios. São dementes?

Se de fato aconteceram condutas condenáveis, é óbvio que os responsáveis devem ser punidos. Não só neste caso, como em todos. Mas aí é que está o problema: esse é o modo de funcionar das instituições brasileiras. Como faz?

Este país corrupto, sem ética, com regras flexíveis só melhora de um jeito: começando do zero. Algo tem que acontecer para que essas instituições falidas venham abaixo (e não precisa muito, elas já estão em vias de colapsar) e algo novo tem que tomar o lugar. Ainda assim, serão décadas até que uma nova geração mais limpa cresça e assuma o país. E é sobre isso que eu venho falando desde o ano passado, quando fiz aquele texto sobre ontocracia evolutiva: algo novo só pode entrar quando o velho sair.

Então, na contramão de todos, eu comemoro cada vez que a base dessa estrutura podre racha um pouco mais, pois eu quero ver tudo desmoronar, para começar algo novo. Tomara que cada vez mais podridão venha à tona, isso não me entristece, isso me alegra! Que bom que estamos vendo a verdade! Que bom que está mais perto desse sistema ficar desacreditado o suficiente para falir! Não fiquem tristes, nem putos, nem revoltados: o que está acontecendo é BOM. Ô dificuldade do cacete do ser humano na visão a longo prazo…

Eu votei em quem eu achava que tinha mais condições de fazer cagadas para ajudar a derrubar um sistema irreversivelmente comprometido, e, cá entre nós, votei bem pra caralho. Um Presidente que quando está em uma mesa com as maiores autoridades do país, elas discutindo um assunto sério, tenta equilibrar uma garrafa de cachaça numa caixa de goiabada em cima de uma de leite condensado. Está tudo caminhando para o melhor. Não tenham medo. Assim como ser mainstream não ajuda, resistir a mudanças que dão medo também não ajuda. Deixa ruir, vai vir coisa melhor no lugar.

Então, três dicas para encerrar: 1) não julgue, você não sabe da big Picture, você tem apenas uma leve noção da pontinha do iceberg ; 2) não tenha ídolos, as respostas e as salvações das quais você acha que precisa estão dentro de você mesmo e qualquer pessoa que te diga o contrário, é estelionatário e 3) Não esperem melhoras ou soluções dentro deste atual sistema, isso não é possível. Sem uma grande “demolição” que permita recomeçar do zero toda a estrutura da atual sociedade, nada vai mudar e independente de ideologia, vamos continuar andando em círculos.

Para dizer que eu estou passando pano, para dizer que agora você acredita que o Judiciário é um mar de podridão ou ainda para dizer que antes que tudo desabe você quer ir embora daqui: sally@desfavor.com

SOMIR

Se não fossem os bravos leitores lutando contra a aparentemente nova era fascista do desfavor, jamais teríamos abordado o assunto mais importante da semana. Afinal, não é como se tivéssemos uma coluna específica para isso. Obrigado, guerreiros. Sua dedicação não será esquecida…

Pois bem, quando temos mais informações que a média da imprensa brasileira sobre um tema, assumimos uma postura mais jornalística. Mas nesse caso, assim como no do Neymar, ninguém vai morrer por falta de informações. O link é da matéria original, mas para os desinformados, ler matéria batendo no Moro no Intercept é mais ou menos como ler matéria batendo no PT na Veja: pegue as informações que te ajudam a entender melhor, mas saiba que o que parecer mais opinião do que fato é opinião mesmo. Até o momento, quem tem os dados são eles, e prometem ainda mais. Curioso para ver o que mais tem por aí.

Antes ainda, uma valiosa análise técnica: nenhum aplicativo do mundo é seguro quando é o dono da conta que está usando, por motivos óbvios. O Telegram não é muito mais ou muito menos seguro que o WhatsApp quando o hacker toma controle do celular inteiro e se passa pelo dono. Nenhum programa te protege 100%, lembre-se disso. Ninguém está seguro na internet. Não tem criptografia que salve alguém cuja senha é “senha123” e/ou clica em qualquer link que enviem por e-mail, a peça que quase sempre falha é que está olhando para a tela.

Pois bem, sobre o caso: não temos informações diferentes das presentes na grande mídia atualmente. Por isso vamos para o modo de análise de comportamento humano, porque no final das contas, é ele que define todas as políticas. O sistema brasileiro tem seu funcionamento peculiar, disso todos já sabemos. A desonestidade está entrincheirada nas instituições brasileiras e não existe solução de curto prazo para expulsá-la de lá. Não só as pessoas mal-intencionadas como as com objetivos mais nobres acabam obrigadas a funcionar de tal forma se quiserem que qualquer coisa vá para a frente. E do jeito que o ser humano é, a mesma pessoa pode ter esses dois lados: o que não falta é político corrupto amado pelas massas, de direta, esquerda ou o habitual “meu lado” preferido pelas autoridades tupiniquins.

Muito por isso é importante ter em mente que no Brasil não dá para ter ídolos em funcionários do Estado. Mal dá para ter ídolos culturais, esportivos e intelectuais, mas quando entramos no campo desse tipo de figura pública pertencente a qualquer um dos três poderes, torna-se basicamente impossível mesmo. A forma como se alçam ao poder e a relevância tende a criar várias manchas no currículo dessas pessoas. E é aí que é importante relembrar toda aquela história sobre a diferença entre concordância e coordenação: se você não forma ídolos, independe de concordância, apenas observa as situações onde seus objetivos se coordenam com o do outro.

Se o que Moro fez é ilegal, há de pagar o preço. Se o que fez é ilegal, mas todo mundo faz, não muda nada. Afinal, jamais teríamos apoiado o impeachment de Dilma ou a prisão de Lula por corrupção se estivéssemos dispostos a negociar nesse aspecto. Todos os presidentes anteriores faziam as tais pedaladas fiscais, e eu duvido muito que todos os outros não tenham tirado vantagens ilegais de seus cargos. Todo mundo faz, ensinam que é assim que se tem que fazer, mas não deixa de estar errado e exigir uma punição.

Torcia e ainda torço por Moro. Não por achá-lo acima de qualquer suspeita, mas por perceber que era um excelente aliado contra um inimigo comum na corrupção e na organização criminosa de larga escala. Seria uma triste vítima do sistema, mas adultos tem a presunção de saber o que estão fazendo e assumir a responsabilidade por suas escolhas. Ser uma figura muito pública tem suas vantagens, mas também te torna alvo de um escrutínio muito maior. Se todos os juízes e procuradores fazem isso, a maioria não tem um adversário tão poderoso como um ex-presidente com apoio de milhões (de pessoas e reais). Foi um marco histórico prender um corrupto desse tamanho, mas tem suas consequências.

Dito isso, agora é hora de prestar atenção se você não está caindo no antigo golpe de formar ídolos e vilões na sua cabeça: pessoas são complexas, sistemas como o brasileiro tornam isso ainda pior. Moro e Dallagnol foram ferramentas de um dos maiores processos de limpeza pelo qual o país passou, mas não são seus definidores. Sei que é hábito escolher uma pessoa para ser o símbolo de um movimento, mas ninguém trabalha sozinho nessas escalas. A Lava-Jato é o esforço conjunto de milhares de profissionais do poder público, Judiciário e Executivo em sintonia para estancar um sangramento sem precedentes dos cofres públicos brasileiros. Os dois ficaram famosos, mas não são donos do propósito da operação.

Ambos podem ser derrubados se isso não virar desculpa para desfazer o esforço de milhares de profissionais sérios numa nuvem de fumaça ideológica. Não tem direita e esquerda na hora de provar que uma pessoa é corrupta, não tem política que desculpe aceitar a via do “mas ele fez também” como defesa para qualquer acusado. Quando idealizamos movimentos em pessoas, as qualidades e defeitos delas contaminam a amostra e nos arrastam de volta para essa estúpida dualidade.

Se o que o Intercept Brasil soltou for verdade e a Justiça decidir que deve haver uma punição ou correção, que seja feito. Mas que decisões técnicas e provas não sejam deixadas de lado para entrar numa briga entre Moro e Lula, como o próprio site acusador faz questão de demonstrar. Esse é o único argumento da defesa do ex-presidente faz tempo, quando perceberam que não dava para defender as ações corruptas, mudaram o foco para uma briga ideológica. Bola essa que já cantamos ano passado.

Não caímos no truque de tornar investigação de corrupção em embate entre esquerda e direita, e esperamos que ninguém mais caia. Isso não é ideológico, isso é técnico. O Estado serve justamente para “desumanizar” aqueles que aplicam as leis. Se você cair no conto da perseguição pessoal, abre as portas para muito mais problemas no futuro. Não seja essa pessoa. Não tenha ídolos ou inimigos entre as autoridades brasileiras, é justamente o que querem os piores deles: esvaziar análises técnicas com argumentos emocionais furados. Quem errou tem que pagar, ponto.

Para me chamar de fascista, de Bolsominion ou mesmo de estar recebendo para defender o Moro, não precisa fazer nada, porque você nem leu o texto mesmo.

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Comentários (18)

  • Eu pessoalmente não duvido que a troca de mensagens entre Moro e Dallagnol seja verdadeira, mas isso não implica falta de provas contra os presos da Lava Jato e muito menos a inocência deles. Não sei o que me enoja mais nessa história: se são as pessoas no geral colocando os próprios egos acima de uma causa que afeta todos os demais ou se é a tendência do brasileiro médio de sempre polarizar tudo entre “heróis perfeitos” e “vilões malvados.” Duvido muito que chegue a ter consequências sérias, mas se as investigações tiverem de ser refeitas por causa disso, espero que a “limpeza” resultante dela seja maior e mais rigorosa ainda.

    • Paula, esse tipo de conversa entre Juiz e Ministério Público acontece SEMPRE. Acho muito errado, mas se for anular alguma coisa por isso, anula todos os processos do país. O sistema é escroto, é errado, é corrompido. É preciso acabar com esse sistema e implementar algo novo.

      • Tudo é preciso iniciar do zero aqui. Mas a primeira coisa seria mudar as pessoas, pq hj temos regras mas ninguém respeita…Seria só mais uma nova constituição, mais um sistema judiciario e as pessoas tentando dar ‘jeitinhos’

  • O problema dos brasileiros é com a Constituição de 88, porque esta demanda ter civilidade, coisa que este país nunca teve. Se não me engano é nossa sétima, prova de que não somos um povo em evolução, mas tribos digladiando, até que, uma se sobrepõe a outra em determinado período, estabelecendo um clã. Desde 2013 esta nação surta rumo a lugar nenhum. Mesmo com o Lula preso, as pessoas e Bolsonaro buscam fritar um todo dia na fogueira, pra nunca assumirem a responsabilidade pela desgraça que somos. Sem encarar um projeto pro país de longo prazo, na qual se encaixa o estrito respeito e obediência as leis, sem civilidade, isso aqui caminha pra um mero povoado de extrema pobreza, palco fácil de guerra fria (USAxRussia China).

    • A Constituição de 88 é uma colcha de retalhos mal feita, mal escrita e com uma série de propostas incompatíveis entre si, mas o pior é isso que você apontou: quer ser mais realista do que o rei. É um corta/cola de normas pensadas para países civilizados que aqui viram letra morta ou piada deturpada. Quem está na base da pirâmide de Maslow precisa de outro tratamento jurídico, para o seu próprio bem.

  • Moro e Dallagnol foram ferramentas de um dos maiores processos de limpeza pelo qual o país passou.
    Parei por aqui. Com o Supremo, com tudo né?
    Mais dignidade é fazer como a vagabunda do SBT.
    Não seria mais digno dizer que foram imbecis e enganados por um frustado juiz de primeira instancia que nem sabe falar o português corretamente?
    Tenham um tiquinho de humildade, assumem que fora imbecis

    • A vida me ensinou que discutir com quem argumenta sozinho não é útil. Se estiver interessado em desenvolver essa montoeira de informações, fique à vontade, mas neste exato momento, eu tenho quase certeza que você não está discutindo diretamente comigo, e sim com um “espantalho”.

      • Adoro suas respostas Somir , vou fazer um livro só com os prints q dou pra fingir q sou inteligente no mundo real rs.

          • Ai, igualzinho o ídolo dele, todo cheiro de vaidades, o ídolo dele, o super herói que combate a corrupção, o paladino da justiça.
            Papudo: Quem tem pressa são os adversários da verdade, não os que sabem que ela se imporá. “já vimos o futuro, e as respostas estão lá”.
            Moro, o maior corrupto que o mundo já viu na terra, seu ídolo.

            • Hugo, você não está falando comigo. Você está brigando contra um Somir imaginário que aparentemente defende irracionalmente pessoas como o Moro e o Bolsonaro. Não condiz com a realidade, e é realmente frustrante gastar tanto tempo escrevendo as minhas ideias para ser confrontado com algo que nada tem a ver com esse esforço. Para cada linha de acusações sem base que você escreveu, eu escrevi uns 10 textos explicando como penso muito bem. Ou você me entrega algo remotamente parecido com uma argumentação, ou eu não tenho vontade de fazer isso, é muito trabalho por nada.

              Por isso, não vou mais dar trela para essa discussão que você inventou. Passar bem.

      • Entendi, você é igual ao FHC, não pode ser melindrado né, é igual ao Zé do Power Point, jogou bolinha de grude no carpete e soltou papagaio com o sobro de um ar condicionado, coitado, sinto pena de você.

    • Quando digo que brasileiro não civilizado tá ai a prova (imbecil, vagabunda…)
      Eu concordo em partes sobre o maior processo de limpeza do pais, que sim é REAL e VISÍVEL. Pra mim constitui um amadurecimento e aperfeiçoamento das instituições, e o grande problema foi NÃO enxergar isso. Pior que a fraude processual, o grande pecado dos MERDAS do Moro e do Dallagnol foi ter colocado o foco no Lula/petismo, e não no processo de evolução democrática. Como todo brasileiro filho da puta, tinha que deixar a vaidade e ambição pessoal tomar conta -o que não deixa de ser corrupção também – melando a Lava Jato como um processo politico mesmo. Esse desvio que nos trouxe a anomalia Bolsonaro.
      Uma outra tristeza nesse episodio da Lava Jato, é que seguimos o processo PROVINCIANO de espetacularização e da fuxicagem, dizimando empresas, empregos e a própria economia,
      diferente dos USA e da Europa que busca preservar e diminuir impactos. O que perdemos até agora em bilhões é infinitamente maior do que foi recuperado.

  • Vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, todos com muitos assessores… A democracia tem um custo muito alto. Eu preferia um ditador mandando em tudo, por mais que ele fosse filho da puta, eu ia me sentir menos trouxa.

    • E a política de bem estar social (para alguns, diga-se de passagem) também tem alto custo. Tanto que estão doidinhos pra cortar as benesses principalmente pra base. “Reforma da previdência” é só o começo.

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