O ser humano é pior que radiação.

O acidente nuclear de Chernobyl é considerado, até hoje, o pior desastre nuclear da história da humanidade. É um dos poucos classificados como nível 7, em uma escala onde 7 é máximo que pode ser alcançado. Estima-se que a radiação liberada no desastre tenha sido 400 vezes maior do que o bombardeio de Hiroshima e Nagasaki. Devastador, não é mesmo? O estrago foi tanto que cientistas calculam o prazo de pelo menos 20 mil anos para que a área se torne habitável novamente.

Até aqui, nenhuma novidade. As pessoas foram evacuadas da área contaminada (chamada de Zona de Exclusão) e são proibidas de entrar ali. A novidade é que ainda assim, com todos os danos, com todos os estragos, com toda a contaminação, acreditem, a vida em geral prosperou em Chernobyl, em alguns casos, muito mais bem-sucedida do que antes. Bastou remover o ser humano.

Sem humanos por perto, a vida selvagem expandiu em Chernobyl, contrariando muitas previsões feitas à época do acidente. Hoje, a região se assemelha mais a um parque ambiental do que a uma zona devastada. Sem o ser humano por perto, a vegetação cresce de forma abundante e muitos animais encontraram no local uma morada segura: alces, cervos, javalis, lobos, ursos, linces, veados… são vistos correndo em bandos, muito felizes, obrigado.

Hoje, o número de animais encontrados na zona de exclusão é similar o número encontrado em diversas reservas naturais da região que não foram contaminadas pela radioatividade. Em alguns casos, existem até mais animais do que nas reservas, por exemplo, o número de lobos é sete vezes maior do que em parques protegidos. Sim, o ser humano faz mais mal a animais e plantas do que a radioatividade. Hora de refletir onde estamos errando para que as coisas tenham chegado a este ponto.

Não que a radiação seja boa para os animais, ela de fato causa danos e mortes, mas infinitamente menores do que aqueles causados pelo ser humano. Então, hora de lidar com a assustadora premissa de que, para a natureza, o acidente nuclear foi bom, pois livrou a área de seres humanos. Chernobyl só foi ruim para os humanos. Hoje, a zona de exclusão, onde humanos não podem pisar, virou um verdadeiro santuário para a fauna e a flora local.

Como explicar isso? Como pode algo prosperar onde o ser humano, o reizinho do planeta, não consegue sobreviver? Se o humano não pode viver ali, é de se esperar que mais nenhum mamífero possa, certo? Errado. Plantas e animais encontraram na zona de exclusão um habitat feliz onde conseguem viver muito melhor do que com o ser humano por perto. O que podemos concluir disso? Radiação é ruim para seres vivos, mas o ser humano é muito pior. Um acidente nuclear é menos nocivo para a fauna e flora do que a presença humana no local.

Diante desta realidade inconteste, que o ser humano nunca pensou que pudesse acontecer (“se eu não posso viver ali, ninguém pode”), proponho uma reflexão sobre como chegamos a este ponto de ser tão idiotas de detonar o ambiente em que vivemos e de sermos mais nocivos para o planeta do que a radiação.

Para começo de conversa, é hora de rever esse discurso do ser humano reizão do planeta, super-apto à sobrevivência. Bem, parece que tem lobo e urso dando baile, se adaptando muito melhor e de forma mais rápida a condições até então inóspitas para o humano. Na real, o homem me parece cada vez menos apto à sobrevivência. O que dizer de uma espécie que estabelece uma sociedade movida por uma substância que pode dizimá-lo, não cuida direito do reservatório dessa substância e deixa a porcaria vazar?

Isso nos leva a outra pergunta: se o ser humano é tão imbecil e incompetente, como foi que chegou até aqui e dominou o planeta? Séculos de sobrevivência não mentem, devemos sim ser muito bons e funcionais. Bem… já fomos, quando seguíamos nossos instintos, quando tínhamos alguma conexão conosco e com o todo, quando funcionávamos da forma mais favorável para a sobrevivência da espécie. Hoje vamos no sentido contrário, portanto, rumo à extinção. Segue minha opinião sobre onde está o erro e como tentar reverter a cagada.

Em seus estudos sobre a natureza, Charles Darwin constatou muito mais do que a simples “sobrevivência do mais apto”. É ume estudo riquíssimo, que infelizmente foi simplificado e massificado de acordo com a visão atual da sociedade. Entre outras coisas muito interessantes, ele dizia que o ser humano não tinha a força ou habilidade física de outros animais, portanto, sua sobrevivência dependia basicamente do poder de cooperação de uns com os outros.

Por isso o desenvolvemos uma linguagem complexa, diferentes culturas que nos unem como grupos, mecanismo de vida em família e tantos outros sistemas que convergem para a cooperação. É bem simples: ou o ser humano se une e coopera para o bem coletivo, seu único trunfo, ou as previsões para ele como espécie não seriam nada boas.

Estima-se que o ser humano só chegou onde chegou por um forte senso de comunidade, de coletividade, que o fez prosperar mesmo não sendo tão rápido como um guepardo ou tão forte como um urso. Este senso de coletividade permitiu de que distribuíam tarefas, fazendo com que todos tenham acesso a alimentos: alguns colhiam, outros caçavam, outros plantavam e no final, todos se beneficiavam.

Com mais alimentos, desenvolvemos cérebros maiores. Com mais tempo livre, pois as tarefas eram divididas, descobrimos a o fogo, a roda e outros que mudaram a sociedade. Com mais atividades, vieram os polegares opositores. Nada disso teria sido possível se fossemos animais solitários.

Porém, cada vez mais esse senso de coletividade está se perdendo. O que nos trouxe até aqui, o que assegurou nossa sobrevivência e evolução, está sendo abandonado e até visto como uma idiotice ou uma fraqueza. Se as pessoas responsáveis pela usina de Chernobyl tivessem pensado na coletividade em primeiro lugar, no bem-estar de todos, provavelmente a sequência de cagadas ambiciosas que geraram o desastre não teriam ocorrido. Os animais, que seguem com seu senso de coletividade, parecem estar se saindo melhor do que os humanos.

Talvez você discorde de mim, e está tudo bem, é apenas a minha opinião, mas acredito que a grande peça faltando nessa engrenagem defeituosa é o senso de coletividade. O declínio do ser humano começou e progrediu à medida que fomos deixando de lado o senso de coletividade, o interesse do todo. Quando começou a prevalecer a visão individualista, quando esquecemos que se não for como coletividade, não vamos sobreviver.

O mais curioso é: biologicamente falando, nascemos para ser compassivos e cuidar uns dos outros. Estudos recentes da neurociência mostram diversos mecanismos, biológicos que nos empurram nessa direção. Não falo de condicionamentos sociais como uma religião que nos mande ser bons, falo de coisas que estão escritas no nosso DNA, pois esse comportamento compassivo é a forma mais provável de sobrevivência que temos como espécie.

Um belo exemplo são os neurônios espelho. Eles são uma forma de assegurar que seremos empáticos com outros seres humanos. Simplificando de forma muito grosseira, é como se fosse uma pequena parte do nosso cérebro onde todos somos um, onde não se faz distinção entre você mesmo e o outro. Um exemplo de neurônio espelho em ação é a sensação que temos quando vemos outro humano sofrendo: muitas vezes nos encolhemos, sentimos agonia ou até mesmo como se a agressão fosse conosco. É o caso, por exemplo, de homens que se encolhem ao ver alguém levando um chute no saco.

Outro exemplo de fácil compreensão é o nervo vago. Ele é o responsável por nos emocionarmos quando vemos alguém passar por uma situação emocionante. Também é ele que te compele a ajudar pessoas em um desastre ou que estão correndo risco. Sabe aquele momento em que você reage para salvar alguém sem nem mesmo pensar, muitas vezes fazendo algo até perigoso? Nervo vago. E quando de fato se ajuda, o corpo libera substâncias-recompensa, que fazem a pessoa se sentir muito bem. Mais do que bondade, são reforços evolutivos dos compelindo a cooperar, colaborar, a ajudar.

A natureza nos moldou buscando empatia, compaixão, senso de coletividade, de fato nos sentimos bem ajudando, cooperando. Mas por algum motivo o ser humano se desviou do caminho e hoje o social está sufocando o natural. Na verdade, acredito que o declínio começou justamente por mecanismos sociais que nos afastam desse modo cooperativo e compassivo, e que estão levando o ser humano direito para a danação. O bacana é ser o fodão com toda a atenção voltada para si, o vencedor é aquele que subiu não importa a que custo, o forte é aquele que focado em seus próprios objetivos, afinal, o mundo é cruel e para sobreviver não podemos nos dar ao luxo de pensar nos outros.

Não, a cooperação, empatia e compaixão não são uma construção de contenção social empurrada por governos e religiões, o oposto disso sim. Somos compassivos e cooperadores por natureza, mas a sociedade atual nos impele para o egoísmo e individualismo.

Se você ficar bastante atento às suas reações, verá que ao escutar uma história sobre um ato de bondade, há uma reação química no seu corpo: você se emociona, você sente algum tipo de esperança ou bem-estar, você sente a bioquímica do seu organismo berrando “é isso, é por aí!”. Mas sufocamos este chamado, em nome das regras sociais que acreditamos serem cruciais para nossa sobrevivência, mas que, na verdade, serão as que vão nos extinguir como espécie.

Não é à toa que tantas religiões fisgam fiéis com um discurso de amor ao próximo, de unidade, de compaixão. Algo muito verdadeiro reverbera dentro de nós quando escutamos este tipo de premissa, pois está em nosso DNA, para assegurar nossa sobrevivência como espécie. Lamentavelmente religiões costumam pegar esta verdade e explorá-la para fins egoísticos, relembrando algo que todos temos dentro de nós e estava adormecido em troca de passar uma sacolinha ao final. Você não precisa de religiões ou intermediários para acessar o que está dentro de você.

Sentimentos como amor, compaixão, gratidão e cuidado com o outro inundam nosso organismo de substâncias que geram não apenas bem-estar como também melhoram nossa saúde, ao passo que agir de forma estressada, pessimista, egoísta, raivosa ou rancorosa liberam substâncias tóxicas, nocivas, que prejudicam nossa saúde. O natural, o esperado, o programado para o ser humano (e por isso o organismo nos recompensa) é sermos compassivos. Ir contra essa natureza gera problemas tanto para o indivíduo quanto para a coletividade.

Ao contrário do que se gosta de vender, a natureza, a chamada “lei da selva”, não é apenas caos e ataque. Quando falamos em natureza, pensamos logo naquelas imagens mais difundidas do mais forte detonando o mais fraco, mas isso é apenas uma visão humana muito da contaminada vendo as coisas. É o que vende, nessa dinâmica de ataque e defesa que vivemos. Se Nat Geo coloca imagens de animais sendo cooperadores e democráticos provavelmente não terá tanta audiência.

Existem muitos estudos que mostram que o lado predatório da natureza é um pequeno percentual do que rege a vida animal. Animais são, na verdade, muito mais organizados e inteligentes do que nós, humanos, gostamos de acreditar. Um destes estudos, só para citar um exemplo, descobriu que a migração de bandos e manadas não obedece sempre ao comando do líder como se pensava.

Essa coisa do líder mais forte talvez seja projeção nossa em animais que são muito mais bacanas do que imaginávamos. No reino animal, a cooperação é vista como algo de grande valor, enquanto que a competição é vista como algo excepcional, pois tende a enfraquecer o bando e colocar sua existência em risco, basicamente o contrário da sociedade humana.

Biólogos estão descobrindo que animais são mais democráticos do que imaginávamos, mesmo os mais rudimentares, como insetos. Para citar um exemplo, eles costumam votar quando se trata de questões que afetam o grupo todo. Durante muito tempo se pensou quem um líder decidia sozinho, pois o ser humano estava olhando para a cena contaminado por suas próprias crenças. Hoje se sabe que não é bem assim.

Um exemplo fascinante é a votação silenciosa quando há vários caminhos disponíveis para fontes de água: essa decisão é importante, pois um caminho errado ou muito demorado por colocar em risco a segurança do grupo. Percebeu-se que os animais se posicionam com o focinho virado para o lado que tem a fonte de água que acreditam ser melhor para a coletividade. Assim que 51% (ou seja, a maioria mais um) concordam em uma direção, imediatamente o bando, manada ou matilha se reúne e ruma para essa direção. Antes de pensava que eles iam para onde o líder ia, hoje se sabe que foi uma votação.

Isso quase nunca nos é mostrado. Nos é mostrado hipopótamos duelando cobertos de sangue por uma disputa territorial, pois é isso que nós humanos gostamos de ver. Reforça nossa certeza de que a competitividade é o caminho natural, quando na verdade, é apenas uma exceção na natureza.

Não é isso que traduz a essência da vida selvagem. A essência da vida selvagem é cooperação, não competição. Por isso animais estão dando um banho no ser humano, inclusive em matéria de sobrevivência. Desde insetos a primatas, animais cooperam entre si a maior parte do tempo, animais votam, decidem em conjunto os passos do grupo. Só brigam ou disputam, só são individualistas, em situações muito excepcionais.

Dificilmente um grupo de animais tomaria uma decisão tão escrota como a que foi tomada em Chernobyl, onde, para que um obtenha um benefício imediato (no caso dos humanos, uma gratificação ou promoção) coloque o resto da comunidade toda em risco de vida. Esse tipo de decisão é fruto de um equívoco de pensamento, que não escuta a si mesmo, a seus instintos e ao bom-senso. Não foi para isso que nosso DNA foi programado e quando agimos contra nós mesmos geramos não apenas devastação externa, mas interna também. Hoje o ser humano vive em contradição com ele mesmo, angustiado, com insônia, estressado, deprimido, com síndrome do pânico. Hora de dar um passa para trás e repensar.

Então, a conclusão que chego com este texto é de que a natureza humana não é competitiva, isso é uma construção social muito da escrota que, em vez de nos fortalecer, está nos enfraquecendo e vai nos extinguir como espécie. Certamente existirão aqueles que acharão este texto um devaneio bobo, e tá tudo bem, ninguém é obrigado a concordar com um achismo meu, mas acredito que vale no mínimo uma reflexão pensar por qual motivo o ser humano foi mais nocivo do que uma quantidade massiva de radiação para o planeta.

Estamos no caminho errado, melhor dar ré enquanto ainda dá tempo.

Para dizer que algo dentro de você concorda mas você vai discordar por se sentir idiota concordando, para dizer que que está tão condicionado socialmente que não consegue nem refletir a respeito, apenas refutar ou ainda para dizer que nem pensar em mudar a realidade e o ponto de vista aos quais você já se acomodou e que vai continuar pensando como sempre pensou: sally@desfavor.com

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Comentários (15)

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    Beatriz Billeter

    Achei super interessante o texto. Sempre concordei como Sr. Smith de Matriz que o ser humano é um virus. Destruindo o lar onde vive e sendo danoso ao seu meio. Achei perfeito. Interessantíssimo ver algumas reações realmente humanas que são tratadas como fraqueza, mas que, na verdade, representam esperança. Amei!

    • Sim, ele está certo. Essa cena do filme é perfeita, quando ele fala com total desprezo pelo ser humano. O mais curioso é que os humanos se acham a salvação do planeta.

  • A linha geral do pensamento está OK, mas a parte sobre evolução humana está um pouco equivocada, com os fenomenos fora de ordem. Sugiro procurar outras fontes mais recentes. Um livro muito bonito é o de David Lieberman, A História do Corpo Humano. Biologo aqui. Bjs o texto esta excelente.

    • É meramente ilustrativa, Fernando, sem qualquer compromisso cronológico. Uma simplificação grosseira e sem precisão para chamar a atenção para a importância da cooperação, o tema central do texto. Mas se você puder compartilhar informações mais precisar por aqui,te agradeço…

      • Bipedalismo, dieta carnívora, cérebro grande, cultura. O resto macacos também têm. Desculpe o hiper resumo, estou muito enrolado. Bjs

      • Cooperação? Cooperação em que? Um dia vc faz um texto dizendo que ninguem deve se preocupar em ter nenhum tipo de cuidado com o planeta pois o mesmo não está “pedindo socorro”. Agora fala em cooperação? Um tanto quanto contraditória sua posição nao?

        • Cooperação entre humanos, não para salvar o planeta. Se detonamos o planeta de forma irreversível (sim, é irrevesível) me parece idiota cobrar de pessoas que não gastem água no banho. Vamos assumir o que fizemos e pagar essa conta.

          Porém, enquanto existirmos, a existência será mais agradável e produtiva se colaborarmos uns com os outros. SE isso acontecer, pode ser que se descubra uma forma, até agora inexistente, de efetivamente impedir a extinção do ser humano.

  • Onde estão as fontes (confiáveis) que corroboram essa ideia de que existe vida lá, que tudo está uma maravilha?
    Concordo plenamente que o ser humano é o câncer desse planeta, mas não acho q as coisas são estão lindas e coloridas la em Chernobyl como o texto sugere.

    • Não é uma questão de “fontes”, é um fato. Não precisa de pesquisa científica para provar que existe vida lá, há dezenas de reportagens, vídeos… é notório e de conhecimento público. Também não é uma questão de estar “lindo e colorido”, releia o texto e veja que o ponto é: estão melhores e prosperando mais do que quando havia humanos. Óbvio que há efeitos da radiação, mas, ainda assim, muitas populações estão crescendo mais do que se imaginava ser possível.

      Basta uma rápida pesquisa no Google que você encontra centenas de “fontes”. Cito a BBC, pois me parece uma fonte minimamente confiável, mas você vai encontrar muitas outras: https://www.bbc.com/portuguese/revista/vert_earth/2016/04/160426_vert_earth_chernobyl_ecologia_ml

  • Tem cachorros lá, também. Descendentes dos pets abandonados na evacuação da cidade.
    E pelo que eu li, o que mais mata esses animais de Chernobyl é o frio intenso, não a radiação. Mas nada os impede de desenvolver uma pelagem mais adaptada num futuro distante. Ou seja, tomamos um 7×1 evolutivo de seres de quatro patas que lambem o próprio cu.

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    Innen Wahrheit

    Oi Sally,

    Penso nessas coisas que você escreveu hoje há pelo menos uns 20 anos… E é bom saber que ainda há quem proponha esse tipo de reflexão (e compartilhe de um bom propósito) num contexto tão improvável.

    Até amanhã.

    • Compartilhe seu pensamento com quem você sentir que está aberto a isso, é dando esses pequenos passos que a gente melhora o entorno.

  • Vc mudou muito (para melhor) desde o corporativismo feminino. Ultimamente tá com uma pegada diferente. Está fazendo psicologia ? Parabéns ! Está cada dia melhor é por incrível q pareça Somir tbm.
    Quanto ao texto ainda estou digerindo.

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