Polêmica na Bienal

Certamente você escutou alguma gritaria sobre o assunto, mas talvez tenha escutado apenas fragmentos do que aconteceu. Informação parcial pode nos levara a conclusões erradas, portanto, a primeira parte deste texto será meramente informativa, para que, de posse de todas as informações, você possa formular sua opinião. A segunda parte será opinativa, caso você tenha interesse em saber o que eu penso.

Seria um assunto para Desfavor da Semana, mas, no ritmo atual de acontecimentos, o assunto já estará “velho” até sábado. Por isso, vamos falar agora.

Este final de semana ocorreu a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, um evento que vem caindo em desprestígio faz tempo, juntamente com o hábito de leitura. Normalmente, ela passa desapercebida, mas uma polêmica desnecessária levou o evento aos jornais.

Uma revista (publicação da Marvel, portanto, historinha de super-herói repleta de violência) que continha uma cena (é uma história em quadrinhos, portanto, um desenho) de dois homens se beijando. Uma mãe que comprou para seu filho achou um absurdo que a revistinha fosse vendida sem nenhum “aviso” sobre esse tipo de conteúdo e foi reclamar em redes sociais.

Rapidamente ela foi trucidada por um grupo que a acusou de preconceito. Replicaram o comentário dela apontando o dedo e dizendo “olha que absurdo!”, “olha que preconceituosa!” etc. Não fosse por este grupo, a reclamação da mulher não teria ganhado voz e ela seria apenas uma pessoa falando sozinha.

Mas o brasileiro insiste em dar voz a quem ele repudia e de tanto replicar a reclamação desta mãe detonando a mulher, o Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, tomou conhecimento do ocorrido e concordou com a mãe. Não é que ele quisesse censurar a revista, impedir sua venda, ele achou que a forma como estava sendo vendida não era adequada e que sim, era preciso uma embalagem especial e um aviso sobre o conteúdo, para que os pais possam escolher se querem ou não que os filhos tenham acesso a esse material.

Para quem não sabe quem é Crivella: pastor evangélico e sobrinho de Edir Macedo, o “dono” da Universal. Não causa espanto a ninguém que um pastor evangélico ache um beijo gay, ainda que desenhado, um conteúdo polêmico e ache necessário advertir os pais a respeito deles. Totalmente coerente com o que Crivella sempre pregou. Porém os atos de um Prefeito devem ser de acordo com a lei e não com sua opinião.

Atualmente, conforme a legislação brasileira, o critério para considerar um material impróprio está na lei, não na cabeça de um Prefeito. E, de acordo com os critérios vigentes, uma cena de beijo não é considerada imprópria, não demanda classificação etária e não viola qualquer regra. Indifere quem são os protagonistas desse beijo, é o ato em si que seria motivo para interferência estatal.

De acordo com a lei brasileira, beijo não tem caráter de conteúdo pornográfico. Há beijos em desenhos infantis, em programas matinais, há beijos por todos os lados. Considerando que homossexualidade não é mais classificada como doença ou conduta reprovável, não haveria motivos para alegar que um beijo gay é “pornográfico” enquanto um beijo hetero é aceitável.

Então, que fique claro, o sexo dos envolvidos não é critério para impor essa classificação. Ou pode beijo de todo mundo, ou não pode beijo de ninguém. É o ato em si que conta, por exemplo, uma cena de sexo explícito sim justificaria alguma classificação etária ou aviso, pouco importando se é sexo hetero ou gay.

Um beijo entre pessoas do mesmo sexo não é considerado hoje pela lei sequer um comportamento inadequado. É algo perfeitamente normal. Se uma pessoa vê um casal do mesmo sexo se beijando na rua e chama um policial, não há nada que o policial possa fazer, uma vez que não há previsão legal de que esta conduta seja, de alguma forma, nociva para a sociedade. A maior prova disso é que até emissoras populares de TV aberta já exibem beijos entre pessoas do mesmo sexo. Nudez pode causar problemas, cenas de sexo podem causar problemas, beijos não.

Então, dois pontos tem que ficar claros: 1) em momento algum a Prefeitura queria simplesmente recolher a obra e impedir que ela seja vendida (conceito de censura), buscando apenas que a venda se dê de uma forma considerada como “adequada” e 2) A Prefeitura não tinha qualquer embasamento ou respaldo da lei para imputar a um beijo gay qualquer restrição de vendas.

Por isso quando alguém gritar que “queriam censurar”, saiba que não é bem assim. Queriam que fosse vendida em uma embalagem especial, vedando o conteúdo e com um aviso aos pais, isso é restrição, não censura. Da mesma forma, quando alguém gritar que estavam “protegendo as crianças” saiba que também não é bem assim, pois gostando o indivíduo ou não, aos olhos da lei, não há qualquer dano potencial às crianças ao acessar este conteúdo.

Portanto, algo que feriu os princípios pessoais do Prefeito do Rio de Janeiro (capital mundial da putaria) foi argumento para que a Prefeitura envie fiscais para a Bienal. Ciente disso, os organizadores da Bienal recorreram imediatamente ao Judiciário para obter uma medida preventiva, impedindo que qualquer obra fosse recolhida. Travou-se uma batalha de liminares (decisões dadas em caráter de urgência), até que o Youtuber Felipe Neto se meteu.

Ele resolveu comprar todos os exemplares dos principais livros com temática LGBT da Bienal e ordenou sua distribuição gratuita, desta forma, não se aplicaria a suposta restrição de embalagem especial para venda. Para deixar bem clara sua oposição à postura do Prefeito, ele embalou cada livro em um plástico preto (como Crivella queria fazer) e colou um adesivo dizendo “ESTE LIVRO É IMPRÓPRIO PARA PESSOAS ATRASADAS, RETRÓGRADAS E PRECONCEITUOSAS”. Os livros esgotaram em poucas horas. Quando os fiscais da Prefeitura retornaram não havia mais o que fiscalizar.

Pronto, até aqui são fatos. Você está munido de todas as informações que precisa para formar sua opinião. Se quiser saber a minha, continue lendo.

Me parece absurdo classificar algo como pornográfico em função da genitália dos envolvidos e não do ato que está sendo mostrado. O Prefeito do Rio de Janeiro não tem argumentos para a ação que ele propôs. É querer impor seu pensamento através da máquina estatal, o que sempre foi o nosso maior receio ao ver religiosos radicais se elegendo, eles costumam fazer isso quando conseguem poder.

Crivella é um político incompetente (basta ver as notícias cariocas) que quer se reeleger. Pelo seu trabalho, não há argumentos para pedir voto, portanto, sua estratégia para se reeleger e prosseguir na vida política é a Política de Identidade: angariar simpatia do grupo no qual ele é forte, antagonizando com o resto, de modo a ser votado como representante de uma ideologia.

Sabemos que a polarização está em grau máximo, o povo brasileiro pode ser resumido como lados distintos se digladiando. Portanto, o caminho mais fácil para conquistar metade da população é escolher um lado e fazer algo de grande repercussão, vestindo essa camisa. Depois de ganhar esse lado, bastam pequenas ações para conquistar um pequeno percentual do outro lado e pronto, se tem uma maioria. É como um voto de cabresto, só que em vez de dentadura, se dá ao povo um afago ideológico.

Crivella agiu errado, fato. Mas meter o malho apenas no Crivella é a resposta fácil, o que todo mundo quer ouvir, o caminho mais rápido para uma infinidade de aplausos. Dá para ir além. Dá para ir além, perdendo os aplausos, pois aí começa a incomodar a todos os lados envolvidos. Como não dependemos de aplauso de ninguém, vamos além.

Tudo isso só começou por culpa de pessoas que discordam de um comportamento taxado de homofóbico. Foram essas pessoas que deram voz a uma mãe reclamando do absurdo de um beijo gay. Então, me parece mais produtivo refletir e parar de dar voz a essas pessoas. Quando se dá voz a idiotas se permite que outros idiotas encontrem esse idiota e formem um grupo, ganhem força e tenham relevância social. Então, fica a dica: não divulguem o que acham ruim. Não comentem. Não façam nada para dar ibope, pois você só fortalece aquilo que diz desprezar.

Por sua vez, Felipe Neto, que acredito que tenha agido com boa intenção, apenas reforçou essa dualidade. Sua postura de confronto, de antagonizar, de “lutar contra” só reforçam Crivella como “representante do outro lado”. O ideal seria romper com essa dinâmica e não ter lados, não entrar nesse jogo de ser resistência. Mas eu dou um desconto ao Felipe Neto pois ele está realmente muito perdido, muito revoltado e passando por uma depressão pesada.

Nada que se faça a partir da raiva gerará algo de bom. Não é o ato em si, é o lugar de onde ele parte, uma sutileza que poucos entenderão. Felipe Neto está constantemente reforçando esse Nós x Eles em redes sociais, como podemos ver na postagem abaixo. Quando se fala desde esse lugar, se passa a ser parte do problema e não solução dele.

Sei que vai ter muita gente dizendo o quanto Felipe Neto é um babaca. Não acho. Acho ele um dos empreendedores mais inteligente e bem-sucedidos do Brasil. Só lhe falta serenidade mental, deixar ir a raiva e revolta e dar lugar à solidariedade e compaixão. Entender que tem que olhar para o que é, e não para o que não é, afinal, tudo aquilo em que colocamos o foco expande. Jogar luz nas coisas boas, deixar as ruins na escuridão. Mostrar ao povo o que é digno de elogios em vez de fazer um escarcéu apontando a coisa errada.

Eu entendo, pois durante muito tempo cometi o mesmo erro que ele. Apontar a coisa errada e gritar, gritar e gritar, na esperança que as pessoas entendam e algo mude. Nada, a gente só divulga a coisa errada quando faz isso. Lutar contra, resistir, brigar? Não, obrigada. Contem comigo para atividades a favor. Se você entra nessa babaquice de chamar os outros de “Minions” você só aumenta uma polarização, uma dualidade terrível que está corroendo a sociedade.

Se existem pessoas que estão com dificuldade de desapegar de antigos conceitos, a melhor forma de ajudá-las necesse processo é ao lado delas, e não contra. Mandar imprimir etiqueta agressiva chamando de retrógrado, atrasado e preconceituoso só afasta mais ainda essas pessoas de um novo ponto de vista. Isso fecha portas, em vez de abrir. Isso distancia quem precisa da nossa proximidade, de informação, de ferramentas para combater o medo do novo.

Então, por mais pirotécnico que tenha sido o ato de Felipe Neto (ele é muito bom com factoides e soluções criativas), ele é parte do problema. Ele retroalimenta o outro lado. Com essa atitude bélica, discriminativa e agressiva, nunca vai promover a união necessária. Não quer ser compassivo e abraçar como igual quem você considera um idiota? Te entendo, eu sou a primeira a banir do Desfavor quem eu acho desinteressante. Só não se porte como um salvador, um benfeitor, alguém que está trabalhando para um mundo melhor. Só é possível um mundo melhor sem essa polarização.

Que esse comportamento do Felipe, de querer ser o paladino da justiça, sirva de reflexão para todos. É um mecanismo recorrente apontar o dedo para alguém que errou e se insurgir contra ele, mostrando o quanto nós somos bons e o fulano errado é equivocado. É feio fazer isso. É pequeno. É mesquinho. Se, para se vender, para se promover, para receber elogios, você precisa se posicionar em situação de comparação com alguém que merdou, tem algo de muito errado com você.

Por fim, aos pais que acreditam que devem ser avisados sobre conteúdo gay em qualquer material que possa chegar às mãos dos seus filhos, sinto informar que isso não é mais possível.

O “conteúdo gay” está por todas as partes: casais na vida real, na tv, na internet, nos quadrinhos e até nos desenhos animados. Juro que entendo as diferentes realidades de um país com dimensões continentais como o Brasil e imagino que em muitas realidades seja sim um choque esse tipo de conteúdo. Porém não é mais possível ter esse controle.

Não é mais possível ter esse controle porque nós, como sociedade, decidimos pactuar que não há qualquer problema com a homossexualidade. Já foi considerada doença por convenção social, já foi considerada desvio de comportamento por convenção social, mas hoje, também por convenção social, pactuamos que é um relacionamento como outro qualquer. Hoje, um relacionamento homossexual, incluindo aí um beijo, é algo normal. Não tem como “proteger” seu filho de um comportamento considerado normal.

Tratar como tabu algo que foi normalizado socialmente é o caminho mais curto para que seu filho seja excluído, ridicularizado e até hostilizado. A sociedade não se pauta na sua opinião e se ela for divergente do que se convencionou incluir na “normalidade”, é preciso muito cuidado para não ser trucidado por uma maioria que insiste em bater em quem ainda não chegou lá em vez de pegar a pessoa pela mão e leva-la pelo caminho da informação.

Então, fica aqui meu conselho: solte essa ilusão de controle e aceite que seu filho terá acesso a conteúdo homossexual pois, na sociedade em que você vive, goste você ou não, homossexualidade é algo perfeitamente normal. Não dá para remar contra essa maré, é uma luta na qual você entra derrotado. O melhor que pode fazer pelo seu filho é informar, sem proibir de ver nada. É dar o seu ponto de vista deixando bem claro que é isso: apenas um ponto de vista, não a verdade absoluta.

É isso, termina aqui o texto, provavelmente sem aplausos pois criticou todos os envolvidos, mas com a consciência tranquila de estar cumprindo com a meta do Desfavor: tentar trazer sempre um novo ponto de vista.

Para dizer que Felipe Neto vai acabar se candidatando a algo, para dizer que o Rio deve odiar muito o Freixo para votar no Crivella ou ainda para dizer que deveriam se preocupar mais com a violência que tem nessas revistinhas do que com beijo gay: sally@desfavor.com

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Comentários (24)

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    Geraldo Renato da Silva

    Meu aplauso você tem, pois o texto foi muito bem concatenado: todos estão certos e todos estão errados.
    A melhor (e única) maneira para se criar os filhos e torná-los pessoas mais evoluídas ainda é o diálogo; todavia, todos nós estamos muito ocupados em ganhar a vida, comprar carro novo e além do mais, conversar dá um trabalho…
    Por fim, um episódio onde se juntam fundamentalismo, lacradores e youtuber só poderia dar merd@. E logo num evento de pouquíssima importância. Eu assisto e rio.

  • Um barraco desnecessário. Se brasileiro pensasse racionalmente pra resolver tais impasses, nada disso teria sido algo. É possível “dar a volta por cima” com atitudes muito mais produtivas do que bater deliberadamente de frente e ganhar uns fios brancos de brinde (falo por experiência própria, hahaha).

    Sempre, SEMPRE haverá alguém torcendo o nariz, não importa o conteúdo. Sempre haverá alguém que vai achar o cúmulo, a merda maior, o apocalipse, como a mãe “homofóbica”.
    Sempre haverá também o “afrontoso”, o “desafiador”, o “rebelde”, como as HQs gays ou whatever.
    E sempre haverá os espertinhos que vão se aproveitar do tumulto do momento pra sair por cima, como o Felipe Neto.

    E os três casos se resolvem da mesma forma: não alimente. Só depende do que você se opõe na vida.

  • Eu achei legal a atitude do Felipe Neto. Se ele se candidatar a algo acho q terá alguns votos. Sei q no geral ele está descompensado, mas achei divertido essa história dos fiscais cchegando e não ter mais revista rs . Sou imatura, eu sei.

  • A derrota do Freixo para o Crivella lá em 2016 já deveria ter disparado todos os sinais de alerta na esquerda, de que havia algo de muito errado na mecânica da atuação deles. Porém, eles não desistiram até eleger vários políticos (de deputados a governadores) com premissas anti-esquerda, além, é claro, do fuckin’ Bolsonaro. E mais esse movimento, de promover uma mulher ridiculamente indignada com um simples desenho e aglutinar uma série de idiotas em torno dela e da “causa cristã”, pode acabar reelegendo o Crivella. Eu não duvido de mais nada. Porque é bem como você descreveu, Sally: não é mais sobre ideias para o desenvolvimento, ou sobre currículo. Virou uma mera corrida ideológica. E ninguém impulsiona melhor esses conservadores ultra-ignorantes do que a própria esquerda

    • Felizmente a esquerda é incapaz de aprender com seus erros, não se atualiza. Vai continuar com o mesmo discurso, mesmos candidatos, mesmos presidentes de partido. Não se elegem mais nem para síndico de prédio, a menos que seja do Espírito Santo para cima.

  • Acho que o Felipe não da um ponto sem nó. Suspeito que ele esteja sendo pago há algum tempo pela oposição para usar o poder dele com os jovens e ajudar virar o pêndulo novamente. Cansada dessa chatice das briguinhas ideológicas. Só vejo meme agora.

    • Ele ganha tanto, mas TANTO dinheiro… não vejo como alguém possa pagar uma quantia que valha a pena atrair para si tanto ódio e conflito… Ele precisa cuidar de seu estado interno, da sua paz mental.

  • Preciso dizer que estou decepcionado.
    Não com o protótipo de censura, porque qualquer pessoa que não fica o dia todo grudado em redes sociais moderadas por progressistas e sai um pouco de casa sabe como funciona a cabeça do brasileiro médio e seus “valores cristãos”. Nem com o Felipe Neto felipenetando, porque ele só surfa na onda, é assim que capitalismo funciona, se daqui a 10 anos o mundo retroceder pro conservadorismo ele funda uma igreja evangélica e manda apagar o passado de youtuber colorido.
    Minha decepção é com os que prometeram pegar em armas. É isso? Fazer tag no Twitter pregando pra convertidos? Sejam mais honestos, então!

  • Crivella entregou a bola de mão beijada pra militância LGBTSVGVCBGEVSDRE chutar pro gol, simples assim. É de uma estupidez que fala por si só.

    Na minha opinião o Felipe Dejeto é um biscoiteiro profissional. O oportunismo dele é proporcional à habilidade que ele tem de ganhar dinheiro, infelizmente. Não consigo enxergar qualquer boa intenção pura e genuína vindo dele. Pra mim é do tipo que faz tudo o que faz pra massagear o próprio ego e pagar de “bom moço” pra galera (coisa que detesto). Qualquer dia se assume gay/bi pra continuar sendo assunto e pra fazer média com a turma do lacre.

    “para dizer que o Rio deve odiar muito o Freixo para votar no Crivella” – Não duvido e nem julgo quem votou no Crivella, visto que o Freixo era a outra opção.

    • Sim, tem muito de ego na atitude do Felipe Neto, mas acho ele um cara bem intencionado em essência. Anda biscoitando demais pro meu gosto, talvez pelo péssimo estado mental em que se encontra…

    • Tem o Feto versão “Do Contra” no Youtube. Ela atende pelo nome de Nando Moura. Não consigo levá-lo a sério porque consegue o feito de me passar menos sinceridade que o Malafaia. Tudo forçado, tudo falso, tudo encenado.

  • Se São Paulo elegeu aquele youtuber, o Arthur Mamãe Falei, então o Felipe Neto tem chances reais também, já tem seu curral eleitoral de jovens desmiolados, cu-cêntricos e carentes de figura paterna, nem precisa de plano econômico nem nada, só falar que ama gays e tá eleito. A menos que ele seja barrado por aquele negócio lá de abuso de poder econômico, mas não entendo bosta nenhuma de leis.

    Em tempo: essa revista aí só iria ser vista por meia dúzia de “nerds” de 30 anos, mas evanjegue não pode perder uma chance de relinchar em público. Quem lacra lucra, até porque tem os conservadores pra alavancar.

    • Sim, deram relevância a algo tão desnecessário que fiquei me perguntando se o Crivella não comprou parte das ações da empresa que fabrica a revista.

      • Sim. Por isso eu disse “um monte de gente ACHA QUE TEM QUE TER opinião sobre tudo”. Seja como for, creio que essa cambada aí já conseguiu cumprir – ao menos por enquanto – sua cota de “a maior polêmica de todos os tempos da última semana”.

    • O “aparecer” de hoje em dia é muito cruel: você fica em evidência por pouco tempo (já já tem uma polêmica nova) e atrai uma manada de haters junto. Se a pessoa não estiver muito inteira, ela não banca isso não. Olha aí o Felipe Neto super medicado, sem conseguir sair de uma depressão…

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