Comidas brasileiras.

A comida brasileira é motivo de piada pelo mundo, tratada como suja, mal preparada e sem sofisticação, os pratos típicos brasileiros despertam repulsa na maior parte dos países civilizados. Processa Eu: Comidas Brasileiras.

O Brasil exporta para o mundo basicamente vergonha: jogadores de futebol (que nem tão bons são), putas (que nem bonitas são) e comida (merda). Mas o brasileiro não parece ter consciência disso e, apenas por este motivo, decidi abrir uma exceção e atender ao pedido de trazer de volta esta coluna. Sim, já há excesso de ódio e críticas no país, mas os floquinhos de neve super especiais nunca voltam a artilharia para a produção nacional.

Muito pelo contrário. Por algum tipo de cegueira ou retardo mental que eu não consigo explicar, o brasileiro realmente acredita que, por todo o país se fazem coisas bonitas. O artesanato brasileiro é uma das coisas mais toscas, grotescas e disformes que eu já vi, uma ode à fala de simetria e feiura, ainda assim o povo parece se orgulhar. O mesmo vale para a comida: restos de animais que mais ninguém quis, de higiene duvidosa e com texturas horripilantes compõe a culinária local. É uma merda, mas se alguém disser isso, é execrado.

Para começo de conversa, no geral, o brasileiro não tem higiene no preparo com a comida. Não me refiro apenas a aqueles estabelecimentos onde com a mesma mão que se pega o dinheiro se pega a comida, falo no geral. Não se lavam os alimentos da forma correta, não se armazenam os alimentos de forma correta, não se preparam os alimentos de forma correta.

Brasileiro congela, descongela e recongela alimentos. Brasileiro armazena o alimento na panela, dentro da geladeira. Brasileiro coloca água em garrafa de plástico. São tantas cagadas que depõe contra o sabor e contra a saúde de quem come que daria para fazer um texto só sobre isso. Então, independente do que se sirva, já se parte de menos um.

Para piorar, o brasileiro insiste em ter orgulho do que é tosco, do que é vagabundo, do que é ruim e feio. Escolhe matéria prima grotesca para preparar seus pratos típicos, “alimentos” que provocam repulsa na maior parte dos habitantes do planeta e que, muitas vezes, se você der para um cachorro, ele vira a cara (já testei). E o que é pior: sem necessidade, apenas por orgulho ou tradição. Povo merda que se orgulha de coisa merda em vez de evoluir.

“Mas Sally, como você pode afirmar isso? Isso é questão de gosto”. Não. Não. Mil vezes não. Vamos estabelecer uma linha aqui, ok? Por onde passa merda, não deveria ser comido. É bem simples, é bem básico, acredito que eu não precise discorrer para que vocês entendam meu ponto. É o básico do básico da higiene. Nem bicho come órgão que estava cheio de merda.

Eu entendo que em tempos remotos de precariedade e privação ingerir esse tipo de alimento foi uma necessidade, mais até: um ato de heroísmo. Porém, chegou o dia onde isso não era mais necessário e o brasileiro, em vez de pensar “que bom, posso comer algo decente” teve um surto de vira-lata e disse “Esta é MINHA comida, eu tenho orgulho dela, vou manter vivas as minhas raízes”. É a cara do Brasil não melhorar, não evoluir, por um apego idiota a algo que faz sua autoestima microscópica se sentir viva.

Assim, o país conserva dezenas de pratos hediondos que provocam repulsa e ânsia de vômito em quem não foi exposto a eles desde a primeira infância. Dezenas mesmo, eu separei apenas alguns, mas certamente vocês saberão nomear outras hediondezas nos comentários.

Vamos começar com clássico orgulho-negro Feijoada. O que se diz é que os escravos pegavam os restos do porco que sobravam, misturavam no feijão e preparavam feijoada. “Herança nossos antepassados”? NÃO, SEUS DOENTES! Necessidade de gente que foi trazida acorrentada em navios, que não tinha dignidade, que cagava no chão! Sério que acham bacana reproduzir essa precariedade existindo a chance real de melhorar sua alimentação? Estão reproduzindo escravidão alimentar, parabéns.

A Feijoada leva todas as partes rejeitáveis de um porco: orelha, focinho, pata e até testículos e pênis. Coisas que, por algum motivo, quem não tinha necessidade se recusava a comer, em uma época onde higiene nem ao menos era muito prestigiada.

“Mas Sally, a cultura do país X também tem um prato com partes questionáveis de um animal”. Sim, UM prato, talvez dois. Mas e quanto TODOS os pratos típicos de um país são de dejetos, de restos, de partes que nem os animais selvagens comem quando caçam esse bicho? Isso não é cultura, isso é a recusa em evoluir em quesitos básicos como valores nutricionais e higiene.

Se você é brasileiro, provavelmente nunca parou para pensar nisso, então, permita fornecer uma opinião de uma pessoa de fora: o aspecto do feijão, por si só, é repulsivo. Para pessoas de fora, muitas vezes remete a baratas. Feijão com restos identificáveis de um animal imundo por natureza então, fica bem difícil de engolir. E vai ter sem noção que pense “Ué, o mundo todo não come feijão?”. Não. Poucos países civilizados comem feijão, o mundo não é sua bolha.

Fora que essas comidas nem sequer fazem bem à saúde! Por algum motivo esses pedaços usados na feijoada eram jogados fora: extremamente gordurosos, de valor nutricional questionável e com altíssimo risco de contaminação.

Uma porra suja e excessivamente gordurosa e o que o brasileiro faz? Insere uma laranja junto com o prato, para reduzir o desconforto causado pela massiva ingestão de gordura. Tá joinha, não passa mal no dia seguinte, mas esse lixo vai se acumulando nas suas artérias!

A Feijoada é a mais conhecida, pois já sofreu muitas críticas públicas de estrangeiros horrorizados com esse alimento desnecessário, nada saudável e rudimentar. E dói, brasileiro fica putaço quando criticam sua estrela culinária feita de restos. Mas temos muitos outros exemplos. Muitos mesmo, foi até difícil de escolher. Seguem mais hediondezas culinárias.

Moela. Você sabe o que é moela? Muita gente come esses pratos típicos sem nunca se perguntar o que são. A moela é o trecho final do sistema digestivo da galinha (passa merda? Check! Pode virar prato típico!). Para fins didáticos, vamos colocar da seguinte forma: a moela é um pré-cu, uma parte do bicho que passou toda uma vida acomodando bosta. Bosta e mijo, pois nas aves sai tudo por um buraco só.

“Mas Sally, se lava antes de preparar”. Meu anjo, me responda uma coisa: se eu pego vários bifes da sua geladeira, cago neles, deixo eles devidamente acondicionados por meses para não perecerem e depois digo que vou lavá-los e servi-los para você comer, você come? Se sim é um porco filho da puta, se não, é um hipócrita filho da puta.

Não bastasse sua função de pré-cu, a moela também armazena pedrinhas, areia, sujeira e outras porcarias que a galinha come, salvo engano, para facilitar sua digestão. E nem sempre essas impurezas são removíveis, às vezes elas ficam incrustadas na carne mole da moela. Por isso, não raro, ao comer moela, a pessoa sente algum elemento crocante. Não basta comer cu de galinha, tem que comer cu de galinha sujo!

Buchada. Como o próprio nome já diz, é feito do “bucho” do bode, ou seja, a base do prato são as vísceras de um cabrito (Passa merda? Check!). A receita veio de Portugal, um país assolado pela guerra onde até ratos eram comida e cujo clima era frio o suficiente para que comida forte e gordurosa seja neutralizada. Vai o brasileiro e adere a esta desgraça no calor do Nordeste!

Para cozinhar as tripas do animal você terá que lavar as tripas do animal (ou confiar que um popular qualquer as limpou com todo o asseio e zelo necessários para preservar sua saúde). Então, há uma dupla indignidade: é como pegar uma privada cheia de merda, fazer uma faxina nela e depois lambê-la.

Depois de lavar o reservatório de merda, ou seja, os intestinos do bode, a pessoa vai e os recheia com os miúdos do bode (coração, rins, fígado, etc), que é para deixar nojento ao quadrado o que já era desagradável. Partes desagradáveis acondicionadas em um recipiente desagradável.

Parece que a premissa da Buchada é a seguinte: pegue a parte do bode que é comestível (a carne) e jogue fora, vire ele do avesso, pique o resto e coma. Você acredita, sinceramente, que em um longo tubo intestinal cheio de ranhuras, dobras, que acomodou merda por anos, não sobra nem um tiquinho de coliformes fecais se você lavar bem? Se acredita é porque nunca preparou uma buchada e não sentiu o cheio que essa ofensa culinária solta.

E aí, quando a gente acha que não pode piorar, surge o Sarapatel. Neste “prato” são usadas vísceras (Passa merda? Check!) de vários animais diferentes, vulgo um mix de coliformes fecais: porco, cabrito e outros. Pega os intestinos de todos os bichinhos das redondezas e, se quiser, mistura com os outros órgãos que sobrarem. Em alguns lugares eles colocam pulmão, língua e outras partes que prefiro não comentar.

Para coroar o preparo deste prato tão higiênico e agradável, se acrescenta sangue coagulado do animal ou dos animais cortados em pedaços. Olá meninas, quem já ficou menstruada pode mentalizar com certa precisão do que estamos falando. Não basta ter tripas de bichos, não basta ter merda, tem que ter também sangue do animal morto que estava em processo de deterioração.

Talvez você coma esse tipo de atrocidade desde pequeno (uma pena que o Conselho Tutelar não tenha sido notificado, você poderia ter crescido sem maus tratos) e por isso não veja grandes problemas. O ser humano se acostuma com praticamente tudo nessa vida. Mas, existem pessoas que cresceram em países civilizados onde não se come cu de bicho, onde as partes do corpo que abrigam merda são jogadas no lixo. Essas pessoas se chocam e se enojam desse tipo de comida e não são frescas ao fazê-lo, são, por assim dizer, higiênicas.

Não me venham com o papo de iguaria, de tradição, de variedade gastronômica. O brasileiro é capaz de ir a Paris e comer no Mc Donalds, o brasileiro não sabe comer, muito menos apreciar uma comida exótica que saia da sua cerquinha de segurança. Tem zero moral para reclamar de quem não ousa ou inova ao experimentar comida.

O prato do brasileiro é uma ofensa mundial à nutrição e ao paladar: um milhão de acompanhamentos em um prato totalmente favelado. Não basta um bife com batatas, tem que ter a farra dos carboidratos, tem que ter arroz, feijão, farofa. Tem que ter um ovo, tem que ter tudo que couber e se não couber serve o prato transbordando. Tem que ter esse excesso que permeia o brasileiro em tudo que ele faz.

E mesmo quando o brasileiro tenta inserir novos pratos em seu cardápio, ele faz coisas grotescas. Ele se apropria da culinária de outros países para destruí-la, vilipendiá-la, humilhá-la. Eu sinceramente não sei como o Japão não entrou em guerra contra o Brasil depois do Temaki de Feijoada. Não sei como Rússia e Itália não se juntaram para bombardear o Brasil depois da pizza de estrogonofe ou da lasanha de estrogonofe.

Tudo leva muita gordura, muito sódio, muito condimento. Sempre há um excesso, seja ele na pimenta, no coentro, onde for. Até nos doces o açúcar é excessivo, sobremesas pesadas, que te deixam diabético na segunda garfada. O brasileiro tem essa tara por ser intenso, forte, marcante, na esperança se aparentar ser mais do que é. Acaba sendo apenas desagradável, pois ainda não se deu conta de que menos é mais.

E a textura também colabora para a desagradabilidade dos pratos. Do Espírito Santo para cima, a comida parece que já vem mastigada, provavelmente pela preguiça da população local. Você não sabe ao certo o que está comendo, uma maçaroca disforme excessivamente condimentada, toda grudada, onde jogam por cima arroz, farofa, batata, feijão e outros.

Alguns degenerados jogam farinha no caldo da comida, criando uma meleca conhecida como “pirão”, que não é nem sólido nem líquido, é um slime comestível. Que tal passar a cozinhar dentro de um caminhão que vira cimento? Me parece mais adequado do que uma panela.

Está no DNA do brasileiro a baixa autoestima (camuflada por excessos e fartura), a falta de bom-senso (camuflada de ousadia) e a precariedade (camuflada de tradição). Onde o brasileiro mete a mão, erra a mão e transforma qualquer prato minimamente sofisticado em uma gororoba inidentificável, seja por estar picotada quase que na forma de uma pasta e misturada com de tudo um pouco, seja por estar excessivamente condimentada de modo a fulminar o sabor original do ingrediente principal (que provavelmente seria sabor de merda).

Falta sabor, falta elegância e falta higiene aos pratos brasileiros. Fresca é a puta que pariu, não querer comer um reservatório de merda animal coberto de forma excessiva por condimentos não é frescura, é um mínimo senso de higiene, autopreservação e bom-gosto.

Para dizer que no fundo eu estou certa, para dizer que acabo de arruinar uma comida que você gostava ou ainda para dizer que tudo que é típico do Brasil é ofensivo: sally@desfavor.com

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Comentários (130)

  • Se você for esperta(o) se consegue fazer uma versão mais inteligente de todos os pratos. Isso depende muito de como você usa os ingredientes. Eu não defendo a cultura com unha e dentes. Eu creio que não existe dessa de alimentação perfeita. Se a pessoa quiser ser trouxa e pagar muito por uma coxinha gourmet, isso é problema dela. Se você for inteligente, vai ser bastante esperto e não cair em muitas modinhas e picaretagens.

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    Nazifascista Satanista Pedófilo

    Estupro alimentar mesmo é aquela merda chamada NUTELLA, que experimentei e nunca gostei.
    Para os leigos, parece que é uma mistura de chocolate com creme de avelã. Só parece, porque aquela merda tem uma quantidade absurda de óleo de palma (vulgo azeite de dendê) tão grande que chega a ponto de deixar aquela mistura pastosa com uma feição gordurenta de tanto óleo.
    Eu provei um creme importado que seria similar a NUTELLA (mas felizmente não igual) e o sabor era bem diferente. Dava até pra comer com o pão sem ter de lidar com aquela textura gordurenta da NUTELLA.
    Recomendo passarem longe dessa marca, até porque nem biscoito recheado (que usa óleo de palma em suas formulações de recheio de biscoito, em substituição a gordura trans) usa o nível absurdo de óleo de palma que se usa na NUTELLA pra reduzir os custos de produção da FERRERO ROCHER.

  • Sdd dessa coluna. Morro sem entender as coisas que brasileiro tem orgulho.
    Acho que as bebidas rendem mais um Processa eu.
    Na minha região (agora é época alias) se come Iça (formiga saúva). Já vi gente pegando em formigueiro dentro de cemitério – NOJO – fede horrores tbm.

    • Depois que eu soube aqui nos comentários que tem gente que bebe cachaça engarrafada com morcego e cobra dentro, acho que sim, que dá para fazer um só de bebidas!

      Você já comeu formiga? Tem gosto de que?

      • Provei uma vez tem gosto de coisa queimada, fica crocante tipo amendoim. É feito como uma farofa tbm a farinha dá uma amenizada. Mas o cheiro é insuportável tipo dobradinha/bucho.
        Vendem por ´litro´ colocam as formigas numa garrafa PET custa entre 50-80 por aqui e povo paga.

  • E como boa pareciadora da culinária italiana, me solidarizo com os italianos que se vêem obrigados a este estupro alimentar chamado katchup e maionese em pizza. Confesso que já cometi este pecado capital e hj em dia procuro comer sempre sem estas coisas tão desnecessárias, só como com azeite e pimenta calabresa, e ainda por cima fui abençoada em encontrar um lugar onde se come pizza de receita italiana, com massa fininha, sem aquelas bordas bregas e cheias de gordura. Um alento comer minhas fatias de pizza margherita deliciosas sem tanto tempero inútil e horroroso hehehehe <3

  • Oh Sally, adorei este processa eu em grande estilo <3

    Eu mesma detesto comidas de tripa daqui, são odiosas ao meu paladar, que foi feito pra detestar excesso de gordura, especialmente em carne… Quando pequena, recusava comer as gorduras das carnes da dobradinha e da feijoada, nunca pus sarapatel e xinxin de galinha na boca, sempre tive como anátema este tipo de prato e diziam de mim "Ain, como é enjoada pra comer". Pois eu hj sinto orgulho (e lendo este texto, sinto mais ainda hahahaha)

    A única coisa que como daqui da BA é acarajé, que ainda gosto (Mas procuro sempre comer com moderação e de baianas que conheço bem, atualmente como mais na mão de uma que conheço que faz um acarajé bem gostoso)

  • Bão, nem tem mais muito o que comentar aqui depois desse acervo de obscenidades gastronômicas. Mas, na única vez em que estive em Salvador, vi num “restaurante” no Pelourinho BAGOS DE BOI do lado de uma MOQUECA DE ARRAIA. Bem assim, com essas etiquetinhas na frente de cada gôndola! Pior é que, se não houvesse tais etiquetinhas, eu teria confundido os bagos com almôndega e a moqueca com lasanha quatro queijos, putaquepariu! BTW, todos os meus colegas de viagem que encararam o tal de “Baitakão” (uma pocilga perto do famigerado Elevador Lamerda) passaram mal à noite (eu, prudentemente, evitei!).

  • E a pobrice mor de chamar os acompanhamentos de “mistura”? Por muito tempo da minha vida não fazia ideia do que isso queria dizer! “O que tem de mistura?”, “Acabou a mistura!”. Da onde tiraram essa expressão horrorosa? Quando ouço cidadão falando, já pressuponho o background baixa renda…

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    Wellington Alves

    Com relação a essa questão de qualidade x quantidade, uma vez assisti uma entrevista do Clodovil em que ele disse: “brasileiro não gosta de comer, gosta de cagar”.

  • Só citou comidas nordestinas, para cada prato ruim que você citou tem 10 bons para contra balancear. A unica coisa citada no texto que eu já comi é feijoada, as outras “iguarias” estão longe de serem pratos comuns em todo o Brasil. Nossa culinária não é a melhor do mundo porém está longe de ser a pior, é só ver o que os americanos comem ou a dieta dos indianos, estamos bem servidos de opções para todos os gostos.

  • Mais um “causo” para a série “Tinha que ser na Bahia!” Desta vez, claro, envolvendo a culinária baiana, já bastante esculhambada aqui na RID. O texto que reproduzo aí embaixo foi publicado pela revista Placar, da Editora Abril, na edição de março de 1996, contando sobre um piriri que acometeu um time suíço e fez com que um jogo de futebol com o Bahia previamente agendado tivesse que ser cancelado. Taí:

    “Em excursão pelo Brasil, a equipe suíça Estrela Vermelha perdeu um amistoso antes mesmo de entrar em campo. É que os jogadores se entusiasmaram com os quitutes que só a Bahia tem e se empanturraram de moqueca de camarão, com muito azeite de dendê. Resultado: o Bahia, que faria um jogo contra o time suíço, teve de arranjar outro adversário enquanto os delicados intestinos estrangeiros se preparavam para um novo desafio.”.

  • Outra coisa que eu não aguento comer: angu. Pelo menos não é de origem animal nojenta (Que saudades do churrasco porteño…), mas a primeira vez que me empurraram isso na escola, cheguei á vomitar.

    Nunca entendi essa tara do brasileiro, também, em comer pele de carne de frango. Aumenta o colesterol ruim, é NOJENTO e qualquer pessoa minimamente decente gorfa com isso. Outra coisa que passo longe, chego até a atravessar quarteirão quando sinto o cheiro, é o maldito acarajé. Porra! Comida baiana desgraçada, essa!

    Me sinto muito bem podendo falar isso aqui sem bm chato vindo me chamar de fresca e chata pra baixo! Obrigada, Sally!

    • Acho angu horrível também!

      O cheiro do acarajé é tão forte, mas tão forte que sai na urina. Salvador tem basicamente cheiro de urina com dendê nas ruas!

  • E falando em doces ultra-doces e guarnições exageradas, de uns tempos pra cá abriu uma caralhada de “açaiterias” por aqui, e os caras misturam tudo o que veem pela frente com açaí: Nutella, leite Ninho, leite condensado, Nescau Cereal, bombom Ferrero Rocher, frutas picadas…às vezes tem gente que pede quase tudo junto. Sente gosto de quê, afinal??

  • Só li verdades! Como tenho problema de fígado, não posso comer gordura, doces, frituras etc. Não sei como sobrevivi até hoje morando aqui. Só de sentir o cheiro dessas comidas já me dá enjoo, eu passo mal. Os doces, principalmente chocolate (que aqui só são aquela pasta de gordura), não posso comer, só os amargos sem açúcar.

    Comer muito não é sinônimo de saúde, é pobreza. Brasileiro está obeso e desnutrido. Reparem bem que alimentos supernutritivos como nozes, castanhas, amendoim leguminosas em geral custam um horror!

  • Ê, frescura pra comer! No mundo inteiro, inclusive nas culinárias Italiana e Francesa, tripas são consumidas. Tem que limpar em água fervente, passar limão, etc. As cordas de violão eram feitas de tripa, a linha cirúrgica também. Sim, o lugar por onde a merda do carneiro passou esteve em contato com o vosso sangue.

    Pra ver que todo mundo come tripa:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Tripe#Dishes_prepared_with_tripe

    • Como eu disse no texto, pode ter um ou dois pratos, mas essa tara do brasileiro de fazer do intestino seu prato típico oficial você não encontra em país civilizado.

      E nem dá para comparar um europeu cuidando da higiene no preparo da comida com um brasileiro Ei Você, né? Eu teria medo de comer essas coisas fora de casa no Brasil.

      • A feijoada veio de um prato francês: Cassoulet. O papo dos escravos é balela. A linguiça Andouillete é feita de tripas de porco e tem cheiro de bosta. França.
        O sanduíche lampredotto, de Florença, é feito com tripas.
        Saumagen: estômago de porco recheado. Zungerwurst: salsicha de língua e sangue de porco. Alemanha.
        Surschströmming: prato sueco de arenque fermentado.
        Primeiro mundo.

          • Bobó de camarão, Pastel de queijo, coxinha de galinha, Caldinho de feijão, Escondidinho de carne seca, Moqueca capixaba, pudim de leite, brigadeiro de panela, vaca atolada, queijo com goiabada, bolinho de arroz, banana frita, torpedo de siri, leitão à pururuca…
            Essa Europa higiênica estava de férias quando visitei. Não lavavam as mãos, não usavam luvas, não passavam álcool gel, iam do presunto ao dinheiro, depois coçavam o saco e voltavam ao presunto.

  • eu acho que conhecia moela pelo nome de sambiquira, deve ser a mesma coisa….

    outra comida meio insana é ostra/marisco. são elementos filtrantes do mar, sugam água e retiram as toxinas 24h por dia. custam um rio de dinheiro em qualquer restaurante mais elaborado, e ainda servem cruas e geladinhas…. que nojo, mas tem quem largue tudo por um balde de ostra.

    texto fantástico, obrigado.

      • desconheço, porém acredito que sim. inclusive ela absorve e retém metais pesados, bem como bactérias nocivas também, não só bosta….

      • Na verdade, é pior. Quando você come a ostra, você come as toxinas que ela retirou do mar, inclusive metais pesados. Além disso, a ostra é comumente ingerida crua, o que aumenta ainda mais o risco de intoxicação.
        Um dado pessoal, o avô do meu ex faleceu porque comeu ostras. Se puderem evitá-las, eu aconselho.

  • Uma das únicas coisas que presta no Bostil.é justamente a comida.

    E muitas dessas comidas se atualizaram nas normas de saúde. Feijoada, por exemplo, pelo menos onde já comi não tinha vísceras, bolas e pau de porco. Era um feijão normal só com linguiça, acompanhando couve, arroz e laranja.

    Pirão eu só comi de peixe uma vez e achei uma delícia.

    Galinha à cabidela gostaria muito de experimentar, mas parece que proibiram os restaurantes de fazer. O papai estado sempre se achando no direito de se meter até nonque as pessoas podem comer ou deixar de comer numa suposta preocupação com a saude que devia ser responsabilidade de cada um.

    • Karina, eu não acho que a comida brasileira preste não. Mesmo quando é “normal” tem excesso de condimentos e guarnições mal harmonizadas. Mas concordo com você que é um absurdo o Estado regular o que cada um quer comer, se a pessoa quer comer reservatório de merda ou cu de galinha, é sagrado direito dela.

      • Quando morei fora, seja na Inglaterra ou nos EUA, senti muita falta dos legumes, verduras e frutas frescas. Isso é algo que não se valoriza e é muito importante.

  • Eu amo um texto! Me representa demais. Dizem que sou muito fresca, mas tenho ânsia de vômito REAL. Coisas que odeio sem provar:

    – buchada
    – dobradinha
    – maniçoba
    – açaí com peixe
    – recheio do acarajé
    – cuzcuz paulista
    – macarrão de panela de pressão (sangue italiano quase ferve)
    – os doces já provei todos. Odeio! Me da uma casquinha do MC que é melhor. Odeio doce BR

    (confesso que fui a Paris e comi MC donalds)

  • Tenho uma amiga argentina que conta o horror dela quando chegou no Brasil e viu o povo comendo farofa… todo o mundo pondo a linguiça/ carne no mesmo pote…

    • Sim, eu tenho muita dificuldade em explicar para minha família (toda argentina) os pratos brasileiros e a forma como os comem. Para quem vem de fora soa como uma ração para porco, comida de animais.

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        Badalhocas Perdidas

        Para muitos brasileiros, comer essas coisas é passar atestado de macheza, de virilidade. E quem não encara esses troços é chamado de abaitoladinho, afrescalhado, viadinho, florzinha, baitola, afeminado, etecetera e tal.

        • Sim, são animais. Ser criticado por pessoas toscas e animalescas, para mim, é sinônimo de elogio.
          Quão merda tem que ser uma pessoa para achar que tem mais masculinidade do que a outra por comer reservatório de merda?

    • Eu não gosto. Não gosto do cheiro, do gosto nem da textura. Mas fígado eu acho mais aceitável, ao menos não passa merda por ali.

  • Como se não bastassem as comidas, tem as garrafas de bebidas alcoólicos com bichos mortos dentro, tais como as cachaças com caranguejo inteiro dentro lá do Nordeste. Ou cobra.

    Mas isso só não basta, e o brazuca também aprecia iguarias estrangeiras taia como mezcal (aquela tequila com larva dentro) e o Kopi Luwak, aquele café com cor (e gosto) de merda

  • chocada que você não mencionou o pesadelo afogado em azeite de dendê conhecido como acarajé.

    falando em pratos feitos com partes aleatórias de bichos, a rabada é um desses com nome autoexplicativo, o que é muito útil porque a gente tem uma vaga ideia do que se trata e já evita.

    vale lembrar também que a maioria dos frutos do mar preparados no litoral nordestino leva leite de coco. não uma medida sensata, eles são literalmente cozidos na porra do leite. e temperados com muito coentro. E azeite de dendê. o trato intestinal chora de desgosto.

    • Acarajé é ruim, é mais calórico que um Big Mac e fede, mas porra, é massinha de feijão com camarão. É apenas uma péssima combinação de temperos com gordura em excesso, não me parece aberrante.

      O que me entristece das comidas do litoral nordestino é que você não sabe o que está comendo. Vem tudo mastigado, tudo em forma de purê, excessivamente condimentado, boiando em molho gorduroso. Faz calor lá, não é ambiente para comer tão pesado.

  • Olha, acho que a única iguaria da culinária brasileira que salva é o pinhão aqui no sul. Adoooro esse negócio, e vai bem com arroz, cozido, na salada, enfim…

  • Temaki de feijoada nunca vi, mas já vi o Strogomaki, que é igualmente teratológico.

    Isso mesmo, um temaki de strogonoff.

    Já falei com gente que mora no Japão, e conhece comida tradicional japonesa: os restaurantes daqui não servem uma mesa nem perto do tradicional, e cada receita original é estuprada, esquartejada e incendiada

    • Não sei nem o que dizer… não basta ter os pratos típicos cagados, é preciso cagar os pratos típicos de outras nações também!

  • E linguiça e salsicha vcs comem ou também tem nojinho? Nem quando eram crianças comiam dogão na festa? Minha namorada tem nojo de tudo de origem animal e diz que eu como cadáver. E moral não é quase um intestino como tão falando, se bem que dá galinha eu prefiro comer o coração

    • Eu como coisas de origem animal de boa, só não me apetece comer intestinos onde por anos passou merda. Faz sentido?

  • Minha família (avós, pai e mãe) amava essas comidas todas aí. Buchada. Moela. Língua de boi (que me obrigaram a comer, e eu passei mal em seguida). Galinha à cabidela (cozinha-se a galinha no sangue dela). Cudiguim(não sei se é assim que escreve, é uma linguiça feita do sangue do boi). Sempre odiei. Fui uma criança chorona, fresca, chata e anêmica, pq não comia direito essas bizarrices todas.
    E minha família super se orgulhava dessas comidas viu? “Tradição culinária”
    E os doces? Eu até gosto,mas é isso aí que vc faltou: pesado, açúcar em excesso e com sabor rudimentar. Lá em casa toda fruta recebia toneladas de açúcar e é era cozida até ficar no ponto de cortar: goiabada, bananada, manga, laranja, mamão verde…A goiabada comiam fatiada e com creme de leite por cima, porque não basta ter diabetes, é preciso acrescentar o colesterol né…

  • E a Maniçoba? Tem as carnes da feijoada junto com folha moída de mandioca. Detalhe: tem que preparar cerca de uma semana antes para tirar o veneno das folhas. Como quase de tudo, mas isso foi difícil de engolir quando provei.

      • Hahahahaah essa aí eu quero servir pra algumas pessoas . Depois é só falar q o veneno não saiu adequadamente . Adorei .

        • Nem precisa ser você a preparar, para não correr o risco de ser responsabilizado. Pede para um brasileiro médio qualquer desses que assiste Faustão e acha que a Terra é plana preparar e depois serve.

  • Concordo com tudo, Sally!

    De todos os pratos hediondos que você citou, até hoje só comi feijoada, e a mais Nutella possível. Descobri depois de adulta que na feijoada raiz colocam partes zuadas dos porcos. Antes achava que feijoada era só um feijãozinho preto, couve, arroz, farofa e linguiça…

    O resto nunca senti nem o cheiro, mas só pelo nome e saber de que região do país veio, já sei que não presta.

    Outra coisa que não aceito é terem colocado cream cheese em tudo que é comida japonesa! Vai tomar no cu! Brasileiro não tem paladar pra apreciar um sashimi e daí mete a porra do cream cheese em tudo pra ver se ajuda a descer e assim poder ostentar que come sushi.

    E sim, os gringos sempre reclamam dos sucos e sobremesas excessivamente doces, dos sanduíches engordurados e da comida salgada. Acham que farofa parece areia e que feijão parece inseto.

    • Comida brasileira é motivo de piada em países civilizados. Eventualmente um corajoso come, da mesma forma como esses turistas exóticos comem cérebro de macaco na Ásia: pela experiência antropológica.

      Já vi temaki com maionese em vez de cream cheese. O Brasil tem que acabar.

      • La no Japão comi um maki de milho com maionese, eles amam maionese! Mas a maionese deles é BOA! Aqui devem ter colocado para economizar…

        • Quando a receita original leva maionese, está ok ter maionese.
          Quando a receita original é estuprada com cream cheese e depois falsificada com maionese, é caso de fazer um harakiri baiano na pessoa.

    • Frase atribuída o escritor Sérgio Porto, também conhecido como a Stanislaw Ponte Preta: “Uma feijoada só é completa quando tem ambulância de plantão.”

  • Lembrei um dia que meus pais doaram os pertences de buchada para a igreja. A anfitriã ficou bem chateada de ninguém da família ter ficado pra comer. Quando passamos na casa dela para cumprimentar (não me pergunte o motivo desse apreço à etiqueta diante de uma pequena cozinha fedendo a bucho num verão de 30°C), ela mostrou uma vasilha cheia de algo frito e nos ofereceu, se recusando a dizer o que era. Eu já não como absolutamente nada se não souber exatamente o é, mas minha mãe ainda hesitou. Ela não comeu. Quando a mulher se deu por vencida, contou, rindo, que aquilo era tripa frita. Pessoal comia de lamber os dedos >_<

    • O brasileiro tem à sua disposição um animais inteiro e o que é que ele faz? Escolhe comer justamente a parte que armazena a merda!
      O brasileiro tem que acabar.

      • Disse isto num comentário de um texto antigo e acho que posso repetir aqui: “Li numa revista de turismo uma vez algo que era mais ou menos assim: “chineses comem qualquer coisa com quatro pernas que não seja uma mesa e qualquer coisa que voe e não seja um avião”… Afinal, eles são um povo que sobreviveu a Mao Tsé Tung e à crise de fome em massa que se seguiu ao tal “Grande Salto Adiante” que o governo comunista – que na época era comunista MESMO – tentou implantar.

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      Nazifascista Satanista Pedófilo

      Chinês come até escorpião, aquele animalzinho peçonhento que a depender do tipo, pode matar uma pessoa. Pra eles, a porcariada daqui é até light, sendo que eles são os maiores importadores dos “miúdos” que se produzem por aqui.
      Não surpreende se considerando que não há muito tempo apreenderam frango que estava congelado há quase meio século lá e estava sendo oferecido como comestível.

  • Daria pra estourar o limite de páginas só falando de doces: poucos se salvam, é quase sempre uma massa de leite condensado e açúcar puro, só muda o formato. Quando fui pra São Paulo e provei uns doces asiáticos na Liberdade, a diferença foi brutal. Tem um gosto bem mais leve e dá vontade de comer até o fim.

    O pior é que Brasil é acometido por doenças relacionadas à desnutrição e obesidade, o cidadão é induzido ao erro achando que está se alimentando bem enchendo o prato de carboidratos pobres em proteínas como a macaxeira, que só enche barriga. Aí no exame médico está acima do peso E com deficiência de vitaminas. Comer muito não é comer bem.

    Dica: aqui na Paraíba tem um fetiche bizarro em coentro, se vier pra cá turistar (recomendo, apesar dos defeitos) e for pedir qualquer prato, peça sem coentro. Mesmo que você esteja numa doceria, só pra garantir :P

    • Sim, os doces são pesados, excessivamente açucarados, enjoativos. Não me entra na cabeça que seja hábito comer brigadeiro em um país com temperatura que passa dos 40°, que tipo de degenerado faz uma coisa dessas?

  • Uma obra de arte, Sally.

    Esse texto tem um bom potencial de causar xiliques considerando o quão recalcado o brasileiro médio é. Nada comparado ao Magnum Opus do Desfavor, O Lado Afro-Descendente da Gravidez, mas muito bom!

    • Que venham os faniquiteiros, vão precisar de muita ginástica argumentativa para convencer alguém de que comer uma tripa por onde passou merda por opção é algo razoável.

  • Isso é vitamina S de sujeira hahaha Por isso que raramente pego uma gripe. Minha mãe uma vez falou que abriu uma moela e tinha uma baratinha dentro hahaha Pensa que eu liguei? Cientistas tão desenvolvendo farinha de barata com muita proteína pra ficar bombado, pode botar no pão, no shake, etc… Titio curte!

    • Fica à vontade, só não vale chamar de fresco quem tem ressalvas a comer uma tripa que vem com uma barata dentro…

  • Adoro moela nem sabia q era da galinha , muito menos um pré cu . Valeu Sally por estragar mais uma parte da minha vida hahaha

    • Esse temaki de arroz e feijão consegue ser mais desgostante do que os temakis brasileiros entupidos de cream chesse…

      Já comi uma pizza de estrogonofe de frango (sem batata palha) que foi até gostosa. Mas também não vale muito porque estrogonofe e frango são minhas comidas preferidas…

      Esses X-Montanha estilo podrão eu passo longe. Ainda mais quando enchem de requeijão de bisnaga (aquele que é 80% amido de milho) e aqueles catchups de quinta categoria, rosados e aguados.

      Esse croissant parece ser horrível E caro.

    • Essa Pizza de strogonoff eu encaro numa boa, mas esse temaki de arroz-e-feijão é imperdoável em todos os aspectos.

  • Alguns degenerados jogam farinha no caldo da comida, criando uma meleca conhecida como “pirão”, que não é nem sólido nem líquido, é um slime comestível. Que tal passar a cozinhar dentro de um caminhão que vira cimento? Me parece mais adequado do que uma panela.

    Sally, já fizeram mesmo isso. Dá uma olhada:
    https://www.youtube.com/watch?v=gZv1hUsdbgo

  • Ao ler o que você escreveu sobre a feijoada, Sally, lembrei na hora de uma citação nada elogiosa, atribuída ao romancista francês Gustave Aimard (1818-1883), que veio ao Brasil na época do Segundo Reinado e chegou a conhecer o próprio Imperador D. Pedro II. O que esse francês disse:

    “Comida preta e suja. Sem gosto e até mesmo sem asseio!”.

    Eu mesmo, porém, não tenho nada contra a feijoada, exceto o fato de que só a como pouquíssimas vezes ao ano e no inverno, quando o próprio organismo “pede” algo mais calórico por causa do frio. Devo ter dado sorte porque as que eu já comi ao longo da vida também só tinham lingüiça calabresa como “carnes” misturadas ao feijão. E, quanto ao feijão em si, vira e mexe sai reportagem por aí dizendo que a mais que típica combinação dele com o arroz é das mais completas, balanceadas e saudáveis do mundo.

  • Jesuis, buchada FEDE feito o demonho com piriri. Minha vó fazia para meu vô, e eu ia habitar o quintal até que o ritual de preparar aquele…. aquilo terminasse. Deixava um infeliz sem apetite pelo menos 5 dias. Eu ainda dou um desconto porque os dois viveram em épocas em que tudo se comia, nada se desperdiçava (versão pobre de ‘nada se perde, tudo se transfoma’), e porque eram meus avós, óbvio, mas nunca jamais nem olhei muito para aquilo, e graças a deus ela dizia que isso era comida que só meu vô comia (e não me forçava a comer), porque ela preferiria nhoque.

    Quem acha comida brasileira meiga devia comer coisas inomináveis quando era criança… (e olha que eu comia formigas…)

    • Comer por necessidade, quando a pessoa passou privações de crises e guerras, é muito compreensível.
      Comer para querer ser cult, pagando um preço de três dígitos por esses restos de tripas mal lavadas deveria ser caso de açoite em praça pública.

    • Jesuis, buchada FEDE feito o demonho com piriri. [2]

      Real. Quando eu voltava da escola pra casa já sentia o cheiro daquela desgraça do lado de fora do portão. Ainda bem que meu pai parou de comer esse troço.

      Dobradinha é outra comida que eu acho intragável (tal como Mocotó, Pequi, Maniçoba…). Essas comidas, pra mim, tem tudo aparência de vômito, nem vontade de experimentar dá.

      Prefiro ficar no brigadeiro e na coxinha mesmo.

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    Pedreirão Faminto

    “Que tal passar a cozinhar dentro de um caminhão que vira cimento? ” É betoneira que chama. E eu adoro fazer um Everest de comida no prato. Nunca gostei de miserê.

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