Mídia esquerdista?

Seguindo a sugestão de Anônimo, hoje falamos sobre como a mídia de massa influencia diversos aspectos da nossa vida rumo às ideologias de esquerda, ou… como acabamos com essa impressão. Embora exista mérito sim nessa proposição, preparem-se para mais um texto sobre como na verdade as coisas são bem mais complicadas do que parecem. É quase que um padrão, não?

Para começo de conversa, temos que entrar num acordo no que configura ser de esquerda politicamente. Estamos acostumados com a ideia de que capitalismo é de direita e comunismo é de esquerda, certo? Pois bem, essa definição não vai dar conta desta análise: você consideraria a mídia de massa chinesa como uma mídia esquerdista? Ela prega obediência ao governo e manutenção de valores tradicionais, desencorajando qualquer pensamento revolucionário. E a China é comunista! A pouca mídia de massa soviética seguia pelo mesmo caminho antes de sua derrocada. Já nos Estados Unidos, um dos sistemas mais capitalistas do mundo, tem uma mídia predominantemente liberal e combativa ao poder constituído.

Por isso, temos que voltar à definição mais antiga e mais ampla de esquerda e direita: a esquerda quer mudar a sociedade, a direita quer manter as coisas como estão. Até por isso, é melhor usarmos os termos progressista e conservador para definir essas inclinações políticas a partir de agora. Progressistas querem livrar o ser humano de seus costumes em busca de novidades que consideram positivas, os conservadores querem manter o que acreditam ser as fundações da nossa sociedade para evitar uma degeneração do nosso comportamento.

(Nota: eu sei que é mais comum chamar progressistas de liberais, mas isso gera muita confusão com o conceito de liberalismo, que é uma forma de capitalismo muito mais hardcore.)

Eu poderia passar o texto inteiro estabelecendo situações onde o que consideramos esquerda se comporta como esperaríamos da direita e vice-versa, mas acredito que ao estabelecer progressistas e conservadores aqui a coisa fique menos confusa. Esqueça comunismo e capitalismo por enquanto. Mesmo que você ache a mídia brasileira super esquerdista, há de concordar comigo que a apologia ao socialismo ou comunismo é bem limitada. Você não vai ver nenhuma novela pregando o fim da propriedade privada ou um jornal noticiando os males da burguesia. Até porque para chegar ao ponto de controlar grandes veículos de mídia, você precisa de uma quantidade obscena de dinheiro e poder. Você nunca vai ver o William Bonner denunciando o capitalismo em rede nacional…

Na verdade, o que se considera o viés esquerdista da grande mídia é na verdade uma tendência progressista no comportamento esperado do cidadão médio, especialmente em questões relacionadas à justiça social. Como partidos que se posicionam do lado do socialismo e/ou comunismo também tendem a defender essa visão mais revolucionária do comportamento, criou-se uma mistura na cabeça das pessoas sobre os conceitos. O programa de TV que te chama de nazista por criticar o cabelo de uma celebridade negra não está defendendo a revolução do proletariado, está tentando mudar seu comportamento dentro do sistema político que já existe. Lacradores também querem ficar ricos e curtir as vantagens da desigualdade social, como aliás, boa parte já faz.

Severino, 47, pai de cinco filhos, que pega quatro ônibus por dia para chegar no trabalho e sempre está com a conta no negativo do dia 15 pra frente do mês, não tem sequer energia mental para se preocupar com as dificuldades de transexuais no mercado de T.I., quem carrega essa mentalidade progressista são pessoas que enxergam vantagens pessoais nessa visão política, ou pessoas que tem desenvolvimento intelectual suficiente para enxergar os pontos onde podemos melhorar como sociedade. Esses dois grupos convivem nesse espectro progressista, mas são seres muito distintos.

Tanto que aqui no desfavor criticamos os oportunistas sem parar há mais de uma década, mas nunca nos posicionamos como conservadores. Ser conservador num país como o Brasil é passar atestado de maluco ou masoquista. Eu não sei o que conservar aqui. Corrupção? Preconceito? Ignorância? Preguiça? Não sei quem olha para o estado da sociedade brasileira atual e pensa “poxa, taí algo que eu quero conservar!”. Dá para entender na Suíça ou no Japão o desejo por mudanças mais lentas sem perder a identidade local, mas por estas bandas é duro de engolir.

Por isso minha análise não pode deixar de considerar o seguinte: mesmo que vejamos muitos imbecis aparecendo na grande mídia e imprensa, a estrutura necessária para manter esses grandes negócios depende de pessoas muito mais inteligentes que a média nacional. Mesmo que eu sofra lendo um texto do Universa, por exemplo, lá está uma pessoa capaz de escrever uma ideia minimamente coerente, por mais que eu discorde dela. Não é muita gente que consegue isso. Precisa de estudo e treinamento para montar os conteúdos que são divulgados em meios profissionais.

Não é culpa do Severino do exemplo anterior ter nascido tão pobre e nunca ter estudado o suficiente, mas na prática, ele não tem condições de escrever um artigo ou mesmo articular uma ideia de forma clara o suficiente para ser atrativo na indústria da mídia. Quem está lá é Camila, 23, vinda de uma família de classe média, com muitos estímulos intelectuais na criação, acesso a escolas razoáveis e oportunidades geradas por poder ficar próxima de grandes centros urbanos. Camila tem disponibilidade mental para se preocupar com as dificuldades da mulher negra no mercado financeiro. E embora não tenha conseguido empurrar essa pauta no telejornal para o qual faz as pesquisas, pelo menos deu um jeito de enfiar um pouco de opinião selecionando cuidadosamente as fontes usadas para a matéria sobre o aumento da violência contra homossexuais amanhã.

Camila trabalha para Pedro, 58, que não entende metade das coisas que sua equipe fala na hora do café, mas sabe que jornalista que não se adapta vira dinossauro e não tem o contrato renovado. Redator-chefe, aprendeu desde cedo que sem sua equipe não consegue entregar nada nos prazos absurdos que programas diários impõem. Pedro estudou em uma excelente faculdade e ficou amigo de vários de seus antigos colegas de classe, igualmente bem posicionados no mercado de trabalho. Um dos seus melhores amigos se revelou como transexual, ele estranhou no começo, mas logo entendeu que é bizarro que alguém ainda precise se reprimir em 2019! Pedro aprendeu que era uma bobagem ter preconceito e que era natural continuar gostando da agora amiga. Afinal, Pedro tinha subsídios para se adaptar a uma nova realidade.

O que não era o caso de Joaquim, o âncora do jornal noturno: de fala firme e postura de galã, Joaquim atropelou todos no seu caminho até o posto de maior prestígio do jornalismo da emissora. Joaquim perguntou para Pedro quem era a bichona que estava andando com ele, e ainda insinuou que dava para pegar travecos bem mais bonitos em qualquer esquina de noite. Pedro relevou, porque Joaquim poderia pedir sua demissão a qualquer momento, e também porque dos absurdos proferidos pelo âncora nos corredores da emissora, esse até que era leve.

De qualquer forma, na hora do jornal, Joaquim emprestou todo seu carisma para a matéria sobre o aumento da violência contra homossexuais, utilizando uma fonte duvidosa que Camila achou mais impactante e que Pedro deixou passar para não parecer que odiava pessoas como seu melhor amigo. Em casa, Severino disse para a mulher que “esses viados ainda vão acabar com o Brasil”. Ela só respondeu com um “coitados”.

A mídia de massa tem um viés progressista? Sim, em sua grande maioria. Porque nunca é o Severino no começo do processo, é a Camila. E tem que ser a Camila, por uma necessidade prática do trabalho. O Pedro está só esperando a aposentadoria, o Joaquim lê qualquer coisa que colocarem no teleprompter. Para entender isso, basta voltar ao ponto de que não faz sentido ser conservador no Brasil. Quanto mais você for capaz de pensar na realidade na qual vivemos, mais vai perceber como esse modelo não faz bem para a imensa maioria da população. O pensamento tende ao progressismo em países mais problemáticos.

E como a grande mídia depende de gente mais bem articulada e estudada para funcionar, na base da maioria das coisas que chegam prontas para você consumir nos meios de comunicação estão pessoas que tiveram a chance de pensar um pouco em como o Brasil é uma bizarrice sem fim. Não estou dizendo que conservadores são sempre burros, afinal, tudo depende do ponto de vista. Para uma pessoa que acredita que não dizer os pronomes preferidos de outra deveria ser motivo de prisão, alguém que só prega aceitação de homossexuais é conservador.

Ei, ainda tem gente nos chamando de Bolsominions aqui, no mesmo lugar onde eu já escrevi um texto inteiro falando que a família tradicional é uma merda e que crente só serve para puxar carroça! Acredita? Ser progressista ou conservador é relativo a quem faz o julgamento, mas existem tendências. A tendência de quem está na base da cadeia produtiva (intelectual) da mídia de massa é ser muito mais progressista que o cidadão médio, pelo combo de juventude e maior escolaridade; gerentes e líderes vão tender a ser um pouco menos progressistas, mas não vão querer se indispor com um novo paradigma social; já as celebridades que realmente mostram a cara para todos nós estão nessa para ganhar mais e mais dinheiro e fama, repetindo qualquer coisa que julgarem ser lucrativa para suas imagens.

O “esquerdismo” é uma propriedade emergente da mídia de massa em países minimamente democráticos do ocidente. Mas só aquele que está relacionado a relações humanas, especialmente no campo da sexualidade. O progressismo em relação ao capitalismo em si fica muito longe dos holofotes. É mais seguro para os negócios regular canudinhos e pronomes. Então, eu entendo quando pessoas mais conservadoras que eu dizem que esse é um grande plano dos ricos para controlar o povo. Mas não se iludam: os ricos não gostam da esquerda de verdade, afinal, já estão ricos e não querem ver o mundo mudar ao ponto de perderem suas vantagens, só gostam da parte “lacradora” que faz as classes mais baixas viverem em pé de guerra.

Enquanto Camila estiver preocupada com sexualidade e não com acúmulo de riquezas, venerando grandes empresas de tecnologia por contratarem um mix exato de minorias e não levantando a lebre sobre como o sistema tributário brasileiro ignora grandes fortunas e lucros de capital, está liberada para influenciar os rumos das pautas de jornais e programas de entretenimento em geral. Não precisa de plano maligno gigante para criar a mídia atual, basta colocar o dinheiro nos lugares certos que as pessoas garantem seu funcionamento.

No final do dia, é sobre o dinheiro. A mídia de massa sempre vai na direção do que é mais lucrativo, e hoje em dia é mais lucrativo evitar que um mundo tão conectado quanto o nossos perceba que concentração absurda de riquezas é uma tendência que aumenta em escala exponencial e a mecanização vai deixar a maioria da população perdida e sem função em questão de décadas.

Pra ser sincero, eu acho que o problema maior é que a mídia de massa não é de esquerda o suficiente. Não por que eu quero comunismo, mas porque só trocar o nome dos donos do oligopólio enquanto brigamos pelo que as pessoas fazem com suas genitálias é pra lá de conservador…

Para dizer que hoje eu me assumi comunista, para dizer que vai ignorar tudo isso e continuar reclamando de judeus, ou mesmo para dizer que quase simpatizou com a Camila: somir@desfavor.com

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Comentários (29)

  • Fiquei surpreso com seu texto, Somir, muito porque prefiro ler o que a Sally escreve. Achei ele bem interessante e esclarecedor. Ajudou até com que eu validasse minha opinião atual sobre o Desfavor como sendo um dos poucos lugares virtuais em que é possível tratar de temas diversos com os pés no chão e sem pender (demais) pra um ou outro lado. Falo isso porque por muito tempo achei você e a Sally um tanto quanto radicais. Sobre o texto em si, essa discussão que termina sempre na dicotomia simplista “direita vs esquerda”, com cada um desses termos tento uma definição bastante imprecisa, acaba sempre sendo muito rasa pra um tema que merece ser bem melhor explorado para que se entenda de onde viemos, onde estamos e para onde vamos (politicamente falando).

  • E mesmo que uma Camila, pelo visto recém saída de uma conceituada faculdade onde cursava jornalismo, viesse a falar da temática da desigualdade social no país e no mundo, a mesma não tem subsídios intelectuais suficientes para entender a dinâmica socioeconômica do mundo contemporâneo. Mesmo tendo a influência de Claudete, 47, professora universitária que teve seus pais perseguidos no período da ditadura militar, que coordena um centro de estudos sociais e que defende que o melhor para o país seria o caminho do socialismo, ela jamais terá a compreensão do funcionamento do jogo socioeconômico que culmina na concentração de riqueza e de poder econômico em poucas mãos.

  • Estou batendo palmas com os pés porque com as mãos estou me masturbando. Texto excelente. Saudades da época onde as palavras direita/esquerda só saía da boca de alguém para informar algum lugar.

  • Estou me divertindo com seus textos do “castigo” . O Somir sugestionável é bem legal. Ainda bem q é só um mês . A Sally é estressada legal e vc é o nerd chato. Já estamos acostumados com tal dinâmica rs.

  • Intertextualidade pill: parece um complemento ao “Ilha ideológica”.

    E foi bem preciso o assunto d’ “o que conservar no Brasil?”.

  • Que delícia de texto, Somir! Adorei a forma didática com que tu expôs o que acontece com a mídia e o conflito de gerações mais novas e mais velhas.

    Isso me lembra, novamente e bem brevemente, o conflito de gerações que teve na russa no século XIX entre conservadores e jovens radicais que queriam a destruição total e o anarquismo. E daí muitos pensadores e escritores, incluindo Dostoiévski, entraram no meio da briga e disseram, “jovens, não é bem por aí…”.

    A verdade é que eles eram incompreendidos pela maioria da população e, lá no fundo, eles só proclamavam o anarquismo em prol de uma sede de justiça inata do ser humano, e tendo em vista a melhoria das condições de vida do povo.

    Embora as coisa tenham mudado bastante dois séculos depois, vejo semelhanças com a juventude de hoje nesse quesito de sede de justiça e melhores condições de igualdade entre as pessoas, viver numa sociedade menos opressora etc. Claro, esse discurso é muito bonito, mas aí entra também o dinheiro no meio e a tentativa de lucro com o lacre.

    • É aquela história: se você não é socialista aos 18 anos de idade, você não tem coração… abençoados sejam os desejos de justiça social, de onde quer que venham, mas “jovens, não é bem por aí…”

  • Da mesma forma que meter “diversidade” na mídia satisfaz a “esquerda”, a tendência é que tenha mais coisas na mídia discretamente voltadas pra “direita” com essa mesma intenção de “pacificar” esse grupo e deixa-lo mais passivo, sem questionar o status quo. Enquanto isso o Vale do Silício, os chineses e os 38219830 príncipes árabes continuam acumulando mais riqueza do que é possível gastar e poluindo 100 vezes o que um pobre polui. E ainda tem vegano culpando a poluição pro coitado do Severino que recentemente conseguiu subir a renda familiar e pode comprar mais comida pra sobreviver.

  • Não entendo esse desprezo que fazem com trabalhador braçal. Parece que a única ambição de carreira hoje em dia é se prostituir pra networking e passar o dia lacrando ou mitando em “mídias alternativas”. Brasil tem uma enorme demanda pra área de construção, países como Canadá estão abertos a mecânicos e soldadores estrangeiros… eu sou eletricista, curto o que faço e os boletos estão todos pagos, enquanto o jovem universitário papador de rivotril se acha superior mas até hoje nunca conseguiu independência financeira…
    Quem move o mundo são profissionais de STEM e blue-collars, o resto é parasita.

    • Bom, ponto, escrevi tudo do ponto de vista de humanas. Essa história toda deve ser muito mais bizarra para quem está observando de fora, e efetivamente faz a manutenção da tecnologia que move o mundo.

      Agora, como eu sou de humanas, um contraponto: se ninguém cuidar da peça que segura a ferramenta, a ferramenta não faz o que deveria. Adoraria que fôssemos robôs, mas não somos.

    • Enorme demanda pra construção? Trabalho é o que não falta. Falta é quem se disponha a pagar um valor digno pelo trabalho, isso sim.

  • Mais ou menos, Somir. A coisa é mais ambígua. Se olharmos a origem dos termos Esquerda e Direita (A posição ocupada na Assembléia Nacional durante a Revolução Francesa, à direita ou à esquerda do Rei), faz sentido a divisão em “deixa como está” e “muda essa merda”. Porém, depois disso, ganhou também o sentido de como o Capital é entendido, por isso a confusão entre as duas separações (“manter vs mudar” e “pró-capital vs pró-trabalho”). No Brasil, os partidos de viés socialista se aproximaram de pautas progressistas do ponto de vista dos costumes e conservadoras acerca da economia (estatização, etc.). Já os partidos defensores do capitalismo se dividem entre progressistas e conservadores no aspecto moral. Não que essa seja uma relação necessária, mas fez parte de uma estratégia da esquerda: cooptar as Feministas, o Movimento Negro e os LGBT&ETC para a causa, dizendo que é tudo a mesma coisa, oprimidos contra opressores. Nos EUA, a divisão está mais nos costumes do que no modelo econômico.

    • Juro que fiquei confuso… começa com “mais ou menos” como se fosse oferecer um contraponto, mas o seu comentário pareceu estender o tema do texto, li concordando com tudo. Se puder, explica melhor o que te levou ao “mais ou menos”.

      • O “mais ou menos” foi por você não ter colocado explicitamente que os socialistas/ comunistas brasileiros só entraram na pauta da liberalidade de costumes por questão estratégica. Nos países comunistas não há movimentos de minorias (mulheres, glbt+, negros, ciganos ou o que for). Pelo contrário, quem abrir a boca, leva porrada. No texto você dá a entender que estes comunistas seriam de direita (por não querer uma contrarrevolução). No Brasil e nos EUA, os comunistas (de dentro e de fora) são vistos como revolucionários, progressistas; a esquerda Brasileira é contra Israel e Eua, a favor de Rússia, Cuba, Irã, todos os que sejam antiamericanos. Não há em nossa esquerda o entendimento que Capitalismo vs Socialismo é diferente de Conservadorismo vs progressismo. Então, a imprensa brasileira mistura socialismo (economia) com progressismo (costumes).

  • Adorei o seu texto, Somir! E já fui correndo mostrá-lo pra um monte de gente que conheço, incluindo alguns “Severinos” e algumas “Camilas”. Ao ler, tive aquela sensação – que já não tinha há algum tempo – de “esse cara conseguiu traduzir o que eu penso em palavras de uma forma melhor do que eu próprio conseguiria”. Também gostei de você ter exposto coisas que estão debaixo dos nossos narizes o tempo todo mas que quase nunca nos damos conta. Já disse várias vezes antes, mas não custa repetir: é por causa de análises ponderadas, abrangentes e certeiras – como esta de hoje – que eu gosto tanto do Desfavor! E, pra mim, a frase do próprio texto que o resume é “No final do dia, é sobre o dinheiro. ” O que mostra mais uma vez para quem ainda não entendeu que, mais uma vez, a causa de tudo o que acontece à nossa volta “é a economia, estúpido”.

    • Sim, foi uma grande volta para chegar no “é a economia, estúpido”, mas até nisso é bom lembrar que são pessoas tocando a economia. Raramente pessoas conseguem se organizar tão bem assim… algumas coisas terríveis simplesmente surgem de comportamentos aparentemente bem intencionados.

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