Anais da educação.

Um professor de português da rede pública do Distrito Federal causou polêmica no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 104, da Asa Norte, onde dava aulas para alunos do sexto ano, com média de 12 anos. Na semana passada, ele pediu às crianças que fizessem uma redação sobre sexo oral e anal. No quadro da sala de aula, ele escreveu expressões de sexo explícito para ensinar os alunos. LINK


Já que é nossa obrigação ter um tema relacionado com cu, esse professor sem noção é um perfeito desfavor da semana.

SALLY

Quando o desfio foi lançado eu cheguei a sentir algum receio: será que em apenas uma semana o Brasil seria capaz de produzir uma notícia envolvendo “cu” que fosse surpreendente e relevante o suficiente para merecer estar na coluna Desfavor da Semana? Claro que sim!

Em uma escola pública, um professor de português decidiu dar uma aula um tanto quanto diferente para seus alunos de 11 e 12 anos de idade: o tema do dia seria sexo anal e sexo oral. Com direito a instruções escritas no quadro bastante explícitas, incluindo termos chulos e narrativas detalhadas. Sinceramente, a única coisa de português que tinha nessa aula era uma pequena ressalva destacando o fato da palavra “cu” não ter acento.

O professor achou que era hora, que era bom para os alunos receber esse tipo de informação de forma bem direta e popularesca e fez como tudo no ensino público deste país: malfeito e de improviso. Um fulano qualquer, sabe-se lá com qual didática (provavelmente nenhuma, a julgar pelo quadro que ele escreveu), ensinando sobre sexo para um monte de criança. Ok, muitas dessas crianças provavelmente já fizeram mais sexo do que você e eu juntos, mas, ainda assim, muito errado.

Quando o ocorrido vazou, obviamente os pais dos alunos ficaram revoltados. O professor foi questionado por qual motivo estava sendo pago para dar uma aula de português e passou o tempo todo falando de cu e usando termos chulos como “fio terra”, “dar o cu” (sem acento) e outras coisas ainda mais grosseiras. A resposta foi maravilhosa: ele não recebeu a preparação necessária para a função. Meu anjo, não está preparado, não dá a aula. Entrar ali e ficar falando sobre cu com o filho dos outros não é um desdobramento aceitável de não ter recebido orientações ou treinamento. Não precisa de nenhum treinamento para saber que isso não se faz, basta ser um ser humano decente.

O cidadão, assim como a maior parte dessa gente que camufla promiscuidade e um desejo incontrolável de chocar, lacrar e causar com liberdade, não teve um pingo de bom-senso. É algo que simplesmente não se faz. Se você é pago para ensinar português, você vai lá e ensina português. Se você acha que não tem condições de ensinar português, não dá a aula, ou manda os alunos lerem um capítulo do livro na hora da aula, ou faz qualquer coisa que não ficar ilustrando experiências com sexo anal.

Essa falta de trava que essas pessoas têm, a pretexto de “lutarem pela liberdade” e serem “contra qualquer tipo de censura” é o que vai fazer a família Bolsonaro se eleger até 2050. Para ser liberal, para ser sem preconceitos, para ser a favor de um diálogo franco e aberto não precisa fazer uma aberração dessas. Isso é tudo menos liberdade e educação. E é essa a imagem, o rótulo que se cola em qualquer um que não bata continência hoje em dia: um promíscuo sem noção.

A resposta da família tradicional brasileira, que é quem realmente conta na hora do voto, é obviamente reativa. Acredito que ninguém gostaria que sua filha de 11 anos vá para a escola para escutar o professor de português narrando em detalhes sexo anal em uma aula de português. As pessoas surtam, se traumatizam, querem distância disso. A sensação que fica é que “essas pessoas libertárias” vão arruinar a sociedade e os bons costumes.

Se você consegue ver um pouco além, sabe que não é bem assim, mas quantas pessoas conseguem ver um pouco além? Será que o pai de família vai entender que a princesinha dele de 11 anos já esteve em mais colos que um guardanapo e fez mais sexo do que ele e a esposa no último ano? Óbvio que não. O professor é que é um tarado, desgraçado e escroto que está arruinando os valores familiares.

Surge nesse pai de família injuriado o desejo de restaurar os “bons costumes” (que nunca existiram, sempre foi uma sensação, uma fachada) para proteger suas filhas, suas crianças. Para onde essa pessoa corre? Esses pais vão meter o dedo na urna eletrônica com tanta força para votar no Bolsonaro que vai precisar vir o Rei Arthur para tirá-los de lá. É tão difícil de perceber?

E isso não exigem o imbecil do professor de culpa. Tanto é que ele foi demitido e também está sendo processado civil e criminalmente por vários dos pais. Em qual mundo a pessoa, por não ter preparo para dar a matéria para a qual foi designado, entra em uma sala de aula com crianças e fica falando sobre cu? Em qual mundo a pessoa não tem bom-senso de se desculpar diante de uma cagada deste tamanho e prefere colocar a culpa em terceiros? Que porra é essa de depender de alguém para se preparar para o mercado de trabalho? Esse cara é débil mental? Estuda e se prepara sozinho, meu filho, é assim que todo mundo faz! Mas não, a culpa é sempre dos outros!

Pessoas como esse imbecilóide, casos extremos que vivem em uma bolha de proteção e realidade paralela, são tudo que basta para que uma direita cada vez mais radical continue crescendo no país. São minoria, mas são uma minoria barulhenta. Acham que estão contestando o sistema, sendo disruptivos, sendo revolucionários, mas na verdade estão garantindo a permanência da Família Bolsonaro no poder. Até Laurinha vai ser Presidente.

Enquanto esse tipo de demente não sair da bolha onde vive e perceber que o aplauso de meia dúzia de hippies sujos, maconheiros e cheios de DST é apenas uma pequena parcela da consequência dos seus atos, eles continuarão fazendo um mal terrível ao país. Essa suposta contestação que eles fazem, chamando quem os critica de “gado” é a principal razão da direita estar tão em alta no país.

Gado são eles, os grandes cabos eleitorais desses políticos de cristo. O pior é que eles talvez percebam, mas precisam tão desesperadamente do aplauso e validação do seu grupo piolhento, que fazem mesmo assim. Não adianta expor a sociedade a isso, o brasileiro não aceita, não gosta e corre para o lado oposto.

Se você não quer mais Bolsonaro, se você não quer mais políticos de cristo, se você não quer mais extrema direita no poder? Não adianta bater no Bolsonaro, quanto mais você bater, mais forte ele fica. Tem que bater, aniquilar, neutralizar esses dementes de esquerda que tem prazer em chocar a sociedade, que provocam tamanha repulsa e temor na população faz todo mundo correr para a Família Bolsonaro.

Rapaz urinando na boca do colega no meio da rua, professor dando aula de sexo anal para criança e tantos outros idiotas em busca de biscoito são a raiz do problema atualmente. Sem eles, a direita não se elege mais. Quer combater? Vai na raiz do problema.

Para dizer que se fosse com a sua filha você moía o sujeito na porrada, para dizer que hoje as crianças estão aptas a ensinar isso ao professor ou ainda para dizer que as tias do zap vão surtar com a foto desse quadro: sally@desfavor.com

SOMIR

Eu gostaria de viver num mundo onde meu instinto inicial prevaleceria: o foda-se. Não deveria ser um problema sério, no máximo uma puxada de orelha no professor por descer o nível e falar sobre o que não lhe cabe falar. Educação sexual deveria ser realizada por um profissional especializado, e nessa idade é realmente útil passar informações de qualidade sobre o tema.

Porém, vivemos nessa bagunça que é o Brasil. Um país onde as pessoas andam em velocidades muito diferentes e toda a questão de sexualidade é pra lá de mal resolvida. A população tende à baixaria, mas é a primeira a se ofender profundamente quando se fala abertamente de sexo. Esse falso puritanismo é o responsável pela seção de comentários do texto “Objetos no ânus”: gente extremamente sexualizada, algumas começando muito cedo, mas com uma falta de noção sobre o funcionamento dos próprios buracos que é quase que literalmente, de cair o cu da bunda.

Não adianta muito a repressão padrão cristã sobre sexualidade se aos 12 anos de idade a maioria desses alunos só escuta músicas sexualmente explícitas e tem como ídolos pessoas que esfregam a bunda numa câmera todos os dias. Não é moralismo não, se uma sociedade decide que vai girar ao redor desse tipo de conteúdo, que o faça: sexo é parte integrante da vida mesmo. Quando vira interesse principal de um povo o torna mais “raso”, mas longe de mim dizer que o ser humano deve ignorar um interesse tão primal. O problema é que toda essa sexualização típica do brasileiro acontece sem uma base de educação que leva isso em consideração.

A funkeira manda “sentar” sem parar, mas ninguém explica direito como funcionam os órgãos envolvidos na tarefa. Dúvidas sobre comportamento e os sentimentos relacionados com sexo são tratadas como a verdadeira baixaria. Papai e mamãe acham um crime falar sobre sexo na escola, mas fazem vistas grossas quando os filhos vão para a rua fazer sexo. Oras, ou reprime direito (o que não costuma ser bom para o crescimento de uma pessoa) ou libera direito. Esse meio termo que não dá. Pode fazer, mas não pode falar sobre?

E aí temos meninas grávidas para todos os lados, doenças sexualmente transmissíveis voltando com força agora que a AIDS já pode ser tratada com mais confiabilidade… e talvez até pior: um ambiente fértil para o conservadorismo cristão. Como esse público que votou no Bolsonaro para evitar o “kit gay” nas escolas também só pensa em sexo, o ambiente cultural atual da sociedade brasileira é perfeito para se ofender seletivamente. Baixaria glamourizada nas redes sociais, com as maiores celebridades brasileiras basicamente vivendo de sexualidade, um grupo muito barulhento “lacrando” sem parar defendendo uma liberação sexual plena… e esse povo ainda em dúvida se dá para engravidar na primeira vez.

O Brasil quer viver pensando em sexo? Que viva. Mas o Estado precisa lidar com isso de forma eficiente: o imbecil que preencheu a lousa que ilustra esta postagem disse que as crianças tinham dúvidas sobre o tema. Chamo de imbecil porque ele deveria dar aula de língua portuguesa e não tem preparação para ensinar esse tema, mas não pela demanda represada que atendeu ali. Realmente, ninguém ensina nada que preste sobre sexo para esse público. E no final das contas, nem ele. Com 12 anos de idade você tem dúvidas muito mais complexas sobre sexo do que os termos usados. Faltou uma aula de educação sexual de verdade.

Do jeito que foi feito, só aumentou o problema: mexeu no vespeiro dos pais que vivem em negação sobre o interesse sexual dos filhos (talvez porque nem queiram saber o que um adolescente já pensa sobre o tema) e só aumentou a repressão. Não abre uma discussão, só reforça a mentalidade regressiva cristã que assola este país. Gente despreparada que não vive na realidade faz mais mal do que bem, independentemente da intenção. Cada palhaçada dessas é mais mil voltos para o Bolsonaro em 2022 e manutenção de um sistema de desinformação sobre sexo.

O medo do brasileiro de ser confrontado sobre suas visões bizarras e contraditórias sobre sexo é poderoso. Só pode ser vencido com educação e paciência. Não adianta lacrar com os filhos dos outros, só reforça a mentalidade. Especialmente em comunidades pobres, onde o fascinante miserável conservador reside. Aceita a baixaria da mídia e dança junto com a funkeira dizendo para encher a cara e fazer sexo com várias pessoas, mas dá chilique se alguém fala cientificamente sobre genitálias e orientações sexuais perto dele ou dos filhos.

Temos que entender que esses pais querem manter a desinformação sobre sexo funcionando na sociedade, é vantajoso para eles um ambiente confuso, porque assim podem “pecar” à vontade com a ilusão de que tudo é inexplicável mesmo. E a turma que quer levar drag queen para escola para ensinar crianças sobre tolerância também quer que as crianças se fodam, só estão nessa para se valorizar e sentir-se superiores à massa descamisada. Se você não está tentando aumentar o nível da educação independentemente da sua visão política, você está agindo em causa própria e criando mais problemas ainda, confundindo a cabeça de quem está só começando nesse mundo. Ser reprimido e achar que a bunda vai cair se enfiar algo no cu é errado, mijar na cabeça do coleguinha em praça pública também. É tão difícil entender?

Para nos chamar de moralistas, para dizer que essa semana foi um grande cu, ou mesmo para dizer que a foto do texto resume tudo: somir@desfavor.com

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Comentários (18)

  • Eu tive minha primeira aula de educação sexual aos 13 anos. Sobre como usar camisinha, anticoncepcionais, sobre gravidez, como que ocorre uma fecundação, etc. Claro que um ou outro perguntava umas putarias, mas, meio que fazia parte. Eu acredito que me foi importante ter recebido toda essa informação. Nem de longe foi como azidéia desse professor aí, não.

    Só que, cara, a gente vive numa sociedade em que fazer sexo já é parte de se socializar. Por um lado, você tem gente demonizando sexo (e quem faz) como a pior coisa do mundo – no fundamentalismo, se você tem vida sexual ativa, você é uma meretriz boqueteira de Satã! Já o homem ser metelão e às vezes até pedófilo, tá de boa, “nasceram pra ser assim”.

    Por outro lado, temos gente ostentando e elevando isso como ápice da sabedoria e vivência. Toda vez que tu arruma um carinha (falando pela perspectiva de uma menina/mulher), vem a cobrança e pressão pelas “provas de amor” geralmente inspiradas em filmes pornôs – aquele analzinho giratório esperto, o deepthroat romântico, o swing da fidelidade -, fotos não solicitadas de pinto, conversas que logo são sobre como o cara vai te foder em N posições – e ai de você tentar mudar de assunto!

    Isso ainda na porra da sua adolescência! Cê vai na rodinha de amigas, tá lá esse assunto. Cê liga a televisão, abre seu navegador ou sintoniza num rádio, pá, notícia de não sei quem roçando a bunda não sei onde. Até na hora de receber hate na internet, a ofensa tem a ver com seu status de fodelança (mal comida, puta dadeira, hipergâmica, etc, etc.)!

  • Sou totalmente a favor de educação sexual desde que feita por gente capacitada.
    Se vejo algo assim no caderno de um filho/a meu o brasileiro médio que existe em mim certamente despertaria e enfiaria umas boas porradas nesse professor.

  • Olha, se me permite discordar um pouquinho, e não sendo tão ortodoxo assim, acho que dá sim pro professor (seja de português – já que este não ensina só regras de gramática padrão da língua, ele ensina linguagem, e a linguagem engloba tudo ao nosso redor; seja de qualquer disciplina) tratar de educação sexual. Só que vamos lembrar que educação sexual é ensinar sobre camisinha, método contraceptivo, mostrar a sutil diferença entre carinhos e abuso, e tudo mais. Realmente, dar aula de “sexo anal” foi um tanto demais mesmo.

  • Tinha que ser em Brasólia. Se duvidar essa escola é no Plano Piloto, até porque se você olha a lousa parece escola particular.

    • Esse tipo de professor de ensino público é um câncer: entram sabendo que o salário e as condições de trabalho são uma merda e, uma vez dentro, fazem um trabalho de merda alegando que o salário e as condições de trabalho são uma merda.

  • “A resposta da família tradicional brasileira, que é quem realmente conta na hora do voto, é obviamente reativa.”

    Acho que esse Desfavor da Semana por si só já prova que votar em politicos conservadores não adianta muita coisa… (cadê o muro, Trump?) Se a sociedade fosse tão repressora e fascista como dizem, esse cara iria ser torturado. Ou ele jamais cogitaria fazer isso por ter certeza de que seria torturado.

    • Você consegue ter essa percepção, a massa não. Enquanto esses hippies barulhentos chocarem as tias do zap p Brasil vai votar 38.

  • Vou deixar este texto aqui, que roubei descaradamente de uma rede social, porque converge com o Desfavor da Semana e achei interessante.

    SEXO E OS INCEL

    Ser nerd virou uma coisa legal, então agora todo mundo quer ser nerd. Mas o que fazer com aquele grupo de garotos desajustados socialmente que são fãs de quadrinhos e vídeo games? Simples, basta renomeá-los, e a palavra escolhida para isso, foi “INCEL”. INCEL significa celibatário involuntário, (…)é alguém que não consegue transar. Mas por quê isso seria algo ruim? Ora, pois vivemos na época da HIPERGAMIA e da HIPERSSEXUALIZAÇÃO.

    Sabem, eu tenho essa teoria de que são as dificuldades que levam os seres vivos a se adaptarem e a evoluírem. E como faz tempos que nós humanos não enfrentamos dificuldade alguma para manter nossa sobrevivência, começamos a INVOLUIR, estamos retornando a nosso estágio primitivo de se preocupar apenas em comer, dormir e f*der. (…)Dentro desse contexto, transar bastante é importante, pois é o que define o seu valor social.

    Porém, qualquer pessoa que já tenha caído nessa balela de que é preciso transar bastante para ser feliz, sabe que SEXO CASUAL É UMA MERDA! A verdade, é que para transar, as pessoas precisam baixar seus padrões de exigência estética e frequentar certos locais. Isso basicamente te leva a frequentar festas, a se embebedar, se chapar e se atirar na cama com a primeira gorda de baixa auto-estima que aparecer na sua frente. É uma situação degradante! E mesmo quando o homem é bom de lábia e consegue convencer garotas de melhor aparência à irem pra cama com ele, ainda haverá o problema da FALTA DE INTIMIDADE!
    Acontece que as mulheres acham que um homem “gozou” só por que ele “ejaculou”. Ora, essas coisas podem andar de mãos dadas, mas nem sempre! Se fosse assim, os homens não buscariam mulheres e ficariam só na masturbação, já que nós temos uma facilidade fisiológica maior de obter um certo prazer através da mastubarção. O fato é que buscamos por parceiros, pois a realização sexual está muito além da mera fricção das partes intímas. Só que o sexo sem intimidade, se resume meio que a isso: duas pessoas friccionando virilhas.

    Qualquer pessoa que já tenha tido um relacionamento estável sabe que o sexo é muito melhor com um parceiro com o qual se tenha intimidade, porém, com toda essa histeria sexual, fica difícil encontrar isso, pois a maioria das pessoas não consegue ser fiel a um único parceiro. Elas estão acostumadas demais com a facilidade da fricção de virilhas para conseguirem ter a paciência e disposição necessária para construir um relacionamento mais profundo, com confiança e reciprocidade. As pessoas querem que o sexo seja como comida de microondas, ou seja, aceitam que seja menos gostoso desde que seja mais fácil de fazer.
    Entretanto, o prazer obtido através do sexo fácil vai dimimuindo a cada transa e de repente você se pega de joelhos na cama, se segurando para não rir do gemido engraçado da mina de quatro na sua frente. Eu sei, isso soou escroto, mas é exatamente nisso que o sexo casual e em grandes quantidades se torna: UMA COISA BANAL!

    Podem observar que, quanto mais promíscua é uma pessoa, mais ela se queixa de solidão e tristeza. Que paradoxo não? Porém, elas ainda sentem que estão em uma situação superior a dos garotos nerds que enfrentam dificuldades em conseguir uma parceira sexual. Mas a verdade é que os dois estão solitários, só que os nerds (ou os INCEL) têm menos risco de contarir uma DST ou de enfrentar o drama da gravidez indesejada. Resumindo, o pessoalzinho promíscuo, não tem moral alguma para zoar os nerds.

    Claro que estar na condição de INCEL também não é bom, mas há de se observar que muitos dos homens chamados de INCEL são na verdade adolescentes e estão certos de não se enfiarem precocemente no mundo do sexo.(…)Sexo precoce, faz mal pra cabeça de adolescentes ainda em formação. E digo mais: É NATURAL QUE HOMENS INICIEM SUAS VIDAS SEXUAIS MAIS TARDE!

    Falo isso, pois para despertarem o interesse sexual das mulheres, os homens precisam antes acumular um certo “valor social”, ou seja, precisam ter um certo poder e status social, enquanto que para as mulheres, basta que tenham atingido um certo nível de desenvolvimento biológico. Isso faz com que os garotos recorram ao uso e venda de drogas para acelerar esse processo de “valorização social”, já que, a venda e o consumo de drogas concede aos homens um ar instantâneo de “perigoso e descolado”, além de um certo dinheiro também.

    Enfim, meu objetivo com esse texto é mostrar que essa glamourização da hipergamia e da hiperssexualidade não passa de um mal social e que sair por aí se culpando por não transar como um bando de cachorros no cio, é um erro! (…)tudo tem o seu tempo, não se deixem influenciar pela cultura do hedonismo de botequim! Invistam em si mesmos, estudem e se exercitem. Com o tempo, as chances de vocês de conseguirem uma parceira sexual, seja casual ou estável, vai aumentar e vocês verão que esse papo de INCEL nunca passou de um arroto verbal, vindo de gente triste e sozinha que quer convencer a todos que seu estilo de vida degradante na verdade possui algum valor.

      • Que texto imbecil. Falou em hipergamia pode apostar seu cu que é sobre como mulheres são putas que controlam o mundo (apesar de inferiores, irracionais, animalescas…), e os homens carentes (os Nice Guys TM) que só quelia uma momoladinha como vítimas do sistchma.

        • É o paradoxo do judeu para os nazistas, de novo. O judeu é inferior, porém controla tudo. Só adaptaram para as mulheres…

  • Correndo o risco de ser visto como um moralista sexualmente mal resolvido, opino que o argumento “não se pode parar adolescentes de fazerem sexo” e atacar e chamar de retrógrado quem se opõe é algo bastante falacioso e até danoso.
    Essa frase implica que 1) todos os adolescentes são selvagens movidos a hormônios e incapazes de se controlarem, dando aval a eles fazerem coisas destrutivas pois “é a natureza deles”. 2) todos os adolescentes querem fazer sexo, quando na verdade grande parte deles ainda não estão prontos pra isso. 3) existe algum ato ou coerção física vinda dos conservadores pra impedir adolescentes de fazerem sexo, como se estivéssemos numa Somália da vida, quando na verdade conservadores atuais não são capazes de conservar nada, tenho a impressão de que a putaria no Brasil até aumentou depois da eleição do Bolsonaro.

    Essa frase também fabrica pressão social, pois adolescentes que no geral não se interessam por namoro/sexo são levados a acreditar que “todo mundo está fazendo” e se sentir excluídos.

  • Primeiramente: parabéns pelos 11 anos!
    Quanto a notícia: Começa pelo nome do professor. Wendel, nome de pobre, não podia dar certo. Querem improvisar, em vez de fazer um concurso para professor chamam um temporário. Não tem aula de programa de saúde nessa escola não ou não faz mais parte do currículo escolar? Ali, com um professor de ciências, seria o local mais adequado pra isso, não com o professor de português. Impossível que ele precisasse que alguém o informasse que isso era inadequado.

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