História mal contada.

Vamos esquecer do Coronavírus por alguns minutos? Essa é boa demais para não virar um texto: a Marvel está fazendo o lançamento de uma nova revista em quadrinhos chamada New Warriors, com uma série de heróis lacradores, inclusive dois gêmeos chamados… Snowflake e Safespace. Não, não é paródia…

Se quiser ver o vídeo, boa sorte, mas se quiser um resumo da coisa: a ideia dos produtores é o novo clássico da representatividade, com heróis cada vez menos homens e cada vez menos brancos. O que por si só nem é um problema, mas como sempre, é feito de forma tão desastrada que se torna uma piada. Esse novo grupo de heróis tenta “se conectar com os jovens” trazendo temas supostamente relevantes para as novas gerações como inclusividade, bullying e justiça social.

Para isso, escalaram um time formado por uma mulher indígena gorda, gêmeos de pele escura e cabelos coloridos, um nerd branco e um… gótico? Já era sem noção antes de sabermos os nomes, mas quando revelaram que os gêmeos se chamariam Snowflake (Floco de Neve) e Safespace (Espaço Seguro), ficou difícil segurar o riso. Ambos os termos já devem ser de algum conhecimento de brasileiros, mas para reforçar: snowflake é um termo para denominar lacradores que acham que o mundo gira ao seu redor e safespace é um termo para locais onde ninguém pode criticar lacradores ou ter qualquer opinião contrária, normalmente criados em universidades tomadas por eles.

Segundo a lógica do criador, a ideia é usar a ironia para “tomar de volta” os termos derrogatórios e transformá-los em motivo de orgulho. Na prática, a Marvel passou vergonha com as risadas dos mais conservadores e apanhou do mesmo jeito dos lacradores: acusaram o criador de homem branco sem noção da realidade dos oprimidos. A suposta fêmea dos gêmeos, Snowflake, foi chamada de não-binária, vulgo alguém que não se identifica como homem ou mulher. Os não-binários que viram aquilo disseram que ela (ele, isso) estava totalmente errado, mas não deram muitas dicas de onde melhorar (acho que nem eles sabem o que é não-binário).

Tudo muito engraçado, uma vergonha sem fim, mas o pior é que provavelmente a Marvel vai lançar a revista do mesmo jeito. E vai ser um fracasso de vendas, como quase tudo o que eles fazem nesse mercado atualmente. Há uma década atrás os quadrinhos tinham alguma importância no faturamento da empresa, hoje em dia não fazem a menor diferença. A Disney só manteve os quadrinhos para não perder a identidade da marca que adquiriu e quem sabe se aproveitar de alguma coisa criada pelos roteiristas e desenhistas que trabalham ali.

É por isso que tanto faz lançar mais um revista do Hulk ou uma piada pronta lacradora para eles: vai tudo dar prejuízo no final do dia mesmo. Pouca gente ainda consome quadrinhos, e o público que cresceu com os heróis da Marvel ou perdeu o hábito, ou foi buscar quadrinhos menos juvenis. Marvel e DC iriam à falência não fosse a explosão de popularidade dos filmes de super heróis nessas últimas décadas. O mercado acabaria como algo de nicho, longe dos olhos do grande público.

E já que quadrinhos não fazem diferença para as finanças mesmo, deixaram os lacradores assumirem. O que faz sentido: você tem um lugar onde pode conquistar pontos de lacração com a turba eternamente furiosa da justiça social sem tomar um prejuízo grande demais. É meio como dar um controle desconectado para seu irmãozinho achar que está jogando e não te atrapalhar.

Claro que isso não apazigua completamente os ânimos da lacrosfera, afinal, nada é suficientemente representado quando cada pessoa pode inventar denominações originais para qualquer uma de suas características. E convenhamos que tentar criar material para agradar jovens é uma missão furada historicamente: esse público não escolhe sua cultura predileta por causa de uma roupa nova num personagem velho. Vimos isso nos quadrinhos dos anos 90, quando todo mundo tentou criar um estilo mais “grunge” para seus heróis, o que além de não vender muito, queimou o filme da indústria por um bom tempo.

Não existe isso de criar material para público adolescente (a adolescência vai até bem perto dos 30 hoje em dia), não porque suas cabeças são indecifráveis, mas porque esse público rejeita naturalmente qualquer atitude nesse sentido. E se alguém deveria entender isso, deveria ser a Marvel. A empresa tenta renovar seus heróis há décadas e décadas, mas a última coisa que pegou mesmo foram os X-Men nos anos 70. Praticamente todos os heróis que vemos hoje em dia foram criados na primeira metade do século passado. É quase impossível fazer algo novo funcionar e entrar de vez na cultura popular.

Então, nada para ver aqui: uma indústria que não ia durar muito tempo mesmo levou suas marcas para outra mídia, e toda essa palhaçada de heroína gorda e floquinhos de neve é algo inconsequente no quadro geral, não? Bom, tem algo mais nefasto aqui: a Disney, através da Marvel, está efetivamente “pagando por proteção” com a lacração nos quadrinhos. E isso é tão transparente que revistas como New Warriors são lançadas…

Em algum momento, executivos dos mais altos escalões da maior empresa de entretenimento do planeta perceberam que não teriam paz para fazer seus bilhões caso não acalmassem um grupo cada vez mais vocal de autointitulados guerreiros da justiça social. E daí surge uma relação doentia de pagar pelo silêncio dos lacradores com menções sutis à sua ideologia nos filmes e subserviência quase que completa nos quadrinhos. A Disney pode pagar pela proteção. A Warner e a DC pagaram seus impostos de lacração com o fracasso do filme recente da Harley Quinn, por exemplo. É ruim torrar dinheiro? É. É pior ficar com fama de opressor nazista e não conseguir mais parceiros na indústria? Bem mais.

Mas, e os outros criadores? Como eles pagam pela proteção? A máfia da lacração bate na porta de todos os negócios da cidade. Alguns podem jogar algumas moedas de atenção e continuar lucrando horrores no mercado, mas a maioria não tem a capacidade de fazer um projeto que “lacra, mas não lucra” só para ter um pouco de paz. Custa caro demais. Quem não paga a taxa é “cancelado” e vai se tornando um pária no mercado.

Só que aí, esse público que se diz marginalizado e anticapitalismo acaba justamente filtrando o mercado para deixar de pé apenas aqueles que tem tamanho para suborná-los. Megaempresas de comunicação e entretenimento vão se tornando cada vez maiores, pequenos empreendedores do setor correm risco sério de perderem suas plataformas. Porque essa lógica vai se estendendo inclusive para as empresas que dão a infraestrutura para o entretenimento: as gigantes de tecnologia.

O Google, a Apple e a Amazon podem se dar ao luxo de pagar esse pedágio de lacração. Mostram-se aliados dos oprimidos criando equipes de mulheres negras para gerenciar projetos que incentivam consumo desenfreado e fim da privacidade. Pode fazer a maldade que quiser, desde que uma minúscula parcela do seu faturamento seja revertida para ações superficiais de apoio aos lacradores. Se um concorrente entrar no meio desse caminho sem o dinheiro necessário para torrar nesses projetos de inclusividade de mentirinha, é atacado pela máfia. Se esse povo marca sua fachada com o símbolo da vergonha, você pode ser atacado e ficar sem plataforma nenhuma para se comunicar. Não é à toa que o YouTube está sendo tomado por grandes corporações de mídia e banindo criadores independentes sem parar.

É uma consolidação de poder que usa a histeria coletiva do politicamente correto como exército. Ou você tem dinheiro para desenvolver, imprimir e distribuir uma revista ridícula com personagens chamados Snowflake e Safespace sabendo que vai tomar prejuízo, ou você nunca vai ser grande como a Marvel. Os lacradores estão criando um pedágio que só as maiores corporações podem pagar. Sei que não é de propósito, mas as coisas acabam se assentando dessa forma.

Não é questão de ser velho e não entender mais a cultura dos jovens, são empresas gigantes usando descaradamente esse movimento cultural como soldados para proteger seus lucros. E cada vez que vemos algo como a revista em questão, devemos pensar no porquê de empresas tão grandes com tanta gente capaz de notar o problema não estão usando um mínimo e bom-senso ao lançar essas porcarias lacradoras que só dão prejuízo.

Eles fazem as contas. No final do dia, vale a pena pagar esse preço pelo tamanho do mercado que podem acessar sem grandes preocupações com o resto de seus produtos. No quadro geral, é lucrativo o suficiente deixar gente sem noção fazer material lacrador se isso mantém a presunção de aliado. E o mais curioso é que eu duvido que o suposto público-alvo dessas besteiras sequer entenda que virou uma máfia cobrando por proteção deles mesmos.

Alguém muito mais esperto se aproveitou da situação e conseguiu fazer deles essa máfia contra possíveis novos concorrentes. Se os bandidos da sua vizinhança te cobram pouco, mas ao mesmo tempo impedem que qualquer outra loja abra na mesma rua, talvez seja interessante não denunciá-los.

É tudo muito engraçado até você parar para pensar…

Para dizer que a vida real está virando uma paródia, para dizer que só pode ser trollagem, ou mesmo para dizer que o mundo não vai sobreviver sem bullying: somir@desfavor.com

Se você encontrou algum erro na postagem, selecione o pedaço e digite Ctrl+Enter para nos avisar.

Etiquetas: , ,

Comentários (42)

  • O Projekt Melody desumaniza as profissionais do sécso, causa caos e trará o apocalipse da humanidade, e como criaram todo um furdúncio pra banir ela do Chaturbate. Mas “progressos” como esse par de sjwstice da vida, Snowflake e Safespace não demoniza ninguém (a não ser os white piroco opreçour), nem caga em cima de todo um legado sustentado décadas após décadas por milhares de consumidores. Quem achar ruim e sentir tanta falta do passado, que não consuma! #NãoPassarão!

  • “Se quiser ver o vídeo, boa sorte, mas se quiser um resumo da coisa: a ideia dos produtores é o novo clássico da representatividade, com heróis cada vez menos homens e cada vez menos brancos.”

    93 mil dislikes e mais de 25 mil comentários criticando a “obra”, realmente vai bombar demais. Se soltassem isso no 1 de abril faria mais sentido e a vergonha seria menor.

    Falando nisso, vi um trailer sobre uma série nacional que a HBO tá produzindo chamada “Todxs Nós”. O roteiro é tão zuado que parece até coisa de “Hermes e Renato”, só que mais arrumadinho.

    • Mesmo se ignorar toda a lacração forçada, os personagens são todos uns bostas. Parecem versões de inferiores de personagens que nunca foram populares pra comecar.

      Os gêmeos são os super gêmeos (que se fossem populares, estariam na liga) só que ainda mais inúteis.

      Cacete, a “mulher” é o Homem de Gelo, (o Aquaman da Marvel, que faz parte dos X-men, um time que já passou dos seus dias de glória faz tempo) mas com o pequeno detalhe de que ela só pode criar um projétil específico e apenas um por vez

      O time em si parece ter saído de uma paródia que termina com todos morrendo na primeira missão. (O que honestamente, faria a história bem mais interessante)

  • Mas Harley Quinn não é aquela personagem “mulher de malandro”, que é abusada de todo jeito pelo homem que ela idolatra?

    • Sim, mas agora é empoderada.

      O curioso é que acharam que a personagem era interessante de verdade, e não que todo mundo achou a atriz que a fez muito bonita (homens e mulheres). Aí fizeram um filme dela como ícone feminista escondendo 90% de sua beleza… e adivinha só?

      • Sem falar na besteira que ela disse sobre “Nerds punheteiros”, basicamente o público dela. Homens superpoderosos e mulheres gostosas disponíveis sempre foi a receita para lidar com a fragilidade de adolescentes (de todas as idades). Lacre é como futebol feminino: a gente não diz que é sem graça pra não estragar a amizade.

  • Quando vi a notícia hoje cedo, achei que fosse trollagem. Tipo aquelas paródias, só que nesse caso é pra gente levar a sério. Tá certo que nem todo herói novo vai ser um Miles Morales, mas “Snowflake” e “Safe Space”? É viver fora da realidade. Parece algo que teria sido evitado se ao menos uma pessoa tivesse dito “não” para o cara responsável.

    Pra mim eles deveriam ao menos ter sido coerentes com o resto dos nomes. O carinha da internet deveria se chamar “Soyboy” ou “Incelboy” e o vampiro seria o “Faggothic”.

    • Eu lembro que um tempo atrás a gente fez uma semana nerd aqui e criou super-heróis lacradores para sacanear… não foi tão diferente assim da realidade atual. Bizarro.

  • Costumava colecionar revistas em quadrinhos na adolescência (ao ponto de me corresponder por carta com outras pessoas do Brasil para comentar o desenrolar das sagas) mas não havia esse nível de retardo mental.
    Ps: meu primeiro crush ficcional foi por um personagem dos X-Men.
    Ps do Ps: seria isso um retardo mental?

    • Veneno e remédio, depende da dose.

      Eu honestamente acredito que desde que a pessoa continue sendo capaz de funcionar em sociedade, seus hobbies são irrelevantes. Uma pessoa fã de quadrinhos ou qualquer outra nerdice que não se esconde do resto da vida (e cada um tem sua dose mínima saudável de socialização) está só se divertindo.

      Mas curioso você falar isso: porque esse lance de lacração está virando um “vício nerd” para muita gente. Se isolam da sociedade e vão ficando cada vez mais ressentidas da realidade…

      P.S.: quem foi essa personagem?

      • Somir,

        Sempre mantive minha integração junto à sociedade, não permitindo que meu hobby fosse o centro de minha vida – fui da equipe de atletismo e do time de rugby do ensino médio (padrão Sally de atividade física) -, pois acredito no equilíbrio.
        Bem, minha paixão não correspondida era pelo Remy LeBeau. Mas se fosse pegar alguém hoje em dia seria o Dr. Estranho porque ele poderia conjurar comida para mim: praticidade acima de tudo!

        • O poder de um homem com sotaque…

          Nos X-Men é complicado ter um crush por alguma das mulheres: foram todas escritas por homens com saco cheio de mulheres. Vampira rouba a energia de todos que toca, Psylocke está sempre com algum problema impossível de resolver, Jean Gray é o exemplo maior: do nada baixa uma entidade incontrolável com poderes de destruição total. Se isso não é analogia mais explícita de TPM na ficção, não sei qual é…

    • Outro dia desses eu comecei a rever alguns vídeos do The Onion e não havia muita diferença da realidade atual. Francamente, dá pra desconfiar que se existe um deus, ele é roteirista de humor.

  • Estão tentando agradar quem não se agrada de nada. Burrice sem tamanho. Eu criaria dois super-heróis anti-lacre: Senhora Realidade e Senhor Trabalho. Ela entraria na mente desses jovens e mostraria as coisas como elas são. Ele lançaria um raio que faria as pessoas arrumarem seus quartos e procurarem atividade remunerada.

  • O tal Daniel Kibblesmith que criou essa mestrepeça é a cara daquele Wojak beta que costumam postar nos chans.

    Mas pra quem estiver curioso, eis um resumo dos personagens:

    Screentime: o rapaz branco com o visor. Recebeu seu poder (estar mentalmente conectado com a internet) depois de inalar um tal “gás de internet” que seu avô fez. Adora memes.

    Trailblazer: a gorda negra. Tem uma mochila mágica que funciona exatamente como o chapéu do Presto no desenho A Caverna do Dragão. Diz que recebeu a mochila de Deus, mas que esse Deus “não é o Deus que vocês imaginam. Pra começar, Deus nem tem sexo”.

    B-Negative: garoto emo que quando era bebê, teve um problema e precisou de uma transfusão de sangue emergencial. Por alguma coincidência do destino, era o sangue do Michael Morbius, um vampiro. Com isso o garoto herdou todos os poderes dele.

    Snowflake: a negra não-binária. Atira shurikens de gelo.

    Safe Space: o irmão gêmeo da negra não-binária. Seu poder é criar um campo de força para proteção, mas ele só consegue criar esse campo em volta de outras pessoas, não dele. A parte curiosa é que na cabeça do criador, o tal Kibblesmith, o Safe Space é “um tradicional macho alfa”. Cabelo rosa, roupa colada andrógina e brincos. Realmente, o macho alfa.

  • Tem que pegar esse texto + “Cor estranha” + “Mídia esquerdista?” + “Ilha ideológica” e fazer uma coletânea chamada DesPill. Quem sabe ajude a recuperar a sanidade dos redpillados da conspiração judaica que volta e meia caem aqui de paraquedas.

  • O engraçado é que isso poderia ser resolvido simplesmente com uma frase.

    F O D A – S E

    “Ain eu odeio homem branco” Foda-se.
    “Ain essa boneca é muito peituda” Foda-se.
    “Ain não gostei” Foda-se.
    “Ain isso me dá gatilho” Foda-se.
    “Ain eu acho que isso tinha que ser proibido” Foda-se.
    “Ain essa pessoa discordou de mim” Foda-se.
    “Ain quero lugarzinho especial pra mim” Foda-se.
    “Ain quero distorcer a obra alheia pra me agradar” Foda-se.

    ¯\_(°_°)_/¯

  • Às vezes me pego pensando se a tecnologia tá de fato tornando a vida melhor. Minha conclusão é que na média sim, mas não tanto quanto se pensa. Tecnologia é super estimada. No século passado, as pessoas achavam que a gente teria cura do câncer, carros voadores, colonização espacial, mas temos Facebook, monopólios, divisão social, iFutilidades, epidemia de depressão, tudo cada vez mais caro e apartamentos cada vez menores. Daqui a pouco nem carne vamos comer, igual os pobres de antigamente. Estamos melhorando ou apenas iludidos? Fica a reflexão. Uma coisa é certa, o século 21 tá sendo decepcionante.

    • Tecnologia sim. Inclusão digital, nem tanto. Tem coisa que realmente avança e facilita nossa vida, e não tem toda essa hype como tem redezinha social que não passa de um microfone na mão de gente desgraçada da cabeça

  • Pouca gente ainda consome quadrinhos
    Quadrinhos no sentido tradicional, o bloco de folhas impressas, talvez. Mas Webtoons, que já fazem sucesso o suficiente na Ásia a ponto de vários serem adaptados para filmes e animações, estão se popularizando cada vez mais pra este lado do mundo. A plataforma mais popular é o Line Webtoon, disponível em vários idiomas, é relativamente fácil de monetizar um quadrinho lá, fica a dica.
    De qualquer forma, nada que envolva leitura cai no gosto do povão. Mesmo que faça sucesso, sempre será nicho, não um assunto popular o bastante pra se falar num bar, por exemplo. Aceitemos a realidade.

    Em tempo: Pena que a tecnologia e a medicina modernas não deixam essa geração se autodestruir e haver uma limpa na humanidade. É o mundo emburrecendo pra agradar pessoas com parafilias.

    • Eu lembro do site do webtoons de alguns anos atrás. Não era muito a minha praia, mas fiquei impressionado com o tamanho que isso conquistou. Se a Coreia do Sul continuar com tanta força para exportar cultura, em alguns anos isso pode mesmo tomar o mercado mais jovem.

      Bem interessante.

  • Somir, se grandes empresas forem dar ouvidos aos lacradores, todos os produtos das mesmas vão precisar mudar. Eles não se satisfazem nunca.
    Eu vejo isso somente como uma tentativa “pra ver no que dá”
    No fundo a maioria das pessoas é totalmente anti-lacre, e isso manda no mercado.

    • Mas o ponto desse argumento é que as empresas acharam um jeito de enganar os lacradores. Eles ouvem sim, mas o suficiente para continuar lucrando com a maioria que não é.

    • As pessoas acham essa turminha idiota da lacração com um discurso pronto e chato. São os revolucionários de boutique. Acham que estão fazendo do mundo um lugar melhor, mas tem uma compreensão bem superficial da própria estratificação socioeconômica.
      O Youtube apelou a criadores de conteudo “independentes” porque tentar tirar players da midia “tradicional” seria mais custoso financeiramente e isso se reverteria em resultados fracos ou até mesmo em prejuízo pro conglomerado.
      De um lado são os Social Justice Warriors e de outro são os Edgelords do “politicamente incorreto”. Ambos os lados passam só vergonha alheia, mas eles marcando espaço é a garantia da continuação do circo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Relatório de erros de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: