Castigo da China.

Como todos já devem ter percebido, aqui nós levamos a pandemia a sério. E como existem motivos razoáveis para acreditar que houve no mínimo negligência chinesa nas contaminações iniciais, Sally e Somir discutem qual seria a forma ideal de punição. Os impopulares pegam suas tochas.

Tema de hoje: se ficar comprovado que a China omitiu dados que poderiam ter evitado a pandemia, como deve ser punida?

SOMIR

Caso seja possível definir culpa para a China na forma como lidou inicialmente com o coronavírus, suprimindo e maquiando dados para fingir ser mais competente ou mesmo para proteger sua economia, devem ser atingidos financeiramente com mecanismos clássicos, já existentes. Sanções econômicas e reparações são a melhor arma que temos nesses casos.

Estamos falando de Estados, não pessoas. Por mais que eu honestamente acredite que podemos fazer melhor, o sistema de punições físicas e/ou de privação de liberdade se provou eficiente com o passar dos milênios para controlar indivíduos, mas não muito para controlar grupos. Historicamente, punir todo um povo como se puniria um indivíduo é um tiro que sai pela culatra, te deixando com ainda mais problemas do que os iniciais.

Se o Estado erra, o Estado tem que pagar. Por mais que sanções econômicas e reparações causem problemas para a vida do indivíduo, elas são difusas o suficiente para não fazer o cidadão se sentir diretamente atingido. Tem uma questão psicológica importante aqui: por mais que as pessoas se sintam parte de uma nação e adorem falar das conquistas coletivas dela como se fossem suas, detestam a ideia de pagar pessoalmente pelos erros de terceiros.

E isso é fácil de imaginar nos dias atuais: se quando as viagens internacionais forem reabertas nenhum outro país quiser aceitar brasileiros, você vai ficar puto da vida, não? Ainda mais se você não é um negacionista. Você fez quarentena direitinho, levou a doença a sério, mas por causa da imagem internacional do Bolsonaro, todo mundo acha que você é incapaz de seguir regras básicas de saúde pública. Parece justo?

Povos que são estigmatizados por causa de seus líderes tendem a ficar cada vez mais radicais, seja pela escalada das insanidades do poder público que agora criar inimigos nas fronteiras, seja pelo senso de união causado por um povo que se vê injustiçado pelo resto do mundo. Esse tipo de radicalização não é saudável nem no Brasil, imagine na segunda maior economia do mundo (prestes a se tornar a primeira), com mais de um bilhão de pessoas?

Hitler foi também o resultado de uma punição excessiva contra a Alemanha depois do final da Primeira Guerra Mundial. Sim, reclamavam muito das reparações, mas a ocupação de territórios e a exploração continental do povo alemão nos anos seguintes criaram terreno fértil para o nascimento de um regime radical. Hoje em dia temos essas lições para seguir, tanto que a forma de criar punições para países depois da Segunda Guerra Mundial mudou consideravelmente. Alemanha e Japão foram reconstruídos pelos americanos. Não por bondade, mas pela lição de algumas décadas anteriores. Não atinja o povo diretamente se não quiser criar uma nova guerra no futuro. E francamente, tudo o que o mundo não precisa é de uma China disposta a lutar.

Por isso, punições devem ser claramente direcionadas à máquina pública de um país. Isso causa impactos menores na vida cotidiana das pessoas (no curto prazo) e não facilita tanto a narrativa de ataque estrangeiro. Como a primeira onda de impactos acerta diretamente o governo, ele perde poder de investimento em funções menos essenciais: um governo comunista, por exemplo, não se sustenta sem uma inchada folha salarial e um imenso sangramento dos cofres públicos para sustentar a corrupção oficial. Países como a China precisam manter muito dinheiro girando como gastos oficiais para se manterem viáveis.

Até por isso, eu nem iria além de sanções comerciais. Reparações são um mecanismo que já caiu em desuso, e muito provavelmente por tornar clara demais a punição para o cidadão comum: é como adicionar um imposto que vai para pagar as contas de outro país. E a não ser que você seja a Suécia, não acha bonito pagar contas de outros países…

Sanções comerciais já geram punição para o Estado chinês, que apesar do verniz capitalista de suas megacorporações, ainda mantém um simbiose importante entre capital privado e público. O governo investe em empresas privadas controladas por membros do Partido Comunista. E mesmo tendo um imenso mercado interno, quando pensamos em China, pensamos em importações e exportações. O comércio internacional é parte integrante do modelo chinês, e qualquer impedimento nesse mecanismo gera problemas consideráveis para o poder vigente.

O chinês médio seja até menos culpado pelos problemas causados por seu governo do que o brasileiro médio, por exemplo. Eles já nasceram sob uma ditadura, extremamente controladora desde sua concepção. O povo chinês não se rebela porque apesar dos pesares, as coisas ainda funcionam. Não sabemos quanto tempo o modelo chinês resiste, mas por enquanto, o país continua crescendo e acumulando riquezas. Nenhum outro povo pode se dizer muito superior nesse sentido. Se Bolsonaro tivesse feito o Brasil crescer economicamente e aumentado a renda média do povo, podem apostar que já teria sido carregado pelo povo para uma ditadura a essa altura do campeonato.

O que a China provavelmente fez no começo da crise do coronavírus é um crime contra a humanidade, mas que fique claro que foi o governo chinês, não o chinês médio. O governo deve ser punido. E para tal, nada melhor do que criar barreiras econômicas que diminuam a competitividade deles e reduzam consideravelmente o crescimento econômico do país. O sistema “comunista” custa muito caro para se manter, e sem crescimento constante, é bem provável que o povo se volte contra o governo. Não sem uma fase de reclamar dos EUA e da Europa, mas eventualmente, o dinheiro fala mais alto. A China não é a Coréia do Norte, é muita gente e muita conexão com o resto do mundo para sustentar um regime totalitário sem pagar suas contas em dia.

A punição para a China tem que ser realizada contra a máquina governamental, e não diretamente contra o cidadão. O cidadão vai sofrer quando o país perder competitividade, mas pelo menos ele tem a opção de se rebelar contra o governo. Se for qualquer outro tipo de punição que fira o orgulho pessoal ou que torne clara a relação de sofrimento com ações de países estrangeiros, fazemos com que a China se torne um barril de pólvora, e que o governo tenha a chance de continuar fazendo tudo errado, dessa vez, com muito mais apoio popular.

Sanções econômicas de importações e exportações são uma merda, mas são a melhor merda que temos.

Para nos chamar de conspiradores, para dizer que a culpa é dos EUA (coloca sanções neles então), ou mesmo para dizer que crime é algo que uma pessoa sem poder comete: somir@desfavor.com

SALLY

Se ficar provado, sem sobra de dúvidas, que a China omitiu dados fundamentais que poderiam ter freado a disseminação mundial do Coronavírus, como ela deveria ser punida?

De todas as formas possíveis e imagináveis, inclusive de formas novas, inéditas até então. Colocar em risco a vida das pessoas do mundo todo pede mais, muito mais do que sanções econômicas.

Estamos falando de forma ampla, qualquer omissão de dados, desde ter criado o vírus em laboratório para foder com o mundo até ter omitido um vírus que surgiu sem querer. Não importa qual é a omissão, o que importa é que, se tivessem sido mais transparentes, a pandemia poderia ter sido evitada. Esse é o critério.

Se isso for provado, se o mundo inteiro se fodeu por causa de uma omissão de um país em interesse próprio, tem que botar para foder. Não é por ser a China, qualquer país que pudesse ter evitado esse grau de danação mundial e optou por não fazê-lo merece punições fora da regra. Confesso que eu nem sei quais punições são viáveis, mas meu argumento é: todas as possíveis.

Para começo de conversa, eu faria o país pagar o prejuízo financeiro que todos os países tiveram com a doença. Pode parcelar, eu sou uma pessoa legal. Vai passar os próximos cem anos pagando carnê omissão para 300 países, foda-se o quanto isso vai comprometer a economia. Além disso, teria que pagar também uma indenização a cada país que sofreu as consequências dessa omissão.

Mas isso não basta. Isso é pouco. Eu criaria sanções novas, coisas para entrar na história, de modo a que todos os países pensem duas vezes se realmente vale a pena mentir assim. Certamente é possível estipular punições incríveis, que entrem para a história e que façam todos os países optarem por dizer a verdade com medo do que pode vir.

Não seria difícil impor o cumprimento das punições, afinal, o mundo inteiro estaria putíssimo com a China por causa de seus mortos e pela danação econômica causada. Quando o mundo inteiro está contra você, é melhor colaborar, pois, na melhor das hipóteses vem um embargo financeiro, na pior, uma bomba. Não recomendo peitar o mundo inteiro, o resultado não seria muito bom para o país.

Por alto, uma das punições possíveis seriam a proibição do país em sediar qualquer evento possível e imaginável por muito tempo. Também gostaria de ver a prisão perpétua via qualquer tribunal internacional de todos aqueles que, de alguma forma, foram coniventes com a ocultação dentro do país. Mais: se ainda não existisse vacina ou cura, usaria eles como cobaias para todo tipo de tratamento experimental.

“Mas Sally, nada disso é possível”. Tá bom, se não for possível não faz. Meu argumento é: todas as punições possíveis. Reúne os principais líderes mundiais e cada um apresenta sugestões, com certeza ia aparecer muita coisa possível e divertida. Pessoas putas ficam criativas.

Também acho que deveria ser imposta fiscalização ao país por entidades internacionais pelas próximas décadas e a proibição de que qualquer político que ocupou um cargo de poder nesse período possa se eleger novamente. Laboratórios fechados. Manipulação de qualquer coisa de risco fechado: energia nuclear, genética, fábrica de facas. Foda-se, vai produzir tecido e plantar batatas pelas próximas décadas, até aprenderem a ter responsabilidade.

Acha exagero? Se ficasse provado que o país podia ter evitado esse desastre todo e não o fez, eles simplesmente colocaram em risco todas as vidas do mundo. Isso é muito sério, muito grave, para se ater ao protocolo padrão de represálias. Uma coisa desse tamanho exige medidas duras e excepcionais, para que ninguém nunca mais pense em fazer nada parecido. Não, não tá tudo bem em colocar em risco todas as vidas do mundo. Não, não vai ficar impune.

Daí alguma alma boa pode dizer: “Mas Sally, isso fere a soberania do país”. E eu respondo: foda-se. O país feriu a vida e a economia de outros 300 países, eu quero que sua soberania vá para a casa do caralho. Por mim, além do país perder sua soberania, ainda seria renomeado República dos Mentiroso Sem Higiene.

Todo tipo de desgosto e humilhação é válida, mas, que fique claro, para os responsáveis. O povo não tem culpa nenhuma. Por isso, abriria a possibilidade para que o cidadão chinês que quisesse sair desse país pudesse ser acolhido por outros, de modo a esvaziar sua força de trabalho e permitir a quem não compactua com essa escrotidão um novo lar.

Eu insistiria em algo massivo, tipo lamento pelo Holocausto. Museus, placas, todo tipo de lembrança constante de quantas pessoas a China matou. As plantações deles teriam que ter o formato de frases “A OMISSÃO DO GOVERNO CHINÊS GEROU X MORTOS PELO MUNDO”. Os ETs dos Crop Circles iam ficar com inveja.

Desde tatuar na testa dos envolvidos “Sou omissor e vacilão” até mandar fazer uma estátua deles levando pedrada em cada país afetado. Zero ética, zero limites, zero bom gosto. Acho que tem que fazer um escândalo em cima disso, um escândalo que entre para história, que dure séculos, para mandar um recado claro aos outros países: não compensa omitir dados importantes que podem afetar o mundo todo.

Não se deixe enganar, SE ficar provado que a China podia impedir essa pandemia e não impediu (e até agora não há provas disso), o que o país fez pode ser comparado a jogar uma bomba atômica em cada país afetado. É grave, muito grave.

O que aconteceu foi extraordinário e, como tal, pede medidas extraordinárias em resposta. Os mortos não voltam à vida por uma punição dos responsáveis, mas uma punição exemplar certamente pode evitar que outros países se comportem assim no futuro, prevenindo que mais inocentes morram.

Por muito menos do que isso já aconteceram guerras sangrentas e todo tipo de covardia. O que estou sugerindo é apenas punir os responsáveis e tirar qualquer poder do país, como nação. Isso não é nada quando comparado aos milhões de mortes que poderiam ter sido evitadas. Infelizmente o ser humano é assim: dificilmente deixa de fazer merda por consciência, mas certamente deixa de fazer merda pelo medo.

Para dizer que minhas ideias são tímidas quando comparadas com as suas, para dizer que tinha que punir a China e ainda punir a Rússia pelos acidentes nucleares ou ainda para dizer que se ficar provado que eles tem culpa, vai acontecer coisa muito pior: sally@desfavor.com

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Comentários (21)

  • Cara, a China tem que ser tratada como pária pelas lideranças mundiais; ser totalmente isolada do resto do mundo. Nada menos do que isso. Foda-se se o país é um dos mais poderosos e influentes da atualidade, o que o país fez, ao se omitir, foi equivalente a um ataque com armas biológicas – só que com alcance global.

    Isso é algo que não pode ficar nem punição, como se nada tivesse acontecido. Qualquer punição que seja realmente dura para a China é 100% válida!

  • De todas as formas possíveis e imagináveis, inclusive de formas novas, inéditas até então. Colocar em risco a vida das pessoas do mundo todo pede mais, muito mais do que sanções econômicas. [2]

    Por mim que se explodam! A maioria dessas doenças vem de lá! Já deveriam ter posto um belo freio nesses comedores de morcego faz tempo!

    • Assino embaixo. De tempos em tempos, alguma doença/pandemia/whatever acaba se originando naquele país.

      Eu ri com o texto da Sally, ela definitivamente estava full pistola, mas eu concordo plenamente com ela. Se ficar provado que a China é culpada, que o país omitiu a existência da doença, e que isso podia ter feito a diferença para que a pandemia não se alastrasse pelo mundo… os outros países não têm nada que passar a mão na cabeça da China. Têm mais é que botar pra f***r mesmo. É pra puni-la de uma forma que faça a China e o resto do mundo aprenderem a nunca mais fazer esse tipo de coisa.

  • Já que, devido ao modo como montamos nosso comércio internacional, ficamos irreversivelmente reféns da China, de modo que se tirarmos a produção de tudo que tem lá e voltar para os países de origem, os preços de diversos produtos de consumo podem disparar, acho que uma saída viável seria pensar em uma punição de efeitos bastante prolongados que mostre aos demais países as consequências de fazer o que a China fez.

    Uma ideia que me ocorreu seria obrigar a China, sob pena de bloqueios comerciais globais para exportação e importação, a fomentar três fundos internacionais:

    – um fundo de combate a pandemias, que visa ser uma linha de crédito ultra facilitado para financiar empresas, nações e instituições como laboratórios e universidades nas áreas de pesquisa e desenvolvimento de vacinas, medicamentos e técnicas de combate a pandemias;
    – um fundo de socorro às vítimas do Covid-19, disponível para reparação de países, instituições e empresas que tenham sido afetados de qualquer maneira pela pandemia de coronavírus;
    – e um fundo acessível para organizações de combate epidemiológico, e instituições que desejam realizar trabalhos educacionais mundo afora, ministrando aulas e palestras sobre boas práticas sanitárias e de higiene, prevenção de epidemias, e por que não, instituições e organizações que desejem combater a ideologia do Partido Comunista Chinês.

    O fomento a esses fundos é obrigatório por no mínimo 50 anos, podendo ser renovados por outros 50.

  • Como simbologia, a China deveria entregar 19% do seu PIB de 2019 para a OMS financiar o desenvolvimento da vacina para a COVID-19 e, se sobrar dinheiro, para outras vacinas. Naturalmente, a OMS faria o teste em cobaias chinesas (preferencialmente os culpados pela disseminação da epidemia pelo mundo), utilizando-se de mão-de-obra nas universidades e institutos de pesquisa chineses. Toda vez que os recursos para pesquisa acabarem, a China deve novamente entregar 19% do PIB, sempre o de maior valor.

    Alternativamente, a China poderia enviar esses mesmos 19% para a UNESCO, que se encarregaria de providenciar oportunidades de educação para cidadãos de famílias afetadas pela pandemia pelo mundo. E as faculdades e universidades de lá deverão receber esses cidadãos de braços abertos em suas instituições de ensino, custeando integralmente seus estudos.

    Nesse sentido, as multinacionais chinesas serão também obrigadas a destinar cotas significativas de vagas em suas empresas para esses cidadãos afetados, desde o peão de fábrica até o membro do conselho de administração. Caso contrário, qualquer produto chinês, importado ou produzido localmente, deverá ser sobretaxado em 19% e receber um selo com o desenho do coronavírus, pelo período de 19 anos, renováveis por outros 19 anos até dezenove vezes.

    Uma terceira punição seria a Organização Mundial do Comércio obrigar a China a passar esses 19% para um programa de desenvolvimento de negócios e indústrias pelo mundo, tendo o mercado chinês como comprador obrigatório dos produtos e serviços dos empresários beneficiados pela OMC por 19 anos, renováveis por 19 anos até dezenove vezes. Independente da qualidade dos produtos exportados, tais como aqueles artesanatos regionais simplórios e de gosto duvidoso, brinquedos pintados de chumbo ou músicas da Anitta. É mais do que hora deles sentirem de volta o gosto dos venenos e toxinas das porcarias que eles espalham pelo mundo sem qualquer pudor.

    Por fim, o Instituto Nobel poderia ajudar os chineses a instaurar uma premiação equivalente: o Prêmio Li Wenliang, em homenagem ao médico que foi silenciado quando tentou avisar o mundo da epidemia, e acabou morrendo por causa da doença. Os prêmios poderiam ser entregues na sede do Partido Comunista, contendo as categorias “Democracia”, “Liberdade de Expressão”, “Defesa da Sociedade”, “Higiene”, entre outros.

  • Vai dar em nada se a descobrirem que a China tem alguma culpa, qualquer culpa, pelo covid ou pelas vespas assassinas. O mundo é cuzão demais. As RI estão sendo regidas pela Paz Perpétua de Kant, aquele filho da puta que nunca saiu dos jardins da mansão da esposa. E, essa porra de auto determinação dos povos e soberania nacional só serve para safar o europeu de ter que intervir nas guerras civis diárias que acontecem nos países africanos. No mais, pau no cu do partido comunista chinês. Duvido que o laranjinha tenha coragem de jogar um estalinho no Zhongnanhai (busquei no google essa merda).
    Somir = o que eu deveria ser
    Sally = meu espírito animal

    • Vou ter que discordar, nenhum país que sofreu “intervenção” aka. invasão de países ocidentais melhorou depois. Tipo a Líbia, só pra citar um dos vários exemplos. Era um dos países mais ricos e estáveis da África, apesar de ser uma ditadura. Mas os ocidentais quiseram levar “democracia” e hoje o país está em frangalhos.

  • Entendo a putez da Sally, mas a minha tendência é concordar com o Somir. Entretanto, eu também temo que sanções econômicas – ainda que tencionando atingir diretamente apenas o Estado e não os cidadãos – seriam, infelizmente, inócuas. A China cresceu demais nas últimas décadas, tem influência em coisas que a gente nem imagina e, com praticamente todo mundo dependente de sua produção baratíssima e em larguíssimaa escala, chegamos a um problema apontado pelo Anubian: “tirando as empresas da China, o preço de praticamente tudo subiria às alturas. Nada muito atrativo para um momento de crise mundial.”

  • De todas as formas possíveis e imagináveis, como disse a Sally, mas foco em duas coisas.

    Como o Somir disse, sanções econômicas. O ideal seria que, no mínimo, os países civilizados tirassem suas linhas de produção da China e expulsassem as empresas chinesas de seus países. Só isso já minaria, em muito, o poder do Partido Comunista Chinês. Só que, o dinheiro fala alto, muito alto, e poder contar com mão de obra escrava pra produzir os iPhones e os tênis da Nike conta muito. Acho difícil isso se concretizar, ainda mais que tirando as empresas da China, o preço de praticamente tudo subiria às alturas. Nada muito atrativo para um momento de crise mundial.

    A outra parte seria expulsar a China e seus representantes (ou seja, membros do Partido Comunista Chinês) de toda sorte de comitês, organizações, sociedades, empresas e o caralho a quatro. O problema é que os representantes do Partido Comunista Chinês não são mais só os seus membros oficiais; muita gente de muita influência e de todas as origens e nacionalidades já foi comprada pelo partido. Mesmo que expulsassem os chineses, eles ainda teriam tentáculos na ONU, na OMS, na UE…

  • Deveria também isolar a China de absolutamente tudo. Que se foda ser o maior parceiro comercial, se não compensa os danos maiores. Os países que se reinventem as formas de negócio. Nem o 5G eles são donos sozinhos, tem outros concorrentes. Eles já são fechados na ditadura, então que fiquem isolados de vez!

  • E vcs tão ligados no ataque das vespas assassinas aquelas de 6 centímetros que voam 40km/h também, certo? Vem da China pra variar e não tão combatendo igual fizeram no corona. A indenização tem que ser dobrada!

  • Sally tá com sangue “nos zóio”, hehehe.
    Mas acho difícil que passe de sanções econômicas… até porque a China é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Relações Internacionais é assim, manda quem pode, obedece quem tem juízo.

  • Omitiu sim, cara! E a OMS é fechadona com a China. A indenização tinha que correr solta. Pena que no Brasil ia parar no bolso de políticos, não ia ser revettida pra quem realmente teve prejuízo e desemprego com o país parado. Mas em outros países ia ser bem usada.

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