Desinformação.

O site da conceituada Universidade Johns Hopkins, referência no monitoramento da covid-19 no mundo, passará a trazer dados defasados sobre a situação brasileira após o governo brasileiro retirar do site oficial da covid-19 os números consolidados sobre a pandemia no país. LINK


A Organização Mundial da Saúde (OMS) esclareceu durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (09) a declaração de que é “raro que pessoas assintomáticas possam transmitir o novo coronavírus”, dada aos jornalistas 24 horas antes pela chefe do programa de Emergências, Maria van Kerkhove. LINK


De forma intencional (como no caso do governo brasileiro) ou acidental (como no caso da OMS), a desinformação vai se tornando um dos sintomas mais comuns da pandemia. Desfavor da semana.

SALLY

Hoje estou realmente chateada, levando para o pessoal. O tema de hoje pisou no meu calo. É inadmissível que em meio a uma pandemia desta proporção esteja todo mundo batendo cabeça e não conseguindo passar informações de forma clara e acessível. A humanidade depende da colaboração de todos para conter esta pandemia e a colaboração só virá se as pessoas entenderem o que está acontecendo e souberem o que deve ser feito.

Informações desencontradas, contraditórias ou complexas demais para serem imediatamente assimiladas jogam contra toda a humanidade. Vou repetir o que sempre digo: não existe “eu” em pandemia. Ou sai todo mundo junto, ou se afunda todo mundo junto. Bastou UM contaminado para espalhar esta porcaria para o mundo todo. Ou todos tomamos os cuidados necessários ou todos continuaremos nesse inferno.

A incapacidade de gestores e cientistas de falar de forma simples, clara e palatável está me deixando puta da vida. Você não é obrigado a saber fazer isso, mas se não sabe, chame alguém que sabe para te ajudar. Fazer a mensagem certa chegar a destinadores finais tão diversos (no caso, pessoas do mundo todo), requer os melhores em matéria de comunicação.

Vamos começar falando do Brasil. A coisa está tão bagunçada que nem o Somir soube me explicar exatamente quais são as restrições vigentes neste momento. Se nem ele entende, imagina o cidadão médio. Ao não entender (e na ausência de fiscalização), a pessoa acaba fazendo o que quer, o que ela acha sensato, o que ela acha melhor. E quando você deixa as coisas a critério do discernimento do brasileiro médio, as chances de tudo dar errado são muitas.

O que está acontecendo precisa ser comunicado de forma clara: contágio, lotação hospitalar, mortos, etc. O que te coloca em risco precisa ser comunicado de forma clara: qual é grau de risco que cada conduta implica, qual é o grau de proteção que cada medida proporciona, qual é a forma segura de peidar na cara do seu colega (piada interna) etc. TUDO tem que ser explicado de forma clara e simples: o que é vírus, como ele funciona, o básico do básico, explicado de forma acessível, que não faça a pessoa que está lendo se sentir uma burra por não entender direito. Estou falando muito sério, nem que seja com um show de fantoches, essas informações precisam chegar nos destinatários!

Não vejo isso acontecendo. Vejo informações soltas, cuspidas, contadas sem a menor didática. E, nem vejo tanto problema por ser uma situação dinâmica, onde o tempo todo se descobrem coisas novas. Se isso fosse deixado claro, fazer as alterações e correções necessárias seria menos confuso. Nem que para isso fosse necessário desenhar: disponibilizar online um grande painel com o que se sabe de um lado e o que mudou do outro. O que ainda vale e o que não vale mais. Repito: a informação tem que chegar e, por ser um assunto que causa desgosto, tem que chegar da forma mais agradável, lúdica e palatável possível.

E dessa vez o erro não é apenas do Brasil. O grande farol mundial que deveria nortear essas decisões, a OMS (Organização Mundial da Saúde) também está metendo os pés pelas mãos. Deram uma declaração infeliz causando uma grande confusão na cabeça das pessoas, dizendo que o contágio por assintomáticos (pessoas que contraem coronavírus mas nunca manifestam qualquer sintoma) é muito rara. Isso levou as pessoas a concluírem que só quem está com febre representa um perigo de contágio.

Essa conclusão é errada. O contágio por assintomáticos pode ser menos comum (de forma alguma é inexistente), mas o contágio por pré-sintomáticos (pessoas que estão contaminadas, ainda não apresentaram sintomas, mas vão apresentar sintomas posteriormente) é extremamente comum. Sem uma bola de cristal, no Brasil você não vai saber se aquela pessoa é assintomática (nunca desenvolverá sintomas) ou pré-sintomatica (está contaminada e em alguns dias desenvolverá sintomas). A única solução é se proteger da forma mais ampla possível, fazendo um isolamento social decente.

Mas, essa fala infeliz da OMS (não foi um comunicado, ok? Foi em meio a uma entrevista, respondendo a uma pergunta) deu munição para que os terraplanistas da ciência concluam automaticamente que pessoas sem sintoma não podem te contaminar. É óbvio que uma porra de uma Diretora Técnica não vai saber falar para o mundo todo de forma simples. A OMS deveria ter, neste momento, a equipe de comunicação mais foda do mundo, pois em boa parte, disso depende o controle da pandemia.

Nem que recrutem duas ou três pessoas de cada país para passar as novidades e responder a perguntas de uma forma que os habitantes de cada país entendam. É fundamental. Não dá para fazer essa gambiarra de pegar gente cujo dom não é a fala e jogar na frente do microfone. Mas não, deixaram a mulher falar essa bosta e a notícia voou como um rastilho de pólvora por redes sociais e virou verdade. Quero ver desfazer essa merda agora, brasileiro se apega a informações que o favorecem e não as solta nem com intervenção cirúrgica.

Hora de a ciência descer do pedestal e entender que não basta saber, é preciso saber passar adiante, mesmo que para isso tenha que pedir ajuda. Hora de falar simples, falar fácil, falar de forma a que o habitante mais ignorante da Terra compreenda, pois para vencer uma pandemia precisamos da colaboração de todos, absolutamente todos. Se todos não estiverem absolutamente cientes de como se cuidar, se não compreenderem o processo de contágio e de ação do vírus no organismo essa pandemia não acaba nunca.

Ser humanos não é cachorro. Cachorro você manda sentar e ele senta, porque sim. Quando o ser humano entende o que está acontecendo, compreende o que motiva a ação que está sendo pedida, o resultado é infinitamente melhor. Chega desse pensamento lixo de que o povo tem que fazer porque o governante mandou. Não cola mais, não está dando certo. Vamos empoderar as pessoas com informação, com conhecimento, é a única forma de jogar luz nas trevas.

Sei que existe uma geração perdida, que acredita que a Terra é plana, que vacina faz mal e que homeopatia e astrologia funcionam. Para esses, não há resgate. Mas eles só ficaram assim por falta de luz, de conhecimento, de informação em suas vidas. Se jogarmos luz nas pessoas desde pequenas, elas crescerão raciocinando, sendo críticas, aptas e tomar boas decisões e replicar esse conhecimento, gerando um círculo virtuoso.

Hoje, tudo que vemos é gente confundindo a cabeça do povo. Eu sei que muitas pessoas, talvez a maioria, não saiba, não consiga ou não tenha treinamento para falar/escrever “fácil”. Mas existem pessoas que conseguem falar de forma palatável sobre qualquer assunto, que são treinadas para isso, tem um dom ou aprenderam de alguma forma – e é hora de recrutar essas pessoas. Se há informações cruciais para salvar vidas que precisam ser democratizadas e quem as detém não sabe falar fácil e acessível, pede ajuda para quem sabe, cacete!

O que me deixa mais puta é que passar informação de forma clara e acessível nem sequer é um bicho de sete cabeças. Existem muitas pessoas capazes de fazer isso. Não requer bilhões em investimento nem tecnologia de ponta, apenas pessoas com clareza mental que saibam falar para todos os públicos. Requer apenas a humildade de muitas figuras ou entidades que detém poder em dizer “preciso de ajuda para me comunicar, não consigo fazer isso sozinho”.

Se eu tivesse que apontar um propósito para a minha vida, seria o de propagar o máximo de informação que conseguir e fazê-la alcançar o máximo de pessoas que queiram ter acesso a ela. Tudo que fiz na minha vida está entrelaçado nesse objetivo, inclusive o Desfavor. Por isso, ver a desinformação, a confusão e a lambança que estão fazendo com conteúdo que é crucial para evitar muitas mortes me revira o estômago. Estou muito chateada, de verdade, com o tiro no pé que a humanidade está dando, quando há uma solução seria totalmente viável.

As pessoas QUEREM saber, querem entender, querem informação. Mas o que chega até elas é intragável, confuso, excludente. Não é à toa que pequenos focos de luz, pessoas que conseguem falar de forma relativamente acessível sobre o tema, estão explodindo de seguidores, como é o caso do Atila Iamarino, que já ultrapassou um milhão de inscritos em seu canal no Youtube. Há procura, há demanda, o que não há é a humildade de recorrer a quem possa ajudar a se comunicar de forma clara com todas as tribos.

Não vamos sair dessa sozinhos. Ou sai todo mundo junto, ou fica todo mundo na merda. Não vamos sair dessa se todos não estiverem muito bem informados e conscientizados da gravidade do problema. Hora de romper a barreira elitista da ciência, de romper a barreira formal da política, de romper todo e qualquer obstáculo à informação clara, didática e facilmente digerível pelo bem da humanidade: sem informação acessível não se combate essa pandemia.

Para dizer que de fato eu presto um grande serviço à humanidade perdendo meu tempo falando de peidos, para dizer que a imbecilidade alheia te deixou tão revoltado que agora você quer ver o povo se foder mesmo ou ainda para dizer que a sugestão dos fantoches parece ser a melhor forma: sally@desfavor.com

SOMIR

Reza a lenda que a pessoa que escrevia as manchetes era a mais bem paga dos jornais do passado. Um título chamativo vendia mais edições, conquistando a atenção dos leitores na banca. Se isso é verdade ou não, não sei. Mas é o tipo da frase que faz sentido e vira uma boa conversa no bar. Pode até que ser que te achem uma pessoa sabida.

E o curioso é que no final das contas, essa ideia de que quem escreve manchetes recebe mais que quem escreve as reportagens é também… uma manchete. Uma frase curta na qual você pode projetar muitas ideias. Talvez você ache um sinal da futilidade humana recompensar quem faz o trabalho de chamar atenção, talvez você ache que as pessoas precisam mesmo trabalhar junto com talentos diferentes para fazer algo melhor, ou pode ser que ache que isso explica a corrupção da imprensa… a manchete é um veículo ideal para tirar da sua cabeça ideias que você já tinha.

Como hoje em dia vivemos numa era de saturação de dados, somos impactados por manchetes constantemente. Informações curtas feitas para serem chamativas e venderem mais cliques, visualizações e tempo de atenção no concorridíssimo mercado da informação. Seja para te vender influência ou te fazer ver anúncios, a disputa pela sua atenção existe num nível nunca visto anteriormente na humanidade. Nem mesmo reis da antiguidade tinham tanta gente lutando por um minuto de seu interesse como o cidadão médio do século XXI.

E é claro, isso tem consequências: é muito provável que boa parte da sua concepção da realidade seja formada por manchetes. Continuamos com dias de 24 horas e a necessidade de dormir quase um terço disso para sobrevivermos; se você for se informar sobre tudo o que chega até você nesse formato incompleto e apelativo, não faz mais nada da vida. Acabamos resignados em consumir manchetes e escolher, quase que aleatoriamente, no que vamos nos aprofundar.

Quase, porque a maioria de nós tem um ou mais temas mais queridos, algo que é mais fácil estudar e que por você ter mais conhecimento prévio, entende mais rapidamente. Nesse ou nesses temas, costumamos ser mais resistentes à cultura das manchetes, percebendo rapidamente quando algo não faz sentido ou mesmo sabendo onde procurar informações mais confiáveis. E esses temas não precisam ser amores de longa data, eu sei por experiência própria que é muito possível ter “casos” com alguns assuntos de interesse por algumas semanas ou meses e esquecer tudo algum tempo depois.

O problema é que todas essas ideias relativamente fáceis de entender separadamente se unem no cenário atual e começam a causar alguns problemas: somos bombardeados com manchetes por todos os lados, e não temos tempo para todas. O natural é preencher as lacunas com o que já temos de conhecimento. Por isso que qualquer fato pode ser distorcido numa disputa ideológica: sem todos os dados, cada um completa a informação com o que já acredita. Quem queria negar a pandemia viu a notícia sobre a transmissão do coronavírus por assintomáticos ser rara e completou automaticamente com uma grande conspiração para forçar todo mundo a ficar em casa. Quem estava só seguindo as manchetes se sentiu traído por só avisarem isso agora, e começou a pensar que talvez desse para sair da quarentena e acabar logo com esse sofrimento.

Mas só quem tinha interesse no assunto clicou no link. Talvez fosse um tema querido ou algo relacionado com um deles. Durante a pandemia, ter um “caso” de interesse com epidemiologia não é uma má ideia. Quem clicou para ler mais e foi seguir boas fontes de informação logo percebeu que aquilo tudo não passava de uma manchete. Sally já trouxe a informação correta, então não preciso me estender aqui.

Sabendo que o mundo moderno é informado por manchetes, fica bem mais clara a estratégia do Ministério da Saúde de tornar os números de infecções e mortes confuso. Se eles não entregarem boas informações, as manchetes ficam menos incisivas. Bolsonaro não fez alarde sobre sacanear o Jornal Nacional quando perguntado sobre o tema? É possível criar muita confusão forçando as manchetes a mudar de rumo, já que é só isso que boa parte das pessoas vai ter contato. Mas, é claro, o século XXI não é para amadores nesse jogo de desinformação: rapidamente a mídia achou outra forma de buscar os dados. Toda essa história só serviu para manchar ainda mais a imagem do país, que já não tem muita reputação a zelar após se tornar o segundo país com mais mortes por Covid-19 do mundo.

O cidadão moderno sabe mais coisas com menos profundidade, e o perigo é achar que só isso serve. Você pode ter como opinar sobre milhões de assuntos diferentes, mas como provavelmente só se informa bem em um ou outro, é bem possível que todas essas opiniões sejam contaminadas. Quem se interessa muito por política politiza tudo, quem se interessa muito por sexualidade enxerga dinâmicas de poder de gêneros em tudo, quem gosta da indústria das celebridades percebe o mundo como um antro de fofocas… e para não escapar da autocrítica, como sou muito interessado em ciência e tecnologia, eu provavelmente enxergo o mundo todo como um experimento que a gente pode refazer a qualquer momento. Um mundo de manchetes é um mundo de preencher os vazios com o que queremos.

E não estou escrevendo isso para apontar o dedo na sua cara se você completou as lacunas sem estudar o assunto, todo mundo faz isso. Mas é muito importante ter essa percepção: como quase tudo o que chega até a gente é manchete, muito cuidado com as decisões que você toma baseadas numa delas. Ou você tem segurança que pode completar a informação por já ter bastante experiência com o assunto, ou é bom ir se informar melhor. Você pode até ignorar alguns temas por achar que eles não impactam diretamente na sua vida, mas alguns deles são mais universais: se vai deixar as manchetes ditarem sua visão de mundo sobre alguma coisa, que não seja saúde pública… sua vida meio que depende disso.

Para dizer só lê a chamada e já vem comentar, para dizer que nada importa e todos vamos morrer, ou mesmo para dizer que estamos fazendo controle de danos: somir@desfavor.com

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Comentários (6)

  • Fake news, boataria e disse-me-disse +gente que só lê manchetes e depreende delas o significado que quiser + ignorância e medo generalizados = MERDA!

  • Foi por causa de manchetes como essas que eu meio que desisti de ficar acompanhando notícias com a intensidade de antes e me resignei a simplesmente ficar em casa. Não parei completamente, é claro, mas minha saúde mental estava reclamando desse negócio de dizer uma coisa agora e voltar atrás no dia seguinte. A questão dos assintomáticos x pré-sintomáticos era óbvia pra mim, mas a quantidade de gente que deve ter adoecido por entender mal não deve ser pequena. É muito difícil ter esperança em dias melhores dessa maneira.

  • Hoje em dia a guerra de narrativas é onipresente e fica cada vez mais difícil separar informação de desinformação. Sempre há um patrocinador.

  • Controle de danos…HAHAHA

    Emfim, uma informação de dentro do clubinho. A comunidade acadêmica faz uma série de julgamentos, e um dos mais severos é o da especialidade. Ou seja, se você trabalha em certo modelo especifico, não está autorizado (tacitamente) a falar de um assunto que foge do seu ramo de trabalho. E como o conhecimento científico nos dias de hoje é extremamente compartimentalizado, para qualquer assunto que você pegue vai ter 0.1% de especialistas “aceitáveis” para aquele assunto, e 99,9% de cientistas que serão mal vistos se começarem a dar pitaco na área do outro, de quem “sabe aquilo de verdade”.

    Essa é uma razão pela qual boa parte da comunidade científica está “quieta”. Não se sente “emponderada”. Há uma boa dose de precaução nisso, por que as duvidas e perguntas do publico em geral são imprevisíveis e bizarras, como do tipo “comer batata doce com cruchute é bom pra covid?” e o cientista se ressente de falar “não sei”, ou “vai tomar no cu com essa pergunta bizarra do caralho”.

    Outra razão é o saco cheio no mais puro sentido. O país sempre cagou pra ciência, cagando com muito mais intensidade nos últimos anos. Agora querem que salvem o planeta, sem dar um tostão nem pra pagar o papel higiênico do laboratório. Esperavam o quê? Cientistas também são seres humanos, Sally.

    Eu fiz o que pude, até perceber que não estava fazendo diferença nenhuma. O unico efeito visível da minha pregação no deserto era o agarramento de bosominions em mim, tipo carrapato ou carrapicho. Ofereci TIRAR QUALQUER DÚVIDA DE GRAÇA A QUALQUER HORA, em paginas com mais de 5 mil seguidores. Sabe quantas perguntas vieram? Zero.

    E mesmo nessas iniciativas que temos agora, com muita qualidade, o que vejo são cientistas falando para outros cientistas, ou seja, a famosa pregação para convertidos. Bolha total. Muita empáfia, quando a gente sabe que o povão gosta de “gente como a gente”.

    Enfim, agora estou matutando bastante nisso tudo que está acontecendo, recolhi as armas e estou reorganizando os exércitos. Vamos voltar melhor depois da pandemia, podem crer.

    Bjs e abs pra vocês.

  • “destinadores finais” Não seria destinatários?
    “Ser humanos não é”
    Um comentário (podem censurar se quiserem, claro): informação clara, coerente e exposta de maneira simples não resolverá nada. O negacionismo e a confusão permanecerão.

  • É verdade, cada um fala uma coisa e ninguém sabe porra nenhuma. O governador faz um decreto, o prefeito lança outro diferente, vai o juiz derruba, hoje ônibus intermunicipal circula, amanhã não circula mais e fica todo mundo piroca da cabeça! Tem que ver o decreto do dia.

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