Rede não essencial.

Hoje em dia, redes sociais são sinônimo de internet. Com diversas funções, trazem o melhor e o pior do ser humano, com uma tendência para a segunda opção… Sally e Somir discordam sobre qual delas poderia deixar de influenciar as pessoas. Os impopulares se conectam.

Tema de hoje: se você pudesse fazer uma rede social desaparecer, qual escolheria?

SOMIR

WhatsApp. Apesar de todas as vantagens que oferece, é provavelmente a mais perigosa de todas. Facebook, Instagram e todas as outras mais especializadas com certeza não são inocentes, mas pelo menos não te facilitam tanto assim se enfiar numa câmara de eco e só escutar o que você quer do resto do mundo.

Claro que as mensagens instantâneas são muito úteis para o dia a dia, muito mais que o desfile infinito de bundas (literais e figurativas) do Instagram, mas esse monopólio da comunicação rápida que o aplicativo tem é muito mais resultado da ganância das operadoras de celular brasileiro que mérito dele. Nos EUA, o WhatsApp quase não é utilizado, por exemplo. E não é que eles usem o Telegram, é que por lá o preço das mensagens de texto (lembra do SMS?) é tão minúsculo que ninguém precisa dele.

Qualquer plano básico de celular por lá já vem com mensagens suficientes para atender até mesmo seres que passam 24 horas por dia mandando mensagens para 400 pessoas diferentes, vulgo 99% das mulheres com menos de 60 anos de idade. E o melhor, como por lá nunca se acostumaram com WhatsApp, não existem mensagens de áudio. John Lennon só não colocou “imaginem um mundo sem mensagens de áudio” na música porque morreu antes delas surgirem…

Como as operadoras brasileiras não queriam cobrar menos que o rim do seu primogênito por cada mensagem de texto, o mercado para o WhatsApp surgiu. Nos EUA o mercado se regulou e os preços da mensagens caiu tanto que o aplicativo não teve muito sucesso, mas em outros países onde é mais fácil controlar as agências reguladoras e formar cartéis, tentaram derrubar o aplicativo para manter uma cobrança elevada por mensagem. Não é à toa que o WhatsApp é especialmente popular em países emergentes. De uma certa forma, é o novo Orkut: gigantesco no Brasil e na Índia.

Se o WhatsApp sumisse, você provavelmente teria alternativas para mensagens instantâneas como “estou chegando” ou “manda o relatório” em SMS ou algum chat de outra rede social. Não existe mais um mundo sem esse tipo de mensagem, no seu ponto mais crucial, o WhatsApp é substituível sim. Mas, então por que eu estou falando em deletar o aplicativo se ele cumpre uma função essencial? Simples, por causa dos grupos. Esses sim um veneno para a sociedade.

Os grupos de WhatsApp permitem que pessoas se escondam em pequenas comunidades que apenas ecoam suas próprias ideias sem nenhuma objeção externa. Claro que isso não impede muita baixaria em forma de brigas internas, mas isso raramente é ideológico, é apenas macaquice de gente barraqueira. Numa rede social aberta, por mais que você se junte com pessoas de pensamento parecido, você continua exposto ao contraditório. Ainda está entrando em contato com estranhos e se sentindo minimamente responsável pelo o que escreve. Não é à toa que o grosso da estupidez brasileira circula por grupos de WhatsApp: se tem uma coisa que esse povo gosta mais do que dar opiniões ignorantes, é dar opiniões ignorantes sem nenhuma consequência.

Apesar de ser um grande defensor da privacidade, eu não a misturo com ausência de repercussões pelo o que você escolhe divulgar para o mundo. Se você postar uma opinião estúpida, informação falsa ou conteúdo ilegal no Instagram, por exemplo, é bem provável que seja responsabilizado por isso. Agora, no WhatsApp, só depende do grau de coesão do seu grupo. Não há mais nenhuma forma de pressão social para moderar seu comportamento. E eu nem estou falando de ser preso por uma opinião, estou falando de não poder esconder do resto do mundo que você é um imbecil. Sagrado direito de ser quão ignorante quiser se não for ilegal, mas com esses grupos fechados, fica fácil demais fermentar essa burrice até o ponto do radicalismo.

Se você estiver falando algo extremamente estúpido e ninguém te confrontar, você vai se convencendo daquilo até um ponto onde provavelmente não há mais volta. Não tem nada de bom acontecendo nos grupos de tiozões reacionários e lacradores no WhatsApp, vão apenas confirmando o que já acreditam e ignorando totalmente as falhas nas suas visões distorcidas da realidade. E aí, quando vão conversar fora dessas bolhas de aprovação, ficam putos da vida com qualquer divergência. Se a pessoa não for treinada a lidar com adversidade ideológica, vai acabar ficando violenta quando sair dessa realidade paralela.

E ainda tem a questão dos conteúdos ilegais: quando tem operação da Polícia Federal para prender pedófilo, pegam gente que fica trocando foto de criança em grupos do WhatsApp. Muito do crime organizado no país só é organizado hoje em dia por causa do WhatsApp. Esquemas de corrupção são organizados por lá. Um grupo fechado facilita muito a vida de quem está cometendo crimes. Gente assim sempre vai se comunicar de alguma forma, mas os grupos fechados facilitam demais o processo.

Sim, eu também desprezo o Instagram, sei que tem muita estupidez e até mesmo conteúdo ilegal na plataforma, mas pelo menos é praça pública. Existe um mínimo de responsabilidade pelo o que se posta e você está exposto à opinião alheia para não viver eternamente dentro dessa bolha de validação. Incentiva a futilidade? Claro. Mas entre radicalismo e futilidade, eu prefiro lidar com a segunda opção. Uma anta que só posta foto da bunda e um exército de perdedores elogiando cada novo ângulo de suas nádegas não são o melhor que a humanidade tem a oferecer, mas considerando o mundo atual, é bem fácil de lidar.

Eu me sinto mais seguro com bundas à vista do que com merdas escondidas.

Para dizer que é limpinho e não tem rede social, para dizer que tem muita bunda no WhatsApp, ou mesmo para dar bom dia para o grupo: somir@desfavor.com

SALLY

Se você pudesse fazer apenas uma rede social desaparecer para o mundo todo, qual seria? E aqui não fala apenas de extinguir a rede em questão, e sim o tipo de rede social no mesmo estilo, para que essa dinâmica seja abolida e não surja outra similar que ocupe seu lugar.

Instagram, além de ser a pior socialmente falando, é que mais encontra terreno fértil para expandir. Acredito que seja mais nociva e também a que menos acrescenta. O problema nem é a rede social em si, e sim o uso que as pessoas fazem dela. Qualquer rede social pode ser útil, educativa e divertida, mas, convencionou-se utilizar cada rede para uma coisa, e o Instagram ficou com o papel mais deplorável.

Dentro dessa convenção, o Instagram é utilizado como forma de massagear o próprio ego, de ostentação, de evasão de privacidade, de criar uma vida falsa, uma autoimagem falsa. Mais desinteressante e nocivo impossível.

Não se perderia nada se o Instagram acabasse. Quem perderia seriam os escrotos que exploram a insegurança, a baixa autoestima e necessidade de se anestesiar de pessoas com a cabecinha fodida. Esses sim deixariam de lucrar, ao serem impedidos de postar toneladas de mentiras para que gente ferrada da cabeça viva a vida dos outros por não gostar da sua.

Por mais que as pessoas rasas que vivem de acompanhar a vida (mentirosa) alheia e as pessoas carentes, que vivem de expor e ostentar a própria vida (mentirosa) sentissem uma perda com o desaparecimento do Instagram, seria, na verdade, um ganho, pois com sua ausência, acabariam sendo obrigados a levar uma vida mais saudável, mais focada na realidade e em si mesmos, ainda que por falta de escolha.

Por mais que o WhatsApp encha o saco, eu preciso dele. Não há qualquer condição de pagar uma ligação internacional cada vez que eu quiser conversar com meus amigos. Via WhatsApp se podem trocar livros, se pode fazer uma reunião de trabalho, uma avó pode ver seu neto que há semanas não vê por causa da pandemia. Há coisas úteis e bacanas que podem ser feitas.

No Instagram não, é basicamente postar foto. Não tem nada que possa ser feito pelo Instagram que não possa ser feito por outra rede social. A única diferença é que no Instagram há permissão para que seja tudo falso. Se você postar algo falso, biscoiteiro ou ostentador no Twitter, por exemplo, será massacrado.

No Instagram é permitido e aplaudido. É tudo comercial. É tudo mentira e ostentação. É um retrocesso social prestigiar uma rede social de fotos, essa egotrip só faz mal, vicia, gera uma expectativa irreal. Caso o Instagram acabe, o dano social é perto de zero: os ególatras ou os viciados na vida alheia sofreriam um pouco, mas não haveria dano maior para a sociedade. Se suprimir o WhatsApp (e, por consequência, todas as ferramentas de comunicação no estilo) se comprometeria em muito a comunicação humana. Francamente? Fake News você pode divulgar de qualquer lugar.

Não apenas dá para viver sem o Instagram, como dá para viver melhor. Parando de expor sua vida pessoal, parando de bombardear os outros com informações desinteressantes sobre a sua vida e parando de gastar tanto tempo de olho na vida alheia. Como qualquer viciado, em um primeiro momento essas pessoas sofreriam, mas depois perceberiam que uma vida melhor e mais saudável as aguarda.

Quem sabe sem uma rede social de fotos as pessoas param de viver a vida pelas lentes de um celular, mais preocupadas em fazer um bom registro do momento para ostentar do que em vivenciar o momento em si. Quem sabe invistam mais em conteúdo do que em aparência. Quem sabe parem de se expor no meio de uma pandemia para ter conteúdo para continuar ostentando.

Não é achismo meu. Cirurgiões plásticos afirmam que o número de procedimentos para que as pessoas pareçam mais bonitas em selfies aumentou muito após a febre do Instagram. Médicos afirmam que os distúrbios de autoimagem também. Então, lamento se tem pessoas te enche o saco no WhatsApp, você pode silenciá-las e usar a ferramenta só para quem te acrescenta alguma coisa. O mesmo não pode ser dito do Instagram. Qual é a foto da vida alheia que é fundamental para seu aprimoramento como pessoa?

Fora que, o WhatsApp faz o que o Instagram faz (compartilhar fotos), mas o Instagram não faz o que o WhatsApp faz (permitir um diálogo de forma rápida e eficaz). Então, se a ideia é compartilhar uma foto com uma pessoa, faça-o via WhatsApp. Mas aí não tem graça, né? Não tem centenas de pessoas vendo e jogando biscoito, para que, em troca, você vá jogar biscoito nas fotos delas.

Isso sem contar a tonelada de publicidade ilegal, abusiva, disfarçada e camuflada que existe no Instagram. A pessoa é exposta a todo lixo manipulativo que existe no mundo da publicidade, a todo tipo de “profissional” estelionatário ou amadores curiosos. Esse mundo de coaches e psicoterapeutas do inferno é mais tóxico do que Chernobyl.

Fora a hipocrisia, pois é um meio que promove tudo aquilo que seus integrantes discursam contra: objetificação da mulher, racismo, ostentação de bens materiais e estereótipos no geral. Bela perda de tempo consumir ou passar o dia tirando fotos para postar. Quem tem essa necessidade de reconhecimento pelo olhar de terceiro não deve saber seu valor e precisa dessa constante aprovação. Sugiro terapia, em vez de selfie.

Para o mundo que eu quero, para o mundo que eu considero melhor, foto da vida alheia é irrelevante. Foto da maquiagem alheia, do carro alheio, do jantar alheio, do quarto alheio, da sala alheia… Não, obrigada. Pode descartar, certamente surgirá uma coisa melhor para colocar no lugar. Tenho fé que em alguns séculos, historiadores se referirão a esta era ególatra como um período negro da humanidade, de pouca evolução e muita futilidade.

Para dizer que duvida que eu não tenha um Instagram (não tenho), para dizer que acha injusto que eu elimine uma plataforma que tira dinheiro de otários ou ainda para dizer que é uma boa hora, já que vem surgindo muita foto de gente feia por lá: sally@desfavor.com

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Comentários (24)

  • O Instagram!

    Tentei assistir duas lives que eram somente por lá,
    e falharam quase totalmente!

    Mas admito que tenho pena (até de mim, em lembrar)
    dos postadores de viagens e dos cartunistas…

  • Eu não participo de nenhuma rede social mas pra mim Instagram é a pior. Só tem ego e desfile de bundas sem sentido.

  • Nem um, nem outro. LinkedIn. Eu tenho sentido muita preguiça e vergonha alheia dessa rede. A falta de maturidade das pessoas não fica de fora por ser uma rede profissional. Ela é uma ótima ferramenta para buscar emprego, mais do que qualquer site que se propõe somente a isso, mas é impressionante como os usuários não sabem se comportar nela e a usam como facebook, Tinder, expõem a intimidade e problematizam tudo. Não digo que ela deveria sumir, mas muitos limites deveriam ser impostos.

    • Também pensei brevemente no linkedin. Opinião impopular: ooo redezinha inútil, viu? Só serve pra procurar emprego e olha lá. No mais, é um festival de massageio de egos à la instagram, com cursos de coaching que tu não fez, palestras que tu não foi, e treinamentos com nomes chiques em inglês (tipo “strategy survery” ou “component risk skills” entre tantos outros) que tu também não fez. Tudo maquiagem, só pra dizer que é lá supostamente competente em alguma coisa. Em pensar que contratos hoje rolam mais por indicação do que por análise do cv propriamente dita…

  • “mais preocupadas em fazer um bom registro do momento para ostentar do que em vivenciar o momento em si”

    Sou totalmente dessa ideia de aproveitar o momento. Tanto que não levo meu celular a aniversários e encontros de família. Quem quiser falar comigo me espera chegar em casa!

    Quanto ao WhatsApp, só uso pelo fato de meus pais morarem em um lugar em NITERÓI – RJ que não tem cobertura de nenhuma operadora de celular, mas tem internet em casa, sendo esse a única forma de manter contato, fora isso TODOS os contatos da minha agenda ( tirando uns 4 de nível profissional) são bloqueados no WhatsApp e toda vez que sou adicionado em grupo eu saio imediatamente. Quer falar comigo? Me liga! Telefone foi feito para falar, email que foi feito para escrever.

  • Instagram é muito cansativo e vende muitas mentiras, era legal quando surgiu, mas depois virou uma máquina publicitária. Tenho pena dessa nova geração que vai crescer bombardeada pelo impossível, quanta frustração. Whatsapp já foi pior, quando dava para enviar corrente para 700 pessoas ao mesmo tempo. O lado bom do instagram é seguir a parte de arte, decoração e culinária…hehehehe

  • Sei que rola muita babaquice no Whats App, mas sinceramente nenhuma “desvantagem” consegue abalar o imenso prazer que sinto por nunca mais ter precisado ligar para ninguém. É só mandar a mensagem, a pessoa responde e tá tudo certo. Nem audio eu gravo. Pra mim é a glória. Nada se compara.

    No Twitter a galera vai pra tretar; no Instagram, pra fingir; no Facebook tudo isso e mais um pouco. Não sei dizer qual é a pior rede social atualmente. Todas as que eu citei são péssimas em algum aspecto.

  • Eu tinha votado Instagram antes de entrar no artigo. Ó, coisa que não serve para nada. Porque eu vou querer ficar vendo foto de gente aleatória ostentando o que tem e o que não tem na rede? Eu não quero nem saber que eles existem.
    Agora, nunca pensei no Whatsapp como uma rede social… sempre pensei nele só como um aplicativo de mensagens rápidas, mais nada. Pode ser porque participo de uns 3 grupos, e todos do serviço, então não parece exatamente lazer. Graças a Deus não tem grupo de família, e se me chamaram, não vou.

  • Instagram! Não tenho e não faz falta. Sem contar que odeio quando estou conversando com alguém e a pessoa fica “me segue no insta”. Vossa majestade é tão importante a ponto de eu perder meu tempo vendo sua vida? Não obrigada. WhatsApp é meu favorito justamente por ser mais discreto.

  • Instagram tem bastante bosta correndo solta, mas eu consegui sobreviver por lá fazendo uma grande peneira de conteúdo: tem algumas coisas que dá pra aproveitar, e escolhendo bem, é possível manter lacradores, briguinha política, ostentadores e posta-bostas longe da sua timeline.

    Agora Twitter…puta que os pariu. Parece que o formato de textos extremamente curtos atrai gente estúpida, daquelas que colapsariam vendo qualquer texto do tamanho dos que são publicados aqui – inclusive foi daí que se convencionou dizer que qualquer coisa com mais de dois parágrafos é “textão”. Tá aí uma rede que eu escolheria pra banir sem pestanejar, Twitter virou a cracolândia da internet faz tempo, virou o epicentro da lacração na internet e ponto de idiotas que se acham deuses da sabedoria.

  • Seria o Tik Tok porque só tem vídeo ridículo e o Instagram que é irmão do TiK Tok, com um nivel de ridicularia bem parecido!

  • Concordo com o Somir nessa, acho que falando de forma mais GERAL, pra ser banido DO MUNDO, banir o WhatsApp traria mais benefícios, embora também ache o Instagram uma infinita perda de tempo é um lugar extremamente tóxico, ainda pendo pra optar pelo que vai trazer mais ganho coletivo.

  • Eu gosto de todas as redes sociais … da para rir das pessoas, fazer grupos nos encontros reais e no WhatsApp fazer observações em grupo sem q a vítima saiba, vender bagulhos, e Quando canso fico um tempo sem entrar.
    Tem coisa melhor q começar uma briga idiota com um desconhecido ? Acho terapêutico .

  • Por mim, o ideal é ressuscitar os fóruns, onde as pessoas discutem de verdade e não tão nem aí pro seu salário, pro tamanho da sua teta ou do seu pau, e cercar os narcisistas e carentes nas redes sociais. Todo mundo fica feliz.

  • Instagram!! São só ângulos, luz, filtros, vida perfeita, e o pior, as pessoas compram coisas caras que não usam só para mostrar (Uma colega comprou umas dessas cafeteiras caríssimas pq todas as amigas tinham). É a rede da futilidade. E agora além de postarem todo tipo de mentira ficam mendigando likes e comentários por causas das novas atualizações.
    Mas se eu fosse fazer uma rede desaparecer seria o twitter, simplesmente pq o Felipe Lacreto está lá e mesmo que eu escolha a dedo quem eu sigo, vez ou outra alguma merda que ele postou respinga na minha TL.

  • Nenhum dos dois. O Whatsapp é muito útil pra comunicação e o Instagram é uma ótima plataforma pra artistas se divulgarem. Ainda mais agora, que a tendência é que as pessoas busquem trabalhar pra si mesmas.
    Por mim, todo o mal do mundo atual vem do Twitter. Briga política gratuita, até em foto de bebê, tudo é interpretado como um ataque a alguém, você posta que gosta de maçã e aparece alguém te acusando de querer exterminar quem não gosta de maçã, esse câncer chamado “cancel culture” que já atingiu pessoas inocentes, como este caso recente: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/06/05/interna-brasil,861310/com-o-objetivo-de-denunciar-racismo-perfil-acusa-indigena-de-fraudar.shtml
    Também já ouvi falar de casos de suicídio por perseguição virtual e falsas acusações. Não é mais uma questão de “é só sair da internet”, pelo menos não para as gerações mais novas. Ainda tenho conta lá, a minha timeline é bem tranquila (após um grande pente fino), mas volta e meia essas bizarrices aparecem, fico indignada.

    A verdade é que internet é uma coisa muito recente e ainda não sabemos como lidar com ela.

      • É bem isso, Sally, tem que escolher bem quem segue pra não ter problema. Eu quase nunca tenho problemas desse tipo de polêmicas e brigas idiotas, o público é bem selecionado. Aliás, diria que, ao contrário, tenho é sorte lá, porque vez por outra sempre aparece uma interação interessante e que só acrescenta.

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