Verbazinha…

O Ministério da Saúde gastou cerca de 30% do dinheiro prometido para enfrentar a covid-19 desde março, mostra auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). De R$ 38,97 bilhões reservados à pasta em ação do Orçamento sobre pandemia, foram pagos R$ 11,48 bilhões até 25 de junho. LINK


Falta remédio para sedar os pacientes que precisam de respirador, mas tem cloroquina para as próximas dez gerações… a incompetência venceu. Desfavor da semana.

SALLY

Sabe uma coisa que eu nunca suportei, em tempo algum, sob nenhuma condição, sem qualquer chance de negociação? Lixeirinha de banheiro, aquela que fica ao lado do vaso sanitário. Eu não sou capaz de viver em um ambiente onde há papel com fezes dentro de um recipiente, ultrapassa todo e qualquer limite.

Bem, eu poderia ter uma lixeirinha de banheiro e não jogar papel higiênico sujo dentro dela, muitos podem pensar. Pois é, o problema é que sempre vai ter um abençoado para frequentar a sua casa, ir ao banheiro, esfregar bastante o papel no seu cu sujo de merda e depois jogar na lixeirinha de banheiro. SEMPRE TEM. E aí, eu sou obrigada a limpar um recipiente com papel sujo de merda dos outros.

“Mas Sally, em algumas privadas não pode jogar papel”. Olha só, cada ser humano tem um limite. Todos nós temos coisas inegociáveis. Eu prefiro matar, eu prefiro roubar, eu prefiro virar youtuber do que ter uma lixeirinha no banheiro. Então, por ser tão grave para mim, eu faço o que for preciso para não ter que passar por essa situação que eu considero insuportável.

Já me mudei para um apartamento uma vez onde vieram com esse papo de que o fluxo de água da privada era pouco, por questões ecológicas, logo, não seria suficiente para suportar papel. O papel deveria ser jogado no lixo. Quebrei tudo e mandei instalar um tanque de água quase do tamanho da caixa dágua do prédio para ter certeza que um fluxo de água similar ao das Cataratas do Iguaçu levariam embora até meu cachorro se eu desse a descarga.

Se você estiver disposto a qualquer coisa, inclusive a passar por outra situação tão merda quanto (só que uma merda diferente), sempre tem jogo. A lixeirinha de banheiro não é uma opção para mim, eu prefiro que os convidados da minha casa limpem o cu com o dedo e depois lavem a mão e nunca mais voltem à minha casa, me chamando de maluca em conversas com terceiros.

“Mas Sally e se um dia você não tiver dinheiro para ter uma privada que dê a descarga em papel?”. Eu prefiro morar numa barraca de camping e que cada um tenha que ir para o meio do mato cagar e limpar o cu com folhas do que ter uma lixeirinha de banheiro. Vocês não estão entendendo, quando não estamos dispostos a tolerar algo, migramos para coisa até pior se for necessário.

“Mas Sally, e o planeta? Vai acabar a água do mundo”. Eu prefiro que a água do planeta acabe e as futuras gerações bebam a própria urina, que a Terra vire um grande deserto apenas com lagartos e baratas. Eu prefiro qualquer coisa do que ter que colocar uma lixeirinha no banheiro. Quando a gente não tolera algo, o mínimo que podemos fazer é colocar um pouco de esforço e planejamento para tentar extirpar isso das nossas vidas.

Eu suponho que a atual situação como a do Brasil, onde há recursos sobrando para a saúde e gente morrendo por falta de atendimento médico/medicamentos/aparelhagem adequados seja insuportável para quem mora no país. Deveria ser. Uma situação como essa deveria ser a lixeirinha de banheiro de vocês: inegociável. Mais de 80 mil mortos e menos de 30% do orçamento destinado para essa pandemia gastos. E os que foram gastos, foram gastos com a coisa errada.

“São corruptos”. Sim, são. Mas o grande problema é a incompetência. Já que você vai superfaturar a compra de respiradores e embolsar uma bolada do valor, ao menos COMPRA O RESPIRADOR CERTO, CARALHO! Mas não, nem isso. Compraram os remédios errados, os aparelhos errados, deixaram hospital de campanha só com cama e band-aid. E, vamos lá, as ameaças de morte ficarão mais caras de executar no exterior: eu não estou chutando, eu SEI que é assim pois vi isso acontecer bem pertinho do meu nariz.

Trabalhei quase dez anos como funcionária pública, mais especificamente na Assessoria Jurídica de um órgão público. Já disse isso aqui centenas de vezes, mas vou repetir: não é só corrupção o problema, todos os anos, se devolve dinheiro de verbas pela pura incompetência de elaborar projetos para gastá-lo.

A burocracia brasileira seria “necessária” como um mecanismo de entrave para roubo, corrupção e desvio de dinheiro. Porém, o que se vê é uma burocracia incapacitante e funcionários públicos burros, acomodados e desinteressados que não estão dispostos a fazer tudo que se precisa para atender às exigências. Fazem apenas o necessário e vão para casa. Então, ela impede a compra ou a realização de obras benéficas para a população. Mas não impede a corrupção.

Existe uma forma de se livrar de tanto controle e burocracia prevista em lei: em situações excepcionais, emergenciais, a compra ou contratação deixa de ter tantos requisitos para poder socorrer o povo que passa por uma tragédia. Faz sentido, é sensato que a lei preveja um mecanismo para agilizar a ação do Estado quando surge uma necessidade repentina.

O que não faz sentido é a canalhice que fazem com isso: o Poder Público deixa a coisa degringolar, se transformar em uma tragédia, para então poder pedir um estado de emergência, que seja declarada uma situação de urgência excepcional que lhes permita comprar e contratar sem passar por toda a burocracia e fiscalização.

Resultado: para poder roubar, sujeitam o povo a sucessivos descasos até que se crie uma puta emergência, no caso atual, uma emergência sanitária.

Então, vivemos no pior dos mundos: uma burocracia doentia que é um entrave para tudo, menos para a corrupção, que é o que ela buscava combater. A burocracia que deveria proteger faz com que os políticos negligenciem o povo propositadamente, buscando criar uma catástrofe, para poderem fugir dessa burocracia, não apenas para roubar mais, mas também por não terem competência para transpô-la, mesmo aqueles que tem boa vontade e querem fazer do Brasil um país melhor.

Então, desculpa a sinceridade, não vejo como isso possa piorar. Você acha que se liberarem ou facilitarem o acesso ao dinheiro vão roubar mais ainda? Não vão. Vão roubar mais rápido e talvez sem precisar fazer com que povo chegue a uma situação de tragédia. Se você acha que vão pegar o dinheiro e não vão fazer nada, bem, já fazem isso. Basta ver quantos respiradores foram comprados e não foram entregues, quantos modelos de respiradores errados foram comprados, quantas cagadas foram feitas nessa pandemia.

Na boa? Tudo é melhor do que a situação atual. Até se você dividir a verba da saúde para pandemia pelo numero de brasileiros e der o dinheiro a eles seria melhor, pois ao menos eles poderiam usar para se consultar com um médico particular que os atenda de forma decente, em vez de receber um pacotinho de cloroquina no atendimento público. A situação é insustentável. Vergonhosa. Calamitosa.

“Mas Sally, o SUS tem que comprar aparelhos, medicamentos…”. Sim, gastaram uma fortuna para ter Cloroquina para os próximos 18 anos e está faltando o básico do básico, drogas que permitem intubar o paciente que já não consegue respirar sozinho. Compraram um monte de respiradores que não podem ser usados em pacientes com covid-19. Não é sobre corrupção, é sobre incompetência. Gente que, quando tem dinheiro, compra errado, não merece ter poder de compra.

“Mas Sally, você quer que faça o quê?”. Para começo de conversa, deixar de ser criança e ficar pedindo ordens de adultos para cumprir. É no seu cu que a pica está entrando, faça alguma coisa, qualquer coisa, para mudar essa realidade. Obviamente não vai ser do dia para a noite, é um trabalho de formiguinha, mas em algum momento ele tem que começar se vocês quiserem ver uma mudança. Não poder fazer nada que resolva agora, não quer dizer não poder fazer nada.

Eu sei que você, indivíduo, que está lendo este texto não pode fazer nada de imediato (até pode, mas é crime). Mas, se essa ideia for entrando na cabeça das pessoas, a ideia de que o atual sistema não é viável no Brasil e que não adianta trocar de Presidente, de Deputado, de político X para político Y, pois dentro desse sistema nada vai funcionar, talvez dentro de um tempo mais pessoas reunidas com essa mentalidade possam fazer alguma coisa.

Não é por não poder fazer nada hoje e agora que você deve cruzar os braços. Existem projetos que são de longa duração e demandam anos para sua execução. Em algum momento vocês vão ter que começar. Longas jornadas começam sempre com um primeiro passo. Façam um esforço e tratem de se livrar dessa lixeirinha de banheiro, mesmo que com um pequeno passo de cada vez. Reclamar não faz o problema ir embora.

Para dizer que tem uma lixeirinha no seu banheiro a agora pegou nojo dela, para dizer que precisa sim que te digam o que fazer pois pensar em ideias dá trabalho ou ainda para dizer que o que tem que fazer é ir embora do país: sally@desfavor.com

SOMIR

Cada dia que passa a corrupção no poder público me incomoda menos. Viver no Brasil te faz começar a relativizar as coisas. Não que não seja uma falha de caráter gritante desviar dinheiro de saúde e educação, evidente que é. Mas quando você olha para a montanha de dinheiro que os intermináveis impostos brasileiros acumulam todos os anos e seguidos casos como o da notícia que ilustra nossos textos, outro fator toma a dianteira: incompetência. Um sistema corrupto cobra “pedágio” por qualquer ação que tome em prol do cidadão, mas um sistema incompetente nem isso: age pouco e só o faz quando é extremamente simples passar a mão no dinheiro.

Como a Sally já disse, muita verba pública não encontra destino por pura incapacidade dos agentes federais, estaduais e municipais de montar um projeto decente que seja. Nem mesmo o corrupto brasileiro faz muito mais que o básico: rachadinha de verba de gabinete e mala de dinheiro para dizer sim para projetos da iniciativa privada. Como vimos na Lava-Jato, precisa de uma Odebrecht e centenas de funcionários particulares para que o esquema vá além do básico de depositar o dinheiro na conta do assessor de gabinete… se deixar na mão do político brasileiro, vai ser só dinheiro na cueca mesmo.

O que, por incrível que pareça, é uma pena. Vejam bem, como as pessoas eleitas nessa democracia são realmente representantes do povo, a maioria não deve chegar nos três dígitos de Q.I., e como são eles que no final das contas acabam mandando em técnicos e decidindo para onde vão seus esforços, o sistema é nivelado por baixo. A máquina pública brasileira tem funcionários de alto nível sim, mas acabam afogados por pessoas limitadas que só sabiam decorar o suficiente para passar no concurso, funcionários fantasmas, indicações políticas e chefes no limiar do retardamento mental que foram eleitos por um povo extremamente ignorante.

Num sistema tocado por pessoas mais capacitadas, a corrupção ainda existe, mas ela é mais… benéfica. Ao invés de acumular salários de funcionários fantasmas, o legislador pode aceitar dinheiro do lobby de uma grande indústria e gerar milhares de empregos por tabela. No executivo, um corrupto inteligente superfaturaria só um pouco centenas de projetos que deixariam o povo satisfeito ao invés de tentar roubar metade de uma obra absurdamente superfaturada que nunca fica pronta. O problema é que para que esse tipo de “corrupção benéfica” funcione, o agente público de caráter duvidoso precisa estar cercado de pessoas capazes e dispostas a se esforçar. E esse recurso é raro num país como o Brasil.

Por isso, a maioria dos esquemas de corrupção descobertos são patéticos de tão simples e óbvios. Basta que alguém não queira fazer vistas grossas por dez minutos que a Polícia Federal ganha uns 30 mandados de prisão para executar. Eu argumento que mesmo os corruptos estão presos nesse ciclo de incompetência que atrapalha tão severamente o funcionamento do Estado brasileiro. Sem uma mudança severa na mecânica de gasto de verbas públicas, vamos continuar vendo isso seguidas vezes: rios de dinheiro represados por completa incapacidade de descrever um projeto em texto (o que é um problema até da iniciativa privada, eu já escrevi projetos para poder público e empresas porque ninguém conseguia explicar nada do que estavam fazendo) e os que passam são de uma obviedade corrupta tão imensa que é pura questão de sorte (e subornos) que não sejam pegos.

E aí, só 30% da verba para combate à pandemia é gasta em quatro meses com 80.000 pessoas mortas por ela. Não conseguiram nem imaginar formas de roubar esse dinheiro. Esse é o nível. E o general chamado para organizar o Ministério da Saúde prova mais uma vez o que todo mundo que viveu na Ditadura Militar sabe: quem vai para o exército vai por um motivo. Não temos excelentes administradores e mentes técnicas buscando a carreira militar por amor à pátria, temos é uma maioria que viu a chance de um cargo público confortável ou mesmo que não sabia mais nada o que fazer além disso. Ouvimos maravilhas do governo sobre os militares indo organizar o sistema e fazer as coisas funcionarem, vemos um cabide de emprego interminável com gente que não consegue nem liberar dinheiro para comprar remédio básico para a sobrevivência da população.

Claro que tem a ideologia bolsonarista de negar a doença envolvida, não à toa dinheiro e disposição para comprar e distribuir cloroquina não faltou. Com o mundo todo percebendo que era inútil, as portas se abriram e começaram a desovar os estoques no Brasil. Quando é extremamente fácil, chega no limite da capacidade desse tipo de autoridade e as coisas avançam. Não tem remédio para sedar a pessoa no hospital de grandes capitais, mas tem kit-cloroquina chegando em comunidade ribeirinha no Amapá… por isso, não adianta ter milhares de regras e departamentos para vigiar ações do poder público: eles não vão fazer melhor, eles não vão fazer e pronto.

Considerando que boa parte dos cargos públicos oferecem não só remunerações acima da média do mercado como grande estabilidade (mesmo em cargos comissionados, quatro anos de certeza de emprego não é um mau negócio), o grau de exigência deveria ser absurdamente alto. Enquanto semianalfabetos sem experiência administrativa ou noção do funcionamento do sistema público puderem ser colocados em cargos de poder, a incompetência vai reinar e a corrupção vai ser nesse formato amador puramente destrutivo.

Colocar gente mais inteligente no poder não melhora o caráter médio do servidor público, mas pelo menos gera mais capacidade de ação. Se roubarem o dobro que roubam agora entregando dez vezes mais, o negócio não é ruim para o Brasil. Porque temos dinheiro e estrutura para entregar algo do tipo. Eu sou favorável a concurso público com um edital cheio de obrigações como curso superior completo em área condizente com o cargo até mesmo para se candidatar. Sim: a pessoa tem que passar no concurso para disputar a eleição. Concurso de popularidade só depois de provar que tem condições mínimas de realizar o trabalho. É para fechar a porta do poder de gente incapaz de escrever uma redação ou compreender um texto. Precisamos de corruptos muito mais bem preparados do que os que temos agora. Democracia de incompetentes é a ditadura da burrice.

Enquanto gente que não consegue preencher um formulário tiver poder de decidir sobre a vida a e a morte dos brasileiros, não há solução. Se tivéssemos um filtro maior na entrada desses completos incapazes em posições de poder, poderíamos relaxar muito mais as regras de controle dos gastos de recursos públicos, que para falar a verdade, só existem para evitar que os completos ignorantes eleitos pela massa consigam simplesmente trocar toda a verba pública por carrões e mansões. Gente limitada quase sempre se deslumbra com dinheiro e faz tudo da forma mais ridiculamente óbvia possível para roubar verba pública.

Esse país só não é um grande condomínio de altíssimo luxo de políticos cercado por uma favela interminável porque precisa compreender o que está escrito num papel para gastar dinheiro sem limites. É gente sem a mínima capacidade sequer de esperar um mês para receber o dinheiro desviado da compra fraudulenta de respiradores para a pandemia que é notícia em todos os jornais! Burrice é diretamente relacionada com a necessidade de gratificação instantânea.

Enquanto não tivermos mecanismos para barrar completamente essa gente extremamente burra de ter qualquer forma de poder, não só vamos continuar vendo dinheiro deixando de ser gasto por incompetência e esquemas de corrupção de gente sem a mínima vergonha na cara, como vamos continuar dizendo para as próximas gerações que está tudo bem em não estudar ou entender porcaria nenhuma sobre a profissão que quer ocupar, porque basta estar dentro de um esquema para fazer a vida.

Elitização já! Ou… pelo menos afrouxa as regras um pouco para que esses imbecis consigam fazer alguma coisa além de levar mala de dinheiro para casa.

Para dizer que deveria ter concurso para poder votar, para dizer que só nascendo de novo, ou mesmo para dizer que esperto mesmo é quem descobriu que esse país só serve para roubar desde 1500: somir@desfavor.com

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Comentários (19)

  • O povo já está chorando e sofrendo e xingando o Doria porque ele quer cancelar o carnaval de 2021… Não aprendem nem morrendo. Eu desisti. Que a Lei de Darwin se aplique a todos eles. Não adianta explicar, é como ensinar física quântica prum gato, com a diferença que o gato ao menos é agradável à vista e não começa a berrar sobre ‘esquerdopata’ (que diabos é um esquerdopata, essa palavra não faz sentido), ‘comunista’ (povo acha que todo mundo que não concorda com ele é comunista, até Bill Gates), e por aí vai.

    Essa quarentena vai ser que nem o êxodo do Egito, quarenta anos, não quarenta dias…

    Aliás, agora estou com nojo da lixeirinha do banheiro… culpa sua.

    • Essa mania babaca de polarizar e politizar tudo deu nisso: se você usa máscara, faz isolamento social ou acredita na ciência, é comunista. O Brasil está doentio.
      Peço perdão por arruinar a lixeirinha de banheiro para você.

  • Sendo servidora pública há mais de duas décadas, o que posso dizer é que a eficácia pretendida só virá com gente séria E restrição pesada de recursos. Jamais enquanto houver essa bonança.

    Saí de um órgão que gastavam recursos alugando coisas que poderiam ter sido compradas pois, se sobrasse orçamento, no ano seguinte não viria a verba, e passei para outro em que, em cinco anos, o orçamento encolheu 60% e os funcionários, 40%.

    Resultado: o órgão em que estou agora lançou um sistema que não só suplantou com criatividade todas as nossas restrições como virou case mundial, sendo objeto de visitas de delegações de outros países (europeus principalmente) e também será objeto de estudo por organizações internacionais que pretendem utilizar nossa metodologia nos próximos anos, pois permitiu o órgão não sofrer a menor paralisação durante a pandemia (um benefício totalmente imprevisto);

    E, detalhe, sem nenhuma contratação externa, tudo feito com os ainda mais parcos recursos de informática de que dispomos, em constante aprimoramento.

    • Que bacana! Vc pode mencionar que órgão é esse?
      Sou funcionária pública há pouco tempo ( judiciário) e vejo cada vez menos sentido no que faço, e ao mesmo tempo bem decepcionada de ver como eles tratam o dinheiro público sem o retorno equivalente a população…

      • Fico feliz em encontrar “colegas” !

        Fui servidor público (Executivo, indireto) por pouco mais de meia década.

        Via sentido (às vezes bastante) no que eu fazia, mas a comunicação com meus superiores imediatos poderia ter sido melhor e o único investimento em informática era um colega mais solicitado…

  • Chora, cavaco.
    Pra quem estava apoiando placebos como a fosfoetanolamina, isso não é surpresa nenhuma.
    Os esquemas maiores envolvem gente dentro da burocracia que no geral passaram por concurso, sendo que os políticos são mais mirados por serem alvos mais interessantes pra efeitos midiáticos.

  • Curiosidades: Sally, como você fazia quando estava menstruada? Não tem como jogar absorvente interno ou de algodão na privada. Você jogava onde se não tinha lixo no banheiro?
    Você foi criada sem lixeira de banheiro? Na Argentina não jogam papel no lixo? Existe alguma marca de papel higiênico apropriada para jogar no vaso sem entupir? Seus namorados e pais tinham o mesmo hábito que você (incomum no Brasil)?

    • – Menstruar é coisa de bicho, eu uso métodos contraceptivos continuados
      – Sim, eu fui criada sem lixeira de banheiro, minha família não é composta por degenerados
      – Não posso responder pelo país todos, mas as pessoas do meu convívio não tem lixeira em banheiro
      – Não tenho essa informação e não acho que ela seja necessária, basta instalar uma descarga potente
      – Juro que não lembro se pessoas do meu passado mantinham uma lixeira no banheiro, mal lembro os nomes

    • Só um adendo à resposta perfeita da Sally: pessoas que usam bidé, além de mais higiênicas, jamais correrão o risco de entupir uma privada com papel higiênico. Deve ser uma quantidade superlativa de papel higiênico o necessário para entupir uma privada…

      • Esther, aí entramos em uma nova discussão. Bidê é muito válido, DESDE QUE seja aquele com um jato dágua que sobre, de forma precisa e localizada, para lavar a área. Aquele bidê em que a água sai pelas laterais, feito descarga de vaso sanitário, é insalubre. É uma lixeirinha de banheiro motorizada.

        • Sally, confesso que esse modelo com água saindo pelas laterais eu nunca vi (felizmente! a sua descrição foi mais que suficiente para me embrulhar o estômago). Me referi ao de jato mesmo.

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