Não é Flor que se cheire…

Apontada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) teria arquitetado o crime por estar insatisfeita com a forma com que o pastor geria o dinheiro da família. Segundo os investigadores, ela tentou assassinar o pastor pelo menos seis vezes por envenenamento, além de contratar pistoleiros em outras duas oportunidades. LINK


A gente nem sabe por onde começar… Desfavor da semana.

SALLY

É o que eu sempre digo: crimes e baixarias acontecem em qualquer país, é a gradação o que assusta no Brasil. Por ser um caso muito grotesco e muito extenso, eu vou apenas apresentar o caso a vocês e o Somir, no texto dele, vai dar a nossa opinião (que é a mesma). Vamos entender os detalhes do caso que incrimina a Pastora e Deputada Federal Flordelis dos Santos Souza.

Tudo começou com o assassinato do marido de Flordelis, o Pastor Anderson do Carmo. Ele foi morto na garagem da sua casa, com mais de 30 tiros. Flordelis alegou que foi uma tentativa de assalto, mas rapidamente foi desmentida pelas câmeras e sistema de segurança do condomínio. Mas antes de aprofundar no crime e em todos os desfavores envolvidos nele, vamos falar um pouco sobre Flordelis.

Flordelis tinha 55 filhos (sim, você leu certo, cinquenta e cinco), a maioria adotivos. Inclusive Anderson, o marido assassinado, era um dos filhos “adotados” por ela. Está entre aspas pois o processo de adoção formal nunca foi feito, caso contrário, eles não poderiam se casar pela lei brasileira. Ela basicamente catava crianças na rua, muitas vezes contra a vontade de seus pais.

Se você está achando estranho ela se casar com um filho “adotivo”, calma que piora: originalmente Anderson namorava uma das filhas de Flordelis, o que faz dele filho, genro e marido dela. Uma espécie de versão tupiniquim de Dark. Em determinado momento ela decidiu que ela se casaria com o namorado da filha, e assim o fez. Anderson largou a filha de Flordelis e eles se casaram em 1994, ela com 33 anos, ele com 17 anos.

Flordelis já havia tentado matar o marido oito vezes sem sucesso, de diversas formas: desde envenenamento por arsênico até contratando assassinos de aluguel. Só conseguiu efetivamente concluir a missão na nona tentativa. Não que inteligência e competência seja o ponto forte de hipócritas religiosos, mas acho que até para essas mentes fechadas é muita burrice.

Para executar o último plano (o que finalmente deu certo) de matar o filho/marido/genro, Flordelis contou com a ajuda de sete filhos e um neto. Em mensagens trocadas com eles, ela chegou a dizer “Fazer o quê? Separar não posso, porque ia escandalizar o nome de Deus”. Ao que tudo indica, homicídio tá liberado pelo Deus dela.

A família não era muito tradicional, apesar de pregarem culpa e castigos divinos aos fiéis da igreja que não se portassem de forma conservadora, parece que em casa as regras vigentes eram outras. Nas investigações, a polícia descobriu que Flordelis fazia sexo com vários de seus filhos (alguns menores de idade) e que sujeitava outros a rituais bizarros, que podem muito bem ser enquadrados em maus tratos.

Ela praticava “rituais de purificação”, trancando a pessoa em um quarto por sete dias, deixando-a vestida de branco e permitindo que coma apenas arroz. Depois, fazia sexo com eles. Também ordenava que alguns dos filhos cortassem as mãos com facas (ou ela mesma cortava) e escrevessem com sangue passagens bíblicas. Uma pessoa muito sã.

Tudo isso era revestido por um discurso manipulador e megalomaníaco muito convincente. Flordelis convencia os presentes de que ela era uma divindade e que iria purificá-los, salvá-los e essas baboseiras que só mudam de alegoria. No caso, a dela tinha uma pegada divino-angelical: ela se dizia um querubim de nome Queturiene. Sempre desconfiem de quem se diz superior a você de alguma forma espiritualmente e pretende te mostrar “a verdade” ou “te salvar”.

A forma como os filhos eram criados também era bem questionável. Inicialmente, ela possuía três filhos biológicos e adotou mais cinco crianças, entre elas, Anderson. Esses oito filhos eram chamados de “primeira geração” e tinham um tratamento bem diferente do “resto”, as outras 47 crianças.

A Primeira Geração tinha um andar da casa só para eles, com uma série de regalias como geladeira e despensa que só eles podiam acessar, contendo comida de qualidade. O resto tinha uma alimentação deficiente, instalações inadequadas e eram explorados de diversas formas: prostituídos, tratados como empregados, usados e abusados de tantas formas que não tenho espaço para detalhar.

Em depoimento, alguns filhos contaram que além de manter relações sexuais com a mãe, ela prostituía as filhas para os pastores estrangeiros. Quando eles se hospedavam na casa dela, ganhavam de brinde uma noite com uma das crianças.

A própria Flordelis não levava uma vida muito conservadora: ela e o marido tinham cadeira cativa em uma conhecida casa de swing (troca de casais) no Rio de Janeiro, inclusive ela teria sido reconhecida por uma fiel de sua igreja que também frequentava o local. Sim, isso é Rio de Janeiro: a pastora conservadora vai em um puteiro de troca de casas e é reconhecida no local por uma de suas fiéis, igualmente conservadora.

Também se descobriu que Daniel, o único filho biológico de Flordelis com Anderson, na verdade não era filho deles. A gestação foi forjada e ele foi levado para a casa de forma muito duvidosa. Ao que tudo indica, ela roubou a criança. A mesma situação se repete com outros filhos adotivos. Ela mesma contou em sua autobiografia foi considerada foragida pelo crime de sequestro e passou quase um ano fugindo da polícia. Nada que um cargo público não apague.

O assassinato do marido só foi descoberto por ter sido muito mal arquitetado. Para que vocês tenham uma ideia do amadorismo, foram encontradas diversas buscas no celular dos filhos dela com perguntas estilo “Ei Você” sobre como matar uma pessoa. A sequência de erros e pistas claras fez com que a polícia consiga desvendar a trama e, no final, vieram as confissões.

Como todo psicopata, Flordelis mentia sem pudor e fez todo tipo de encenação. Três dias antes da morte do marido, fez um ensaio fotográfico com ele posando de casal perfeito. No velório, fez uma tremenda cena de sofrência agarrada ao caixão. Tentou manipular e ameaçar os filhos para que eles não digam nada à polícia, mas, quando a situação apertou, ela mesma se encarregou de jogar toda a culpa nos filhos e pedir que eles fossem punidos.

Diante disso, os filhos resolveram abrir a boca e confessaram tudo à polícia. O crime teria acontecido, basicamente, por causa de dinheiro. Flordelis não estaria mais disposta a dividir os lucros dos oito templos que geria junto com o marido. Segundo a polícia, há evidências sólidas que confirmam a versão dos filhos, desde conversas ao celular até testemunhas. Se fosse uma pessoa comum, Flordelis certamente estaria presa.

Mas ela é Deputada Federal, encarregada de criar as leis que, vocês, brasileiros, devem seguir. Isso significa que ela tem direito a foro especial e uma série de regalias que tornam muito mais difícil a sua prisão. Por isso, até a data de entrega deste texto, estava solta e trabalhando. Se mantiver seu cargo, é possível que não seja presa, mesmo tendo dado um belo passeio por todo o Código Penal (além desses crimes, tem várias acusações de desvio de dinheiro público e de ilegalidades cometidas por sua igreja).

Vocês podem estar se perguntando como uma pessoa tão sórdida, hipócrita e psicopata enganou tanta gente por tanto tempo. Talvez seja a vontade de lacrar: ela se vendia como uma pessoa bondosa que adotava crianças que precisavam e todo mundo achava proveitoso aplaudir isso. Chegaram a fazer um filme sobre a vida dela, com atores globais de peso (que não cobraram cachê) como Bruna Marquezine, Fernanda Lima, Reynaldo Gianecchini, Debora Secco, Cauã Reimond, Alinne Moraes, Letícia Spiller, Rodrigo Hilbert, Ana Furtado e outros. Devem estar bastante arrependidos agora. Custou caro tentar posar de boas pessoas.

Este é um breve resumo do caso. Breve mesmo, muita coisa ficou de fora, o caso na íntegra daria umas dez páginas. O que fica desse caso é que mesma pastora que pregava retidão dos fiéis fazia sexo com menores de idade adotados por ela, frequentava casa de swing, fazia rituais escabrosos com os filhos, prostituía as filhas e planejou o assassinato do marido. E está solta. E continua fazendo as leis que vocês são obrigados a cumprir.

Os fiéis da igreja dela estão todos ao lado dela, atribuindo o caso a uma armação do demônio, a mentiras da mídia e outras desculpas negacionistas da realidade. Ah, sim… Flordelis, essa pessoa baixo nível e psicopata, é unha e carne com o pessoal do Bolsonaro, principalmente com a Ministra Damares, o que também ajuda a colocar as coisas em perspectiva.

Repito o que disse no primeiro parágrafo: baixaria, crime e intriga tem em qualquer lugar do mundo, mas nesse nível? Nem na ficção. Agora os deixo com os amáveis comentários do Somir.

Para dizer que quem precisa ostentar bondade é sempre um tremendo filho da puta, para dizer que o fato dela ser Deputada é só um reflexo do que é o brasileiro ou ainda para dizer que não poderia ter saído nada diferente de evangélicos + cariocas: sally@desfavor.com

SOMIR

É tanta merda que precisamos fazer duas viagens… apesar de achar que simplesmente descrever os fatos é a maior ofensa que se possa fazer a esse ser escolhido por Deus para pregar sua palavra, sabemos que no clima atual, um dos poucos lugares que vai falar do elefante divino na sala é o Desfavor. Vamos cumprir então nossa função social?

Não sei se Deus é brasileiro, mas o Diabo é quase certeza: a igreja evangélica brasileira só pode ter sido criada por alguém que odeia tudo o que o cristianismo deveria representar. E não bastasse ser a religião oficial da criminalidade brasileira, ainda conseguiu se infiltrar no já podre sistema político do país. Claro que se sentiram em casa. É basicamente o mesmo trabalho de explorar gente miserável com promessas falsas e cobranças constantes…

Sim, eu sei que nem todo evangélico é bandido, sei inclusive que a grande maioria é só gente que tem um amigo imaginário, mas precisamos falar honestamente sobre o esconderijo da pior espécie de ser humano que essa religião se tornou. Historicamente gente podre sempre usou a desculpa da fé para cometer as maiores atrocidades, mas a coisa vai ficando cada vez mais problemática na medida que começam a ganhar poder. Tentamos corrigir o curso desses abusos com a laicidade do Estado nas democracias modernas, mas fomos involuindo nas últimas décadas.

Hoje em dia, ser pastor ou pastora é um dos caminhos mais confiáveis para acumular poder político. Povo nunca soube em quem votar, os líderes religiosos perceberam a oportunidade. Se vai limpar a bunda com o voto mesmo, que votem em quem reflete seus valores morais (idealizados) em nome do seu ser mágico nos céus de estimação. Funcionou. Funcionou muito bem. É um projeto de poder que se concretizou, elevado recentemente pela vitória de um aliado em Bolsonaro.

Mas é um dos males da democracia: eleições são concursos de popularidade julgados por gente que provavelmente nem entende o que os políticos fazem. Imbecis e bandidos fatalmente acabam em posições de poder. Mas com esse problema todo mundo acaba lidando. Podem apostar que tem gente puta da vida com político ruim até na Dinamarca. Só que esse político evangélico brasileiro é um animal ainda mais perigoso que o corrupto tradicional: ele não tem noção do que é.

É praticamente impossível negar que Flordelis já apresentou sinais claros de ser uma psicopata. Todo o planejamento, a manipulação, o fingimento… são elementos que marcam muito bem esse tipo de distúrbio. Agora, ao mesmo tempo, ela é de uma tosquice e baixaria impressionantes. Não são características que costumamos atribuir aos psicopatas. O que me leva a duas conclusões: a vida como líder religiosa escondeu o comportamento claramente antissocial e ao mesmo tempo, manteve-a incompetente ao ponto de ser pega pela polícia brasileira. Era a certeza da impunidade.

Quando você coloca um povo ignorante e atrasado como o brasileiro diante de uma religião cheia de restrições como a evangélica, você começa a criar um povo extremamente hipócrita. Não que no tempo da hegemonia católica essa gente fosse lá muito digna, mas a política das vistas grossas do Vaticano mantinha essa gente toda sob menos pressão. Uma religião centralizada tende a ser mais burocrática e permitir graus maiores de liberdade para o cidadão médio. Agora, religiões como a evangélica tornam qualquer pessoa boa de papo num empreendedor divino: basta uma garagem e um terno surrado para começar. O brasileiro médio gostou de ter a salvação mais perto de casa com umas cerimônias mais animadas, mas acabou tendo que lidar com um escrutínio maior da autoridade religiosa da vez. O pastor está próximo, e não tem como compensar arrecadação perdida com gente de outros estados ou países, como os católicos.

Agora, o brasileiro vai andar na linha por causa disso? Claro que não! Mas vai ter que fingir com muito mais força. Em poucas décadas, começamos a ver mais e mais brasileiros presos nesse jogo de aparências religioso, fazendo todo tipo de baixaria e escrotidão, mas sentando a bunda na cadeira do templo para tentar salvar o que sobra da sua alma. É uma reação em cadeia: quanto mais gente adere à religião, maior a pressão nas pessoas ao redor para fazer parte desse teatro. Esse é o poder dos evangélicos.

E aí, começamos a ver o traficante destruir o terreiro de Candomblé em nome de Jesus e vender cocaína para adolescente na sequência. O catolicismo não tinha esse poder de salvação instantânea, ele exigia sacrifícios, tinha burocracia. A igreja evangélica da esquina cobrava uma nota de 20 reais por semana, para oferecer basicamente a mesma coisa: perdão por qualquer coisa e presunção de ser uma boa pessoa não importa quão horríveis sejam sua ações. O deus dos católicos é um burocrata linha dura, o deus dos evangélicos… é um otário. É isso que esse povo gosta: o deus deles acredita em qualquer bobagem. Foi dar pinga pro bêbado: o brasileiro gosta de fugir de responsabilidade e de levar vantagem sobre os outros.

E se o deus deles é um otário, todo mundo é também. Flordelis posou na foto com inúmeros outros políticos, que provavelmente sabiam dos podres dela, todo mundo sorrindo e se achando muito esperto. É por isso que todos esses escândalos com políticos evangélicos se assemelham na tosquice e na mesquinharia dos esquemas e golpes: eles têm certeza que todo mundo é completamente retardado. Se enganam achando que são exemplos de moralidade, enganam os fiéis pregando o que não praticam, e talvez mais impressionante, acreditam que estão enganando um ser supostamente onisciente!

E essa mentalidade já está enraizada no brasileiro. Salvo a popularização de uma religião que faça esse povo se sentir ainda mais esperto, vamos continuar vendo gente que faz sexo com filho adotivo fazer campanha para evitar o aborto de uma menina estuprada. Vamos ver mais e mais desse tipo de reacionário hipócrita que prega a palavra de seu deus enquanto comete crimes e abusa dos outros. Eu temia que fôssemos virar uma teocracia puritana quando os evangélicos chegassem ao poder, mas é bem provável que seja uma ditadura da hipocrisia: é só fingir que não é uma pessoa horrível compartilhando post religioso na rede social e continuar cometendo todos os crimes que quiser.

E Flordelis deixa isso claríssimo quando diz que preferia matar o marido a passar a imagem de mulher que se separa. É a mentalidade do povo que queria acabar com a vida de uma menina para sair no jornal fazendo campanha contra o aborto. É pose, não tem humanidade envolvida. Não tem bom senso quando você pode ter as duas coisas: fazer toda a merda que quiser e ainda passar a imagem de quem não faz nada disso.

Não entenda deste texto que todo evangélico é mau-caráter, mas sim que se você for um, não tem lugar melhor hoje em dia para se esconder que dentro de uma igreja deles. E melhor, se você for um mau-caráter especialmente talentoso, pode acabar eleito…

Para dizer que eu vou ser preso por intolerância religiosa, para dizer que não fica pior que descrever o caso, ou mesmo para dizer que é melhor que ser lacrador (será?): somir@desfavor.com

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Comentários (18)

      • Todo dia sai alguma novidade bizarra sobre o caso. Hoje li que ela, o marido e os filhos da primeira geração só falavam na língua do P, para que os outros filhos não entendam.

  • Maldita sociedade que dá aprovação compulsória pra crentes, que consideram religiosos melhores do que os outros, aqui está a consequência. Bando de imbecis manipulados que confiam em rótulos religiosos pra classificar pessoas, se recusam a acreditar que psicopatas existem e que usam validação social gospel pra encobrir seus crimes. Abriram mão da inteligência e enchem o facebook de textinhos nonsense, esperando a transformação milagrosa gezuis transforme essa pervertida em um anjo de amor. Não duvido nada que essa ridícula vai ressurgir depois de falar que se arrependeu.

    Evangélico aceita qualquer um que se diga convertido. Guilherme de Pádua deu um aclamado testemunho, e Suzane Richthofen quer ser missionária.

  • Tive que repassar o link desta postagem para algumas pessoas que eu acho que precisavam ler algo assim. De tudo o que eu li hoje, a coisa mais difícil de digerir foi a muito acertada constatação feita pelo Somir de que a religião evangélica se tornou “o esconderijo” desse tipo de gente, capaz de fazer todas essas barbaridades. E a sordidez do caso descrita pela Sally nem me deveria me surpreender mais, mas eu ainda fico espantado com essa história tão grotesca porque, como ela mesma disse, imundícies desse nível só no Brasil.

  • “Para dizer que quem precisa ostentar bondade é sempre um tremendo filho da puta”

    Vale frisar o “SEMPRE” aí na frase. Gente que paga de “cidadão de bem” e “desconstruido tolerante” na internet, pode puxar a ficha criminal da pessoa ou perguntar pra quem convive de verdade com ela que tem 99% de chance da criatura estar atolada de merda até o pescoço.

    PS: Se tá ruim pra mim, imagina pra celebridade que participou de filme sobre a Flordelis e tirou foto com o João de Deus.

  • “para dizer que é melhor que ser lacrador (será?)”
    Tudo a mesma merda, arrogantes, narcisistas, negacionistas da ciência, cagadores de regra sobre a vida, a opinião e a família dos outros. Que se explodam.

  • excelente análise, vou compartilhar com alguns conhecidos.
    “Tentamos corrigir o curso desses abusos com a laicidade do Estado nas democracias modernas, mas fomos involuindo nas últimas décadas.” lembrando que nos últimos anos a desigualdade social piorou no mundo e muita gente foi ou voltou pra pobreza, está tudo conectado…
    às vezes fico pensando numa frase que comentaram recentemente aqui: “o horror da américa latina evangélica vai nos fazer sentir saudades da américa latina católica” acredito que vamos passar por um longo caminho até o protestantismo sul americano ficar mais light, igual o protestantismo da europa ocidental.

    • Eu já sinto saudade daquele catolicismo raiz, estamos caminhando para algo muito pior. Ao menos os sacerdotes católicos, por mais que eventualmente façam coisas muito erradas, tem que estudar e ter um mínimo de cultura.

      • A onda evangélica foi ganhar força no Brasil já no refluxo e obviamente as vantagens do Pentecostalismo/Neopentecostalismo se mostraram bastante interessantes.
        Você não precisa ficar preso aos protocolos dos sacerdotes da igreja católica e dos grupos mais antigos, tendo bem menos sacrifícios para construir seu Clubinho de Jesus.

  • Por mim, o fato de a pessoa querer ser político + querer ser político do Brasil já é um red flag que a pessoa não bate muito bem da cabeça.

      • Em especial quando se trata de Hell de Janeiro, neah?
        De qualquer forma o desfecho mais provável do caso é rifar a bola, armando a cassação da Flor mal-cheirosa e a chutando como um cachorro morto.
        Mas tem um menos provável, que seria deixar o caso cair no esquecimento, deixando assar mais uma pizza, até porque em 2022 deve ter um reforço grande na bancada evangélica lá no Congresso Nacional graças ao tiro no pé dos soldadinhos que foram angariar cotas eleitorais com o beneplácito do TSE.
        Pessoal esqueceu que a militância dos soldadinhos se limita quase que só a PSOL (que tá quase na linha da forca no que diz respeito ao fundo partidário), ao PCdoB (que teve que negociar uma fusão de última hora pra não perder a boquinha) e ao PT (que apesar de ter uma bancada relativamente forte na Câmara, que é o que conta no repasse das verbas, nem de longe tem a força política que tinha no auge do lulismo).
        Não preciso dizer que os soldadinhos com maior potencial de votos que estão fora desse nicho minoritário no campo político são lideranças ligadas… A IGREJAS EVANGÉLICAS.

  • É sórdido, mas nada tão estranho assim. Uma combinação de Charles Manson com A Família (sim, tem um grupo “religioso” com posturas bizarras no campo sexual com esse nome)

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