FAQ: Coronavírus – 5

Dióxido de Cloro pode prevenir coronavírus ou melhorar o sistema imunológico?

NÃO. Quem te falou isso é muito ignorante ou criminoso. Ou ambos.

Dióxido de Cloro comprovadamente faz mal se ingerido pelo ser humano a menos que seja ingerido em quantidades tão insignificantes que não geram reação alguma.

Dióxido de Cloro é um desinfetante. É usado para limpar objetos, compostos ou material industrial em baixas dosagens graças a seu efeito microbicida. A ideia de que ingerir um desinfetante ajuda em alguma coisa é digna de Donald Trump. É como beber água sanitária, inclusive o cheiro é o mesmo.

Infelizmente não é de hoje que tentam emplacar a Dióxido de Cloro como cura para todos os males, apesar das muitas vítimas fatais. Tudo começou em 2006, quando obscurantistas começaram a promover um suposto suplemento chamado MMS, (que é composto de Dióxido de Cloro). A sigla significa Mineral Miracle Solution (Solução Mineral Milagrosa) e é vendida como um medicamento, mas não é.

Foi promovido como cura para todos os problemas e amplamente oferecido via Whatsapp como solução. Muitas pessoas que estavam desesperadas resolveram tentar, e tem dezenas de notícias de óbitos graças a essa curiosidade.

Cabe esclarecer que o criador do MMS foi Jim Humble, cientologista e fundador de uma igreja ainda pior do que a cientologia. Zero credibilidade. Ele alega que curou câncer, HIV, hepatite e muitas outras doenças. Mas o MMS se popularizou mesmo é como suposta cura para autismo, provavelmente por explorar pais desesperados, que acabam virando presas fáceis desse tipo de estelionatários.

Espalharam a teoria (sem qualquer fundamento) de que vermes intestinais causariam o autismo e que, ao expelir esses vermes, as crianças se tornariam “normais”. Faz zero sentido, mas como portadores de autismo costumam ter problemas intestinais, alguns pais fizeram essa conexão e, desesperados acabam se apegando a uma esperança infundada.

Para matar todos os vermes intestinais “causadores do autismo”, a substância recomendada por esses “médicos” alternativos era o MMS, ou seja, o Dióxido de Cloro. Obviamente ele é vendido no mercado negro, por debaixo dos panos, pois nem sonhando se permite comercializar algo tão perigoso para consumo humano. Assediavam pais de autistas, pessoas com doenças terminais ou qualquer pessoa sem esperança de cura no whatsapp e vendiam alvejante a preço de ouro.

Justamente por ser tóxico, ao tomar MMS, as crianças autistas defecavam qualquer parasita que tivessem em seu intestino, mortos. Isso dava aos pais a sensação de que estava dando certo e de que seus filhos melhorariam. Ocorre que, por ser tão tóxico, além de matar os vermes, destrói o intestino.

Literalmente, o intestino desmancha, saindo nas fezes, fazendo com que os pais acreditem que são mais vermes saindo. Há fotos trocadas em grupos de whatsapp de pedações do órgão da criança saindo e a pessoa que vendeu o MMS comemorando que a criança estava tendo o organismo “purificado”. Alguns até sugerem fazer enema com MMS. Com sorte a criança acaba morrendo, com azar, ela fica condenada a uma vida muito pior da que a que ela tinha.

Agora, o oportunismo da vez é prometer qualquer coisa relacionada a coronavírus: melhora o sistema imune, mata o vírus ou qualquer outra mentira. É MENTIRA. É ESTELIONATO. A matemática é bem simples: uma dose que faria alguma diferença para matar o vírus no seu corpo, mataria o seu corpo antes de chegar no vírus. Se não causou danos ao seu corpo, não fez nem cócegas ao vírus.

Nem pense em tomar esse troço ou dar para alguém, em dose alguma, em quantidade alguma, não importa quem recomende. Não passe adiante nada que receber falando dos benefícios disso, pois você poderá acabar sendo responsável pela morte de alguém.


Como saber quando é realmente seguro tomar a vacina? Quantos meses depois do lançamento de uma vacina tenho que esperar?

Como já explicamos em outros textos, os testes de vacinas são divididos por fases. Em um resumo muito simplificado, pois já falamos disso diversas vezes, vamos às fases.

Fase 1, onde a vacina é testada em poucas pessoas, para avaliar se ela provoca algum dano severo à saúde (por isso poucas pessoas, se morrer ou der um problema grave, não desgraça a vida de muita gente). Fase 2, onde se testa em mais pessoas para ver se a vacina desperta imunidade, se a pessoa produz anticorpos quando em contato com aquela informação que a vacina leva ao organismo.

Depois temos a Fase 3, onde se estuda se a imunidade é de fato protetiva, ou seja, se esses anticorpos realmente sabem identificar e atacar o vírus (você ficaria surpreso da quantidade de vezes que uma vacina falha nessa fase), vacinando milhares de pessoas. Chegar na Fase 3, que é onde as vacinas mais avançadas estão, não é de forma alguma certeza de vitória.

Por fim, vem a Fase 4. Se a vacina se provar eficiente na Fase 3, gerando uma imunidade protetora, ela pode ser lançada e pessoas podem ser vacinadas em larga escala, mas ainda resta a Fase 4, que é uma fase de acompanhamento: agora que vacina vai ser aplicada em muito mais gente, podem surgir efeitos colaterais raros, que aparecem apenas em um cada cem mil casos, por exemplo, que só podem ser avaliados na Fase 4.

Então, não é pegar e vacinar o mundo todo de uma só vez. É fazer um processo escalonado e progressivo, vacinando cada vez grupos maiores, acompanhando se, em larga escala, a vacina apresenta algum problema grave. Spoiler: é praticamente impossível vacinar oito bilhões de pessoas e não causar nenhum efeito indesejado a ninguém. A questão é: o risco de tomar x o risco de não tomar. Risco sempre vai haver, é preciso avaliar qual é o melhor custo benefício.

Até a data deste texto, as vacinas mais avançadas do mundo continuam na Fase 3. Em se provando que os anticorpos que essas vacinas geram de fato conseguem combater o coronavírus, iremos para Fase 4. Estima-se que tenhamos as primeiras respostas entre outubro e novembro.

Na Fase 4 a vacina já pode ser aplicada, de forma escalonada e com acompanhamento, nunca para todo mundo de uma só vez. Por diversas questões, a praxe é que os primeiros a receberem essa vacina na Fase 4 sejam os profissionais de saúde: eles entendem o processo, sabem da importância dessa fase e são eles os que estão mais expostos ao vírus, da mesma forma que são eles os mais “valiosos” para se salvar, pois são os que salvam a gente.

Então, para tomar a vacina com o máximo de segurança, o ideal é que você não seja o primeiro da fila na Fase 4. Na real, você não vai ter outra escolha, já que quase todos os países decidiram que vão vacinar primeiro seus profissionais de saúde pois eles são o grupo mais exposto ao vírus. E, no caso deles, por estarem tão expostos, os eventuais riscos de tomar a vacina são menores do que os riscos de não tomar a vacina.

Então, o resumo deste tour pelas fases da vacina é: quando a vacina for liberada para nós, reles mortais, ela já terá passado por um grupo muito grande de pessoas (profissionais da saúde, profissionais de serviços essenciais, grupos de risco e outros), portanto, já entenderemos os riscos dela em grupos granes. Você não precisa ser o último a se vacinar para ter segurança, quando ela chegar até você, já será segura.


Deu merda na vacina de Oxford? A vacina não tinha passado nos testes de segurança da Fase 1? O que aconteceu? A Fase 1 foi mal feita?

Como explicamos na resposta anterior, os testes na Fase 1 são os primeiros a serem realizados, quando não se sabe absolutamente nada sobre o que aquela substância pode provocar. Quase um tiro no escuro. Então, por segurança, se testam poucas pessoas, assim se ocorrerem mortes ou efeitos graves, desgraçam a vida de poucos.

Na Fase 1 a vacina de Oxford passou com louvor, mas, existem problemas que uma vacina pode provocar que ocorrem em poucas pessoas, por exemplo, um a cada dez mil casos. Esses problemas só aparecem quando a vacina é testada em maior escala. Por isso o protocolo de 4 Fases de testes, para pegar inclusive esses efeitos colaterais mais raros.

A vacina de Oxford está na Fase 3, que não é uma fase rápida, pois, no geral, são necessários meses para entender se os anticorpos foram produzidos e se eles são protetivos. As vacinas mais adiantadas começaram seus testes de Fase 3 em junho ou julho, portanto, pelo caminhar normal do processo, só saberemos os resultados sobre o quão protetivas são entre outubro/novembro, se não mais, no caso de vacinas que precisem de mais de uma dose. Qualquer coisa que saia antes disso não é segura.

Nessa Fase 3 são esperados problemas. Por exemplo, se a imunidade que a vacina desperta foi “eficiente demais”, essa resposta imune exacerbada pode causar danos ao organismo: não só não protege como ainda faz com que a pessoa, se adoecer, tenha sintomas piores (papo técnico: piora exagerada por anticorpos, mais ou menos o que acontece com quem pega dengue pela segunda vez, acaba sendo pior). O que aconteceu com a vacina de Oxford é totalmente comum e previsível.

Vacinas também podem despertar respostas autoimunes, quando o corpo ataca a ele mesmo, podendo causar uma série de doenças autoimunes. Você pode achar isso um absurdo que impede a aplicação de uma vacina, mas vacinas que a gente toma podem causar esse tipo de reação, como, por exemplo, a síndrome de Guillain-Barré, que aconteceu nos testes da vacina contra a gripe. Por qual motivo continuamos tomando? A gripe também pode causar Guillain-Barré, inclusive é muito mais provável ter essa síndrome pegando a gripe do que tomando a vacina, então, a vacina continua sendo aplicada.

No caso da vacina de Oxford, a coisa está meio nebulosa, pois eles não quiseram divulgar exatamente o que aconteceu, então, eu vou pelas fontes mais confiáveis que encontrei (que, ainda assim, não são informações oficiais do laboratório, portanto, podem estar incorretas). Ao que tudo indica, os testes foram paralisados pois uma das pessoas que tomou a vacina teria apresentado uma doença chamada “Mielite Transversa”, que é, em um resumo muito simplório, a inflamação da medula espinhal.

É praxe em qualquer estudo pausar o andamento se alguém apresenta algum problema grave, que demanda internação hospitalar. Inclusive essas regras são estabelecidas antes mesmo do estudo começar. Portanto, a paralisação do estudo atendeu ao protocolo regular. Não quer dizer que eles tenham certeza de que foi a vacina a causar o problema. Paralisaram, pois, essa é a regra do jogo, esse é o “contrato” que rege aquele estudo.

E aqui cabe um adendo: pausar o estudo significa não recrutar novos voluntários. Quem já se vacinou segue em frente, continua sendo monitorado. Apenas não acrescentam novos voluntários e não aplicam uma segunda dose em quem tomou a primeira, se esta segunda dose for necessária. Então, não impede que o estudo continue, apenas restringe o número de pessoas estudadas, temporariamente, o que gera, no máximo, um atraso. Não tem nada paralisado.

Como foi confirmado que a pessoa que adoeceu estava tomando a vacina, e não o placebo, que está previsto nesse estudo (e que costuma ser regra) é que um comitê independente avalie a pessoa que adoeceu: seu histórico médico, seus hábitos, enfim, que vasculhem a vida da pessoa para tentar entender o que aconteceu e definir se a causa provável foi a vacina.

O que há de preocupante nesse caso: parece que os testes com essa vacina de Oxford já foram paralisados em outra ocasião e parece que também foi um problema simular, porém foi descartado pelo laboratório que tivesse qualquer relação com a vacina. Não são informações oficiais do laboratório, mas são informações que não foram desmentidas pelo laboratório, portanto, no mínimo, há uma luz vermelha de alerta que está piscando.

Hoje, a vacina de Oxford está sendo testada em cerca de 30 mil pessoas. Se duas em 30 mil tiveram uma doença grave, façam as contas e vejam o que vai acontecer com oito bilhões. Isso quer dizer que a vacina falhou ou vai te adoecer? Não. Isso quer dizer que é preciso cautela. Por ordem do laboratório, o estudo foi retomado, portanto, é de se presumir que chegaram à conclusão de que é seguro levar o estudo adiante.

Talvez o processo se complique, talvez demore um pouco mais. Não sabemos. Já existem alguns cientistas dizendo que, para tomar esta vacina de Oxford com total segurança, só em 2022. Nos resta esperar e continuar avaliando os resultados. Não dá para afirmar que a vacina falhou nem para afirmar que ela vai ser aprovada.

Só tenham em mente que, pela lei da probabilidade, a maioria das vacinas vai falhar: ou não vai gerar uma imunidade protetora, ou vai causar reações indesejáveis, ou vai proteger parcialmente. É assim que a coisa funciona.

Não é motivo para desanimar. O problema é que a mídia vendeu essa vacina de Oxford como se fosse algo certo, principalmente no Brasil, onde o Pseudo-Ministro da Saúde disse que em janeiro a população já estaria sendo vacinada com ela. Não. Não é assim que a ciência funciona. Não sabemos nem ao menos se ela protege contra o vírus, muito menos se não causa danos quando aplicada em muitas pessoas.

Pior do que não ter vacina, é ter uma vacina que causa danos à população, principalmente em um momento como este: é todo o argumento que os anti-vacinas querem para consolidar sua teoria. Seria uma tragédia, seria um golpe mortal na ciência. Então, agora mais do que nunca, é imprescindível que todas as fases de teste sejam conduzidas com o máximo de cuidado e retidão.

Desde o dia 1 a gente avisa que vacina DEMORA, que é assim que a ciência funciona. Não adianta reclamar de pessimismo, falar em fé ou qualquer outra negação da realidade: não é questão de opinião, não é questão de ponto de vista, a vacina provavelmente vai demorar mais do que você espera, até aprovação, distribuição e efeitos protetivos no organismo. Se você tem alguma expectativa de data, sugiro que se desfaça dela.


A Sinovac disse que sua vacina foi aprovada para “uso emergencial”. É seguro?

Não. Não deu tempo de fazer todos os testes necessários. É uma questão matemática: não deu tempo de testar para garantir a segurança, por melhores que eles sejam. Esse “uso emergencial” vem sendo cogitado por países como Peru, China e outros. Mais ou menos o mesmo que falaram da vacina Russa algumas semanas atrás.

Porém, eles começaram a Fase 3 em agosto. Não daria tempo testar e já começar a vacinar a população em setembro ou outubro. Eles dizem que o primeiro lote já estaria liberado e começará a ser usado na população. Só será seguro se for aplicada a partir de novembro. Antes disso é irresponsabilidade. E não é só em shit hole, nos EUA também estão ventilando vacinar as pessoas o quanto antes, provavelmente por causa das eleições. Em resumo, por motivos diferentes, vários países estão falando em vacina liberada antes da hora para “uso emergencial”. O que é isso?

Três opções: 1) estão tirando onda e só vão vacinar mais pra frente e falando isso para acalmar a população ou conseguir votos; 2) estão chamando a Fase 3 de “uso emergencial” para parecer que estão mais adiantados quando na verdade continuam testando profissionais de saúde da Fase 3; ou 3) de fato vão vacinar todo mundo e colocar a população em risco de forma irresponsável.

Não sei qual dessas realidades vai se materializar em cada país. Se for a 1 ou a 2, é apenas marketing para enganar quem não entende como a ciência funciona. Se for o 3, lamento muito pela população do país. E eu sinceramente espero que o Brasil não sejam um desses países a aplicar a CoronaVac, vacina da Sinovac, sem respeitar todas as fases do teste.

Para dizer que não preciso mais fazer estes textos pois no Brasil a pandemia acabou, para dizer que sempre tem um imbecil para queimar etapas e acabar com a credibilidade da vacina ou ainda para fazer alguma piada com o termo “coronga”: sally@desfavor.com

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Comentários (10)

  • Essa mielite pelo que pesquisei pode deixar paralisado, né? E já foram 2 pessoas! Prefiro morrer de corona donque ficar paralítico de mielite. Nem fodendo eu gomo essa merda. Como vão obrigar? Não viajo mesmo, trabalho por conta, então fodam se!

    • Vamos lá:

      1) Não está confirmado se é essa a doença
      2) Se levar o vírus atenuado ou parte dele para dentro do corpo da pessoa causa isso, as probabilidades de você ter esta mesma doença se pegar o coronavírus são MUITO MAIORES, portanto, se você não quer ter, a vacina é sua melhor chance, pois pegar, todo mundo vai pegar a doença.
      3) No Brasil não vão te obrigar a absolutamente nada, pode ficar tranquilo

  • O charlatão (sim, tem tipificação específica para isso no código penal) que fica colocando díóxido de cloro como panaceia pra problemas de saúde devia ter uma pena mais pesada que traficante de drogas, até porque no geral quem vai lá comprar maconha, cocaína, heroína e coisas do tipo ao menos tem noção ainda que parca do que está fazendo, ao contrário de boa parte das vítimas desse tipo de charlatão, que tem um nível de ignorância científica que infelizmente dá espaço para tais golpes.
    Mas tendo em vista que as raízes de tal conceito pseudocientífico e pseudomedicinal está provavelmente na homeopatia, não me causa estranheza isso.

    • Concordo. O traficante vende algo que pode ser nocivo mas quem compra está bem ciente. Quem vende MMS está explorando o desespero alheio, mentindo e falando em nome da ciência sem ter qualquer aval para isso.

  • Essa história do Dióxido de Cloro me assustou! Quem comercializa essa substância tóxica como uma solução milagrosa aproveitando-se do desespero de pais e familiares tem que ser punido severamente! E eu gostei do resumo sobre as fases da vacina. Infelizmente, a crise do coronavírus ainda está longe de terminar e todos nós
    temos que nos conformar em continuar esperando por uma solução durante mais algum tempo. Só temo que esse resumo, por conter certas informações que certamente vão desagradar quem é impaciente e não entende de ciência, atraia para cá um monte de malucos querendo te desacreditar, Sally.

    • Como se não bastasse o MMS (Dióxido de Cloro), os charlatões agora estão com MMS 2 (Hipoclorito de Cálcio).
      Para usar para tratamento de água em regiões onde o saneamento básico é deficiente e na dosagem adequada, o uso de tais substâncias é aceitável, mas tanto o Dióxido de Cloro quanto o Hipoclorito de Cálcio são altamente tóxicos, sendo que a manipulação deve ser feita com cuidado e nada de ingerir ou utilizar como enema.
      Tanto o Dióxido de Cloro quanto o Hipoclorito de Cálcio são usados pra efeitos de tratamento de água como agentes bactericidas, mas é numa dosagem baixíssima (na faixa de alguns mls pra 1 m3 de água) justo por conta da toxicidade de tais compostos, que são 3 em risco a saúde na escala da IUPAC.
      Se a exposição a isso já é por si insalubre, imagina usar isso como um pretenso tratamento médico.

      • Pôxa, teu.mobi, quer dizer então que essa situação toda é ainda pior? Não sabia disso… E, francamente, esse charlatanismo é o tipo de coisa sobre a qual eu prefiro continuar sem saber nada a respeito, que é para não me indignar ainda mais com esses filhos de umas putas que agem de má fé, empurrando substâncias tóxicas como “remédio milagroso” para desesperados. Isso é monstruoso!

        • Pela lei, os crimes de charlatanismo e curandeirismo no qual essa turma se enquadra ficam praticamente que de graça e é de doer gente indo tentar vender o hipoclorito de cálcio e os compostos pra preparação do óxido de cloro especificamente pro tratamento de água em comunidades rurais onde não se tem acesso a água tratada e me vem os desgraçados perguntando pros vendedores se seria o tal “MMS”, colocado como panaceia pelos charlatões que vem lá dos EUA com essa patifaria.
          E a questão de religião é uma escora a mais pra esse bando de picareta depois se fazer de perseguido e de coitadinho. Dá uma vontade enorme de socar esses pilantras.
          Outra moda pro “tratamento” do autismo atualmente é o óleo de canabidiol (sim, um derivado da Cannabis sativa) e ele é comumente vendido na cara dura em grupos no facebook como uma panaceia. Apesar de ter pesquisas indicando que elementos presentes no óleo podem sim ajudar em casos de epilepsia (que é um problema nos autistas, em especial os em condição mais severa), se precisa levantar melhor os efeitos colaterais e a venda sem controle com base em referências anedóticas é um problema sério. E ai se você levantar a possibilidade de que as melhorias eventualmente poderiam ocorrer sem o uso de tal óleo, visto como “milagroso” pelas mães de miss, digo, pelas mães de autistas.

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