Revolta da Vacina

Uma doença fora de controle fazendo com que estrangeiros tenham medo de pisar no país, uma infinidade de notícias falsas desencorajando as pessoas de tomarem vacina, muita gente morrendo de forma desnecessária… Parece atual? Não é. Desfavor Explica: Revolta da Vacina.

O cenário era um Rio de Janeiro capital do Brasil, no ano de 1904. O planejamento urbano da cidade já havia se tornado obsoleto, insuficiente para a quantidade de habitantes e para o comércio, o que trazia sérios problemas de saúde pública. Doenças como varíola, peste bubônica (sim, uma doença da idade média, bombando em 1904) e febre amarela castigavam a população.

Alegando a necessidade de modernizar a cidade, o então Presidente da República, Rodrigues Alvez, ordenou uma série de reformar urbanas e sanitárias. Por óbvio, estas medidas alteraram a vida e a rotina da população. Uma delas foi a gota dágua para gerar uma grande insatisfação, que rapidamente escalou para atos de violência e desobediência civil, o que a imprensa à época chamou de a imprensa chamou de “a mais terrível das revoltas populares da República”: a Revolta da Vacina. Mas, para entender como tudo começou, é preciso compreender o contexto da época.

A situação do Rio de Janeiro era calamitosa. Estrangeiros ou pessoas de outras localidades do país estavam parando de ir ao Rio por medo de adoecer ou morrer. Isso começou a impedir investimentos na cidade e no país, bem como a chegada de produtos, maquinário e mão de obra estrangeira. É preciso levar em conta que um dos mais importantes portos comerciais ficava na capital e vários navios estavam se recusando a passar por lá, graças aos riscos sanitários.

A fama do Rio de Janeiro era a de um chiqueiro no mundo. Há inclusive uma série de charges e desenhos que retratam a cidade como um antro de doenças, com a morte de capuz e foice te esperando quando você saísse do navio. Em uma delas, Argentina e Uruguai são retratadas como belas damas bem vestidas, enquanto o Rio é uma mendiga jogada no chão no meio dos porcos, cheia de doenças.

O resultado disso foi óbvio: diplomatas se recusavam a pisar no Rio de Janeiro, comerciantes também. Navios não queriam atracar nos portos. Não chegavam produtos de fora, não chegavam bens de fora, não chegava mão de obra estrangeira, ninguém queria comprar os produtos brasileiros. Só para citar um exemplo, ao atracar no Rio, o contratorpedeiro italiano Lombardia perdeu 234 de seus 337 tripulantes por causa das doenças locais.

Para reverter esse quadro de prejuízo financeiro (ninguém realmente se importava com as vidas), o Presidente nomeou uma série de pessoas encarregadas de promover as mudanças sanitárias para que o Rio de Janeiro deixasse de ser uma cidade pestilenta e temida e pudesse voltar a faturar. Entre eles, nomeou o médico sanitarista Oswaldo Cruz, como chefe da Diretoria de Saúde Pública (uma espécie de Ministro da Saúde da época).

Uma vez nomeado, ele se viu obrigado a lidar com um povo muito ignorante, sem a menor noção de como funcionava a ciência, onde uma boa parcela sequer acreditava na existência das doenças, ou achava que Deus iria curá-los, ou achava que um remédio caseiro os protegia ou acreditava que elas não eram tão graves, apenas eram usadas pelo governo para manipular o povo. Obviamente estas pessoas não colaboravam com as medidas impostas que lhe causassem restrições.

Importante citar que outras medidas, que não eram de competência do sanitarista, também estavam aborrecendo a população, principalmente as de caráter urbanístico. Muitas casas em locais insalubres ou por onde passariam obras de saneamento tiveram que ser removidas, por exemplo, o que causou revolta em seus moradores. Então, havia uma animosidade brotando a partir de diversas medidas do governo.

O povo, obviamente, não estava feliz com a quantidade de doenças e com o número de mortes, mas queria que as autoridades resolvam o problema sem mudar nada em suas rotinas. Quando começou o combate à peste bubônica, toleraram bem, afinal, ninguém se importa de matar ratos. O mesmo para febre amarela: tá tranquilo matar mosquitos. Mas quando chegou a hora de combater a varíola… aí a coisa complicou.

Oswaldo Cruz não era uma pessoa com vertente ditatorial, apesar de ser pintado assim em diversas ocasiões. Sendo possível, ele fazia as coisas de boa, tanto é que suas medidas para erradicar a peste bubônica e a febre amarela correram sem maiores problemas. Porém, seja pela natureza da doença (que se combate com vacina), seja pelo acúmulo de fatores citados, ao adotar as medidas necessárias para erradicar a varíola, ele criou uma forte resistência no povo, o que acabou culminando na Revolta da Vacina.

Quando se lida com um povo ignorante, que mais se assemelha a um animal do que a um ser humano e se tem a missão de erradicar uma doença, dificilmente isso será conseguido com consentimento e harmonia. Foi necessário endurecer as medidas contra a varíola, então, criou-se uma lei com todos os mecanismos necessários para assegurar que negacionistas, ignorantes e qualquer outro grupo cumpririam o plano sanitário – por bem ou por mal. E esse foi o estopim para uma revolta popular.

Havia medidas extremas na lei, coisas como entrar nos lares contra a vontade das pessoas, internar doentes contra sua vontade e, principalmente a vacinação obrigatória enfureceram a população. Agentes de saúde poderiam entrar nas casas e vacinaras pessoas na marra, pois se entendia que o bem estar da coletividade se sobrepunha ao direito individual. Vacina era questão de saúde pública, não opção.

Além disso, atestados de vacinação eram exigidos para matrículas em escolas, acesso a empregos públicos, emprego nas fábricas, hospedagem em hotéis e casas de cômodo, viagem, casamento e voto. Também se sujeitava a pessoa não vacinada a uma série de sanções, como por exemplo, multa. Isso foi considerado uma tirania e uma afronta ao direito individual de escolha.

A vacinação obrigatória foi atacada em diversas vertentes, para tentar cooptar o maior número de pessoas resistentes possível. Além do clássico argumento de violar um direito individual, escolher se que ou não tomar uma vacina, outros foram levantados. Por exemplo, se entendia como assédio contra as mulheres, pois estranhos, à força, as agarravam para aplicar a vacina.

Também se falava que era um plano governamental de extermínio dos mais pobres, pois a vacina os mataria, ou seria usada para controlar suas mentes. Também havia os que diziam que a vacina não havia sido testada e que usariam a população como cobaia, listando uma série de efeitos colaterais tenebrosos que ela poderia causar. Enfim, uma longa lista de teorias da conspiração sem qualquer fundamento, mas que pegaram entre o povo, considerando que eles já estavam de saco cheio das mudanças efetuadas para melhorar a cidade.

No dia seguinte da publicação dessa lei que tornava obrigatória a vacina o povo começou a ir às ruas, com muita indignação e violência. Um grupo começou a discursar contra a vacina e fazer arruaça, até que a polícia chegou e prendeu os desordeiros. Os demais ficaram enfurecidos e, aos gritos de “Morra a polícia! Abaixo a vacina!” e entraram em confronto. Estava armada a confusão, que não parou mais e foi escalando. No começo, eram paus, pedras e pedaços de ferro para atacar os policiais, depois a coisa piorou.

Em paralelo, começaram a divulgar de forma massiva todo tipo de boato para causar mais medo e resistência à vacina. Como a vacina era feita de material colhido de vacas, os anti-vacinas da época espalhara, só para citar um, o boato, que que quem se vacinasse ficaria com feições bovinas. O medo crescia, enquanto agentes de saúde entravam à força na casa das pessoas e as vacinavam à força. Na melhor das hipóteses, imobilizando-as. Na pior, dando porrada mesmo.

Foi criado um movimento de resistência organizada, a Liga Contra a Vacinação Obrigatória. Os confrontos aumentaram. Agora já estamos falando em tiros, depredação e mortes. É claro que isso não veio apenas pela questão da vacina, já havia uma insatisfação prévia do povo e também interesse de diversos grupos em minar a credibilidade e até retirar o Presidente do poder. Grupos opositores financiados por monarquistas (que pretendiam criar desordem para voltar à cena política) foram muito bem pagos para espalhar o medo.

Aos poucos, a cidade foi se transformando em um campo de batalha, com direito até a barricadas. Agora a violência não era apenas contra os policiais, mas também contra o patrimônio público. Bondes eram depredados e incendiados, tal qual fazem com os ônibus hoje em dia. Postes eram derrubados, calçadas eram quebradas. Delegacias e repartições públicas foram invadidas. O governo chegou a decretar Estado de Sítio, tamanha a confusão e violência.

Notícias falsas, textos e charges eram publicados em jornais em troca de “doações” generosas a estes meios e causavam medo e alarmismo na população. As pessoas lutavam contra a vacina como quem lutava para salvar a própria vida. Morrer não era uma opção tão assustadora quanto ver seu filho ficar com feições bovinas ou ver sua mãe se transformar lentamente em uma vaca. As notícias eram falsas, mas a motivação das pessoas era real. Nunca subestime o poder do medo.

A coisa continuava escalando, então, colocaram o exército e a marinha na jogada. No meio da confusão, um golpe de estado ganha forma e militares marcham para o Palácio do Catete, para depor o Presidente. Há muitos confrontos no caminho. É sugerido que o Presidente se refugie em um navio da marinha, mas ele se recusa. Um bombardeio bota um ponto final na tentativa dos rebeldes, que se rendem.

O saldo final, oito dias depois, foi uma tragédia, se considerarmos o curto período de tempo e a quantidade de pessoas que habitavam a cidade à época: prisão de mais de 900 pessoas, 30 mortos, 110 feridos e 461 deportações para o Acre (não, não é piada). O governo também se comprometeu a reverter temporariamente a obrigatoriedade da vacina, na intenção de tentar informar às pessoas sobre seu mecanismo de funcionamento, para que não gere tanta resistência. Mas o estrago já estava feito, para ambos os lados.

A população continuava aterrorizada com a vacina. Graças ao pavor generalizado, muito bem implementado por toneladas de notícias falsas, as pessoas continuaram fugindo da vacina por muito tempo. Há quem culpe a truculência do governo na aplicação das mesmas, mas o medo era anterior. Foi o medo e a desinformação que geraram toda essa confusão.

O resultado foi previsível: naquele ano morreram, oficialmente, 3500 pessoas da doença (extraoficialmente foram muitos mais). Posteriormente, uma nova epidemia de varíola matou mais de 7000 pessoas. A coisa durou tanto que a varíola só foi erradicada do Brasil na década de 70, ou seja, 40 anos atrás.

Tem muito historiador que exalta a Revolta da Vacina como uma mostra da força do povo unido. Não sei quanta maconha é preciso fumar para distorcer as coisas até esse ponto. O dito “povo unido” era uma massa manipulada pelo medo, por elites que queriam criar o caos para benefício próprio, instigando o povo a fazer algo que era ruim para todas as pessoas. Além disso, o povo apanhou feito bicho e se rendeu, então, mesmo que fosse alguma demonstração de força, falharam miseravelmente.

E, ainda que se queira ver o fim da vacina obrigatória como uma espécie de “vitória” para o povo, não foi. Morreu muita gente por causa da doença, novos surtos vieram, muita gente sofreu de forma desnecessária e o Rio de Janeiro continua a mesma pocilga imunda e infestada de sempre, com urbanização precária e saneamento lamentável.

Então, se você quer achar bonito um povo se revoltando, não tem muito valor quando acontece por medo de tomar uma vacina e ficar com feições bovinas. Para uma revolta consciente, digna de orgulho, é pré-requisito que esse povo tenha uma boa base de educação, assim o farão com propriedade e por vontade própria, não dando tiro no pé e manipulados. Tem que ser muito débil mental para aplaudir o povo sendo usando como massa de manobra para uma causa que o prejudica.

A triste constatação é que o que aconteceu em 1904, pode se repetir com uma nova roupagem no ano que vem. Provavelmente o alcance de notícias falsas e dessa indústria do medo será muito maior, graças às redes sociais. Hoje, cerca de 30% da população, sem qualquer sabotagem, resiste à ideia de tomar a vacina contra o coronavírus. Imagina para onde sobe esse percentual com uma boa campanha difamatória, ainda mais se a vacina mais eficiente for a de origem chinesa.

Mesmo a varíola sendo uma doença apavorante (se você clicou no link contido neste texto você sabe), com alto contágio e alta letalidade, o medo de notícias falsas era maior. Quem dirá o que pode acontecer se fosse uma doença vista pela população como apenas uma “gripezinha”.

Que a história sirva para ensinar algo. É inadmissível que, mais de cem anos depois, a população brasileira continue no mesmo patamar de ignorância, obscurantismo e manipulação. Talvez a força bruta não seja a resposta. É mais provável que a solução esteja no bolso: tira qualquer benefício governamental para quem não se vacinar, cobra o dobro de todos os impostos, retira o poder familiar de pais com filhos não vacinados. Alguma coisa drástica precisa ser feita.

Para dizer que acha necessária a violência física sim, para dizer que ainda se arrepende de ter clicado naquele link que mostra um doente de varíola ou ainda para dizer que é injusto dizer que no Brasil nada muda pois certamente as coisas pioram com o passar dos anos: sally@desfavor.com

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Comentários (28)

  • Engraçado que no livro que estudei na oitava série o autor fala que o Rodrigues Alves fez um plano de modernizar o Rio tendo base Paris, alargando ruas e com novas construções. E isso requeria expulsar os pobres do centro, destruindo seus barracos e mandando para a periferia, o que aumentou as favelas. Fazia parte dessa modernização melhorar a saúde da população e aí tem essa história toda de forçar as pessoas a tomarem vacina na base da violência, o autor até menciona que apontavam uma arma nas pessoas que tentassem resistir (!). Aí que desencadeou a Revolta da Vacina, com o autor falando que não houve o esclarecimento devido e por isso que o povo fez o que fez. Ainda destaca um desses revoltosos falando para um jornal “Essas coisas são boas pra mostrar que a negada não é carneiro não”. Enfim é o que você falou “Tem muito historiador que exalta a Revolta da Vacina como uma mostra da força do povo unido”.

  • O dito “povo unido” era uma massa manipulada pelo medo, por elites que queriam criar o caos para benefício próprio, instigando o povo a fazer algo que era ruim para todas as pessoas.

    Como hoje em dia, aliás.

      • O que mudou é que hoje o pessoal é mais dissimulado, mascarando por trás de um pretenso discurso de inclusão, de empatia com o próximo e de preocupação com o bem social os seus interesses egoísticos, sendo que as hordas de GADO POLÍTICO estão só aumentando, seja a direita, seja a esquerda.

        Basta seguir o rastro do dinheiro que você já nota logo a podridão por trás desses think tanks ideologizados que vivem de manipular a opinião pública conforme sua própria conveniência.

  • Deu ruim pra uma das cobaias da vacina de Oxford né? Eu não julgo quem tenha medo. Eu por ex vou ser o último a tomar.

  • É verdade. Mas laboratórios até hoje não são anjinhos inocentes. Em 2019, a empresa alemã que produziu a talidomida (entre 1957 e 1965) tirou o corpo fora quanto às indenizações das vítima brasileiras usando um argumento nojento sobre o nome comercial do produto. Sabia-se desde 1959 que o medicamento causava malformação nos fetos, mas continuava a divulgação de sua indicação para aliviar enjoos de gestantes. Só em 1965 o produto parou de ser comercializado. Se você acha bonito o seu bebê nascer com os bracinhos do Horácio, não clique neste link:

    https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/o-novo-escandalo-da-talidomida/

    • Não são santos. Nenhuma empresa é. A própria vacina contra Polio chegou a causar problemas. Em uma das levas o vírus estava “mal inativado” e matou gente.

  • Essas charges d’O Malho e da FonFon são deveras interessantes, mesmo com as ressalvas que podem ser apontadas retrospectivamente. E o melhor é que o acervo da Biblioteca Nacional dessas publicações (e de muitas outras mais) está disponível eletronicamente.

  • Se prepare que no próximo Ei Você provavelmente vai ter um monte de estudantes caindo aqui por pesquisar sobre a Revolta da Vacina pro trabalho de História, hahahaha!

    Nada a acrescentar sobre a parte médica. Mas esse tal cartum retratando Argentina e Uruguai como mulheres bonitas e o Brasil como uma mulher feia e suja cheira mais a racismo, mesmo. Já que o apelo da Argentina e do Uruguai sempre foi “Não tem negros e índios aqui! Somos europeus puros*!” e mais ou menos nessa época estava rolando o infame projeto de enbranquecimento do Brasil e teorias de que miscigenação emburrece as pessoas. Pode ter sido coincidência, mas honestamente duvido.

    *Adendo: europeus no geral desprezam descendentes da diáspora, argentino, brasileiro sulista, e até americanos e canadenses. São vistos como desertores. E no fundo eles sabem disso, tanto é que essas comunidades de alemães, russos, polacos, eslavos etc. nunca voltam pros seus países de origem. No máximo falam o idioma original dentro de casa, guardam costumes “culturais” que hoje são irrelevantes para o país de origem que não parou no tempo e viram documentário no Globo Repórter.

    • “(…) europeus no geral desprezam descendentes da diáspora, argentino, brasileiro sulista, e até americanos e canadenses”

      Posso estar enganado, Lucas – e por favor me corrija se eu estiver – , mas me lembro vagamente de ter lido em algum lugar que ingleses mais velhos e reacionários, pelo menos até o período de Churchill como Primeiro Ministro, ainda se enchiam de empáfia pelo Império Britânico, “onde o sol nunca se põe”, e se recusavam a chamar os EUA de “Estados Unidos”, preferindo referirem-se à terra do Tio Sam sempre como “As Colônias”. Será que isso acontecia mesmo?

      • Não posso dizer nada sobre os ingleses, mas posso deixar minha esperiência.
        Eu vim de uma dessas colônias de alemães de Santa Catarina, sempre ouvi pessoas da minha família falando em alemão e mantendo algumas tradições de família, o que por si só nem é ruim, só é meio vergonha alheia quem mergulha demais no roleplay de alemão e acha que vai ser visto como um alemão se for pra Europa. Morei na Alemanha por 5 anos e sempre fui tratado como um imigrante normal, e também nunca achei que eu merecia algo de especial, é claro. Meu ponto é que tem sulista que é iludido demais com essa coisa de ascendência europeia. Além disso, muita gente, até aqui no Desfavor, parece idealizar demais a Europa. Lá tem lugares bons, mas na hora de migrar tem que ter expectativas realistas. Lixo no chão, gente mal educada, gente babaca, golpista, criança mal educada, leis estranhas, coisas caras… existem em qualquer lugar, em maior ou menor grau. Se cuidem.

        • Minha família é italiana, vó veio da Itália depois da 2a guerra, daí… Acabou que crescendo no sul, em Santa Catarina. E eu tenho a mesma impressão que tu, Lucas, sulista é iludido demais com essa visão europeia descendente.

          • Essa coisa de “sulista iludido demais” com sua euro-descendência é algo interessante para se discutir. E deve, claro, haver muitos que, chegando na terra de seus ancestrais, descobrem da pior maneira possível que lá eles são tão tratados como meros “cucarachas” quanto qualquer outro imigrante latino-americano.

    • Se prepare que no próximo Ei Você provavelmente vai ter um monte de estudantes caindo aqui por pesquisar sobre a Revolta da Vacina pro trabalho de História, hahahaha!

      Também acho.

  • “É inadmissível que, mais de cem anos depois, a população brasileira continue no mesmo patamar de ignorância, obscurantismo e manipulação.” Nas últimas semanas houve um monte de manifestações anti-lockdown e anti-vacina na Europa branquinha e civilizada, querida.

    • Maluco tem em tudo quanto é canto, meu anjo.
      Mas em países decentes, essas pessoas estão em menor quantidade e recebem um tratamento que… as desencoraja a continuar assim.

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