Verdade indefesa.

Semana passada, um jovem de 17 anos chamado Kyle Rittenhouse ganhou todas as manchetes da mídia americana ao atirar fatalmente em dois manifestantes do movimento Black Lives Matter, e ferir gravemente um terceiro. Os protestos daquele dia eram resultado da divulgação de um vídeo de mais uma ação policial violenta contra um homem negro. Dependendo de onde você tentar se informar sobre esse caso, vai conhecer duas versões totalmente diferentes sobre o caso: numa delas, um assassino cruel, na outra, um herói trágico. Qual delas é a verdadeira?

Os Estados Unidos estão passando por um momento bem complicado da sua história. As manifestações contra a polícia podem até ter perdido o tamanho histórico que alcançaram em meses passados após a morte de George Floyd, mas a sua face mais agressiva continua aparecendo nas noites de diversas cidades americanas. São inúmeros relatos de incêndios, depredações e violência acontecendo todos os dias em grandes centros urbanos, e recentemente, até nos costumeiramente pacatos subúrbios da classe média.

E muito pelo clima político extremamente divisivo pelo qual eles passam, há uma grande guerra de versões acontecendo ao mesmo tempo: uma parte da grande mídia posa diante de incêndios e batalhas campais dizendo que os protestos são pacíficos, outra alerta o cidadão americano sobre uma verdadeira guerra civil acontecendo diante de seus olhos. O público e os políticos tendem a seguir o mesmo caminho de desafio à realidade: liberais e democratas fazem vistas grossas para o componente violento dos protestos, conservadores e republicanos falam sobre os bárbaros nos portões prontos para destruir tudo.

A realidade não parece concordar com nenhum dos lados. Os EUA parecem sob pressão, é claro, mas não parecem próximos de um desastre nessas proporções. A vida ainda segue na maior parte do país, mesmo com interrupções da ordem claramente violentas pelos manifestantes do Black Lives Matter e Antifa. O maior problema nesse momento é que é muito difícil encontrar uma análise fria sobre a situação: tudo precisa ser moldado dentro de uma narrativa política. Ou a América é pior que a Alemanha Nazista, ou é o país mais justo do mundo. Sem meios termos.

Então, vamos voltar ao caso de Kyle. O rapaz saiu de sua casa armado com um fuzil (o que por lá é legal) e viajou até uma cidade próxima (em outro estado) para ajudar a proteger pequenos comerciantes de Kenosha contra um grande protesto programado para aquela noite. Naquela cidade, pouco tempo antes, o vídeo de policiais atirando seguidas vezes pelas costas de um homem negro causou grande comoção nacional. Até os jogos da NBA pararam porque vários atletas se recusaram a disputar as finais do campeonato. Era óbvio que o Black Lives Matter e a Antifa estariam com força na cidade.

E já aqui, as versões começam a divergir: para a esquerda, Kyle saiu de casa na intenção de vivenciar suas fantasias racistas com uma arma de grosso calibre. Para a direita, Kyle é um cidadão modelo que aceitou o chamado da justiça e foi proteger os inocentes que poderiam perder tudo com a depredação. E se você não escolher uma dessas versões, já é nazista ou comunista. Como eu não preciso defender nenhuma causa, posso dizer que é bem provável que a verdade esteja no meio: é de um maniqueísmo infantil achar que Kyle foi para Kenosha com o dedo coçando para matar negros, e é uma piada achar que ele não estava animado com o prospecto de usar sua arma e ser um herói americano contra os selvagens comunistas. Anos de propaganda política e radicalização online criaram os soldados dessa guerra que vemos nas ruas americanas.

A história continua com protestos violentos pela cidade, de um lado a polícia e a “milícia alternativa” formada por pessoas armadas como Kyle, do outro, manifestantes demonstrando diversos graus de violência. Eles começam a destruir propriedade privada, e obviamente entram em conflito com o grupo que foi até lá fazer essa vigilância. Os ânimos se acirram, como era óbvio que se acirrariam, fruto da falta de pulso das autoridades que tem mais medo de serem chamadas de racistas do que de deixar a cidade queimar. Mas, é claro, não sem antes colocarem a polícia para enfrentar os manifestantes. Por que, afinal, o que pode dar errado?


VÍDEO DO MOMENTO DOS TIROS


Bom, algo que deu muito errado está devidamente filmado no caso de Kyle. Perseguido por um grupo volumoso de participantes tentando atacá-lo, seguros pela vantagem numérica. Kyle parece preferir correr do que tentar qualquer outra coisa. Mas um após o outro, manifestantes começam a acertar golpes, até que Kyle finalmente tropeça e cai. Imediatamente um dos manifestantes tenta atacar ele ainda no chão. Normalmente estar caído diante de uma turba enfurecida é uma situação perdida, coisa para encolher o corpo e torcer para tomar só uma surra, claro, perdida se você não tem um fuzil em mãos.

Escutamos o primeiro tiro. Um outro homem se aproxima com um skate, pelas costas do já caído Kyle. Ele tenta acertar um golpe com o skate (alegaram que ele tentou tirar a arma de Kyle, mas a cena mostra um golpe), mas acaba passando por cima do homem com um fuzil. Não traga um skate para uma luta de fuzil. Segundo tiro, claramente no susto. Um terceiro homem se aproxima para tentar mais um golpe. Impressionante como ninguém parece perceber a relação entre atacar uma pessoa com um fuzil e tomar um tiro… mas esse terceiro homem tem um trunfo: ele também está armado, talvez por isso a coragem. Kyle percebe e dá mais um tiro, quase arrancando o braço desse cidadão. Finalmente as pessoas ao redor dele percebem que não vai ter linchamento contra uma vítima usando uma arma de guerra. Kyle consegue se levantar e corre em direção da polícia. A polícia não o prende, deixa ele passar, o que não parece certo, mas no contexto da cena, até dá para imaginar que eles tivessem mais simpatia com quem não fosse amigo dos caras pedindo a morte deles. O homem do skate morre, o outro fica com o braço bem destruído. A outra morte atribuída a Kyle é de um homem com o qual supostamente brigou antes do vídeo começar a ser gravado, e segundo as informações apuradas, também não começou essa, atirando depois de ser atacado. Se serve de consolo para a narrativa do racismo, todas as vítimas eram brancas.

Agora, te desafio a achar um grande veículo de mídia que contou essa história além dos claramente alinhados à direita. No Brasil, foi monoversão: “nazista mata covardemente manifestantes pacíficos” na manchete e bola pra frente pra próxima matéria sobre a bunda da Anitta ou algo do tipo. Pudera, é a versão de praticamente todos os grandes jornais de língua inglesa. O estagiário não recebe o suficiente para analisar mesmo a história, e em defesa dele: o povo que estava dizendo que Kyle agiu em legítima defesa é o mesmo que fala de conspiração comunista sobre vacinas… é isso que a direita ganha por ficar dando abrigo para maluco.

Mas, pensando bem, talvez nem ajudasse muito se o estagiário lesse a versão contraditória, ia parecer tão irreal quanto a narrativa pró-manifestações a qualquer custo. Os vídeos e fotos do evento demonstram que Kyle estava se defendendo de um linchamento, os “manifestantes pacíficos” tinham armas sim, e tem foto do cidadão que tomou tiro no braço segurando sua arma na altura da visão de Kyle. Agora, se você cair na armadilha de politizar o fato, procurando só mocinhos e bandidos, não vai falar sobre o que diabos aquele moleque imbecil estava fazendo com um fuzil no meio de um protesto que todo mundo sabia que seria violento. Não vai falar sobre a falta de informações confiáveis sobre a primeira briga na qual se meteu e atirou matando uma pessoa. Se fosse justificável atirar nos manifestantes, a polícia já teria feito.

É evidente que Kyle estava procurando problema. Típica ideia cretina de quem tem 17 anos, e sim, temos que levar a idade dele em consideração: eu com certeza não me lembro de ter ideias muito boas aos 17. Agora, minhas ideias idiotas no máximo me colocavam em lugares que não pareciam muito seguros ou na expectativa desesperada por uma menstruação… eu não tinha acesso a armas de guerra ou uma narrativa mental de guerra racial iminente empurrada pela mídia tradicional e/ou alternativa. Não é um ambiente saudável para um adolescente. Os malucos da Antifa estão soltos, mas é sim para se preocupar com o movimento no sentido oposto. Kyle é resultado sim de um ambiente social cada vez mais tóxico com a verdade. Pode não ser um assassino frio e calculista como boa parte da mídia quer forçar, mas ele com certeza criou a situação onde essas mortes ocorreram. Será que um moleque dessa idade faz esse tipo de coisa sem muita influência externa?

Não é para passar a mão na cabeça, mas se você pegar essa informação e sair correndo com ela conseguir provar que o garoto é a reencarnação de Hitler, também não está ajudando ninguém a ficar mais próximo de uma solução. Cada fato se torna duas versões distintas, de acordo com a visão distorcida da pessoa sobre a realidade. É claro que ninguém se entende, não conseguem nem entrar em acordo sobre algo que está filmado. Um grupo enxerga Kyle matando a sangue frio duas pessoas que não demonstraram nenhuma agressividade, outro grupo enxerga alguém que foi fazer o trabalho que as autoridades deveriam ter feito. Que tal não ir para nenhum desses extremos?

Que tal falarmos sobre responsabilidade pessoal? Kyle não deveria estar lá, mas já que estava, tinha direito de se defender de um linchamento. Essa situação é uma construção do radicalismo: de um lado gente achando que deve destruir tudo no seu caminho por uma causa, de outro gente que acha que está tudo bem enfrentar manifestação popular com fuzil. Como estamos no Desfavor, a taxa de malucos extremistas é relativamente baixa, mas pode ter certeza que se este texto estivesse num portal grande com milhões de acessos, eu seria trucidado por ambos os lados. Quer dizer, eu duvido que passariam do segundo parágrafo… mas, num mundo ideal onde as pessoas em geral leem algo além da manchete, este texto dificilmente teria um público para chamar de seu.

Nazista mata manifestantes pacíficos ou herói defende o país dos comunistas. Eu já escrevi mil vezes sobre como esse radicalismo faz mal para a sociedade e só nos afasta de qualquer solução, mas dessa vez eu estou realmente impressionado como foi difícil chegar a uma conclusão sobre o caso. Parece que todo mundo está escrevendo ou falando do caso pisando em ovos, com medo de dar qualquer informação sobre ele que possa se tornar munição para seus adversários. A análise do assunto ficou proibida, em alguns casos, até oficialmente: o Twitter começou a banir pessoas que estavam defendendo Kyle e dizendo que era legítima defesa, por exemplo. Não teve gritaria, porque a versão oficial do grupo político que o Twitter (o americano, porque fora dos EUA o Twitter não liga muito) pertence já estava definida. Tem uma culpa tremenda das autoridades aqui, inclusive das cidades de prefeitos democratas, mas nesse momento muito da mídia americana só quer bater no Trump e ai de quem mexer nessa narrativa.

Está cada vez mais difícil se informar. Se eu não tivesse pesquisado bastante em fontes bem diferentes, se não tivesse acompanhado o caso praticamente ao vivo pela internet e ficado só com as das matérias em português ou dos grandes jornais americanos, estaria aqui repetindo o discurso padrão. Eu imagino que se alguém de fora quiser se informar sobre o Brasil, está perdido também sem alguém muito ligado nos acontecimentos e com acesso a fontes distintas de informação. Sabe-se lá as bobagens que estamos engolindo ao redor do mundo, sabe-se lá as bobagens que eu possa ter escrito aqui crente que estava replicando uma fonte confiável.

Mais do que nunca, você precisa saber filtrar discurso político de cada notícia e análise que consumir, a propaganda está tendo um tórrido caso com o jornalismo numa cara de pau que eu honestamente não me lembro de ter visto até hoje. Quanto mais distantes do fato, maior a incidência de politização. A notícia sobre a sua cidade provavelmente é mais confiável que a sobre um país distante. Não porque as pessoas são mais honestas aqui ou acolá, mas porque o grau de ruído aumenta na proporção da sua distância para o acontecimento.

Uma espécie de telefone sem fio ideológico: cada pessoa que pega a informação a adapta a sua visão de mundo. Notícias que falam mal de quem você não gosta são muito tentadoras. Cada veículo de mídia desequilibra um pouco a balança na escolha das suas fontes. Se uma pessoa tem uma tendência política, vai se informar com quem de alguma forma a replica. Cada manchete fica mais e mais sensacionalista na proporção que o tema não gera identificação imediata com o público. Você precisa ler algo bem forte no título para se importar com uma notícia das Filipinas, não?

Então, uma boa dica para saber se você está recebendo a história de forma minimamente imparcial é analisar o que te deixou interessado nela. É interesse genuíno ou você foi cooptado por algum elemento externo? Porque se for por causa de uma manchete apelativa ou por uma opinião que você já tem que parece ser repetida pela notícia, você está sob alto risco de aceitar versões distorcidas ou fabricações descaradas como se fossem a verdade. É muito difícil saber se uma notícia é verdade sem fazer a apuração você mesmo, mas é bem mais simples descobrir se você quer que algo seja verdade antes mesmo de receber a informação. Muito cuidado com qualquer notícia ou opinião que faz você sentir que está perfeitamente correto na forma como já pensa: é aí que mora o perigo.

Eu queria que fosse só culpa da Antifa, acho que são um culto fanático de uma religião que ainda não tem nome, mas não é só culpa da Antifa. Kyle pode não ser um assassino nos moldes que a mídia está dizendo que ele é, mas se você acha que não tem nada de errado com esse garoto pegar um fuzil para “fazer justiça”, está vivendo numa versão da realidade que também não vai acabar bem.

Para dizer que eu só quero ser do contra, para dizer torce para que se matem o mais rápido possível, ou mesmo para dizer que só é legítima defesa quando é seu aliado: somir@desfavor.com

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Comentários (22)

  • “Um grupo enxerga Kyle matando a sangue frio duas pessoas que não demonstraram nenhuma agressividade, outro grupo enxerga alguém que foi fazer o trabalho que as autoridades deveriam ter feito. Que tal não ir para nenhum desses extremos?”
    A segunda análise é realmente extrema? Proteger propriedade privada alheia é uma das funções da polícia. Por isso foram introduzidos métodos de uso de força não letal no treinamento deles em situações como essa, afinal se enviarmos um bando de gente armada para “proteger” propriedade nós meio que aceitamos a ideia de que um monte de gente vai acabar morrendo no final das contas.
    Acho que com o tempo entendemos que matar pessoas por danificar coisas não parece ser razoável principalmente no contexto de protestos.

  • Somir, isso é só mais uma mostra do câncer do jornalistivismo dando as caras com a sua vergonhosa guerra de versões com objetivos de caráter fisiologistico. Se procurarem direitinho, vão achar o garoto metido naqueles fóruns da Alt-Right querendo marcar posição como uma espécie de heroi contra aquilo que os conspiracionismo yankee reacionário cristão vende como um grande perigo contra a sociedade americana (não que os antifa sejam santos, longe de ser, mas os reaças infelizmente carregam nas tintas quanto ao risco real que essa turminha pretensamente revolucionária representa de fato).
    Pra isso aportar por aqui, bem, é questão de tempo… Se é que já não aportou, até porque é conhecido o fato de você poder importar ilegalmente armamento pesado aqui do Paraguai até com certa facilidade.
    Pra terminar, quanto a ter 17 anos, bem, a Greta Thunberg TEM 17 ANOS. E convenhamos que ela é uma tola que acha que simplesmente plantando árvore resolve o problema da devastação na amazônia e que não se tocou que a problemática por trás de tal devastação tem fundo político, paramilitar e fundiário.
    Falando nisso, esse foi um tema que a Globo resolveu soltar no Fantástico enquanto que na segunda o Jornal Nacional resolveu soltar uma sobre os “Guardiões do Crivella”, aproveitando um vacilo do alcaide carioca, que se fosse um pouquinho mais esperto, estava com a trilha para a presidência de carona nas costas do Bolsonaro feita.
    Anotem: SIM, o Bolsonaro vai ser REELEITO e SIM, o Bolsonaro vai sofrer IMPEACHMENT DEPOIS disso.

  • Deixam os plebes brigando por besteira pra não perceberem que tem um grupo bem desagradável de elitistas reduzindo seu padrão de vida, destruindo suas poupanças e pervertendo a mente de seus filhos, tudo em nome do progresso.

  • Penso o mesmo sobre esse extremismo que vemos por aí, as pessoas fazem esse alarde todo mas a vida está longe de ser assim. Me incomoda muito quando ao dizer que prefiro pesquisar mais ou ver outras fontes automaticamente alguém vem com termos como “isso é passar pano” ou “se não combate racismo/nazismo você é um deles” como se fosse obrigatório escolher um lado. Não deveria ser sobre escolher lados mas sobre o que é verdade e essa anda bem perdida ultimamente.

    • Isso é pra formar um bando de zumbis alienados comedores de cérebro, sendo que idiota é quem cai na esparrela.
      O fato é que esse bando de “revolucionários de apê” está se lixando pra realidade cotidiana, até porque o foco dos cabeças de tal movimento é formar massa de manobra pra tirarem vantagem politicamente, vendendo uma imagem de aparente inclusão que não passa de mera fachada para suas pretensões mesquinhas no jogo do poder.
      Esses posers IMPONDERADOS são os verdadeiros capitães do mato promovendo a política de exclusão no mundo pós-moderno, sendo que enquanto isso a oligarquia que tomou espaço no controle das corporações destacadas nessa era pontocom só tem o trabalho de mantê-los com algum poder pra dar a eles a aparência de que são EMPODERADOS e continuar com os negócios no mesmo rumo que se segue.
      Um Dan Bilzeran da vida, um Wal-Mart ou mesmo uma Apple não vai sentir os efeitos nefastos da trupe da Cultura do Cancelamento, mas quem está na base da cadeia, tentando manter o seu lugar ao sol na condição de empreendedor de menor porte ou mesmo de mero funcionário sente na cara os efeitos de choque.
      Os posers podem colocar uma Guilhotina de frente a casa do Jeff Bezos que isso não vai mudar em nada a situação. E mesmo se eventualmente o executassem numa conjuração ao modo Charles Manson, as coisas continuariam mais ou menos no mesmo rumo.
      Como já cantava o Depeche Mode quando a virada ainda estava começando a dar as caras EVERYTHING COUNTS IN LARGER AMOUNTS.

  • Se você acha que está ruim agora, imagina em tempos pré-internet. Imagina quanta coisa a gente aprende como história e fato irrefutável que não passam de mentiras e distorções.

  • dá emprego pra essa meninada que pelo menos metade dos “problemas sociais” e “questões complexas” de atualmente se resolvem em 1 ano. moleque ajudando o pai no mercadinho depois da escola não tem tempo pra ficar de bobeira na internet lendo sobre redpill, guerra racial ou 357907846 termos pra dizer que dá o cu. como diz a sabedoria popular: cabeça vazia, oficina do diabo.

  • Não sei porque progressistas são tão paranoicos e desesperados, eles já venceram. Mesmo que não elejam ninguém, até o “conservadorismo político”, que só existe pra dar uma ilusão de escolha, está afrouxando e temos coisas como gay conservador por exemplo.

    Eles já venceram.

    • Eles podem até “já ter vencido”, mas essa cambada também não produz nada e não consegue ficar em paz, vive só para o confronto e a masturbação ideológica. Preferem passar a vida militando por sonhos de “um futuro melhor” a trabalhar para torná-los realidade. E, sem ninguém para confrontar, eles não teriam mais razão de ser e a própria existência deles nem sequer teria sentido. Por mais que esses progressistas destilem ódio contra a “direita-machista-racista-burguesa-capitalista-opressora”, eles precisam dela, numa relação simbiótica para lá de estranha, para terem contra o que “lutar”, justificar suas atitudes e continuar existindo. Assim, esses progressistas nunca se dão por satisfeitos e estão sempre procurando pêlo em ovo, politizando tudo e “inventando” inimigos novos.

      Falando nisso, aproveito também o ensejo para atualizar uma expressão antiga que eu já usei várias vezes em comentários antigos meus aqui no Desfavor: estou FARTO de ver tudo e todos pendendo ora à direita e ora à esquerda, mas nunca indo PARA FRENTE!

  • Um país dividido + um bando de descompensados de cada lado + visões de mundo maniqueístas + mídia que prefere militar a informar + acesso a armas de fogo + entusiasmo exagerado por uma causa (qualquer uma) sem entendê-la direito + coragem que só a juventude ou a estupidez dão = MERDA

  • “Mais do que nunca, você precisa saber filtrar discurso político de cada notícia e análise que consumir” E, também mais do que nunca, infelizmente há cada vez MENOS gente – inclusive JORNALISTAS – capaz de fazer isso…

    • Ou para supostos jornalistas, uma vez que você não precisa mais se formar na área para exercer a profissão. Qualquer um se diz jornalista hoje em dia, in felizmente.

    • Não é questão de capacidade de filtrar discurso político pra tentar marcar uma posição mais “neutra” e sim de marcar posição entre o nicho específico no qual os grupos jornalísticos tem seu público-alvo pra efeitos de manipulação política no sentido de tirar proveito econômico disso.
      Acima de tudo, IT’S BUSINESS, W.O.J.

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