Barraco de rico.

Final de semana de confusão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital carioca, a arquiteta Aline Araújo estava em um restaurante no Leblon, na Zona Sul, e se incomodou com duas mulheres de biquini sentadas em cima de um carro conversível. Ela jogou uma garrafa d’água na direção de Sheila Mack, que estava no carro. Sheila desceu do veículo e foi dar um tapa em Aline. Cenas de enfrentamento também aconteceram em São Paulo. O barraco foi em área nobre, no Jardins, na Zona Sul da capital paulista. um vídeo divulgado pelo colunista Leo Dias mostra o restaurante Gero na sexta (25) lotado quando um cliente se exalta. LINK


Muita gente chata já analisou os casos pelos ângulos de machismo, racismo, homofobia, etc. Mas o Desfavor sabe a verdadeira raiz do problema: brasileirismo. Desfavor da Semana.

SALLY

Dois barracos se popularizaram esta semana, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. Ambos foram protagonizados em ambientes “caros”, supostamente frequentados por pessoas que tiveram acesso a um mínimo de educação, e, ainda assim, a treta de elite foi de fazer corar Trump e Biden.

É novidade que o brasileiro é barraqueiro? Não. A novidade é que agora um simples barraco protagonizado por pessoas mal educadas está sendo problematizado: tudo vira preconceito, racismo, machismo, outros ismos ou até doença mental para justificar. NÃO. O brasileiro é um povo, em sua maioria, sem um pingo de educação e com a cabeça muito da fodida. Só isso. Não tem que justificar ou problematizar.

Arrogância defensiva, fruto de uma enorme síndrome de vira-lata, costuma ser o estopim para esse tipo de evento lamentável. Qualquer coisa ofende um ego frágil. O brasileiro acha que TUDO que se fala foi direcionado para ele, e mais: para alfinetá-lo, ofendê-lo ou de alguma forma desmerecê-lo. Eu vejo isso aqui, todo santo dia. Pessoas que se ofendem com textos genéricos entendendo que foi algo que eu escrevi exclusivamente para ela. Dá pena, sabe? Deve ser muito cansativo viver sem conseguir cagar e andar para o que desconhecidos falam.

Quando a pessoa, por algum motivo, não construiu uma autoestima boa, isso transborda em diversas ocasiões da vida adulta. Eventos sem importância que deveriam ser ignorados são gatilho para a pessoa pegar raivinha, ir confrontar, se sentir mal, ficar paranoica, xingar e até bater. Nada justifica um barraco. Nada. Se não te trataram como você queria, vire as costas e vá embora. Não volte nunca mais. A maior perda da pessoa será ficar sem você.

Fazer barraco mostra o lado infantil, a autoestima em frangalhos, o quanto a pessoa que barraqueia se acha inferior. Isso é projeção pura: a pessoa se acha um lixo e quando alguém faz algo que ela desgosta, imediatamente a pessoa sente que foi para ela, que está sendo desmerecida e explode. Imagina que coisa triste dar tanta importância ao que pessoas que deveriam ter zero importância falam, escrevem ou fazem.

O problema é que admitir isso deve ser muito dolorido, pois impõe autorresponsabilidade: a culpa do barraco é do barraqueiro, por ser idiota de dar importância ao que uma pessoa desimportante fala. O barraqueiro deixa de ser a vítima que ganha validação e passa a ser apenas um infeliz, um imbecil, uma pessoa insegura que pega para si qualquer carapuça que servir e reage dando atenção e importância para o suposto autor do que causou o mal estar. O barraqueiro passa a ser um retardado emocional que reagiu de forma prejudicial a si mesmo.

E as pessoas relutam em colocar o barraqueiro como um idiota, como um imbecil inseguro, como um infeliz que não recebeu amor na infância para construir uma autoestima decente. O motivo? No geral, o brasileiro é barraqueiro e não quer se responsabilizar por isso. Em maior ou menor grau, mesmo os que não se acham barraqueiros, costumam ser. Então, melhor estipular que são vítimas de algum “ismo” e tirar um belo ganho secundário disso.

Aí vem a galera que se dói dizer “ain mas em todos os países acontece…”. Não. Não com a frequência e intensidade que acontece no Brasil. O brasileiro é um povo barraqueiro. Ponto. Barraco pode acontecer em qualquer país, mas um povo majoritariamente mal educado, com autoestima no pé e sem noções básicas de civilidade não é em todo lugar não. E sabe quando você percebe isso? Quando sai do Brasil, e nota que pequenas coisas que você fazia e te pareciam normais, fazem muita vergonha e inadequação lá fora.

Chega de passar a mão na cabeça de barraqueiro. Pouco me importa o que foi, se foi racismo, machismo ou ciclismo. Se deixar afetar pelo que desconhecidos pensam, falam ou escrevem é ter uma autoestima merda, isso está na pessoa que se sente ofendida, não fora. Ela deve trabalhar isso internamente em vez de querer que o mundo todo se adeque e não fale, faça ou escreva coisas que despertam seus gatilhos. Seu bem-estar tem que depender de você, apenas de você, exclusivamente de você, caso contrário, você está muito fodido.

É aquela história que todo mundo brinca: se eu disser “esse seu cabelo roxo está horroroso, você fica muito escroto com ele” e seu cabelo for castanho, você provavelmente vai rir da minha cara e me achar maluca. Se não doeu, se a pessoa não se identificou, ela não barraqueia. Se barraqueou, foi por ter doído.

E isso, meus queridos, dá um poder enorme do resto do mundo contra a pessoa. Imagina que delícia ter nas suas mãos um botão que desperta um gatilho de mal estar no outro, que, cada vez que você aciona, o outro aparece para “se defender”. É ser muito escravo de terceiros. É colocar seu bem estar nas mãos de gente que não é importante. E isso costuma acabar mal, muito mal. Uma hora a pessoa chegam num limite muito ruim e algo dá muito errado.

Tanto é que todos os envolvidos no barraco do Rio tem passagem pela polícia, inclusive por agressão. Olha pro histórico da vida da pessoa e você vai saber muito sobre sua autoestima e autorresponsabilidade. A culpa não é externa, não é de uma frase dita por terceiros, a culpa é da própria pessoa que não trabalhou para ter uma mente saudável e não se deixar dominar por aquilo que desconhecidos fazem.

Não tem desculpa: pode ser o comentário que for, ir tomar satisfação e vestir a carapuça é humilhante. A pessoa que faz isso se humilha de uma forma que ela não parece ter noção. Não é sobre não demonstrar que doeu, é sobre não deixar que o que estranhos falem ou façam doa.

Sim, todo mundo tem esse poder, mas ninguém quer trabalhar para chegar lá por causa dos ganhos secundários de ser um barraqueiro. A vida está uma merda? Pra que ter maturidade, olhar para os seus problemas e tentar melhorar? Não, vamos descontar em alguém que supostamente te atacou. Ou então, se pessoa falou algo que você não gostou, nada como se se fazer de vítima para conseguir afagos. Fazer barraco compensa no Brasil.

Então, é preciso construir outra verdade: quem “leva desaforo para casa” é frouxo, quem “escuta calado” é babaca, quem não “compra briga para se defender” é covarde. Convencionou-se assim, para que os barraqueiros, que são a regra, não passem por retardados emocionais sem autoestima nem autorresponsabilidade. E agora a mentira se sofistica: “Fogo nos racistas”, “machistas não passarão” e outras besteiras são usadas para justificar a falta de maturidade emocional da pessoa que fez o barraco. Pouco importa o que a outra parte disse, é sua responsabilidade não se deixar abalar por isso.

Não importa o que o mundo te fale, lidar com isso de uma forma adulta e civilizada é responsabilidade sua. Construir uma autoestima e um autoconceito que não se deixem abalar pelo que terceiros falam é sua responsabilidade como adulto funcional. Todo o resto é apenas um descontrole baixo nível digno de pena e muito, mas muito mal educado. Deixa esse povo continuar dando tanto poder a terceiros, vão acabar na cadeia, no remédio tarja preta ou em um caixão.

Para dizer que o brasileiro nunca vai admitir que é barraqueiro, para dizer que barraqueiro é só o vizinho nunca a pessoa ou ainda para transbordar sua baixa autoestima achando que algo do que escrevemos aqui foi direcionado a você, floquinho de neve único e especial: sally@desfavor.com

SOMIR

Se tem uma coisa boa nessas histórias é que todos os envolvidos são brancos de classe média ou alta, e por isso não há nenhuma conotação racial ou social indesejada quando eu os chamar de macacos. Porque essa é a ofensa mais cabível: gente que parece ignorar os milênios de evolução social da humanidade para voltar ao menor denominador comum assim que são contrariadas.

Qualquer camada de complexidade social colocada sobre esses casos vai mascarar a análise do ponto central: como o brasileiro (assim como diversos outros povos mais “passionais” do mundo) tem uma tendência de jogar pela janela todo e qualquer verniz social assim que se sente incomodado com as ações e palavras de terceiros. O emocional é guiado por um piloto de Fórmula 1, pronto para dar uma arrancada de zero a cem em meio segundo, não importam as condições da pista.

Não vou dizer que não é humano ter reações tão viscerais e explosivas, mas foram muitos e muitos impérios nascendo e caindo nessa nossa jornada até 2020, e com eles muitas chances de aprender como conviver de forma mais eficiente e produtiva. Sem um freio nesse macaco interior, o que temos hoje em dia não é sustentável. Alguns povos aprenderam a manter um controle nessas emoções à flor da pele, outros, como o brasileiro, resolveram que passionalidade a qualquer custo era algo valioso.

E não é à toa que se você traçar um paralelo entre as nações com os melhores índices de desenvolvimento humano e a atitude delas em relação à repressão dos impulsos emocionais, vai perceber um paralelo claríssimo. Povos que olham feio para gente barraqueando na rua tendem a montar sociedades mais estáveis e mais prósperas. Povos que olham uma briga na rua buscando um lado para tomar e valorizam quem “não leva desaforo para casa” costumam ter dificuldades acentuadas de manter sua população sequer alimentada. Claro que não é coincidência.

Num Desfavor da Semana recente sobre a falsa escolha entre economia e cuidado com o vírus, eu falei sobre a importância de estabilidade e confiança do povo para manter uma economia funcionando. Mesmo que você não perceba isso conscientemente, o estado emocional do outro e confiança que ele não vai fazer algo intempestivo ajuda muito na decisão de investir em algo relacionado com essa pessoa.

Se você tem um governo que parece que vai mudar de ideia sobre qualquer tema a qualquer momento, você cobra mais em juros para investir naquele país. Afinal, uma decisão maluca do governo e você pode perder tudo. Só que isso faz parte de um padrão ainda maior de comportamento: se você vive cercado por pessoas que não só perdem a cabeça com facilidade como ainda parecem ter orgulho desse desequilíbrio mental, você vai instintivamente se preocupar mais com a sua segurança do que com o bem estar da sociedade.

Vai muito além de simpatizar com as pessoas ou não, é uma medida interna de proteção que humanos decidem baseados no seu entorno. Quanto mais imprevisíveis aqueles que formam a sociedade com você, menor a tendência de querer construir algo nela. E como consequência, menor o valor da sociedade em si. O brasileiro fogoso, que ama e odeia em questão de segundos e não tem o menor pudor de entrar em confronto pode até ter um componente romântico de conexão com seus sentimentos, mas na prática cria uma sociedade na qual a qualquer momento as regras podem mudar e te pegar numa situação perigosa.

Sei que boa parte dessa gente que morre de orgulho da falta de filtros não está nem aí se o mundo todo pegar fogo desde que suas vontades sejam atendidas, mas nenhuma sociedade pode sobreviver se dependermos dos barraqueiros fazerem uma autocrítica. Não conseguem, não foram treinados para isso e existe muito pouca consequência a longo prazo para o comportamento. Isso depende de freios colocados não pelo Estado, mas pelo povo ao redor deles.

Se continuarmos tentando achar desculpas para essa baixaria e macaquice de sair brigando na rua por qualquer bobagem, continuaremos também a valorizar o comportamento extremamente agressivo do brasileiro médio. Em culturas que já aprenderam e segurar o ímpeto dos seus malucos, custa caro fazer bagunça pública. Você fica marcado como cidadão inferior e as outras pessoas começam a ter menos e menos interesse em ficar próximas, dar oportunidades. É uma repressão silenciosa que não dá resultados imediatos, mas vai reduzindo o incentivo de agir dessa forma intempestiva com o passar das gerações.

Nesse meio tempo, a melhor coisa que podemos fazer é ir tirando essa gente do nosso convívio. Pule fora de qualquer relação com gente explosiva, que briga na rua, que grita com estranhos, que fica brigando sem parar na internet, que faz alarde sobre como ninguém passa elas pra trás… quem mantém esse povo maluco viável na sociedade somos nós, os mais calmos e controlados. Vamos passando a mão na cabeça, tirando elas de situações perigosas, ignorando comportamentos infantis… e quando vemos, viramos babá de macaco. Se você cortar essas pessoas e aceitar que adultos precisam ter responsabilidade de adulto, eventualmente elas vão acabar se controlando, pedindo ajuda para melhorar (só funciona quando a pessoa percebe sozinha) ou na pior das hipóteses se juntar com outras pessoas malucas e percebe a merda que está fazendo ou mesmo se queima longe de você.

Não vale a pena incentivar esse tipo de comportamento. A pessoa só piora. O Brasil está permitindo essa gente barraqueira desde sua fundação, achando bonito essa passionalidade tropical… e continuamos deitados eternamente em berço esplêndido. Sociedade que não critica e isola gente descompensada vive para sempre sob a presunção de ser tão descompensada quanto. E isso não diminui apenas os investimentos estrangeiros, torna muito difícil que a gente queira investir até mesmo tempo na manutenção de uma sociedade decente. Pra que votar direito? Pra que seguir as leis? Pra que pagar imposto? Um maluco pode aparecer a qualquer momento e estragar tudo…

E pior, vão achar bonito. Esse país precisa de menos uns 20 graus de temperatura média ou vergonha na cara. Infelizmente, vergonha na cara é a única possibilidade viável. Afaste um barraqueiro ou barraqueira do seu convívio hoje. Seu eu futuro vai agradecer.

Para dizer que macacos são brancos mesmo, para dizer que dinheiro traz felicidade mas não educação, ou mesmo para dizer que a culpa é de Cabral: somir@desfavor.com

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Comments (22)

  • De repente o ditado “os incomodados que se retirem” passou a ter um outro significado para mim após esse texto. É melhor juntar sua dignidade e se retirar, né?

  • “Ain, eu sou muito intensa(o)”, “tenho personalidade forte”, “sou que nem pimenta, não é todo mundo que aguenta” = frases cafonérrimas que todo barraqueiro já disse pra justificar a própria falta de educação.

    • A minha reposta quando alguém me diz “sou que nem pimenta, não é todo mundo que aguenta” é: “Então sai de perto de mim! Vai pra lá, pra se queimar sozinho!”

  • Barraco tem em todas as camadas sociais. No entanto, tudo fica muito pior quando envolve gente rica, de quem costuma-se esperar que tenham alguma classe.

  • Os dois casos passam e muito do limite do patético. Dinheiro compra tudo, menos bom senso e compostura. Uma coisa bem interessante e na qual eu ainda não tinha parado para pensar é nessa relação que o Somir fez entre países mais desenvolvidos e populações com maior controle emocional. Depois de ler aqui, percebi que é verdade. Nunca se vê casos como esses acontecendo, por exemplo, na Suíça ou na Alemanha. Mas, passional como ele só, brasileiro gosta de dizer que “gringo é frio”. E eu preferiria mil vezes estar cercado de gente “fria” que, na verdade, é apenas serena, a viver em um lugar repleto de descompensados que, independentemente de quanto tenham na conta bancária, não sabem se comportar e fazem barraco por qualquer coisinha.

  • “Nesse meio tempo, a melhor coisa que podemos fazer é ir tirando essa gente do nosso convívio”

    Sem dúvida a melhor opção. Digo isso pq eu cresci nesse ambiente de pessoas que brigam na rua, vão na casa de fulano tirar satisfação, se pegam na feira….horrível! Quando eu pude me afastar eu fiz sem olhar para trás e nunca me arrependi.
    Não digo que eu era perfeita, eu já tive meus momentos, mas ao menos nunca foi em público. E com o passar dos anos, já dentro de um ambiente de pessoas que não são assim (a família do meu marido, japoneses) eu aprendi a controlar mais esses impulsos emocionais e conversar como pessoas civilizadas fazem. Ou simplesmente dar as costas e deixar a pessoa falando sozinha.
    Outra coisa que me ajudou demais e ainda ajuda foi ler e aprender sobre o estoicismo e também aprender mais sobre essas personalidades desequilibradas.
    Então se me permitirem eu vou deixar aqui os livros que eu li e estou sempre consultando.
    “Meditações” – Marcus Aurelius
    “Cartas de um estoico” – Sêneca
    “Dangerous Personalities” – Joe Navarro

    • Eu acho que o pior problema nem está no fazer, eventualmente todos nós perdemos a cabeça. Mas, se temos consciência, sentimos uma ressaca moral, sabemos que foi contraproducente quando a raiva passa. O pior está na pessoa que faz, faz convicta, continua fazendo e ainda acha bonito.

  • “Aí vem a galera que se dói dizer “ain mas em todos os países acontece…”. Não. Não com a frequência e intensidade que acontece no Brasil. O brasileiro é um povo barraqueiro. Ponto. Barraco pode acontecer em qualquer país, mas um povo majoritariamente mal educado, com autoestima no pé e sem noções básicas de civilidade não é em todo lugar não. E sabe quando você percebe isso? Quando sai do Brasil, e nota que pequenas coisas que você fazia e te pareciam normais, fazem muita vergonha e inadequação lá fora.”

    Do “lá fora”, você pode excluir Portugal e Espanha. Lá a barbárie grita. A síndrome de vira lata das pessoas desses países é elevada. Uma gente que só fala aos berros, acha que ainda são os grandes colonizadores de antigamente, etc. Não conheci todos os países do mundo, mas não recomendo Portugal e Espanha como referências de civilidade para ninguém. Talvez, a nossa falta de educação seja, em partes, herança desse povo.
    Obs.: quase apanhei na fila do banheiro porque dei a minha frente para uma senhorinha (Esp); fui xingada pelo taxista, porque me referi a ele como moço, só depois eu fui saber que moço era como chamar um homem de moleque irresponsável (Port). Minha prima portuguesa deu escândalo na fila da Torre de Belém, porque estava demorando muito, depois deu outro escândalo dentro do restaurante (motivo: querer ir ao shopping para comprar passagem de avião para a França no meio da tarde, no meio do passeio). Viagem traumatizante dos infernos.

    • Desculpa mas já passei bastante tempo em ambos os países e nem se compara com o que acontece no Brasil. Lá eles são apenas recíprocos: barraqueie com eles e eles provavelmente vão barraquear de volta. Você não vê esse grau de aberração, de pessoa no conversível com fio dental atirando coisas e tendo coisas atiradas, de briga física que deixa a mulher sem roupa, de “você sabe com quem você está falando”. ESSA não é a regra por lá.

      • Sorte a sua, Sally. Eu continuo não recomendando ambos os países. Não falo por despeito, até porque sou portuguesa também, falo porque não sou emocionada com a vida na Europa. Existe sim essa agressividade para combater agressividade, mas também existe a xenofobia gratuita contra brasileiros, é só abrir a boca que já te olham torto. Mesmo mostrando a minha carteira com nacionalidade portuguesa, eu só sou vista como uma local quando estou amparada pela família, longe deles sou um alvo fácil para qualquer grosseria. Nunca fui ameaçada por brasileiros por ceder lugar a idosos, mas na Espanha, eu fui ameaçada. Muito provavelmente, se uma mulher desfilasse de biquíni dentro de um conversível, ela seria chamada de puta pelas portuguesas, conheço-as bem. Ah, me esqueci de falar das francesas do sudoeste, então, barraco é por lá mesmo. Não acho que seja uma questão de nacionalidade, meu texto não diminui a qualidade de símio do brasileiro, só quero dizer que nesses países da Europa também há muita baixaria por nada.

  • Nem sei o que dizer. Odeio gente que não consegue resolver as coisas como adultos. E o pior – quantos conseguem? Acho que consigo contar nos dedos de uma só mão as pessoas que conheço que resolvem as coisas sem chorar, miar, reclamar e fazer barracos idiotas. E eu acho que sou imatura. Para ser madura que nem gente assim, prefiro ficar escondida em casa (longe da carga viral deles) jogando meus MMO, que eu ganho mais.

    E as pessoas aqui parece que só são ricas de dinheiro, porque de cérebro… está em falta. Naquela história do Somir, deviam baixar o peso do voto dos humanos para 0,5…

    • É essa baixa autoestima que faz com que a pessoa sinta que “não pode sair por baixo”, que tem que ter a última palavra. Pelo amor de Rafael Pilha, vira as costas e deixa o outro falando sozinho, não perde tempo da sua vida!

  • Sally você mudou muito nesses últimos dez anos, eu achava você meio fútil. Amadureceu e evoluiu, parece ter virado alguém muito muito melhor como ser humano… Admiro muito você. Parabéns!.

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