Pós-eleições: EUA

Como todos sabem, as eleições dos EUA estão longe de acabar. Apesar de, em tese, Joe Biden ter vencido a disputa, Trump, conforme previsto, não aceitou a derrota. O assunto vai ficar em pauta por várias semanas, então, novamente, fizemos um compilado mastigado do que você precisa saber para estar por dentro do assunto.

A recusa do Trump em aceitar a derrota se baseia no argumento de que teria havido fraude nessa eleição. Ele ainda não mostrou nenhuma prova disso, apenas jogou a alegação no ar, mas se a questão for judicializada, ele vai ter que provar as fraudes. Bem, ao menos ele é coerente, alega fraude em uma eleição a qual ele perdeu, tem gente que alega fraude em eleição que venceu.

Trump já tentou levar a questão ao Judiciário americano. Alguns pedidos ele perder (como por exemplo parar a contagem dos votos em alguns estados) mas outros provavelmente serão aceitos (como a recontagem de votos nos estados que definem a eleição, por terem maior número de delegados). Provavelmente serão recontados os votos da Pensilvânia, Georgia e Michigan.

Além disso, Trump vem fazendo alguns movimentos preocupantes. Disse que só sairia da Casa Branca arrastado, gritando e espernenando (mal podemos esperar), está impedindo que a equipe de transição tenha acesso a qualquer material e demitiu seu Secretário de Defesa (também conhecido como Chefe do Pentágono), Mark Esper, pois este se recusou a cumprir uma ordem que ele teria lhe dado, sobre utilizar o exército para reprimir protestos. Esper disse, ao sair “Quem vem depois de mim? Provavelmente alguém que só diga ‘sim’ para o Presidente. E aí, Deus nos ajude”.

O filho de Trump já foi a público incitar a violência para resolver a questão eleitoral. Membros do Qanon foram flagrados entrando com armas e uma sacola cheia de cédulas com votos para o Trump em uma zona eleitoral. Enfim, há uma tempestade se armando no horizonte. Ela pode virar um furacão ou pode se dissipar e nada acontecer. Não sabemos o desfecho, apenas sentimos a tensão no ar.

Enquanto isso, Trump continua preso na sua bolha. Poucos dias atrás foi a redes sociais dizer, em caixa alta “EU GANHEI ESSA ELEIÇÃO, POR MUITO!”. E, é claro, a célebre frase que acabou virando Meme: “STOP THE COUNT” (“parem a contagem”). Gritou muito, mas não levou, todas as suas tentativas judiciais de parar a contagem em diversos estados foram negadas. Mas ele vai continuar.

Sua base de argumentação é na suposta ilegalidade de alguns votos pelos correios e em supostas irregularidades que aconteceram durante a votação presencial. Vamos ver o que ele alega, nos estados mais importantes.

Na Pensilvânia, Trump alega que não foram observadas as regras para que os “observadores eleitorais” (algo similar aos mesários brasileiros) que acompanham a contagem dos votos pudessem impedir fraudes. É que, por questões sanitárias, por causa da pandemia, o número de observadores eleitorais foi mais restrito e algumas regras de distanciamento foram impostas.

Ele entendeu que essas restrições comprometeram a fiscalização dos votos. Trump também alega que os votos pelos correios só podem ser contados no dia das eleições, o que não foi contado no dia, não pode ser contado no dia seguinte, tem que ser desconsiderado. Até ontem, Biden ganhava de Trump na Pensilvânia por aproximadamente 50 mil votos.

No Michigan, ele também alegou que os observadores republicanos estavam sem condições de fiscalizar a apuração dos votos por causa das restrições sanitárias envolvendo número de observadores e distância que eles deveriam respeitar. Pediu que parem a contagem com base nesse argumento e um juiz rejeitou, entendendo que as restrições impostas eram necessárias para preservar a vida e a saúde das pessoas, mas a questão pode ser levada à Suprema Corte. Até ontem, Biden ganhava de Trump no Michigan por aproximadamente 150 mil votos.

Na Geórgia, ele alega “problemas com o processamento das cédulas”. Parece que observadores teriam visto cédulas que deveriam ser descartadas colocadas como votos válidos e outras pequenas trapaças desse tipo. A ação judicial para paralisar a apuração dos votos também foi negada, pois o juiz entendeu que não haviam sido apresentadas provas suficientes da veracidade das alegações e a questão pode ser levada à Suprema Corte. Até ontem, Biden ganhava de Trump por uma diferença de 10 mil votos na Georgia.

Outros estados também podem ter recontagem: Wisconsin (onde ele alega que ocorreram “anormalidades” durante as votações), Nevada (onde ele alega que pessoas que se mudaram do estado continuam votando ali) e Arizona (sob a acusação de descartar votos válidos).

Trump tem dois caminhos daqui pra frente, e um não é excludente do outro, portanto, ele pode adotar ambos: 1) judicializar a questão tentando provar à Suprema Corte que, por algum motivo, votos que deveriam ter sido contados não foram ou votos que não deveriam ter sido contados foram, ou 2) apelar para a ignorância e incitar seus eleitores a irem às ruas usando de violência para mantê-lo no poder (o sonho dourado que o Bolsonaro acha que vai conseguir realizar no Brasil, mas, spoiler, não vai, pois nem para isso brasileiro tem competência).

Os eleitores do Trump são fanáticos e estão armados, então, é bem possível que tentem alguma coisa. Mas, nada leva a crer que a Suprema Corte vá tomar uma decisão pressionada pelo medo de descontentes na rua, pois se decidir a favor de Trump, o número de descontentes nas ruas será ainda maior. Ou Trump tem um infarto fulminante e morre, ou este caminho, se adotado, vai causar muitos problemas.

O caminho judicial é certo que ela vai tomar, pois ele mesmo já anunciou isso de forma pública, então, vamos focar nele.

O direito americano é o que se chama “consuetudinário” ou “common law”. Isso significa que sua base principal não é a lei escrita, como acontece no Brasil. Ele se baseia na chamada “jurisprudência”, que seria um sinônimo de costumes: se, em outros casos similares, outros juízes decidiram de forma X, quando surge um novo caso similar, a decisão também deverá ser de forma X. É como se a decisão fosse tomada com base nas tradições, no que já foi decidido sobre isso anteriormente.

Então, diante desse sistema jurídico, nossa melhor chance de entender o que está por vir é olhar para o passado, pois é assim que os juízes terão que decidir: como foi decidido antes. E, em matéria de lambança eleitoral, o melhor exemplo que temos nos EUA são as eleições do ano 2000.

Em 2000 vimos um cenário parecido: uma votação apertada na qual uma das partes pediu uma recontagem difícil. A disputa era entre George W. Bush e Al Gore. Após apurar 49 estados, nenhum dos candidatos havia obtido o número necessário de delegados (270) para se eleger. O resultado ficou nas mãos da Flórida, que também estava muito dividida.

A apuração na Flórida deu uma vitória a Bush por apenas 2 mil votos de diferença. Quando o resultado é assim tão apertado, a própria lei da Flórida diz que os votos daquele estado devem ser recontados. O processo é feito com a ajuda de máquinas, por isso foi relativamente rápido. Mas, a recontagem só deixou as coisas mais confusas: agora a diferença que levava Bush à vitória era de apenas 327 votos.

Daí você pode estar se perguntando: fraude? Provavelmente não. Ao que tudo indica foi erro mesmo, de um sistema de apuração tão ruim quanto o sistema eleitoral. É o resultado da falta de uniformização: cada estado tem suas regras e cada condado de cada estado (algo similar aos municípios brasileiros) também tem suas regras. Isso gera inúmeras falhas.

Por exemplo, em alguns, o eleitor tinha que furar o papel no lugar indicado para selecionar seu candidato e uma máquina faria a leitura com base nos furos para a apuração. Porém se o furo não fosse completo, se o papel cortado (ou parte dele) ficasse preso no furo, a máquina não conseguiria ler o voto. Quem já usou furador de papel sabe que muitas vezes a porcaria do papelzinho cortado (ou parte dele) são sai do furo. Por isso, a essa altura, com uma diferença de votos tão pequena, cada voto era importante e as máquinas não eram mais confiáveis.

Al Gore entrou com um processo e pediu a recontagem manual dos votos. Pessoas teriam que olhar um a um cada voto, verificar cada cédula. Para complicar ainda mais, a lei exigia que a recontagem terminasse até o dia 14 de novembro, quatro dias após o pedido. Como a contagem manual demoraria muito mais do que isso, Al Gore recorreu à Suprema Corte do estado da Flórida, que estendeu esse prazo até o dia 26 de novembro.

Esse novo prazo foi concedido, pois perceberam que a questão era ainda mais complexa do que um papel que não caiu do furo. As cédulas foram mal feitas, a diagramação estava confusa. Como Bush era o primeiro candidato, ficava fácil votar nele, pois era o primeiro furinho da fila. Mas, daí para baixo, era um emaranhado de nomes e setas tão complexos que facilmente poderiam induzir o eleitor a erro sobre o local certo a furar. Era preciso analisar cada cédula e tentar entender a real intenção do eleitor.

Mas, esta prorrogação do prazo não foi suficiente. Dos quatro distritos onde Gore pediu a recontagem na Flórida, somente dois cumpriram o prazo da recontagem. Um deles entregou com atraso (portanto, foi desconsiderado) e o outro, Miami, desistiu no meio do caminho pois era humanamente impossível fazer essa recontagem de forma manual em tão pouco tempo. Diante disso, Al Gore pediu uma nova recontagem manual e a Suprema Corte da Flórida concordou.

Bush, por sua vez, recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos (a mais alta instância do judiciário americano) para parar essa nova recontagem e seu pedido foi aceito, em 9 de dezembro. Graças a essa decisão, o processo eleitoral foi encerrado como estava e Bush foi eleito presidente por uma diferença de apenas 0,009% dos votos.

Quem trabalhou na recontagem afirma que a vitória foi de Al Gore, graças à falha das máquinas ao computar muitos votos mal furados. Al Gore ganhou, mas não levou. E, francamente, Al Gore deve ter agradecido muito por essa decisão quando, meses depois, dois aviões arrebentaram as Torres Gêmeas. Ele se livrou de uma bela dor de cabeça.

O que podemos tirar dessa decisão? Bom, ao que tudo indica, a Suprema Corte preza pela estabilidade do país: se não for um erro muito crasso que não possa ser provado de forma rápida, clara e inconteste, não vão ficar prolongando uma situação de dúvida. Não basta ter razão, e preciso ter muitas provas boas de que tem razão.

Então, seguindo pela linha de raciocínio do direito americano, ao que tudo indica, ou Trump mostra provas muito boas e definitivas de que houve fraude, ou Biden leva.

A linha de desdobramento normal desta eleição é: até o dia 14 de novembro os estados devem finalizar a apuração dos votos, até 8 de dezembro os estados devem nomear os delegados do colégio eleitoral e até 14 de dezembro os delegados do colégio eleitoral de todo o país devem oficializar seus votos para presidente. No dia 6 de janeiro, o Congresso faz a apuração desses votos e declara oficialmente o resultado das eleições. Em 20 de janeiro o novo Presidente toma posse.

Então, por qual motivo já estão dando como certa a vitória de Biden? Por já saber como cada delegado do colégio eleitoral vota. Seria um absurdo que a pessoa eleja um representante para votar no Biden e, quando chegasse a hora, seu representante votasse no Trump. Pode acontecer? Bem, tudo pode acontecer, mas seria algo que geraria um problema de enormes proporções, talvez até uma guerra civil nos EUA.

O próximo passo é acompanhar os desdobramentos dos pedidos de Trump ao judiciário e se eles serão ou não aceitos. Se ele conseguir tumultuar a coisa, é possível que os prazos que eu citei da linha de desdobramento normal das eleições sejam modificados e a coisa demore ainda mais.

Enquanto isso, a gente continua por aqui, te atualizando a cada novidade.

Para dizer que é complicado demais para merecer sua atenção, para dizer que está torcendo para um delegado virar a casaca em nome da treta ou ainda para dizer que teria sido melhor um Ei Você com a opinião do brasileiro médio sobre este fascinante imbróglio eleitoral: sally@desfavor.com

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Comments (28)

  • “E, francamente, Al Gore deve ter agradecido muito por essa decisão quando, meses depois, dois aviões arrebentaram as Torres Gêmeas. Ele se livrou de uma bela dor de cabeça”.

    Biden perdeu o segundo filho em 2015, vítima de câncer, e desistiu da corrida presidencial em 2015. Hillary Clinton foi em frente e perdeu do Trump…

    Imagino o que teria acontecido se Biden tivesse se candidatado em 2016, vencido Trump e a pandemia tivesse vindo. Por mais que o número de vítimas fosse menor, a economia teria sofrido e, nesse 2020 paralelo, Trump ou outro que nem ele poderia ganhar a eleição (em que o voto direto não apita o quanto deveria).

    Nisso, fico a pensar se o número de acometidos pela pandemia ficaria ainda mais alto do que o do mundo real e transformado os anos 2020 em uma década perdida, fomentada por um rancor de um governo democrata não ter dado conta de sanar todos os efeitos de uma pandemia que surgiu durante seu governo por culpa de uma China que os democratas jamais demonizaram…

    Pelo menos agora, no mundo real, Trump sai ao final de janeiro de 2021, e o Biden já montou uma equipe que se prepara desde já para dar conta da pandemia.

    (de certa forma, esse mesmo raciocínio poderia ser aplicado em outros lugares…)

  • Acho mais fácil os dois lados terem trapaceado o tanto quanto puderam do que ter sido uma eleição justa e correta. Não existe jornalismo no mundo, existe é torcida organizada. Imagine que uma aliança entre PP e DEM (com Maluf candidato) disputa contra uma aliança entre PT e PMDB (com Lula candidato). Quem fraudaria essa eleição? Quem mais pudesse. E não é porque é Brasil. Os EUA patrocinaram ditaduras na América Latina e a URSS cometeu genocídios, sempre mentindo para seus cidadãos. A história do mundo é feita em cima de mentiras e violência. Até a Ciência tem seus podres. Quem patrocina as pesquisas sobre saúde no mundo não são os governos democráticos. São os grandes laboratórios (interesse econômico) e os governos totalitários (interesse político). Neutralidade?! Revisão por pares?! Os “pares” são uma panelinha de amigos patrocinados pelos mesmos caras. Uma coisa é achar o Trump um boçal, outra é achar que por isso o outro candidato é honesto. Os EUA são o país onde a esquerda faz protesto para impedir palestrante de falar na Universidade porque não gosta das ideias que ele defende. São o país que inventou o cancelamento. Lá é a luta do roto contra o esfarrapado, não tem porque achar que é melhor do que nós, a Argentina, a Coréia do Norte ou Israel no quesito honestidade política. Quando há política, há guerra e – assim como no amor – é cuspe no olho e chute nos ovos.

    • Sim, existem muitos lugares melhores do que o Brasil. Não que as pessoas sejam mais honestas, pois o ser humanos é sempre a mesma merda, mas por existirem mecanismos de contenção mais eficientes.

    • Sobre a revisão pelos pares, todas as pessoas que eu conheço do mundo acadêmico/científico afirmam que quanto mais próximo de você é a pessoa que revisa seu trabalho, mais cuidado ela tem, pois se esse trabalho for publicado em uma revista científica renomada, o mundo inteiro vai ler e, se houver algo errado, fatalmente alguma pessoa em todo o mundo vai perceber e apontar. O que você chama de “panelinha”, os pares, não querem ver um colega desmoralizado.

      Eu, mesmo não sendo do meio, quando tenho que apresentar algo importante, sempre envio para o Somir revistar antes e ele é o mais criterioso que pode, tentando me respaldar, me proteger de algo errado ou de baixa qualidade vir a público e me queimar.

      Cuidado com essa vida de “chapéu de papel de alumínio”, de o tempo todo ver segundas intenções, desonestidade e teorias da conspiração. Isso faz mal. Viva a vida com mais leveza, pois esse foco sempre no erro, na teoria da conspiração, faz fisicamente mal.

      Vemos fora o que temos dentro. Hora de olhar pra dentro e resolver isso aí.

      • Revisão por pares teria que ser duplo-cego. Porém, no mundo dos especialistas, só pelo enfoque da pesquisa um já reconhece o outro. Eu participei de comissões de bancas para seleção de professores, de colegiados de Curso e de Centro, fui Coordenador de TCC, participei de comitês de ética na pesquisa. Houve projeto que foi reprovado por outra comissão de “pares” e sem alterações ser aprovado com nota boa por uma comissão de “pares”. Já vi candidato a cargo de professor ser reprovado por namorar um desafeto do Coordenador do curso. Já vi amante de orientador passar para o Mestrado sendo ele da comissão. Já vi seleção que não permitia revisão de prova ou recurso. Enfim, volto a dizer: a putaria é a regra e os controles são bons em meia dúzia de lugares, quando muito. Meu trabalho atual é cercado de sacanagem e mentira por todos os lados. Já fui vítima de estelionato, calúnia e assédio moral. Fazer terapia, meditação, mindfulness e tudo o mais ajuda a não se afogar porque fortalece o nadador, mas não muda as marés. Uma coisa é acreditar em “Nova Era”, conspirações intergalácticas e nos Protocolos dos Sábios de Sião; outra é achar que política e poder são um jogo sujo. Pensar o contrário é desconhecer a frase de Bismarck (o político, não o jogador do Vasco): “Os cidadãos não poderiam dormir tranquilos se soubessem como são feitas as salsichas e as leis.”

        • Na área de humanas sim.

          Na área científica não. Ciência é objetiva. Se você publica um estudo em uma revista científica séria e tem um erro ali, a comunidade científica do mundo inteiro grita.

          E recomendo que você nunca mais desmereça o processo científico aqui, se quiser continuar participando do Desfavor. Nossa tolerância com isso está abaixo de zero.

      • Sally, sobre essa questão dos pares, acho que depende da área e do lugar, da instituição e tal. Na área de humanas acho que nem conta, já que é quase sempre a interpretação subjetiva mesmo que tá ali. Mas já vi acontecer de perto, na área de biomédicas e exatas, algo do tipo: “ahh não, tu vai aprovar sim o artigo do fulano pra revista, pq ele é orientando do fulano de tal, e como esse fulano é fodão e é o que mais pontua no lattes, então…”.

        Ou então algo do tipo: uma determinada empresa privada quer barrar de qualquer jeito aquele determinado projeto, sob pena de ter prejuízo com seus produtos, daí compra por debaixo dos panos a patente daquele projeto ou dá um jeito dele sumir de qualquer jeito, enfim. Não posso citar nome de pessoas e empresas aqui porque ficaria tenso, mas que existe esse tipo de coisa, existe!

        • Sim, para prejudicar, para desacreditar, para desmerecer, sempre tem uma fila de pessoas, em qualquer área.

          Mas dizer que amigo que revisa faz vista grossa para erro por ser amigo? Não, não. Isso é simplesmente absurdo. Quanto mais próximo se é de quem publica, mais meticulosa a revisão, para não deixar o amigo, a equipe ou a empresa passar vergonha pública no mundo todo e ser desacreditado.

  • Bem, ao menos ele é coerente, alega fraude em uma eleição a qual ele perdeu, tem gente que alega fraude em eleição que venceu.

    Você quis dizer: Carla Zambelli?

  • “(…)Trump vem fazendo alguns movimentos preocupantes. Disse que só sairia da Casa Branca arrastado, gritando e espernenando...” Torçamos para que isso realmente aconteça! Seria algo divertidíssimo de assistir! E, lendo esse trecho, eu me lembrei de um certo ex-governador do Rio de Janeiro, que, depois de um “conveniente” piripaque ao ser preso por corrupção, foi tirado do hospital no dia seguinte e conduzido à prisão de ambulância. Será que o Trump, ao se ver forçado a “largar o osso”, se prestaria ao ridículo de fazer um escarcéu semelhante ao dessa figuraça?

    https://www.tribunapr.com.br/wp-content/uploads/sites/1/2016/11/anthony-garotinho-esperneia-ambulancia-825×550.jpg

    Quanto a uma possível guerra civil entre partidários de Trump e de Biden, seria legal se fosse como naquele episódio de South Park em que os homens da cidade participam de uma reencenação da Guerra de Secessão e, depois de encherem a cara,perdem o controle e saem tocando o zaralho pelo país todo…

  • “(…)Trump vem fazendo alguns movimentos preocupantes. Disse que só sairia da Casa Branca arrastado, gritando e espernenando...” Torçamos para que isso realmente aconteça! Seria algo divertidíssimo de assistir! E, lendo esse trecho, eu me lembrei de um certo ex-governador do Rio de Janeiro, que, depois de um “conveniente” piripaque ao ser preso por corrupção, foi tirado do hospital no dia seguinte e conduzido à prisão de ambulância. Será que o Trump, ao se ver forçado a “largar o osso”, se prestaria ao ridículo de fazer um escarcéu semelhante ao dessa figuraça?

    https://www.tribunapr.com.br/wp-content/uploads/sites/1/2016/11/anthony-garotinho-esperneia-ambulancia-825×550.jpg

    Quanto a uma possível guerra civil entre partidários de Trump e de Biden, seria legal se fosse como naquele episódio de South Park em que os homens da cidade participam de uma reencenação da Guerra de Secessão e, depois de encherem a cara,perdem o controle e saem tocando o zaralho pelo país todo…

  • “Os eleitores do Trump são fanáticos e estão armados, então, é bem possível que tentem alguma coisa. ”
    Ironicamente, os sojados de cabelo colorido do Antifa e da igreja do arco-íris fazem manifestações mais raivosas do que eles, que no máximo fazem memes. Enfim, R.I.P. direita.

    • Eu acho que, apesar de haver muitos malucos dos dois lados, no fim, ninguém vai fazer é nada. Cão que ladra não morde.

  • Eu não sabia que ainda havia mais esses fatores para complicar as eleições americanas, no que diz respeito à apuração dos votos: papéis que precisam ser furados e dão problema na contagem mecânica, cédulas mal diagramadas que induzem os eleitores a erro, falta de uniformidade e diferenças de metodologia até entre condados dentro de um mesmo Estado. Porra, porque é que eles gostam tanto de complicar as coisas? Não é possível que ninguém lá tenha percebido que desse jeito não está dando certo…

    Os responsáveis pelo sistema eleitoral dos EUA devem ter lá os seus motivos para quererem manter tudo da forma como está, mas eu acho que tudo seria tão mais fácil se fossem produzidas cédulas simples de papel, que fossem idênticas para todo o país, e com quadradinhos para se marcar a caneta com um “X” ao lado do nome de cada candidato. Não poderiam fazer isso? E, tanto para tornar a apuração mais ágil quanto como medida de segurança para evitar fraudes, eles também poderiam colocar nessas cédulas uma versão aperfeiçoada de um daqueles mecanismos informatizados de leitura óptica que por aqui são utilizados nos cartões de reposta de um monte de vestibulares e concursos públicos com questões de múltipla escolha.

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